quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Kotscho diz a Jô Soares que imprensa foi golpista

08/12/10
Do blog de Eduardo Guimarães

Não pode passar batida a entrevista que o ex-assessor de imprensa e amigo do presidente Lula, o jornalista Ricardo Kotscho, concedeu ao programa do apresentador Jô Soares, na tevê Globo, na madrugada desta quarta-feira (08/12).

Que eu saiba, foi a primeira vez que alguém conseguiu dizer, na sede da imprensa conservadora de direita, que ela, que acusa o atual governo de censura, foi a única, entre os dois lados, que defendeu um estado de exceção que se baseava justamente em… Censura!

No segundo bloco do programa, diante de questionamento feito pelo apresentador sobre supostas intenções deste governo de impor censura a uma mídia que se notabilizou por tentar ser mais oposicionista do que a própria oposição, Kotscho não perdoou.

Abaixo, reproduzo o diálogo entre Ricardo Kotscho e Jô Soares no programa da Globo supramencionado.

—–

Jô Soares – O governo, parece que o governo está estudando a criação de um órgão pra controle, pra controle de conteúdo de rádio e televisão. O que você sabe dessa proposta, o que é que há de concreto e o que você acha disso?

Ricardo Kotscho – Olha, de concreto não há nada – até é bom levantar isso. Participei de um congresso, semana passada, na TV Cultura, sobre liberdade de imprensa, e estava esse negócio – o medo, o pânico, a censura, a volta da censura… Mas, quem fala isso, não viveu aquele tempo – eu vivi e eu sei como é que é…

Jô – Não, eu também e eu sei, inclusive, que é inconstitucional…

Kotscho – É impossível, hoje nós vivemos em uma democracia…

Jô – Então por que é que há essa onda, que tem até nome?

Kotscho – Então eu vou te falar: controle social da mídia, são documentos que circulam em sindicatos… Da categoria de comunicação, em congressos, simpósios, seminários… Tem gente que quer isso mesmo. Mas é uma minoria que nunca consegue…

Jô – Sempre tem gente…

Kotscho – Sempre tem, sempre tem… Desde sempre, desde o começo, quando eu trabalhava lá com ele [Lula] como secretário de imprensa. Nunca houve nenhuma medida de controle da imprensa.

Aí vão dizer assim: “Ah, mas o Estadão…”; o Estadão é uma questão do Judiciário. Todos os problemas que existirem de controle da informação são da Justiça, não tem nada a ver com o governo federal. Nem do atual governo Lula. E conheço muito bem a presidente eleita, Dilma, e não vai ter.

O Franklin Martins, nesse seminário da TV Cultura, disse, com todas as letras: “Controle social da informação é bobagem por um motivo muito simples: é inviável”. Sabe, não dá pra fazer. Quem vai controlar? Como vai controlar? Quem controla, somos todos nós. O controlamos sempre…

Jô – Dá pra controlar, não precisa nem levantar, hoje…

[apresentador faz mímica simulando uso do controle remoto]

Kotscho – Não ta gostando da nossa conversa, muda lá no controle remoto, compra outro jornal amanhã… É esse o controle que existe.

Jô – Agora, tem uma coisa, por exemplo…

Kotscho – Só uma coisa, Jô, deixa eu só complementar. Quem ta falando isso, todo dia, em manchetes, esse negócio de ameaça, na campanha eleitoral se falou… Não tem.

Eu me lembro muito bem, que eu sou dessa época, o Estadão ajudou a dar o golpe de 64. Ele fez reuniões dentro do jornal, que acabaram implantando a censura no Brasil, a ditadura que ele não gostou.

A Folha de São Paulo, você vai se lembrar disso, demitiu o Cláudio Abramo, que era um grande diretor de Redação, a pedido dos militares. Aí ninguém fala em liberdade de imprensa.

A Veja…

Jô – Mas aí havia uma ditadura… Reinando.

Kotscho – Exatamente, isso que eu quero dizer. Aí havia censura, e aí ninguém falava em liberdade de imprensa…

Jô – Por isso tão rígido a…

Kotscho – A revista Veja, a editora Abril, também não falava em liberdade de imprensa, a pedido dos militares.

Jô – Foi tão rígida, na Constituição, a medida que se tomou pra que não houvesse mais…

Kotscho – Olha, eu tenho mais de cinqüenta anos de profissão. Eu tenho um nome a zelar. Eu não vou falar pra um grande público como o teu, aqui, uma coisa que eu acho que pode estar errada. Eu tenho certeza: não houve e não haverá nenhum risco (…)
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/12/kotscho-diz-a-jo-soares-que-imprensa-foi-golpista/

Basta de Nelson Jobim

08.12.2010
Escrito por Luiz Edgard Cartaxo de Arruda Junior – Editor do blog da Dilma em Fortaleza. cartaxoarrudajr@gmail.com

Uma das coisas sem nexo no governo Lula ainda é a persistência do que há de pior ter uma mera possibilidade de permanecer com a Dilma ou seja o Sr. Nelson Jobim ainda ter aspiração de continuar no Poder!

Gente, durante os 8 anos do governo Lula, a Presidência da Republica não recebeu institucionalmente a Comissão de Mortos e Desaparecidos! A Comissão da Memória e da Verdade, prometida e firmada desde o Tratado Internacional de Viena no fim do milênio passado não se cumpriu. Isso tudo se da por causa do seboso Nelson Jobim a espalhar medo e paranóia na aparente frágil democracia brasileira.

Nenhum militar ou civil dos que serviram ao Estado Terrorista da Ditadura brasileira chamada por eles de Revolução Redentora, de 31 de março de 1964. Na verdade a revolução do dia da mentira de 01.04.64. Nunca um deles sentou num banco de réus. Nenhum deles deu sequer um depoimento, compareceu a uma única audiência. Hoje em quase todos países da America Latina estão cumprindo pena condenados pela história e pela justiça.

Aos 10 anos perguntei a meu pai: Dr. Cartaxo por que ele chamava de Gorilada: a Redentora? Ele respondeu: por pretenderem manter o Brasil uma republiqueta de bananas… Essa resposta é até hoje a mais esclarecedora de todas.

Sobre as centenas de mortos, desaparecidos… o único reconhecido no governo Lula, que teve sepultamento digno ; foi o guerrilheiro cearense no Araguaia: Bergson Gurjão. E os outros?
O que me deixa perplexo é ver o Lula dizer já pela segunda vez que o torturador da Dilma: “ esta sofrendo, mais do que ela sofreu!” (não repita isso companheiro ) se você é santo não seja agora tão paz e amor, pois eles são demônios em carne e osso. O que vejo é pelo menos uns 2 ( dois) falando da tortura nela e não estão sofrendo nadinha, pelo contrario estão dizendo sim: “…Que se soubessem que ela ia ser presidente do Brasil. Deixariam um bilhetinho com ela dizendo que:”lembra-se de mim, eu era o bonzinho!?! E mais o torturador dizendo que quando ela foi presa:” era feia… Agora sim, ela, estava bonita”. O que se entende, é como se o torturador quisesse dizer: “ Que é agora, é que é a hora de bater nela, com gosto. Agora sim, esta bonitinha para apanhar…” Isso não me parece com palavras de quem se arrependeu ou que sofre, mais do que ela. Esse torturador sim, esta sim, é se vangloriando com amigos e debochando da gente.

Isso acontece porque o Nelson Jobim fez alterações no 3 PNDH e com isso armou um golpe de estado pior que o do Mensalão! Que não deu certo também . Porque o Lula, se deu por vencido, voltou atrás e excluiu a Comissão da Memória e da Verdade do 3 PNDH . É por isso que o torturador da Dilma diz essas coisas e os crápulas do pig publicam impunemente. E não acontece: necas de pitibiribas…

Quando eclodiu em Portugal a Revolução triunfante dos Cravos na nossa pátria mãe o que primeiro fizeram os vitoriosos em Lisboa foi mudar o nome da maior ponte da Europa de Salazar para Ponte da Liberdade. Em toda a Alemanha você não encontra o nome de Hitler sequer numa travessa, viela ou até beco sem saída… Impossível ver o nome de Mussolini em avenidas italianas. Na Espanha passaram-se mais de vinte anos, mas hoje não resta nenhum dos 76 monumentos ao Generalíssimo Franco.

Aproveitando com um adendo. França e Espanha bem que poderiam fazer nos vazios históricos … de Francisco Franco uma justa homenagem ao numero um do PT. O Comandante da Brigada Internacional, derrotada, mas por isto mesmo, não menos heróica da Revolução Espanhola. Na França é Marechal da Liberdade… falo do herói de guerras mundiais o brasileiro Apolônio de Carvalho que sem duvida se chega-se a tempo salvava do fuzilamento o poeta Frederico Garcia Lorca.

Hugo Chaves já da um exemplo a ser seguido ao reverenciar o braço direito socialista de Simon Bolivar na pessoa do brasileiro nordestino o pernambucano confederado do Equador Abreu e Lima: o ideólogo do Bolivarismo.

E porque não também em Paris referencia ao esquecido e injustiçado herói franco-brasileiro Apolônio de Carvalho. E uma plaquetinha na arvore em que morreu Frei Tito? Pode? Né, Carla Bruni, Sakarov, Zapateiro. pensem nisso Patriota, Dilma, Amorim?

O certo é que o Brasil nesse ponto é dos países mais atrasados em resgatar a verdade de sua historia em toda América Latina. O Brasil, ainda não enterrou seus mortos. Nem puniu seus algozes. Como é que se pode afirmar que estamos vivendo em uma democracia plena com todos esses desaparecidos e mortos insepultos? E seus torturadores impunes!

Ressalte-se em algumas poucas cidades brasileiras como Teófilo Otoni os nomes dos ditadores foram extirpados dos logradouros, ruas e prédios públicos por força de lei municipal, há até uma Universidade que tinha por nome Pres. General Emilio Medici a pouco foi anistiada. Existe um movimento para transformar a antiga via Oeste em São Paulo que a ditadura transformou em rodovia Castelo Branco onde um grupo da Anistia pretende designá-la de Presidente Jango Goullar. No lugar de Rodovia Castelo Branco. O Governador biônico de São Paulo Abreu Sodré não se atreveu denominá-la de Presidente. Afinal era um ditador.

Ao contrario do que dita o poema “Evocação do Recife” que fala da Rua da Aurora e Rua do Sol na capital pernambucana, graças a Manuel Bandeira permanece esses nomes nas avenidas que margeiam o rio da chamada Veneza Brasileira. Aqui em Fortaleza nessa Mesopotâmia do Brasil, hoje transformaram a Av. Perimetral que contorna sua área metropolitana em Av. Pres. Costa e Silva e a litorânea Avenida Leste Oeste em Av. Presidente Castelo Branco. Além de lindos os nomes eles servem de orientação geográfica. É como no Rio de Janeiro tentar mudar o nome da Linha Amarela e da Linha Vermelha para as cores virarem nomes de ditadores.

Peço licença para escrever pela quinta vez sobre uma incongruência que não deve permanecer.Um pequeno e significativo pedaço da historia da cidade onde nasci Fortaleza que vivo e já faz uns 30 anos: Era Secretario da Imaginação da Administração Popular da Maria Luiza Fontenele a primeira mulher prefeita do PT numa capital do Brasil vi chegar o momento de transformar a praça 31 de Março em homenagem a Redentora gloriosa revolução, num monumento ao Trabalhador do Brasil.

Tinha o apoio entusiasmado do tio Claudio Pereira presidente da Fundação Cultural de Fortaleza era um momento impar pra desencadear uma serie de atitudes na geopolítica urbana das capitais brasileiras. Na Policia Federal em Fortaleza tem uma rua que o nome é Laudelino Coelho. Esse cara é um torturador igual ao Sergio Paranhos Fleury. Era o próximo passo. Ajudei a redigir o decreto-lei que trazia a nova denominação para Praça do Trabalhador tomar o lugar da 31 de Março. Entre muitas das minhas argumentações no gabinete da prefeita Maria Luiza é que no mínimo devia ser Praça da Mentira já que foi de fato num dia de 1º de Abril que deram o golpe… É que eu queria ao mesmo tempo levantar a bola do Cajueiro da Mentira da praça do Ferreira. Para não parecer que era só coisa de comunista…

Não deu em nada. É verdade que saiu no diário oficial. Mais até hoje, estou por ver a placa: Praça do Trabalhador. Para a história é o que interessa.
A próxima intervenção da secretaria da Imaginação na Administração Popular do PT numa capital brasileira foi extirpar o
nome do ditador Emilio Garrastazu Médici do Centro Social Urbano da Borges de Melo. Outra gloriosa tarefa não concluída em termos. Digo, pois é assim que o povo o chama até hoje. Mas leva em seu nome a alcunha de Presidente , digo alcunha porque não me vem outra palavra.

Afinal quem votou nele? Para ele ter titulo de presidente do Brasil? Usar a faixa presidencial etc. Votos de tres gatos pingados ! Ops, sete macacos! Aliais gorilas ( Aos politicamente corretos: eu também sei que os animais não merecem essa comparação) da chamada linha dura nos anos de chumbo do estado terrorista implantado pela ditadura, que queriam manter o Brasil uma republiqueta de bananas, colônia norte americana, como dizia meu velho. A Prefeita Maria Luiza Fontenele temia um pouco a reação da Câmara. A ditadura ainda estava muito forte no país.

Mas ela soube marcar a historia. Os documentos, convites, e até os clippings da imprensa de Prefeitura de Fortaleza na primeira Adiministração Popular do PT na capital de um estado brasileiro. passaram a denominar o Centro Social Urbano Pres Medici de Centro Social Urbano de: CSU da Borges de Melo. E PT saudações. Não há sequer um só documento oficial da Administração Popular do governo da Maria Luiza Fontenele com o nome de Médici nos documentos. A prefeita Maria Luiza Fontenele do PT, não gastou tinta com eles. Pois é por isso também que ainda o povo chama o hoje promovido a Centro de Cidadania Pres. Médici de CSU da Borges de Melo e pronto. Quanta incongruência nem o Médici nem a cidadania merecem isso.

Por favor. Algumas das propostas como essa sobre a engenharia comportamental da geopolitica urbana da cidade que levei a Comissão Fortaleza Bela da prefeitura estão no livro: Coisas que o Tempo Levou disposto na Fundação Democrito Rocha. Eram e é o resgate dos nomes antigos do Centro da Cidade do tempo em que nenhuma rua se chamava Dr. Fulano de tal… eram assim os nomes das ruas e becos da velha cidade do nosso Fortitudine: das Areias, da água, Amarela, Bela, do sol, da Paz, da Palma, Formosa, das Flores… São esses os nomes que quero ver em azulejos portugueses pintados a mão de preferência pelo Sergio Marques que estuda velhas letras continentais a anos, não é nada inovador espetacular ou Fantástico já existe a tempos,começou em São Luiz do Maranhão antes do Glauber Rocha andar por lá … Não é pra tirar placa oficial, nem mexer em CEP, coisa nenhuma nada de burocracia para atrapalhar. É só o azulejo pregado numa parede duma casa antiga o nome velho da rua escrito a mão e Cet’ finit.

Nunca me passou pela cabeça ver o que iam fazer: um poste novinho em folha, redondo com o nome mentiroso de Pres Costa e Silva impresso ainda com cheiro de tinta a óleo colado numa placa no lugar da Avenida Perimetral. É de vomitar. Dói mesmo é ver acabar a linha de ônibus da Leste Oeste. É como as borboletas que estão se acabando e a gente não tem tempo para ter saudade. Eu só quero é vaiar o sol na Praça do Ferreira, sem filosofia nenhuma. ( ainda volto a falar sobre isso).

A Amam ter colocado o nome do ditador Médici na sua turma de 2010 é uma afronta, provocação esclerosa e necrosada de uma pagina negra da historia que passa. Um dia vai chegar que o nome da turma será: Gregório, Prestes, Apolônio, Lamarca… O Exercito brasileiro precisa acabar com a covardia e não ter medo de ter vergonha na cara e com coragem e dignidade separar, o joio do trigo, da sua historia. Isso sim. Viva o Lula a Dilma e o Brasil.

COMENTÁRIO DA GALERA DO BLOG DA DILMA:

Flávia:

Boa discussão.Está mesmo na hora de rever essas ” homenagens”.Isso sem contar dos nomes de ruas homenageando torturadores estrangeiros como o Dan Mitrione em Belo Horizonte..Que esse movimento se inicie a partir desse bela reportagem.A hora é agora.Fora Jobim.

Depois de fazer esse comentário,tive a curiosidade de pesquisar se realmente essa rua ainda conservava o nome desse profressor de torturas norte americano,e para minha alegria ,a justiça foi feita e trocaram por Rua José Carlos Mata Machado jovem lutador pela liberdade, assassinado sob tortura (talvez com as técnicas ensinadas por Mitrione) nos porões da ditadura em Pernambuco. Era filho do inesquecível Prof. Edgar Mata-Machado. Belo Horizonte foi redimida e ficou mais limpa. A inauguração da nova placa foi uma festa.Como pernambucana me alegro com a mudança.
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Fonte:http://blogdadilma.blog.br/2010/12/basta-de-nelson-jobim.html

Jay Rosen: A imprensa que fiscalizava o poder está morta

8 de dezembro de 2010
Do blog de Luiz Carlos Azenha

"O que resta hoje no lugar daquela imprensa é WikiLeaks”

6/12/2010, Glenn Greenwald, na revista eletrônica Salon [excerto]

O professor de Jornalismo Jay Rosen tem análise como sempre radical, criativa e provocadora de WikiLeaks, que expressou num vídeo de 14 minutos (em http://vimeo.com/17393373). Sobre por qual razão fontes valiosas preferem enviar seus documentos e outros vazamentos a WikiLeaks, em vez de enviar à imprensa-empresa tradicional, diz ele:

“No caso dos EUA, uma das razões é que a própria legitimidade da imprensa está sob suspeita, aos olhos dos vazadores. E há pelo menos uma boa razão para isso. Porque, enquanto temos o que se apresenta como “imprensa cão de guarda de valores democráticos”, temos aí – à nossa frente, para quem queira ver – o claro fracasso daquela imprensa, que evidentemente não faz o que diz que faz, que seria fiscalizar o poder; a imprensa que conhecemos não faz outra coisa além de tentar ocultar os compromissos e os objetivos do poder.

Por isso, acho que é erro desqualificar o que WikiLeaks faz sem, simultaneamente, incluir no quadro os espetaculares fracassos da imprensa que conhecemos nos últimos 10, 20, 30, 40 anos – mas sobretudo nos anos recentes. Sem a crise de legitimidade que atinge o jornalismo-empresa nos EUA, os vazadores não tenderiam a confiar tanto numa ‘estrela’ global como Julian Assange e numa organização sombria como WikiLeaks…

Eventos amplíssimos, cataclísmicos (como a guerra do Iraque) considerados dentro do regime de legitimidade, estão por trás do caso de WikiLeaks, porque, não fosse por aqueles eventos, os vazadores não teriam o apoio que têm, não teriam operado de modo solidário como operaram, nem teriam a força moral que mobilizaram para expor o que o governo Obama está de fato fazendo. A imprensa que fiscalizava o poder está morta. O que resta hoje no lugar daquela imprensa é WikiLeaks”.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/gleen-greenwald-a-imprensa-que-fiscalizava-o-poder-esta-morta.html

P-SOL recorrerá contra decisão que tirou Jean Willys da Câmara dos Deputados

08/12/2010
Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente do P-SOL no Rio de Janeiro, Jefferson Moura, afirmou hoje (8), por meio de nota, que o partido recorrerá contra decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tirou a vaga de Jean Willys (P-SOL-RJ) para a Câmara dos Deputados. Willys recebeu 13.018 votos e havia ficado com a última vaga do Rio de Janeiro na Câmara.

Ontem à noite (7), o ministro Marco Aurélio Mello, do TSE, determinou a recontagem de votos no estado após decidir uma ação ajuizada pelo Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB). O ministro decidiu dar para o partido os votos de 18 candidatos da legenda que concorreram com o registro negado, e logo, tiveram os votos anulados.

Com a recontagem, o quociente eleitoral do PTdoB mudaria e Cristiano José Rodrigues de Souza, que teve 29.176 votos, ficaria com a vaga de Willys. “Em nosso entendimento tal fato não se coaduna com o resultado democrático das urnas. A possibilidade de computar votos de candidatos impugnados ao quociente eleitoral, impossibilita a garantia do voto legitimado nas urnas”, afirmou o presidente do P-SOL.

Para que Willys seja diplomado, a decisão de Marco Aurélio precisa ser revertida até o dia 16 de dezembro, data em que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) fará a diplomação dos eleitos no estado. A decisão do ministro abre precedentes para que outros partidos peçam recontagem dos votos.
Edição: Aécio Amado
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=30BC4ED549CC8D5B0B9ED3C9A7C62155?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-2&p_p_col_pos=2&p_p_col_count=3&_56_groupId=19523&_56_articleId=1118482

Dilma divulga nome de mais dez ministros

08/12/2010
Luciana Lima e Danilo Macedo
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – A presidenta eleita, Dilma Rousseff, confirmou oficialmente hoje (8), por meio de nota, mais dez ministros do seu governo, que começará no próximo dia 1º de janeiro. Desses, cinco são do PMDB, três do PT e um do PR.

Na pasta da Agricultura, permanece no comando o atual ministro Wagner Rossi (PMDB-SP). Na pasta de Minas e Energia, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) retorna ao cargo. O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) assumirá o Ministério da Previdência.

Dilma também chamou o ex-deputado e ex-governador do Rio de Janeiro, Moreira Franco (PMDB-RJ), para ocupar a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), órgão ligado à Presidência da República com status de ministério. O titular do Ministério do Turismo será Pedro Novais (PMDB-MA).

O atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, (PT-PR) assumirá o Ministério das Comunicações. A Secretaria de Comunicação da Presidência da República ficará com a jornalista Helena Chagas, ex-diretora de jornalismo da EBC e assessora de Dilma durante a campanha.

Dilma confirmou o nome da deputada Maria do Rosário (PT-RS) para a Secretaria Especial de Direitos Humanos. Ela ocupará o lugar do ministro Paulo Vannuchi. Já a Secretaria Especial da Pesca será comandada pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC).

Do PR, Dilma vai nomear o ex-ministro do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Alfredo Nascimento (PR-AM), para o Ministério dos Transportes. Ele havia deixado o governo para disputar as eleições para o governo de seu estado, mas acabou perdendo o pleito.

Na nota divulgada pela assessoria de imprensa da transição, Dilma informa que pediu a todos os ministros que trabalhem de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento ao seu programa de desenvolvimento, com distribuição de renda e estabilidade econômica.
Edição: Rivadavia Severo
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=30BC4ED549CC8D5B0B9ED3C9A7C62155?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=1118147

Rodrigo Maia critica Serra e diz que campanha foi 'desastrosa'

8/12/2010
Do "Msn Notícias"
Por Reuters, reuters.com
Reportagem de Leonardo Goy)

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), fez nesta quarta-feira duras críticas ao candidato derrotado do PSDB à Presidência, José Serra, pela forma como a campanha foi conduzida, especialmente no primeiro turno.

'Nós apoiamos a candidatura do ex-governador José Serra. O que temos de reconhecer é que foi no primeiro turno uma candidatura desastrosa. Uma candidatura que não agregou nada à oposição no primeiro turno', disse Maia a jornalistas.

Segundo ele, o desempenho ruim da candidatura na primeira rodada atrapalhou o resultado da oposição nas eleições regionais e na composição do Legislativo.

'Infelizmente, nosso candidato, de forma solitária e individual, decidiu fazer uma campanha ouvindo apenas seu marqueteiro', afirmou.

Nestas eleições, o DEM elegeu dois governadores, no Rio Grande do Norte e em Santa Catarina, e apenas um senador: Demóstenes Torres (GO). Para a Câmara, foram eleitos 43 deputados.

O DEM anunciou, após reunião nesta quarta, que realizará em 15 de março do ano que vem uma convenção nacional para eleger uma nova Executiva Nacional que comandará o partido provisoriamente até o final de 2011, quando terminaria o atual mandato do presidente da legenda, Rodrigo Maia.
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=26672456

Relatório da Reunião do Setorial de Federais da CNTSS/CUT

Postado por Irineu Messias, em 08.12.2010
Publicada em 17 de novembro de 2010 no site da CNTSS/CUT

Data: 17 e 18 de novembro de 2010.
Local: Brasília
Estados Presentes: GO, SP, BA, MS, PE, RJ, AL, SE, PB e DF. Oposição CE.
Setores presentes: Ministério da Saúde e Ministério do Trabalho e Emprego, Funasa, INSS, Previdência e ANVISA.

Numero de Participantes: 32
Pauta de Convocação:
a) Eleição da Coordenação dos Federais
b) Discussão e encaminhamentos da agenda da Seguridade e Seguro Social.

- Dia 17 de novembro:
Instalada a mesa de abertura a pauta foi aprovada, conforme convocatória. 1. 1) Informes Gerais:

a) Negociações MPOG da Carreira do PST:

Breve relato sobre as negociações da reestruturação das tabelas do PST, interrompidas entre o Governo-SRH-MPOG e a representação dos servidores filiados à CNTSS, pois não houve acordo entre Governo e Entidades Sindicais e também veio o processo eleitoral, embora fosse satisfatória para os servidores do nível superior, era discriminatória para o nível intermediário e excludente para o nível auxiliar, aposentados e pensionistas. Neste caso houve uma sinalização da elaboração de um memorial, por parte da SRH, a ser entregue ao presidente ou à presidenta eleita.

b) Greve do MTE:

Relato de um breve histórico da luta política, uma greve de mais cinco meses, com o retorno ao trabalho e o compromisso do MPOG de promover uma oficina com o objetivo de promover a proposta de formatação de um plano de cargos, a elaboração de uma de proposta de reestruturação da Carreira e uma nova tabela do PST. Ainda houve as discussões da busca de medidas, através de emendas parlamentares, a inclusão no orçamento de 2011, destinando à reestruturação das tabelas do PST. Foi negociado ainda às 30h para os servidores que atendem o público nos estados do RJ e MG. Quanto à batalha jurídica no STF, entre os advogados dos servidores e o Governo - através da AGU, a greve foi considerada legal.
Ainda sobre a Carreira do PST foi informado sobre a implantação da Avali
ação de Desempenho. A forma e o formato que vem sendo desenvolvido não há acordo, uma vez que a mesma não possibilita a melhoria nos serviços prestados à população e, nem mesmo a qualificação da força de trabalho, sem contar ainda que, no caso dos servidores do Ministério da Saúde cedidos para estados e municípios, a função de avaliar os servidores esta atribuída aos chefes locais. Neste sentido, os servidores correm o risco de serem financeiramente prejudicados.
Sobre a ANVISA foi destacada a importância de ampliar o debate com as Entidades representativas das Agencias Reguladoras, nesse caso o Sinagências.

C) Carreira do Seguro Social:

Quanto ao Seguro Social foi destacada a importância de retomar as atividades consensuadas nos GT’s, Portaria 36, 2010 do INSS/DRH, que apontaram propostas sobre a Carreira do Seguro Social e o GT Qualidade Estruturante do Trabalho e Resultados. Foram ainda destacadas questões sobre a implementação das 30h para as Assistentes Sociais, de acordo com a Lei 12.317 que trata da jornada de trabalho. Sobre a contagem de Tempo Especial pós 90, ao contrário do que já vem sendo praticada no Ministério da Saúde, no INSS esta aguardando orientações legais por parte da SRH em face da Instrução Normativa editada pelo MPS.

c) GEAP:

Sobre a GEAP destaque para os efeitos das Liminares referente a Ação Judicial contra a Resolução 418 do CONDEL que implantou uma nova modalidade de contribuição, percapta, para o plano de Saúde – Geapsaude, lembrando que a forma de contribuição era de 8% sobre a remuneração; essa situação esta gerando sérios problemas nos estados da PB, GO e DF, uma vez que a proposta

percapta financeiramente é mais vantajosa para os servidores e, por outro lado, os judiciário não esta autorizando a saída da Ação Judicial.

2. Informes Gerais dos estados (apanhado geral)

- Implantação do ponto eletrônico nos Núcleo Estaduais do Ministério da Saúde;
- A necessidade de investigação do adoecimento dos servidores nas APS’s relacionado com a jornada de trabalho e as condições de trabalho;
- A implantação de gratificação APH-Adicional de Plantão Hospitalar, autorizada pelo MEC no valor de ate RH 600,00 paga inicialmente a todos os servidores do Ministério da Saúde cedidos aos Hospitais Universitários foi recentemente retirada do contra-cheque;
- Os impactos da Avaliação de Desempenho no INSS e a implantação na Carreira do PST- Previdência, Saúde e trabalho;
- A Direção do INSS vem alegando dificuldades legais de cumprir a cumprir a Lei que regulamentou a jornada de 30h para as Assistentes Sociais;
- Questionamentos dos demais profissionais quanto à tramitação de Projetos de Lei para profissionais na área da saúde, bem como os servidores do INSS;
- Questionamentos quanto às negociações com o MPS/INSS sobre a reversão dos valores da GDASS, hoje 70%, para o Vencimento Básico;
- O constante processo de pressão nos ambiente de trabalho e as exigências no cumprimento de metas, esta levando, em alguns casos, ao assedio moral, culminando como o adoecimento e sofrimento mental dos servidores;

3. Analise de Conjuntura:

OBS: aprovado o texto elaborado na reunião da Direção em destaque às linhas geris acima descritas.

Linhas gerais do texto:

. O debate foi pautado em cima do processo eleitoral;
. Sobre as disputas de dois projetos no Brasil
. As questões de cunho religioso em detrimento das questões nacionais;
. Destacou-se a importância do papel dos movimentos sociais e sindicais na eleição de Dilma no segundo turno;
. Defendemos que não haja nenhuma reforma que venha tirar direitos dos trabalhadores e, seja feita a reforma tributaria, política, trabalhista e sindical;
. Em relação às negociações, na Mesa Central e especificas devemos encontrar muitas dificuldades;
. Um governo em disputa em face ao leque de alianças;
. Preocupação com um governo que privilegia a Meritrocracia;
. Formação e composição dos cargos-governo de coalização;
. CNTSS/CUT deve influir nos nomes dos interlocutores que irão compor o governo;
. Reafirmar nossa autonomia e independência frente ao Governo;
. Colocar nossa agenda na pauta do debate com o novo governo.

4. Encaminhamentos Gerais:

a) Elaborar Documentos sobre:

- Um documento, contendo a resolução da CNTSS aprovada no seu ultimo Congresso discorrendo sobre o modelo de Estado que queremos; Qual o SUS que queremos e as políticas de seguridade sociais, a se entregue para a Equipe de Transição e a Direção Nacional do PT numa audiência;
- Resolução Congressual sobre Direito de Greve e Negociação Coletiva;
- Elaborar um memorial sobre as negociações na base da CNTSS a ser entregue para o Governo Dilma;
- Elaborar um documento da Seguridade Social e do Seguro Social para ser entregue à SRH em audiência.

b) Audiências: Solicitar três (03) audiências sendo:

. Na SRH para entregar documento tratando da pauta imediata para a Seguridade Social e,
- Uma segunda audiência para entregar um documento sobre a agenda do Seguro Social.

- E a terceira audiência no RH no Ministério da Saúde para tratar da agenda da Saúde. Obs: Audiência realizada na 5ª feira relatório anexo.

c. Atividades para serem viabilizadas:

- Resgatar a realização da Audiência Pública na Comissão de Seguridade Social do Congresso Nacional que discute a situação dos servidores da saúde;
- Realização de dois seminários sobre a AD-Avaliação de Desempenho no INSS e Ministério da Saúde;
- Encontro Nacional dos servidores das JRPS e das APAS;
- Levantar um diagnóstico na base da CNTSS sobre a situação referente a o pagamento da Insalubridade;
- Fazer uma pesquisa-diagnóstico sobre a Saúde do servidor na base da CNTSS;
- Levantar a situação jurídica do tempo especial pós 90- Mandado de Injunção.
- Elaborar uma estratégia, com a Direção da CNTSS, para a campanha salarial de 2011, articulada com a base dos sindicatos estaduais;
- Preparar uma manifestação nacional para o primeiro semestre.
- Realizar um seminário sobre Comunicação, com a participação das Assessorias de Comunicação dos Sindicatos;
- Realizar um seminário sobre finanças, com a participação dos diretores de Finanças dos Sindicatos;
- Realizar Seminário conjunto com o setorial de estaduais sobre a Força de trabalho mo SUS;
- Instalar os plantões no Escritório da CNTSS em Brasília.

d. Outras deliberações:

- Acompanhar a situação dos servidores da Funasa em processo de transferência para o Ministério da Saúde;
- Acompanhar a tramitação do PL sobre a jornada de 30h para Enfermagem;
- Ampliar o debate sobre as Agencias Reguladoras;
- Defender o haja concurso público para as UPAS;
- Cobrar da Direção do MTE sobre as providencias negociadas, a serem tomadas sobre as denuncias ocorridas no Fórum sobre as condições de trabalho nas SRT de todo Brasil;
- Questionar junto à equipe de Transição e o Governo Dilma sobre as Políticas de Emprego e o tipo de qualificação profissional a ser implantada no novo Governo.

e. Sobre a GEAP:

- Agendar reunião das Entidades Nacionais - CNTSS, CONDSEF, FENASPS, Fasubra, Fenadados e o CONDEL, com a participação da Assessoria Jurídica do SINTFESP-GO/TO, para deliberar a questões relacionadas as liminares contra a Resolução 418 do CONDEL;
- Questão de Goiás: Incluir na pauta da audiência com o Ministro da Previdência.

- Dia 18 de novembro:
Após discussões, foi concensuado os critérios para composição da Coordenação dos Federais, que fosse aqueles estados que não tivessem nomes compondo a Diretoria Executiva ou própria Direção da CNTSS. Neste sentido foram indicados os Sindicatos abaixo relacionados:

1. Membros Titulares:
- SINDPREV - DF
- SINDPREV - PB
- SINDPREV - AL
- SINDPREV - MS
- SINDPREV - SE

2. Membros Suplentes:
- SINDPREV - BA
- SINDPREV - PE
- SINTFESP - GO/TO

Prosseguindo a reunião foi aprovado os Documentos do Seguro e Seguridade Social, com alterações-anexos.

Documento do Seguro Social

O presente documento tem a finalidade de retomar a agenda concensuada pelos Grupos de Trabalhos, instalados pela Portaria nº36/INSS/DRH, de 22 de abril de 2010, com a participação das Entidades Sindicais, representativas dos servidores, além da representação do INSS, através das Diretorias de Recursos Humanos de Benefícios, de atendimento, da Auditoria Geral da Coordenação Geral de Tecnologia da Informação, do Orçamento e Finanças, da Saúde do Servidor sobre o GT da Carreira do Seguro Social e o GT de Qualidade Estruturante do Trabalho e Resultados.

Vale destacar que o desenvolvimento dos trabalhos nesses dois GT’s foram construídos por consenso entre os participantes dos GT´s durante as reuniões realizadas entre os meses de maio e junho e previa-se uma agenda de discussões.

Nesse sentido, a CNTSS solicitar uma audiência conjunta com o Ministro da Previdência, Presidente do INSS e Diretor de RH para dar continuidade das deliberações contidas naqueles dois relatórios dos GT’s, pois se tratam de assuntos de interesse dos servidores. Isto posto, destacamos:

• Que o impacto da GDASS, em alguns casos de até 72% sobre os valores da remuneração, o que vem gerar uma perda expressiva, no caso das aposentadorias de perdas de até 50% da remuneração;
• Que já jornada de trabalho de 40h nas AP´s, aliadas às condições de trabalho tem impactado negativamente na saúde aos servidores;
• Que seja aplicada a Lei 12.317/2010, aprovada pelo Congresso Nacional cada a Jornada de Trabalho de 30h aos Assistentes Sociais;
• Que as exigências do cumprimento de metas estabelecidas pelo INSS, aliadas ao método de controle de ponto - SISREF, tem propiciado transtornos para os servidores;
• Que o modelo de controle de ponto-SISREF, a falta de um código específico para os dirigentes sindicais, tem impedido a participação dos dirigentes na agenda sindical;
• Que há necessidade de reabertura do direito de opção para carreira do Seguro Social visando atingir a totalidade dos servidores do INSS;
• Que a reestruturação da Carreira tenha o objetivo de resolver problemas relacionados às atribuições de Analistas e Técnicos do Seguro Social, bem como o desvio de função presente na categoria;
• Que é seja revisto a Lei que aglutinou os cargos, pois deixou de fora cargos como dos datilógrafos, motoristas,etc;
• Que seja disponibilizado junto a Coordenação Geral de tecnologia da Informação o acesso à Internet para os servidores nos locais de trabalho;
• Que seja revisto a IN-38 nos casos de incompatibilidade com Lei 8.212, para corrigir penalidades imputadas aos servidores desde o primeiro ciclo de regulamentação da GDASS;
• Implementação do Mandado de Injunção-880 imediatamente.
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Fonte:http://www.cntsscut.org.br/pagina.asp?pagina=noticia&acao=lerNoticia&id=2888



Relatório da Audência com a Coordenação Geral de Recursos Humanos do Ministério da Saúde

Postado por Irineu Messias, em 08.12.2010
Do site do CNTSS/CUT
Publicada em 18 de novembro de 2010

Pauta:

a) Ponto Eletrônico
b) Jornada de trabalho dos Servidores dos Núcleos do Ministério da Saúde
c) Jornada de 30 horas dos Assistentes Federais
d) Mandado de Injunção
e) Insalubridade

Audiência realizada no dia 18 de novembro às 16hs no gabinete da Coordenadora de RH do Ministério da Saúde Elzira Maria do Espírito Santo e o Assessor Jurídico Rafael Agnelo.

Representando a CNTSS Irineu Messias, Miraci Astun, Terezinha Aguiar e um representante dos estados de GO, BA, SP, PB, CE. Iniciou-se a audiência as 17h com a exposição da pauta acima referida.

a) Ponto Eletrônico e Jornada de trabalho dos servidores:

Foram solicitadas informações sobre controle eletrônico do ponto nos Núcleos Estaduais do Ministério da Saúde (NEMS).
De acordo com Elzira o Ministério da Saúde esta comandando uma licitação centralizada, através do pregão eletrônico, para disponibilização dos equipamentos eletrônicos para controle do ponto em todos os NEMS que também será precedido do controle das 40h.

Em relação à jornada de 40 horas a Dra. Elzira informou que a CGU e o Ministério Público estão cobrando dos gestores nos Estados a efetiva realização das 40 horas, principalmente nos Hospitais Federais do Rio de Janeiro. Há também a cobrança, em alguns Estados, para os servidores cedidos, que infelizmente não existe nenhuma normatização.

Foi nos informado também que em relação à esses servidores cedidos já foram homologados mais de dois mil convênios, em acordo com o Termo de Cedência, com diversos municípios. Porém o que resguardaria esses servidores seria um Decreto que regulamentasse a situação funcional dos cedidos. Informou que já encaminhou essa cópia do Decreto para as entidades para uma análise jurídica.

Proposta é de reenviar esse Decreto para todas as entidades e marcar discussão para a próxima reunião da Mesa dia 25.11.

b) Jornada de Trabalho para as Assistentes Sociais:

De acordo com a Coordenadora a regulamentação para implementar a jornada das 30h para os profissionais no Ministério da Saúde e os servidores cedidos a estados e municípios depende de uma regulamentação da SRH-MPOG, o que se diz favorável.
Ainda em relação à jornada, a SRH informou que deu um parecer favorável ao PL que está tramitando no Congresso Nacional que regulamenta as 30hs de jornada aos trabalhadores da Enfermagem.
Dra. Elzira informou também que os RH’s no NEMS foram transformados em Coordenação de Gestão de Pessoas e que todos os Chefes estão sendo capacitados para atender os servidores.

c) Insalubridade dos servidores cedidos:

A CNTSS solicita informações quanto à retirada do pagamento do Adicional de Insalubridade para os servidores cedidos a estados e municípios, bem como, quanto as dificuldades da emissão desses Laudos, sejam da parte das Secretarias Estaduais de Saúde (SES) , Secretarias Municipais de Saúde (SMS) e dos NEMS que não se responsabilizam pela elaboração destes. Enquanto isto os servidores continuam a trabalhar em ambientes de riscos biológicos, químicos e outros riscos, além dos NEMS, nem as Secretarias Estaduais e as Municipais não contam com o profissional médico ou engenheiro para confecção destes Laudos.

A forma de pagamento do adicional também foi questionada. Para a CNTSS deve ser o que versa a NR 32 exclusiva para a Saúde.

De acordo com Elzira o novo módulo disponibilizado pela SRH exige o Laudo Ambiental para pagamento da insalubridade e, considerando essa exigência, o setor de legislação do Ministério da Saúde não está autorizando o comando do pagamento para aqueles servidores que não estão cobertos pelos Laudos Ambientais.

Ainda de acordo com a Coordenadora, em relação à toda argumentação sobre as especificidades do Ministério da Saúde, especialmente dos servidores cedidos a estados e municípios não houve acordo junto a SRH para continuar pagando ate promover as condições de elaboração dos Laudos ambientais em todos os locais de trabalho onde estão lotados os servidores do MS. Por fim, de acordo com a Dra. Elzira, se as Secretarias confeccionarem os Laudos a Coordenação de RH nos NEMS estão orientados a homologar os mesmos.

Obs: O encaminhamento para essa questão da Insalubridade dos cedidos, os Sindicatos de Federais de Goiás e Bahia, juntamente com as suas Assessorias Jurídicas, vão elaborar um documento tratando dos assuntos e encaminhar para a Coordenação de Recursos Humanos do Ministério da Saúde.

d) Avaliação de Desempenho:

De acordo com o Decreto 7.133, de 19/03/10 que regulamentou as Gratificações de Desempenho para diversas carreiras, entre elas para a Seguridade Social, prevista na Lei 11.784, de 22/09/08 para inicio de janeiro de 2011sem preservar os cedidos do SUS; a CNTSS mais uma vez reafirmou sua posição contraria ao modelo e forma como vem sendo implementado pelos órgãos do Governo.

De acordo com a equipe do MS responsável pelo a implantação da GDPST o primeiro Ciclo começa em 1º de janeiro a 30/06/11 com uma duração de seis (06) meses e o segundo ciclo imediatamente a seguir com duração de um (01) ano. O pagamento dos 80 Pontos Institucionais será dividido em 40 pontos para o cumprimento de metas intermediárias e os outros 40 pontos para as metas globais ambas pactuadas no PPA- Plano Plurianual. Os 20 pontos da Avaliação Individual serão pagas pelo o cumprimento das metas de desempenho individual, com base em critérios e fatores que reflitam as competências do servidor, aferidas no desempenho individual das tarefas e atividades a ele atribuídas.

Ainda de acordo com a equipe, o processo de monitoramento é sistemático e contínuo, da atuação do servidor e do cumprimento de metas do PPA. Será instalada uma Comissão de Avaliação de Recursos, caso o servidor não esteja concordando com a nota aferida, no Recurso Humanos nos NEMS. Foi informado ainda que os servidores cedidos aos estados e municípios receberão os pagamentos dos 80 pontos de acordo com as metas cumpridas pelo Ministério e a avaliação individual de acordo com a avaliação da Chefia imediata do local que o servidor estiver cedido.

Nós, da CNTSS/CUT, argumentamos que somo contra a avaliação dos cedidos, pois os mesmos estão à mercês dos Estados e Municípios e que queremos que seja respeitado o Acordo de 2008, que não tem essa avaliação.

Dra. Elzira disse que, para isso acontecer é preciso que o Ministério do Planejamento regulamente. Uma outra possibilidade é encaminhar uma proposta de Decreto Lei que regulamente a situação dos cedidos. Disse ainda que já havia enviado essa proposta as entidades para análise, mas que poderia reenviar.

Nós da CNTSS/CUT solicitamos que essas questões fossem recolocadas na reunião da Mesa Setorial marcada para o dia 25.11.
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Fonte:http://cntsscut.org.br/pagina.asp?pagina=noticia&acao=lerNoticia&id=2886

Avaliação de Desempenho é discutida em reunião com os servidores do Ministério da Saúde

07.12.2010
Do site do SINDSPREV/PE
Por Wedja Gouveia

Luís Eustáquio,Irineu Messias e José Bonifácio, durante reunião com os servidores

Dirigentes do Sindsprev, CNTSS/CUT e os servidores lotados no Núcleo Estadual do Ministério da Saúdede Pernambuco (NEMS/PE) estiveram reunidos hoje,07/12, pela manhã, no auditório da Sudene.
No encontro foi discutido o andamento das negociações salariais com o Governo e debatido o Decreto nº. 7.133, de 19 de março de 2010, e a Portaria nº. 3.627, de 19 de novembro de 2010.

Os documentos editados pelo Governo Federal fixam os critérios e procedimentos específicos de avaliação de desempenho individual e institucional para efeito de regulamentação da Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (GDPST) devida aos servidores do Ministério da Saúde (MS) pertencentes à Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho.

Na oportunidade, também foram repassados informes jurídicos sobre o PCCS Processo 1562/89 e outras ações.

A direção do Sindsprev avaliou como positiva a participação dos servidores na reunião. Destacou também a importância de fortalecer a união da categoria com o Sindicato neste momento em que ocorre a fase preparatória à implantação da avaliação de desempenho no MS. O primeiro ciclo avaliativo será realizado de janeiro a junho de 2011.

Programação das próximas reuniões
Na quinta-feira, dia 9/12, às 10h, no Hospital Barão de Lucena;
Sexta-feira, dia 10/12, às 10h, no Hospital Agamenon Magalhães;
Segunda-feira, dia 13/12, às 10h, Hospital Getúlio Vargas;
Terça-feira, dia 14/12, no Hospital Geral de Areias;
Terça-feira, dia 14/12, às 15h, no auditório do Sindicato, com os servidores dos demais setores do MS.
***
Fonte:http://sindsprev.org.br/index.php?categoria=noticias_principais_01&codigo_noticia=0000001732&cat=noticias

Retrospectiva

Quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Do blog "Amigos do presidente Lula"

Ao final deste ano, o Brasil se despede do mais criativo presidente das últimas décadas em se tratando de frases de efeito. Luiz Inácio Lula da Silva foi uma fábrica de jargões. A seguir, confira algumas das suas últimas tiradas, além de outros dizeres de impacto que provocaram risos, lágrimas ou indignação em 2010.

“Eu quero defender toda aquela corrupção.”

De Weslian Roriz, candidata ao governo do Distrito Federal pelo PSC, que se atrapalhou no debate dos candidatos ao segundo turno promovido pela rede Globo no dia 28 de setembro. A candidata, que perdeu para Agnelo Queiroz (PT), havia assumido a chapa no lugar do marido, Joaquim Roriz, quatro dias antes, quando ele desistiu de concorrer antes de o STF decidir se permitia ou não o registro, devido a denúncias de corrupção no governo do DF.

“Fazer sexo ajuda. Dancem, façam sexo, mantenham o peso, mudem o padrão alimentar.”

Do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que recomendou comer cinco porções de frutas e verduras ao dia e fazer sexo cinco vezes por semana durante o lançamento de uma campanha de prevenção à hipertensão, dia 26 de abril, em Brasília. O presidente Lula garantiu que segue a orientação do ministro.Leia mais

“Não tem um País mais preparado para encontrar um ponto G do que o Brasil”

Do presidente Lula, discursando durante a inauguração da barragem João Leite, em Goiânia, dia 12 de fevereiro.Veja mais

Vote Tiririca. Pior que tá, não fica”

Slogan de campanha do palhaço Tiririca, deputado federal mais votado do país com mais de 1,3 milhão de votos. Ele responde processo por suspeita de ser analfabeto (O que o impediria de assumir o mandato).

“O País não pode ficar a serviço de uma perereca”

Do presidente Lula, dia 29 de julho, durante cerimônia de assinatura de contratos de duplicações de rodovias nesta quinta-feira, em Porto Alegre (RS).Leia mais
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/12/retrospectiva.html

DEM quer demitir Rodrigo Maia

Quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Do blog "Amigos do presidente Lula"


O DEM encara, na tarde de hoje, a encruzilhada política esboçada desde o fim das eleições com a disputa interna pelo controle da legenda. Dividido entre dois grupos, a executiva do partido vai antencipar a eleição para a sucessão do deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) no comando dos Democratas. O mandato do Rodrigo Maia iria até o fim do ano que vem, mas uma corrente expressiva da legenda pretende promover uma mudança em no máximo cinco meses.

Desde as eleições, o DEM vive uma guerra de bastidores entre o grupo de Maia e o capitaneado pelo ex-senador Jorge Bornhausen, presidente de honra do partido. Ao lado de Maia está boa parte das bancadas mineira e fluminense. Do outro lado, lideranças emergentes, como o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e os deputados federais Índio da Costa (DEM-RJ) e Paulo Bornhausen (DEM-SC), pressionam para uma mudança de rumos.

Para convencer o grupo liderado por Maia a antecipar as eleições do partido, a parcela liderada por Bornhausen pretende pressionar os correligionários com a possibilidade de desfiliação.

Caso não aceitem a antecipação, o grupo estuda apresentar irregularidades na ata da reunião que confirmou a eleição de Maia. O documento, que teria sido falsificado, seria uma brecha legal para que parlamentares deixem o partido sem risco de perderem o mandato por infidelidade partidária.

O nome apresentado de consenso para tentar pacificar a legenda e manter Kassab no DEM seria o do senador José Agripino Maia (DEM-RN). Caso ele realmente seja eleito o presidente do partido, a saída de Maia também significaria uma vitória pessoal de José Serra (PSDB). O candidato à Presidência passou as eleições às turras com Maia e atribui boa parcela da derrota nas urnas à falta de apoio do partido aliado.

Aécio

Nesta terça, o ex-governador de Minas e senador eleito Aécio Neves (PSDB) desembarcou em Brasília no papel de árbitro da disputa. De acordo com Aécio, o "DEM fortalecido e bem articulado com o PSDB é fundamental para a construção de um projeto de poder alternativo". O ex-governador é aliado, especialmente, de Maia - que o apoiou e defendeu sua escolha, e não a do tucano José Serra, como candidato da oposição para enfrentar a petista Dilma Rousseff na disputa presidencial. "Os embates para valer vamos ter contra nossos adversários", emendou o tucano. DEM.


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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/12/dem-quer-demitir-rodrigo-maia.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+blogspot%2FEemp+%28Os+Amigos+do+Presidente+Lula%29

Britânico acusado de mandar matar mulher em lua-de-mel na África do Sul é preso

8/12/2010
Do "Msn Notícias"
Por BBC Brasil

"Shrien e Anni Dewani em foto do casamento"

Taxista disse ter recebido dinheiro de Shrien para matar a mulher

Um britânico acusado de mandar matar a mulher durante a lua-de-mel na África do Sul foi preso nesta quarta-feira na Grã-Bretanha.

A sueca Anni Dewani, de 28 anos, foi morta no mês passado após ser sequestrada dentro de um táxi quando passava com o marido, Shrien, por uma favela na periferia da Cidade do Cabo.

Na terça-feira, o motorista de táxi sul-africano Zola Tongo disse à Justiça local que Shrien Dewani, de 31 anos, teria pago a ele 15.000 rands (cerca de R$ 3.640) para matar sua mulher.

A família de Dewani afirmou que as acusações contra ele são 'totalmente absurdas'.

Ele foi preso na Grã-Bretanha após um pedido de extradição feito pelos promotores do caso na África do Sul.

Segundo um porta-voz da polícia britânica, Dewani se apresentou voluntariamente a uma delegacia em Bristol.

Cúmplices

O taxista Tongo foi condenado na terça-feira a 18 anos de prisão após um acordo com a Justiça para confessar o crime.

Ele foi indiciado por assassinato, sequestro, roubo com circunstâncias agravadoras e obstrução à Justiça.

Duas outras pessoas, Xolile Mnguni, e Mziwamadoda Qwabe, são acusados de cumplicidade no crime e devem ser julgados por assassinato, roubo agravado e sequestro.

Anni Dewani foi sequestrada no dia 13 de novembro quando passava de táxi com o marido pela favela Gugulethu, perto da Cidade do Cabo.

Shrien disse ter sido libertado pelos sequestradores pouco depois, sem ferimentos. O corpo da mulher foi encontrado no dia seguinte, com ferimentos no peito e no rosto.

O marido retornou à Grã-Bretanha após o assassinato e sempre negou envolvimento com a morte da mulher, com quem havia se casado apenas duas semanas antes.
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=26665775

Ahmadinejad diz que negociação terá sucesso se sanções forem suspensas

7/12/2010
Do "Msn Notícias"
Por BBC Brasil

Negociador iraniano (esquerda) é saudado por representante da UE .

"Nesta terça-feira, as partes concordaram em realizar uma nova rodada de diálogos em Istambul, no fim de janeiro."
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou nesta terça-feira que as negociações sobre o programa nuclear de seu país serão bem-sucedidas se as sanções impostas pelas potências mundiais forem suspensas.

'Se você chegar às negociações cancelando todas as coisas más e decisões erradas que foram adotadas... suspender resoluções, sanções e algumas restrições que foram criadas, então os diálogos serão definitivamente frutíferos', disse Ahmadinejad à TV estatal iraniana.

A declaração de Ahmadinejad ocorreu no segundo dia de negociações entre seu governo e as principais potências mundiais, em Genebra (Suíça), a respeito do programa nuclear iraniano.

Nesta terça-feira, as partes concordaram em realizar uma nova rodada de diálogos em Istambul, no fim de janeiro.

As sanções impostas sobre o Irã foram aprovadas em junho por meio de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, depois que as potências negociadoras recusaram um acordo mediado por Brasil e Turquia, que previa o envio de urânio pouco enriquecido para Ancara.

O acordo, que havia sido aprovado por Teerã, se seguiu a uma proposta feita em outubro de 2009, e recusada pelos iranianos, de enviar ao exterior 1,2 mil quilos de urânio pouco enriquecido, em troca de combustível nuclear em grau maior de enriquecimento para uso civil.

Há a suspeita entre países ocidentais de que o programa nuclear do Irã seja uma fachada para a fabricação de armas atômicas. A alegação é rejeitada por Teerã, que afirma que seu objetivo é usar a energia nuclear para fins pacíficos.

Obrigações

A chefe de Relações Exteriores da União Europeia (UE), Catherine Ashton, definiu os diálogos em Genebra como 'substanciais', mas disse que o Irã deve cumprir com as suas 'obrigações internacionais'.

'Os países que eu represento estão unidos em buscar uma resolução das preocupações da comunidade internacional em relação ao programa nuclear iraniano, que é o propósito central destes diálogos', disse Ashton.

'Nós reconhecemos os direitos do Irã, mas insistimos que ele cumpra suas obrigações', acrescentou.

Além de Ashton, as negociações envolvem o principal negociador nuclear iraniano, Saeed Jalili, e autoridades dos cinco países que são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, China, Rússia, França e Grã-Bretanha), somados à Alemanha.

Jalili reafirmou que Teerã não aceitará negociações sobre seus 'direitos nucleares'. Ele disse ainda que os diálogos de Istambul ocorrerão 'em termos de cooperação'.

Ashton também ressaltou a cooperação entre as partes. 'Nós planejamos discutir ideias práticas e maneiras de cooperar em busca da resolução de nossas preocupações sobre a questão nuclear', disse.

Segundo o correspondente da BBC em Genebra James Reynolds, autoridades comentam que os diálogos marcados para Istambul representam uma 'pequena e positiva' perspectiva de acordo.

Reynolds acrescenta, no entanto, que ainda existe um enorme nível de desconfiança entre os lados envolvidos na negociação.

BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/mundo/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=26653996

Amigos famosos não conseguem libertar fundador do WikiLeaks

7/12/2010
Do "Msn Notícias"
Por Reuters, reuters.com

Por Peter Griffiths

LONDRES (Reuters) - Uma socialite, um cineasta e um veterano jornalista se apresentaram como testemunhas na terça-feira em um tribunal londrino numa frustrada tentativa de impedir que Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, permaneça preso enquanto aguarda o processo de extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais.

Assange fez sua primeira aparição pública desde a divulgação de mais de 250 mil comunicações diplomáticas sigilosas dos EUA na semana passada. Foi no banco dos réus da Primeira Vara do tribunal de Westminster, bem perto do Parlamento britânico e do rio Tâmisa.

Vestindo paletó azul-marinho e camisa branca com colarinho aberto, Assange deu um meio sorriso e acenou duas vezes para jornalistas na tribuna antes de se sentar, ao lado de dois guardas, e por trás de altos painéis de vidro reforçado.

O australiano assistiu impassivelmente enquanto seus advogados convocavam várias testemunhas destacadas, e cada uma ofereceu 31,6 mil dólares para convencer o tribunal a permitir que ele aguarde o processo em liberdade.

O cineasta Ken Loach, conhecido por filmes engajados como 'Ventos da Liberdade,' disse admirar Assange. 'O trabalho que ele tem feito é um serviço público,' afirmou ele perante o tribunal lotado. 'Temos direito de conhecer as tratativas daqueles que nos governam.'

O premiado jornalista australiano John Pilger disse ter Assange 'em altíssima conta,' e afirmou que as acusações de violência sexual contra duas mulheres na Suécia são infundadas.

'Essas acusações contra ele na Suécia são absurdas e foram julgadas absurdas por um promotor sueco de alto escalão,' disse Pilger. 'Seria uma farsa se Assange for levado para dentro desse tipo de sistema sueco.'

A socialite britânica Jemima Khan, ex-mulher do político e ex-jogador de críquete paquistanês Imran Khan, se disse preparada para oferecer 'qualquer quantia necessária' para a fiança.

Apesar da enorme atenção mundial sobre Assange e o WikiLeaks, o juiz Howard Riddle lembrou ao tribunal que a audiência não tem nada a ver com o site criado por ele, que é especializado no vazamento de documentos sigilosos. Ele qualificou de 'extremamente sérias' as acusações de violência sexual imputadas a Assange, de 39 anos.

A advogada de acusação Gemma Lindfield, representando o governo sueco, disse que Assange é acusado de cometer quatro agressões sexuais contra duas mulheres em agosto em Estocolmo. Em ambos os casos, ele é acusado de ter feito sexo sem preservativos, à revelia das mulheres, que foram identificadas apenas como 'Srta. A' e 'Srta. W.'
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Fonte:http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=26658156

WIKILEAKS:O furo e a ética do coletivo

07.12.21010
Do "Observatório de Imprensa"
Por Washington Araújo


Os Estados Unidos parece ter embarcado no século 21 sob a égide dos vazamentos. Em fins de abril de 2010, uma maré negra de petróleo atingiu a costa do estado americano de Louisiana e se alastrou por outros quatro estados da costa do Golfo do México, vazando de um poço que despejou no mar de forma contínua durante exatos 87 dias nada menos que 4 milhões de litros petróleo. Essa catástrofe começou com uma explosão que matou 11 trabalhadores, em 20 de abril. Além da tragédia ambiental, o prejuízo financeiro fez a British Petroleum perder US$ 70 bilhões em seu valor de mercado. No coração do capitalismo mundial esta cifra dá conta dos contornos da desgraça.

Há uma semana alguns dos principais jornais do mundo vêm publicando o mais impressionante acervo de documentos diplomáticos vazados de embaixadas norte-americanas ao redor do mundo. O impressionante estoque de "mal-estar escrito" foi conseguido e vem sendo divulgado pela organização WikiLeaks (www.wikileaks.org). São exatos 251.287 itens. Todos com a marca oficial do governo americano. É no mínimo instigante constatar que os jornais que divulgaram os arquivos confidenciais foram simplesmente os maiores do mundo, seja em circulação, seja em tradição, como é o caso do The New York Times, dos Estados Unidos, El País, da Espanha, Le Monde, da França, Der Spiegel, da Alemanha, e The Guardian, da Inglaterra. No Brasil, o jornal que publica o material é a Folha de S.Paulo.

Do total de documentos, 1.947 foram emitidos pela embaixada dos EUA em Brasília, 777 de São Paulo, 119 do Rio de Janeiro e 12 do Recife. As relações diplomáticas Brasil-EUA são desnudadas em 2.855 documentos. Do que já foi divulgado ficamos sabendo que o então embaixador dos EUA no país, Clifford Sobel, informou à Casa Branca, em 2008, que o Brasil disfarça a prisão de terroristas. E que o Itamaraty era referido pelo embaixador americano como uma entidade de inclinação antiamericana, como um nicho adversário no governo brasileiro. O embaixador cuidou de colocar no papel que nosso ministro da Defesa Nelson Jobim deveria ser visto como "um aliado dos Estados Unidos". Noutro dia o jornal paulista revelou documentos em que a embaixada dos EUA em Brasília faziam duras críticas à Estratégia Nacional de Defesa, lançada em 2008.

Métrica das aparências

A imprensa tem se limitado a publicar os documentos, se atendo quase que exclusivamente ao seu conteúdo que, por si só, já é suficiente para causar embaraço aos governos e autoridades neles mencionados. Chama atenção o fato que nosso jornalismo tão marcadamente opinativo parece haver decretado férias coletivas. O fato é que os juízos de valor, sempre com tendência para o exagero e a contundência, são de todo escassos.

O leitor já parou para pensar se o protagonista do evento não fosse Washington e em seu lugar estivesse no olho do furacão... Brasília? Com certeza teríamos capas dos grandes jornais mostrando indignação, acusando o governo de total incompetência e amadorismo na condução de sua diplomacia. Não faltariam editoriais lança-chamas pedindo a cabeça do chanceler Celso Amorim e analistas estariam fazendo as mais sombrias reflexões sobre o embuste que é o nosso Itamaraty, dado de barato como tendo sido aparelhado politicamente à enésima potência – e por aí vai.

Capas das revistas semanais tratariam de colocar uma penca de polvos habitando a piscina da Casa de Rio Branco e as matérias internas trariam entrevistas robustas com o ex-ministro Celso Lafer, textos contundentes e um tanto desfocados do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. No Congresso Nacional a confusão estaria armada com a circulação de listas de assinaturas pedindo assinaturas além dos costumeiros pronunciamentos inflamados contra o ministro Amorim, de forma a que o parlamentar oposicionista mais pautado pela calma que nesses momentos se exige estaria exigindo sua imediata demissão.

Acontece que foi nos Estados Unidos. Onde tudo parece superlativo. País com apenas 5% da população mundial e que é responsável por 32% do consumo global. Trocando em miúdos, se o mundo inteiro consumisse como os americanos, o planeta só suportaria 1,4 bilhões de pessoas. É o país em que o consumo de energia elétrica de um norte-americano equivale ao de quinhentos indianos. E que detêm em suas fronteiras megaempresas que estão na vanguarda da revolução tecnológica como a Apple e a Microsoft.

Quando ficamos sabendo do conteúdo do Wikileaks e da forma como são coletadas informações sobre países como o Brasil, a maneira jocosa com que tratam nosso governo e nossas instituições, a importância desmesurada que se concede às pequenas vaidades dos governantes, podemos entender melhor que provavelmente o maior objetivo dos Estados Unidos é conscientizar o consumo dos países pobres para que o consumismo em seu território continue desenfreado; e julgam que este processo ocorre, pois necessitam mais das matrizes energéticas e das fontes naturais.

Como um país tão rico, tão senhor de si e tão convencido de que é o umbigo do mundo, não consegue guardar consigo o que ele mesmo classifica como reservado, confidencial e secreto? Um país que não consegue separar a cozinha da sala e esta do quarto apenas demonstra sua fragilidade interior. Porque continua, como sempre fez, a confundir um anão com uma criança de tenra idade. Vive no mundo das aparências e sua métrica é apenas a das aparências. Com embaixadas tão guarnecidas, tão pesadamente prontas para receber os mais letais ataques, ainda assim não consegue conservar consigo o que nesses ambientes se produz por excelência – informação.

Desconhecemos que foi ao longo dos tempos que o ser humano conseguiu conquistar seu espaço privativo e o direito de resguardar sua intimidade? Com as instituições e os governos deve ser diferente? No Brasil, o assunto é encampado em nossa Constituição Federal, com os chamados direitos da personalidade. No artigo 5º, inciso X da Constituição encontramos abrigo ao direito à reserva da intimidade, assim como ao da vida privada. E a intimidade, segundo teóricos do Direito, consiste na faculdade que tem cada indivíduo de obstar a intromissão de estranhos na sua vida privada e familiar, assim como de impedir-lhes o acesso a informações sobre a privacidade de cada um, e também impedir que sejam divulgadas informações sobre esta área da manifestação existencial do ser humano.

Jornalismo saudável

As transformações pelas quais perpassa a humanidade nos últimos vinte anos, porém, criaram desafios à eficácia dos direitos da personalidade, notadamente ao direito à privacidade. Além de o indivíduo passar a ser visto não mais isolado de seu contexto, a explosão das comunicações veio trazer à tona novos debates, que chegam tarde dada a velocidade astronômica com que as novidades tecnológicas se incorporaram ao dia a dia das pessoas. É fato – e o Wikileaks constitui robusta prova – que a internet permitiu o surgimento de uma nova forma de correspondência, o chamado correio eletrônico. Fácil e eficiente, tornou-se ferramenta essencial. Tanto que parte considerável dos 251.287 documentos diplomáticos conseguidos pela Wikileaks é constituída por mensagens eletrônicas.

Feitas estas observações, considero igualmente importante debater o papel da imprensa em relação ao Wikileaks. Será legítimo, constituirá um serviço à sociedade, servir como braço mecânico e prolongado de quem surrupiou informações confidenciais de governos e de suas autoridades para colocá-las ao alcance de todos? Onde é que começa o ato criminoso... e onde termina? O braço mecânico – o ente que divulga – tem vida própria ou segue a lógica inicial de quem acessa documentos privados?

Como estamos conhecendo o conteúdo de apenas duas dezenas desses documentos diplomáticos, ainda é cedo para afirmar que muitos desses poderão agravar a instabilidade política no mundo, na medida em que tornam públicos sentimentos que antes existiam apenas em esfera privada. Qual a diferença entre ter minha residência invadida ou meu computador pessoal invadido e assim, sem mais nem menos, tomar conhecimento de que estranhos acessam facilmente as 5.334 mensagens eletrônicas existentes em meu provedor de internet? E se parte dessas mensagens forem parar na Folha de S.Paulo... que prejuízo isso me traria? Quem seria responsabilizado por isso? Apenas o criminoso invasor ou também quem, sabendo se tratar de documentos de natureza particular – portanto, confidenciais – os difunde? E, se por motivo que desconheço, viesse a ser chantageado ou mesmo lesado financeiramente pelo fato de que em um dos 5.334 documentos fossem encontrados dados bancários sensíveis como agência, senha, três letras etc. etc.?

Mais do que circunscrever o episódio Wikileaks apenas a um furo jornalístico de dimensões atlânticas, há que se enveredar pelo debate inescapável – a questão da ética. Porque há momentos em que a ética do indivíduo também pode ser alargada a ponto de vir a ser a ética do coletivo. E mais que proteger a parte, há que se proteger o todo. Porque o que infelicita a parte infelicita o todo.

O leitor desavisado – ou aquele dado a ler sempre na diagonal – pode pensar que tomei partido por um dos lados: (1) os que recriminam a imprensa pela divulgação; (2) os que aplaudem a imprensa pela divulgação. Em casos de dois lados, como sempre, pode haver um terceiro: é um jornalismo saudável este que acredita que os fins (divulgar ao público documentos confidenciais e não autorizados) justificam os meios (quebrar protocolos de segurança, infringir a privacidade alheia, roubar dados e informações, bisbilhotar o que não lhe é de direito)?
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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=619IMQ001