sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Rands e peemedebista divergem sobre presidência da Câmara

11 de Novembro de 2010
Postado por Manoel Guimarães

Bruno Campos / Arquivo Folha

Em viagem a Buenos Aires, o líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (RN), e o deputado Mauricio Rands (PT-PE) divergiram nesta quinta-feira sobre qual partido deve presidir a Casa nos primeiros dois anos da nova legislatura. Segundo Alves, o PMDB já chegou a um consenso sobre estabelecer um rodízio com o PT, no qual a sua legenda comandaria a Câmara em 2011 e 2012, enquanto os petistas assumiriam a Presidência nos dois anos seguintes. "Para nós, está claro o rodízio na Câmara. E também sabemos que no Senado existe um regimento que não permite esse revezamento. Mas o PT quer rodízio também no Senado e isso não é permitido", disse o peemedebista.

"Se a tese do rodízio não prevalecer, o PMDB vai pra disputa. Nós defendemos o rodízio, mas o PT está numa briga interna grande", afirmou. Alves sugeriu que o PMDB já chegou a um consenso para que ele ocupe a presidência da Câmara dos Deputados.

Já na opinião de Rands, que é ex-líder de seu partido na Câmara, "é natural" que o PT ocupe a Presidência na primeira metade do mandato, que começa em janeiro. Segundo o deputado, o PT ficaria à frente da Câmara em 2011 e 2012, enquanto o PMDB ocuparia a Presidência do Senado. "O PT elegeu 88 deputados e o PMDB, 75. É mais natural que o PT, que tem a maior bancada, tenha a Presidência da Câmara no primeiro biênio", afirmou. Embora não descarte uma disputa, Alves indica que prefere um acordo. "Nós temos experiência necessária para entender que o conflito não é bom para a estabilidade. Por isso, nada será impositivo. Não pode ser um cabo de guerra", disse.

FORMAÇÃO DO MINISTÉRIO

Rands afirmou que, no momento, a prioridade para os partidos aliados é definir quem comandará o Legislativo. "Primeiro vamos definir a presidência da Câmara, e depois os ministérios", disse. No entanto, o atual presidente da Câmara e vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB-SP), acredita que a definição dos nomes dos ministérios da futura presidente Dilma Rousseff é mais importante.

O próximo vice-presidente da República diz ter sugerido a Dilma e ao presidente do PT, José Eduardo Dutra, que "o melhor é manter a atual equação" de ministérios porque "se mexer pode começar a ter problemas". Segundo Temer, o PMDB vai trabalhar para a "tranquilidade" (com o PT). Além disto, ele afirmou que seria "útil" ter um ministério com maior presença feminina, mas ressalvou que "a palavra final será da presidente". Com informações da Folha.com.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/14611-rands-e-peemedebista-divergem-sobre-presidencia-da-camara

Lucro da Petrobras cresce 7,9% e atinge R$ 8,57 bilhões

Sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O aumento das vendas de combustíveis, o câmbio e uma elevação média de 35% na cotação do petróleo no mercado internacional explicam em parte o lucro líquido de R$ 8,57 bilhões registrado pela Petrobras no terceiro trimestre divulgado ontem. O resultado é 7,9% superior aos R$ 7,94 bilhões apurados no terceiro trimestre de 2009.

A variação do câmbio sobre o passivo contribuiu para o resultado financeiro de R$ 1,97 bilhão, enquanto o crescimento das despesas operacionais, que somaram R$ 8,9 bilhões no trimestre, foi responsável pela queda de 7% no lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (lajida), que ficou em R$ 14,74 bilhões.

O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, atribuiu o aumento das despesas aos gastos com a estruturação financeira do projeto Barracuda e o incentivo dado aos empregados para comprar ações da companhia na capitalização. No acumulado do ano, o lucro da Petrobras já soma R$ 24,58 bilhões, 10% a mais do que no mesmo período de 2009.

Barbassa explicou que houve uma reestruturação do sistema de financiamento das subsidiárias no exterior e a companhia reduziu os recebíveis dessas empresas nos dois últimos anos, diminuindo os ativos denominados em dólar. Além disso, a estatal aumentou os passivos em dólar.

"Se eu devo em dólar e o dólar vale menos, minha dívida, escrituralmente, está menor em reais", resumiu Barbassa, lembrando que o endividamento total da companhia passou de R$ 118,4 bilhões no fim de junho para R$ 115,1 bilhões ao fim do terceiro trimestre.

A produção de petróleo caiu no terceiro trimestre mesmo com a contribuição de 185 mil barris por dia de novos campos, incluindo alguns operados por parceiras estrangeiras como a Shell e a Chevron no Parque das Conchas, na Bacia de Campos.

Barbassa ressaltou que a Petrobras tem potencial de elevar a produção de petróleo em cerca de 100 mil barris por dia com as plataformas já em funcionamento, uma vez que essas embarcações ainda não atingiram sua capacidade máxima de produção. Também vão contribuir para o aumento da produção as plataformas P-56 (capacidade de produzir 100 mil barris por dia) e P-57 (180 mil barris), que serão conectadas aos campos de Marlim Sul e Jubarte.

No ano, a produção total de óleo e gás da Petrobras atingiu a média diária de 2,568 milhões de barris de óleo equivalente (BOE) nos nove primeiros meses do ano, uma alta de 2% na comparação com os 2,513 milhões de barris diários de 2009. No Brasil, a produção da estatal foi de 2,322 milhões de BOE por dia, um crescimento de 2% em relação aos nove primeiros meses de 2009.

O diretor também destacou os efeitos da capitalização de R$ 120,24 bilhões sobre os números da companhia. A operação reduziu a alavancagem líquida de 34% para 16%, o que vai sustentar a política de investimentos.Barbassa informou que a Petrobras vai captar mais US$ 3 bilhões até o fim do ano, que vão se somar aos US$ 13 bilhões captados até o momento.Valor.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/lucro-da-petrobras-cresce-79-e-atinge-r.html

Serra diz que está preparado para ser prefeito

12.11.10

O PSDB caminha para um ajuste interno de contas e um novo impasse em relação ao seu futuro. O eterno candidato tucano José Serra (PSDB) foi derrotado pela segunda vez, mas não desistiu de concorrer novamente à Presidência da República. E já corre a notícia entre os tucanos que Serra é candidato a prefeito de São Paulo, cargo que já ocupou por dois anos e utilizou como trampolim para disputar o Palácio dos Bandeirantes. Ainda segundo os colegas de Serra, ele tem dito que abre mão, espontaneamente, de uma revanche com Dilma.

O senador Aécio Neves é a bola da vez no PSDB para concorrer à Presidência da República, mas outra vez a fila não anda.Não tem força para assumir o comando do Senado. Já enfrenta uma oposição organizada entre os tucanos paulistas que o responsabilizam pela vitória de Dilma em Minas.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/serra-diz-que-esta-preparado-para-ser.html

A dengue avança no Brasil e a responsabilidade aumenta para todos

12 de Novembro de 2010
Postado por Valdecarlos Alves |

A manchete da Folha de Pernambuco nos envergonha. A cada ano a dengue avança no País e no Estado ela atinge níveis preocupantes. Uma nova avaliação nacional das informações sobre infestação por larvas do Aedes aegypti (mosquito transmissor da dengue), revelou que dos 15 municípios em risco de surto da doença no Brasil, cinco são de Pernambuco: Afogados da Ingazeira,Bezerros,Camaragibe,Floresta e Serra Talhada. Outras 11 capitais estão em situação de alerta: Salvador (BA), Palmas (TO), Rio de Janeiro (RJ), Maceió (AL), Recife (PE), Goiânia (GO), Aracaju (SE), Manaus (AM), Boa Vista (RR), Fortaleza (CE) e Vitória (ES).

Pior do que os números apresentados ontem pelo Ministério da Saúde, é saber que tem gente morrendo de dengue no Brasil. E por que isso acontece? Na maioria das vezes, o diagnóstico é feito tardiamente o que eleva o risco de morte. O número de óbitos em decorrência da dengue no país aumentou quase 90% neste ano em relação a 2009. Segundo dados do ministério foram 592 mortes até 16 de outubro, contra 312 em todo o ano passado. Não adianta aqui encontrar culpados para o aumento da dengue. A responsabilidade é de todos e ponto final.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/14619-a-dengue-avanca-e-a-responsabilidade-aumenta-para-todos

O ENEM é o maior do mundo ! O preconceito também

11.11.10
Até em braille o ENEM aplica provas

Na saída do avião, um jovem se apresenta e conta que trabalha no INEP, o órgão do Ministério da Educação responsável pelo ENEM.

Conta que leu um comentário no Conversa Afiada, em que um amigo navegante dizia que bastava tratar jovens de 17 anos como doentes mentais.

O especialista do INEP ponderou que ele mesmo, em Brasília, acompanhou a aplicação da prova do ENEM a estudantes com algum tipo de deficiência mental.

Ponderou que especialistas do INEP se deslocaram para algumas das 1700 cidades onde a prova se realizou para aplicar a prova a surdos e cegos.

Há casos de candidatos com distúrbio de atenção que são levados para salas isoladas, onde possam se concentrar.

Ele explicou que a questão da troca das páginas ele próprio resolveu e explicava de uma maneira tão complicada quanto: basta responder na ordem da numeração.

Depois do 1, vem o 2 – tão difícil quanto isso.

O especialista do INEP observou que o ENEM é a maior prova do gênero no mundo: cerca de 4 milhões de candidatos.

4 milhões de candidatos presentes e espalhados por 1700 cidades.

O SAT não é simultâneo e pode não ser presencial.

O ENEM custa R$ 180 milhões.

Com o método TRI, o número insignificante de provas adicionais poderá ser feito a qualquer momento com o mesmo grau de dificuldade.

Especialista conta que alguns alunos dizem: “Ah, mas eu posso me sair pior”.

Ele responde: “E melhor também”.

Calcula-se que o padrão de vazamentos na prova da FUVEST aproxime-se de um terço das questões.

E o PiG (*) não diz nada.

Pondero que a batalha do ENEM trava-se no campo do preconceito contra o pobre e do Golpe político.

Ele concordou e os dois bradamos:

Viva o Brasil !


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/cultura/2010/11/11/o-enem-e-o-maior-do-mundo-o-preconceito-tambem/

Se eu fosse Tiririca

12 de Novembro de 2010
Postado por Valdecarlos Alves |


Por Gilberto Dimenstein
Da Folha de São Paulo


Nunca, em toda a sua história, um país acompanhou tão atentamente uma redação, como ocorreu agora com o Tiririca, obrigado a provar que sabe ler e escrever. Só o fato de ter de fazer esse teste já demonstra que ele esteve muito longe do ensino. Ele teria uma chance agora de fazer um lance de marketing maravilhoso e, ao mesmo tempo, ajudar o país - e sem o menor esforço.

Se eu fosse o Tiririca, eu daria um lição a todos os que debocham (e com razão são muitos) e faria da cobrança por uma educação melhor uma plataforma permanente. Começaria reconhecendo que a vida não lhe deu as condições necessárias para estudar, mas sabe de sua importância. Teve até sorte de se virar bem como palhaço, mas é uma ínfima minoria. Montaria uma assessoria capaz de acompanhar números, analisar projetos em andamento e, quem sabe, até propor soluções. Pediria ajuda a entidades como Unicef, Unesco, Todos pela Educação, para embasar suas propostas. Todos, posso garantir, teriam prazer em ajudar se tivessem a segurança de que não se trata, digamos, de uma palhaçada.

Com sua capacidade de comunicação com as camadas mais pobres, seria um belo e produtivo exemplo. O leitor, a essa altura, deve estar achando que, com essas ideia, eu devo ser uma espécie de Tiririca sem graça. Talvez. Mas, provavelmente, a educação só será realmente vital em nossa nação quando não elegermos Tiriricas. Ou, se elegermos, pudermos vê-los fazendo coisas sérias. Nada pode ser mais sério para alguém acusado de analfabeto do que defender a educação.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/14621-se-eu-fosse-tiririca

Observa e Toca Malakoff


Novembro e Dezembro, aos Sábados, tem a volta do projeto Observa E Toca Malakoff, que faz um apanhado da música independente pernambucana, além de estimular a discussão, através de palestras e debates de interesse da galera que visa o mercado independente.

O projeto rola lá na Torre Malakoff, com os debates começando por volta das 16 horas, e os shows às 17:30 horas.

Participam do projeto as bandas Devotos, Orquestra Contemporânea de Olinda, Naná Vasconcelos, Bule-Bule, Siba e a Fuloresta e Mombojó.

Uma boa dica pra sair de casa no Sábado logo cedo.

Mais informações, no flyer.

Acompanhe as novidades deste evento. Siga já o Bacurau no Twitter (clique).
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Fonte:http://bacurau.com.br/2010/11/observa-e-toca-malakoff/

Para relembrar e não esquecer: "O plano B da direita"

Atualizado às 13h54m de 23 de maio de 2010Foi sintomática a preocupação dos leitores com matéria de pregação golpista publicada no sábado no blog do Josias de Souza – aquele que publicou foto de Marta Suplicy e Dilma Rousseff sob legenda contendo as palavras “vadias” e “vagabundas”. O post contém “entrevista” com Marco Aurélio Mello, primo de Fernando Collor de Mello, indicado por este para a Suprema Corte. Mello, em 2000, soltou o banqueiro Salvatore Cacciola, que fugiu do Brasil no mesmo dia em que recebeu o habeas-corpus.

Em síntese, esse juiz, ao melhor estilo Gilmar Mendes de ser, costuma antecipar, em “entrevistas”, decisões que pode tomar. Como Mendes, tornou-se uma espécie de “conselheiro jurídico” dos partidos de direita ora na oposição. Neste caso, sugeriu a eles que representem contra Dilma na Justiça Eleitoral pedindo a cassação de sua candidatura por conta do programa do PT no último dia 13 de maio, em que o partido fez campanha para ela.

Desde então, Globo, Folha, Estadão e Veja vêm batendo nesta tecla, sobretudo desde que saíram as pesquisas Vox Populi e Sensus. Mas a idéia desse plano B para a direita colocar novamente um despachante no governo do país ganhou força com a divulgação da pesquisa Datafolha, que, sob o olhar da Polícia Federal, teve que se render aos institutos de pesquisa que a Folha de São Paulo tentou desmoralizar quando mostraram a força da candidata petista.

Não tenho a menor dúvida de que, conforme for caindo a ficha da direita brasileira de que um governo tão bem avaliado quanto o de Lula dificilmente deixará de fazer seu sucessor, essa idéia para tentar eleger José Serra sem ser pela via eleitoral ganhará força. Contudo, há alguns entraves a tal idéia os quais, obviamente, serão desprezados quando o desespero eleitoral tucano-midiático aumentar diante da perspectiva de mais quatro anos fora do poder.

São vários os entraves ao plano B destro. Pesa contra Serra, por exemplo, praticamente o mesmo que contra Dilma. Além de campanha eleitoral antecipada e abuso de poder que o candidato conservador praticou ao aparecer em programas de outros partidos em outros Estados e até em São Paulo, ele também usou a companhia de saneamento básico paulista, a Sabesp, para fazer propaganda de seu governo por todo Brasil.

Enquanto a direita serrista não decide se embarca ou não nessa imprevisível aventura, a mídia fica batendo na tecla de que Lula e Dilma estariam cometendo “crime” ao fazerem proselitismo político “antecipado”. Como se vê, Globo e companhia já pensam em imprimir na memória popular uma justificativa para uma eventual medida judicial pedindo a cassação da candidata à qual se opõem.

No sábado, na Globo News, a jornalista Cristiana Lobo falava abertamente nisso, mas considerando que a chance de sucesso de tal medida (tentar cassar Dilma caso ela se eleja, ou até mesmo antes) seria pequena porque Lula, com sua popularidade imensa, “jogaria o país contra o Judiciário”. Não foi dita uma só palavra sobre a campanha antecipada de Serra, claro.

Mas os principais entraves a uma medida desesperada como essa ainda não foram mencionados. São eles a repercussão de um discurso desses – sobre cassar a candidata de Lula – entre o eleitorado e o medo do empresariado, que financia os partidos de direita, dos prejuízos que teria com a onda de greves que sobreviria e com o repúdio da comunidade internacional, que pode descambar até para pesadas sanções comerciais e econômicas contra o Brasil se sua direita tentar eleger seu candidato por via não-eleitoral.

E é entre o eleitorado que talvez esteja o principal problema desse recurso ao terceiro turno. Pegaria muito mal. Denotaria que Serra acha que não terá votos e que, por isso, tenta ganhar no tapetão. E como não dá para ter certeza de que a Justiça Eleitoral seria capaz de contrariar a vontade da maioria dos brasileiros, ficar falando em cassação de candidatura por conta de uma infração que todos estão cometendo só servirá para aumentar a percepção de inevitabilidade da vitória de Dilma.

Contudo, não podemos nos esquecer de que a paranóica direita brasileira está perdendo o sono ante a possibilidade de ser eleita presidente uma mulher que essa facção política prendeu e torturou por três anos, de forma que os preparativos de movimentos sociais, de sindicatos, enfim, da sociedade civil devem ir sendo feitos, pois, de uma vez que fique materializada a inevitabilidade da eleição de Dilma, tenho poucas dúvidas de que Serra tentará o tapetão.

Observação: Extraído do Blog da Cidadania. Postado por Irineu Messias, em 12.11.10.
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Fonte:http://edu.guim.blog.uol.com.br/

"Kassab quer o comando o DEM para entregar ao PMDB", acusa deputado

12 de Novembro de 2010
Postado por Manoel Guimarães

Do Ig

Os deputados Rodrigo Maia (RJ) ACM Neto (BA) e Ronaldo Caiado (GO) - todos do DEM - avaliaram que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), não desistiu da tese de fundir o partido com o PMDB. No entanto, o único a tratar do assunto publicamente é Caiado. Os três almoçaram juntos na capital paulista nesta sexta-feira. Em entrevista após o encontro, Caiado desqualificou o discurso de Kassab de que “é preciso haver uma mudança no partido para fortalecê-lo”. O prefeito tenta promover uma eleição para tirar Maia da presidência do DEM, cujo mandato vai até dezembro de 2011. Ou seja, três meses após o prazo final de filiação partidária para as eleições municipais em outubro de 2012.

“Ninguém acredita nessa mudança de estratégia do Kassab. Na verdade, agora eles viram que a tese de fusão é indefensável. Eles têm o maior constrangimento, por isso que tratam da fusão no subterrâneo”, disse Caiado. “Agora mudaram o foco. Kassab quer primeiro o comando do DEM para amanhã entregar o partido para o PMDB”, completou. Para o deputado goiano, Kassab tem o apoio do ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen. O iG apurou que a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) também cogita a possibilidade de fusão. Por isso Caiado sempre cita “eles” em vez de apenas “ele”, Kassab.

Nesta quinta-feira, os três se reuniram com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o vice-governador eleito de São Paulo Afif Domingos (DEM) e o deputado Indio da Costa (DEM-RJ). Em entrevista mais cedo, Demóstenes disse ser contra a fusão, mas defendeu a troca de comando no DEM. Caiado evita citar outros nomes que defendem a tese de fusão. “Que eu sei é o Kassab, mas ele sustenta uma equipe grande”, disse, rindo. “Eu não vou nominar quem são os soldados. Eu falo o nome do general, que é o Kassab”, completou.

Para o deputado goiano, não podem responsabilizar Rodrigo Maia pelo mal desempenho do DEM nas urnas e a derrota nacional com a candidatura José Serra (PSDB). “Quem desenhou a estratégia de apoio ao foram eles, que quiseram pagar a fatura”, disse. Caiado refere-se ao fato de Serra ter apoiado a reeleição de Kassab na prefeitura contra a candidatura de Geraldo Alckmin, que havia começado a corrida eleitoral em 2008 como favorito e acabou fora do segundo turno formado com Marta Suplicy (PT). “Depois da eleição da prefeitura, nós ficamos engessados e presos ao acordo com o PSDB. Quem foi que fez foram Jorge Bornhausen e Kassab”, disse Caiado. “Por que agora o Rodrigo Maia tem de ser responsabilizado por tudo?”

ACM Neto e Maia

Pelo menos oficialmente, Rodrigo Maia e ACM Neto são mais comedidos quando se referem aos planos de Kassab. O atual presidente do DEM disse não temer disputar o comando do partido de novo. “É importante fortalecer o partido”, disse. "Se o Kassab quiser, poderá disputar com o nosso candidato, que ainda não definimos quem será. Meu mandato vai até dezembro de 2011”, completou.

Maia, no entanto, afirma que há um grupo no DEM que quer entregar o partido para o governo “para benefício próprio”. Segundo ele, falar em fusão com o PMDB é uma traição aos eleitores. “O DEM tem um perfil definido, é um partido de centro-direita conservador”. Segundo ele, muito diferente do PMDB, que "está toda hora no governo'. Deputado reeleito para o seu terceiro mandato, ACM Neto também rechaçou a possibilidade de fusão. "Isso seria terceirizar o meu mandato. Fui eleito pelo DEM para fazer oposição ao governo. Se aceitar a fusão, estarei entregando o meu mandato para o PMDB e para o governo", afirmou.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/14646-qkassab-quer-o-comando-o-dem-para-entregar-ao-pmdbq-acusa-deputado

Câmara Municipal de São Paulo repudia preconceito

12.11.10
Autor: CelsoJardim

A Câmara Municipal de São Paulo realizou, ontem (11/11), um Ato de Desagravo aos Nordestinos.O objetivo é repudiar ofensas disseminadas na internet e condenar a prática de qualquer forma de discriminação das pessoas motivadas por preconceitos de raça, cor, etnia, sexo, origem regional, religião ou nacionalidade. A iniciativa é do vereador Francisco Chagas (PT).

Na semana passada, o vereador Francisco Chagas protocolou no Ministério Público Federal, em São Paulo, uma representação para apurar possível prática de crime de racismo cometida por usuários de redes sociais como Twitter, Facebook, Orkut e outras.

Esses usuários escreveram ofensas racistas nas redes sociais logo após ter sido anunciada a vitória de Dilma Rousseff, na noite do dia 31 de outubro. Foram xingamentos, injúrias e ofensas contra descendentes e moradores dos Estados do Nordeste e Norte do Brasil. Pessoas das comunidades indígenas e negras também foram insultadas.

O vereador Francisco Chagas é autor da Lei Municipal que criou o Dia do Nordestino na cidade de São Paulo. A data faz parte do Calendário Oficial de Eventos do município, e tem como objetivo homenagear e reconhecer os mais de 4 milhões de cidadãos de origem nordestina e seus descendentes que moram na capital paulista.

Estiveram presentes representantes de instituições defensoras dos direitos humanos, das comunidades nordestina, negra e indígena. Além de trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais.

* Celso Jardim
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Fonte:http://blogdadilma.blog.br/2010/11/49859.html

TSE libera candidato barrado pela Ficha Limpa, e PT perde vaga na Câmara

12 de Novembro de 2010
Postado por Manoel Guimarães
Da Folha.com

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) liberou a candidatura à reeleição do deputado federal Beto Mansur (PP-SP), que havia sido enquadrado na Lei da Ficha Limpa. A decisão dá a Mansur uma cadeira na Câmara dos Deputados e tira uma vaga do petista Vanderlei Siraque. A medida faz com que os 65 mil votos recebidos por Mansur em 3 de outubro sejam considerados válidos. A bancada paulista do PP na Câmara passa a ter três deputados, e a do PT cai para 23.

Siraque havia obtido a cadeira por conta da expressiva votação recebida pelo humorista Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca. Ao obter 1,3 milhão de votos para a coligação que reuniu o PR e PT em outubro, Tiririca permitiu a eleição de Siraque, que atualmente é deputado estadual.

Em setembro, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo considerou Mansur como "ficha-suja" pois em 2004 o deputado foi condenado pelo TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo sob a acusação de abuso de poder político nas eleições de 2000. Segundo a decisão de 2004, Mansur usou dinheiro público para imprimir e distribuir panfletos para promover sua reeleição à Prefeitura de Santos em 2000. O TRE-SP declarou que essa condenação tornava o deputado inelegível até 2012 e indeferiu a candidatura dele. Mansur recorreu ao TSE.

No TSE, o ministro Arnaldo Versiani, relator do processo, fez uma interpretação da Lei da Ficha Limpa diferente daquela do TRE-SP. Para Versiani, pelo texto da lei a condenação do TJ paulista tornou o deputado inelegível até 2008, e assim liberou a candidatura dele. O Ministério Público e Nobel Soares (PSOL-SP), autor da impugnação contra Mansur, ainda podem recorrer contra a decisão ao plenário do TSE. Ainda há no TSE casos de considerados "fichas-sujas", como Paulo Maluf (PP-SP) e Pedro Henry (PP-MT), que poderão alterar as bancadas na Câmara dos Deputados.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/14647-tse-libera-candidato-barrado-pela-ficha-limpa-e-pt-perde-vaga-na-camara-

De onde vem esse ódio contra o ENEM

12.11.01

Precisar explicar?


Postado por ANDRÉ LUX

Comentário:

Gilson Raslan disse:

André, no ano passado, em decorrência das enchentes, no norte do Espírito Santo as provas do ENEM foram aplicadas depois das demais regiões, com o uso do sistema TRI.
Interessante é que não vi ninguém falando em prejuízo dos alunos, da falta de isonomia e coisas que tais.

Agora, ao que parece, à falta de algum assunto que possa denegrir o governo, vem a mídia, num evidente lobby em favor dos donos de cursinhos, falando esse monte de bobagens conra as provas do ENEM.

A mídia perde a política, perde a credibilidade, perde a compostura, perde milhares de leitores, mas não perde a arrogância.
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Fonte:http://tudo-em-cima.blogspot.com/2010/11/precisa-explicar-de-onde-vem-esse-odio.html

Eu apoio o parecer 15/2010 do Conselho Nacional de educação!

Criado por Márcia em 05/11/2010 às 21:38

Professoras(es), gestoras(es), pesquisadoras(es) e vários setores da sociedade civil parabenizam a iniciativa do parecer 15/2010 que prima pela políticas de promoção da igualdade racial. Nós estamos de acordo com a recomendação do parecer. Enfatizamos que, numa sociedade democrática e em um ministério da educação que tem se colocado parceiro na luta por uma educação anti-racista, o aprimoramento da análise das obras do programa nacional biblioteca escola (PNBE) está em conformidade com os preceitos legais e constitucionais da nossa sociedade. Está condizente com a garantia da diversidade étnico-racial, o pluralismo cultural, a equidade de gêneros, o respeito as orientações sexuais e às pessoas com deficiência. Nosso entendimento é de que o parecer 15/2010 em nenhum momento faz menção à censura. Mas, tão somente, ponderações responsáveis e necessárias numa sociedade democrática. Na sociedade brasileira 50,6% da população é negra, o que está confirmado pelos dados do censo do IBGE. Portanto, a discussão do parecer não desconsidera a liberdade de expressão ou a licença poética, muito menos pode ser interpretada como um excesso de didatismo. Trata-se de uma recomendação necessária de contextualização dos autores e suas obras que circulam nas escolas, a qual já tem sido adotada pelas instituições escolares, porém, na maioria das vezes sem considerar o peso da questão racial na formação da nossa sociedade.

Vale registrar que o problema não é a obra de monteiro lobato. A questão vai mais além. Entendemos que o que o CNE está propondo é o aprofundamento do estudo sistemático e cuidadoso das obras literárias que já conhecemos e a devida contextualização dos autores no tempo e no espaço, sem perder a dimensão da arte, da criatividade e da emoção que caminham juntos com a boa literatura. Portanto, concordamos que o CNE, quando consultado, é o órgão responsável por orientar educadores e sistemas de ensino sobre procedimentos indispensáveis para garantir uma escola democrática. O objetivo do parecer é aprimorar ainda mais o trabalho que já tem sido feito na escolha de obras literárias e demais materiais que circulam nas escolas, ou seja, primar pela ausência de preconceitos, estereótipos ou doutrinações.

Recomenda-se que este princípio seja realmente seguido para análise de todas as obras do PNBE, quer sejam elas clássicas ou contemporâneas. Caso sejam clássicos e todos reconhecemos a importância do lugar da obra clássica, e estes venham apresentar estereótipos raciais , já discutidos pela produção teórica existente, que os mesmos sejam discutidos na forma de nota explicativa, ou seja, numa contextualização do autor e sua obra. Entendemos que, nesse caso, não há nenhuma censura à obra literária. Há o cuidado com os sujeitos e com a diversidade étnico-racial presente na escola brasileira. Contando com seu compromisso democrático como educador e cidadão, em favor da diversidade étnico-racial e pela importância do cargo que ocupa como ministro da educação do brasil, esperamos, sinceramente, que o senhor defenda o valor da literatura como bem inestimável da cultura humana e também defenda uma política educacional voltada para a promoção da igualdade racial, homologando o parecer do CNE. É papel do Estado cuidar da democracia , do direito à liberdade de expressão sem discriminação.
Para assinar o parecer clique aqui: assinatura
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Fonte:http://www.euconcordo.com/com-o-parecer-152010

Parecer sobre Monteiro Lobato causa debate entre os comunistas

10 de novembro de 2010

Está dando o que falar, entre os comunistas do PCdoB, o parecer do Conselho Nacional de Educação sobre trecho de uma obra de Monteiro Lobato. Aqui, duas opiniões bem distintas publicadas pelo Vermelho (a primeira delas, do deputado Aldo Rebelo, saiu na Folha):

7 de Novembro de 2010 – 10h44


Aldo Rebelo: Monteiro Lobato no tribunal literário

O parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) de que o livro “Caçadas de Pedrinho” deve ser proibido nas escolas públicas, ou ao menos estigmatizado com o ferrão do racismo, instala no Brasil um tribunal literário.

A obra de Monteiro Lobato, publicada em 1933, virou ré por denúncia — é esta a palavra do processo legal de um cidadão de Brasília, e a Câmara de Educação Básica do Conselho opinou por sua exclusão do Programa Nacional Biblioteca na Escola.

Na melhor das hipóteses, a editora deverá incluir uma “nota explicativa” nas passagens incriminadas de “preconceitos, estereótipos ou doutrinações”. O Conselho recomenda que entrem no índex “todas as obras literárias que se encontrem em situação semelhante”.

Se o disparate prosperar, nenhuma grande obra será lida por nossos estudantes, a não ser que aguilhoada pela restrição da “nota explicativa” — a começar da Bíblia, com suas numerosas passagens acerca da “submissão da mulher”, e dos livros de José de Alencar, Machado de Assis e Graciliano Ramos; dos de Nelson Rodrigues, nem se fale. Em todos cintilam trechos politicamente incorretos.

Incapaz de perceber a camada imaginária que se interpõe entre autor e personagem, o Conselho vê em “Caçadas de Pedrinho” preconceito de cor na passagem em que Tia Nastácia, construída por Lobato como topo da bondade humana e da sabedoria popular, é supostamente discriminada pela desbocada boneca Emília, “torneirinha de asneiras”, nas palavras do próprio autor: “É guerra, e guerra das boas”.

Não vai escapar ninguém — nem Tia Nastácia, que tem carne negra. Escapou aos censores que, ao final do livro, exatamente no fecho de ouro, Tia Nastácia se adianta e impede Dona Benta de se alojar no carrinho puxado pelo rinoceronte: “Tenha paciência — dizia a boa criatura. Agora chegou minha vez. Negro também é gente, sinhá…”.

Não seria difícil a um intérprete minimamente atento observar que a personagem projeta a igualdade do ser humano a partir da consciência de sua cor. A maior extravagância literária de Monteiro Lobato foi o Jeca Tatu, pincelado no livro “Urupês”, de 1918, como infamante retrato do brasileiro. Mereceria uma “nota explicativa”?

Disso encarregou-se, já em 1919, o jurista Rui Barbosa, na plataforma eleitoral “A Questão Social e Política no Brasil”, ao interpretar o Jeca de Lobato, “símbolo de preguiça e fatalismo”, como a visão que a oligarquia tinha do povo, “a síntese da concepção que têm, da nossa nacionalidade, os homens que a exploram”.

Ou seja, é assim que se faz uma “nota explicativa”: iluminando o texto com estudo, reflexão, debate, confronto de ideias, não com censuras de rodapé.

O caráter pernicioso dessas iniciativas não se esgota no campo literário. Decorre do erro do multiculturalismo, que reivindica a intervenção do Estado para autonomizar culturas, como se fossem minorias oprimidas em pé de guerra com a sociedade nacional.

Não tem sequer a graça da originalidade, pois é imitação servil dos Estados Unidos, país por séculos institucionalmente racista que hoje procura maquiar sua bipolaridade étnica com ações ditas afirmativas.

A distorção vem de lá, onde a obra de Mark Twain, abolicionista e anti-imperialista, é vítima dessas revisões ditas politicamente corretas. País mestiço por excelência, o Brasil dispensa a patacoada a que recorrem os que renunciam às lutas transformadoras da sociedade para tomar atalhos retóricos.

Com conselheiros desse nível, não admira que a educação esteja em situação tão difícil. Ressalvado o heroísmo dos professores, a escola pública se degrada e corre o risco de se tornar uma fonte de obscurantismo sob a orientação desses “guardiões” da cultura.

Fonte: Folha de S.Paulo

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Olívia Santana: Lobato, negros e Mayaras

O Parecer nº. 15/2010 do Conselho Nacional de Educação — que identifica situações de racismo no livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato — causou polêmica nos meios literário e educacional. Uma passagem do referido livro diz: “Sim, era o único jeito — e Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou que nem uma macaca de carvão pelo mastro de São Pedro acima, com tal agilidade que parecia nunca ter feito outra coisa na vida senão trepar em mastros”.

Por Olívia Santana*

Ora, há muito se associa a imagem das pessoas negras a macacos. Já vimos insultos a jogadores de futebol, no vôlei e em inúmeras situações da vida cotidiana. Na escola, não raro, professores despreparados chegam a justificar manifestações racistas como brincadeira.

Evitemos as saídas simples. Não se trata de defender a não exposição das crianças a um autor de méritos reconhecidos, como Lobato. Trata-se de ter visão crítica sobre possíveis racismos em expressões supostamente carinhosas, como a infantilização do negro, sua comparação com um macaco, como feito com a simpática personagem Tia Nastácia. Cabe à escola desnaturalizar estereótipos racistas.

Todo autor é fruto do seu tempo, mas o racismo atravessa o tempo e permanece arraigado às relações sociais, não nos permitindo contemporizá-lo. Ciente disso, um professor de Brasília analisou o livro em tela e formalizou denúncia junto à Ouvidoria da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial-SEPPIR. Por sua vez, a SEPPIR acionou o Conselho Nacional de Educação.

Com base no artigo 5º da Constituição de 1988, que criminaliza o racismo, e na LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional -9394/06, alterada pelas leis 10.639/08 e 11.645/08, para inclusão da história e da cultura afro-brasileira, africana e indígena, o CNE elaborou o Parecer nº.15/2010. Esse Parecer resgata as normas da própria Coordenação-Geral de Material Didático do MEC, que estabelecem que “na avaliação dos livros indicados para o Plano Nacional de Biblioteca nas Escolas, as obras ‘primem pela ausência de preconceitos, estereótipos e que não sejam selecionadas obras clássicas ou contemporâneas com tal teor’. Em casos em que a obra selecionada mantenha tais problemas, será acompanhada de ‘uma nota de orientação sobre a presença de estereótipos raciais’. Fato curioso é que os escritores Márcia Camargo e Vladimir Saccheta, na abertura da 3ª edição, 1ª impressão, publicada em 2009 de Caçadas de Pedrinho, devidamente atualizada no que diz respeito às novas normas da língua portuguesa, situam historicamente a obra de Lobato, explicando que na época não havia legislação protetora dos animais silvestres. Mas não há nenhuma referência à linguagem racialmente discriminatória que há no livro, em contraste com os avanços que houve no Brasil em relação ao enfrentamento do racismo, desde a Constituição de 1988.

Assim, longe de ser um ato de censura, como alguns intelectuais reclamam, o parecer orienta o trato da questão racial na escola, instituição que deve educar todo o povo brasileiro, sem discriminação de qualquer segmento que compõe a nossa matriz civilizacional.

Lobato é, sem dúvida, um grande nome da literatura nacional, o que não o impede de ter pés de barro, ou aversão ao barro negro. Há os que gritam que o Brasil trata a cidadania negra e indígena com paternalismo, e não se diz uma palavra sobre a escravidão branca. Sabe-se que brancos escravizaram brancos no passado e até negros escravizaram negros. Toda forma de escravidão deve ser rechaçada em nome da humanização, da evolução dos sistemas de organização social e da socialização da riqueza que o trabalho é capaz de gerar. Mas povos brancos se lançaram a escravizar outros povos e reelaboraram simbolicamente as experiências que travaram contra os seus. Quando se pensa em escravidão branca, nos invade a imagem do glorioso Spartacus, o grande e bravo líder de uma rebelião escrava que confrontou o poder na Roma Antiga. Como se reelabora a tragédia vivida pelos povos negros? O que nossas crianças e adultos sabem sobre a escravidão negra? O navio negreiro, a subalternidade, a desumanização do continente africano. A indústria cultural e a literatura hegemônica não deram voz e imagem de dignidade aos vencidos e suas formas de resistência. Não fosse o Movimento Negro, Zumbi não seria mais que um espectro entre os morto-vivos a povoar histórias de terror.

O ser humano é um ser cultural e politicamente construído. Seu imaginário de sucesso ou de fracasso é, também, feito de símbolos construídos na dinâmica social concreta. A verdade é que as crianças têm recebido na escola uma enxurrada de livros que enaltecem a branquitude e a riqueza. Branca de Neve, Bela Adormecida, Rapunzel, Gata Borralheira… Os famosos contos dos irmãos Grimm dominam o ranking literário infantil.

A turma do Sítio do Pica Pau Amarelo é um contraponto à exaltação do herói e da heroína europeus, afirma a cultura nacional, mas o lugar do negro nas histórias de Lobato é silenciado, inviabilizado: é um não-lugar. A única criança negra é o saci, um diabo, que fuma e tem uma perna só. Tia Nastácia e Tio Barnabé não têm família, vivem na cozinha e nos fundos da casa de dona Benta, são subservientes, infantilizados, ainda que cuidadosos. A criança negra que cresce ouvindo essas histórias, sem uma abordagem crítica e sem outras histórias que possam valorizá-las, é efetivamente vítima silenciosa da violência simbólica. Reeducar o povo brasileiro é um desafio a ser vencido, sob pena de continuarmos produzindo Mayaras e outros jovens que odeiam negros, índios e nordestinos.

Há que se contestar as injustiças, mesmo que estas tenham sido cometidas por um notável pioneiro da literatura infantil. E despertar na criança a capacidade de análise crítica, para que possam ver os pés de barros de muitos mestres. Mas será que a escola aguenta este outro tipo de modelo de educação que tanto beneficiaria negros e brancos e contribuiria para interações não hierárquicas e estereotipadas?

*Olívia Santana é vereadora de Salvador e Coordenadora de Combate ao Racismo do PCdoB

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O parecer da discórdia

A íntegra do parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) está aqui. Ele foi aprovado por unanimidade, apenas aguarda a homologação pelo Ministério da Educação (MEC).

A não leitura do parecer está levando muitos a conclusões precipitadas. Por isso destacamos alguns trechos importantes:

“…as ponderações feitas pelo Sr. Antônio Gomes da Costa Neto, conquanto cidadão e pesquisador das relações raciais, devem ser consideradas (…) coerentes . A partir delas, algumas ações deverão ser desencadeadas” :

“a) a necessária indução de política pública pelo Governo do Distrito Federal junto às instituições do ensino superior – e aqui acrescenta-se, também, de Educação Básica – com vistas a formar professores que sejam capazes de lidar pedagogicamente e criticamente com o tipo de situação narrada pelo requerente, a saber, obras consideradas clássicas presentes na biblioteca das escolas que apresentem estereótipos raciais.

b) cabe à Coordenação-Geral de Material Didático do MEC cumprir com os critérios por ela mesma estabelecidos na avaliação dos livros indicados para o PNBE, de que os mesmos primem pela ausência de preconceitos, estereótipos, não selecionando obras clássicas ou contemporâneas com tal teor;

c) caso algumas das obras selecionadas pelos especialistas, e que componham o acervo do PNBE, ainda apresentem preconceitos e estereótipos, tais como aqueles que foram denunciados pelo Sr. Antônio Gomes Costa Neto e pela Ouvidoria da SEPPIR, a Coordenação-Geral de Material Didático e a Secretaria de Educação Básica do MEC deverão exigir da editora responsável pela publicação a inserção no texto de apresentação de uma nota explicativa e de esclarecimentos ao leitor sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura Esta providência deverá ser solicitada em relação ao livro Caçadas de Pedrinho e deverá ser extensiva a todas as obras literárias que se encontrem em situação semelhante.

d) a Secretaria de Educação do Distrito Federal deverá orientar as escolas a realizarem avaliação diagnóstica sobre a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, inserindo como um dos componentes desta avaliação a análise do acervo bibliográfico, literário e dos livros didáticos adotados pela escola, bem como das práticas pedagógicas voltadas para a diversidade étnico-racial dele decorrentes;

e) que tais ações sejam realizadas como cumprimento do Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico- Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana:

“A literatura pode ser vista como uma das arenas mais sensíveis para que tomemos providências a fim de superar essa situação.

Portanto, concordando com Marisa Lajolo (1998, p. 33) analisar a representação do negro na obra de Monteiro Lobato, além de contribuir para um conhecimento maior deste grande escritor brasileiro, pode renovar os olhares com que se olham os sempre delicados laços que enlaçam literatura e sociedade, história e literatura, literatura e política e similares binômios que tentam dar conta do que, na página literária, fica entre seu aquém e seu além.”


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Manifesto de apoio ao parecer 15/2010 do Conselho Nacional de Educação

A discussão equivocada tem sido tamanha que Alzira Rufino,presidente da Casa de Cultura da Mulher Negra, e professora Urivani Rodrigues de Carvalho, diretora de Arte da Revista Eparrei, fizeram uma carta aberta ao ministro da Educação, Fernando Haddad, parabenizando o parecer do Conselho Nacional de Educação.

A carta (abaixo) virou um manifesto de apoio: www.euconcordo.com/com-o-parecer-152010



Professoras(es), gestoras(es), pesquisadoras(es) e vários setores da sociedade civil parabenizam a iniciativa do parecer 15/2010 que prima pela políticas de promoção da igualdade racial.

Nós estamos de acordo com a recomendação do parecer.

Enfatizamos que, numa sociedade democrática e em um ministério da educação que tem se colocado parceiro na luta por uma educação anti-racista, o aprimoramento da análise das obras do programa nacional biblioteca escola (PNBE) está em conformidade com os preceitos legais e constitucionais da nossa sociedade.

Está condizente com a garantia da diversidade étnico-racial, o pluralismo cultural, a equidade de gêneros, o respeito as orientações sexuais e às pessoas com deficiência.

Nosso entendimento é de que o parecer 15/2010 em nenhum momento faz menção à censura. Mas, tão somente, ponderações responsáveis e necessárias numa sociedade democrática. Na sociedade brasileira 50,6% da população é negra, o que está confirmado pelos dados do censo do IBGE.

Portanto, a discussão do parecer não desconsidera a liberdade de expressão ou a licença poética, muito menos pode ser interpretada como um excesso de didatismo. Trata-se de uma recomendação necessária de contextualização dos autores e suas obras que circulam nas escolas, a qual já tem sido adotada pelas instituições escolares, porém, na maioria das vezes sem considerar o peso da questão racial na formação da nossa sociedade.

Vale registrar que o problema não é a obra de Monteiro Lobato. A questão vai mais além. Entendemos que o que o CNE está propondo é o aprofundamento do estudo sistemático e cuidadoso das obras literárias que já conhecemos e a devida contextualização dos autores no tempo e no espaço, sem perder a dimensão da arte, da criatividade e da emoção que caminham juntos com a boa literatura.

Portanto, concordamos que o CNE, quando consultado, é o órgão responsável por orientar educadores e sistemas de ensino sobre procedimentos indispensáveis para garantir uma escola democrática.

O objetivo do parecer é aprimorar ainda mais o trabalho que já tem sido feito na escolha de obras literárias e demais materiais que circulam nas escolas, ou seja, primar pela ausência de preconceitos, estereótipos ou doutrinações.

Recomenda-se que este princípio seja realmente seguido para análise de todas as obras do PNBE, quer sejam elas clássicas ou contemporâneas.

Caso sejam clássicos e todos reconhecemos a importância do lugar da obra clássica, e estes venham apresentar estereótipos raciais , já discutidos pela produção teórica existente, que os mesmos sejam discutidos na forma de nota explicativa, ou seja, numa contextualização do autor e sua obra. Entendemos que, nesse caso, não há nenhuma censura à obra literária. Há o cuidado com os sujeitos e com a diversidade étnico-racial presente na escola brasileira.

Contando com seu compromisso democrático como educador e cidadão, em favor da diversidade étnico-racial e pela importância do cargo que ocupa como ministro da educação do brasil, esperamos, sinceramente, que o senhor defenda o valor da literatura como bem inestimável da cultura humana e também defenda uma política educacional voltada para a promoção da igualdade racial, homologando o parecer do CNE. É papel do Estado cuidar da democracia , do direito à liberdade de expressão sem discriminação.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/parecer-sobre-monteiro-lobato-causa-debate-entre-os-comunistas.html

Mino analisa o ódio do Serra. Oposição precisa sair de SP

Mino: “a deplorável visão de que os fundões estão com Dilma”

07.11.10

A capa da revista Carta Capital desta semana é o rosto de um nordestino negro com o titulo “O bode expiatório”.

Na pág. 22, magistral artigo de Mino Carta:

“ Que guerra é esta ?” – “o derrotado Serra avisa que ‘a luta continua’ e dá o tom às primeira reações da mídia à campanha de ódio movida pela internet”.

Clique aqui para ler a entrevista e Safatle no Valor.

Semana passada, Mino já tinha erguido irretocável epitáfio do Fernando Henrique.

Pergunta-se o Mino: que luta é esta ? Ou que guerra ?

Continua o Mino:

Foi uma campanha de golpes baixos, sem a mais pálida sombra de respeito pelos princípios democráticos, apoiado maciçamente pela mídia nativa (ou PiG *) “tão escassamente inclinada à pratica do jornalismo e sempre pronta a omitir, inventar, mentir, caluniar e em proveito de ideais tucano-udenistas, que rescendem a bolor.”
Tudo isso “incentivado e aplaudido na internet por uma ofensiva de ócio destampado, além de estupidamente bairrista”.

“O problema tucano e de seus menestréis é a atitude aristocrática de quem se apresenta como único intérprete da moral com EME grande. Como mensageiro da verdade e da luz.”

“O tucanato deslizou mansamente à direita”.
“O certo é que tanto ódio, tanta ira, tanta irresponsabilidade não trabalham a favor de ninguém.”

“ O Brasil está no rumo certo, na perspectiva de se tornar o que merece ser.”
“Serra não citou Aécio Neves” na entrevista da vitória.
“Na opinião da Carta Capital está aí uma liderança habilitada a compor aquela oposição necessária ao fortalecimento da democracia…. E o primeiro passo nesse sentido seria o de acabar na área oposicionista com a primazia de São Paulo, locomotiva do atraso político.”



“Eles (São Paulo ) sonham é com a dita Revolução de 32.”


Em tempo: o Conversa Afiada gostaria de acrescentar às reflexões superiores do Mino duas deste ordinário blogueiro. 1) Como diria Vinicius de Morais, São Paulo é o túmulo do samba e do progresso. E 2) a campanha do Serra trouxe o vaso sanitário para a sala de jantar (o Mino jamais diria isso).


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/11/07/mino-analisa-o-odio-do-serra-oposicao-precisa-sair-de-sp/

Via Oeste: dois pedágios, duas medidas

12 de novembro de 2010

Via Oeste, mais um negócio da China

do blog Se a rádio não toca

1. Negócio lucrativo: lucro acumulado de 793% (1998 a 2009)

A Via Oeste, concessionária que administra as rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares, teve lucro líquido acumulado (1.998 a 2009), descontadas todas as despesas de mais de R$ 558 milhões, o que significou um crescimento de mais de 793% neste período.

2. Mudança no objeto do contrato: criação de novas praças de pedágio (não previstas no edital), gerando aumento de 90% na quantidade de veiculos pagantes e, consequente aumento na receita.

Recentemente no projeto Cebolão a concessionária afirma que houve uma reprogramação do valor dos pedágios, segundo a qual haveria uma redução entre 41% a 60% no valor da tarifa.

Os moradores depois do KM 33, especialmente de São Roque, pagavam , até o reajuste de junho/10, a quantia de R$11,20 (no trajeto São Roque/São Paulo ida e volta), visto que o pedágio era unidirecional. Com a modificação passaram a pagar pelo mesmo trajeto o valor de R$ 16,20 visto que, o pedágio do Km33, passou a ser bidirecional e no valor de R$ 5,60 e ainda foram criados mais 2 pedágios na pista expressa da rodovia Castello Branco no valor de R$ 2,80.Desta forma, somente houve redução no valor do pedágio para os moradores da região de Alphaville (os mais ricos são os beneficiados).

Para termos uma dimensão do impacto desta medida o volume de tráfego era de 19,3 milhões no primeiro trimestre de 2009 e em 2010 chegou a 34,9 milhões, aumentando em 91%. Isto ocorre porque os veículos que não usavam a marginal da Castelo, agora pagam a tarifa para usar a pista expressa da rodovia Castello Branco.

Obviamente estas medidas propiciaram o crescimento da receita de pedágio do primeiro trimestre de 2009 para 2010 de R$ 122 para R$ 149 milhões, ou seja um crescimento de 22,5%.

3. Postergação no cronograma de investimentos (mesmo com aumento no valor da tarifa para essas obras), gerando receita ainda maior para a concessionária.

Ainda devemos lembrar que o cronograma de obras da Viaoeste está bastante atrasado. Em 2006, o montante de investimentos correspondente às obras não entregues estava estimado em R$ 551 milhões, essa informação faz parte da análise técnica realizada pela Artesp por ocasião da lavratura do termo aditivo de prorrogação dos contratos realizado no final de 2006 para justificar o alegado desequilíbrio do contrato que ensejou sua prorrogação por mais 57 meses, após o prazo inicialmente previsto para encerramento (2018).

Para medirmos estes atrasos, a duplicação da SP-270, rodovia Raposo Tavares, teria de ser totalmente duplicada até 2002. Mas nas notas explicativas do balanço da concessionária do 1º trimestre de 2010 (informações extraídas do site da CVM), consta que:

“Duplicação da Rodovia Raposo Tavares, entre o Km 34 e Km 115,5. A duplicação entre os trechos do Km 34 ao Km 45 e do Km 89 ao Km 115,5 já foram concluídas. A duplicação entre o Km 45 e Km 89 deverá ser concluída até 2022, conforme Contrato de Concessão nº. 003/CR/1998, de 30 de março de 1998 e seus Termos Aditivos e Modificativos.

A construção de dois contornos alternativos, um em Brigadeiro Tobias e o outro em São Roque, os quais foram concluídos em agosto e setembro de 2007.”

Os contornos alternativos são provisórios e foram inaugurados com pompa em 2007, com a presença do então governador José Serra . Os contornos definitivos e a duplicação da rodovia entre Vargem Grande e Sorocaba, cuja conclusão estava prevista para 2002 (Edital de licitação para concessão do lote 12 – página 13 do anexo VII) só serão entregues daqui a 20 anos.

Além do mais, não há informações sobre a construção das marginas da Rodovia Raposo Tavares, que deveriam ter sido entregues no início de 2007.

4. Redução no valor dos investimentos da concessionária x aumento no lucro

Levantamento nos balanço da concessionária Via Oeste mostra que de 2005 a 2009, a receita subiu 52%, já as despesas gerais e administrativas caíram quase 31% e as despesas financeiras aumentaram 117%.

De 2006 a 2009, os investimentos caíram de 451 milhões para R$ 237 milhões, um recuo de 47% e curiosamente, o saldo em caixa cresceu de R$ 60 milhões para R$ 103 milhões, ou seja, mais de 72%. Esses dados apontam que após a prorrogação do contrato em 2006, a concessionária diminui despesas (investimentos em obras) para aumentar recursos em caixa, sem levar em conta os interesses dos usuários.

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/via-oeste-dois-pedagios-duas-medidas.html

Folha defende “singularidade” de São Paulo. Inês Nassif explica


A Intentona de 1932 também foi muito “singular”

12.11.10

Os ideólogos do Império americano defendem a “singularidade” dos Estados Unidos e seu “destino manifesto” – por exemplo, conquistar a Califórnia do México.

É o que, mal comparando, a Folha (*) tem feito na sua página de (uma só) Opinião.

Ontem e hoje, a Folha (*) publica artigos que defendem a singularidade de São Paulo e seus ilustres ideólogos, como a estudante Mayara Petruso.

Ontem, um jornalista defendeu o preconceito.

Hoje, também no alto da pág. 3, uma advogada e professora de Direito Penal da USP (êpa ! êpa ! USP ?) defende a estudante Mayara.

A Folha (*) já defendeu a “ditabranda”.

Agora, defende a “singularidade” paulista e o destino manifesto de sua elite separatista: ocupar o Brasil.

São argumentos com a profundidade de uma tigela de dar água ao gato.

Mas, ali naquela página costuma ser assim mesmo.

Muito diferente é o espaço que a Maria Inês Nassif ocupa no jornal Valor: sempre denso, profundo, original.

O Azenha reproduziu o artigo de ontem da Inês: clique aqui para ir ao Viomundo.

Inês explica o que acontece com São Paulo, ou melhor, com o repositório de ideias de sua elite: o PSDB.

O título já é para dar um susto na Mayara: “Voto do nordestino vale o mesmo do que o do paulista”.

O editor de Opinião do Otavinho vai ter um troço !

Diz a Inês: “A redução da desigualdade tem trazido à tona os piores preconceitos das classes médias tradicionais e das elites do país. Não apenas em relação às pessoas que ascendem da mais baixa escala da pirâmide social, mas preconceitos que transbordam para as regiões que, tradicionalmente miseráveis, hoje crescem a taxas chinesas. “

“A onde de preconceito contra nordestinos, por exemplo, é semelhante ao preconceito em estado puro jogado pelos setores tradicionais no presidente Lula e na própria Dilma Rousseff, durante a campanha – leia o “em tempo”: … é o temor de que os ‘de baixo’ possam ameaçar … uma estabilidade que … é também de poder e status.”

(O Otavinho disse ao Lula que ele não podia ser presidente porque o Lula não sabe falar inglês.)

“A hegemonia paulista está em questão desde 2006, ” diz a Inês.

“O país é outro. Não se ganha mais eleição com preconceito – até porque o voto alvo do preconceito tem o mesmo valor do voto da velha elite.”

Viva a Inês !

Em tempo: durante a campanha, Serra trouxe o vaso sanitário para a sala de jantar. Clique aqui para ler “Serra funda a Direita Cristã e o Tea Party do Brasil: a extrema direita”.

Clique aqui para ler “Mino analisa o ódio do Serra e acha que a Oposição tem que sair de São Paulo” .


Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/11/12/folha-defende-%E2%80%9Csingularidade%E2%80%9D-de-sao-paulo-ines-nassif-explica/

Kassab e Bornhausen se aliam para golpear família Maia no DEM

12.11.10

Num último ato antes de sua dissolução ou fusão do DEM, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e seus aliados traçaram nesta quinta-feira (11) uma estratégia para ocupação do comando do partido, hoje presidido pelo deputado Rodrigo Maia (RJ). Até o começo desta semana, Kassab defendia uma rápida decisão sobre o futuro do partido, de preferência em fusão com PMDB ou PP. Mas, aconselhado pelo ex-senador Jorge Bornhausen, aceitou engavetar em até três meses esse projeto.

Se fracassar a tentativa de assumir o controle do DEM ou houver o risco de esvaziamento do partido, Kassab e Bornhausen retomam o projeto de fusão. Num almoço na casa de Kassab, prevaleceu o argumento de que mais vale o comando de um partido pronto do que ser incorporado por outra sigla. E que, mesmo para coordenar um processo de fusão, é preciso estar à frente do partido.

O grupo fixou a meta à convocação de eleições internas. A ideia é reproduzir os resultados das urnas no comando do partido, delegando poder a Kassab, Bornhausen, Agripino Maia (RN), Kátia Abreu (TO) e Demóstenes Torres (GO). Mas a convocação das eleições dependerá da Executiva do partido, palco do embate entre o grupo de Kassab e o de Rodrigo. O filho de Cesar Maia tem mandato até o final de 2011 e arregimenta apoio dentro e fora da sigla para resistir ao golpe kassabista.

Um dos participantes do almoço, Bornhausen defende publicamente a concentração de poder na mão de Kassab. "Temos que revitalizar o partido", acrescentou, à saída do encontro. Mas o cacique “demo” não descarta a hipótese de fusão com PMDB e PP, que hoje estão na base aliada ao governo Lula. "Não refugo nada." Segundo lideranças do DEM, Kassab duvida da recuperação do partido e aposta na fusão.

Desde a semana passada, o prefeito de São Paulo consulta aliados sobre a hipótese de filiação ao PMDB, que poderia ser rebatizado de MDB. A filiação do prefeito ao PMDB de São Paulo seria um passaporte para que viesse a concorrer ao governo do estado em 2014. Kassab, atualmente, está órfão do serrismo num território agora controlado pelo governador paulista eleito, Geraldo Alckmin (PSDB).

Alckmin, no entanto, esboça reação. Depois de saber que Kassab estava também convidando parlamentares e prefeitos do PPS e do PTB para irem com parte do DEM para o PMDB, o governador eleito frisou ao prefeito que a melhor opção para DEM e PPS seria uma fusão com o PSDB a fim de fortalecer a oposição. Essa tese é reforçada pelo senador eleito Aloysio Nunes (PSDB-SP), que tenta aproximar o PPS da fusão com os tucanos.

Mas Alckmin, ciente de que dificilmente Kassab abrirá mão de ser uma das principais forças políticas do PMDB em São Paulo, já pensa em ampliar e reforçar seu leque de alianças no estado com PTB, PV, PSB e PDT. Assim, não dependeria de DEM e PMDB para governar e disputar a reeleição em 2014.

Da Redação, com agências
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=141434

Adeus a Serra e a seus tucaninhos

QUINTA-FEIRA, 11 DE NOVEMBRO DE 2010



Vídeo postado no blog Coisas da Soninha.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/11/adeus-serra-e-seus-tucaninhos.html

O que mudou no ensino superior no governo Lula

09/11/2010

Em 2009, número de novos alunos aumentou 17% em relação a 2008

De São Paulo
29/10/2010

O Brasil pode atingir a marca de 1 milhão de matrículas no ensino superior federal em 2012, ano de conclusão do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Previsão do Ministério da Educação (MEC) aponta crescimento da oferta de vagas superior a 75% em relação aos 643,1 mil alunos matriculados em 2008, quando começou a execução do Reuni.

Números oficiais do Censo da Educação Superior 2009, que será divulgado nas próximas semanas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram que foram criadas 210,2 mil vagas nas universidades federais no ano passado, o que representa crescimento de 24% sobre 2008. Com isso, a taxa de matrículas em 2009 registrou a entrada de 752,8 mil novos alunos na rede pública federal, uma alta de 17% em comparação com o ano letivo anterior. Para 2010, a previsão é que sejam registradas 860 mil matrículas (avanço de 14%), revelou uma fonte do MEC.

A taxa de formação dos estudantes reverteu queda de 2008 e voltou a crescer, embora em ritmo mais lento do que o da oferta de vagas: foram 91.576 concluintes em 2009 contra 84.034 no ano anterior, variação positiva de 9%. Na avaliação da fonte ministerial, a tendência é de aumento mais forte das graduações nos próximos anos. "O tempo médio de formação da maioria dos cursos é de 4,5 anos. À medida em o Reuni avança também deveremos registrar alguns repiques nos índices de conclusão dos universitários."



De Norte a Sul, campi viram canteiros de obra

Dois anos depois da implantação do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que injetará R$ 3 bilhões até 2012 na rede federal de ensino superior, o Ministério da Educação (MEC) contabiliza a construção de 128 novos campi universitários, que se estendem por mais de 220 cidades brasileiras.

Reitores de todo o país, segundo matéria pública nesta sexta-feira (29) pelo jornal Valor Econômico, afirmaram que depois de mais de dez anos sem investimentos significativos em ampliação, as universidades federais são consideradas "verdadeiros canteiros de obra". "São 3,5 milhões de m2 de área construída ou em fase de reforma em todo o Brasil", diz Maria Paula Dallari Bucci, secretária de Ensino Superior do ministério.

Um exemplo disso, ocorre na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde o orçamento cresceu 56% entre 2004 e 2010, atingindo a marca dos R$ 454 milhões, sem considerar pagamentos a inativos e sentenças judiciais. A adesão ao Reuni permitiu a instituição contratar 450 professores e 400 servidores a partir de 2007.

O reitor Carlos Alexandre Netto informa que outros concursos estão paralisados por causa do período eleitoral. "Os dados mostram que, pela primeira vez, o Brasil vive uma política séria de apoio à educação superior. O que se demonstra é um aumento de 10% do orçamento de custeio, que paga as despesas correntes da nossa instituição, e aumento significativo de capital pelo Reuni, que garante obras, novos cursos e a entrada e permanência de novos estudantes", relata.

Para a deputada Maria do Rosário (PT-SP), que presidiu a Comissão de Educação e Cultura da Câmara em 2009, com o governo Lula as mudanças na área de educação superior trouxeram um verdadeiro divisor de águas. "A educação com o presidente Lula está no centro do projeto de desenvolvimento. Ela tornou-se a mola propulsora da inclusão e da mudança do Brasil. O ensino superior viveu uma estagnação ao longo de muitos anos, e só no governo petista recebeu investimentos significativos", afirmou.

O resultado de tudo isso, de acordo com a petista, é o aumento expressivo do número de jovens cursando ensino superior e, por conseqüência, uma mão de obra mais qualificada para dar subsídio ao crescimento do País como um todo.

Outros exemplos - A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a UFPE, em Pernambuco, planejaram expansão em direção ao interior. No caso da primeira, o crescimento orçamentário, de 77% de 2004 a 2010 (para R$ 203 milhões), permitiu que antigas unidades acadêmicas provisórias - instaladas em Benjamim Constant, a mil quilômetros da sede em Manaus, na fronteira com a Colômbia e o Peru - fossem convertidas em um campus permanente.
A expansão da Ufam também chegou às cidade maiores, como Humaitá, Parintins, Coari e Itaquatiara. Carvalho diz que a escolha dos cursos nesses locais está relacionado com o perfil econômico e cultural, além das tradicionais licenciaturas, estratégia para fortalecer a educação básica. A UFPE focou grandes reformas no campus de Recife e a expansão dos campi de Caruaru e Vitória de Santo Antão. O orçamento da universidade nordestina cresceu 14% nos últimos sete anos, para R$ 300,9 milhões.

O reitor Edward Madureira Brasil, da Universidade Federal de Goiás (UFG), destaca a construção de novos prédios de salas de aula e laboratórios de pesquisa, obras viárias nos dois campi da capital goiana e nos de Jataí e Catalão.

Os planos do pró-reitor de administração da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), Manoel Fernando Martins, para cumprir as metas do Reuni é abrir cerca de mil vagas por ano até 2012. A instituição conta com orçamento de R$ 150,5 milhões neste ano. "Estamos resgatando uma dívida com a sociedade, que permaneceu intocada entre 1994 e 2004. Estamos voltando a manter estrutura do início da década de 1990, resgatando o nível de funcionamento de antes, mas ainda com muito atraso", avalia Martins.

[ Valor Econômico- 29-10]
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=609