sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O crescimento da renda dos negros

19/11/2010
Enviado por luisnassif
Por Wanderson Cunha

Do G1

Renda dos negros cresceu o dobro da renda dos brancos, diz pesquisa

Massa de renda da população negra brasileira atingiu R$ 544 bilhões.

Apesar da melhora, disparidade no país segue grande.

Do G1, em São Paulo


A massa de renda da população negra brasileira atingiu, este ano, R$ 544 bilhões, segundo pesquisa do Data Popular. Desde 2007, a renda média per capita do negro cresceu 38% - o dobro da renda média do branco, que teve alta de 19% no mesmo período.

Segundo Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto de pesquisa, o crescimento é resultado do aumento da renda da população da base da pirâmide de renda do país: “tem mais negros nas classes C e D, que teve aumento maior de renda que nas classes A e B [no período analisado]”, afirmou ele ao G1.

O acesso dessa fatia da população aos bens de consumo também tem registrado alta. Em 2001, 63% tinham televisão. Este ano, o percentual alcançou 98%. A posse de geladeira também cresceu de 56% para 97% no mesmo período.

“O mercado que essa parcela da população representa é muito grande e não pode ser ignorado”, aponta o executivo. “É um mercado que merece ser tratado com todo respeito, não basta usar um garoto propaganda negro, é preciso entender as referencias culturais, a história. Se consolidou o fato de que não é possível mais ter preconceito no Brasil”, diz.

Apesar do crescimento da renda da população negra, a disparidade no país segue grande. Na classe A, apenas 17,6% são negros. Na classe C, essa fatia corresponde a 39, 3%, enquanto na E os negros compõem 70,7% do total.

“Em 10, 15 anos talvez você comece a ter uma situação mais próxima de igualdade, mas falta muito ainda”, diz Meirelles.

A íntegra do discurso de Dilma na convenção do PT

19/11/2010
Do blog de Luís Nassif

Enviado por luisnassif
Do Portal Luís Nassif


Dilma agradece aos militantes, hoje (19/11) durante um evento festivo do Diretório Nacional do PT.

Postado por Fernando Augusto Botelho -

No primeiro ato público, após a formação do governo de transição, a presidente eleita, Dilma Rousseff, discursou hoje (19/11) durante um evento festivo do Diretório Nacional do PT.

Dilma fala sobre a importância de um governo para situação e oposição e da responsabilidade de herdar o governo de Lula.


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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-integra-do-discurso-de-dilma-na-convencao-do-pt

África, a nova aventura do imperialismo

19 de novembro de 2010
Em 2008 a Chevron teve um lucro de 23 bilhões de dólares sendo metade dele proveniente de África; a ExxonMobil teve 45,2 bilhões de dólares tendo 43% dele a mesma proveniência, bem como um terço das importações da BP. Com estes colossais lucros não é de admirar que os grandes monopólios estejam interessados em manter o status quo e para isso é necessário que alguém os defenda.

Por Luis Amaro

(…) Não esqueças, não tomes como uma fatalidade o que ainda não aconteceu, nem como impossível de concretizar aquilo que mais desejas.
Epicuro, Carta a Meneceu

Os Estados Unidos da América são os mais vorazes consumidores de petróleo do mundo, consumindo 21,7% de todo o petróleo extraído, muito embora só tenham 5% da população mundial, importando 57 % do que consomem, não parando de se retrair a produção própria.

"Mesmo aumentando a eficiência energética os Estados Unidos necessitam de mais fornecedores externos, prevendo-se que em 2020 a procura seja de 127 quadrilhões de barris enquanto a produção interna atingirá só 86 quadrihões" diz o relatório apresentado por Dick Cheney ao presidente Bush, recomendando "a diversificação e aumento do fornecimento externo" e alertando que "uma significativa interrupção do fornecimento externo lesará a nossa economia e a capacidade de promover os nossos objetivos econômicos e políticos".

Em outras palavras, as grandes multinacionais do petróleo – aqui representadas por Dick Cheney – acham mais vantajoso a rapina do petróleo e a Casa Branca secunda essa prática. De fato, baseando-se no relatório, a administração Bush corta as verbas referentes ao aumento da produção nacional e de procura de soluções alternativas nacionais, querendo portanto dizer com isso que o fornecimento externo do petróleo continuaria, aumentaria e diversificar-se-ia.

Era este o objetivo das grandes multinacionais da indústria, e era esta a proposta do Council on Foreign Relations ao afirmar que "se deve encorajar o fornecimento de petróleo para além do Golfo Pérsico".

Outros dos aspectos ligados à procura de novas fontes do petróleo são de caráter técnico, melhor dizendo das reservas existentes particularmente na península arábica; os grandes campos de petróleo na Arábia Saudita estão em declínio como o de Ghawar que em lugar de extrair 22 milhões de barris por dia, como estava previsto, ficará pelos 12,54, sendo este um sobejo motivo para se aumentar a procura noutros locais, sendo de todos o mais apetecível a África Ocidental.

De fato os países da África Ocidental fornecem atualmente 18% do petróleo que os EUA importam e este valor chegará aos 25% em 2015; esta região, que possui reservas de 40 bilhões de barris, é de importância estratégica fundamental para os Estados Unidos e razão para que os seis países que fazem parte da ECOWAS5 fossem cortejados pela administração Bush que, subitamente, se enamorou do continente africano.

Há, portanto, razões para este súbito interesse.

Primeiro, porque as previsões das quantidades de petróleo existentes são as maiores que se conhecem até hoje, "esperando-se que a África Ocidental venha a ser o maior fornecedor do mercado americano"; segundo, porque a concorrência é fraca, visto a China focalizar os seus interesses nos países da África Oriental; terceiro, porque o óleo cru é de "alta qualidade e baixo em enxofre, sendo ideal para ser refinado na costa Leste" dos Estados Unidos; quarto, porque as perspectivas são colossais no que se refere à Nigéria, a Angola, ao Gabão e ao Congo-Brazzaville e os investimentos já realizados, no valor de 3,5 bilhões de dólares, na construção de um oleoduto que liga o Chade aos Camarões na costa Ocidental de África, não são negligenciáveis.

Quinto e último: a docilidade dos governos em relação às multinacionais e ao imperialismo, e a corrupção fomentada pelas grandes companhias, tornam esta região do mundo o terreno ideal para a sua transformação num novo quintal americano.

Existem também razões de caráter geopolítico que estão na base desta mudança radical da política dos EUA em relação à África que passou de um laissez faire a um engajamento rápido e de grandes dimensões políticas, diplomáticas e militares e de interferência na vida de estados soberanos.

A crescente presença da China, do Brasil e da Índia em África – que não se pode comparar, nem na forma nem nos objetivos, com os objetivos do imperialismo americano – é razão acrescida para esta mudança de estratégia da política externa estadunidense em relação ao continente, quer o residente da Casa Branca seja republicano ou democrata.

Fala docemente mas tenha à mão um porrete…

Este provérbio, de origem africana, sintetizava a política externa do presidente Theodore Roosevelt, que o usava frequentemente querendo dizer: ou os países obedecem ao dictat dos interesses americanos, ou falará a força, quer dizer, a agressão militar.

Mais de cem anos passados este continua a ser o cuore da política estrangeira dos Estados Unidos, como muito bem expressou recentemente o arqui-reacionário jornalista Thomas Friedman ao afirmar: "a mão oculta do mercado nunca funcionará sem o punho oculto".

Para defender os interesses das multinacionais do petróleo em África é mesmo necessário um punho, e um punho forte.

"Em 2008 a Chevron teve um lucro de 23 bilhões de dólares sendo metade dele proveniente de África; a ExxonMobil teve 45,2 bilhões de dólares tendo 43% dele a mesma proveniência, bem como um terço das importações da BP", para não citar outras. Com estes colossais lucros não é de admirar que os grandes monopólios estejam interessados em manter o status quo e para isso é necessário que alguém os defenda.

O punho de que o reaccionário Friedman fala tem um nome – Africom.

O governólio de George Bush, dando prossecução prática às recomendações do CSIC11 que dizia: "dados os crescentes interesses energéticos na região, recomenda-se que os Estados Unidos devem fazer da segurança e do governo no Golfo da Guiné uma absoluta prioridade da política externa dos Estados Unidos em relação à África, promulgando uma política robusta para a região", por outras palavras - militarizar as relações dos EUA com África. Assim, George, o incansável servidor dos interesses das multinacionais do petróleo, viaja para uma tournée africana em fevereiro de 2008.

Palavras não foram ditas já George, o diligente, tinha criado uma estrutura de comando independente para a África – a Africom, o punho – deixando a continuação desta política ao carismático e cândido Obama que, sem pestanejar, levará à prática a agressão, desta vez à escala de um continente, confirmando que quanto mais as coisas mudam, mais ficam na mesma na política externa do imperialismo.

Os maus da fita e os outros

Já em 2005, como preparatório do que se seguiu, o Pentágono tinha lançado a Iniciativa Contra-terrorista Trans-sahariana (TSCTI) e, antes disso, quer os Estados Unidos quer a França, particularmente esta última, tinham presença militar em África.

A bem da verdade, diga-se, os americanos não são os únicos maus da fita. A França, como ex-potência colonial, continuou, até recentemente, a assumir-se como o braço armado do neocolonialismo. Na Costa do Marfim estão estacionados 3 mil soldados franceses e no vizinho Togo estão mais homens e equipamento aerotransportado.

A França, por limitações orçamentárias, viu-se obrigada a começar a pôr um termo à aventura neocolonial, reduzindo o número de efetivos e encerrando bases entre 1997 e 2002. Sarkozy foi o coveiro - muito a contragosto, diga-se – da Françafrique, como era designada a política francesa para a África, pretendendo-se agora a europeização da intervenção militar, segundo o general Dominique Trinquand.

Esta pretendida europeização deixa-nos a nós, portugueses, apreensivos no mínimo, dado a subserviência faces aos interesses imperialistas manifestada inúmeras vezes pelos "nossos" governos.

De qualquer forma o pequeno complexado que mora no Eliseu não levará avante a ideia; o império manda e ele não terá outra saída senão baixar a crista.

De fato, antes de o imperialismo americano se lançar na militarização de África, os mandantes da política externa do Tio Sam já tinham avaliado as implicações/colisões possíveis da presença francesa em África, e foram claros: "enquanto os franceses reduzirem as suas forças em África os Estados Unidos aumentarão as suas…" e "… num sentido lato podemos dizer que uma força dos Estados Unidos em África será um sinal de que a exclusividade da influência militar francesa acabou, efetivamente".

Sarkozi, compreendeu. Adeus, França imperial!

Preâmbulos de uma ocupação

Foram feitas várias tentativas no sentido de localizar em África o quartel-general do Africom, que se revelaram frustradas pela oposição de vários países face ao repúdio popular que tais bases poderiam suscitar, o que não coibiu as relações públicas da Africom de mentir ao afirmar que "vários países africanos já se oferecem para receber o quartel-general", lembrando ao mesmo tempo que "qualquer que seja a localização do futuro quartel-general será necessário ter bases no Golfo da Guiné…". Pudera! É lá que está a galinha dos ovos de ouro.

Esta ausência de um quartel-general não impede que militares americanos e mercenários por ele pagos lancem operações clandestinas a partir de bases de satélites estratégicos localizadas no Kénia e em Djibuti.

Entretanto, o orçamento da Africom passou de 60 milhões para 310 milhões, excluindo custos operacionais; foi nomeado, como comandante, um dos únicos cinco afro-americanos que chegaram à patente de general de quatro estrelas; lançam-se manobras navais de grande envergadura no Golfo da Guiné; desenvolvem-se intensas campanhas de persuasão, nomeadamente com fornecimento de equipamento militar, cursos e viagens de estudo, junto de altas patentes africanas designadas oficialmente como friendly african militaires de modo a conseguir que fechem os olhos para o que se vai seguir; no plano diplomático também é intenso o movimento, não só entre as capitais africanas mas também europeias, e Lisboa em particular.

Dinheiro não falta. Só neste ano vai gastar-se, num só programa de 431 atividades e envolvendo 40 países, 6,3 bilhões de dólares.

O Pentágono designa o Africom como um comando de combate unificado, que combinará funções militares e civis, esta pela necessidade de promover a imagem de "bons rapazes".

Toda a agressão imperialista sempre se apresentou, publicamente, da forma mais altruísta possível; na África ela é apresentada como uma ação humanitária para combater a doença e o analfabetismo, para a construção de habitações, atribuição de bolsas de estudo e por aí fora… só nobres objetivos.

O outro argumento é o do combate contra o terrorismo que tem as costas largas e serve mesmo para encobrir as ações terroristas do imperialismo estado-unidense.

Os verdadeiros objetivos desta nova agressão, que ainda vai nos seus primórdios – e que, por isso, é urgente denunciar e já – foram enunciadas nas linhas anteriores com clareza, espero eu.

A força ocupante e a Otan

A Otan há muito que deixou de ser uma organização "defensiva" do Atlântico Norte, assumindo-se como um bloco militarista global, e portanto também em África na qual, de resto, tem desenvolvido intensa atividade nomeadamente no Chifre de África e, particularmente, no Sudão; se nesta parte de África os interesses não são exclusivos pode-se imaginar o que está planejado para a África Ocidental onde se encontra o petróleo vital para a América.

Nos vários países grandes produtores de petróleo nesta região a Nigéria e Angola são os de maior potencial; mas há também S. Tomé e Príncipe, cujo valor prospectado das reservas de petróleo é mantido no segredo dos deuses, não obstante as maiores companhias americanas estarem adjudicando blocos e perfurando freneticamente, e a secretária de Estado, Hillary Clinton, ter visitado o arquipélago – percebendo-se assim que este pequeno país está na agenda de prioridades americanas – e "oferecido" a construção de um porto, o que o primeiro-ministro são-tomense agradeceu e disse, à comunicação social, ser um porto de grandes dimensões, logo retificado pelos americanos no que diz respeito às dimensões… – era pequeno, disseram… Percebe-se.

Segundo um comandante americano na Europa, "este pequeno porto" como diz Hillary Clinton, será uma base militar e naval da dimensão da Diego Garcia no Oceano Índico.

E nós, onde ficamos no retrato?

Em reuniões no Pentágono várias altas patentes americanas referiram-se à ação do Africom como sendo de vital importância para os Estados Unidos, o que já sabíamos, mas que só poderá ser realizada com êxito em colaboração com as ex-potências coloniais, o que não sabíamos mas suspeitávamos; mas disseram mais, referiram-se expressamente a Portugal e à Grã-Bretanha.

Assim se compreende a intensa atividade diplomática da Africom em Portugal; a embaixadora Mary Carlin Yates, vice-comandante da Africom para as questões civis-militares, esteve em Portugal para reuniões com responsáveis militares (?) e disse ser "muito importante que ouçamos e aprendamos com os nossos parceiros europeus, especialmente uma nação como Portugal com uma história naquele continente que penso terá muitas lições a ensinar-nos" – e continuou referindo-se ao general Ward, comandante do Africom – "O general que esteve cá em junho regressou muito entusiasmado com o diálogo que teve com os responsáveis militares e civis e pediu-me para vir e aprofundar o diálogo".

De fato o general Ward, que já tinha cá estado em 2008, voltou em 23 de junho passado para um Seminário de Dirigentes Seniores da Africom, realizado no nosso país por insistência das autoridades portuguesas – esta "insistência" diz bem do tipo de gente que está no Palácio das Necessidades – ministro, assessores, governo, todos eles são a pandilha anti-patriótica e de traição nacional.

O general, que se fez acompanhar por William Bellamy, director dos Estudos Estratégicos Africanos dos Estados Unidos, e por Johnnie Carson, sub-secretário de Estado americano para os assuntos africanos, enfatizou "a parceria e comuns objetivos que temos com Portugal e os outros países lusófonos".

Mais claros não podiam ser e os perigos são evidentes: os americanos, com o total apoio do governo português, vão arrastar o país para a nova aventura africana do imperialismo ianque, a qual já começou mas ninguém sabe como vai acabar; quantas vidas se vão perder, quantos cortes se tem que fazer no orçamento da saúde e da educação para pagar esta aventura?

A recente compra dos famigerados submarinos é o primeiro capítulo; se alguns dos nossos leitores ainda não sabem para o que servem, ou estão inclinados a aceitar os argumentos estafados do governo de "necessidades da defesa nacional", deixo-vos com esta notícia transmitida pela BBC em 22 de junho passado e confirmada junto de fontes oficiais holandesas: "No mês passado a Holanda concordou com o pedido da Otan para enviar um submarino para as costas da Somália".

Agora já sabemos para que servem os submarinos. Esta não é a única razão, mas é uma das razões, pela qual desfilaremos em Lisboa no próximo dia 20, sob o lema Paz Sim – Otan Não.

Este texto foi publicado no Avante de nº 1.929 de 18 de novembro de 2010 e em ODiario.info.

Foto por http://www.flickr.com/photos/usarmyafrica/.
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/noticias/2010/11/19/africa_a_nova_aventura_do_imperialismo/

Em reunião de gatos-pingados, PSDB inicia divórcio do DEM

19.11.2010
O PSDB quer se livrar da companhia do DEM, seu principal e mais fiel aliado nos últimos 16 anos. Não deixa de ser uma atitude recíproca — líderes “demos” também já expuseram que o ex-PFL se cansou de ser um partido-satélite. Do lado tucano, o anúncio do divórcio ocorreu numa melancólica reunião da Executiva Nacional do PSDB, nesta quinta-feira (18), em Brasília.

Por André Cintra

Não se sabe se a decisão é definitiva, já que a reunião não contou com as lideranças de peso do tucanato. José Serra e Fernando Henrique Cardoso não deram as caras. Seis dos oito governadores tucanos eleitos em outubro faltaram. Aécio Neves, Tasso Jereissati, Arthur Virgílio e Álvaro Dias tampouco apareceram. Sobraram apenas os gatos-pingados para chorar a derrota eleitoral e trocar impressões sobre os rumos do PSDB.

Os poucos dirigentes presentes passaram recibo do fracasso. Teotônio Vilela, governador re-eleito de Alagoas, comprometeu-se a organizar um encontro, “quando possível”, com todos os governadores da sigla. A Executiva Nacional prometeu voltar a se reunir na quarta-feira, com a presença de tucanos de maior plumagem, como o senador Tasso Jereissati (CE) e o presidente do PSDB-SP, Mendes Thame.

Na reunião de ontem, o clima de desolação era geral. Sem discutir os erros estratégicos da campanha presidencial, a direção poupou tanto o candidato derrotado, José Serra, quanto a si mesma. De forma indireta, porém, revelou contrariedade com a demora de Serra em assumir sua candidatura. Por isso, já falam em lançar com antecedência de dois anos o candidato do partido às eleições presidenciais de 2014.

A proposta, defendida sobretudo pelo ex-presidente FHC, enfrenta resistência na ala serrista — e é o ponto em que os tucanos tentam se dissociar dos “demos”. O cálculo se baseia no seguinte pressuposto: se o DEM se encolheu com a parceria, o PSDB sai do consórcio com a fantasia desbotada. Aquela “velha roupa colorida” de partido moderno deu lugar à imagem de legenda conservadora, privatista e elitista. As baixarias adotadas pela campanha de Serra ao Planalto só fizeram cristalizar essa percepção.

A executiva tucana conclui que é preciso empurrar o DEM para uma oposição abertamente de direita à presidente eleita, Dilma Rousseff. Enquanto isso, o PSDB aproveitará o combate ao governo para levantar velhas e novas bandeiras tucanas, de modo a ostentar certo brilho próprio e dialogar com mais setores da sociedade.

A busca por diferenciação tem como alvo as eleições de 2014. Se tudo der certo para PSDB e DEM, cada legenda oposicionista fortalecerá seus nichos, chegará mais forte à disputa pela sucessão de Dilma e poderá lançar seu próprio presidenciável. Eventuais alianças ficarão para o segundo turno.

Enraizamento, a missão

As demais deliberações da reunião tucana, de tão genéricas, confirmam que o PSDB vive a crise maior crise de sua história. Na opinião de um dirigente, o partido — oito anos depois de deixar a Presidência da República e após três derrotas consecutivas na corrida ao Planalto — precisa passar por um “processo de intensa reconstrução”.

De propostas concretas nesse sentido só houve uma: a decisão de atualizar o cadastro da militância, para aprofundar o contato com as bases. Sérgio Guerra não esconde que se trata de “um cadastro morto, fictício”, a ponto de um grupo de trabalho ter sido escolhido para limpar os excessos da lista e medir a força real do tucanato. Onde estarão os 230 mil filiados que o PSDB diz ter? Como inseri-los na agenda de oposição que o partido quer disseminar nos estados em que tem força?

O prazo para essa busca de enraizamento é curto. Em 20 de março do próximo ano, o PSDB fará convenções para renovar seus dirigentes municipais. As disputas nos diretórios estaduais ocorrerão em 17 de abril, ao passo que o novo presidente nacional será definido em 29 de maio.

Até lá, lideranças estipulam que a forma de oposição a Dilma já esteja delineada. Os primeiros indícios apontam para uma oposição mais sistemática e ostensiva ao governo federal — um radicalismo, porém, que não está nos planos do senador eleito Aécio Neves, nem dos novos governadores do partido. Muitos deles, por sinal, elogiaram abertamente o presidente Lula durante a campanha eleitoral.

“A oposição perdeu vagas no Congresso e terá de ser mais combativa do que foi. E não nos faltará (sic) vozes para isso”, afirma Sérgio Guerra. “O eleitorado que votou com a gente exige do partido mais identidade, transparência e firmeza. Se em algum momento não foi feita crítica ao presidente Lula, será feita agora.”

O PSDB — que elegeu 99 deputados federais em 1998 — caiu para 71 em 2002, 66 em 2006 e 53 em 2010. No Senado, sua bancada oscilou de 16 membros em 1998 para 14 em 2002, 15 em 2006 e apenas dez neste ano. “Não adianta tapar o sol com a peneira. É assim que acontece em todo lugar: a derrota eleitoral tem consequências”, cobrou no Valor o sociólogo Alberto Carlos de Almeida, um dos mais influentes entre os tucanos.

“Existem responsáveis pela derrota. Se aqueles na direção nacional do PSDB que apoiaram a escolha de Serra não fizerem isso, eles deveriam aproveitar o ensejo e mudar o nome do órgão máximo do comando do partido de executiva nacional para oligarquia nacional. Somente a oligarquização de um partido pode explicar a falta de renovação diante de três derrotas nacionais consecutivas”, provoca Almeira. “É preciso mudar de rumo. Para que isso seja feito, é preciso mudar os dirigentes, em particular os dirigentes serristas.”

Antes da luta interna

Mas como começar a se apresentar como oposição nestes novos tempos? A direção expressou que o PSDB, antes de tudo, criticará “com vigor” a proposta de recriação da CPMF. Faltou tramar melhor esse “vigor” com o governador Teotônio Vilela — que vai seguir o partido, mas admitiu que a CPMF é, sim, um imposto “benéfico” aos governos estaduais e à população. “Que a saúde de Alagoas ganharia com a CPMF, ganharia. Mas minha posição vai ficar em sintonia com a dos outros governadores”, afirmou Vilela ao fim da reunião.

A falta de sintonia é um presságio. Se houvesse um documento para apontar os resultados da primeira reunião da direção tucana após o fracasso eleitoral de 2010, o texto se limitaria a uma carta de intenções. O temor de novas reuniões esvaziadas, sem poder deliberativo, incomoda as principais lideranças tucanas. E o pior ainda está por vir: a luta interna entre Serra e Aécio mal começou.
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=141923&id_secao=1

R$500 milhões para o pré-sal

Sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Do Blog "Amigos da Presidenta Dilma"

A Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, com patrimônio R$53,8 bilhões, anunciou ontem ao GLOBO que pretende investir R$500 milhões em fornecedores da estatal para o pré-sal. O presidente da Petros, Wagner Pinheiro, ressaltou também que há planos de o fundo entrar como sócio no consórcio vencedor do trem-bala.

Pinheiro, que participa, em Olinda, do 31º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, realizado pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Privada (Abrapp) lembrou que a Petrobras tem uma perspectiva de produção muito grande de petróleo e que a estatal está "barata". Ele faz as contas: hoje, o Sistema Petrobras representa 7,5% dos investimentos da fundação, podendo chegar a 10% com a alta no preço das ações.

Estamos olhando o investimento em fundos de participação do setor de óleo e gás, como o de produção de sondas. Ao todo, estamos analisando cinco projetos. E vamos investir em dois ou três. Os do pré-sal vão aumentar bastante ainda. Como esperamos um crescimento médio de 5% para a economia nos próximos anos, queremos investir mais em logística, portos, saneamento e energia.

No caso do trem-bala, a ideia é investir por meio da Invepar - dona do Metrô Rio -, na qual a Petros tem 20% das ações, ao lado de Previ (fundo dos funcionários do Banco do Brasil) e Funcef (fundo dos funcionários da Caixa):

Já estamos conversando com as empresas que estão montando os consórcios, como fundos coreanos, espanhóis e chineses. Temos a disposição de entrar com até 20% do consórcio vencedor, pois vemos o trem-bala como um investimento de longo prazo. Por isso, decidimos entrar na Invepar, onde queremos ter 25% de participação.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/r500-milhoes-para-o-pre-sal.html

Saresp do tucano apresentou problemas em gabaritos em Assis (SP)

18 de novembro de 2010

Em Assis (SP), cerca de cinco escolas tiveram problemas com os gabaritos do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo). De acordo com o coordenador da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) na cidade, Nilson Silva, ontem (17), algumas provas estavam sem suas folhas de resposta correspondentes.

As escolas, então, foram orientadas a reimprimir os gabaritos e os estudantes fizeram o exame. De acordo com a assessoria de imprensa da secretaria de Estado da Educação, não há registro de estudantes que tenham ficado sem fazer o exame por conta do problema, que foi identificado em 18 dos 26 tipos de provas. A prova está sendo aplicada pela Vunesp, organizadora de concursos e vestibulares da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

O Saresp está sendo aplicado para cerca de 2,5 milhões de alunos de escolas estaduais, municipais e particulares do Estado desde esta quarta-feira (17). Alunos do 3º ao 9 º anos do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio – fizeram ontem (17) prova de língua portuguesa. Os do 5º ano do fundamental tiveram também teste de redação e, os alunos dos 7º e 9º anos do fundamental e da 3ª série do médio realizaram provas de matemática.

Nesta quinta-feira (18), segundo dia de provas, os estudantes dos 3º e 5º anos do fundamental fizeram prova de matemática; os dos 7º e 9º anos do tiveram teste de ciências e redação; e os alunos da 3ª série do médio, além da redação, fizeram prova de ciências da natureza (biologia, física e química). Também foi realizada a aplicação da prova de questões abertas de matemática destinada a alunos dos 5º, 7º, 9º anos do fundamental e da 3ª série do médio.

Os resultados do exame são utilizados como indicadores de desempenho utilizados para cálculo do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo). A partir do índice são calculadas metas para os próximos anos no ensino. O Idesp também é usado para calcular bônus por resultados para os trabalhadores da Educação.Aqui
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Fonte:http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/2010/11/saresp-do-tucano-apresentou-problemas.html

Estuprador filho de Barão da Mídia catarinense deverá ter novo julgamento

19.11.2010
Do blog "Os Amigos da Presidente Dilma"

Em maio, uma garota de 13 anos, foi estuprada por dois colegas adolescentes de famílias influentes de SC, no apartamento de um deles, filho de um diretor da rede de TV RBS, afiliada da Rede Globo (relembra aqui e aqui).

Segundo a acusação, a adolescente foi dopada e depois violentada pelos dois. Exames de corpo e delito comprovaram o estupro.

O primeiro julgamento conteve irregularidades em benefício dos estupradores, resultando em sentença branda demais, que não faz justiça à vítima.

O advogado da garota estuprada pediu anulação da sentença e o Tribunal de Justiça deve marcar um novo julgamento para o caso, ainda sem data prevista.

Em casos de crimes desta gravidade, quando praticado por menores pobres, a pena costuma ser internação no reformatório Centro Educacional Regional São Lucas.
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Fonte:http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/2010/11/estuprador-filho-de-barao-da-midia.html

PSDB discute rumos da sigla para chegar forte à disputa municipal

19 de novembro de 2010

PSDB tenta se manter vivo

O PSDB reuniu sua executiva nacional ontem pela primeira vez desde as eleições para discutir os rumos da sigla após a derrota de José Serra para a Presidência da República. Sem a presença de líderes tucanos como Aécio Neves, Fernando Henrique Cardoso e o próprio Serra, o partido decidiu fazer um plano de reestruturação do partido para as eleições municipais de 2012 embora caminhe para manter o senador Sérgio Guerra (PE) na presidência da legenda.

Neutro na disputa que marca o PSDB de São Paulo e Minas Gerais, Guerra tem o apoio do grupo que teme um racha na legenda provocado pela disputa entre as alas ligadas a Serra e Aécio. O presidente tucano afirma, porém, que a discussão sobre o comando da sigla só terá início às vésperas das convenções partidárias do PSDB, marcadas para março (municipais), abril (estaduais) e maio (nacional).

"Temos uma proposta do Aécio de reestruturar o nosso programa político. Um grupo, que deve ser composto por ele, Fernando Henrique, Serra e Tasso [Jereissati] vão propor mudanças no programa do partido", disse Guerra.

ARREBANHAR FILIADOS

O PSDB quer aumentar o número de filiados, com a criação de um "cadastro nacional" para organizar quem mantém ligação com a sigla. "Queremos montar o partido em todos os municípios do Brasil", disse o presidente do Instituto Teotônio Vilela, Luiz Paulo Veloso Lucas.

Outra decisão é manter a postura de oposição ao governo de Dilma Rousseff (PT), com críticas ao governo Lula em muitos momentos escondidas durante a campanha eleitoral diante da popularidade do petista.

Segundo Guerra, o partido volta a se reunir de forma ampliada em dezembro para dar continuidade às discussões sobre sua reformulação.

Sobre a redução de bancadas no Congresso após as eleições de outubro, Guerra disse que a oposição "não ficou menor" ao ter menos deputados e senadores. "A oposição terá que ser mais combativa do que já foi. Mas não nos faltarão vozes."

No Senado, PSDB e DEM buscam parlamentares filiados a partidos governistas que não se alinham ao governo Dilma. Pelas contas da oposição, pelo menos 22 senadores poderão votar contra o governo ? embora, juntos, o DEM e PSDB tenha conseguido eleger 17 senadores.

SAIBA +

O PSDB confirmou que vai receber dívida de até R$ 10 milhões da campanha de José Serra. Sérgio Guerra reconheceu que a sigla vai "herdar" parte dos gastos da campanha sem conseguir zerar suas contas até o dia 30, prazo para quem disputou o 2º turno prestar contas à Justiça Eleitoral. O PSDB confirma que gastou R$ 140 milhões durante a campanha, embora a previsão inicial fosse de R$ 180 milhões.
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Fonte:http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/

Previ, Petros e Funcef no trem-bala

19 de novembro de 2010

Os fundos de pensão Previ, Petros e Funcef - dos funcionários do Banco do Brasil, da Petrobras e da Caixa Econômica Federal, respectivamente - vão participar do projeto do trem-bala, que ligará as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. O aporte, que pode chegar a R$ 1,5 bilhão por uma fatia de até 20% do trem-bala, será feito por meio da Invepar, holding de infraestrutura e logística com tem como acionistas as três fundações, além da construtora OAS.

Contudo, a Invepar não participará do processo de concorrência para a construção do trem de alta velocidade (TAV). De acordo com Wagner Pinheiro, presidente da Petros, a holding oferecerá seus recursos apenas no fim da disputa, depois que for anunciado o consórcio vencedor. Na ocasião, os ganhadores definirão se precisam dos recursos e em qual montante.

Esse é um modelo parecido com o usado na usina de Belo Monte. "É melhor garantir a entrada no fim do processo do que abrir uma disputa dos consórcios pelo dinheiro dos fundos de pensão", diz Pinheiro. Os consórcios interessados na licitação deverão entregar os envelopes com as propostas até dia 29. A sessão pública do leilão acontecerá em 16 de dezembro.

O projeto do trem-bala está estimado em cerca de R$ 35 bilhões. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai financiar no máximo R$ 19,9 bilhões, sendo que há uma limitação a 60,3% do investimento total ou 80% dos itens financiáveis pelo banco. Os sócios privados devem entrar com cerca de R$ 7 bilhões. O R$ 1,5 bilhão que pode ser injetado pelos fundos de pensão será desembolsado ao longo de cinco anos.

O interesse dos fundos no trem-bala já estava claro havia alguns meses. Em maio, a Previ anunciou que alguns diretores da Invepar iriam ao Japão para conhecer um projeto da Mitsui. A entrada no TAV também vai ao encontro dos planos de expansão de negócios da Invepar. Até 2015, a empresa pretende investir até R$ 4 bilhões em concessões de rodovias, transportes urbanos para passageiros, portos e privatização de aeroportos. Hoje, a Invepar controla o Metrô do Rio, a Linha Amarela, ambos no Rio, e as concessões rodoviárias Auto Raposo Tavares, no interior de São Paulo, e BA-093, na Bahia.

"O que motiva o investimento dos fundos de pensão em projetos como o trem-bala é o fato de gerarem um fluxo de caixa constante. O retorno pode não ser o mais elevado, mas é uma alternativa aos títulos públicos", diz Pinheiro.
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Fonte:http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/2010/11/previ-petros-e-funcef-no-trem-bala.html

Mais um prêmio para o Presidente; Lula recebe prêmio Indira Gandhi para a Paz

19.11.2010
O Presidente Lula foi escolhido para receber o prêmio Indira Gandhi para a Paz, o Desarmamento e o Desenvolvimento de 2010 em uma decisão de um jurado internacional presidida pelo primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh. As informações são da Agência Ansa.

O presidente, que deixará o cargo em 31 de dezembro de 2011, foi premiado porque trabalhou "pelo reforço das relações entre as nações em desenvolvimento, e em particular por seu importante apoio à cooperação" entre Índia e Brasil, explicou Singh.

Ele também disse que o brasileiro se esforçou para adotar políticas com o objetivo de eliminar a fome e promover o crescimento do Brasil.

Lula já recebeu outras premiações internacionais, como o de "Estadista Global" em janeiro deste ano no Fórum Econômico Mundial, e o Prêmio Pela Paz 2008, da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em maio do ano passado.

Criado em 1986, o troféu indiano já foi concedido ao ex-presidente da União Soviética Mikhail Gorbachev, em 1987; o primeiro presidente da República Tcheca, Václav Havel, em 1993; o ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, em 1997; e o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed ElBaradei, em 2008.
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Governo tucano de SP joga a ética no lixo e libera propaganda na programação infantil da TV Cultura

Sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Além de desmontar a estrutura de produção da TV Cultura de São Paulo, o governo demo-tucano dá mais um passo rumo à fúria privatizante-neoliberal e sucumbe ao lobby das emissoras comerciais, liberando propaganda na programação infantil, voltada a manipular crianças para fazê-las azucrinar os pais com teimosias, birras, explosões de ira, para comprar produtos de marcas anunciadas na TV.

A TV Cultura não exibia propaganda na programação infantil, desde 2008, por iniciativa do então presidente da Fundação Padre Anchieta, Paulo Markun.

A partir de 2011 voltará a exibir. A decisão foi admitida durante o último Fórum de Marketing Legal, promovido pela Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), por Flávia Cutolo, gerente de marketing da TV Cultura.

Segundo a tucana, aquelas crianças que pressionam os pais no supermercado para comprar um biscoito mais caro anunciado na televisão, ou um caderno escolar de grife infantil, "tem percepção crítica para discernir publicidade".

Vários estudos, em diversos países do mundo (inclusive aqui no Brasil) apontam o contrário: que a publicidade dirigida à crianças não é ética ("como roubar um doce de uma criança"), é deseducativa e forma futuros cidadãos não críticos ao sistema e dóceis aos apelos do consumismo globalizado.

Países como Suécia, Noruega, Itália, Irlanda, Grécia, Dinamarca e Bélgica, já proíbem a publicidade direcionada para crianças, mesmo na TV comercial. Algumas dessas nações proíbem até mesmo toda e qualquer publicidade durante a programação infantil.

Até nos EUA há severas críticas

No documentário “The corpotation” (boicotado pelas tvs dos EUA e daqui), Suzan Linn, psicóloga da Universidade de Harvard (EUA), denuncia que a manipulação infantil para comprar produtos ficou mais sofisticada a partir de 1998, quando duas grandes corporações (WIMCC e a LRW[1]) conduziram um estudo sobre a teimosia infantil. “Este estudo não era para ajudar os pais a lidar com a teimosia. Era para ajudar as corporações ensinar [ou ‘doutrinar’] as crianças para teimar por seus produtos de maneira mais eficiente”, declara Linn.

Ou seja, qualquer família de hoje não consegue enfrentar o bombardeio de mensagens televisivas, alimentado por 12 bilhões de dólares por ano pelas empresas norte-americanas, para manipular o comportamento dos filhos por meio da publicidade e do marketing das grandes empresas.

Algumas organizações não governamentais (ONGs) sediadas nos EUA fazem campanha contra corporações (multinacionais ou transnacionais) que usam as crianças e adolescentes para promover produtos por meio da pressão ou azucrinação (“nagging”) dos familiares.

Debate no Brasil

Organizações não-governamentais, o Congresso, o Ministério Público e o governo brasileiro, hoje, discutem restrições sobre a propaganda de produtos para crianças. Apelos publicitários considerados imorais do tipo “peça para a sua mãe comprar isso" ou aqueles que passam a idéia de que a criança ficará “mais forte”, “legal”, “inteligente”, “feliz”, devem sofrer restrições.

Mais do que debater se é ético fazer publicidade para induzir as crianças e adolescentes a pressionar os pais comprar um objeto, que promete preencher uma falsa necessidade criada pela mídia, é preciso se criar mecanismos legais para regrar a publicidade, a propaganda e o marketing, principalmente os direcionados para crianças e adolescentes. É legítimo a publicidade tirar a autoridade dos pais, comandando os filhos a azucriná-los a comprarem os produtos de empresas cujo objetivo é sempre a maximização dos seus lucros?

Do outro lado, na defensiva, as tvs e empresas de mídia, no Brasil, organizam-se para boicotar qualquer iniciativa que regule a propaganda visando influenciar as crianças. Evocando as eternas palavras mágicas dos barões da mídia como “direito” e “liberdade”, o lobby das empresas ligadas a mídia entende que não é imoral usar crianças como se fossem objetos para vender este ou aquele produto ou serviço e, portanto, ignoram o exemplo dos países de primeiro mundo e das pesquisas científicas que denunciam a imoralidade e os malefícios deste tipo de publicidade.

Programas infantis continuam influenciando o comportamento das crianças para consumir produtos e influenciando um modo de vida precoce das crianças no vestir, andar, comer, falar.

A maioria desses programas televisivos não prima por uma boa orientação educativa, e são consumidos nos lares sem acompanhamento dos pais ou responsáveis. Pior é saber que os pais de hoje estão sendo levados à loucura para comprar produtos de marca copiados da tv ou dos amigos influenciados por ela; eles ficam desesperados porque não tem condições de dar os produtos que tais programas induzem as crianças a azucrinar os pais para comprar. Brigas em famílias acontecem por causa destas pressões. Os pais sofrem dobrado, porque sua autoridade foi passada pra trás e culpado porque não sabe como preencher todas as necessidades criadas artificialmente. (Partes do artigo de Raymundo de Lima, na Revista Espaço Acadêmico)
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/governo-tucano-de-sp-joga-etica-no-lixo.html

2,4 milhões de empregos criados até outubro.Brasil bate recorde na geração de empregos formais no ano

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Em outubro foram criados 204.804 empregos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, acumulando 2.406.210 novos empregos nos dez primeiros meses do ano.

O emprego em números:

- faltam apenas 93,8 mil empregos para que o governo atinja a meta de 2,5 milhões de novos empregos em 2010, o que deve ser superado ainda em novembro;
- foram admitidas 1,62 milhão de pessoas enquanto 1,41 milhão perderam o emprego no mês passado;

- O setor de serviços abriu 86.207 novas vagas;
- o comércio 81.347;
- a indústria de transformação 46.923

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/24-milhoes-de-empregos-criados-ate.html

Uma pergunta ao presidente Lula

19.11.2010
Do "Blog da Cidadania"
Por Eduardo Guimarães


Vai chegando ao fim o mandato do presidente Lula e, na opinião deste blog, seria uma pena se isso viesse a ocorrer sem que o setor da sociedade que acorreu a blogs como este durante o seu mandato tivesse a oportunidade de lhe fazer ao menos uma pergunta.

É certo que o presidente tem dado respostas aos brasileiros também em veículos de comunicação de menor porte, de uns anos para cá. Contudo, o único setor que não recebeu tal atenção foi o público da blogosfera – provavelmente, o mais politizado entre os públicos de todos os meios de comunicação.

Tenho feito esta reflexão: o que perguntaria ao presidente Lula se tivesse uma única oportunidade de questioná-lo? Tenho certeza de que os leitores deste blog também já pensaram nisso. Só não sei se chegaram a alguma conclusão sobre o que iriam perguntar…

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/11/uma-pergunta-ao-presidente-lula/

Mino: como e por que a Ley de Medios, já !

19.11.2010
Do blog "Conversa Afiada"

Franklin: censura são outros 500

O Conversa Afiada reproduz do site da Carta Capital artigo do Mino sobre a Ley de Medios (embora ele não use a expressão, extraída da Ley da Cristina Kirchner, um exemplo a ser seguido, aqui).


Confusões da hora

Por Mino Carta.

Pequena história pessoal para explicar o que significa garantir a verdadeira liberdade de imprensa

No final de 1956 saí do Brasil para ir trabalhar na Itália. No jornal turinês La Gazzetta Del Popolo, e 2 de janeiro de 1957 foi o primeiro dia de serviço. Lá fiquei por um ano e três meses. Foi bom aprendizado, de vários pontos de vista. Por exemplo, entendi como seria possível produzir um jornal de qualidade, bem escrito e bem acabado, com uma redação menor do que a dos brasileiros e resultados melhores. A começar pela escrita, fluente, rica, elegante. Era o tempo de um processo judicial ruidoso, a envolver socialites e políticos influentes, de mais a mais realizado em Veneza, cenário deslumbrante, sem falar da presença no tribunal de juristas de fama mundial, entre eles um certo Carnelutti de quem muito ouvira e estudara na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.

A Gazzetta enviou a Veneza quatro jornalistas, dois deles tinham cerca de 30 anos, para cobrir o evento de ângulos diversos. Todos escreviam a bico de pena sem descurar da precisão das informações. Nada de preocupações com leads e pirâmides invertidas, muito menos em empregar algo em torno de cem palavras, se possível curtas. Descobri mais tarde que o chamado new journalism é invenção americana, na Europa foi praticado desde sempre.

Aprendi muito com alguns amigos em um país esperançoso às vésperas daquele que seria chamado o milagre italiano, onde era possível aprovar no Parlamento leis de alto conteúdo democrático. Algumas afirmavam o respeito devido à profissão jornalística. Deitaram raízes e até hoje mantêm a validade. Uma determinava que o patrão não poderia ser diretor de redação e sequer jornalista de carteirinha, como se dá no Brasil.

O dono da Gazzetta era um produtor de biscoitos e guloseimas variadas em Saluzzo, a poucas dezenas de quilômetros de Turim. Lá pelas tantas, seduzido pela política, fora eleito senador pelo Partido Democrata-Cristão, majoritário no Congresso e à testa do governo. Jamais o conheci. Mais, nunca o vi na redação e em qualquer dependência do jornal. Os negócios, contudo, não iam como ele teria desejado, de sorte que, em troca de ajuda financeira aos seus biscoitos, permitiu que a Gazzetta se tornasse órgão para-democrata-cristão.

Interferiu a meu favor, e da minha vontade de passar umas férias no Brasil, outra lei preciosa. Contratado por um jornal que alegava defender certa linha política (a Gazzetta se intitulava como “matutino independente”) em caso de mudança de orientação o profissional estava habilitado a pedir demissão com pleno direito à indenização prevista no seu contrato. Ganhei um dinheirinho não de todo desprezível e passei dois meses aqui na terra.

Conto esse meu passado para explicar por que, na minha opinião, é impossível mudar a história da mídia nativa, francamente medieval, sem leis que, apresentadas e aprovadas no Congresso, protejam o profissional e fixem limites à propriedade concomitante de jornais, revistas, rádios, tevês, portais, sites e o que mais se oferecer à volúpia do poder, total e avassalador. Ou, se preferirem, ao monopólio. Illo tempore, na Itália rádio e tevê eram estatais e, está claro, foi preciso ampliar com o tempo o alcance das leis.

Quanto a nós, precisaríamos contar com um Parlamento diferente daquele que tivemos e, ao que tudo indica, teremos, repleto de deputados e senadores donos de meios de comunicação. Trata-se de uma aberração em um país que pretende ser democrático. Nos últimos dias, fiquei impressionado com cartas e e-mails de leitores que confundem a regulação proposta pelo ministro das Comunicações, Franklin Martins, com supostas limitações impostas à mídia nativa pelo Executivo.

Trata-se, insisto, de questões diversas. A regulação dos meios eletrônicos é aquela solicitada pelo ministro, e é indispensável para adaptar as leis em vigor, anacrônicas, à nova situação. É preciso entender, porém, que o remédio destinado a coibir a prepotência da imprensa golpista tem de ser aviado pelo Legislativo, por meio de leis similares àquelas aprovadas pelo Parlamento italiano nos meus anos verdolengos.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/11/19/mino-como-e-por-que-a-ley-de-medios-ja/

Dilma chama Serra de preconceituoso e intolerante. Uma espécie de Prates

19.11.2010
Do blog "Conversa Afiada"

Ao falar aos militantes do PT, Dilma avaliou – sem a ele se referir – o papel lamentável do opositor, na campanha do segundo turno.

Foi quando José Serra se associou à palavra “ódio” – clique aqui para ler o que disse o Mino: “Serra e o ódio”.

Hoje, no G1, Dilma disse o que pensa sobre a matéria:


Dilma prega em reunião do PT ‘clima político de união e compreensão’



Presidente eleita agradeceu PT e militância pela vitória. Ela participou de reunião do Diretório Nacional do PT, em Brasília.

A presidente eleita Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (19) que, passada a campanha eleitoral, o PT precisa ser capaz de criar um “clima político de união e compreensão” depois de uma campanha marcada, segundo ela, por tentativas de se “criar o preconceito e a intolerância”.

A presidente eleita fez as afirmações em discurso durante a última reunião de 2010 do Diretório Nacional do PT, em Brasília. Dilma participou como convidada de honra. Ela se emocionou e foi às lágrimas ao relatar o contato com a militância petista durante a campanha eleitoral.

“Temos que ser capazes de criar um clima político de união e compreensão”, afirmou, após criticar os adversários na campanha eleitoral por tentarem, segundo ela, “discutir questões que tinham por objetivo criar o preconceito e a intolerância”.

Dilma agradeceu ao PT, aos militantes e dirigentes, aos coordenadores da campanha e aos governadores presentes no evento – Jaques Wagner (BA), Agnelo Queiroz (DF), Tião Viana (AP) -, pelo empenho durante a campanha eleitoral. “Ganhamos juntos esta eleição”, afirmou. A presidente eleita disse que deseja “aprofundar” o modelo de desenvolvimento econômico e social implementado no governo Lula
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/11/19/dilma-chama-serra-de-preconceituoso-e-intolerante-uma-especie-de-prates/

Mantega permanecerá na Fazenda

19.11.2010

Convite foi feito pela presidente eleita, ontem, durante reunião na Granja do Torto

BRASÍLIA (AE) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, continuará no comando da economia no governo Dilma Rousseff, que toma posse no próximo dia 1º de janeiro. A decisão ainda não foi oficializada pela presidente eleita, mas o convite foi feito durante reunião de quase duas horas que os dois mantiveram ontem na Granja do Torto. Em conversas reservadas, ele é chamado por Dilma de “Guidinho”. A rigor, a reunião de ontem já serviu para discutir assuntos da administração econômica e tratar de problemas relacionados com o Orçamento - que está em processo de debate no Congresso.

Na prática, a decisão de manter Mantega no comando da Fazenda já estava tomada. Apesar de a manutenção de Mantega no cargo atender a uma sugestão feita de maneira explícita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o perfil do ministro atende ao interesse de Dilma em reforçar no seu governo o que, nos debates entre economistas, costuma ser rotulado de “postura desenvolvimentista”. Em síntese, isso significa que o rigor fiscal não pode comprometer o crescimento econômico. A ideia é não atentar contra controle da inflação, mas não transformar os apertos fiscais em solução para todos os problemas da administração econômica.

No bastidor, ao dizer com todas as letras que os países emergentes estavam diante de uma “guerra cambial” travada entre Estados Unidos e China, Mantega entrou como líder no debate econômico mundial e agradou a Lula e a Dilma. A ponto de o presidente, na cúpula do G-20, em mais um sinal da permanência antecipada no cargo, ter agendado tarefas para Mantega para além do seu governo - como a próxima reunião de ministros de Finanças do G-20, que acontecerá no próximo ano, sob a gestão de Dilma Rousseff.

Apesar da decisão sobre Mantega, Dilma não fará o anúncio oficial até que defina o nome para a presidência do Banco Central - o que deve ocorrer nos próximos dias. A ideia é anunciar em bloco a equipe econômica, devendo completar todo o ministério até o dia 15 de dezembro. Mantega pode bater o recorde de permanência de Pedro Malan, ministro da Fazenda nos oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Como ele assumiu em março de 2006, ao final do mandato de Dilma (2011-2014) Mantega pode completar nove anos no comando da economia do País.

Em conversa com interlocutores, em Seul, Dilma disse estar convencida de que Mantega tem o controle das informações sobre a economia e de que ele está no rumo da política que deseja imprimir ao setor, com o Estado fazendo o papel de indutor do crescimento econômico. A manutenção de Mantega, no entanto, não garante a permanência de um de seus principais auxiliares, o titular da Receita Federal. Desgastado com a quebra de sigilo fiscal de familiares do ex-governador José Serra (PSDB) e do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas, Otacílio Cartaxo não deve ser mantido.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/604205-mantega-permanecera-na-fazenda

Por que cresce o ódio racial da elite branca

19.11.2010

Apesar das negativas da grande imprensa, é inegável que nos últimos anos o Brasil começou a operar uma forte distribuição de renda de um grupo étnico minoritário e privilegiado para outro amplamente majoritário e eternamente prejudicado na divisão da riqueza.

Por estar a serviço do setor privilegiado – pois, em última instância, pertence a ele –, a mídia corporativa meramente canaliza um sentimento de “revolta” de classe e racial desses setores da sociedade que, até há pouco, vinham ganhando a luta de classes – que alguns tentam apresentar como anomalia ou desejo de grupos políticos, mas que, em um país tão injusto, é mera conseqüência de sua realidade social.

Estudo recente, pois, explica o ódio da elite branca contra um governo que desencadeou esse necessário processo redistribuidor de renda em prol da maioria étnica brasileira que sempre ostentou condições de vida infinitamente piores do que as de uma casta branca e descendente de europeus.

Data Popular é uma instituição que, segundo diz sua mensagem institucional, dedica-se a produzir “Conhecimento de qualidade sobre o mercado popular no Brasil”. Ao entrar no site, a mensagem institucional inicial esclarece a que ele se dedica:

Bem-vindo ao mundo do carnê, do consórcio, do SPC.

Bem-vindo ao mundo do metrô, do buzão, da lotação, da CBTU, do seminovo zerado.

Bem-vindo ao mundo do vale-refeição, do PF e da marmita.

Bem-vindo ao mundo do supletivo, da escola de cabeleireiro e do curso de computação.

Bem-vindo ao mundo do celular pré-pago, da megasena.

Bem-vindo ao mundo do trabalho informal, da pensão do INSS, do despertador pras 5,
da mobilidade social.

Bem-vindo ao mundo do Ratinho, Raul Gil, Bruno & Marrone, Banda Calypso, Calcinha Preta, MC Leozinho e da Rádio Tupi.

Bem-vindo ao mundo do supermercado com a família, da cervejinha gelada, da macarronada com frango, do financiamento da Caixa.

Bem-vindo ao mundo surpreendente da economia da base da pirâmide.

O trabalho mais recente do Data Popular, concluído nesta semana, busca prover com dados científicos o crescente interesse de grandes empresas por esse segmento em ascensão social, segmento no qual os negros sobressaem.

A renda da população negra no país atingiu R$ 544 bilhões. Segundo estudos recentes, desde 2007 a renda média per capita do negro cresceu 38% – o dobro da renda média do branco, que teve alta de 19% no mesmo período.

A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), feita pelo IBGE, deixa ver claramente como durante o governo Lula essa parcela amplamente majoritária – e “afrodescendente” – da população brasileira começou a ser resgatada da injustiça social em que foi mantida durante o século XX.

Segundo Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto de pesquisa Data Popular, o “enriquecimento” dos negros é resultado do aumento da renda da população da base da pirâmide de renda do país: “tem mais negros nas classes C e D, que teve aumento maior de renda que nas classes A e B [no período analisado]”.

Esse estudo não precisaria ter sido feito para que os beneficiados pelo processo redistribuidor de renda percebessem-no. Quem está comprando mais bens de consumo durável, vestuário, alimentos, ou que está chegando a universidades na condição de primeiro universitário da família, bem sabe o que lhe está acontecendo – e inclusive votou para manter esse processo.

Além de subsidiar empresas interessadas no mercado de consumo de massas que o governo do PT fez surgir, o estudo serve para finalmente calar os que tentam atribuir tal processo a governos que trataram de impedi-lo ou àqueles que tentam negar que tal processo esteja ocorrendo.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/11/por-que-cresce-o-odio-racial-da-elite-branca/

Brasil nos trilhos:Rumo ao interior: trem-bala e o eixo Rio-Campinas

18/11/2010
Por Rodrigo Vianna

No próximo dia 29 – a 30 dias do fim do governo – deve ocorrer a maior licitação da Era Lula: 33 bilhões de reais é o preço mínimo da licitação do trem-bala entre Rio e São Paulo.

Eu disse entre Rio e São Paulo? Esse é um erro comum. Mas a verdade é outra: no projeto do moderno trem, São Paulo é “apenas” passagem. O velho eixo Rio/SP já não dá conta da diversidade do Brasil. É simbólico que o traçado do novo trem seja Rio-Campinas, com paradas no Vale do Paraíba e na capital paulista.

Símbolo, eu diria, de um país que avança para o interior. Durante 4 séculos, incluindo os trezentos anos de colonização portuguesa, as principais cidades brasileiras ficavam – todas elas – na nossa imensa costa atlântica. Só no limiar do século XX é que o Brasil – já republicano – veria sua primeira metrópole longe (mas nem tão longe) do litoral: São Paulo. Depois, viriam Belo Horizonte e – graças ao planejamento dos anos JK – Brasília. Durante a ditadura, nova metrópole longe do litoral: Manaus, cidade encravada no meio da Floresta Amazônica. Até hoje me surpreendo quando chego de avião à capital amazonense. É espantoso ver a dimensão daquela cidade (cheia de problemas, diga-se) que os brasileiros foram capazes de construir.

O traçado do trem-bala é o reconhecimento desse Brasil que caminha – a passos lentos, mas sem retorno - para o interior. O trem ajuda a estruturar e a ampliar esse eixo que já foi Rio-SP, mas hoje avançou cem quilômetros rumo ao interior paulista.

Um eixo que terá, numa das pontas, o atrativo do turismo carioca e da fortíssima indústria do petróleo (a restaurar, espera-se, o vigor da economia fluminense). E, na outra ponta, o agronegócio, a indústria e os centros de inovação do interior paulista (Campinas, lembremos, é polo de conhecimento e inovação – com a Unicamp).

Por fim, é bom não esquecer, o Vale do Paraíba, onde o trem deve parar, é sede da indústria de aviação brasileira (e também um território de inovação e conhecimento, com o ITA).

Simbólico que o trem passe por uma área que já foi tomada pelos cafezais no século XIX. Os morros valeparaibanos sem vegetação (a mata foi derrubada pra ceder lugar ao café) são testemunho daquela época. Sobraram os pastos e algumas belas fazendas – históricas – que vale a pena conhecer, tanto do lado fluminense como do lado paulista.

Dali partia o café que sustentou a República Velha e que forneceria os capitais para a incipiente industrialização paulista no entre-guerras do século XX. Agora, esse pode ser o eixo da nova economia do século XXI.

E a capital paulista? Virou passagem. Cidade de serviços (mais do que indústria) São Paulo vai mediar os contatos entre Rio e Campinas. São Paulo seguirá importante. Mas é simbólico – também – que o projeto do trem-bala Rio-Campinas seja obra de um governo (de Dilma) que deve ser o primeiro em 16 anos a afastar a centralidade paulista do poder.

Leio que esse ramal do trem-bala (que pode ser construído por coreanos – seriam os favoritos pra vencer a concorrência) seria apenas o primeiro. Serviria, no futuro próximo, como espinha dorsal para outros trechos a unir Brasília e Belo Horizonte: uma poderosa rede ferroviária do século XXI.

Desde a liquidação da RFFSA, o transporte por trens no Brasil concentrou-se no setor de carga. A malha serve, basicamente, como escoadouro para exportações.

O trem-bala põe os brasileiros de volta nos trilhos. Dinheiro e incentivo públicos serão necessários – reclamam os puristas da iniciativa privada. Ah, é? E qual foi o projeto importante no Brasil que prescindiu da mão forte do Estado?

Sem a indução estatal, não haveria indústria pesada, não haveria Petrobrás, não haveria Brasília, Manaus.

O trem-bala pode ser a marca de um Brasil que avance para o interior não apenas pra abrir novas fronteiras agrícolas a serviço do agronegócio exportador. Não. Pode ser o eixo de um novo ciclo de desenvolvimento onde caiba inovação, tecnologia, serviços, indústria de ponta. Tudo isso com mais Educação, e salários melhores.

O Brasil não deve se contentar com o papel de “fazenda” a alimentar europeus e chineses. Sem abrir mão da riqueza agrícola, é possível construir agora um país múltiplo: com petróleo, etanol, ferro, carros, navios, aviões, chips e computadores.

Pela primeira vez, desde que me entendo por gente, olho pra frente e não vejo “crise” e “medo”. Mas esperança de um país melhor.

Partes do Nordeste, do Norte amazônico e do sul brasileiros podem (devem!) também criar seus polos de inovação.

Um desafio e tanto! E o mais interessante: é possível fazer tudo isso sem “Estado Novo”. Sem milicos nem “Brasil Grande”. Com democracia e liberdade.
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

A cada um a sua democracia; a Folha de S. Paulo e o arquivo de Dilma Roussef

19/11/2010

Por Izaías Almada

Não é curioso, amigo leitor, que ao terminar a primeira década do século XXI, a velha imprensa brasileira (aqui no sentido de antiga mesmo e carcomida) insista em não querer aceitar a vitória da presidente Dilma Roussef? Ou melhor: insista em “investigar” o passado da candidata eleita, substituindo a polícia da ditadura civil/militar que infelicitou o país nos anos 60?

Porque não é outra a atitude do jornal Folha de São Paulo ao se regozijar com a abertura dos arquivos de posse do Superior Tribunal Militar, pomposamente recebida como uma “vitória da sociedade brasileira”, para bisbilhotar sobre o passado de uma ex-presa política.

Vitória da sociedade brasileira? A quem quer enganar mais uma vez a FSP? O que quer o jornal do Sr. Otávio Frias Filho? Dependurar a presidente Dilma Roussef no pau de arara novamente em nome da sua democracia? Já não basta o sofrimento do passado? Quer o jornal, na sua arrogância e ignomínia, mostrar aos milhões de brasileiros que votaram no futuro e repudiaram o passado, que a candidata que escolheram não era a melhor opção para o Brasil pós-Lula?

Querem limpar a barra com a ficha falsa que publicaram e nunca desmentiram? Bobagem, não deveriam perder tempo com isso. À exceção daqueles que ainda não perceberam que tipo de democracia a Folha defende, o jornal perde a cada dia que passa a credibilidade daqueles que ainda a lêem. Seria bom que os seus anunciantes começassem a pensar seriamente nisto.


O Brasil da Folha de São Paulo (e de outros órgãos de imprensa muito bem identificados) insistem na tática da desinformação, da meia verdade ou da meia mentira, o que vem dar no mesmo, usando aquilo a que chamam de liberdade de imprensa, da sua liberdade de imprensa, bem entendido, como uma espécie de chantagem moral (aqui sim) sobre toda a sociedade brasileira. Uma chantagem que ainda conta com o beneplácito de muitos de seus incautos leitores ou do apoio daqueles que insistem em querer dividir o país através do preconceito, do ódio, da intolerância.

Não foi por acaso que o jornal defendeu até onde pôde a candidatura de José Serra, político supostamente de passado esquerdista e a quem coube destampar o caldeirão do fascismo adormecido em mentes e corações que não suportam ainda a possibilidade de milhões de brasileiros ascenderem socialmente, ainda que essa ascensão seja modesta, não só àquilo que merece qualquer ser humano, mas em relação ao padrão de vida que levam tais intolerantes e antidemocratas.

A Folha insiste em caminhar na contramão da História. Na mesma semana em que as Forças Armadas bolivianas se declaram socialistas, nacionalistas e antiimperialistas, num país que carregou durante anos e anos o anátema de ter o maior índice de golpes de estado na América Latina, o jornal paulista alegra-se em conseguir abrir parcialmente alguns arquivos da ditadura e com isso, julga, poder mostrar o “passado negro” da nova presidente da República.

Triste jornalismo esse, feito de frustração, raiva, incompetência, tentativa de manipulação, desrespeito aos próprios leitores e – sobretudo – desprezo aos valores democráticos que, cinicamente, transfere aos seus adversários.

Não sei, e penso que poucos saberão, o que fará o jornal com aquilo que encontrar nos tais arquivos. Se ainda restar um pouco de dignidade ao seu conselho editorial, honrando a memória de alguns grandes e sérios jornalistas que por lá passaram, como Cláudio Abramo, por exemplo, deixarão de lado prováveis ressentimentos pessoais com o presidente Lula e com a presidente eleita e talvez reconheçam que um processo montado com “verdades’ e confissões sob tortura não é necessariamente uma peça íntegra e confiável de testemunho histórico. Afirmo-o com a convicção de quem passou pela mesma situação e, após dois anos de prisão, foi absolvido pela Justiça Militar.

Caso contrário, o jornal mostrará em definitivo qual é a democracia que defende e de qual liberdade de imprensa se utiliza, humilhando mais uma vez toda uma geração que lutou por liberdade, respeito e igualdade entre seus semelhantes.
Com isso, mostrará também às novas gerações que o uso de seus veículos para conduzir presos naqueles anos de chumbo foi mais do que uma ajuda interesseira e circunstancial, concedendo-lhes nós o benefício da dúvida.

Será essa “a grande vitória da sociedade brasileira”? Ou será aquela configurada nas urnas no último 31 de outubro?

Izaías Almada é escritor, dramaturgo, autor – entre outros – do livro “Teatro de Arena: uma estética de resistência” (Boitempo) e “Venezuela povo e Forças Armadas” (Caros Amigos).

Leia outros textos de Izaías Almada
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Novo Governo: Dilma é Dilma; a futura presidenta começa a mostrar sua marca

19/11/2010
Por Mauricio Dias, na CartaCapital

Os movimentos iniciais da presidente eleita Dilma Rousseff reafirmam a temida visão dos inseguros, homens e mulheres, de que ela é pessoa de personalidade forte. É sim e tem, também, mostrado identidade própria.

Dilma não é Lula. A criatura é diferente do criador. Assim, ela sabe que Lula é um político de carisma e popularidade insuperáveis e, por isso, não buscará esse caminho.

Parte da imprensa não percebeu que ela foi ministra de Lula, foi escolhida candidata por Lula, foi eleita pela popularidade do governo e com apoio do presidente Lula, mas, embora mantenha estreita relação política com Lula, é, agora, a futura presidente. Dilma tem quebrado padrões de referência na corte brasiliense. Fez isso ao se transferir, discretamente, para a Granja do Torto. E faz isso, ostensivamente, ao evitar a imprensa que, nesta fase, pratica o jogo natural da especulação em torno da composição do ministério. Um campo propício para as intrigas.

É o início da metamorfose necessária e essencial entre o que ela foi e o que ela será: uma mulher na Presidência.
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SBT desmascara homófobos da avenida Paulista

18.11.2010
Reportagem veiculada pelo Jornal do SBT desmonta a versão do advogado dos adolescentes de classe média alta que atacaram pessoas de madrugada na avenida Paulista de que teriam agredido as vítimas por terem sido “provocados” por elas.

Câmera de vigilância de um prédio na área em que ocorreram os fatos agora permitirá que a Justiça, querendo, puna exemplarmente os jovens que, agora se sabe, saíram pela principal avenida de São Paulo fazendo agressões contra transeuntes que julgavam homossexuais.

Espanta que só o SBT tenha se interessado em ir atrás de imagens que obviamente alguma câmera de vigilância – que há em grande quantidade naquela avenida – teria que ter gravado. O processo falimentar da emissora fez bem ao seu jornalismo.

Assista à reportagem no vídeo abaixo.


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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/11/sbt-desmascara-homofobos-da-avenida-paulista/

Qual será a manchete da Folha?

18 de novembro de 2010

Por Mair Pena Neto, em Direto da Redação

Qual será a manchete da Folha de S.Paulo quando tiver acesso aos autos do processo da ditadura contra a presidente eleita Dilma Rousseff, garantido pelos ministros do Superior Tribunal Militar? “Dilma participou do assalto a cofre de Ademar de Barros”, “Dilma tomou parte de assalto a banco que resultou na morte de inocentes”, “Dilma delatou companheiros”?

Qualquer que seja a escolha do jornal paulista diante do que poderá constar no processo, qual será a intenção de publicá-la? Fiz a mesma pergunta aqui neste espaço, antes do segundo turno das eleições presidenciais, quando estava evidente o objetivo da Folha de tentar interferir na votação de 31 de outubro com algum fato que pudesse macular a imagem da então candidata. E a repito agora, com Dilma eleita, para tentar compreender até onde está disposto a ir o jornal na sanha de deslegitimar a candidata escolhida pela maioria do povo brasileiro.

Não há nenhum problema em recuperar o passado de pessoas públicas, mesmo que este as denigra, desde que baseado em fatos e fontes confiáveis. Apresentar o papa Bento 16 como ex-integrante da juventude nazista, por exemplo, é indiscutível, pois imagens e registros atestados historicamente o comprovam. Isso não impede que os católicos o reconheçam como líder máximo da sua Igreja, contextualizando o ocorrido no tempo e no espaço.

O problema no caso de Dilma é que a Folha parece afoita em dar vazão a registros que foram obtidos em circunstâncias excepcionais. Dilma não compareceu a uma delegacia para prestar esclarecimentos, acompanhada de seu advogado, e nem respondeu a um processo legítimo. Muito do que consta nos autos de seu processo provavelmente foi obtido enquanto estava pendurada num pau de arara ou sentada na cadeira do dragão sendo barbaramente torturada.

Uma publicação jornalística com o mínimo de seriedade teria que levar isso em conta e não reproduzir simplesmente o que diz um processo suspeito, produzido por um governo que rompeu a ordem constitucional do país e adotou a tortura como instrumento de obter confissões, contrariando os princípios mais básicos dos direitos humanos. Foi esta conduta que os jornais adotaram quando a ditadura tentou apresentar a morte do jornalista Vladmir Herzog como suicídio. Ninguém, talvez com exceção da empresa que publica a Folha, aceitou a versão como verdade. O que provinha da ditadura não era confiável sob nenhuma hipótese.

Confissões sob tortura não têm valor jurídico. E reproduzi-las pura e simplesmente, escudando-se no fato de se tratarem de documentos oficiais, seria de uma leviandade ímpar. Outro agravante de tal divulgação seria legitimar a ditadura militar, um dos períodos mais cruéis e trágicos da história brasileira, confiando exclusivamente na veracidade dos documentos que produziu. O Brasil ainda não fechou a página do que se passou naqueles 25 anos para aceitar passivamente fatos originados nos porões do regime.

Não espero que a Folha não o faça. O jornal publicou coisa muito pior, como a ficha falsa de Dilma antes mesmo de a campanha começar. Talvez seja até uma tentativa de encontrar algo que repare a “barriga” do jornal ao publicar, sem nenhum critério de verificação, a tal ficha, proveniente de um site de ultradireita. Ou então, iniciar um terceiro turno, apresentando as armas para o combate sem tréguas que desempenhará nos próximos quatro anos.

Seja qual for o propósito, ele parece tudo, menos jornalístico. O empenho do jornal se coaduna muito mais com os seus próprios interesses do que com os interesses do país. Seja lá o que contiverem os autos, a sua publicação servirá, sobretudo, para diminuir ainda mais o tamanho da Folha de S.Paulo, que já saiu bem reduzida da recente eleição.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/qual-sera-a-manchete-da-folha.html

Sader: Quanto vale a palavra de torturadores?

18 de novembro de 2010

Por Emir Sader, no seu blog em Carta Maior

O Superior Tribunal Militar abriu o processo da Presidenta eleita, Dilma Rousseff, que um órgão da imprensa – aquele cuja executiva disse que a mídia é o partido político da oposição – buscava afoitamente na reta final da campanha eleitoral.

O que teremos nesse processo? A versão que os torturadores davam das suas vítimas, dos torturados. Essa mesma imprensa que reclamava, com razão, da censura, vai agora acreditar no que os verdugos diziam do crime monstruoso da tortura, que praticavam? E do comportamento das vitimas indefesas desse crime hediondo?

É como se levassem a sério o que os censores devem ter escrito sobre as publicações que censuravam e os jornalistas. Nós nunca os tomaríamos a sério, utilizamos os documentos da censura para denunciar ainda mais o obscurantismo da ditadura.

O processo tem que ser mais um instrumento de denúncia da tortura – crime imprescritível – e não instrumento de manipulação política justo do jornal que emprestou carros para que a órgãos da ditadura, disfarçados de jornalistas, cometessem suas atrocidades. O mesmo órgão que considerou que não tivemos uma ditadura, mas uma “ditabranda”.

O processo é um testemunho dos agentes do terror, daqueles que assaltaram pela força o Estado, destruíram a democracia e se apropriaram dos bens públicos para transformá-los em instrumentos dos crimes hediondos que cometeram – em nome da “democracia”.

Nas mãos de democratas, se transformará em mais uma prova da brutalidade dos crimes cometidos pela ditadura militar contra seus opositores. Nas mãos dos que foram complacentes e se beneficiaram da ditadura, será instrumento político torpe. A mídia que acreditar no que diziam os torturadores, será conivente com eles, ao invés de denunciar os crimes que eles cometeram.

Para os que se sujaram com a ditadura é insuportável que houve gente que se comportou com heroismo e dignidade. Querem enlamear a todos, porque se houve tanta gente que resistiu à ditadura, mesmo em condições limites, havia alternativa que não a conciliação e a conivência com a ditadura.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/emir-sader-quanto-vale-a-palavra-de-torturadores.html

Magno Malta sugere convocação dos donos da RBS para explicar preconceito

19.11.2010
Do blog de Luiz Carlos Azenha"


O discurso da senadora Ideli Salvatti, de Santa Catarina, foi aparteado pelo senador Magno Malta.

Falavam a respeito do comentário que reproduzo abaixo, na RBS de Santa Catarina:


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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/magno-malta-sugere-convocacao-dos-donos-da-rbs-para-explicar-preconceito.html

A Força e a Esperança da Favela

19.11.2010

Autor: Irineu Messias

A escadaria da minha favela,
Já não é mais aquela
Onde eu sentado, á tardinha,
Contemplava o córrego acolá...

Nem posso mais parar...
Pois os meninos da minha rua
Tornaram-se "cheira-cola";
Agridem os que sobem por ela,
Odeiam os que vão á escola.

A estrada que por muitas vezes passei,
Agora é um caminho escuro
Cheios de tantos perigos;
Não pude mais andar por lá.
Triste, muito triste, eu chorei...

Chorei.
Quando se sai
Da terra de nossa infância
Permanece em nós a vontade
De um dia voltar lá;
Voltar para encontrar nada pior,
Tudo melhor.
Mas quando voltei
Só deu vontade de chorar...


Chorar um choro sem lágrimas
Um choro da alma,
De tristeza e decepção
De que nada quase mudou
A vida em nada melhorou...

Mas o choro de minha alma,
Em dado momento cessou
Fui atingido por um raio de esperança
Que dentro do meu ser ressurgiu, brotou

Pois na alma de uma criança
Seja ela, branca ou negra,
More num palácio,
Ou numa favela
Reside a inocência e a esperança.

Mesmo rodeadas
De violência e tanto horror,
Deus na Sua benevolência.
Fará com que surjam delas grandes homens
Fortes mulheres que enfrentarão com garra,
Toda e qualquer dor

Transformarão suas realidades,
Refrearão muitas maldades
E os meninos da minha favela serão tão dignos,
Quanto os que moram nas belas
E prósperas cidades!

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Nota do Blog:

Publicada originalmente em 19.01.2010, neste blog.
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Fonte:http://irineumessias.blogspot.com/2010/01/forca-e-esperanca-da-favela.html