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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Comissão aprova inserção na mídia para centrais sindicais

17.11.2010
Substitutivo de Roberto Santiago definiu o horário destinado às centrais sindicais

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou nesta quarta-feira proposta que assegura às centrais sindicais 10 minutos semanais de transmissão gratuita em emissoras rádio e televisão. As transmissões deverão ser em bloco ou em inserções de 30 segundos a um minuto, no intervalo da programação normal das emissoras.

O texto estabelece também que os programas produzidos pelas centrais sindicais deverão ser transmitidos entre as 6 horas e as 22 horas das terças-feiras, com a finalidade exclusiva de:

- discutir matérias de interesse de seus representados;
- transmitir mensagens sobre a atuação da associação sindical;
- divulgar a posição da associação em relação a temas político-comunitários.

A proposta inclui a regra no Código Brasileiro de Telecomunicacões (Lei 4.117/62) - que estabelece as obrigações das radiodifusoras -, e estabelece que as emissoras de rádio e televisão terão direito a compensação fiscal pela cessão do horário gratuito.

Substitutivo

O texto aprovado na comissão é o substitutivo do deputado Roberto Santiago (PV-SP) ao Projeto de Lei 6257/09, do deputado Vicentinho (PT-SP), que tramitava apensado ao projeto principal (PL 6104/09), da deputada Manuela D`ávila (PCdoB-RS). O projeto da parlamentar gaúcha previa 10 minutos diários de programação sindical em rádio e TV, sete vezes mais que o texto aprovado.

Já o projeto do deputado Vicentinho estabelecia que a transmissão deveria ser feita entre as 20 horas e 22 horas das terças-feiras. Também assegurava a realização de um programa anual de dois minutos em cadeia nacional para cada central sindical.

Tramitação

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:


Reportagem - Tiago Miranda
Edição - Newton Araújo
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Fonte:http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/COMUNICACAO/151276-COMISSAO-APROVA-INSERCAO-NA-MIDIA-PARA-CENTRAIS-SINDICAIS.html

Marcos Coimbra: Como ficam as oposições depois da eleição

14 de Novembro de 2010

Por Marcos Coimbra*, no Correio Braziliense, via Vermelho

Os resultados das eleições foram ruins para as oposições. E a catástrofe só não foi maior porque uma de suas principais lideranças ficou preservada. Se não fosse a vitória de Aécio em Minas, o panorama seria pior.

As eleições para os governos estaduais não são um consolo. O fato de o PSDB ter mantido o controle do Executivo em São Paulo, Minas, Alagoas e Roraima, tê-lo conseguido no Paraná e o recuperado em Goiás, no Pará e em Tocantins, é relevante, mas não muda o quadro. Assim como não o alteram as vitórias do DEM em Santa Catarina e no Rio Grande do Norte.

Nenhum desses resultados tem projeção significativa fora das fronteiras de cada estado, a não ser, talvez, a mudança de status de Beto Richa, que passou de ator municipal a estadual. Em São Paulo e Minas, a troca de guarda nas administrações tucanas se deu com a substituição de personagens nacionais (Serra e Aécio) por figuras de expressão menos abrangente ou em início de carreira (Alckmin e Anastasia). Nos demais estados, o fato de um partido estar ou não no governo quer dizer pouco para a vida política brasileira (por mais relevante que seja no plano local).

As oposições se estadualizaram e perderam importância nacional. No Senado, diminuíram de tamanho e de capacidade de expressão, com a derrota de alguns de seus representantes mais emblemáticos. Na Câmara, seu recuo foi ainda mais dolorido, pois não era esperado.

Na nova Legislatura, as oposições não conseguirão impedir mudanças constitucionais, e nem instaurar ou bloquear CPIs, duas das prerrogativas que possuem. A menos que consigam se aproveitar das fissuras que existem no condomínio governista, pouco lhes resta, a não ser um papel simbólico.

Não é sempre ruim, para uma oposição, ser pequena. No autoritarismo, pode até ser motivo de orgulho, sinal de como é difícil resistir e da coragem de seus integrantes, como nos mostrou, em passado recente, Ulysses Guimarães. Na democracia, contudo, o caso é outro. Oposição pequena é apenas consequência da indiferença da maioria para com suas propostas e candidatos, e da preferência dos eleitores pelo governo.

O resultado da eleição presidencial é o pior. Perder pela terceira vez consecutiva é preocupante, pois mostra que faz muito tempo que ela não consegue responder ao sentimento majoritário das pessoas. Ficar 12 anos longe do poder quer dizer, entre outras coisas, ir sumindo da referência do cidadão comum, deixar de ser uma alternativa concreta e real. Começa a ser um jogo em que você só tem chance se o adversário errar.

Ter perdido como perderam é ainda mais negativo. Sozinhas, as oposições fizeram menos de 30% do voto total no primeiro turno e só foram ao segundo por obra de Marina Silva. Voltando às metáforas futebolísticas, foi como um gol em que a bola é mal chutada, mas entra, depois de esbarrar no juiz, desviar no defensor e tocar na trave. O gol vale, ainda que o atacante comemore cheio de vergonha.

Do final do primeiro turno ao segundo, a campanha Serra fez um desserviço ao país e prejudicou as oposições no longo prazo. Procurando navegar nos sentimentos mais retrógrados de nossa sociedade, apostou no atraso e se esqueceu de sua biografia. Acabou protagonista de cenas lamentáveis.

Foi uma candidatura errada do começo ao fim. E que quer, agora, uma sobrevida errada. Com ela, as oposições perderam a possibilidade de se renovar e se apresentar ao eleitorado com conteúdo e imagem nova.

Antes de partir em viagem de descanso, Serra disse que não considerava cumprida sua missão e que se despedia com apenas um “até breve”. Para ele, ao que parece, seria natural assumir a liderança das oposições ao governo Dilma e voltar a ser candidato a presidente em 2014.

Talvez para ele. Mas não para toda a oposição e, muito menos, para a importante parcela da opinião pública que se identifica com ela.

Só os mal informados achavam que Serra era a solução para as oposições nas eleições deste ano. Agora, qualquer um vê que ele é o problema. Não é o único, mas um dos maiores.

* Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/marcos-coimbra-como-ficam-as-oposicoes-depois-da-eleicao.html

CUT fará ato político em homenagem aos que lutaram contra ditadura

17 de novembro de 2010 às 18:49

17.11.2010


CUT vai organizar ato político em homenagem aos combatentes da ditadura no dia 13 de dezembro, aniversário do AI-5

do site da CUT

Decidido hoje durante a reunião da Executiva Nacional da CUT, que está acontecendo em São Paulo.

Foi sugestão do diretor executivo da Central, Adeilson Telles, companheiro e amigo.

Queremos reunir personagens da luta contra a ditadura militar e pela liberdade e justiça social num ato político para celebrar um capítulo importante das conquistas do povo brasileiro. O dia 13 é aniversário do odioso AI-5.

O ato deve acontecer no Rio ou em São Paulo – pensamos no TUCA (SP), na Fundição Progresso ou Teatro Casagrande (RJ). Como a idéia é nova, os contatos com essas casas apenas começaram.

O mais importante, porém, é que vamos reafirmar a beleza e a nobreza da luta de toda uma geração, que nos trouxe até o processo de mudanças que vivemos hoje. Assim, vamos nos contrapor ao discurso de direita que foi muito utilizado pela campanha de José Serra e que agora recrudesce em alguns setores da sociedade.

Parte desse discurso tenta transmitir às novas gerações que a luta contra a ditadura foi obra de “terroristas”, “ladrões” e outros adjetivos que tentam desqualificar a luta e apagar a História.

Discurso que ganhou hoje a manchete da Folha de S. Paulo, empresa que contribuiu com a ditadura militar (a qual chamou de ditabranda recentemente) e que agora quer explorar a prisão de Dilma durante aquele período através dos olhos – e das fichas – dos torturadores.

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Soledad no Recife em julho

Trazido do Viomundo antigo, onde foi publicado originalmente em 27 de junho de 2009

soledad.jpg

por Conceição Lemes

Soledad Barret Viedma.

Eu a “conheci” ao ler uma coluna do jornalista e escritor pernambucano Urariano Mota, em Direto da Redação. Fascinou-me na hora. Uma jovem idealista, corajosa, doce e linda, muito linda.Foi torturada e morta no Recife em 1973, grávida, depois de ser entregue ao delegado Sílvio Paranhos Fleury, traída pelo cabo Anselmo , de quem trazia um filho na barriga. O texto era tão terno, carinhoso, delicado. Confesso que me passou pela cabeça os dois terem sido namorados.

Emocionou-me tanto a história, que, imediatamente, quis saber mais de Soledad. Daí nasceu esta conversa com Urariano, que lança, em julho, o livro “Soledad no Recife” pela editora Boitempo. Ele é autor do romance “Os Corações Futuristas”, cuja paisagem é a ditadura Médici.

Viomundo — Por que Soledad? Na sua coluna, você diz que só agora teve condições de mergulhar nas entranhas daquele momento. Por quê?

Urariano Mota — Há temas que nos perseguem, embora nem sempre a gente perceba. No meu primeiro livro, o romance “Os corações futuristas”, houve Cíntia, uma brava socialista. Já no destino trágico de Cíntia havia um destino de Soledad. A “diferença” é que Cíntia se apoiava em outra pessoa, em outra militante. Enquanto Soledad, pelo menos quero crer e me empenhei muito por isso, Soledad é a pessoa. É a própria pessoa, pelo menos desejo ter realizado isso.

Por que só agora, 36 anos depois? De um ponto de vista pessoal, estou mais apto e cônscio de minhas fronteiras. De um ponto de vista mais geral, digamos, objetivo, o crime contra Soledad é o caso mais eloqüente da guerra suja da ditadura no Brasil. A traição que ela sofreu expressa, com vigor, a traição contra jovens do sentimento mais generoso, que é o sentimento de humanidade, do mundo.

Viomundo — Era tua amiga? Como ela era?

Urariano Mota — Eu sou fundamentalmente um escritor. Isso quer dizer, expresso minha experiência vivida, sempre. Ou em fatos biográficos, testemunhados e sofridos, ou em fatos imaginados, recompostos, ressurgidos, que são também, para a literatura, para o artista, fatos testemunhados e sofridos. Soledad não era, ela é minha amiga. Mas não trocamos palavras em sua curta vida. Este livro diz a ela, fala as palavras que não podemos trocar, no Recife da ditadura Médici.

Mais de uma pessoa, para não dizer quase todas as pessoas, pensam que Soledad foi minha namorada, que eu a conheci pessoalmente. Isso vem da narração e da forma apaixonada do relato. Essa impressão surge, veio e vem do livro. Mais de um leitor já recebeu essa impressão. Isso se deve à mistura, em um só corpo, de pessoas e fatos absolutamente reais, documentados, sabidos, ao sentimento que tenho daqueles dias. O documento vivido pela segunda vez. Então, é claro, o elemento “ficcional” virou factual. Como ela era, como ela é, o livro dirá.

Viomundo – É citado o massacre da chácara São Bento. Que lembrança isso traz?

Urariano Mota – As notícias, publicadas em todo o Brasil em janeiro de 1973, dos seis “terroristas” mortos no aparelho da São Bento, são absolutamente falsas. As “notícias” de terroristas mortos, naquele tempo, eram reproduzidas com a mesma redação e teor em toda a imprensa brasileira. Vinham da agência de segurança nacional. Jamais houve o “massacre da chácara São Bento”. Houve a execução fria, planejada, de seis bravos militantes. A chácara foi o teatrinho criado para a execução de seis bravos.

Soledad Barret Viedma e Pauline Reichstul – há testemunho público disso – foram assaltadas em uma butique no Recife, de surpresa espancadas sob pistolas e seqüestradas. Em uma mangueira, por trás da butique, a proprietária notou depois sangue, vômito e urina. Isso de modo público, à vista de todos. Jarbas Pereira Marques, outro militante, que aparece entre os terroristas da chácara, foi retirado da livraria onde trabalhava, à luz do dia.
Digo isso no livro, e repito aqui: em uma ditadura, até as datas dos jornais são falsas.

Viomundo — Soledad foi traída pelo cabo Anselmo, que a delatou ao delegado Fleury. Você conheceu o cabo Anselmo? O que sente por ele?

Urariano Mota — Eu estudo o seu caráter há muitos e muitos anos. Ele é objeto de minha permanente observação e pesquisa. No entanto, jamais vi na rua o cabo Anselmo. Eu o conheço por seus cadáveres, que ele arrasta como uma cauda. Fui, sou amigo de quem ele perseguiu, traiu e matou.

Ninguém podia imaginar que ele fosse uma infiltração. Anselmo pertence à família dos agentes duplos, dos instrumentos de política que se chamam espiões. Isso quer dizer: ele é um mundo de mentiras. Ele era e é um sistema em que mentiras armam mentiras, que constroem mentiras, sempre. Isso quer dizer, enfim, que tudo quanto esse instrumento dizia e disser, falar, deve ser posto sob absoluta desconfiança, porque ele mente por sistema, por hábito, por defesa, por ataque e natureza. Não se pode acreditar em uma só das suas palavras. Quando ele diz eu amo, eu respeito, o bom senso deve traduzir de imediato, ele odeia e despreza.

Sou de opinião que não importa o seu último nome. Porque ele não tem outro nome nem outra face. Jonas, Daniel, José, com barba, sem barba, magro, gordo, com novos olhos, novas orelhas, novo nariz, nova boca, não importa. Ele será sempre, para onde for, cabo Anselmo, aquele que gerou a morte da sua companheira, que trazia um filho no ventre.

Viomundo — Soledad morreu jovem, linda. Se ela vivesse no Brasil de hoje, o que estaria fazendo Soledad, em quem votaria, o que a preocuparia?

Urariano Mota – É a pergunta mais difícil. Mas sei, ou posso ter a esperança de que ela estaria no movimento socialista, com um apoio crítico ao governo Lula. Continuaria linda, pelo fogo que tomava o seu corpo e sua vida, que não se apaga, não arrefece, apenas fica mais maturado. Como um vinho decantado que embriaga melhor.

Para ela, viva neste 2009, digo o que escrevi no livro:

Soledad não é só a mulher bonita, de um ponto de vista físico, cuja fotografia revela apenas uma estação do seu ser. Uma estação imóvel do seu peito dinâmico, e de tal modo que dará ao fotógrafo o que se diz de um mau desenhista, “isto não se parece com ela, não saiu parecido”. E se pedirá então ao fotógrafo o absurdo, a saber, que a máquina, a mecânica, reproduza um ser, a textura, cor e delicadeza da orquídea, da pessoa mesma. Como se fosse possível da flor um close que a isolasse do ar que ela respira, do campo em torno, do cheiro que exala, em resumo, como se fosse possível reproduzir o complexo, a conspiração de sentidos que se dirigem para um único fim, a pessoa, o ser vivo, poderoso em nos despertar amor, afeição, paixão, tar a e paz, que buscamos como a uma miragem. Ainda assim, se sabemos que na flor há um ser inalcançado na fotografia, se comparamos, se transpomos mal, imagine-se então Soledad no lugar dessa flor do campo. Imaginamos mal e mau, já vêem. Flor não se rebela nem canta. Flor nos desperta canção e rebeldia, quando machucada. Mas a pessoa de Soledad, ainda que lembre essa flor – e é irrecusável não lhe ver a pele como o tecido de uma pétala -, e assim a lembraremos pelo vento forte e traiçoeiro que se prepara para a muchucar e destruir, ainda assim, como a superar tal associação, ainda que nos persiga como só uma idéia é capaz de perseguir, hoje, neste dia do seu aniversário, ela está mais bela que antes. ¡ Arriba, Sol!

Como aperitivo, encante-se com mais estes dois momentos de”Soledad no Recife”

Primeira vez em que Urariano fala de Soledad no livro

Eu a vi primeiro numa noite de sexta-feira de carnaval. Fossem outras circunstâncias, diria que a visão de Soledad, naquela sexta-feira de 1972, dava na gente a vontade de cantar. Mas eu a vi, como se fosse a primeira vez, quando saíamos do Coliseu, o cinema de arte daqueles tempos no Recife. Vi-a, olhei-a e voltei a olhá-la por impulso, porque a sua pessoa assim exigia, mas logo depois tornei a mim mesmo, tonto que eu estava ainda com as imagens do filme. Num lago que já não estava tranquilo, perturbado a sua visão me deixou. Assim como muitos anos depois, quando saí de uma exposição de gravuras de Goya, quando saí daqueles desenhos, daquele homem metade tronco de árvore, metade gente, eu me encontrava com dificuldade de voltar ao cotidiano, ao mundo normal, “alienado”, como dizíamos então. Saíamos do cinema eu e Ivan, ao fim do mal digerido O anjo exterminador. Imagens estranhas e invasoras assaltavam a gente.

A vontade que dava de cantar retornou adiante, naquela mesma noite. No Bar de Aroeira, no pátio de São Pedro, naquela sexta-feira gorda. Como são pequenas as cidades para os que têm convicções semelhantes! Estávamos eu e Ivan sentados em bancos rústicos de madeira, na segunda batida de limão, quando irromperam Júlio, ela e um terceiro, que eu não conhecia. Ela veio, Júlio veio, o terceiro veio, mas foi como se ela se distanciasse à frente – diria mesmo, como se existisse só ela, e de tal modo que eu baixei os olhos. “Como é bela”, eu me disse, quando na verdade eu traduzi para beleza o que era graça, graça e terna feminilidade.

A morte de Soledad

Chegamos agora mais perto de Soledad Barret Viedma. Excluo-me, na medida do possível, da qualidade daquele que a amou em silêncio.

Há quem considere que a morte de Soledad, nas circunstâncias que conhecemos mais tarde, deu-se em razão de sua ternura. Isso é mais que um namoro, um interlúdio, para dizer que ela esculpiu a própria sorte, porque, diabo, era terna e verdadeira. Com a evidência de um escândalo. Prenhe de ternura até as raias do suicídio. Esse elogio torto, digno da reen¬carnação e pele de um Anselmo 2, é como um açúcar no sal de sua execução. Um doce, um mel, a lhe correr sobre os lábios entre coices, descargas elétricas e afogamentos. Conviria melhor ser dito que ela, por suas qualidades raras de pessoa, estava condenada.

Vá ao blog de Urariano Mota

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/cut-fara-ato-politico-para-homenagear-os-que-lutaram-contra-a-ditadura.html

Que uso fará a Folha do processo da Dilma liberado pela Justiça Militar?

Quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O jornal Folha de São Paulo queria procurar pêlo em ovo no processo da ditadura que levou Dilma Rousseff à prisão, para eleger José Serra. Não conseguiu.

Agora, o Superior Tribunal Militar (STM) liberou o acesso aos documentos do processo, e agora, fora do período eleitoral, a Folha não tem muita escolha a não ser publicar a verdade, inclusive apontando os erros e abusos.

A decisão se aplica ao pedido específico feito pelo jornal, mas deve pautar o posicionamento do tribunal em relação a pedidos semelhantes.

De acordo com o STM, o acesso à consulta e a cópias do processo só poderá ocorrer após a publicação da decisão, que deve ocorrer na próxima segunda-feira (22).
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/que-uso-fara-folha-do-processo-da-dilma.html

Imagens mostram detalhes do mensalão do DEM

17.11.2010

Imagens gravadas na casa da promotora Deborah Guerner, do Ministério Público do Distrito Federal, mostram como era escondido parte do dinheiro que alimentou o esquema de corrupção do mensalão do DEM no Distrito Federal. Nas gravações, exibidas ontem à noite pelo Jornal Nacional, Veja aqui o vídeo, o marido de Deborah, Jorge Guerner, aparece demonstrando como faria para enganar a polícia, se houvesse flagrante na residência. A promotora, o marido e o ex-procuradorgeral de Justiça Leonardo Bandarra - que também aparece no vídeo - foram denunciados à Justiça Federal pelo envolvimento no escândalo do ex governador do DEM, José Roberto Arruda.

Com dois maços de dinheiro, um em cada mão, Jorge explica que guardaria o dinheiro no cofre dentro da casa para despistar uma eventual ação policial. Na residência, havia outro cofre, enterrado no quintal, onde estava guardado um maior volume de dinheiro, fruto da corrupção.

Vou botar esse num cofre e esse no outro. Se eles (polícias) acharem, o que acontece? Eles acham que a gente só tem esse dinheiro e não procuram mais - disse Jorge, no vídeo.

As imagens foram gravadas em junho pelo sistema de segurança interno da própria casa.As fitas foram apreendidas pela Polícia Federal com autorização judicial. Numa das cenas, Leonardo Bandarra chega de moto na casa dos Guerner e só tira o capacete quando está dentro da residência. Segundo o Ministério Público Federal, ele não queria ser identificado ao entrar.

Na casa, que fica no bairro Lago Sul, o grupo se reunia para discutir a atuação no esquema de Durval Barbosa, que foi secretário do ex-governador José Roberto Arruda, preso sob a acusação de chefiar o esquema de corrupção. Durval era réu em vários processos e relatou, ao depor no MP, que pagava a Bandarra e a Deborah para receber informações privilegiadas sobre seus processos.

Deborah chegou a mostrar a Durval uma ordem de busca e apreensão expedida contra ele, em maio de 2008. O grupo pediu R$ 1 milhão a Durval. Em depoimento, Durval disse que pediu a Arruda ajuda para pagar a propina. Segundo relato do próprio Durval, a comissão teria sido paga em duas vezes. A partir de então, contou o ex-assessor de Arruda, os integrantes do MP do Distrito Federal teriam passado a cobrar um "mensalão" de R$ 300 mil.

Segundo o Ministério Público, Durval obtinha esse dinheiro do esquema de Arruda. Com o escândalo, Arruda que era cotadoc omo o vice do ex- candidato a presidência, José Serra (PSDB), além de ser preso, acabou renunciando ao cargo. Nas investigações da chamada Operação Caixa de Pandora, a PF descobriu as ligações com Bandarra. Ele foi afastado do cargo e é alvo de investigação disciplinar do Conselho Nacional do Ministério Público. Também é investigado pelos colegas do MP no Distrito Federal.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/imagens-mostram-detalhes-do-mensalao-do.html

Ódio aos pobres na TV Globo vira notícia na Record

18.11.2010


O jornalista Luiz Carlos Prates, da afiliada da Rede Globo, de Santa Catarina, diz que classe C não deveria poder comprar carro, dando a entender que "atrapalha" o trânsito dos mais ricos. O jornalista ainda criticou o governo por estimular a oferta de crédito para que pessoas de baixa renda comprem carros.

Que livros o jornalista anda lendo?
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/odio-aos-pobres-na-tv-globo-vira.html

O que mudou no ensino superior e a renovação na graduação

09/11/2010
Por Saul Leblon

Pós-graduação nova no Brasil

Naomar de Almeida Filho, professor titular do Instituto de Saúde Coletiva e do Instituto Milton Santos de Humanidades, Artes e Ciências da Universidade Federal da Bahia, da qual foi reitorFolha de S. Paulo, 12-11-2010.

"Precisamos recriar o modelo nacional de pós-graduação; antes de tudo, o abismo entre graduação e pós-graduação no país deve ser removido". afirma Eis o artigo.


A universidade brasileira vive raro momento de inovação e expansão, propício para rever práticas e repensar estruturas.

Nesse contexto, vale destacar a criação de novas modalidades de graduação, compatíveis com o "college" norte-americano e o "bachelor" de Bolonha, na Europa.

A UFABC (Universidade Federal do ABC) foi inaugurada em 2005 com o bacharelado em ciência e tecnologia, um primeiro ciclo de três anos com onze opções de segundo ciclo.

Em 2007, a UFBA (Universidade Federal da Bahia) aprovou a oferta de bacharelados interdisciplinares como primeiro ciclo para 81 opções de graduação. Dentro do Reuni, outras instituições seguem essa tendência inovadora: UFSC, UFRN, Ufersa, UFCG, UFRB, UFJF, Unifal, UFVJM, UFSJ, Unifei, UFV, UFRJ, Ufac e Ufopa.

A Unesp abre o bacharelado em ciências exatas, curso de três anos com opções de segundo ciclo, e a Unicamp inicia um programa interdisciplinar de dois anos, primeiro ciclo geral para formação profissional específica.

Em 2011, mais de 10 mil estudantes estarão matriculados em 26 cursos de graduação de primeiro ciclo, em algumas das melhores universidades brasileiras.

A graduação se renova, portanto.

Não obstante, se quisermos avançar no desejado processo de internacionalização, precisamos agora recriar o modelo nacional de pós-graduação.

Para isso, antes de tudo, o abismo entre graduação e pós-graduação, que trava a educação superior brasileira, herança do Parecer Sucupira de 1966 e da reforma universitária de 1968, deve ser removido.
Assim, poderemos integrar graduação e mestrado, diferenciando-os do doutorado.

Mestrado é educação em métodos, conhecimentos e práticas, enquanto doutorado implica formação em pesquisa e criação. Por isso, a matriz curricular do doutorado, efetivamente focada na produção orientada de conhecimento e inovação, terá o mínimo de cursos.

Em todos os níveis, componentes curriculares serão organizados não por titulação, mas por nível de profundidade. Flexíveis, estarão abertos a qualquer aluno, de graduação ou de pós, que demonstre estar habilitado a cursá-los.

Enfim, haverá relativa autonomia entre processos formativos e processos avaliativos (exames de qualificação, teses e dissertações), com bancas compostas por examinadores externos aos programas, que, excluindo o orientador, permitirão maior controle de qualidade acadêmica.

Essas propostas articulam soluções consagradas em países com tradição universitária consolidada. A estrutura curricular mínima define o modelo inglês de doutorado.

A centralidade do trabalho de pesquisa, criação ou inovação inspira-se no modelo alemão. A sequência de exames de qualificação tem como referência o modelo norte-americano dos "graduate studies". A avaliação da tese por examinador externo antes da defesa tem base no modelo francês, com a figura do "rapporteur".

Renovada, a arquitetura curricular dos programas de pós-graduação será mais orgânica ao ciclo atual de crescimento da pesquisa nacional. Isso facilitará a inserção internacional da universidade brasileira, contribuindo para o desenvolvimento soberano do país.

Em 2009, número de novos alunos aumentou 17% em relação a 2008 | De São Paulo
29/10/2010

O Brasil pode atingir a marca de 1 milhão de matrículas no ensino superior federal em 2012, ano de conclusão do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Previsão do Ministério da Educação (MEC) aponta crescimento da oferta de vagas superior a 75% em relação aos 643,1 mil alunos matriculados em 2008, quando começou a execução do Reuni.

Números oficiais do Censo da Educação Superior 2009, que será divulgado nas próximas semanas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram que foram criadas 210,2 mil vagas nas universidades federais no ano passado, o que representa crescimento de 24% sobre 2008. Com isso, a taxa de matrículas em 2009 registrou a entrada de 752,8 mil novos alunos na rede pública federal, uma alta de 17% em comparação com o ano letivo anterior. Para 2010, a previsão é que sejam registradas 860 mil matrículas (avanço de 14%), revelou uma fonte do MEC.

A taxa de formação dos estudantes reverteu queda de 2008 e voltou a crescer, embora em ritmo mais lento do que o da oferta de vagas: foram 91.576 concluintes em 2009 contra 84.034 no ano anterior, variação positiva de 9%. Na avaliação da fonte ministerial, a tendência é de aumento mais forte das graduações nos próximos anos. "O tempo médio de formação da maioria dos cursos é de 4,5 anos. À medida em o Reuni avança também deveremos registrar alguns repiques nos índices de conclusão dos universitários."


De Norte a Sul, campi viram canteiros de obra

Dois anos depois da implantação do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que injetará R$ 3 bilhões até 2012 na rede federal de ensino superior, o Ministério da Educação (MEC) contabiliza a construção de 128 novos campi universitários, que se estendem por mais de 220 cidades brasileiras.

Reitores de todo o país, segundo matéria pública nesta sexta-feira (29) pelo jornal Valor Econômico, afirmaram que depois de mais de dez anos sem investimentos significativos em ampliação, as universidades federais são consideradas "verdadeiros canteiros de obra". "São 3,5 milhões de m2 de área construída ou em fase de reforma em todo o Brasil", diz Maria Paula Dallari Bucci, secretária de Ensino Superior do ministério.

Um exemplo disso, ocorre na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde o orçamento cresceu 56% entre 2004 e 2010, atingindo a marca dos R$ 454 milhões, sem considerar pagamentos a inativos e sentenças judiciais. A adesão ao Reuni permitiu a instituição contratar 450 professores e 400 servidores a partir de 2007.

O reitor Carlos Alexandre Netto informa que outros concursos estão paralisados por causa do período eleitoral. "Os dados mostram que, pela primeira vez, o Brasil vive uma política séria de apoio à educação superior. O que se demonstra é um aumento de 10% do orçamento de custeio, que paga as despesas correntes da nossa instituição, e aumento significativo de capital pelo Reuni, que garante obras, novos cursos e a entrada e permanência de novos estudantes", relata.

Para a deputada Maria do Rosário (PT-SP), que presidiu a Comissão de Educação e Cultura da Câmara em 2009, com o governo Lula as mudanças na área de educação superior trouxeram um verdadeiro divisor de águas. "A educação com o presidente Lula está no centro do projeto de desenvolvimento. Ela tornou-se a mola propulsora da inclusão e da mudança do Brasil. O ensino superior viveu uma estagnação ao longo de muitos anos, e só no governo petista recebeu investimentos significativos", afirmou.

O resultado de tudo isso, de acordo com a petista, é o aumento expressivo do número de jovens cursando ensino superior e, por conseqüência, uma mão de obra mais qualificada para dar subsídio ao crescimento do País como um todo.

Outros exemplos - A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a UFPE, em Pernambuco, planejaram expansão em direção ao interior. No caso da primeira, o crescimento orçamentário, de 77% de 2004 a 2010 (para R$ 203 milhões), permitiu que antigas unidades acadêmicas provisórias - instaladas em Benjamim Constant, a mil quilômetros da sede em Manaus, na fronteira com a Colômbia e o Peru - fossem convertidas em um campus permanente.
A expansão da Ufam também chegou às cidade maiores, como Humaitá, Parintins, Coari e Itaquatiara. Carvalho diz que a escolha dos cursos nesses locais está relacionado com o perfil econômico e cultural, além das tradicionais licenciaturas, estratégia para fortalecer a educação básica. A UFPE focou grandes reformas no campus de Recife e a expansão dos campi de Caruaru e Vitória de Santo Antão. O orçamento da universidade nordestina cresceu 14% nos últimos sete anos, para R$ 300,9 milhões.

O reitor Edward Madureira Brasil, da Universidade Federal de Goiás (UFG), destaca a construção de novos prédios de salas de aula e laboratórios de pesquisa, obras viárias nos dois campi da capital goiana e nos de Jataí e Catalão.

Os planos do pró-reitor de administração da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), Manoel Fernando Martins, para cumprir as metas do Reuni é abrir cerca de mil vagas por ano até 2012. A instituição conta com orçamento de R$ 150,5 milhões neste ano. "Estamos resgatando uma dívida com a sociedade, que permaneceu intocada entre 1994 e 2004. Estamos voltando a manter estrutura do início da década de 1990, resgatando o nível de funcionamento de antes, mas ainda com muito atraso", avalia Martins.

[ Valor Econômico- 29-10]
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=609

Nos tempos da inflação

12.11.2010

Em Além do feijão com arroz, ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega faz revelações sobre o governo de Sarney, entre outras "bombas"

Alex Solnik

Maílson da Nóbrega é convocado para encontrar-se com o presidente da República na Ilha de Curupu. José Sarney o recebe com pompas, comunica a intenção de fazê-lo Ministro da Fazenda - interino ele já era -, mas pede alguns dias para bater o martelo. "Antes, preciso conversar com o Dr. Roberto Marinho." (dono da Rede Globo, morto em 2003).

Esta é uma das muitas revelações da autobiografia Além do Feijão com Arroz (com Louise Sottomayor, Editora Civilização Brasileira), que será lançada no próximo dia 15, em São Paulo, e da qual a revista Brasileiros publica trechos na edição de novembro.

Dias depois da viagem a Curupu, Sarney pede a Maílson para se encontrar com o Dr. Roberto Marinho. Maílson já é ministro interino, mas é ele quem se desloca até o escritório do empresário. Chegando lá, é submetido a uma série de questões, trata-se de uma sabatina sobre a inflação. Satisfeito com o desempenho, o dono da Globo manda sua TV dar a notícia da nomeação antes do anúncio do governo.

Aquilo foi só o começo. A cada passo que dava, Maílson descobria a sombra do Dr. Roberto. Quando decidiu demitir um presidente do Banco do Brasil que o desobedeceu, Sarney o alertou:

"Antes, explique ao Dr. Roberto. Eles são amigos."

Não perca matéria completa na edição 40 da Brasileiros, em breve nas bancas!
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Fonte:http://www.revistabrasileiros.com.br/secoes/o-lado-b-da-noticia/noticias/1941/

DEMos já querem fazer lei para cassar Lula

18 de novembro de 2010

O senador Demóstenes Torres (DEMos-GO) defendeu na OAB emenda à Constituição para proibir terceiro mandato, mesmo que não seja consecutivo.

O endereço é certo: impedir a possibilidade do presidente Lula voltar a concorrer à presidência algum dia, seja em 2018, seja em 2014.

A cara-de-pau do senador do DEMos é tão grande, que ele acaba de se reeleger em Goiás para o senado, formando chapa e apoiado Marconi Perillo (PSDB/GO) para ocupar justamente o 3º mandato como governador.

Melhor seria uma emenda para proibir a reeleição por longos 8 anos de senadores como este que, em vez de pensar em leis para o bem do Brasil, usa seu mandato para conspirar contra um presidente popular.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/demos-ja-querem-fazer-lei-para-cassar.html

CNTSS/CUT promove reunião com sindicatos federais,em Brasília/DF

18 de novembro de 2010
Por Irineu Messias,
Direto de Brasília/DF

Miraci Astun, Terezinha Aguiar e Irineu Messias,
na reunião da CNTSS/CUT, no Auditório da CUT, em Brasília

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social - CNTSS~CUT, promove reunião com sindicatos dos servidores federais para retomar as negociações as negociaçoes para os diversos segmentos representados pela Confederação que são: INSS, ANVISA, MINISTERIO DA SAÚDE, DO TRABALHO, PREVIDÊNCIA, FUNASA, RFB.

Compareceram a reunião 10 dos 13 sindicatos federais filiados CNTSS. O objetivo do encontro além de traçar estratégias de lutas , é também eleger a Coordenação Nacional do Servidores da CNTSS.

Coordenado por Terezinha Aguiar, vice-presidente da Confederação, o encontro irá elaborar um documento a ser entregue à Secretaria de Recursos Humanos do Ministerio do Planejamento cobrando a retomada imediata das negociações para os servidores da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho, tendo em vista que esta Carreira tem uma das piores tabelas salariais da Esplanada dos Ministérios.

Irineu Messias, Secretário de Finanças da Confederação, começou o encontro na manhã de ontem, com uma exposição das principais demandas dos vários setores da Confederação. Iniciou pelas demandas do Ministério da Saúde, passando pelo Ministério da Previdência Social e dsobre para as principais demandas dos servidores do INSS, que são: GDASS e seu valor muito alto em relação ao vencimento básico; retomada da jornada de trabalho de 06 horas, particularmente para os que atendem nas Agências da Previdências; os problemas causados pela implantação do ponto eletrônico; a avaliação de desempenho e o adoecimento frequente dos servidores, além de outras questões pertinentes à Carreira do Seguro Social.

A reunião acontecera até hoje, 18 de novembro de 2010.

Os debates aconteceram,ontem, no auditório da CUT de Brasíia. Hoje, será no auditório da CUT Nacional, no setor comercial sul, no Edifício Central.

Comissão de transição da presidenta Dilma

O encontro vai definir as diretrizes gerais de um documento contendo todas as pautas dos servidores federais da Seguridades com todas as suas especificidades que será entregue à Comissão de Transição da presidenta Dilma Roussef.

Participantes

Participam do encontro os seguntes estados: Pernambuco, Goiás, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Bahia, São Paulo, Paraíba, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Coordenação dos servidores federais da CNTSS

Hoje, durante o encontro será eleita a Coordenação Nacional dos Servidores Federais da Confederação. Esta instância organizativa criada no congresso na Confederação , realizada em São Paulo, em junho deste ano.

Esta Coordenação tem por objetivo aprimorar cada vez as demandas dos diversos segmentos dos servidores federais,cuja tendência, é cada vez pela fragmentação: ANVISA, INSS, MINISTÉRIO DA SAÚDE, MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL,MINISTÉRIO DO TRABALHO, FUNASA, DATASUS e RFB( servidos oriundo do INSS).

Composição da Coordenação

Será formada por 5 integrantes; além desses titulares, serão escolhidos mais 3 suplentes. Espera-se que a eleição se dê de forma tranquila, quiçá com uma chapa consensual.

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ABI CELEBRA 100 ANOS DA REVOLTA DA CHIBATA

16.11.2010
Por Redação

Visando a divulgação do centenário da rebelião que ficou conhecida como A Revolta da Chibata, a Funarte, com apoio da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), convidou o grupo paulista Tuov (Teatro Popular União e Olho Vivo para encenar), no próximo sábado (20), às 17h, no Auditório Oscar Guanabarindo, na ABI, com a peça “João Cândido do Brasil – A Revolta da Chibata”. A entrada será gratuita.

A peça conta a história da liderança do marinheiro gaúcho e afro-descendente João Candido Felisberto que fez com que o movimento rebelde conhecido como A Revolta da Chibata ultrapassasse o episódio ocorrido na marinha de guerra do Brasil, que se desenrolou em novembro de 1910, no Rio de Janeiro, para uma ampla conotação social.

Sobre o trabalho, o autor e diretor César Vieira diz que “o espetáculo estreou em novembro de 2001, no Teatro Municipal de Santo André como resultado de dois anos de pesquisas. Foram mais de 50 obras que direta ou indiretamente, abordaram o tema da rebelião dos marujos negros que em 1910, no Rio de Janeiro, içou a bandeira encarnada, símbolo da luta por melhores condições de vida. Livros sobre o tema, bem como jornais e revistas da época foram demoradamente estudados. Foi feito um levantamento minucioso dos costumes, músicas e principalmente foi levantada a situação sócio, econômica, cultural e política do período. Mais de 200 fichas levaram ao quadro dramático que resultou no roteiro de encenação, privilegiando o trabalho coletivo”, diz o diretor.

Com esta encenação, o Tuov dá continuidade à sua busca de um teatro popular, ajudando a levantar o véu de esquecimento sobre uma das mais importantes páginas de nossa história e reforça o debate sobre a questão racial em nosso país.

O Almirante Negro

A Revolta da Chibata ocorreu durante o governo de Hermes da Fonseca, em 1910. Foi um levante de cunho social, realizado em subdivisões da Marinha, sediadas no Rio de Janeiro. O objetivo era pôr fim às punições físicas a que eram submetidos os marinheiros, como as chicotadas. Os marinheiros requeriam também uma alimentação mais saudável e que fosse colocada em prática a lei de reajuste de seus honorários, já votada pelo Congresso. De todos os pedidos requeridos, o que mais afligia os marujos eram os constantes castigos a que eram sujeitos. Esta situação revoltou os marinheiros, que eram obrigados, por seus comandantes, a assistir a todas as punições aplicadas, para que elas servissem de exemplo. Os soldados se juntavam e ao estampido de tambores traziam o rebelado, despido na parte de cima e com as mãos atadas, iniciando o castigo.

A sublevação deu-se quando um marinheiro de nome Marcelino Rodrigues levou 250 chicotadas no convés do navio de guerra Minas Gerais.

O presidente Hermes da Fonseca percebeu que não se tratava de um blefe e decidiu ceder diante do ultimato dos insurgentes. Os marinheiros confiaram no presidente, entregaram as armas e os navios rebelados, mas com o término do conflito o governante não cumpriu com a sua palavra e baniu alguns marinheiros que haviam feito parte do motim. Os marinheiros não se omitiram diante deste fato, estourando outro levante na Ilha das Cobras, o qual foi severamente abafado pelas tropas do governo. Muitos marujos morreram, outros tantos foram banidos da Marinha. Quanto a João Cândido, foi aprisionado e atirado em um calabouço na Ilha das Cobras, sendo depois internado no Hospital de Alienados da Praia Vermelha. Em 1912 ele foi julgado e considerado inocente. Historicamente ficou conhecido como o Almirante Negro, aquele que aboliu o uso da chibata na Marinha brasileira.

Sobre o Tuov

O Tuov – Teatro Popular União e Olho Vivo é uma companhia paulista de teatro popular fundada na década de 1960, a partir de várias reuniões na Faculdade de Direito no Largo de São Francisco – USP. É um dos mais antigos grupos de teatro do Brasil e tem objetivo de se apresentar para as comunidades carentes da grande São Paulo, tendo atingido um público estimado de três milhões de pessoas. Suas encenações se inspiram na arte popular brasileira: o carnaval, o bumba meu boi, o circo, o futebol, a literatura de cordel. Para saber mais sobre o Tuov visite o site www.itaucultural.org.br e/ou www.cesarvieiratuov.com.br.

SERVIÇO

Nome do espetáculo: João Cândido do Brasil – A revolta da Chibata

Local: ABI – Associação Brasileira de Imprensa

Endereço: Rua Araújo Porto Alegre 71, Centro – RJ

Data: 20 de novembro, sábado, às 17h

Capacidade de público: 500 pessoas

Classificação: Livre

Ingressos: Grátis
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Fonte:http://www.fazendomedia.com/abi-celebra-100-da-revolta-da-chibata/

AMÉRICA LATINA E CARIBE: Washington aumenta operações clandestinas contra a Venezuela

16.11.10
Adital
Tradução: ADITAL

Segundo o relatório anual de 2010 do Escritório de Iniciativas para uma Transição (OTI), da Agência Internacional do Desenvolvimento dos Estados Unidos (USAID) sobre suas operações na Venezuela, 9,29 milhões de dólares foram investidos em esforços para "apoiar os objetivos da política exterior estadunidense e promover a democracia" no país sulamericano. Essa cifra representa um incremento de quase dois milhões de dólares em relação ao ano passado, quando o mesmo escritório de "transição" financiou atividades políticas contra o governo de Hugo Chávez com 7,45 milhões de dólares.

A OTI é uma divisão da USAID dedicada a "apoiar os objetivos da política exterior dos Estados Unidos através da promoção da democracia em países de prioridade que se encontram em crise. A OTI subministra assistência rápida, flexível e de curto prazo para as transições políticas e para a estabilização".

Apesar de que a OTI tradicionalmente é um mecanismo de "curto prazo" para injetar milhões de dólares em fundos líquidos que influem sobre a situação política de países estrategicamente importantes para Washington, o caso da Venezuela tem sido distinto. A OTI abriu sua sede em 2002 e funciona até hoje, mesmo sem a autorização de governo da Venezuela.

AS OPERAÇÕES CLANDESTINAS FA OTI

Em uma nota confidencial datada de 22 de janeiro de 2002, o chefe da OTI, Russell Porter, revela como e porque a USAID chegou à Venezuela. "No dia 4 de janeiro, o Escritório de Assuntos Andinos do Departamento de Estado pediu que a OTI elaborasse um programa na Venezuela... Era claro que havia uma preocupação crescente sobre a saúde política do país. Solicitaram a OTI que oferecesse programas e assistência para fortalecer os elementos democráticos que estavam sob fogo do governo de Chávez".

Porter visitou a Venezuela em 18 de janeiro de 2002 e, logo, comentou: "Para preservar a democracia é necessário um apoio imediato para os meios independente se para a sociedade civil... Uma das grandes debilidades da Venezuela é a falta de uma sociedade civil vibrante... A National Endowment for Democracy (NED) tem um programa de 900 mil dólares na Venezuela, que trabalha com o Instituto Democrata (NDI), o Instituto Republicano Internacional (IRI) e o Centro de Solidariedade Laboral (três institutos quase governamentais estadunidenses) para fortalecer aos partidos políticos e aos sindicatos (a CTV)... Esse programa é útil; porém, não suficiente. Além disso, não é flexível e tampouco trabalha com os grupos novos ou não tradicionais. Também falta-lhe um componente de meios".

Desde então, a OTI se faz presente na Venezuela, contribuindo com milhões de dólares a cada ano para manter vivo o conflito no país. Segundo mo último relatório anual de 2010, A OTI opera "desde a Embaixada dos Estados Unidos e faz parte de um esforço maior para promover a democracia na Venezuela".

O principal investimento dos mais de 9 milhões de dólares em 2010 foi na campanha eleitoral da oposição para as eleições legislativas do passado 26 de setembro. A "USAID trabalha com vários sócios da sociedade civil..., oferecendo assistência técnica para os partidos políticos, apoio técnico para os trabalhadores de direitos humanos e apoiando esforços para fortalecer a sociedade civil".

Na Venezuela, sabe-se que "sociedade civil" é o nome dado à oposição ao governo do presidente Hugo Chávez.

Os partidos políticos e organizações financiadas pela USAID têm sido documentados através de uma longa investigação realizada por essa escritora, e incluem grupos como Súmate, Ciudadanía Activa, Radar de los Barrios, Primeo Justicia, Un Nuevo Tiempo, Acción Democrática, Copei, Futuro Presente, Voluntad Popular, Universidad Católica Andrés Bello, Universidad Metropolitana, Sinergía, CTV, Fedecámaras, Espacio Público, Instituto Prensa y Sociedad, Voto Joven, entre muitos outros que têm dedicado anos à desestabilização do país.

UM FLUXO SECRETO DE DINHEIRO

Não obstante, o subministro do dinheiro da USAID/OTI aos grupos e partidos políticos venezuelanos atualmente é mantido em segredo. Quando abriu suas operações, em 2002, a OTI contratou a empresa estadunidense Development Alternatives Inc (DAI), um dos maiores contratistas do Departamento de Estado, da USAID e do Pentágono em âmbito mundial. A DAI operava um escritório em El Rosal -a Wall Street de Caracas- a partir de onde distribuíam os fundos multimilionários às organizações venezuelanas através de "pequenos convênios" de até 100 mil dólares cada um.

De 2002 a 2010, mais de 600 desses "pequenos convênios" foram entregues por esse escritório a grupos da oposição venezuelana para continuar alimentando o conflito no país e apoiando os esforços para provocar a saída do poder do presidente Hugo Chávez.

Porém, no final de 2009, a empresa DAI começou a ter graves problemas com suas operações no Afeganistão, onde foram assassinados cinco de seus empregados por supostos militantes do Talibã, durante um ataque com explosivos no dia 15 de dezembro, em Gardez. Dias antes, um de seus empregados, Alan Gross, havia sido detido em Cuba e acusado de espionagem e subversão pela distribuição ilegal de equipamentos satelitais a grupos contrarrevolucionários.

Quando, em um artigo publicado no dia 30 de dezembro de 2009, "Agentes da CIA mortos no Afeganistão trabalhavam para a empresa fachada ativa na Venezuela, Cuba", escrito por esta autora, evidenciava-se o vínculo entre as operações da DAI no Afeganistão, em Cuba e na Venezuela e sua natureza suspeitosa, o próprio presidente e chefe executivo da empresa DAI, Jim Boomgard, me contatou e me alertou (ou ameaçou) que se eu continuasse escrevendo assim seria responsável por qualquer coisa que passasse com seus empregados em âmbito mundial.

Porém, Boomgard, que falou não saber muito sobre as operações de sua empresa na Venezuela, conseguiu entende que o que faziam na Venezuela não valia tanto quanto o que fazem no Afeganistão. Semanas depois de seu "intercâmbio" comigo, a DAI, misteriosamente, fechou seu escritório em Caracas.

No entanto, a OTI continua suas operações na Venezuela e, apesar de que tem outros "sócios" estadunidenses que manejam uma parte de seus fundos multimilionários, como IRI, NDI, Freedom House e a Fundação Panamericana de Desenvolvimento (Fupad) não existe transparência sobre o fluxo do dinheiro a suas contrapartes venezuelanas.

Um relatório da Fundação para as Relações Internacionais e o Diálogo Exterior (Fride) sobre a "promoção da democracia" na Venezuela, de maio de 2010, explicou que grande parte do dinheiro externo -mais de 50 milhões de dólares este ano, segundo eles- que financia grupos políticos da oposição na Venezuela, entra de forma ilícita, em dólares ou euros, e, em seguida entrega em efetivo ou através do mercado negro. [Após denunciar essas atividades ilegais baseada na informação desse relatório, Fride desapareceu o texto original e publicou um novo que tirava qualquer referência ao mecanismo da entrega do dinheiro externo a grupos venezuelanos].

Se a DAI já não opera na Venezuela entregando os "pequenos convênios" às organizações opositoras com o dinheiro estadunidense, a pergunta é: como chegam esses milhões de dólares aos grupos venezuelanos? Através de qual mecanismo? Segundo a USAID, agora, suas operações estão sendo realizadas a partir da Embaixada dos Estados Unidos em Caracas. Então, a Embaixada está entregando dinheiro diretamente a grupos venezuelanos?

O relatório anual da USAID de 2010 diz especificamente que seus esforços estão dirigidos a um evento próximo em particular: as eleições presidenciais de 2012 na Venezuela. Continuarão aumentando os milhões de dólares para a subversão e para a desestabilização e incrementarão a clandestinidade de suas operações na Venezuela, caso o governo Chávez não tome medidas concretas para impedir que isso aconteça.

OPERAÇÕES PSICOLÓGICAS

Washington emprega vários mecanismos de ingerência para alcançar seus objetivos.

Segundo o Pentágono, as operações psicológicas são "operações planejadas para transmitir informação seletiva e indicadores a audiências estrangeiras para influir sobre suas emoções, motivos, raciocínio objetivo e, por último, sobre o comportamento de governos, organizações, grupos e indivíduos".

No orçamento do Departamento de Defesa dos EUA para 2011 existe uma nova solicitação para um "programa de operações psicológicas" para o Comando Sul, que é a comandância regional que coordena todas as missões militares dos Estados Unidos na América Latina. Particularmente, a solicitação fala de "um programa" de voz "de operações psicológicas", que se entende como rádio ou alguma outra transmissão de áudio que apoia esse objetivo.

Segundo a explicação que consta no orçamento, "A execução de operações psicológicas (PSYOP) incluiu a investigação sobre audiências estrangeiras, desenvolvendo, produzindo e disseminando produtos para influir sobre essas audiências; e a condução de avaliações para determinar a efetividade das atividades de operações psicológicas. Essas atividades podem incluir a manutenção de várias páginas web e o monitoramento de meios impressos e eletrônicos".

O orçamento completo para as operações psicológicas durante 2011 é de 384.8 milhões de dólares, que inclui 201.8 milhões de dólares para a divisão de operações psicológicas do exército e o estabelecimento -por primeira vez- de um programa de operações psicológicas "de voz" para o Comando Sul.

Esse programa de operações psicológicas é totalmente distinto de iniciativas de voz como La Voz de América, que é um programa do Departamento de Estado e da agência estatal Board of Broadcasting Governors (BBG), que maneja a propaganda estadunidense em âmbito mundial. De fato, o orçamento da BBG para 2011 é de 768.8 milhões de dólares e inclui "um programa em espanhol, cinco dias por semana para a TV na Venezuela".

O incremento em operações psicológicas dirigidas a Venezuela e à América Latina evidencia uma intensificação da agressão estadunidense para com essa região. E temos que recordar que desde 2006 a Direção Nacional de Inteligência dos Estados Unidos maneja uma "missão especial" de inteligência para a Venezuela e Cuba. Existem somente quatro dessas "missões especiais" para países: uma para o Irã, outra para a Coreia do Norte, outra para o Afeganistão e Paquistão e a para a Venezuela e Cuba. Essa missão recebe uma parte significativa do orçamento dos mais de 80 bilhões de dólares manejados pela Direção Nacional de Inteligência, entidade que coordena as 16 agências de inteligência de Washington.


* Advogada venezuelano-estadunidense
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Fonte:http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=52373