sábado, 4 de dezembro de 2010

Lula afaga Amorim em provável despedida do Itamaraty

04.12.2010
Do site de "Carta Maior"
Por Maurício Thuswohl


Ao participar da 3ª Conferência de Brasileiros no Mundo, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um afago público ao atual ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ao afirmar que ambos conseguiram realizar praticamente tudo o que planejaram em termos de política internacional no início do governo. Lula também brincou com Amorim ao chamá-lo de “ministro sainte” e ao dizer que “quem está se afogando precisa gritar”, afirmação que soou aos ouvidos de muitos diplomatas presentes como um gesto de apoio a Amorim, cuja permanência no cargo é defendida por setores do governo e do PT.

Em meio à indefinição quanto ao nome do próximo ministro das Relações Exteriores (MRE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez na sexta-feira (3), durante um evento no Palácio do Itamaraty, um afago público ao atual ministro Celso Amorim ao afirmar que ambos conseguiram realizar praticamente tudo o que planejaram em termos de política internacional no início do governo. O presidente, que participou da 3ª Conferência Brasileiros no Mundo, também brincou com Amorim ao chamá-lo de “ministro sainte” e ao dizer que “quem está se afogando precisa gritar”. Esta última afirmação soou aos ouvidos de muitos diplomatas presentes como um gesto de apoio a Amorim, cuja permanência no cargo é defendida por setores do governo e do PT.

Apesar do afago presidencial, ontem era dada como certa nos corredores do Itamaraty a nomeação pela presidente eleita, Dilma Rousseff, do atual secretário-geral Antônio Patriota como novo ministro das Relações Exteriores. Durante a conferência, diversos diplomatas foram cumprimentar Patriota pela escolha, apesar de o próprio não ter confirmado o convite. Em seu discurso, o ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, chegou a saudar Patriota como novo ministro: “Tenho certeza de que, assim como a presidente Dilma é a pessoa ideal para dar continuidade ao bom trabalho iniciado pelo presidente Lula, o embaixador Patriota é a melhor pessoa para dar continuidade ao belíssimo trabalho do ministro Celso Amorim à frente do Itamaraty”, disse.

Antes mesmo de começar seu discurso, logo depois da fala de Amorim, o presidente dirigiu-se em tom bem-humorado à platéia formada por diplomatas e por cidadãos brasileiros que vivem no exterior: “Eu perguntei ao Amorim porque ele não falou mais tempo e ele me respondeu: ‘eu estou saindo, presidente’”, disse Lula, antes de acrescentar, olhando diretamente para o ministro: “Você tem que falar mais, meu caro. Quando a gente está se afogando, a gente grita para se salvar”.

Em seu breve discurso, Amorim falou sobre o compromisso do governo Lula em melhorar a situação dos emigrantes brasileiros: “Já fazia parte do programa de governo o atendimento aos brasileiros no exterior. Eu tive a oportunidade, em uma das primeiras visitas do presidente a Portugal, de verificar seu engajamento nessa causa. Logo tivemos um êxito relativo em legalizar uma parte dos brasileiros que viviam lá, e depois iniciamos um processo positivo e o mesmo aconteceu em outros países. Nós fomos paulatinamente atendendo uma a uma as principais reivindicações da comunidade. É claro que há muito por fazer ainda, mas nós conseguimos algo importante”, disse.

Naquela que foi provavelmente sua última visita oficial ao Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, Lula fez um agradecimento ao corpo diplomático brasileiro: “Eu convivi com muitos de vocês quando não era presidente, quando era da oposição ou líder sindical. A minha gratidão ao Itamaraty é porque, mesmo quando eu não era presidente da República, quando eu viajava com o Marco Aurélio Garcia pelo mundo afora, nós sempre fomos tratados e respeitados como cidadãos brasileiros”, disse, antes de nova brincadeira: “Eu espero que pelo menos aqueles que eu promovi me recebam bem agora como ex-presidente”.

Ao falar para os emigrantes brasileiros, Lula disse esperar pelo retorno de muitos deles: “O Brasil oferece hoje mais oportunidades do que alguns países que consideramos ricos e de primeiro mundo, e certamente haverá espaço nas mais diferentes áreas para que os brasileiros possam voltar. No mundo da pesquisa e da ciência, já tem muita gente voltando para o Brasil. Só ficará lá fora o brasileiro que quiser ficar lá fora. Se a economia brasileira continuar a crescer no ritmo que está crescendo, eu penso que não faltará lugar para que os milhões de brasileiros que estejam fora possam começar a regressar para o nosso país”.

Herança bendita

O presidente afirmou que “Dilma não receberá nenhuma herança maldita que eu disse que recebi e que outros presidentes recebem pelo mundo afora” e que sua sucessora “ajudou a construir o Brasil que ela própria vai receber”. Segundo Lula, a situação do Brasil é “altamente privilegiada” se comparada há de muitos outros países: “Eu nunca imaginei que fosse viver para dizer isso e muito menos imaginei que fosse dizer isso no final do meu mandato como presidente da República. Havia gente que dizia que o país não tinha jeito, e certamente o Brasil não teria jeito se a gente olhasse o Brasil com os mesmos olhos que alguns o olharam durante muito tempo. Era preciso fazer algo diferente e tentar incluir aqueles que estavam fora do mercado, da universidade e do consumo no Brasil para que essas pessoas pudessem contribuir para o crescimento do país", disse.

Para destacar o bom momento econômico brasileiro, Lula citou alguns dos grandes projetos em andamento no país: “Três das maiores hidrelétricas que estão sendo construídas no mundo estão aqui no Brasil: Santo Antônio, Jirau e Belo Monte. Certamente, três das maiores ferrovias do mundo também estão sendo construídas no Brasil: a Norte-Sul, a Transnordestina e a Oeste-Leste, que será iniciada no dia 14 de dezembro. Possivelmente, as quatro maiores refinarias em construção hoje estão no Brasil: o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), as refinarias do Maranhão e do Ceará e a refinaria Abreu e Lima em Pernambuco. Não se fazia refinaria no Brasil desde os anos oitenta, e o investimento em refinarias no meu governo foi de quase US$ 60 bilhões”, disse.

Capitalização socialista

Ao enaltecer seu governo, Lula também citou o pré-sal: “Temos investimentos previstos de US$ 224 milhões pela Petrobras na exploração do pré-sal. Acho que não existe na indústria petrolífera do mundo nenhum país em que há um investimento programado em tão curto espaço de tempo, investimento que vai transformar o Brasil em um dos países mais poderosos do setor”.

Em outro momento de bom-humor, Lula disse achar curioso ter sido “exatamente no nosso governo que aconteceu a maior capitalização da história do mundo capitalista”, e concluiu: “É um paradoxo na minha vida, porque eu nasci metalúrgico, depois virei socialista e criei um partido socialista. Mas, foi exatamente esse metalúrgico socialista que vai passar para a história como o presidente que promoveu a maior capitalização da humanidade. A Petrobras, que valia apenas quinze merrecas de bilhões de dólares, hoje tem valor de praticamente US$ 203 bilhões. É a segunda maior empresa de petróleo do mundo e a quarta do setor de energia”, disse.

Juca de Oliveira

Apesar de ter sido o centro das atenções, o ministro Celso Amorim não foi o único a marcar presença ao lado de Lula na passagem pelo Itamaraty, onde também circularam os ministros Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência), Franklin Martins (Secom), Juca Ferreira (Cultura), Carlos Lupi (Trabalho), Carlos Gabas (Previdência Social), Márcia Lopes (Desenvolvimento Social) e Márcio Fortes (Cidades), além de alguns parlamentares “ministeriáveis”.

Em meio às conversas de bastidores, o momento mais engraçado aconteceu quando Lula, ao citar as autoridades presentes, chamou o ministro Juca Ferreira de Juca de Oliveira. Ao perceber o próprio erro e um certo constrangimento no ar, o presidente foi rápido e pediu desculpas ao ministro de uma forma que provocou gargalhadas na platéia: “Você sabe que eu assisto muita televisão”, disse, em referência ao conhecido ator.

Em outro momento, após o ministro Carlos Gabas citar os resultados dos acordos previdenciários que firmou em diversos países, Lula disse: “Agora justificou tanta viagem”. Após a conversa com ministros e diplomatas, o presidente foi ao jardim do palácio, onde, em clima de fim de governo, pacientemente posou para centenas de fotos a pedido de funcionários do Itamaraty e de participantes da conferência.
Fotos: Agência Brasil
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Fonte:http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17240

A VIDA DURA DOS SERTANEJOS...

4 de Dezembro de 2010
Extraído do blog "Dilma na Rede"
Por OndaVermelha

ÁGUA, SERTÃO VERDE...



A VIDA DURA DOS SERTANEJOS

“O sertanejo é, antes de tudo, um forte”, já dizia o autor de os sertões, Euclides da Cunha. Realmente, para quem convive diariamente com os sertanejos, essa máxima se confirma. Eu, particularmente, afirmo, peremptoriamente, que a vida do povo do sertão é uma vida dura, cheia de sacrifício, de espinhos, de dificuldades, de pelejas. Com toda essa cruz pesada, essa gente não esmorece, não se entrega, igual a mandacaru em tempo de seca.

É aqui, neste chão seco, torrado, rachado, sol causticante e calor insuportável, que exerço meu ministério sacerdotal. Um contexto de atuação pastoral marcado pela dor do sofrimento. A seca é uma das maiores causas dessa realidade de via crucis. E ao longo de minha atuação nessa região, tenho presenciado cenas dramáticas que fizeram sofrer meu coração de pastor: Cenas de fome, de sede, de desespero, de grito por socorro, de abandono pelos poderes públicos, de revoltas e de morte.

Nunca vou esquecer um fato marcante acontecido na cidade de Diamante, na seca de 1998. Estava no banho, quando ouvi um barulho ensurdecedor. Sai correndo e perguntei aos vizinhos: o que está acontecendo? Responderam-me que os agricultores correram até a delegacia para saquear várias feiras que lá estavam. E mais: “padre, corra para lá, pode haver derramamento de sangue. Peguei o carro e saí em alta velocidade. Ao chegar ao local, lá estavam os famintos e sedentos agricultores prontos para invadir a delegacia. Do outro lado, estavam vários policiais, fortemente armados e prontos para agir, energicamente, contra aqueles pobres pais de famílias revoltados, que clamavam por pão. Nesse cenário tenso, quase em pé de guerra, fiquei entre os agricultores e os policiais. Usando de minha autoridade religiosa, falei: Tenham calma, pelo o amor de Deus. Fiquem ai, vou chamar o prefeito.O prefeito encontrava-se no posto de saúde(era médico).Entrei no referido recinto, meio nervoso, e disse : prefeito, vamos à delegacia, pode haver derramamento de sangue, entre no meu carro. Chegando lá, após dialogar com os agricultores e policiais, a situação foi contornada.Essa lembrança amarga tornou-se indelével na minha vida de padre do sertão.

Ao escrever essa memória histórica, meus olhos ficam lacrimejados, pois, ficaram gravadas essas tétricas palavras dos agricultores: “padre, nós estamos com tanta fome, nossos filhos e nossas mulheres ficaram em casa esperando por comida. Padre, socorra a gente, não deixe nós “passar” fome, pelo o amor de Deus, padre! Tenha piedade de nós, padre”!. Meu coração estremeceu. Interiormente, chorei!

Todos os dias, conversos com meus irmãos sofridos do sertão. Tenho enorme prazer em conversar com eles. Ouço atentamente suas palavras comoventes, suas histórias chocantes, revoltantes. Os mais velhos falam do seu passado dramático e os jovens, de suas perspectivas de futuro. Ouvir meus irmãos sofridos, meus paroquianos, me dá suporte moral para falar aos meus leitores sobre a vida dura do homem e da mulher da região sertaneja. Não falo porque ouvi falar, ou vi pela TV, mas sim, como testemunha ocular, como cristão que convive dia e noite com esses filhos sofridos de Deus, neste pedaço de chão nordestino.

Vou elencar, para refrescar nossa memória sertaneja, e criar em nós, senso crítico, o que ouço dos meus irmãos sofridos e angustiados, destas terras do chique-chique e mandacaru:
“padre, a gente já sofreu tanto. Já teve tempo que a gente comia preá, camaleão, pra matar a nossa fome”.

“Olha seu padre, eu tive oito filhos, pense num sofrimento danado. Eu me levantava cedo para moer milho, pense como era ruim moer milho. O moinho era pesado demais pra gente puxar. Ah, como eu ficava tão tonta, meu Deus”!

“padre, teve uma emergência na década de oitenta, ai o governador botou as mulheres pra trabalhar na emergência. Eita governador ruim, seu padre. Agente saia de madrugada. As mulheres levavam os filhos pequenos, e lá davam de mamar; ’.

“As mulheres, na emergência, carregavam carroça, arrancavam mato. Era uma verdadeira humilhação, no meio de tantos homens. Um sol danado. Tinha mulher, padre, que desmaiava, mas eram obrigadas a ta lá, senão perdia a vaga”.

“Eita tempo de sofrimento nas emergências. Era tanta humilhação. A gente sofria tanto, seu padre. Sorte de quem arrumava uma vaga pra trabalhar na emergência. “A gente se humilhava ao vereador ou ao chefe político. “A gente madrugava na casa desses homens para conseguir uma vaga na emergência”.

“Esse governador foi ruim demais pra mulheres. Ele não tinha pena das pobres mulheres. botava pra trabalhar no pesado mesmo. Ai da mulher, que não pegasse no pesado”.
“Olha, padre, a gente era chamado de cassacos. Quanto chegava a sexta, a gente ganhava um saco cheio de rapadura, farinha, um tal de arroz chamado buga e colocava na cabeça.A gente andava um dia todo para chegar em casa. A gente andava era a pé ou de jumento. Eita sofrimento”!

“Tive onze filhos. Sofri muito. A gente vivia da roça, nada tinha em casa. Quando chegava a hora do almoço, era um deus nos acuda. Ah, meu Deus, quanto sofrimento”!
“Meus filhos foram embora para são Paulo em busca de emprego. Faz anos. Nunca mais voltaram. A gente chora todo dia com saudade deles”.

“Aqui no sertão, padre, a vida é dura demais, pobre sofre demais”
“Em tempo de política, não falta político nas nossas casas. Eles andam aqui direto. Eles prometem tudo: emprego, remédio, bolsa de estudo e muita coisa. Depois que passa a eleição, esses diabos desaparecem e nem conhecem mais a gente”.

Uma jovem me falou: “aqui no sertão é tudo difícil, quem tem condições vive bem e quem não tem, vive mal”.

“sei não, disse um rapaz, acho que vou embora pra são Paulo, aqui é muito difícil pra viver. Vou tentar arrumar emprego no sul. Se eu ficar aqui, vou ficar velho e não arrumo nada na vida”.
“A vida aqui e dura, não é mole não, padre. A gente vive vida de cão”. Ninguém “olha pra nós, só em tempo de eleição, a gente é olhado”.

“Olha, seu padre, a gente anda hora e meia para apanhar água num açude do Rio Grande do Norte.A gente sai quatro hora da madrugada.Quando o jumento é lerdo, a gente gasta mais de duas horas”.

“Padre, me dê uma ajuda, eu tenho cinco filhos. Meus filhos estão passando necessidade”.
“Olha, padre, o bolsa família não dá pra nada, só para pagar água e luz”.

“Tem gente na capital que fala assim, seu padre: esse povo pobre do sertão, agora vive bem, come bem, porque ganha o bolsa família. Agora, eu pergunto, seu padre, que diabo faz uma pobre mãe carregada de filhos com noventa reais? Será que esse povo, que diz isso, vive com esse dinheiro todo? Será, padre, que esse povo viveria no sertão, comendo do bom e do melhor, com esse dinheiro do bolsa família”?

“Neste ano , plantei , fiz replanta, não veio a chuva e tudo se perdeu, não tirei nada. Estou comprando feijão,arroz, milho.”

“Eita secona, vai pegar fogo! Se Deus não olhar pra nós, no ano que vem, a situação vai piorar mesmo”.

Esse povo, tantas vezes esquecido, abandonado pelos poderes públicos, tratado como massa de manobra pela elite política, vítima de cabresto eleitoral, nunca teve vez e voz. Além de ser vítima da injustiça social era, e continua sendo, obediente, submisso, humilhado aos grandes, aos poderosos, aos detentores do poder político e econômico. Motivo de tudo isso? Dependência econômica. A cultura da dependência o fez assim. Infelizmente.

Os sertanejos precisam dar um grito de libertação. Essa libertação dar-se-á, a partir do momento em que todos tomarem consciência de sua cidadania, de sua dignidade. Para isso, como padre, tenho feito ao longo de minha jornada pastoral, todo um trabalho de politização, ou seja, de conscientização, apesar de não surtir tanto efeito esperado. E haja paciência histórica!
Quando os sertanejos tiverem consciência de sua cidadania começarão a lutar, com garra, determinação e coragem, pelos seus direitos inalienáveis. Assim sendo, não aceitarão ser tratados como boiada ou massa de manobra. Será o tempo de sua libertação.

Neste contexto histórico de dor e lágrimas, eis a minha missão de pastor: contribuir para libertação do meu povo sofrido.
AUTOR

PADRE DJACY BRASILEIRO

Twitter: @padredjacy
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Fonte:

MST - Efeitos de uma vaia consagradora

4 de Dezembro de 2010
Do blog "Dilma na Rede"
Por OndaVermelha

A homenagem da Câmara a João Pedro Stedile. Efeitos de uma vaia paradoxalmente consagradora

Antonio Cechin e Jacques Távora Alfonsin, comentam a homenagem da Câmara dos Deputados a João Pedro Stédile.

Antonio Cechin é irmão marista, miltante dos movimentos sociais, autor do livro Empoderamento Popular. Uma pedagogia de libertação. Porto Alegre: Estef, 2010.

Jacques Távora Alfonsin é advogado do MST e procurador do Estado do Rio Grande do Sul aposentado.

Eis o artigo.

Na homenagem que a Câmara dos deputados prestou a João Pedro Stedile, esta semana, conferindo-lhe a Medalha de Mérito Legislativo "por seus serviços prestados para a sociedade", algumas vaias tentaram tirar o efeito dos aplausos entusiasmados que ele recebeu.

Para quem acompanha o trabalho desse líder do MST, a trajetória dedicada, corajosa e perseverante que tem marcado sua luta em favor das/os trabalhadoras/es sem terra e à causa da reforma agrária, não é difícil identificar de quem partiu a grosseria e os motivos que a inspiraram.

A oposição que os latifundiários do país movem contra tudo o que possa afetar seus privilégios, acomodada historicamente fortemente na bancada ruralista do Congresso Nacional, não podia aceitar uma honraria como essa, que reconhece na pessoa do João Pedro tudo aquilo que serve de resposta e contestação à concentração desumana da propriedade da terra, por eles promovida, a um produtivismo que não se importa de matá-la, à sujeição estúpida desse bem de vida, reduzido à simples mercadoria, cujos frutos devem ser abortados se não derem bom lucro, ainda que isso custe a fome de milhões.

Foi uma vaia, portanto, que tentou abafar o ruído daquelas verdades ocultas pelo poder da grande propriedade rural, como a da conquista indiscriminada do nosso território, em conluio com transnacionais dedicadas à exploração agrícola, à venda de venenos, à fraude dos registros públicos, à manipulação das leis em benefício próprio, ainda que isso custe a violação dos nossos direitos sobre as áreas de fronteira, dos nossos mananciais, da segurança de posse das/os quilombolas e das/os índias/os.

Foi uma vaia ao discernimento crítico oportuno e necessário capaz de identificar todos aqueles fatores de injustiça social que estão acoplados a megaprojetos agroexportadores. Esses não distinguem a diferença fundamental que caracteriza um direito de propriedade, mesmo quando esse respeita só minimamente a sua função social, aquela que identifica a relação-pertença entre o dono e o seu bem, mas não esquece a relação-destino desse mesmo bem, a qual não pode ser garantida em prejuízo alheio. A pretexto de aumentar nossas divisas, esse tipo de exploração da terra não hesita em levar consigo a floresta, a água, a fauna e a flora que a natureza nos deu de graça.

Foi uma vaia partida dos abusos e dos tradicionais desvios de direito, de que não estão excluídos nenhum dos Poderes Públicos, sempre que sacrificam as/os sem-terra, sob a justifitiva de que, em defesa deles próprios (!?) a lei tem que ser respeitada, mesmo que isso custe a sua morte, como aconteceu o ano passado, em São Gabriel, com o assassinato do sem-terra Elton Brum da Silva.

Foi uma vaia partida de quem não se envergonha de obstruir qualquer tentativa do Executivo, ou do Congresso Nacional, de imporem a revisão dos índices de produtividade das terras do país, coisa defasada há décadas, nem de permitir a tramitação de qualquer projeto de lei tendente a punir a exploração do trabalho escravo. Se os meios para esconder essa sujeira exigir despistes do tipo criação de CPMIS contra as/os sem-terra, presença diária na mídia para a sua criminalização, nenhum escrúpulo seja considerado suficiente para impedi-los.

Foi uma vaia à justa indignação de que estão possuídas/os as/os brasileiras/os empenhadas em apoiar as reivindicações dos direitos humanos fundamentais do povo pobre do nosso país, em sindicatos, ONGs, Igrejas, espaços políticos alternativos onde ele ao menos é ouvido contra o coronelismo armado de jagunços, de manobras de bastidores empreendidas em Bancos, em órgãos Públicos, em “tenebrosas transações” como diz Chico Buarque.

Foi uma vaia, enfim, de vendilhões, bem como o daqueles que Jesus Cristo expulsou a relho de dentro do templo. Hoje, o templo da cidadania e da dignidade humana, que deveria estar sendo venerado reciprocamente, por todas/os brasileiras/os, a ponto de erradicar a pobreza, como diz a nossa Constituição Federal e recomenda o mais elementar princípio de bom senso, não alcança ser reconhecido por aquela gente que vaiou o João Pedro. Não poderia haver prova melhor, portanto, de que a homenagem que ele recebeu se justificou e foi mais do que merecida.


Fonte:IHU
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Fonte: http://dilmanarede.com.br/paulosoares/blogsemmidia/mst-efeitos-de-uma-vaia-consagradora.

Amanda Lourenço: O sonho americano de Sarkozy

3 de dezembro de 2010
Extraído do blog Luiz Carlos Azenha
Por Amanda Lourenço, no Porte Dorée


Na França, os documentos divulgados pelo Wikileaks geraram uma série de reportagens no jornal Le Monde, que foi esmiuçando os telegramas ao longo da semana e publicando matérias diariamente. Enquanto o governo Lula foi exposto a um certo anti-americanismo (ou independentismo, dependendo do ponto de vista), a administração Sarkozy, ao contrário, chamou atenção pelos seus esforços em estreitar os laços entre França e Estados Unidos. A verdade é que o presidente francês Nicolas Sarkozy sempre demonstrou grande simpatia pelos ’states’, mas até agora não se sabia o quanto a diplomacia norte-americana tirava proveito calculadamente dessa devoção. Descobriu-se, por exemplo, que Sarko anunciou sua candidatura à presidência aos americanos no dia 1° de agosto de 2005, dezesseis meses antes de anunciá-la oficialmente na França, confirmam o embaixador americano Craig Stapleton e o conselheiro econômico do então presidente George Bush, Allan Hubbard. Para os americanos, a revelação foi uma grande prova de confiança.

Os telegramas expõem a opinião dos diplomatas americanos sobre Sarkozy, o “presidente mais pró-americano desde a segunda guerra mundial” e “o politico francês que mais apoia o papel dos EUA no mundo”. Desde o anuncio de sua candidatura o entusiasmo foi generalizado e os diplomatas ja falavam em um governo de dez anos (o mandato na França é de cinco anos). Finalmente um adepto do liberalismo e do livre-mercado na França! Um telegrama exalta a intenção de Sarkozy, caso eleito, de “fazer com que a relação entre França e EUA seja a base da diplomacia francesa”. Foi evocada também uma “nova vontade de apoiar os objetivos americanos no Iraque, sob uma administração sarkozista”. O então ministro do interior ja havia demonstrado sua revolta contra a decisão do presidente Jacques Chirac de vetar a invasão do Iraque proposta no Conselho de Segurança da ONU, em 2003. Sarkozy teria aconselhado aos EUA de não invadir e ocupar o Iraque, mas que isso “não o impedia de sentir pessoalmente a morte de soldados americanos no combate”. O veto da França, segundo o atual presidente francês, teria sido “uma reação injustificada e excessiva”.

Depois da posse de Nicolas Sarkozy em 2007, a embaixada americana em Paris teve uma leve decepção com o desempenho do novo presidente: “Sim, Sarkozy é instintivamente pró-americano e pró-israelense e quer renovar uma relação de confiança com os Estados Unidos, mas ele tem pouca experiência em política estrangeira e fala um inglês muito limitado”. Além disso, o conceito de liberalismo para um americano definitivamente não é o mesmo para um francês e se na França Sarkozy é considerado um privatizador desvairado, nos Estados Unidos suas reformas estão longe de satisfazer. Os diplomatas americanos também parecem impressionados com a “presidência espetacularmente impopular” de Sarkozy, mas insistem que apesar disso o presidente se mantém fiel aos principais dossiês de cooperação franco-americana em pauta, como o Irã e o Afeganistão, apesar do grande risco de baixar ainda mais sua popularidade.

É verdade que as relações entre Sarkozy e Obama não têm nem de longe a mesma cordialidade que havia entre Sarkozy e Bush, mas o periodo ainda é favoravel e pode ser considerado como um dos melhores momentos na relação entre os dois paises. Sem duvida, Nicolas Sarkozy continua sendo “o parceiro dos Estados Unidos na Europa”.

A vida pessoal do presidente francês também foi descortinada. Apos a separação de sua ex-mulher Cécilia Attias, um telegrama anônimo declarou que “Sarkozy, um homem muito nervoso mesmo quando tudo vai bem, levanta dúvidas sobre sua capacidade de manter o equilíbrio e se concentrar (no caso de um divórcio). Ele já mencionou sua dependência à Cécilia – ‘minha força e meu calcanhar de Aquiles’ “. A relação com sua nova esposa, Carla Bruni, também foi abordada: “Estimamos que Sarkozy usa a fundo a popularidade pessoal de Carla Bruni, e a popularidade do casal, para avançar os interesses franceses no Brasil”. Pelo visto, Carla não conseguiu cumprir sua missão.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/amanda-lourenco-o-sonho-americano-de-sarkozy.html

Folha fica surda na homenagem a Stédile

2 de dezembro de 2010
Do Blog da Reforma Agrária
Extraído do blog de Luiz Carlos Azenha


“João Stédile, fundador do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), recebe homenagem na Câmara dos Deputados; ao ser anunciado, ouviu vaias”, afirma nota do Painel da Folha de S. Paulo.

Não poderia ser diferente.

No Brasil, existe um número grande de parlamentares que são donos de grandes propriedades que não cumprem a sua função social.

Ou seja, proprietários de áreas que são improdutivas, desmatam o meio ambiente ou desrespeitam a legislação trabalhista.

E lá na Câmara dos Deputados onde está parada desde 2004 a PEC do Trabalho Escravo, que obriga a expropriação de terras de quem explora trabalho escravo.

Essa máfia de deputados ruralistas tem nome e sobrenome: bancada ruralista.

De acordo com o Instituto de Estudos Socioeconômicos ( Inesc), há 117 deputados na atual legislatura.

Esses parlamentares vaiaram João Pedro Stedile, assim como vaiaram aquele que indicou o militante do MST, Brizola Neto, assim como vão vaiar qualquer lutador do povo que questione as bases da desigualdade social do Brasil.

Ou seja, a nota do painel da Folha poderia constatar também a existência da gravidade.

Essa foi a conclusão, mais do que óbvia, que chegou o jornal Estado de Minas, em nota da coluna de Baptista Chagas de Almeida: “Líder e fundador do Movimento dos Trabalhadores sem terra (MST), João Pedro Stedile foi homenageado na Câmara dos Deputados. Ficou entre vaias e aplausos. Nenhuma surpresa numa casa que tem a bancada ruralista”.

A Folha esqueceu de registrar que as vaias dos parlamentares latifundiários foram sufocadas pelos aplausos à premiação do coordenador do MST.

A Folha conhece menos o Brasil que o Estado de Minas, e só ouviu vaias ao João Pedro Stedile*.

Isso não é novidade também.

Já conhecida como “Falha de S. Paulo”, está caminhando para se tornar um “Diário Veja”, na mesma linha de um panfleto semanal vendido no nosso país.

* No mesmo mundo em que vive a Folha, vivem pessoas valorosas como o escritor Eduardo Galeano, que mandou a seguinte mensagem ao MST e ao João Pedro Stedile: “qué boa notícia, essa. medalha! boa e rara. nao é frequente encontrar evidencias de que a justiça existe. te abraça, teu irmao”.

Em nome do MST, Stédile recebe medalha das mãos do deputado Brizola Neto
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/folha-fica-surda-na-homenagem-a-joao-pedro-stedile.html

Gilberto Carvalho: Dilma pediu para eu ouvir movimentos sociais

04.12.2010
Do blog "Dilma na Rede"

A presidenta eleita Dilma Rousseff pediu ao futuro secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho(foto), que a alerte sobre dificuldades e lhe diga a verdade nos momentos difíceis. Em entrevista exclusiva à TV Brasil, Carvalho também afirmou que ela usará a capacidade de manter a coesão e de trabalhar em equipe para compensar a falta de carisma em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Se ela [Dilma] não tem o mesmo carisma desse Pelé da política que é o presidente Lula, ela tem muita competência de gerenciamento, com forte capacidade de gestão e de trabalho em equipe”, disse Carvalho, atualmente chefe de gabinete de Lula e que ocupará a Secretaria-Geral da Presidência da República a partir de janeiro.

De acordo com Carvalho, Dilma pediu que, na Secretaria-Geral, ele funcione como “sensibilizador” das demandas sociais, ouvindo as reivindicações dos movimentos e levando as cobranças e sugestões para a presidenta.

Segundo Carvalho, a campanha eleitoral aproximou Dilma do povo e mostrou que a presidenta eleita consegue dialogar com a sociedade. “O contato com o povo se deu à medida que a campanha se desenvolveu. Ela se revelou capaz desse diálogo, dessa acolhida, desse afeto, ainda que não tenha o carisma de Lula”, acrescentou.

O novo secretário-geral diz que recebeu o convite de Dilma numa reunião na Granja do Torto. Os dois tinham se encontrado para discutir uma carta que a presidenta eleita escreveu ao papa Bento XVI e que Carvalho levará ao Vaticano. “Ela me pediu que sempre diga a verdade quando as coisas estiverem difíceis e a alerte de todos os problemas”, ressaltou.

Ele, que substituirá Luiz Dulci, elogiou o atual comandante do órgão. “Mesmo sem aparecer, ele [Dulci] prestou um serviço extraordinário ao governo nos oito anos do governo Lula”, avaliou.

Para Carvalho, a relação com os movimentos sociais não será fácil, mas é necessária para manter um governo democrático de fato. “O diálogo sempre é tenso. Afinal, são demandas importantes e muitas vezes acumuladas durante anos, até séculos”, explicou. A Secretaria-Geral da Presidência da República é responsável pela articulação do governo com as entidades sociais, organizando reuniões e conferências.

Apesar de a Casa Civil ter perdido a gestão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que será repassada ao Ministério do Planejamento, Carvalho afirma que a pasta, que será comandada por Antonio Palocci, manterá a importância no próximo governo. “A Casa Civil continua como coordenadora interna do governo. O dia a dia dos ministérios, o processo de tocar o governo permanecerá centralizado na Casa Civil”, destacou.

Fonte: Agência Brasil
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Fonte:http://dilmanarede.com.br/ondavermelha/noticias/gilberto-carvalho-dilma-pediu-para-eu-ouvir-movimentos-sociais

Leandro Fortes derrota Gilmar Mendes

3 de dezembro de 2010 às 19:31
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Leandro Fortes, no Brasília eu vi


Jornalismo 1 x 0 Gilmar Mendes

Na edição de 8 de outubro de 2008 da CartaCapital, em uma reportagem de minha autoria intitulada “O empresário Gilmar Mendes”, revelei a ligação societária entre o então presidente do Supremo Tribunal Federal e o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). Trata-se de uma escola de cursinhos de direito cujo prédio foi construído com dinheiro do Banco do Brasil sobre um terreno, localizado em área nobre de Brasília, praticamente doado (80% de desconto) a Mendes pelo ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz. O IDP, à época da matéria, havia fechado 2,4 milhões em contratos sem licitação com órgãos federais, tribunais e entidades da magistratura, volume de dinheiro que havia sido sensivelmente turbinado depois da ida de Mendes para o STF, por indicação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O corpo docente do IDP era formado, basicamente, por ministros de Estado e de tribunais superiores, desembargadores e advogados com interesses diretos em processos no Supremo, o que, por si só, já era passível de uma investigação jornalística decente. O que, aliás, foi feito pela CartaCapital quando toda a imprensa restante, ou se calava, ou fazia as vontades do ministro em questão. Foi a época da Operação Satiagraha, dos dois habeas corpus concedidos por Mendes ao banqueiro Daniel Dantas, em menos de 48 horas. Em seguida, a mídia encampou a farsa do grampo sem áudio, publicado pela revista Veja, que serviu para afastar da Agência Brasileira de Inteligência o delegado Paulo Lacerda, com o auxílio luxuoso do ministro da Defesa, Nelson Jobim, autor de uma falsa denúncia sobre existência de equipamentos secretos de escuta telefônica que teriam sido adquiridos pela Abin.

Naqueles tempos duros, fazer uma cobertura crítica da atuação de Gilmar Mendes no STF era uma tarefa quase suicida. Mesmo o governo federal, instado a não comprar briga com Mendes justo no momento em que o inquérito do chamado “mensalão” passava às barras do Supremo, manteve-se amedrontado. Emblema daquela circunstância foi a submissão do presidente Lula às idiossincrasias de Mendes, chamado pelo ministro “às falas” para responder pela inverossímil denúncia de espionagem no STF. CartaCapital e este repórter, por revelarem as atividades comerciais paralelas de Gilmar Mendes, acabaram processados pelo ministro, evidencie-se, dentro das regras democráticas e legais do Estado de direito.

Acusou-nos, Mendes, de termos elaborado a referida reportagem com o intuito de lhe “denegrir a imagem” e “macular sua credibilidade”. Alegou, ainda, que a leitura da reportagem atacava não somente a ele, mas serviria, ainda, para “desestimular alunos e entidades que buscam seu ensino”. Essa argumentação foi desmontada ainda antes da sentença, por este blog, no post que pode ser acessado aqui.

Em 26 de novembro de 2010, portanto, na semana passada, a juíza Adriana Sachsida Garcia, do Tribunal de Justiça de São Paulo, julgou improcedente a ação de Gilmar Mendes e extinguiu o processo contra mim e a CartaCapital. Dentre outras considerações, afirmou:
“As informações divulgadas são verídicas, de notório interesse público e escritas com estrito animus narrandi. A matéria publicada apenas suscita o debate sob o enfoque da ética, em relação à situação narrada pelo jornalista. Não restou configurado o dolo ou culpa, condição sine qua non para autorizar a condenação no pagamento de indenização. A população tem o direito de ser informada de forma completa e correta, motivo pelo qual esse direito deve sobrepor-se às garantias individuais, sob determinadas circunstâncias, como são as objeto de análise.”

Abaixo, alguns trechos da sentença proferida pela juíza Adriana Garcia. A decisão ainda é passível de recurso por parte da defesa do ministro Gilmar Mendes:

“(…) Desnecessária a colheita de outras provas, pois a matéria é eminentemente de direito e os fatos controversos vieram bem comprovados por documentos, de maneira que autorizado o julgamento antecipado, em conformidade com a regra do artigo 330, inciso I, do Código de Processo Civil. O pedido é improcedente. (…) Ocorre que, a documentação trazida com a defesa revela que a situação exposta é verídica; o que, aliás, não foi negado pelo autor.”

“Considerado o modelo da reportagem e as palavras utilizadas, não vislumbro ofensa ao ordenamento jurídico, condição indispensável para a condenação no pagamento de indenização.”

“O tema exige cautela do julgador para que não incida na odiosa restrição das liberdades de informação e de expressão, as quais contêm o direito de criticar. Careceria de justa causa a notícia falsa ou imprudentemente divulgada, mas não a baseada em fatos reais e de manifesto interesse público.”

“Insta aqui destacar que a reportagem de fato assevera não haver ilegalidade no proceder do autor ou de qualquer das pessoas físicas mencionadas, tanto que eminentes juristas foram entrevistados para emitir opinião técnica sobre a participação de magistrados em sociedades empresariais e restou registrada a controvérsia existente sobre o tema.”

“Não se considera ‘caviloso’ o texto do jornalista porque não criou fatos ou incluiu inverdades, nem omitiu dados importantes ao bom entendimento da notícia. De fato, já na inicial, o autor reconhece que o Ministro Gilmar Mendes é sócio da empresa e detém uma terça parte das quotas sociais. (…) Bem assim, a inicial admite a realização de contratos com vários órgãos do Poder Público no âmbito federal, com dispensa de licitação, por inexigibilidade.”

“Ainda, o autor relata que possui corpo discente de alto gabarito, ilustrado por figuras ocupantes do alto escalão dos diferentes Poderes da República. E se os fatos não são mentirosos, não vejo fundamento jurídico para coibir o livre exercício do questionamento e da crítica pela imprensa.”

“A reportagem impugnada consubstancia regular exercício de direito, consubstanciado em crítica jornalística própria dos regimes democráticos. A doutrina e a jurisprudência concordam que, pelo menos para efeito de responsabilidade civil, a licitude da matéria jornalística decorre do interesse público, da veracidade e pertinência de seu conteúdo.”

“E, finalmente, também o conteúdo é pertinente – não obstante a crítica inserida – havendo articulação lógica entre o conteúdo narrado e as conclusões expostas. A relevância dos fatos narrados foi apresentada de modo adequado em relação ao contexto dos fatos noticiados. A documentação acostada pela defesa demonstra que foi apurada a procedência dos fatos narrados, de modo a neutralizar a alegação de que houve divulgação precipitada e indevida de fatos aptos a arruinar a reputação das pessoas citadas.”

“Não se pode cogitar de verdadeira liberdade de informação e expressão sem a possibilidade da crítica, a possibilidade de emitir juízo de valor – favorável ou não – em relação a determinado comportamento.”

“Reconhecer ilicitude, sem provas sobre animus injuriandi ou animus nocendi, constitui, pelo peso da indenização por dano moral, restrição que se aproxima da censura”

“Condeno o autor no pagamento das verbas oriundas de sua sucumbência, com honorária que fixo em R$ 5.000,00 para cada um dos co-réus, atualizados monetariamente a partir da data desta sentença pelos índices da Tabela Prática editada pelo Egrégio Tribunal de Justiça deste Estado, nos termos do que preceitua o artigo 20, § 4º, do mesmo Código de Processo Civil. Transcorrido o prazo para recurso, ou processado o que houver, diligencie a serventia o arquivamento dos autos, observadas as formalidades legais e cautelas de praxe.

P.R.I. São Paulo, 26 de novembro de 2010.

Adriana Sachsida Garcia Juíza de Direito”
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/leandro-fortes-derrota-gilmar-mendes.html

MAU EXEMPLO: Relator do Orçamento envolvido em esquema de fraudes

04 DE DEZEMBRO DE 2010
Do site do Estadão

Pelo menos R$ 3 milhões dos cofres do governo federal caíram desde abril na conta de um jardineiro e um mecânico. Eles são laranjas num esquema organizado por institutos fantasmas que superfaturam eventos culturais, fraudam prestações de contas e repassam dinheiro para empresas de fachada. Parte desse esquema é sustentada por emendas e lobby explícito, por escrito aos ministérios, de quem hoje elabora o projeto do Orçamento da União de 2011: o senador Gim Argello (PTB-DF).

Investigação feita mostra que, desses R$ 3 milhões, ao menos R$ 1,4 milhão foi repassado para institutos fantasmas por meio de emendas individuais de Gim Argello no Orçamento. E, logo depois, o dinheiro foi repassado para a conta de uma empresa que tem um jardineiro e um mecânico como donos – tudo sem licitação.

A reportagem rastreou um roteiro fraudulento complexo, que envolve entidades de fachada e laranjas. Inicialmente, o parlamentar apresenta uma emenda ao Orçamento que reserva recursos públicos para promover shows ou eventos culturais. Ele apresenta, além da emenda, uma carta ao ministro da pasta. O dinheiro é destinado a um instituto fantasma. O suposto instituto, em seguida, repassa recursos para uma empresa de promoção de eventos ou marketing, com endereço falso e em nome de laranja. As emendas constam em rubricas dos Ministérios do Turismo e da Cultura, que não fazem a checagem presencial da prestação de contas do serviço, nem verificam a atuação do instituto e da empresa subcontratada.

Exposição. Por conta desse esquema, Gim Argello fatura – ao menos politicamente – com shows e eventos turísticos no Distrito Federal pagos com dinheiro público.

Nos documentos obtidos pela reportagem fica claro que as prestações de contas entregues ao governo são assinadas pelos laranjas e os endereços dos institutos são falsos.

A reportagem localizou o jardineiro Moisés da Silva Morais em sua casa, numa rua de terra batida na periferia de Águas Lindas, cidade do entorno do Distrito Federal. O nome dele está nos convênios do governo em contratos e orçamentos. O jardineiro Moisés admitiu que emprestou o nome ao esquema em troca de uma promessa, não cumprida segundo ele, de R$ 500 mensais. "Virei laranja", disse.

Estatutos comprados. Os papéis revelam que essas entidades compram estatutos de associações comunitárias de periferia e viram "institutos" somente para intermediar sem licitação os convênios com o governo, em troca de uma comissão, conforme relatos de dirigentes em conversas gravadas.

Líder do PTB, Gim Argello era suplente e virou senador em 2007 após a renúncia de Joaquim Roriz, envolvido em corrupção. Em pouco tempo, ganhou espaço e respeito do governo federal, principalmente da ex-ministra e presidente eleita, Dilma Rousseff.

Em troca da lealdade ao governo, Gim conseguiu um presente político: ser o relator do Orçamento da União, de R$ 1,3 trilhão para 2011. Cabe a ele elaborar toda a proposta orçamentária – incluindo as emendas parlamentares – a ser votada pelo Congresso até o fim deste mês.

O destino das emendas feitas pelo próprio senador para 2010 mostra que, no mínimo, Gim Argello não tem controle sobre o rumo e o uso do dinheiro público que lhe diz respeito.

Ele mesmo, na sua versão (veja reportagem na pág. A6), disse que, apesar de destinar emendas, não conhece as entidades, nem acompanha as prestações de contas.

Cartas e lobby. No dia 29 de junho deste ano, o senador enviou uma carta ao ministro da Cultura, Juca Ferreira, e fez um apelo: pediu que R$ 600 mil das emendas feitas por ele fossem transferidos para o Instituto Renova Brasil. O convênio foi aprovado e liberado em R$ 532 mil. Só que a entidade não existe. É fantasma. No endereço funciona uma vidraçaria, a Requinte Vidros.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2010/12/04/relator_do_orcamento_envolvido_em_esquema_de_fraudes_85496.php?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Maurício Dias: A Constituição sangrada

4 de dezembro de 2010
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Maurício Dias, em CartaCapital


O Rio de Janeiro suspirou aliviado com a tomada do Complexo do Alemão. Caiu uma área onde o poder marginal, incólume, usava e abusava há muitos anos. O resultado produziu efeito de igual importância. Serviu de exemplo para jovens dessas comunidades que, movidos pela ilusão de poder e dinheiro, consideram como opção de vida o ingresso na marginalidade como alternativa para eles.

O alívio de alguns, porém, foi decepção para muitos. Por vezes, podia-se ouvir nas ruas mais charmosas da zona sul da capital o desapontamento projetado em expressões como esta: “Deviam ‘passar o cerol’ naqueles filhos da puta. A TV Globo atrapalhou”.

No momento em que o bando de traficantes armados se dispersou em fuga do Morro do Cruzeiro para o Morro do Alemão seria possível produzir o massacre desejado, executado por policiais nos helicópteros ou por atiradores oficiais escondidos na mata. Tiros foram disparados, como se ouviu, e, como se viu pela Globo, dois ou três traficantes foram atingidos. Tudo sugere que a audiência determinou o cessar fogo.

Embora a emoção tenha sido contida pelas autoridades, a população levada ao desespero por longos anos de omissão do poder público legitimaria a insensatez. Da correspondência recebida, selecionei trechos do e-mail do leitor E.L.S., morador no bairro da Penha, zona norte, centro do episódio:

“… Comecei a ver uma luz no fim do túnel dessa violência, e por mais que venham a morrer pessoas que nada têm a ver com isso, já morríamos todos os dias por não poder sair de casa sem saber se voltaríamos”.

A gíria “passar o cerol”, repetida na zona sul, vai muito além da angústia compreensível entre os moradores da zona norte. Retiro do jornal O Globo palavras de José Junior, do grupo AfroReggae, que se dispôs a intermediar a rendição dos traficantes: “Cheguei a ouvir policial dizer que se sentiu como atleta que vai para a Olimpíada e não disputa, só porque não houve banho de sangue”.

A frase, contagiada pelo sotaque policial, foi repetida pelo delegado Rodrigo Oliveira, coordenador das ações da Polícia Civil: “Esses bandidos não passam de frouxos. Fugiram como ratos”.

Uns fugiram. Alguns se renderam e outros morreram. Felizmente, não jorrou tanto sangue como poderia ter jorrado. Mas a Constituição foi sangrada. Sangrou, emblematicamente, do corpo de um paraquedista ferido. Ele cumpria ordens, mas estava lá irregularmente. O combate ao crime não pode ser transformado em confronto entre um grupo marginal e um poder público que, igualmente, se marginaliza para reprimir.

Em 2007, simpósio organizado pelo Centro de Estudos Estratégicos do Exército concluiu: “O emprego das FA na preservação da ordem pública é medida somente recomendável quando houver decretação do estado de defesa, do estado de sítio ou da intervenção federal. Qualquer outro arranjo implica riscos ao Estado de Direito”.

Admitir em silêncio o que ocorreu pode estimular o mesmo Exército a agir, amanhã, contra o poder constitucionalmente estabelecido. Foi assim em 1964. Derrubaram o presidente em nome de suposto clamor público.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/mauricio-dias-a-constituicao-sangrada.html

Racista enfrenta consequência de suas atitudes

4 DE DEZEMBRO DE 2010
Do portal "Vermelho"

Um mês depois, jovem que ofendeu nordestinos vive escondida. Segundo parentes, Mayara Petruso evita lugares públicos e deixou a faculdade; Ministério Público decretou sigilo da investigação.

Um mês após postar mensagens de ofensa contra nordestinos na internet, a estudante Mayara Petruso ainda evita aparecer em público. Ela deixou de sair de casa sozinha, largou o curso de Direito na FMU e, segundo a família, foi obrigada a se refugiar longe da casa da mãe, em virtude de ameaças que ainda sofre.

A estudante Mayara Penteado Petruso, que postou frases contra nordestinos nas redes sociais e agora é alvo do Ministério Público Federal; Investigação está sob sigilo

Depois de perder o emprego, Mayara diminuiu também a frequência de encontro com o grupo habitual de amigos e ganhou fama de “a menina que não gosta de nordestinos” na cidade onde morava com a família, em Bragança Paulista, interior de São Paulo.

A família também ficou reclusa. Alegando terem recebido ameaças por e-mail e telefone, a mãe e a avó da garota se dizem assustadas ao verem pessoas estranhas rodeando seu pequeno comércio, na periferia de Bragança. Orientada pelo advogado que defende Mayara, a família optou por limitar o contato com a imprensa.

“A Mayara é ameaçada todo dia. Tudo que vocês falam só a prejudica. Ninguém sabe o que aconteceu de fato e peço para que parem de nos procurar”, afirmou a avó da estudante, Magda Penteado, ao ser procurada pela reportagem do iG. “Tanta coisa para se preocupar no mundo e vocês ficam perturbando a minha neta?!”, indagou nervosa.

Depois de muita insistência, a mãe da garota, Luciana Penteado, resolveu trocar poucas palavras com a reportagem. “A vida da Mayara está em perigo. As pessoas não sabem o que ocorreu de fato e fazem julgamentos antecipados”, disse a mãe. “A gente só quer um pouco de sossego para continuar a vida”, desabafou.

Luciana Penteado se disse cansada do assédio da imprensa e de pessoas estranhas que, segundo ela, passaram a rondar sua casa em Bragança. Ela lamentou que a privacidade da família tenha sido exposta na internet. “Nossos dados pessoais e endereço foram expostos na internet como se fossemos criminosos”, contou.

De acordo com a mãe, a família foi obrigada a trocar a linha de telefone em virtude das ameaças e da quantidade de ligações procurando Mayara após o episódio das eleições. Pelo fato de seu endereço ter sido divulgado na internet, a jovem de 21 anos decidiu não voltar para a casa da mãe e está abrigada longe da família. “Ela só quer esquecer o episódio, provar sua inocência e continuar a vida”, disse a mãe, que respondia as perguntas com brevidade e receio.

Questionada sobre o que aconteceu de fato na noite de 31 de outubro, Luciana encerrou de vez o assunto e afirmou que dali em diante o advogado da garota responderia a eventuais questionamentos. O pai de Mayara, o empresário Antonino Petruso, dono de uma rede de supermercados de Bragança também preferiu não se pronunciar. Na época em que o caso veio à tona, ele afirmou ao iG que estava “surpreso, decepcionado e envergonhado” com atitude da filha. Ele deixou de atender ao telefone e se recusou a receber a reportagem em uma de suas lojas, no centro de Bragança.

Mayara Petruso postou no Twitter e no Facebook frases de preconceito contra os nordestinos e agora é alvo do Ministério Público Federal; Investigação está sob sigilo

Na Justiça, o Ministério Público Federal em São Paulo também decretou na semana passada o sigilo de Justiça da investigação contra jovem, a pedido do advogado da acusada, Osvaldo Zago. A procuradora da República Melissa Garcia Blagitz Abreu e Silva entendeu que o assédio da imprensa atrapalha a apuração do caso e a segurança de Mayara Petruso.

Parte interessa no caso, a OAB de Pernambuco disse que desconhecia o segredo da investigação e, um mês depois do acontecido, ainda espera retorno do MPF para saber se queixa-crime será aceita pelo órgão. A entidade diz que aguardará a manifestação da procuradora sobre se abrirá ou não processo criminal contra a jovem antes de se pronunciar. O Ministério Público Federal informa, contudo, que ainda não há processo formal aberto contra Mayara Petruso na Justiça.

Fonte: Portal iG
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Dilma fala ao Washington Post sobre Irã, EUA e Lula

04/12/2010
Do site "Último Segundo"

A presidenta eleita afirmou que nem todas as posições de Lula são as suas e que, como mulher, condena o apedrejamento

A presidente eleita, Dilma Rousseff, fez questão de mostrar melhor suas credenciais ao mundo, em entrevista ao jornal Washington Post, deixando claro que nem todas as posições do governo de Luiz Inácio Lula da Silva são também as suas, especialmente ao falar sobre o Irã. Dilma condenou o apedrejamento e qualquer outro tipo de prática "medieval" contra mulheres e disse que não se sentiria confortável , como uma mulher presidente, em não deixar clara essa posição.

Por outro lado, disse que é importante tentar estabelecer a paz no Oriente Médio, sugerindo que seu governo continuará buscando estratégias de paz naquela região.

A presidente eleita também criticou a política de afrouxamento quantitativo dos Estados Unidos, mas ao mesmo tempo fez questão de dizer que seu governo buscará estreitar os laços com o governo de Barack Obama.

Dilma reconheceu que o momento é de grande instabilidade global por causa da crise econômica, e que é fundamental tentar garantir a retomada das economias desenvolvidas para garantir o equilíbrio do mundo. "Ninguém no Brasil se sentirá confortável se os EUA continuarem com altas taxas de desemprego. A recuperação dos EUA é importante para o Brasil porque os EUA são um extraordinário mercado consumidor", afirmou.

Dilma fez questão de reforçar que pretende dar continuidade ao caminho econômico estabelecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela disse que nos próximos quatro anos pretende reduzir mais a relação dívida/PIB e garantir a estabilidade inflacionária. Segundo Dilma, o objetivo do seu governo é reduzir a dívida do País para 30% do PIB.

Ela voltou a dizer que quer que os juros no Brasil caiam para patamares internacionais. "E para conseguir isso uma das tarefas mais importantes será a de reduzir a dívida pública", afirmou. "Outro tema importante será melhorar a competitividade da nossa indústria e agricultura. Por isso é tão importante que o Brazil racionalize seu sistema tributário", disse a presidente eleita ao Washington Post.
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Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/dilma+fala+ao+washington+post+sobre+ira+eua+e+lula/n1237849514474.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Cúpula exige que os EUA encerrem bloqueio contra Cuba

04 DE DEZEMBRO DE 2010
Do portal "Vermelho"


Na 20ª Cúpula Ibero-Americana, em Mar del Plata, na Argentina, os chefes de Estado e do Governo reiteraram neste sábado sua exigência aos Estados Unidos para que coloquem um ponto final no bloqueio a Cuba.

"Pedimos que os Estados Unidos da América coloquem fim ao bloqueio", diz o documento que exige que Washington cumpra com as 19 sucessivas resoluções aprovadas na Assembleia Geral das Nações Unidas ordenando o fim do bloqueio contra a Ilha.

O documento qualifica de inaceitável a aplicação dessas medidas coercitivas unilaterais, as quais afetam o bem-estar dos povos e seu acesso e desfrute pleno dos benefícios da cooperação internacional.

Também refere-se aos obstáculos que isso causa à concretização do que é o lema desta Cúpula, ou seja, a Educação para a inclusão social, além de afetar os processos de integração.

A declaração reitera a enérgica rejeição à aplicação de medidas unilaterais, como a Lei Helms-Burton, e exorta os Estados Unidos a eliminarem e cumprirem as sucessivas resoluções da Assembleia Geral das Nações Unidas, pondo fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba.

O comunicado é uma reafirmação e atualização de textos aprovados nas cúpulas de Salamanca em 2005, Montevidéu em 2006, Santiago do Chile em 2007, San Salvador em 2008 e Estoril em 2009.

A declaração final da cúpula de Mar del Plata, que tem como lema "Educação para a inclusão social", inclui também uma cláusula democrática contra tentativas golpistas na região, entre outros pontos.

Da redação, com Prensa Latina e Portal Terra
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=143007&id_secao=7

Lula não quer deixar para Dilma decisão sobre extradição de Batistti

03/12/2010
Da Agência Brasil

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não quer deixar para a sucessora Dilma Rousseff a decisão sobre a extradição do ativista político e escritor italiano Cesare Battisti. Em entrevista a correspondentes internacionais, no Rio de Janeiro, Lula disse que aguarda, apenas, parecer do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, sobre o assunto.

“O parecer é o que vai balizar a minha decisão. Tivemos um processo eleitoral, um segundo turno e tudo isso atrasou um pouco o trabalho”, disse Lula aos jornalistas estrangeiros. “Espero que o meu advogado-geral possa me apresentar a proposta da decisão antes de terminar o mandato. Não gostaria de deixar para Dilma tomar a decisão”, completou.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a extradição de Battisti, que responde a vários processos na Itália e está preso no Brasil, mas deixou a decisão para o presidente da República. Acusado de quatro homicídios, Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália.

Edição: Vinicius Doria//A matéria foi ampliada
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Fonte:http://is.gd/icxtm

Sob pressão internacional, Costa do Marfim vive confusão após eleições

04/12/2010
Da BBC Brasil

Brasília – O presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, está sob pressão da comunidade internacional para aceitar a derrota para o oposicionista Alassane Ouattara na eleição presidencial do dia 28 de novembro. O Conselho Constitucional do país chegou a alterar o resultado já divulgado para declarar o atual mandatário como vencedor.

Vários líderes internacionais manifestaram apoio a Ouattara. Na ultima quinta-feira (2), a Comissão Eleitoral Independente (CEI) declarou o oposicionista vencedor do segundo turno presidencial com 54,1% dos votos válidos, contra 45,9% de Gbagbo.

Entretanto, após o atual presidente e seus simpatizantes terem afirmado que houve fraude na votação, o Conselho Constitucional alterou o resultado e anunciou que Gbagbo foi o vencedor, com 51% dos votos.

A Organização das Nações Unidas (ONU), acompanhada dos Estados Unidos, da França e do bloco de países do Oeste africano pediram a Gbagbo que aceite a derrota.

O atual presidente está no cargo desde 2000. Seu atual mandato terminou em 2005, mas a eleição presidencial vinha sendo adiada desde então, sob o argumento de que não havia segurança para sua realização.

A eleição tinha como objetivo reunificar o país após a guerra civil iniciada em 2002, que provocou o colapso econômico da Costa do Marfim, maior produtor mundial de cacau e até então uma das nações mais prósperas da região.

O primeiro-ministro marfinense, Guillaume Soro, advertiu que a alteração dos resultados eleitorais ameaça as tentativas de estabilizar e reunificar o país.
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Fonte:http://is.gd/icS5Q

Presidente eleita dá seis pastas ao PMDB no novo governo

04/12/2010
Folha.com
DE BRASÍLIA


Depois de dias de impasse, a presidente eleita, Dilma Rousseff, acertou ontem que o PMDB ficará com as pastas da Previdência e do Turismo, além das já definidas Minas e Energia e Agricultura.

Uma quinta vaga está em negociação na cota do vice-presidente, Michel Temer. E o partido terá ainda a Defesa, com Nelson Jobim.

Também ontem, em reunião na Granja do Torto, o senador Aloizio Mercadante (SP) foi convidado e aceitou assumir o Ministério de Ciência e Tecnologia, que sai do controle do PSB e ao do PT.

Em nota divulgada pela assessoria, Dilma oficializou as escolhas de Antonio Palocci para a Casa Civil, Gilberto Carvalho na Secretaria-Geral da Presidência e José Eduardo Cardozo no Ministério da Justiça. Agora são seis os ministros já confirmados.

Pela solução encontrada para debelar a crise, o PMDB terá duas pastas na cota dos deputados e duas na dos senadores. Dilma chegou a cogitar anunciar ontem Edison Lobão (Minas e Energia) e Wagner Rossi (Agricultura), mas adiou atendendo a um pedido da cúpula.

O deputado Mendes Ribeiro Filho é considerado certo no Turismo. Para a Previdência foram indicados os senadores Eduardo Braga (AM) e Garibaldi Alves (RN).

Caso Braga seja escolhido, o PR vai aumentar a pressão pela volta de Alfredo Nascimento para os Transportes, já que ambos disputam espaço político no Amazonas.

Já a escolha de Mendes Ribeiro tem por objetivo abrir uma vaga na Câmara para o ex-ministro Eliseu Padilha (RS), que é amigo de Temer.

Além dos quatro ministérios, Dilma negocia com Temer a ida de Moreira Franco para a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).

Nelson Jobim, que fica na Defesa a pedido de Lula, é considerado pelo partido escolha pessoal de Dilma.

O debate sobre o espaço do PMDB no governo consumiu boa parte dos últimos dias da presidente eleita.

O motivo da crise foi o fato de o governador do Rio, Sérgio Cabral, depois de conversa com Dilma, ter anunciado que seu secretário Sergio Côrtes seria ministro da Saúde, sem avisar o partido.

Com Côrtes queimado, o mais cotado para a Saúde passou a ser Fausto Pereira dos Santos, do PT de Minas. Outro nome cogitado para o posto é Helvécio Magalhães, que foi secretário da área na gestão de Fernando Pimentel em Belo Horizonte.

Editoria de Arte/Folhapress



Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/poder/840753-presidente-eleita-da-seis-pastas-ao-pmdb-no-novo-governo.shtml

Jobim, o traíra: ele quer uma base americana no Rio

03/12/2010

Conversa ao ministro Nelson Jobim poupar-se de outro escolho biográfico

Publicado no Conversa Afiada em 10/04/2010

Conviria ao ministro Nelson Jobim poupar-se de outro escolho biográfico

O Conversa Afiada reproduz o artigo de Mauro Santayana:

Um tratado indesejável

08/04/2010
Por Mauro Santayana


Com todas as explicações, incluídas as do Itamaraty, em nota oficial, é inconveniente o Acordo Militar que o Brasil está pronto a assinar com os Estados Unidos. Podemos firmar acordos semelhantes com países que podem comparar-se ao nosso, mas não com aquela república. É lamentável que esse tratado seja negociado pelo atual governo.

Segundo a imprensa internacional, prevê-se a instalação de uma base norte-americana no Brasil. A última base americana em nosso chão se limitava ao acompanhamento dos primeiros satélites artificiais, em Fernando Noronha. Ela foi discretamente fechada em 1961, por iniciativa de Tancredo que, como primeiro-ministro, negou-se a prorrogar o convênio, sob o argumento de que ainda não obtivera a opinião das Forças Armadas. Geisel, em 1977, em pleno regime ditatorial, denunciou o Tratado Militar que tínhamos com Washington, e fora renovado em 1952, por iniciativa de João Neves da Fontoura, contra a opinião do ministro da Guerra de então, o general Estillac Leal – que se demitiu como protesto. É da restauração paulatina desse antigo Tratado que se trata.

Antes houve a base de Natal, no esforço comum da guerra contra a Alemanha nazista. Terminado o conflito, em 1945, Getúlio agradeceu muito a contribuição norte-americana e, mesmo com as pressões ianques a fim de manter o enclave militar, dispensou-os desse cuidado. Não havia necessidade de tanto dispêndio para a nossa hipotética proteção.

O fato é que as negociações para a instalação de uma base norte-americana no Brasil, para o combate às drogas, foram anunciadas, em Quito, pelo subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela, e repercutiram no exterior, em que pesem os desmentidos do Brasil. Apesar de sua cuidadosa linguagem diplomática, a nota oficial do Itamaraty não é suficiente para afastar as dúvidas: trata, em termos vagos e genéricos da “cooperação em assuntos da defesa” e intercâmbio no treinamento militar. Nós conhecemos essa antiga canção, que nos remete ao centro de doutrinamento ideológico do Panamá. Ali muitos de nossos oficiais foram moldados para a submissão aos interesses norte-americanos, em nome da divisão do mundo entre os bons (os ianques) e os maus (quaisquer outros que contestassem a sua hegemonia). Foram alguns deles, com Castello Branco, Lincoln Gordon, Vernon Walters, a Quarta Frota e a CIA, que fizeram o golpe de 1964.

Os vizinhos sul-americanos – e os parceiros do Bric – se inquietam, e com razão. Eles têm contado com a firmeza do Brasil em defender a soberania de nossos países contra qualquer presença militar estrangeira no continente, como ocorreu no caso da Colômbia. A mesma firmeza deveremos ter se, amanhã, a Venezuela aceitar bases russas em seu território, ainda que a pretexto de se defender de ameaça na fronteira.

Acordos dessa natureza devem ser discutidos, previamente, com a sociedade e com o Congresso. Doutor Rosinha, deputado do PT do Paraná, membro da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, estranha que seu órgão não tenha sido informado do andamento do processo de negociações, cuja iniciativa é debitada ao Ministério da Defesa.

Conviria ao ministro Nelson Jobim poupar-se de outro escolho biográfico – ele que deles anda bem servido – e explicar sua posição no episódio. A reação, no Congresso, é de perplexidade. É quase certo que o Poder Legislativo negue ratificação ao Tratado. Quando se estabelecem acordos de cooperação de defesa militar, pressupõe-se que haja inimigos comuns, a serem eventualmente combatidos. Não sabemos de que inimigos se trata. Certamente não serão a China, a Índia, nem a Rússia, nossos aliados estratégicos no Bric, e tampouco a Bolívia ou a Venezuela, bons vizinhos. É inadmissível pensar que venha a ser o distante Irã. Provavelmente, um dos interesses seja sabotar os nossos entendimentos com os parceiros do Bric, e da Unasul, que nos fortalecem no mundo.

Esse Tratado compromete o futuro do país e tem um motivo estratégico maior por parte de Washington, ainda que bem dissimulado e a prazo mais longo: o controle da Amazônia e a reconquista do poder colonial sobre o continente.

O Conversa Afiada reproduz o artigo enviado pelo amigo navegante fonjic:


Enviado em 09/04/2010

Paulo Henrique,

olha só isso, o serrista Jobim não pretende trair só o Lula, está traindo o país todo:

Brazil agrees to host US military base

Brazil has shocked its Latin American neighbours by admitting that Defence Minister Nelson Jobim was negotiating an agreement with the Pentagon to open a US military base near Rio de Janeiro.

US Secretary of State for the Western Hemisphere Arturo Valenzuela confirmed that a “security agreement” between Brazil and the US was being worked out by Mr Jobim and the Pentagon’s Latin America operations chief Major Douglas Fraser.

The base, which would permit US planes and warships to patrol the South Atlantic to “combat drug trafficking,” will be sited near Brazil’s former capital on the country’s south-east coast.

Brazil is a member of the Union of South American Nations which voted overwhelmingly last year to reject the installation of seven US military bases in Colombia as an affront to Latin American independence.

But Mr Valenzula declared that the US believed the presence of foreign troops in Latin America had now been “accepted by the region.”

“I think that everyone understands that the Colombian deal was a bilateral agreement with no intention of extraterritoriality,” he claimed.

http://www.morningstaronline.co.uk/index.php/news/content/view/full/88816


O Mauro Santayana já escreveu um artigo sobre isso, perfeito, como sempre.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/mundo/2010/12/03/jobim-o-traira-ele-quer-uma-base-americana-no-rio-2/

Bradley, o herói do WikiLeaks. Só o Johnbim não leva ele a sério

03/12/2010

Bradley, que desmoralizou o Pentágono

O Conversa Afiada reproduz artigo de Mauro Santayana, publicado no Jornal do Brasil:


A bravura de um soldado americano

Por Mauro Santayana


Os e-mails do soldado Bradley Manning ao hacker Adrian Álamo – que o denunciou – revelam o drama de consciência do jovem diante dos horrores da guerra e da irresponsabilidade dos dirigentes do mundo. “Já não creio que haja pessoas boas e pessoas más. Há uma série de países que atuam sempre em favor de seus próprios interesses” diz a seu delator.

O pai de Manning, soldado americano, conheceu a mãe, do País de Gales, quando ali esteve servindo. Quando fez 13 anos, os pais se separaram e Manning voltou à Inglaterra.

Aos 16, deixou a escola e regressou aos Estados Unidos, onde trabalhou no balcão de uma pizzaria. Aos 18, alistou-se no Exército e, em seguida, foi designado analista da inteligência militar. É a biografia de uma pessoa comum.

O Pentágono busca desmoralizá-lo. Informa que ele sempre foi problemático, com sérios desvios de comportamento. Se assim fosse, como o teriam designado, ainda tão jovem, para analisar informações secretas? Relatórios mais recentes dizem que foi punido, rebaixado da classificação de “especialista” para a de simples soldado, depois de incidente com um colega de farda. Insinuam também que essa conduta deriva de sua condição de homossexual.

Homossexual, ou não, o diálogo com o ex-hacker Álamo, que se celebrizou em 2002, ao entrar no sistema digital do New York Times, revela um jovem de grande sensibilidade humana, com preocupação humanística universal, mas nem por isso menos patriótica.

Depois de explicar que se trata de informação “muito vulnerável”, a que obteve ao baixar os documentos, o soldado confessa: “Bem, eu mandei para o WikiLeaks. Deus sabe o que vai ocorrer a partir de agora. Espero que haja uma grande discussão mundial, com debates e reformas. Se não for assim – estamos condenados como espécie”.
(…)

Clique aqui para ler a matéria na íntegra no site do Jornal do Brasil.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/mundo/2010/12/03/bradley-o-heroi-do-wikileaks-so-o-johnbim-nao-leva-ele-a-serio/

Lula não quer deixar para Dilma decisão sobre extradição de Batistti

04.12.2010
Da Agência Brasil


Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não quer deixar para a sucessora Dilma Rousseff a decisão sobre a extradição do ativista político e escritor italiano Cesare Battisti. Em entrevista a correspondentes internacionais, no Rio de Janeiro, Lula disse que aguarda, apenas, parecer do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, sobre o assunto.

“O parecer é o que vai balizar a minha decisão. Tivemos um processo eleitoral, um segundo turno e tudo isso atrasou um pouco o trabalho”, disse Lula aos jornalistas estrangeiros. “Espero que o meu advogado-geral possa me apresentar a proposta da decisão antes de terminar o mandato. Não gostaria de deixar para Dilma tomar a decisão”, completou.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a extradição de Battisti, que responde a vários processos na Itália e está preso no Brasil, mas deixou a decisão para o presidente da República. Acusado de quatro homicídios, Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália.
Edição: Vinicius Doria
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=932E82A06E4AAAB36A657058DF43B3CF?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-4&p_p_col_pos=3&p_p_col_count=6&_56_groupId=19523&_56_articleId=1114756

Amorim defende decisão brasileira de não receber presos de Guantánamo

03/12/2010
Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje (3) que não houve razões para o Brasil receber presos libertados da Base de Guantánamo, mantida pelos Estados Unidos em território cubano. Documentos diplomáticos confidenciais divulgados pelo site WikiLeaks mostram que, em 2005, o Brasil se recusou a receber, como refugiados, os suspeitos de terrorismo detidos pelos militares norte-americanos.

“Houve sondagens efetivas [do governo americano], mas o Brasil não achou adequado que devesse recebê-los por várias razões. Algumas eram pessoas suspeitas de terrorismo. O mais normal seria, se eram inocentes, que encontrassem de volta seu caminho na vida. Não havia razão para a gente importar um problema que não tem nada a ver conosco”, disse Amorim, no Rio de Janeiro.

Amorim minimizou um possível mal-estar provocado pela divulgação de documentos confidenciais, dizendo que, entre as informações vazadas, não havia nada muito “secreto”. “Não tem nada ali que seja top secret. Tem coisas que, ou a gente já sabia ou são interpretações subjetivas de agentes diplomáticos”, disse.

Segundo ele, no entanto, há documentos com teor interessante, como um despacho do embaixador norte-americano em Honduras, na época do golpe contra o então presidente Manuel Zelaya. “Há declaração do embaixador norte-americano em Honduras dizendo que foi um golpe totalmente contra a Constituição, que contrariava totalmente a democracia nas Américas. Isso é muito interessante, porque nós [do governo brasileiro] fomos muito criticados, por muitos, inclusive por alguns de vocês [da imprensa]”, disse.

Amorim também comentou as declarações dos Estados Unidos de que a diplomacia brasileira teria uma posição antiamericana. “Faz muito tempo que é assim. A não ser em momentos em que o Itamaraty foi especialmente compreensivo em relação a pressões estrangeiras, o Itamaraty é a primeira linha de defesa da soberania e tem a visão de conjunto. Muitas vezes, uma coisa que pode parecer atraente a um ministério, no seu conjunto pode trazer um preço que não vale a pena pagar”, afirmou.

Edição: Talita Cavalcante
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=5699466B5EAF8E5197414479C1FC66E0?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_pos=4&p_p_col_count=6&_56_groupId=19523&_56_articleId=1114607

Conselho de Ética da Câmara pede cassação de deputado

03 de Dezembro de 2010
Postado por Jairo Lima
Do Congresso em Foco

O relator do processo contra o deputado Paulo Roberto Pereira (PTB-RS) no Conselho de Ética da Câmara, Chico Alencar (Psol-RJ), vai pedir a cassação do colega por quebra de decoro parlamentar. Investigado inicialmente por supostamente vender créditos de passagens aéreas, Paulo Roberto é acusado de contratar funcionários fantasmas e fazer retenção de salários dos servidores do gabinete.

Chico Alencar entrega seu relatório na próxima quarta-feira (8). “Ele emoldurou indícios gravíssimo de quebra de decoro. Fez do gabinete dele um epicentero de negociatas”, afirmou em entrevista ao Congresso em Foco. Alencar diz que a postura de Paulo Roberto só piora a situação do colega. O processo foi aberto em maio, mas ele nunca apresentou defesa e apresentou licenças médicas para tratamento psiquiátrico e odontológico. Para o relator, houve tentativa de atrasar o processo, com a anuência de alguns colegas deputados. “Isso só fortalece a má situação dele", disse.

Ainda hoje, Paulo Roberto mantém a mesma postura. Em seu gabinete, seus funcionários afirmaram ao Congresso em Foco que ele estava fora de Brasília e não disseram como contatá-lo. “Não tem informações. Qualquer coisa a gente retorna, se ele quiser falar”, resumiu uma funcionária.

Alencar disse que pediu ao presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PR-BA), para chamar Paulo Roberto à sessão de quarta-feira. A ideia é ouvi-lo no processo. Se isso acontecer, o que o relator considera improvável, Alencar pode mudar o texto do relatório.

Porém, o deputado acredita que o acusado já obteve uma vitória. Ainda que o relatório pela cassação seja aprovado no Conselho, não há tempo hábil para incluir a matéria na pauta do plenário. Se isso não acontecer antes do recesso, em 22 de dezembro, Paulo Roberto ficará livre da cassação e da suspensão dos direitos políticos por oito anos. Nas últimas eleições, ele não se candidatou a nada.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/15170-conselho-de-etica-da-camara-pede-cassacao-de-deputado

Lula: não está longe o dia em que brasileiros não precisarão mais emigrar

04.12.2012
Da Agência Brasil


Rio de Janeiro - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (3) que “não está longe” o dia em que os brasileiros não precisarão mais emigrar em busca de melhor condição de vida. A afirmação foi feita durante a posse dos membros do Conselho de Representantes dos Brasileiros no Exterior, no Palácio Itamaraty, no Rio.

“Sonho que não está longe o dia em que só estará no exterior, o brasileiro que quiser estar no exterior. Ele não estará mais fora, fugindo daquele tempo tenebroso em que nós passamos 20 anos sem gerar emprego em lugar nenhum desse país. Muitos de vocês foram embora para garantir o direito de comer outra vez. Esse país está pronto para garantir o direito de comer a todos os brasileiros aqui dentro do Brasil”, ressaltou.

Segundo Lula, o Brasil oferece atualmente mais oportunidades do que muitos países ricos. Ele disse que, se a economia brasileira continuar crescendo, “não faltará lugar para que os brasileiros retornem do exterior”. Hoje, cerca de 3 milhões de brasileiros vivem em outros países, segundo o Ministério das Relações Exteriores.

O presidente também disse que é preciso que os países respeitem os imigrantes e citou, como exemplo, o Brasil que, no auge da crise econômica, em 2008 e 2009, legalizou 150 mil estrangeiros ilegais, como paraguaios e bolivianos.

“Quando na crise econômica de 2008, alguns países europeus começaram a perseguir os imigrantes, aqui no Brasil nós legalizamos mais de 150 mil paraguaios e bolivianos, para dizer que nós não vamos resolver o problema da incapacidade de governança dos dirigentes, jogando a culpa nos coitados dos imigrantes”, afirmou o presidente.

Lula voltou a fazer um balanço de seu governo, dizendo que não deixou nenhuma “herança maldita” para a presidenta eleita, Dilma Rousseff, e que ele jamais imaginou que o Brasil estaria numa posição tão privilegiada como neste momento.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/606962?task=view

Helena Chagas assume Comunicação Social

04.12.2010
Do jornal "Folha de Pernambuco"

BRASÍLIA (AE) - A jornalista Helena Chagas será a ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Se com) no governo da presidente eleita, Dilma Rousseff. Helena substituirá no cargo o também jornalista Franklin Martins. Helena deverá adotar a mesma postura de Fran klin, de não mexer com a verba publicitária do governo, que deverá continuar sob o comando do jornalista Ottoni Fernandes Junior, atual secretário-executivo da Se com, favorito para continuar no cargo.

A equipe de transição de Dilma Rousseff chegou a estudar a possibilidade de transferir a gestão da verba publicitária para a Secretaria-Geral da Presidência, que será dirigida por Gilberto Carvalho, ou mesmo para a Casa Civil, que será capitaneada por Antonio Palocci. E até mesmo para o Ministério das Comunicações, que cuida de uma área mais ampla, que vai das telecomunicações e radiodifusão aos Correios.

Mas, pelo menos por enquanto, o assunto foi deixado de lado. Ao que tudo indica, o formato da Secom continuará como está. Assim, está afastada a ideia de que Helena passe a ter atividades semelhantes às exercidas por Ana Tavares, que durante o governo de Fernando Henrique Cardoso organizava entrevistas com o presidente e passava informações de bastidores.

Antes de se tornar a assessora de imprensa de Dilma Rousseff, Helena Chagas foi gerente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a empresa pública criada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em substituição à Radiobrás. Foi também diretora da sucursal de O Globo, em Brasília, e repórter do Estado e do Jornal de Brasília.

JUSTIÇA

Oficializado ontem como ministro da Justiça, o deputado José Eduardo Cardozo, estabeleceu como metas de sua pasta a segurança pública e o combate ao tráfico de drogas. Já nos próximos dias, começará a conversar com o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), para articular a participação do futuro governo na crise de segurança no Estado. “É preciso competência técnica e política”, afirmou ontem, sobre sua futura equipe. Cardozo pretende também continuar reforçando a Polícia Federal.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/607049-helena-chagas-assume-comunicacao-social

TV Brasil será lançada nos Estados Unidos no próximo dia 15

03/12/2010
Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro - O canal internacional da TV Brasil, emissora pública de televisão da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), estreará oficialmente nos Estados Unidos no próximo dia 15. A informação foi dada hoje (3) pela presidenta da EBC, Tereza Cruvinel, durante um encontro de brasileiros que vivem no exterior, realizado no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro.

A TV Brasil Internacional será distribuída pela operadora de televisão por assinatura Dish Network. “Estamos no pacote de língua portuguesa, juntamente com a RTP [emissora de Portugal] e duas TVs comerciais brasileiras, a Globo e a Record”, disse a presidenta da EBC.

Segundo Tereza Cruvinel, a TV Brasil Internacional já está presente na África, em alguns países da América Latina e em Portugal. Em breve, o canal deverá estrear também na Espanha.

A EBC pretende também exibir a TV Brasil Internacional no Japão e em toda a América Latina. “Há uma operadora, que é a DirecTV, que é a única que cobre todos os países do México para baixo. Mas ela tem dito que não tem espaço para nos colocar”, disse.

A TV Brasil Internacional tem sua grade composta basicamente por programas da TV Brasil doméstica. Há, no entanto, três programas criados especialmente para o canal internacional: Brasileiros no Mundo, Fique Ligado e Conexão Brasil.

Edição: Nádia Franco
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=5699466B5EAF8E5197414479C1FC66E0?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_pos=3&p_p_col_count=6&_56_groupId=19523&_56_articleId=1114807

Banco Bradesco vai ampliar atendimento em Pernambuco com mais 30 agências

04.12.2010
Do jornal "Folha de Pernambuco"


O Bradesco, que será o banco responsável pela folha de pagamento do Governo de Pernambuco a partir fevereiro de 2011, irá ampliar sua rede de agências. A expansão, que visa melhor atender os servidores do Estado, contará com mais 30 unidades, que totalizará 99. Serão 13 delas espalhadas pelo interior e 17, na capital.
A notícia foi dada pelo presidente executivo do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, durante audiência com o governador Eduardo Campos no Palácio do Campo das Princesas nesta sexta-feira (03). O encontro marcou as boas vindas ao banco por parte do Governo do Estado e serviu para que a diretoria do Bradesco reforçasse o compromisso assumido de prestar um serviço de qualidade aos servidores públicos.

De acordo com o contrato assinado no último dia 18, o Bradesco vai desembolsar, de uma só vez, R$ 700 milhões para administrar a folha de pagamentos do Estado pelos próximos quatro anos. O prazo pode ser prorrogado por mais um ano. A folha é administrada pelo Banco Santander há seis anos e reúne 215 mil contracheques de servidores da ativa, aposentados e pensionistas que juntos somam R$ 495 milhões por mês e cerca de R$ 6,2 bilhões ao ano.

O processo de abertura das novas contas correntes dos funcionários públicos já está em andamento sob a responsabilidade da Secretaria de Administração. O governador garantiu que não haverá problema de continuidade na prestação de serviços aos servidores. Os benefícios previstos atualmente para o funcionalismo serão mantidos, como as duas impressões mensais gratuitas do contracheque nos terminais de atendimento eletrônico. Além disso, haverá isenção total na taxa de manutenção e a gratuidade nas cinco primeiras transações de transferências e de saques por operação de crédito.

O banco também está presente em 199 pontos instalados nas agências dos Correios, 122 caixas rápidos e 788 pontos de atendimento espalhados em pequenos estabelecimentos.

Com informações da assessoria
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/33-destaque-noticias/606929-bradesco-amplia-atendimento-dos-servidores-do-estado-com-mais-30-agencias

Conselho reverte resultado da eleição na Costa do Marfim e atual presidente é declarado vencedor

03/12/2010
Da Agência Brasil
Eduardo Castro*
Correspondente da EBC na África


Maputo – O presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, venceu o segundo turno das eleições, realizado no último domingo (28), com mais de 51%, proclamou hoje (3) o Conselho Constitucional marfinense. De acordo com a Agência Lusa, a decisão invalida os resultados provisórios apresentados pela Comissão Eleitoral, que davam a vitória ao ex-primeiro-ministro Alassane Ouattara.

O resultado definitivo foi divulgado pelo presidente do conselho, Paul Yao N''Dré, em declaração à imprensa: Laurent Gbagbo foi reeleito presidente da Costa do Marfim com 51,45% dos votos, contra 48,55 de Quattara.

Segundo o Conselho Constitucional, houve uma série de erros na contagem de votos, conduzida pela Comissão Eleitoral, que deram 54% do total a Ouattara.

De acordo com a BBC, a corte anulou os votos de sete regiões no Norte do país, sob a alegação de irregularidades. É nesta área que a oposição tem mais apoio.

Ontem (2), em meio a muita expectativa, a Comissão Eleitoral havia anunciado a vitória de Ouattara, depois de ultrapassar o prazo legal para a apuração. Pela Constituição marfinense, os votos deveriam estar todos contabilizados até a meia-noite de quarta-feira (1º).

A oposição alega que o atraso se deu por pressão dos partidários do governo, que chegaram a impedir fisicamente a leitura de uma parcial da apuração.

Depois de um primeiro turno relativamente calmo, segundo observadores internacionais, o clima na Costa do Marfim ficou bem mais tenso nas proximidades da segunda votação. Mesmo com os dois candidatos pedindo calma a seus apoiadores, houve cenas de violência e registro de mortes.

Para evitar conflitos durante a apuração, o governo decretou toque de recolher para depois do fechamento das urnas. A medida foi estendida até o próximo domingo (5).

É a primeira eleição presidencial na Costa do Marfim em dez anos. O mandato do atual presidente deveria terminar em 2005, mas as eleições foram adiadas cinco vezes. Em 2002, o governo de Laurent Gbagbo foi alvo de uma tentativa de golpe. Ele manteve-se no poder, mas perdeu o controle da Região Norte. A guerra civil prolongou-se por dois anos.

O conflito armado afugentou investidores, que, na época, procuravam o país – o maior produtor de cacau do mundo. De lá para cá, a economia deteriorou-se.

A rivalidade étnica também tem muito peso no país. Alassane Ouattara e Laurent Gbagbo são de grupos distintos.

*Com informações das agências Lusa e BBC

Edição: Nádia Franco
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=5699466B5EAF8E5197414479C1FC66E0?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-3&p_p_col_pos=2&p_p_col_count=6&_56_groupId=19523&_56_articleId=1114869

HIT DE PAULISTA FAZ SUCESSO NA INTERNET: "MINHA MULHER NÃO DEIXA NÃO"

04.12.2010
Postado por Irineu Messias




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FONTE1:http://www.youtube.com/watch?v=cMByR6oCpfg
Fonte2: http://www.aquipe.com.br/