quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Fisk: Obama, o conciliador “sórdido”

22 de novembro de 2010
Do blog de Luiz Carlos Azenha

EUA-Israel: propina que fede a conciliação vergonhosa [1]

20/11/2010, Robert Fisk – The Independent, UK

Robert Fisk: An American bribe that stinks of appeasement

Traduzido pelo Coletivo da Vila Vudu

“Conciliador é quem oferece carne de outro ao crocodilo, na esperança de ser devorado por último” (Winston Churchill)[2]

Em qualquer outro país, a propina que os EUA ofereceram a Israel, e a relutância de Israel para aceitá-la, mesmo que em troca de uma reles suspensão temporária do roubo de propriedade dos árabes, seriam considerados escandalosos. 3 bilhões de dólares em aviões bombardeiros, para ‘comprar’ uma suspensão temporária na colonização da Cisjordânia, e só por 90 dias? Não inclui Jerusalém Leste – portanto, adeus à última chance de capital palestina na cidade santa; – e, se Benjamin Netanyahu assim o desejar, logo depois poderá retomar furiosamente as construções em terra árabe. No mundo comum e são no qual cremos viver, só há um nome para o que Barack Obama ofereceu: ‘arreglo’, conciliação vergonhosa, expressão que nossos senhores e mestres sempre usam com desdém e repulsa.

Quem cede ante a injustiça que um povo comete contra outro é dito “conciliador” [2]. Quem espere a paz a qualquer preço, mesmo que ao preço de propina de 3 bilhões de dólares para o criminoso, é dito “conciliador”. Quem se acovarda ante o risco de defender a moralidade internacional contra a cobiça territorial de Israel é dito “conciliador”. Quando tantos de nós nos manifestamos contra invadir o Afeganistão, fomos execrados porque seríamos “conciliadores”. E também fomos execrados como “conciliadores”, quando nos opusemos à invasão do Iraque. Pois “conciliar” foi o que Obama tentou, nesse patético, inacreditável esforço, nessa súplica dirigida a Netanyahu, para que respeite a lei internacional só por 90 dias! Obama é conciliador, no sentido sórdido da palavra.

O fato de o Ocidente e as elites políticas e jornalísticas – e aí incluo o cada dia menos respeitável New York Times – aceitarem esse disparate como coisa normal, como se o disparate pudesse ser realmente apresentado como outro “passo” no “processo de paz”, para repor “nos trilhos” aquele delírio místico, é útil para avaliarmos a que ponto já avançou nossa loucura, em tudo que tenha a ver com o Oriente Médio.

É indício de o quanto os EUA (e, porque fracassamos na empreitada de condenar essa insanidade, também a Europa) deixaram agigantar-se por lá o medo que têm de Israel – e de o quanto Obama deixou que se agigantasse nele o medo que tem dos apoiadores de Israel no Congresso e no Senado.

3 bilhões de dólares por três meses é um bilhão por mês, para suspender temporariamente o roubo de terras palestinas. É meio bilhão de dólares por quinzena. 250 milhões por semana. 71.428.571 de dólares por dia, 2.976.190 por hora e 49.603 dólares por minuto. E, como se o pote de ouro não bastasse, Washington continuará a vetar toda e qualquer Resolução da ONU que critique Israel ou que admita a criação de algum estado palestino. Que bom negócio! Já teria valido a pena invadir qualquer país só para por a mão numa bolada dessas! Em seguida, encenava-se a retirada! Imaginem então receber a mesma bolada, só pelo cavalheiresco movimento de não construir novas colônias ilegais e só por 90 dias – com plena autorização para avançar simultaneamente as construções ilegais em Jerusalém!

A versão de Hillary Clinton para essa palhaçada seria engraçadíssima, não fosse trágica. Na pena afiada de Roger Cohen do NYT, LaClinton persuadiu-se de que a Palestina é “alcançável, inevitável e compatível com a segurança de Israel”. E quem teria persuadido Madame Hillary de tal coisa? Ora… Aconteceu numa viagem a “capital” Ramallah da pseudo-Palestina, ano passado. E ela viu as colônias exclusivas para judeus – “a brutalidade da coisa atingiu-a com violência” – mas ela achava que sua comitiva estivesse sendo escoltada por soldados israelenses “porque são tão profissionais”. E aí, ta-ta-ta-ti-ti-ti, acabou por descobrir que estava sob escolta de militares palestinos, “muito profissionais”. – Isso mudou completamente a visão de mundo de Madame!

Sem considerar o fato de que o exército israelense é ralé e que os palestinos são massa de miseráveis, esse incidente na “estrada de Ramallah” fez com que os apoiadores de Madame, nas palavras de Cohen, constatassem que já acontecera uma transição: “da psique de autopiedade e autoflagelação dos palestinos, sempre se apresentando como vítimas, para uma nova cultura pragmática de autoafirmação e de construção de instituições”. O ‘primeiro-ministro’ palestino Salam Fayyad, educado nos EUA e, portanto, gente confiável, “pôs o crescimento acima das lamentações, as estradas acima da agitação, e a segurança acima de tudo.”

Sob brutal ocupação por 43 anos, os palestinos roubados, reduzidos à miséria, com os primos da Cisjordânia que vivem sem casa há 62 anos, afinal pararam de lamentar-se e lamuriar-se e puseram-se repentinamente a cultuar a única coisa que realmente importa no mundo. Não é a justiça. Com certeza não, tampouco, é a democracia. Mas o único Deus que Madame espera que cristãos, judeus e muçulmanos cultuem: a segurança.

Agora, afinal, Israel está segura. Os palestinos uniram-se à humanidade em geral.

Com essa narrativa ginasiana, infantilizada, a mulher que, há 11 anos, dizia que Jerusalém seria “a eterna e indivisível capital de Israel” demonstra que o conflito Israel-Palestina atingiu o apogeu, o momento mais traiçoeiro e decisivo.

Se Netanyahu tiver algum juízo – falo de juízo sionista, expansionista – bastará esperar os 90 dias e passará pelos EUA de nariz erguido. Durante os três meses de “bom comportamento”, claro que os palestinos terão de segurar o rojão e manter-se sentados na cadeira das conversações “de paz” que decidirão as futuras fronteiras de Israel e “Palestina”. Mas, dado que Israel controla 62% da Cisjordânia, Fayyad e a turma dele ainda poderão disputar 10,9% da Palestina do Mandato.

E, ao preço de 827 dólares por segundo, melhor se forem rápidos. Serão. Deveríamos nos enforcar de vergonha. Mas ninguém se enforcará. Não se trata de gente. Tudo é falso. Não se trata de justiça. Só se trata de “segurança”. E de dinheiro. Muito, muito dinheiro. Adeus, Palestina.

Notas de Tradução

[1] No orig. appeasement. O dicionário Cambridge registra para appeasement: “conceder ou ceder a exigências do inimigo (nação, grupo, pessoa etc.) em esforço para conciliar, algumas vezes ao arrepio da justiça ou de outros princípios”.

[2] No orig. appeaser. A citação mais conhecida, em inglês, é frase atribuída a Churchill: “An appeaser is one who feeds a crocodile, hoping it will eat him last” [Conciliador é quem oferece carne de outro ao crocodilo, na esperança de ser devorado por último].
****
Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/fisk-obama-o-conciliador-sordido.html

Siron Nascimento: E a onda de violência no Rio?

23 de novembro de 2010
Do leitor Siron Nascimento:
Extraído do Blog de Luiz Carlos Azenha

Azenha,

Acho que tá na hora de discutir segurança pública a fundo, tendo como palco o Rio de Janeiro, tão citado na campanha presidencial.

É preciso perguntar: UPP dá certo? só isso basta? sem inteligência se combate o crime, prende bandido e retira suas armas?

É necessário fazer um raio-x da política de segurança pública do Cabral. A UPP não é ocupação social. É ocupação militar. Não tem nenhum civil desempenhando qualquer função nas upps. Ia ter um concurso para assistente social, psicólogo, advogado etc para as UPPs e foi cancelado.

E os bandidos, para onde foram? E suas armas?

A maioria dos ataques vem sendo realizados no subúrbio ou em outras cidades da região metropolitana. Óbvio. O policiamento ostensivo nessas áreas diminuiu. Os bandidos e suas armas foram para lá. Mas só
que estão longe de sua clientela mais importante, a classe média zona sul carioca.

Vladimir Palmeira em seu site, fez uma bela e sintética análise.

Onde foram parar todos os criminosos?

Arrastões explodem o Rio. O Secretário de Segurança Pública diz que se trata da vingança de um grupo de criminosos. Bobagem. As ações de hoje são fruto da cegueira do governo do Estado, que imaginou que acabaria com o banditismo por convencimento.

Fomos dos primeiros a defender a ocupação social das favelas e bairros pobres. Mas sempre insistimos no papel da polícia civil para prender os bandidos antes de qualquer ocupação social. O governo do Estado
ocupou algumas poucas favelas, com resultados positivos em algumas, anunciou sua política pacificadora e dormiu em seus louros. Ora, os bandidos abandonaram as favelas das UPPs e foram para onde? Alguns
para a Baixada Fluminense e Baixada Gonçalina. Outros deslocaram suas atividades do tráfico para crimes de outro tipo. Assaltos, invasões de edifícios, arrastões como os que vemos agora.

Não devemos nos iludir com o aspecto espetacular dos últimos arrastões. Devemos sim saber que vieram para ficar. E existem bases locais para isso. O Secretário Beltrame disse que há que eliminar as bases de poder dos grupos criminosos. Verdade. Mas, no ritmo do governo Cabral, vamos ter de esperar mais quinhentos anos para que isto aconteça.

O Rio de Janeiro vai assistir uma fase de grande violência. Cabral perdeu um mandato inteiro. Vai ser difícil recuperar o tempo perdido, ainda mais com Copa do Mundo e Olimpíadas pela frente.

O governo precisa mudar de rumo. Precisa reorganizar a polícia civil. Precisa prender os bandidos. Precisa desmilitarizar sua política de segurança. Em tempo: a ocupação social das favelas e bairros pobres deveria ser dirigida por civis. A ocupação das comunidades pela polícia ameaça espalhar milícias pelo Rio. Estado e prefeituras deveriam se unir para designar um prefeitinho para cada área, que atuasse m conjunto com um pequeno conselho escolhido pelos moradores.

No mais, não são só as autoridades que sabem da importância da Copa e das Olimpíadas. Os bandidos deram seu recado. O governo vai fingir que não entendeu?

***
Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/siron-nascimento-e-a-onda-de-violencia-no-rio.html

FAZENDA DE PECUÁRIA NO INTERIOR DO PARÁ MANTINHA 35 TRABALHADORES EM SITUAÇÃO DE ESCRAVIDÃO

24 novembro, 2010
agenciaeducapolitica

Quando a mangueira torna-se casa!

Os traços de um passado conservador, desigual e autoritário continuam compondo a paisagem do Brasil em pleno século XXI. São estruturas sociais típicas do Brasil império que parecem ter difundido em algumas regiões e homens a ideia de que a exploração de um homem pelo outro é algo natural e de que a sociedade é feita de desiguais.

Diante dessa mentalidade que ainda graça em grande parte do país, as notícias sobre trabalhadores mantidos em regime de escravidão volta e meia aparecem, denunciando o quando o Brasil é ainda convive com as estruturas do passado. Dessa vez foi uma fazenda de gado no interior do Pará que mantinha 35 pessoas, entre homens, mulheres e menores de idade em situação análoga à escravidão.

Na fazenda, eles contavam apenas com a proteção de uma mangueira que servia como alojamento, o que já denunciava o nível da situação em que os trabalhadores se encontravam. Além dos detalhes da exploração e do grau de seriedade que a situação contém, o problema da escravidão geralmente teaz outros agravantes, um deles diz respeito ao problema econômico e social que existe por trás de cada uma das pessoas submetidas a esse tipo de situação. Geralmente, são homens, mulheres e crianças sem a menor estabilidade financeira, sem oportunidades, sem instrução, o que as torna presas fáceis de tipos que ainda vivem no século passado.

Veja texto publicado no site Repórter Brasil:

Trabalhadores são libertados de fazendas de pecuária

Duas propriedades nas zonas rurais de Itupiranga (PA) e de Brejo Grande do Araguaia (PA) mantinham, ao todo, 35 trabalhadores em condições análogas à escravidão. Alguns tinham apenas uma mangueira como “alojamento”
Por Bárbara Vidal

Um pé de manga era o alojamento de trabalhadores rurais encontrados em situação de trabalho escravo. Eles faziam parte dos 32 libertados da Fazenda Riacho Doce (antiga Fazenda Lago Azul), em Itupiranga (PA). Entre as vítimas, havia uma mulher e seis jovens com menos de 18 anos.

Como não havia abrigo para todos, pessoas dormiam em redes, sob uma precária cobertura de telha e também sob uma mangueira, confirma o procurador do trabalho Rosivaldo da Cunha Oliveira. Ele participou da comitiva do grupo móvel de fiscalização que esteve no local. A operação foi coordenada pelo auditor fiscal do trabalho Benedito de Lima e Silva Filho.

Os empregados laboravam há aproximadamente um mês e foram aliciados no próprio município. Foram contratadas, em sua maioria, para fazer a limpeza do terreno – serviço conhecido como “roço de juquira” – para a criação de gado. Outras derrubavam a mata com motosserras. (Texto Completo))

***
Fonte:http://glaucocortez.com/2010/11/24/fazenda-de-pecuaria-no-interior-do-parana-mantinha-35-trabalhadores-em-situacao-analoga-a-escravidao/

SERRA ABRIU AS PORTAS DO INFERNO

QUINTA-FEIRA, 11 DE NOVEMBRO DE 2010
Do blog "Armarinho da Política"

Apesar de todas as baixarias praticadas e acabar a eleição como líder do esgoto da política brasileira, não se pode dizer que Serra não tenha feito nada digno de nota. Seu grande feito, no pleito de 2010, e que vai garantir-lhe um lugar especial na história, foi o de abrir as portas do inferno.

É que durante o transcurso do Governo Lula, de forma sensível e continuada, foram ocorrendo profundas transformações na sociedade brasileira. Milhões de pessoas que até então apenas assistiam a burguesia e a classe média verem seus sonhos e necessidades atendidas, passaram a vivenciar também a sensação da cidadania e ter acesso a coisas que jamais pensariam que um dia iriam experimentar.

A expectativa real da obtenção de um emprego, o acesso ao ensino superior, à casa própria, aos bens de consumo básicos e até mesmo a um automóvel, somente passou a ser realidade para estes milhões de brasileiros a partir das políticas certeiras de Lula, tanto no plano social como no econômico, a ponto do Brasil alçar, no cenário internacional, reconhecimento e respeito nunca dantes vistos por aqui.

No entanto, enquanto estas transformações virtuosas ocorriam, um bolsão de inconformidade se formava de forma sub-reptícia: a velha classe média burguesa passou a se sentir constrangida pelas hordas de pobretões que agora passaram a se arvorar em querer coisas que iam além das suas chinelas. Para aquela, as desigualdades sociais são naturais e, portanto, quem nasceu rico, tem o direito de nesta condição permanecer, mas quem nasceu pobre deve se resignar com a miséria e aguardar a redenção num paraíso futuro, mesmo que para obter o passaporte para o Éden seja necessário morrer antes.

Quem já não ouviu coisas do tipo "há engarrafamentos no trânsito porque agora qualquer um pode ter automóvel", "os aeroportos estão lotados porque agora qualquer um pode viajar". "As quotas tiraram vagas dos alunos que realmente estudam e podem passar no vestibular". Com referência ao Bolsa Família, é comum ouvir: "eu não pago impostos para sustentar vagabundos" e outras tantas barbaridades.

O prof. André Marenco, professor de Ciência Política da Universidade Federal do RS citando, em artigo recente publicado na imprensa gaúcha, o economista americano Albert Hirschmann, registrou com precisão que "períodos de grande mobilidade social costumam ser seguidos por ondas conservadoras, marcadas por uma retórica de intolerância em relação à mudança e à concessão de benefícios aos pobres."

Para a classe média tradicional, os pobres passaram a competir com os mais ricos, mas de forma "desleal": o governo Lula tomou partido de apenas uma parte da população e está dando um "empurrão" nestes segmentos sociais, ofendendo os adeptos da igualdade meramente formal, perante a lei, cunhada pelo liberalismo. Mas que não se envergonham em ver seus filhos ocupando vagas nas universidades públicas exatamente porque podem pagar uma educação preparatória que um jovem da periferia jamais poderá alcançar. Neste caso não há deslealdade. Os pobres que tratem de estudar como possam. Isto explica as ondas de ódio contra o governo Lula e contra os habitantes das regiões que seriam mais beneficiados pelo "paternalismo" do governo federal.

Assim, como bem observa o prof. Marenco, a questão do aborto não foi o elemento crucial na disputa eleitoral, nem deverá ganhar espaço no debate político que se seguirá. Segundo ele, "conflitos distributivos" é o nome do processo que separou os eleitores nas diversas regiões do País e isto poderá representar o combustível de um novo conservadorismo.

Nesta perspectiva, o grande feito de Serra nestas eleições, com sua agenda mesquinha e retrógrada, foi abrir as portas do inferno, deixando que saíssem para fora demônios e monstruosidades que estavam adormecidas. Mas não mortas. Faltava só alguém apertar o botão.
***
Fonte:http://armarinhodapolitica.blogspot.com/2010/11/serra-abriu-as-portas-do-inferno.html

Viva a Internet! Viva o bloguismo desjornalístico!

Quarta-feira, Novembro 24, 2010

[Vila Vudu] "Ou lá o que seja..." (Sobre coluna de Janio de Freitas, FSP, hoje)

“Ou lá o que seja...”

Saí do cinema, depois de assistir ao filme do Jabor, com pena do Jabor. A única explicação que me ocorreu para aquele absurdo, prá aquele inacreditável amontoado de besteiras, foi a seguinte: “A Globo matou o talento do Jabor. A Globo acabôôôôô cô cara, sô! Coitado do cara! Que coisa mais horrivelmente triste o cara ter tido tão enorme talento e ter feito obras primas como “Tudo Bem” e “Toda a nudez será castigada” e, depois, no que deveria ser uma plena e bela maturidade daquele tão enorme talento, o cara fazer essa meeeeeeeeeeeeeeerda de filme! Foi a Globo! A Globo acabô cô Jabor!” E fiquei com pena do Jabor.

Hoje, fiquei com pena do Janio de Freitas. Acho que a Folha de S.Paulo também acabô cô talento do Janio de Freitas.

Na metade superior da coluna de hoje, Janio de Freitas escreve longa xurumela sobre o que, na opinião dele, teria sido ‘erro’, porque o governo brasileiro não votou a favor de moção da ONU, em que a ONU se manifesta contra atos de desrespeito a direitos humanos no Irã. O Brasil nem votou contra. Nós nos abstivemos de votar contra a tal moção da ONU contra o Irã por desrespeito a direitos humanos. A partir da ideia de que o Brasil teria alguma obrigação dita “moral” de votar contra o que o Irã de fato ainda nem fez, mas pode legalmente fazer, o Jânio de Freitas 'conclui' que o Brasil viveria num atoleiro de confusão “de princípios nacionais, estratégia e política” e nossa diplomacia e todo o governo Lula teriam metido os pés pelas mãos, aliás, sem parar um momento, desde sempre.

A argumentação do Jânio de Freitas parte de um pressuposto que brota da ignorância (do Jânio de Freitas), ou, então, nasce de o Jânio de Freitas ter vestido a facinorosa camisa fascista e fascistizante da Folha de S.Paulo com tanto empenho que a máscara aderiu-lhe à cara, grudou para sempre.

Por esse pressuposto de ignorância ou de preconceito, para o Jânio de Freitas o Brasil não poderia aprovar coisa alguma que o Irã faça. Pela mesma razão, o Brasil seria obrigado a reprovar tudo que o Irã faça, ameace fazer ou possa legalmente fazer. Tudo no automático das ideias feitas, da ignorância, do preconceito ou de tudo isso junto, e tudo, sempre, baseado no subentendido segundo o qual o Irã faria parte do eixo do mal.

Então, tendo o Janio de Freitas resolvido que o Irã faz parte do eixo do mal, o Irã é o mal. Se é o mal, pratica o mal e sempre e só o mal. E se o Irã pratica só o mal e sempre o mal, e só o mal, o Irã deve ser punido, de fato, por qualquer um que se apresente disposto a punir o Irã. Se for Bush, que seja! Se forem os exércitos mercenários da Blackwater, que seja! Se for o papa, que seja! Se for o general Petraeus, que seja! Se for a CIA de Obama, que seja! Se for o Jânio de Freitas, que seja! Se for a ONU, que seja! Se for a Folha de S.Paulo, que seja!

Na coluna do Jânio de Freitas, hoje, todos os fundamentalismos mais fundamentalistas somam-se, para, somados, serem impingidos aos infelizes leitores otários da FSP, como argumento que se pretende racional. Pior: para serem impingidos a leitores consumidores pagantes otários da FSP como se fossem o único argumento racional possível!

A ideia de que o Irã tenha direito a voz autônoma e livre não ocorre ao Jânio de Freitas! Claro! Dado que o Irã já está definido como o mal em si, ‘evidentemente’ o Irã não tem voz e – pior! – o Irã não deve ter voz. Deve-se, de fato, calar o Irã! Claro! Sarah Palin não diria mais claramente! Pois se o Irã é o demônio! Claro! O demônio pode ser calado e amordaçado e, sendo possível, deve ser incansavelmente bombardeado.

Tudo isso o Jânio de Freitas assume como coisa justa, certa, moral e politicamente recomendável. E recomenda. E já nem vê o que, no seu discurso já é escandalosamente fascista e fascistizante. De fato, até aqui, é só metade da história.

Porque Janio de Freitas já nem vê, tampouco, o quanto a ONU é entidade que, no plano moral, não merece nenhuma reverência.

À custa de tanto repetir o ideário fascista e fascistizante da Folha de S.Paulo, o Janio de Freitas já perdeu a capacidade de ver que há horrendas violações a direitos humanos também, por exemplo, no Canadá, contra as quais nenhuma ONU jamais se manifestou. Há (continuam!) horrendas violações a direitos humanos em Guantánamo, contra as quais a ONU jamais se manifestou. Há horrendas violações a direitos humanos, por exemplo, em todos os aeroportos dos EUA, onde as pessoas são obrigadas a se submeter ao scanner de corpo inteiro. Ontem mesmo, um cidadão norte-americano reagiu, disse que não permitiria que um policial tocasse suas partes íntimas ou o visse despido. Ainda está preso. Nem por isso se ouviu algum protesto na ONU contra o “Patriotic Act”, até hoje!

A mesma ONU, que Janio de Freitas safadamente seleciona como décor das besteiras que escreve, vive de encobrir os crimes de Israel na Palestina. E mais do que isso há, mas não é preciso listar, porque já está suficientemente demonstrado que é puro golpismo tentar apresentar o nosso governo como imoral e imoralista, em relação decisão política que passe pela ONU.

Tudo o que a ONU faça ou pregue, manifesta exclusivamente os interesses dos EUA. Não há nenhum critério moral ou politicamente libertário ou progressista envolvido nas ações e movimentos e “resoluções” da ONU: tudo são só business e sempre foi assim. O Irã é hoje a bola da vez, porque a detonação do Irã interessa ao projeto do complexo militar industrial dos EUA. Quanto a matar gente... no Iraque e no Afganistão, os EUA têm matado montanhas de gente. E indiretamente os EUA também matam árabes na Palestina, sim, aos milhares. Tudo legalmente. Tudo sem qualquer manifestação de repúdio moral do Conselho de Direitos Humanos da ONU nem qualquer objeção do Janio de Freitas.

Ou o Janio de Freitas converteu-se sozinho em perfeito imbecil, ou a convivência diária com o facinoroso ‘jornalismo’ da FSP matou, nele, todo o talento jornalístico. Mais um triste caso de jaborificação acanalhante, com a ética e a moral da política democrática convertidas, nas páginas desse ‘jornalismo’ obsceno que se impinge no Brasil aos cidadãos, em requentamento metido a ‘ético’, do moralismo tosco das senhoras-de-santana de sempre (que felizmente, hoje, elegem, no máximo, presidente do Instituto Teotônio Vilela. Instituto... Who?! [risos, risos]).

É claro que o Brasil estamos agindo! É claro que se abster numa votação de tema espetacularizado não implica qualquer inação ou omissão!

Não há nenhuma dúvida de que os brasileiros ganhamos mais com acompanhar a PressTV de Teerã, ou a rede al-Jazeera pela internet, do que a Rede Globo ou o colunismo depauperante, fascistizante, do 'jornalismo' paulista! Viva a Internet! Viva o bloguismo desjornalístico!

Depois, na segunda metade da sua coluna de hoje, Janio de Freitas lamenta que os bandidos no Rio de Janeiro operem hoje por critérios de “seletividade” (?!) diferentes dos de antes: “a seletividade dos assaltantes sempre se mostrou lógica, incidente sobre modelos mais novos e mais convenientes nas fugas”. Se não se ler [aí, abaixo] não se acredita.

Mas, sim, lá está: o Jânio de Freitas, ao que parece já totalmente fascista-jaborificado, sugere hoje, nas imundas entrelinhas dessa coluna de jornalismo obsceno, que a onda de violência em curso no Rio de Janeiro seria resultado de os bandidos estarem reagindo à ascensão social dos milhões de brasileiros que o governo Lula tirou da miséria.

Ou que haveria algum nexo necessário entre os tais novos critérios de “seletividade” da bandidagem e os brasileiros que chegam agora a vida mais digna. É isso, ou, então, o Janio de Freitas pirou, de vez.

O quê, além de tentativa safada de inventar nexos entre a ascensão social de milhões de brasileiros que começam a arrancar-se da miséria e a onda de violência no Rio de Janeiro, significaria uma frase como “O fuzil moderno em uma das mãos, na outra a garrafa com gasolina, e logo a ascensão posta em cinzas”?!

Qual é o limite admissível para o intuito de fascistizar tudo e todos, do imundo ‘jornalismo’ da Folha de S.Paulo? Até quando?
Quem precisa do colunismo da Folha de S.Paulo?
***
Fonte:http://grupobeatrice.blogspot.com/2010/11/viva-internet-viva-o-bloguismo.html

Kassab diz que deixará DEM até janeiro

Terça-feira, 23 de novembro de 2010
Do blog "Amigos do presidente Lula"

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, confirmou ontem, em reunião com lideranças políticas, em São Paulo, que deixará o DEM até o início do próximo ano. Ele afirmou que o rumo mais provável é se filiar ao PMDB. No encontro com os deputados Márcio França (PSB-SP), Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o prefeito sugeriu a abertura de diálogo com as legendas.

- A reunião foi chamada para falar sobre assuntos da cidade, mas a conversa acabou sendo sobre o cenário político, e ele admitiu que vai sair do DEM e que isso deve acontecer até o fim de janeiro - disse França.

Com planos de se candidatar ao governo de São Paulo em 2014, Kassab articula uma aliança no estado para enfrentar o PSDB, que conquistou nesta eleição seu quinto mandato. Esse arco incluiria, além do PMDB, o PSB, PR, PV, PC do B e PDT.

A fórmula que ele buscará para deixar o DEM sem correr risco de perder o mandato, acusado de infidelidade partidária, é uma incógnita. Há especulações sobre a costura de um acordo com os democratas para expulsá-lo.

Em junho, Kassab recebeu oficialmente o convite para ingressar no PMDB. Mas ele ainda não tem garantias hoje de que será o candidato da legenda ao governo em 2014.
***
Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/kassab-diz-que-deixara-dem-ate-janeiro.html

Crise: não há apenas uma saída

Quarta-feira, 24 de novembro de 2010
José Paulo Gascão no Diario.Info



José Paulo Gascão denuncia neste texto uma das campanhas de desinformação em curso, a de que a única saída da crise é dentro do sistema capitalista. E depois de contactar que o capitalismo não é reformável, afirma: “Desenganem-se os que pensam que nos parlamentos se pode ir criando condições para reverter a situação. Particularmente com a ditadura mediática dos media apelidados de referência, os parlamentos são um instrumento do capital monopolista.”

«Hoje, Sócrates é já um cadáver político e muitos dos que estão calados apenas esperam que o desenvolvimento dos acontecimentos lhes diga o momento oportuno de reconhecer o óbito.
O cadáver político está aí, a família que o enterre


A frase em epígrafe, escrita em Fevereiro do ano passado, vinha ao arrepio das notícias e comentários dos media de referência. Então, os meios de comunicação ainda promoviam José Sócrates que, dando sequência ao trabalho iniciado por Mário Soares, completara já o processo de fusão ideológica do PS com a direita e consolidara a sua rendição incondicional ao capitalismo e ao neoliberalismo.

A profunda crise sistémica do capitalismo há muita prevista, uma crise económica, financeira, social, cultural e moral que varre o mundo, foi em Portugal agravada pelas consequências da adesão à União Europeia: destruição da agricultura e desmantelamento das pescas e da indústria transformadora…

A eleição em Março passado de Passos Coelho, tal como Sócrates um impreparado político, pouco culto, sem passado nem futuro políticos, não permitiu aos media começar de imediato a reflectir a retirada do apoio do grande capital a Sócrates. Era preciso que as medidas impostas pelos monopólios recaíssem sobre Sócrates, o chefe do turno cessante.

Ao reunir primeiro com Passos Coelho na sede do PSD, em 13 de Outubro último, seis meses e três PECs passados, e só no dia seguinte com Teixeira dos Santos (nestes casos nunca há dificuldades de agenda…), o grande capital quis dizer, inequivocamente, quem concitava agora seu apoio. A substituição de Sócrates pelo seu ministro das Finanças na reunião do dia seguinte foi o recurso diplomático para disfarçar o vexame.

Depois sim, a imprensa já podia dar continuidade à manobra. E deu: a maioria dos sábios económicos do costume que enxameavam a comunicação social foram substituídos, Sócrates deixou de ter os favores da imprensa que dele passou a fazer o retrato óbvio: o de um político impreparado, sem ideias nem convicções, que foi publicitariamente promovido como se de uma pasta dos dentes se tratasse. E muitos dos que ao longo dos últimos o incensaram passaram, sem pudor, a ser os seus mais cáusticos críticos.

A POLÍTICA EUROPEIA PARA A RECUPERAÇÃO DO CAPITAL

O rebentar da crise e o seu desenvolvimento não destruiu apenas os mitos do desenvolvimento contínuo do capitalismo e o do seu benefício comum para o trabalho e o capital. Pôs também a nu que ela é uma consequência inevitável do próprio sistema capitalista, evidenciou as tensões entre os imperialismos norte-americano e europeu e evidenciou ainda a conflitualidade de interesses no seio da União Europeia.

No entanto, ainda não é claro para a uma parcela significativa da classe trabalhadora e do povo que a União Europeia, um instrumento do capital monopolista europeu, aproveita a crise do capitalismo para exigir aos governos uma redução drástica dos salários e dos direitos sociais conquistados ao longo de décadas. Como não está claro que o objectivo é a recuperação do capital fictício perdido com o rebentar da crise pela banca e por outros grupos monopolistas, à custa de um corte dos salários e pensões e uma diminuição crescente dos direitos sociais.

Para os grupos monopolistas e a União Europeia as medidas tomadas são ainda pouco. Se antes da aprovação do Orçamento de Estado (OE) na generalidade este era um «documento fundamental para acalmar os mercados», logo no dia seguinte á sua aprovação a Comissão Europeia, congratulou-se com a sua aprovação, mas não deixou de acrescentar que «era necessário uma redução do deficit mais rápida» e os juros da dívida pública começaram uma vez mais a subir.

Eram previsíveis estes comportamentos. Já no 1º dia de debate sobre o OE, na SIC notícias, Morais Sarmento (PSD) e Francisco Assis (PS) lamentavam o tom em que decorrera o debate, o que dificultava futuros acordos para novas medidas gravosas para a classe trabalhadora, tendo este último deixado escapar: «… até porque lá para Maio vamos ter que negociar outro PEC».

Antes mesmo do início da discussão do OE na Assembleia da República, à saída da reunião da Comissão Política onde Sócrates explicou o acordo PS/PSD Almeida Santos, presidente do PS, comentou: «Os sacrifícios que estão a ser exigidos ao povo não são sacrifícios incomportáveis. Oxalá que o país nunca tenha de enfrentar sacrifícios maiores. As crises não são só do governo, são do povo, e o povo tem que sofrer as crises como o governo as sofre»!

Michael Hudson, um insuspeito Professor da Universidade de Missouri, em 30 de Setembro resumia em New Economic Perspectives objectivo da UE nesta citação: «O objectivo é baixar os salários cerca de 30% ou mais, até níveis de depressão, pretendendo que isso “deixará mais excedentes” disponíveis para pagar o serviço da dívida. (…) Trata-se de um projecto de reversão da era das reformas democrático-sociais que a Europa conheceu no século passado».
—///—

Na sua queda, Sócrates arrasta o PS para uma derrota profunda e muitos do que estiveram anos calados acham que é este «… o momento oportuno de reconhecer o óbito» político do chefe até agora incontestado.

O governo dá crescentes provas de desagregação e até de desorientação: ministros e secretários de Estado desdobram-se em contradições, confrontos e disparates.
À classe trabalhadora e às restantes classes e camadas exploradas resta um caminho: lutar e aprender com a vida que o capitalismo não é reformável e nesta sua fase senil pode mesmo conduzir a Humanidade a uma nova barbárie.

Desenganem-se os que pensam que nos parlamentos se pode ir criando condições para reverter a situação. Particularmente com a ditadura mediática dos media apelidados de referência, os parlamentos são um instrumento do capital monopolista.
Como sem rebuço reconheceu o bilionário norte-americano Warren Buffet, numa frase que deve causar arrepios nos media portugueses, «Existe uma guerra de classes, é verdade, mas é a minha classe, a classe dos ricos, que está a fazer a guerra, e nós estamos a ganhá-la».

O caminho será provavelmente longo até que a classe trabalhadora inverta a situação e passe á ofensiva. No entanto, essa importantíssima alteração da correlação de forças só será possível quando, e enquanto, a luta e classes for conduzida nas suas três formas, teórica, política e económica, de forma coordenada e interligadas entre si.
Só assim poderá transformar-se a justa revolta de hoje contra a injustiça na luta pela transformação do país e do mundo.
***
Fonte:http://turcoluis.blogspot.com/2010/11/crise-nao-ha-apenas-uma-saida.html

Dilma confirma os primeiros três nomes de seu ministério

24 de novembro de 2010
Celso Marcondes

Através de nota, a presidenta oficializa as indicações de Guido Mantega, Alexandre Tombini e Miriam Belchior. Outras especulações continuam

Na tarde desta quarta-feira 24, através de nota, a presidenta eleita Dilma Rousseff anunciou os três primeiros nomes de seu ministério, na área econômica: Guido Mantega na Fazenda, Alexandre Tombini no Banco Central e Miriam Belchior no Planejamento. Todos já integrantes do governo Lula, Mantega, mantido, os outros dois, promovidos. Nenhum deles foi surpresa.

Permanece o mistério sobre o destino de Antonio Palocci, que ficou para ser divulgado noutro dia. Parte do PT queria-o na Saúde, longe do núcleo de decisão do Planalto. Para Palocci, o cargo não interessa: apesar de médico, há tempo essa não é sua praia, ela só seria discutível se ele pretendesse reiniciar a busca por um cargo executivo eletivo no futuro. Deve ficar com a Casa Civil, enfraquecida em relação ao que foi nos tempos de Dilma e José Dirceu, pois perderia, entre outras atribuições a coordenação do PAC – que irá, junto com Miriam Belchior, para o Planejamento. Pode também ficar na Secretaria-Geral, fortalecida em relação à atual.

Luciano Coutinho, cotado antes tanto para o BC quanto para a Fazenda, deve ficar mesmo no BNDES, o que não lhe causará qualquer desconforto. Sua relação com Dilma continuará excelente.

Fora da equipe econômica, para divulgação futura, parecem certas as participações de José Eduardo Martins Cardoso, Paulo Bernardo e Gilberto Carvalho. O primeiro, na Justiça. Bernardo, indefinido entre as mesmas áreas que Palocci. Carvalho na Secretaria Especial dos Direitos Humanos, no lugar de Paulo Vannuchi – que não vê a hora de voltar para São Paulo – ou na Secretaria-Geral.

Na chefia de gabinete da presidenta, sai Carvalho, entra Giles Azevedo, seu braço direito faz um tempão.
Na lista petista, nasceu a possibilidade de Alexandre Padilha, hoje nas Relações Institucionais, ir para a Saúde, pasta desdenhada pelo PMDB, que não vê em José Gomes Temporão alguém de sua cota.

O senador Aloizio Mercadante, que termina seu mandato neste ano, continua cotado para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no lugar do ministro Miguel Jorge, outro que considera encerrada sua contribuição com o Planalto.

Ainda na cota do PT, cresceram as especulações sobre o nome do futuro ministro das Cidades: pode ser José De Fillipi Júnior, ex-prefeito de Diadema e coordenador financeiro da campanha de Dilma. Este ministério, que no primeiro governo Lula era visto como algo estranho, ganhou muita importância nos últimos anos e existem muitos olhos em sua direção, petistas e peemedebistas. Certeza apenas é a que Márcio Fortes, atual ministro, do PP, não fica.

Celso Marcondes é jornalista, editor do site e diretor de Planejamento de CartaCapital. celso@cartacapital.com.br
****
Fonte:http://www.cartacapital.com.br/politica/dilma-confirma-os-primeiros-tres-nomes-de-seu-ministerio

TV Record acaba com o “jornalista” da RBS/Globo

Quarta-feira, Novembro 24, 2010

GLOBO APARTHEID


O jornalista Luiz Carlos Prates, da afiliada da Rede Globo, de Santa Catarina, diz que classe C não deveria poder comprar carro, responsabilizando-a pelo tráfego intenso nas estradas e acidentes. O jornalista ainda criticou o governo por estimular a oferta de crédito para que pessoas de baixa renda comprem carros.

Que livros o jornalista anda lendo? Seria o Mein Kampf?

Via Blog Com Texto Livre

Postado por LIMPINHO E CHEIROSO
http://limpinhocheiroso.blogspot.com/2010/11/tv-record-acaba-com-o-jornalista-da.html

Os crimes dos ricos que os Prates
da grande mídia escondem



***
Fonte:http://grupobeatrice.blogspot.com/2010/11/globo-apartheid.html

POLÍTICA - Das dificuldades de deixar o poder.

QUARTA-FEIRA, 24 DE NOVEMBRO DE 2010
Por Mauro Santayana

Uma das meditações do imperador Marco Aurélio poderia inspirar o presidente Lula, nestas semanas em que se prepara para deixar o poder. Ele tem confessado que não é fácil voltar à planície, e essa franqueza serve para confirmar-lhe a condição humana, com suas grandezas e debilidades. Provavelmente nenhum outro brasileiro tenha vivido existência igual, ao se destacar do chão mais áspero da sociedade para assumir o cume do poder nacional. Ao ocupar a Presidência, qualquer um descobre que esse poder é limitado, não só pela Constituição mas também pelos pequenos e grandes fatos que tecem as circunstâncias de cada momento.

Marco Aurélio é uma dessas personalidades que incomodam os historiadores. Ele revelou que os seus textos se destinavam ao próprio uso, enfim, eram um manual de conduta, de regras a seguir. Elevado ao trono pelas circunstâncias do nascimento e das relações aristocráticas, Marco Aurélio viu o destino como um dever, e não parece que tenha tido outro prazer que não tivesse sido o de cumprir as suas obrigações, entre elas a de fazer as guerras.

Discípulo de Antonino Pio, que teve como modelo, foi escolhido seu sucessor aos 17 anos. “Breve é a vida – diz em uma de suas meditações – e o único benefício que dela podemos obter é a disposição e a ação em favor de todos”. Como imperador, Marco Aurélio governou até adoecer e morrer, no campo de batalha contra os germanos. É curioso que não tenha deixado as suas memórias de combatente, como César. Suas reflexões são de outra natureza, como se ele não sentisse prazer algum no exercício da guerra. Mas tampouco se sentia bem em Roma, com suas intrigas palacianas.

Talvez elas fossem de outro cerne, se tivesse exercido um curto mandato eletivo. Há, no entanto, pequeno parágrafo que, provavelmente, ele redigiria, mesmo se fosse governante contemporâneo, diante do fim de mandato:

“Volta à verdade de teus sentidos, convoca o teu ser real, acorda de teu sono, entenda que o que te incomodavam eram sonhos, vê, agora, as coisas com clareza, presta atenção ao que revelam os teus olhos limpos”.

Lula atuará como cidadão, ao deixar a Presidência. Mas, tendo sido responsável pela eleição de sua sucessora, ele está compelido a exercer difícil e equilibrada influência, ainda que seja indireta, sobre o desempenho do governo. Por um lado, deverá manter obsequioso silêncio diante das escolhas que ela fizer – principalmente no que se refere à nomeação do Ministério. Ele sabe que a responsabilidade final pelo êxito ou malogro do governo cabe a quem o chefia. E só quem o chefia – como ele mesmo o fez – deve decidir a quem confiar as tarefas da administração. Isso não o impedirá, no entanto, de, sendo consultado, como é previsível, dar seus conselhos, sem que sejam necessariamente seguidos.

Segundo as notícias, a presidente começa bem, ao reagir contra a insolência do presidente do Banco Central, que condicionara sua permanência no cargo à plena autonomia de ação. Um bom governante deve iniciar sua tarefa livrando-se dos insubstituíveis. Isso vale não só para Meirelles, mas também para tantos outros que se insinuam como necessários. O Brasil, disso sabe Dilma Rousseff, é grande, e há vida inteligente e comportamento ético em todas as suas regiões, tanto nos meios políticos quanto fora deles. Organizar um bom governo não é difícil, mesmo que haja problemas no início. Como dizia Getulio, “todo ministério é de experiência”. De experiência, do princípio ao fim do governo.

Ao apoiar a autonomia de Dilma na organização do governo, Lula estará – como nas recomendações que a si mesmo fazia Marco Aurélio – vendo as coisas com seus olhos limpos.
Fonte: JBonline.
****
Fonte:http://blogdeumsem-mdia.blogspot.com/2010/11/politica-das-dificuldades-de-deixar-o.html

Governo já demitiu 2,5 mil servidores por corrupção

Quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Do blog "Amigos do Presidente Lula"

Relatório de outubro da Controladoria-Geral da União (CGU) mostra que 2,8 mil funcionários públicos civis federais foram expulsos entre 2003 e outubro de 2010. Desse total, 2,5 mil foram expulsos por corrupção. Os principais motivos foram o uso indevido de cargo (1.471), improbidade administrativa (817) e recebimento de propina (257).

Ao todo, 2,4 mil funcionários foram punidos com demissão, 177 com cassação e 223 com destituição. Com a demissão, o funcionário é desligado do serviço público, a cassação é aplicada a quem já se aposentou e a destituição atinge os funcionários que não são concursados, mas prestam serviço ao governo, como as funções de confiança.

O relatório registra 243 expulsões por desídia (faltas leves agravadas pela repetição, como atrasos) e abandono do cargo (406). A CGU destacou que um mesmo funcionário pode ter sido punido por mais de um tipo de infração.

Entre os órgãos, o Ministério da Previdência Social teve o maior número de expulsões, em oito anos, com 720 servidores. O número representa 25,7% dos 2,8 mil expulsos. Em segundo lugar, está o Ministério da Cultura com 456 expulsões (16,27%). Em terceiro lugar, vem o Ministério da Justiça, com 370 (13,20%) e, logo em seguida, o Ministério da Fazenda, com 340 expulsões (12,13%).

O cálculo foi realizado com base no total de funcionários expulsos e na quantidade média de funcionários civis de janeiro de 2003 até outubro de 2010, que totaliza 522,7 mil.
***
Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/governo-ja-demitiu-25-mil-servidores.html

Preconceitos e a juventude

Terça-feira, 23 de novembro de 2010
Por Gregório Grisa, no Augere

Essa onda de atos preconceituosos e manifestações racistas e discriminatórias para com grupos sociais diversos dos últimos meses, nos mostra uma característica fundante da classe economicamente privilegiada do nosso país. Já ouvi falas do tipo “não se pode dizer mais nada que corremos o risco de virar debate na internet e na televisão” ou até mesmo pérolas como “estão exagerando com essa hipervisibilização de movimentos de homossexuais, quilombolas, negros, índios e minorias”.

Processos políticos que signifiquem a perda de privilégios reais ou simbólicos expõem uma conduta preconceituosa que antes não tinha razão de se mostrar. Causam uma sensação de sufoco na elite que a faz gritar “deu, chega desse papo”, e quando os intelectuais que passeiam nas televisões hegemônicas ainda não desenvolveram as perfumarias argumentativas ou os malabarismos de palavras para justificar esse grito, o que exala é mais a raiva instintiva da elite, fruto da sua formação, do que qualquer outra coisa.

Aqui no sul do país isso ficou claro; enquanto a raiva do comentarista Luiz Carlos Prates da RBS contra os “pobres que agora compram carros” se mostrava para todos, no horário do almoço dessas mesmas famílias, seu companheiro de empresa David Coimbra através do seu blog tentou, ao organizar sua perfumaria interpretativa, defender o colega relativizando sua fala carregada de preconceito. Esse é o exemplo típico do fenômeno que descrevi no parágrafo anterior.

A internet, os espaços de trabalho, as disputas nas universidades são os meios pelos quais desagua esse preconceito sem filtro da elite e ao perceberem-se ridiculamente dispostos em uma sociedade cada vez mais plural, alguns grupos, jovens em geral o que infelizmente surpreende, resolvem assumir essa postura retrograda e se unir para não ficar tão feio.

É o que vem ocorrendo nas eleições dos diretórios centrais dos estudantes da USP e da UFRGS, por exemplo, aonde algumas chapas saudosas de pensamentos conservadores, até certo ponto perigosos, vêm pautando a disputa política por valores religiosos, antidemocráticos, por inculcação de preconceitos que imaginávamos superados e por condutas que ferem o lento, mas fértil processo de avanços que o Brasil tem experimentado. Há uma chapa paulista contra o direito de greve inclusive.

Há uma guerra de posições instaurada entre aqueles que querem a promoção da igualdade entre negros, brancos e indígenas, entre gays e heterossexuais, nordestinos e sulistas e aqueles que resistem de várias formas a qualquer movimento de avanço ou políticas que valorizem grupos discriminados. Esses que resistem, que chamo aqui de elite, o fazem, às vezes, de modo desesperado e desarticulado como temos visto em manifestações absurdas nos meios digitais, mas também o fazem de forma bem organizada e articulada através do monopólio da comunicação por meio de personagens “bonzinhos”, “lidos”, “bem arrumadinhos” que superficialmente analisam a realidade e difundem essas interpretações como verdades.
***
Fonte:http://turcoluis.blogspot.com/2010/11/preconceitos-e-juventude.html

Relação com a mídia dominou entrevista de Lula aos blogueiros

Quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Do "Blog do Turquinho"

Em entrevista a blogueiros, concedida nesta quarta-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que, depois de “desencarnar” do cargo de presidente da República, pretende se tornar "tuiteiro" e "blogueiro". “Quero ficar quatro meses sem fazer nada quero desencarnar primeiro, para a gente começar a conversar. Pode ficar certo de que serei tuiteiro, blogueiro. Eu vou ser um monte de coisa que eu não fui até agora”, disse.

Em uma conversa de cerca de duas horas, Lula falou sobre eleições, reforma política, aborto e principalmente da relação com a mídia nos quase oito anos de governo.

Questionado por blogueiros, o presidente voltou a comentar a polêmica envolvendo a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que traçou metas de regulação da mídia e foi boicotado pelas entidades que representam os principais grupos empresariais do setor. Segundo o presidente, a acusação de que o governo pretende censurar a imprensa é infundada.

"O (ministro da Comunicação Social) Franklin Martins, quando convocou a conferência internacional, trouxe Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Espanha, Portugal e França, e todo mundo disse que lá tem regulação, sim, e não é crime. É crime ter censura. Mas ter regulação não é crime", afirmou.

O Presidente Lula disse que, a participação da sociedade nas discussões da Confecom dão respaldo ao governo para levar adiante as propostas debatidas no encontro. "Nós agora temos uma coisa dita pela sociedade brasileira que nos dá garantia de que nós não somos um governo maluco que inventou uma discussão porque quis investir", disse.

Lula disse ainda que pretende apresentar até o fim de seu mandato um esboço do projeto de lei que regula a atuação da imprensa. A responsabilidade de encaminhar o texto ao Congresso, entretanto, será de sua sucessora, a presidente eleita Dilma Rousseff. "Espero ter condições de apresentar um texto antes de terminar meu mandato e passar para Dilma. Ela certamente vai fazer o debate e levar para o Congresso Nacional", afirmou.

Esta é a primeira vez que o presidente Lula concede entrevista exclusiva a blogueiros. Internautas que acompanharam a entrevista também fizeram perguntas ao presidente pelo Twitter. Participaram como entrevistadores os blogueiros Altamiro Borges (Blog do Miro), Altino Machado (Blog do Altino), Conceição Lemes (Vi o Mundo), William Barros (Cloaca News), Eduardo Guimarães (Cidadania), Leandro Fortes (Brasília, Eu Vi), Pierre Lucena (Acerto de Contas), Renato Rovai (Blog do Rovai), Rodrigo Vianna (Escrevinhador) e Túlio Vianna (Blog do Túlio Vianna).

Confira abaixo os principais trechos.

Pós-governo
“Eu tenho vontade de trabalhar com as experiências bem sucedidas do Brasil. Tenho vontade de trabalhar na América Central, nos países menores do Caribe. Ajudar Gautemala, El Salvador, Nicarágua. Quero ver se eu dedico um pouco do meu tempo a levar algumas experiências de políticas nossas para ver se a gente consegue implantar na África.”

“Quero ficar quatro meses sem fazer nada quero desencarnar primeiro pra gente começar a conversar. Pode ficar certo de que serei tuiteiro, blogueiro. Eu vou ser um monte de coisa que eu não fui até agora."

Transição

“No dia 15 de dezembro, eu vou fazer uma coisa nova que ninguém fez. Nós estamos fazendo um balanço de tudo o que foi feito em todas as áreas do governo. Vamos registrar em cartório para que nenhum ministro me conte nenhuma mentira, seja de que fez ou de que não fez, para que a gente não saia falando coisas que não fez. Sabe, eu quero registrar em cartório para a gente deixar no Arquivo Nacional, na Biblioteca das Universidades, aquilo que foi a nossa passagem pelo governo”.

Eleições

“Eu não ia dar entrevista, mas aí quando vi a cena patética que estavam montando... Eu falei: a Dilma, mulher, não deve lembrar do jogo do Brasil de 1990. Ela não deve saber nada do tal do [Roberto] Rojas [goleiro da seleção do Chile]. Eu vou falar. Porque realmente foi uma desfaçatez. Eu perdi três eleições. Eu poderia perder a quarta, a quinta, jamais teria coragem de fazer uma mentira daquela. Eu fiquei decepcionado porque tentaram inventar uma outra história. Tentaram inventar um objeto invisível que até agora não mostraram. Não precisa disso. O Serra tem de pedir desculpa ao povo brasileiro. Porque ninguém pode brincar com o povo desse jeito”.

Aborto

“Enquanto cidadão, eu sou contra o aborto. Enquanto chefe de estado, eu tenho que tratar o aborto como questão de saúde pública, porque eu tenho que reconhecer que ele existe. Tem milhões de pessoas fazendo aborto, meninas fazendo aborto pelo interior do País, colocando foligem de fogão de lenha. Meninas furando o útero com agulha de crochê. O chefe de estado sabe que isso existe e não vai permitir que uma madame possa ir a Paris fazer um tratamento e uma pobre tenha que morrer na rua.”

Plano Nacional de Direitos Humanos

“Nós nos deixamos levar por setores que nos criticaram no relatório apresentado pela Comissão de Direitos Humanos, que não tinham lido o relatório de 1996 e o de 2000. Os dois feitos no governo Fernando Henrique Cardoso tratavam as coisas quase que do mesmo jeito. Um dia chamei o Paulinho Vanucchi [ministro da Secretaria de Direitos Humanos] aqui e disse: os mesmos veículos que estão te triturando não falaram nada quando foi feito o primeiro e o segundo [relatórios].”

Reforma política

“É inconcebível este país atravessar mais um período sem fazer a reforma política. Não é papel de quem está na Presidência. É papel dos partidos e do Congresso. No meu caso, [o papel] é convencer meu partido e, segundo, convencer os partidos de esquerda, porque muitos não querem. É preciso que as coisas aconteçam com a seriedade que nós queremos que aconteça no Brasil, sobretudo no financiamento de campanha. Eu prefiro o financiamento público, que a gente sabe quanto vai custar uma campanha. A companheira Dilma pode contar comigo. Eu vou estar muito mais livre para dizer coisas que eu não posso dizer com o papel institucional de presidente da República”.

Mídia

“Não existe maior censura do que a ideia de que a mídia não pode ser criticada (...). Quando você acusa uma pessoa, você tem de ter provas. Se der errado, peça desculpas. No Brasil, parece que é feio pedir desculpas. Eu lembro da Escola de Base de São Paulo, que é um marco. Quando eu deixar a Presidência eu vou reler, porque eu parei de ler revista, parei de ler jornal. Pelo fato de não os ler, eu não fico nervoso. Eu vou reler muita coisa porque eu quero saber a quantidade de leviandades, de inverdades que foram ditas a meu respeito. Apenas para gravar na história. Porque não foi fácil.”

“Precisamos ter certo controle sobre a participação dos estrangeiros [na mídia]. Isso é a minha tese. (...) Eu sou o resultado da liberdade de imprensa deste país, com todos os defeitos. Não temos de julgar. O que eles [mídia] se enganam é que pensam que o povo é massa de manobra como era no passado. E agora eles têm de lidar como uma coisa chamada internet. Quando um cidadão conta uma mentira, ele é desmentido em tempo real e tem de se explicar.”

Código Florestal

“Nós tínhamos feito praticamente um acordo ainda quando Minc [Carlos Minc, ex-ministro do Meio Ambiente] estava no Ministério do Meio Ambiente. Seria muito ruim para o governo, depois de debatido no Congresso, a gente fazer um projeto. Sei das críticas que fazem ao projeto. O que vier fora dos padrões que nós acordamos, se vier no meu governo, nós vetaremos, e, se for no da Dilma, tenho certeza de que ela vai vetar.”

Com informações do G1 e blog Amigos do Presidente Lula
***
Fonte:http://turcoluis.blogspot.com/2010/11/relacao-com-midia-dominou-entrevista-de.html

Lula critica censura à internet e preconceito aos nordestinos

24.11.2010,
Do blog "#dilmanarede"
Postado por Bruna

Em ato histórico, o presidente Lula recebeu na manhã desta quarta-feira (24), um grupo de blogueiros, no Palácio do Planalto, para uma entrevista coletiva. Os blogueiros abordaram diversas questões como comunicação, Reforma Política, Plano Nacional dos Direitos Humanos e Internet. O Presidente criticou qualquer forma de censura à internet lembrando do projeto de Lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que tipifica condutas realizadas no uso de sistema eletrônico, digitais ou similares na rede. Muitos críticos consideram o projeto como um “AI-5 digital“. Durante a entrevista Lula declarou que espera coerência do Congresso Nacional na análise desse projeto.

Outra critica de Lula foi ao preconceito contra o povo nordestino, que tomou conta da internet depois da eleição de Dilma. Para Lula, qualquer tipo de preconceito é uma doença. “Não basta fazer lei para enfrentar o preconceito, a lei é apenas um instrumento, o que vai mudar isso é a elevação do nível de consciência das pessoas”, ressaltou o presidente.

Quanto às políticas para a área de comunicação durante os oito anos de governo Lula, o presidente considerou que todas elas dependem de correlações de forças políticas. As reivindicações, segundo ele, são sempre muito fortes, o que o presidente considera positivo, assim como as recusas, que ele classificou como negativas para o processo de debate.

Ele também lembrou que o Brasil hoje atingiu um patamar de respeito perante o mundo e por isso pode opinar em diversas questões que estão em debate na comunidade internacional.

Ao final da entrevista Lula deixou uma esperança para a blogosfera quando deixar a presidência. “Depois de 4 meses de quarentena, vou virar blogueiro e tuiteiro". E prometeu retomar sua militância em discussões como a da Reforma Política. "Eu pretendo trabalhar muito para a reforma política. É inconcebível que o país atravesse mais um período sem avançar nesse debate”.
***
Fonte:http://dilmanarede.com.br/ondavermelha/noticias/lula-critica-censura-a-internet-e-preconceito-aos-nordestinos

Coletiva com Lula: vitória dos blogs sujos

TERÇA-FEIRA, 23 DE NOVEMBRO DE 2010
Por Altamiro Borges

Está confirmada para amanhã, 24, a primeira entrevista de um presidente da República do Brasil para a blogosfera. Lula falará com dez blogueiros de várias partes do país. A coletiva, que terá início às 9 horas, será transmitida ao vivo pelo Blog do Planalto e os internautas poderão participar, fazendo perguntas, através do chat.

A força da blogosfera

A entrevista se reveste de importante significado. Comprova a força que adquiriu a blogosfera progressista na fase recente. Durante a campanha eleitoral, o candidato demotucano, José Serra, com amplo respaldo da mídia oligárquica, ficou irritado com a cobertura jornalística independente, e muitas vezes irrevente, da blogosfera. Em várias ocasiões, como no discurso golpista que fez aos generais de pijama do Clube Militar, ele acusou os "blogs sujos" pelas dificuldades da sua campanha.

No extremo oposto, o presidente Lula, alvo de violento e desonesto cerco midiático, chegou a produzir um vídeo destacando o papel da blogosfera na luta de idéias na sociedade. Em vários momentos da campanha, ele criticou os jornalões, que "viraram partido político", a revista Óia (a famigerada Veja) e algumas emissoras de TV pela postura de cabos eleitorais do candidato da direita. Lula conclamou os internautas a produzirem conteúdo para se contrapor às manipulações da mídia.

Papel revelevante na eleição

Em recente debate, os coordenadores da campanha nas rede sociais dos três principais candidatos - Marcelo Branco (Dilma), Soninha Francine (Serra) e Caio Túlio (Marina) - afirmaram que a internet teve um papel decisivo nas eleições de 2010. A exemplo do que já ocorre nos EUA e na Europa, ela permitiu maior participação da sociedade e garantiu maior diversidade de opiniões. Alguns chegam a afirmar que a internet só foi superada pela cobertura mais massiva da televisão, superando jornais e revistas.

Ao convocar uma coletiva com a blogosfera, o presidente Lula reconhece a força da internet e sinaliza uma preocupação mais efetiva dos atuais ocupantes do Planalto com a democratização dos meios de comunicação. Entrevistas com "autoridades" deixam de ser uma exclusividade dos monopólios midiáticos. Os "blogs sujos", que não se omitiram no embate de idéias, ganham pontos e passam a um novo patamar na disputa de hegemonia no país.

Organizar o segundo encontro

No final de agosto, cerca de 330 internautas de 19 estados realizaram o I Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas, em São Paulo. Eles são os responsáveis pela vitória da entrevista com Lula. Agora, é preciso fortalecer ainda mais o movimento da blogosfera progressista no Brasil. Não dá mais para ninguém negar o seu papel na sociedade. O segundo encontro nacional está previsto para maio e deve ser precedido pelos encontros estaduais. É preciso investir todas as energias na sua organização, garantindo o caráter amplo e plural deste movimento democratizador.
***
Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/11/coletiva-com-lula-vitoria-dos-blogs.html

Lula diz que, depois do descanso, será blogueiro e tuiteiro

24 de novembro de 2010
Do Blog "Vi o mundo"


O presidente ouve a pergunta via twitcam da blogueira Conceição Oliveira, a Maria Frô, que fumava inveteradamente um holiú sem filtro (foto do blog do Planalto)

O presidente Lula deu esta manhã, no Palácio do Planalto, uma entrevista aos blogueiros sujos.

Ela chegou a ser assistida por 7 mil pessoas no livestream.

“Tentaram inventar um objeto invisível”, ele opinou — sem citar a Globo — sobre o objeto que o perito Ricardo Molina “colocou” na cabeça de José Serra, no Jornal Nacional, no famoso episódio da bolinha de papel.

O presidente disse que, depois dos quatro meses de descanso que pretende tirar quando deixar o poder, será blogueiro e tuiteiro.

Disse também que só indicará o novo integrante do Supremo Tribunal Federal se houver tempo para a aprovação do nome ainda nesta legislatura. Se for impossível, deixará a tarefa para a sucessora.

Afirmou que o pior momento de seus dois mandatos foi no dia da queda do avião da TAM, em São Paulo, em julho de 2007, quando o governo federal foi declarado culpado pelo homicídio de 200 pessoas. Sugeriu que houve tentativa de uso político da tragédia e que ouviu “leviandades” na televisão.

Infelizmente não pude ver toda a entrevista. O que você achou?

PS do Viomundo: Emerson Luis me informou agora que a entrevista será colocada no You Tube.


***
Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/o-que-voce-achou-da-entrevista-do-presidente-lula-aos-blogueiros.html

Lula avisa: “serei blogueiro, serei tuiteiro”

Quarta-feira, 24/11/2010
Do blog "Escrevinhador"
Entrevista histórica

A dinâmica da entrevista não foi a ideal, certamente. Mas era a única possível: só uma pergunta por entrevistado, sem possibilidade de réplica, para que os outros blogueiros pudessem perguntar também (em coletivas “convencionais”, repórteres brigam pelas perguntas, atropelam uns aos outros muitas vezes; os blogueiros combinaram de agir de outra forma).

Além disso, faltaram as mulheres (só Conceição Oliveira entrou, via twitcam). Fizeram muita falta.

Mas o importante é registrar o fato histórico: blogs sem ligação com nenhum portal da internet foram recebidos pelo Presidente da República numa coletiva hoje cedo, no Palácio do Planalto. E os portais tradicionais (quase todos) abriram janelas na capa para transmitir a entrevista – ao vivo.

Não sei se os leitores têm dimensão do que isso significa: quebrou-se o monopólio. Internautas puderam perguntar, via twitter. O mundo da comunicação se moveu. Foi simbólico o que vimos hoje.

A velha mídia vai seguir existindo. Ninguém quer acabar com ela. Mas já não fala sozinha. Ao contrário: Estadão, UOL e outros ficaram ligados na entrevista com o presidente. Entrevista feita por blogueiros que Serra, recentemente, chamou de “sujos”. Os sujinhos entraram no jogo…

Foi só o primeiro passo. Caminhamos para a diversidade. O que é muito bom.

Quanto ao conteúdo, importante registrar que Lula anunciou: quando “desencarnar” da presidência (expressão repetida várias vezes durante a coletiva), vai entrar na internet. “Serei blogueiro, serei tuiteiro”.

O presidente deixou algumas questões sem resposta. Não explicou de forma convincente dois pontos: por que Brasil não abre arquivos da ditadura? E porque Paulo Lacerda foi afastado da PF e da ABIN depois da Satiagraha? Sobre esse último ponto, Lula chegou a dizer: “Tem coisas que não posso dizer como presidente da República.“

Hum… Frustrante. O mistério ficou. Paulo Lacerda contrariou quais interesses?

Os blogueiros não perguntaram sobre Reforma Agrária. Falha grave. Nem sobre saúde. E sobre política externa ninguém falou; felizmente, Lula desembestou a falar sobre o tema (mesmo sem ser perguntado), contando um ótimo (e divertido) bastidor sobre as conversas dele com o líder iraniano.

Natural que muitas perguntas tenham se concentrado na questão das comunicações. É essa a batalha que move os blogueiros. Mas ainda bem que surgiram também outros temas, como Direitos Humanos, jornada de trabalho, fator previdenciário, Judiciário, composição do Supremo.

Numa coletiva para a velha mídia, a pauta certamente seria diferente. Haveria mais perguntas sobre a composição do ministério de Dilma, sobre guerra cambial. Mas aí seria uma coletiva da velha mídia. Papel dos blogueiros foi trazer outros temas ao debate.

Poderíamos ter feito melhor, sem dúvida. Da próxima vez, deveríamos debater melhor a composição da bancada de entrevistadores. Fiquei um pouco frustrado, também, porque havia a promessa de uma segunda rodada de perguntas. Mas não houve tempo. Parte do jogo.

Importante é que esse canal está aberto.

Tentei, durante a entrevista, resumir o que Lula ia falando. Um resumo falho em vários pontos. Mas serve como uma primeira leitura.

Hoje, ainda, o “Blog do Planalto” deve subir a entrevista na íntegra (em vídeo e áudio).

A seguir, o resumo da primeira coletiva de um presidente da República aos blogueiros progressistas no Brasil.

(Pergunta do Renato Rovai, sobre avanços nas comunicações – por que não se avançou mais no mandato de Lula) “Avanço nas comunicações depende da correlação de forças na sociedade. Esforço agora pra votar PL29, chega uma hora e pára.” Lembra que foi difícil fazer Confecom, “muita gente querendo boicotar, bocado de gente não quis participar. Deixamos preparado, costurado pra Dilma avançar mais nessa área. Precisamos ter correlação de força no Congresso para ter mais avanços.” Eu agora quero desencarnar da presidência, deixar internamente de ser presidente. Ex-presidente é que nem vaso chinês, é bonito, mas muitas vezes não tem onde guardá-lo.” Fala do projeto de Azeredo (AI-5 digital) “estupidez – querer censurar internet.”

(Pegunta de Conceição Oliveira, via twitcam, sobre preconceito contra negros na escola) Lula lembra como foi difícil aprovar cotas, muita gente contra. “Matamos essa historia com ProUni, que trouxe muitos negros pra Universidade.” Lembra que vai lançar Universidade Afro-brasielira em Redenção (CE). Mas é um processo longo pra ensinar a historia, como negros chegaram ao Brasil, ensinar isso na escola. “Trabalho com a certeza de que a atual geração que está no Ensino Fundamental quando tiver 20 anos vai estar com a cabeça mais arejada para tratar da questão da igualdade racial, com mais força. Quando sair da presidência, quero visitar quilombos pelo país, ver o que avançou, o que não avançou. Estou otimista, vamos evoluir. Mas preconceito é uma doença que está nas entranhas das pessoas. Essa campanha (eleitoral) mostrou um pouco isso. O fato de alguém dizer que era preciso afogar um nordestino mostra isso. Se fosse nordestino e negro, então…”

(Leandro Fortes sobre Direitos Humanos, PNDH-3) “Enquanto cidadão, sou contra aborto. Mas como chefe de Estado reconheço que é caso de saúde publica, meninas por aí fazem aborto, chefe de Estado sabe que isso existe, e não vai permitir que madame vá a Paris fazer aborto e uma menina pobre morra. PNDH 1 e 2, feitos no governo FHC, trataram as coisas de forma muito parecida. Os meios de comunicação que estão triturando agora PNDH3 não falaram nada no primeiro e segundo. Ate questão do controle social da mídia está nos planos anteriores.” Sobre Araguaia: “Eu gostaria de ter encontrado os cadáveres. Gostaria. Por isso mandamos a comissão pro Araguaia. É justo que a historia seja contada na sua totalidade, não apenas meia historia.”

(Altino Machado, sobre derrota de Dilma no Acre) “Erro político no Acre. Não foi o povo que errou, disso tenho certeza. Até Marina lá teria dificuldade pra se eleger. Uma das causas de ela ter saído a presidente é que teria dificuldades pra ganhar pro Senado”. Lula prometeu visitar o Acre em seis meses e esclarecer melhor o que se passou por lá. Prometeu entrevista ao Altino quando for pra lá, depois de deixar presidência.

(Rodrigo Vianna , sobre a velha mídia que agora é nacionalista, quer barrar entrada de estrangeiros) “Tem que ter controle de entrada de estrangeiros, sim. Uma coisa é ser dono de banco, que lida com bolso, outra é a imprensa que lida com a cabeça das pessoas. Mas tenho problemas na relação com a mídia antiga. Sei que lutaram pra me derrotar. Sou resultado da liberdade de imprensa nesse país. Temos telespectador, ouvinte, leitor. Eles (velha mídia) acham que povo é massa de manobra. Eles se enganam. Tem que lidar com internet, algo que eles não sabem como lidar. Temos também que trabalhar para democratizar a mídia eletrônica. Sai pesquisa com 80% de aprovação, e eles ficam assustados. Povo brasileiro conseguiu conquistar espaço extraordinário. Não se deixa levar por um colunista que não tem interesse em divulgar os fatos. Antes eles não tinham que se explicar, agora, eles tem. Precisa se explicar também para os blogueiros. Quanto mais liberdade, melhor…”

(Altamiro Borges pergunta sobre 40 horas e Fator previdenciário) Lula diz que seria necessário mudar, mas não dá resposta objetiva. Depende de negociações e tal…

(Ze Augusto, sobre Lula pós mandato, se ele vai cuidar da reforma Política) “Reforma Política, sou a favor. Quero saber porque há dificuldades dos partidos de esquerda ajudarem na reforma politica.”

(Eduardo Guimarães, sobre casos de alarmismo da mídia) Lula se estende e volta a lembrar as dificuldades na relação com a velha mídia.

(Sr Cloaca, sobre demora pra convocar Confecom e relação com mídia)

(Túlio Vianna, sobre indicações de Lula ao STF, perfil conservador) “Graças a Deus o Supremo não é minha cara. Se não, voltaríamos ao tempo do Império ou do ACM na Bahia. Indiquei companheiro Brito, indicação de juristas de esquerda. Depois, Joaquim Barboza (primeiro negro). Não conhecia Carmen quando indiquei. Lewandovski eu não tinha relação pessoal. O único com quem tinha amizade era o Eros Grau. Todos com visão progressista. O Peluso eu não conhecia. O Direito pra mim foi surpresa, muita gente tinha dúvida porque eu estaria indicando um ministro de direita, mas a atuação dele foi boa. Não pode indicar pensando na próxima votação na Suprema Corte, nem nos processos contra o presidente da República. Tem que pensar na competência jurídica. Tem gente de direita, de esquerda… Eu posso indicar até o dia 17, ou deixar a Dilma indicar. O indicado agora vai ter muita responsabilidade: Ficha Limpa, Mensalão, Batisti. Quero acretar com a Dilma, saber se tem alguém que ela quer indicar ou vamos construir junto. E faria o mesmo se o Serra tivesse ganho. É o jeito de ser republicano”

Volta a falar de mídia: “Não leio jornais, revistas. A raiva deles é que na os leio. Pelo fato de não ler, não fico nervoso. Tenho muita informação, mas não preciso ler muitas coisas que eles escrevem pra ter essa informação. Ninguém pode reclamar, ganharam dinheiro. Algumas (empresas de mídia) tavam quebradas quando eu cheguei ao poder”.

Fala de política externa: Lula conta que perguntou ao Ahmanidejad se é verdade que ele nega o holocausto, porque seria o único no mundo a negar. O líder iraniano negou, disse que quis dizer que morreram milhões na Segunda Guerra, não só judeus. Nunca ninguém (líderes importantes) tinha conversado com líder iraniano. Conta logo bastidor sobre conversas com iraniano.”

(Pierre Lucena sobre Satiagraha e PF, afastamento do Paulo Lacerda) “Tenho coisas que não posso dizer como presidente da República, mas posso dizer que quanto mais combate corrupção mais aparece. Mas PF nunca trabalhou 20% do que trabalhou no meu mandato. Paulo Lacerda saiu porque tava há muito tempo na PF. Esse companheiro Luiz Fernando é grande diretor da PF. A PF como um todo só merece elogio. No meu governo, minha família foi investigada, entraram na casa do meu irmão. Não agi pra evitar. Quero que investiguem tudo, escancare. Mas primeiro provem, depois denunciem.”

(pergunta de leitora, via twitter, sobre momento mais complicado na presidência) Lula diz que foi o acidente da TAM em Congonhas. Tentaram culpar governo pelo acidente. Ficou frustrado por ver vidas humanas usadas para abater o governo.

No fim, voltou à campanha eleitoral, falou do lamentável episódio da “Boilnha de entrevista” e repetiu: Serra deve desculpas ao povo brasileiro! (antes de a entrevista começar, Lula brincou com blgueiros: “vou amassar uma folhas e jogar bolinha na cabeça de vocês”).
***
Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/