quarta-feira, 10 de novembro de 2010

RESCALDO DAS URNAS : Jornalismo, o retorno

3/11/2010

Por Luciano Martins Costa

Comentário para o programa radiofônico do OI, 3/11/2010

Nesta semana que sucede uma das mais disputadas e agressivas campanhas presidenciais desde a redemocratização, os grandes jornais brasileiros, aqueles considerados de maior influência, lembram pacientes recém saídos de um surto psicótico.

Os leitores que viajaram durante o feriado prolongado e não acompanharam o noticiário pós eleitoral, encontram os jornais alguns tons abaixo da estridência que marcou a imprensa até o domingo, dia 31 de outubro.

Os repórteres acompanham o dia a dia da presidente eleita tentam selecionar o material aproveitável entre a excessiva oferta de especulações de todos os tipos, como normalmente ocorre em períodos como este, por conta dos eternos candidatos a alguma coisa na máquina do governo.

Também procuram entender o que se passa pelos lados da oposição, onde se ensaiam mudanças de papéis e onde também se apresentam novos candidatos a liderança para o mandato que se inicia em janeiro.

Falha técnica

O discurso de vitória da presidente eleita serviu para desarmar algumas bombas preparadas pela imprensa, como a questão do controle social da mídia.

Aparentemente, os jornais se tranquilizaram com a enfática defesa, por parte de Dilma Rousseff, da liberdade de imprensa.

Nada com que se surpreender, uma vez que o fantasma do controle estatal e da censura foi uma invenção da própria imprensa. Então, que seja a imprensa a exorcizá-lo.

Outro aspecto a destacar com a volta da normalidade no trabalho jornalístico, depois da histeria eleitoral, é a recuperação da capacidade de informar. A edição de quarta-feira (3/11) do Estado de S.Paulo revela, por exemplo, que aquela pane no metrô paulistano, ocorrida no dia 21 de setembro, não foi causada por sabotagem de militantes petistas, como chegou a ser noticiado. Foi resultado de uma falha técnica nos equipamentos das portas do trem.

Mais alguns dias e os jornais haverão de esclarecer que a futura presidente não devora criancinhas.
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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=614JDB011

REGULAÇÃO EM DEBATE: Cutucando o vespeiro

10/11/2010

Por Luciano Martins Costa

Comentário para o programa radiofônico do OI, 10/11/2010

Alguns jornais de quarta-feira (10/11) desafiam a futura presidente Dilma Rousseff a enfrentar o poder dos coronéis da mídia eletrônica e colocar em vigor a norma legal que proíbe detentores de cargos eletivos de possuir concessões de canais de radiodifusão.

No outro extremo da corda em que se disputa a hegemonia da mídia, o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Franklin Martins, reafirma que o governo irá, sim, dar andamento ao projeto de regulamentação.

Colocada assim a questão, que é como a apresenta a chamada grande imprensa, é de se supor que o governo e a mídia se encontram em rota de colisão incontornável. Depois da campanha eleitoral, na qual as principais empresas de comunicação do país se posicionaram claramente – e em alguns casos, oficialmente – contra o atual governo, muitos leitores estão provavelmente antevendo o choque como inevitável.

No entanto, é preciso ponderar que nem o ministro está falando em intervir no mercado de imprensa, nem a imprensa acredita mesmo que o poder Executivo assumiria a missão de reorganizar o setor de radiodifusão sem o apoio do Congresso Nacional e o respaldo do Judiciário.

De fora para dentro

Está em questão um estado de coisas que as empresas de comunicação consideram imutável: o livre jogo de poderes econômicos e políticos como única força reguladora do mercado de informação.

Acontece que o tema já extrapola o cenário da política nacional.

Com o anúncio, na terça-feira (9/11), do conjunto de quatro pesquisas sobre qualidade do jornalismo [ver, neste OI, "Publicações discutem qualidade na imprensa brasileira"], promovidas pela Unesco, o braço das Nações Unidas para cultura e a educação, a questão sai do campo de força governo versus imprensa oposicionista e ingressa no terreno das relações internacionais. No mínimo, deve-se convir que o padrão de qualidade do jornalismo não é apenas aquilo que os editores consideram como tal.

O trabalho, executado em parceria com a Renoi – Rede Nacional de Observatórios de Imprensa, consolida a tese segundo a qual o direito à informação é questão para ser debatida por toda a sociedade, e não decidida no ambiente restrito das assembléias de empresas de comunicação ou congressos de editores.

Avessa a qualquer espécie de controle social, a imprensa brasileira terá que se habituar a ser observada de fora para dentro, como parte de todas as instituições públicas ou privadas com responsabilidades no regime republicano.
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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=615IPB009

Entendimento em vez de enfrentamento

REGULAÇÃO EM DEBATE


Por Fernando Lauterjung em 10/11/2010

Reproduzido do Tela Viva, 9/11/2010; título original "Franklin Martins pede clima de entendimento na discussão de marco legal"

Na abertura do Seminário Internacional de Comunicação Eletrônica e Convergência de Mídias, na terça-feira (9/11), o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, cobrou uma participação ativa de todo o setor de comunicação na discussão de um novo marco legal para a comunicação social. Martins usou seu espaço para passar um recado à radiodifusão. Segundo o ministro, é preciso deixar "os fantasmas" de lado nesta discussão. "Se os fantasmas comandarem o processo, não criaremos um ambiente de entendimento. Não temos de nos desarmar dos interesses de cada grupo, mas estarmos abertos a um ambiente de entendimento. O clima de entendimento é melhor que o de enfrentamento", disse.

Segundo o ministro, o governo federal acredita que precisa dar atenção especial à radiodifusão neste processo. Para o ministro, é estratégico ter um sinal aberto e gratuito que chegue a toda a população. "Talvez o fantasma mais garboso seja a tese de que regulação é sinônimo de censura à imprensa. O governo Lula mostrou que defende a liberdade de imprensa, mesmo em um cenário desfavorável a ele", afirmou o ministro. Martins garantiu no evento que não há vontade de cercear a liberdade de divulgação e expressão.

Imediatismo

Franklin Martins apontou a necessidade de uma regulação para o setor antes que o mercado se regule sozinho. "Se não houver um processo legítimo para regular o mercado, aí quem vence é o mais forte", disse, lembrando os presentes que o faturamento do setor de telecomunicações, que começa a ter papel importante na distribuição de conteúdos, é 13 a 14 vezes maior que o da radiodifusão. "Se não houver regulação, a radiodifusão será atropelada pelas telecomunicações", disse. Martins afirmou que a regulação não vai entrar nesta área se outros temas forem boicotados pelo setor. "Precisamos sentar à mesa e conversar. E decidir no local onde se votam e aprovam as leis, o Congresso Nacional."

Pontos

Franklin Martins evitou detalhar cada ponto que deve constar no anteprojeto de Lei de Comunicação. Contudo, apontou algumas falhas do ambiente regulatório atual. Segundo ele, a legislação brasileira de comunicação é ultrapassada, lembrando que o Código Brasileiro de Telecomunicações (marco regulatório da TV aberta) é de 1962. "Nossa legislação é cheia de gambiarras", completou, descrevendo mecanismos legais criados para compensar a defasagem do marco legal.

"Nossos dispositivos constitucionais sobre comunicações não foram regulados até hoje, 22 anos depois. O único ponto regulado foi o limite de capital estrangeiro, quando alguns grupos tiveram problemas de caixa. Ainda não se regulou a regionalização, a produção independente e a desconcentração dos meios", disse.

Anteprojeto polêmico

A intenção do governo, segundo apurou este noticiário, é deixar um anteprojeto pronto para a presidente eleita Dilma Rousseff encaminhá-lo ao Congresso se achar necessário. Entre os pontos que são considerados estão a criação de uma agência reguladora única para a comunicação social, mas no governo há ainda quem defenda o modelo de duas agências separadas para o audiovisual e para as redes de distribuição. A Ancine é a principal defensora deste modelo.

Outro ponto que está em debate é a possível redefinição dos serviços, sendo criado um serviço de redes, onde entrariam todos os provedores de telecomunicações, um serviço de radiodifusão (aberto e gratuito) e um serviço de comunicação social eletrônica por assinatura. É certo que Internet não deve entrar em nenhum desses enquadramentos, a não ser quando houver sobreposição.

Seminário

A Secom organiza o seminário, que conta com representantes de órgãos reguladores de diversos países, bem como da União Europeia e da Unesco. A ideia, disse o ministro, é aprender com os exemplos destes países, "mas não imitar". Para Martins, os cenários são muitas vezes semelhantes, mas nunca idênticos. "Em todos os exemplos que serão mostrados aqui há democracia, sem qualquer tipo de censura à imprensa", finalizou o ministro. "Liberdade de imprensa não quer dizer que a imprensa é boa. Ela erra, e muito. Precisa saber corrigir seus erros a tempo. A imprensa tem que ser sujeita a crítica. Se formos capazes de entender isso, vamos ter mais vozes se expressando. É mais, e não menos, que está em jogo."

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Comunicação Social terá tratamento prioritário no próximo governo

Na abertura do Seminário Internacional de Comunicação Eletrônica e Convergência de Mídias, que acontece terça e quarta (8 e 9/11), em Brasília, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, afirmou que a área de comunicação social terá o mesmo tratamento que teve o setor de energia no primeiro mandato do governo Lula. Naquele momento, foi necessário refundar um marco regulatório para o setor, criando condições de investimentos em um ambiente seguro. "Foram feitas as modificações necessárias e criado um ambiente regulatório seguro, que acabou com o medo do apagão", disse. "Tivemos ainda um acidente ou outro, com a queda de uma torre ou algo assim, mas não há mais a escassez de energia", completou.

O anteprojeto de Lei de Comunicação será entregue à presidente eleita Dilma Rousseff, disse Franklin Martins, apostando que este terá papel importante na reformulação do marco para o setor. "Ou fazemos um marco regulatório ou perdermos o bonde de uma área crucial para o desenvolvimento da economia. Precisamos criar um ambiente que permita o investimento e que dê segurança à sociedade".(Fernando Lauterjung)

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Radiodifusão acompanha com receio discussão sobre marco regulatório

O termo "fantasma" usado por Franklin Martins durante apresentação no Seminário Internacional de Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias para descrever a forma como a radiodifusão vê qualquer hipótese de regulação no setor é menos figurativo do que parece. Em conversa com este noticiário, o presidente da RedeTV! e da Abra, a única associação de radiodifusão que participou da Confecom, Amílcare Dallevo Jr afirmou ter acompanhado com receio o seminário nesta terça. "Vemos com muita preocupação esta discussão. A imprensa tem que ser cada vez mais livre, menos regulada", afirmou, apesar das diversas manifestações pela liberdade de imprensa que ocorreram durante o evento.

Dallevo, vale lembrar, é um forte crítico à forma como o bolo publicitário é dividido entre as redes de televisão, tendo em alguns momentos questionado a eficácia do investimento concentrado em uma única rede sem levar em conta a audiência dos telespectadores com antenas parabólicas fora dos grandes centros. Questionado se acredita que o mercado é capaz de mudar este cenário sem a ajuda de uma regulação externa, Dallevo diz que vê com bons olhos uma regulação que garanta competição mais igualitária entre as emissoras e que "não permita monopólios". Mesmo assim, afirma, não vale a pena o risco de um marco que regule a imprensa. Questionado se acredita que é isso que está em curso tendo a Secretaria de Comunicação Social à frente, Dallevo diz que apenas "esperar que não". "Queremos pluralidade, mas com liberdade", finaliza o presidente da RedeTV! e da Abra. (F.L.)

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Estudo da Unesco critica marco legal brasileiro e recomenda desconcentração da mídia

Em palestra durante o Seminário Internacional de Comunicação Eletrônica e Convergência de Mídias, que acontece esta semana em Brasília, o consultor canadense Toby Mendel apresentou um estudo encomendado pela Unesco analisando o cenário brasileiro de comunicações e recomendando mudanças. Segundo Mendel, peculiaridades brasileiras, como a dimensão do país e a pluralidade cultural, bem como a importância da radiodifusão no país, fazem com que a regulação do setor de mídia não seja óbvia.

Para Mendel, a estrutura regulatória da radiodifusão no Brasil é complexa e ineficiente. O consultor julga o Ministério das Comunicações, bem como o Congresso, políticos demais para atuar na outorga de licenças. "É ridiculamente lenta a concessão de outorgas", disse. Mesmo assim, este tempo não é aproveitado para se fazer o que a situação demanda, em sua opinião. "A renovação de outorgas é uma importante oportunidade para discutir o que o radiodifusor fez e como atuará nos próximos dez anos. A outorga não é uma licença para imprimir dinheiro", disse.

Mendel fez uma crítica à falta de transparência na propriedade dos grupos de mídia brasileiros. Segundo ele, é fundamental atuar na desconcentração dos veículos de mídia. O consultor acredita que já há um órgão que poderia agir neste sentido, mas não o faz. "O Cade deveria atuar de forma mais firme", disse, referindo-se ao órgão de defesa da concorrência.

Entre as recomendações do estudo estão a criação de uma cota de conteúdo brasileiro, cota de produção independente e cota de conteúdo regional. Estas cotas deveriam abrigar, sobretudo a de produção independente, o horário nobre, afirma o consultor.

Outra recomendação é o aumento de recursos para a radiodifusão pública, sobretudo de fontes que não sejam o orçamento do governo, incluindo a publicidade. (F.L.)

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Reguladores devem atuar sobre órgãos de comunicação social, não sobre jornalistas

Agentes reguladores devem regular apenas os órgãos de comunicação social, jamais a imprensa. Este foi o recado de José Alberto de Azeredo Lopes, presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), de Portugal, durante o Seminário Internacional de Comunicação Eletrônica e Convergência de Mídias, que acontece esta semana em Brasília. A agência regula apenas a parte do conteúdo, sendo a camada das redes regulada pela Anacom. Segundo ele, as decisões do órgão nunca são direcionadas ao jornalista, ou ao autor de determinada obra, mas apenas às empresas do setor de mídia. A regulação do setor, diz, deve ser justamente para garantir a liberdade de imprensa. Azeredo Lopes alerta que há limites que devem ser estabelecidos: "A liberdade de imprensa não é uma liberdade absoluta. A liberdade sem limites é a antítese da concepção de liberdade". Ainda neste tema, o presidente da ERC afirmou que a intervenção do regulador nunca deve acontecer a priori, o que é censura.

Azeredo Lopes falou ainda sobre a regulação do conteúdo na internet em seu país. Segundo ele, a regra é que o meio não é regulado, mas com exceções claras. Jornais, rádios e TVs disponibilizados online são regulados, bem como os portais que tenham tratamento editorial semelhante ao destas mídias, com um volume de informações organizadas e disponibilizadas. Os blogs, contudo, não estão sujeitos a regulação, assim como textos individuais.

Concentração na mídia

Azeredo Lopes também falou sobre a concentração da mídia em poucos grupos. Segundo ele, o regulador pode e deve intervir em um mercado concentrado, sendo esta intervenção delimitada por lei. Em Portugal foi criado um portal de transparência do setor, listando os proprietários dos grupos de comunicação social. Em alguns casos, alguns acionistas estão fora do país. "Não temos jurisdição para nomear, nestes casos, mas consta que o proprietário está off shore", disse. "O cidadão questiona esta falta de transparência, o que pode afetar a confiança naqueles grupos." (F.L.)

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União Europeia busca regulação comum para o setor de mídia

"Na hora de discutir a regulação, temos que trabalhar com cenários diversos. O primeiro é o cenário não regulado, progredindo para diferentes níveis de regulação, para encontrar o modelo ideal", diz Harald Trettenbein, chefe adjunto da Unidade de Políticas de Audiovisual e de Mídias na direção da Sociedade de Informação e Mídia da Comissão Europeia. Segundo ele, que falou durante o Seminário Internacional de Comunicação Eletrônica e Convergência de Mídias, que acontece esta semana em Brasília, este é um processo transparente envolvendo todos os interessados.

Trettenbein falou sobre a regulação na União Europeia, que é uma regulação básica, já que os países membros do bloco contam com suas próprias regras. A ideia, explicou, é criar um ambiente que permita competição entre as mídias eletrônicas. Segundo Trettenbein, a regulação geral para o bloco, que serve como uma diretriz para os países membros, é dividida primeiramente em três camadas: os serviços de distribuição de conteúdo, como a radiodifusão; os serviços de comunicação eletrônica, como serviços de voz e de conexão; e as redes, sejam elas fixas, móveis ou satélite. Abaixo disso, no que se refere apenas ao conteúdo, Trattenbein dividiu novamente em três camadas a regulação: geral, com regras que devem ser seguidas por todos os serviços; linear, com regras para a distribuição linear de conteúdo audiovisual, ou seja, os canais de TV aberta ou fechada; e não-linear, para serviços como pay-per-view e video on demand.

As regras procuram garantir que o conteúdo da União Europeia trafegue por todo o bloco, ao mesmo tempo em que os países devem proteger os conteúdos locais. "A União Europeia produz três vezes mais filmes que os Estados Unidos. Mesmo assim, a participação de mercado dentro do bloco é muito menor", afirmou, apontando uma das áreas que recebe agora atenção especial. Segundo ele, está em curso um investimento de 755 milhões de euros na produção de filmes no bloco. Este investimento começou em 2007 e se estenderá até 2013. Questionado se há limites ao conteúdo estrangeiro, o regulador diz que é o contrário: há cotas mínimas para o conteúdo local.

Circulo virtuoso

A União Europeia definiu ainda regras para garantir direito à liberdade de expressão e pluralismo de opinião, que passam pela desconcentração da mídia.

Harald Trettenbein falou ainda das regras à publicidade adotadas no bloco. Segundo ele, a publicidade não pode ter mensagens subliminares e deve respeitar a dignidade humana. Além disso, é proibida a publicidade de tabaco e remédios, e menores de idade não podem ser impactados por publicidade de bebidas alcoólicas ou comidas que não consideradas saudáveis. Também é vetada a prática de product placement. Ainda em relação à publicidade, há o limite de 12 minutos de propaganda por hora de programação, sendo que em filmes longa-metragem, é permitido apenas um break comercial a cada 30 minutos.

Para 2020, está prevista uma agenda de aumento da banda oferecida no bloco econômico. A ideia, explica Trettenbein, é criar um círculo virtuoso para a economia digital. (F.L.)

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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=615IPB005

Unesco sugere tirar concessões do Congresso

Quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) recomendou ao Brasil que retire do Congresso a prerrogativa de aprovar concessões de rádio e TV e crie um órgão independente para regular o conteúdo da mídia eletrônica.

Ela sugeriu a criação de cotas obrigatórias para programação regional e produção independente nas emissoras de TV.Propôs ainda que as emissoras façam autorregulação, para adaptar suas condutas à regulação oficial e assim evitar a intervenção do órgão regulador governamental.

A Unesco estudou a radiodifusão no Brasil durante oito meses e apresentou seu diagnóstico no seminário internacional realizado pelo governo. O congresso termina hoje.

A Unesco criticou duramente o sistema de concessão de emissoras no Brasil e recomendou que o País crie uma agência reguladora independente. "O poder do Congresso de emitir licença tem base consticional, mas isso não atende os padrões internacionais", disse o canadense Toby Mendel, consultor internacional da Unesco, que apresentou um estudo sobre o setor no Brasil, durante o Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Convergências de Mídia, que está sendo realizado em Brasília.

Para a Unesco, o envolvimento do Ministério das Comunicações na emissão de outorgas fere a "independência" do sistema. Ele e Wyajananda Jayaweera, também da Unesco, foram claros: regulação não significa controle da mídia. "Não cabe ao governo impor camisa de força ao trabalho dos jornalistas", disseram. Eles defendem que haja uma autorregulação de "conteúdo danoso" pelas próprias emissoras sobre assuntos que envolvam crianças, cultura regional, privacidade, entre outras coisas. Se não houver uma solução jurídica adequada, aí sim a agência reguladora atuaria nesse sentido.

Para a Unesco, nada disso se confunde com liberdade editorial e de imprensa. As recomendações fazem parte de um estudo de oito meses sobre o setor no Brasil. Mais cedo, um representante da comunidade Europeia, Harald Tretenbein, afirmou que não há controle de conteúdo na Europa.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/unesco-sugere-tirar-concessoes-do.html

O amigo do José Serra:Empresa da família de Paulo Preto vira alvo de investigação em SP

Terça-feira, 9 de novembro de 2010

O Ministério Público de São Paulo passou a investigar a contratação da empresa do genro e da mãe do engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, por um dos consórcios construtores do Rodoanel.

O negócio foi feito em 2009, à época em que Souza era diretor da estatal paulista Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.).

O procedimento da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social tem como base reportagem da Folha de 30 de outubro que informou a realização de um pagamento de R$ 91 mil feito pelo consórcio Andrade Gutierrez/Galvão à companhia Peso Positivo, que tem como sócios os parentes de Souza.

As empresas afirmam que o valor correspondeu à remuneração pela prestação de serviços de guindastes pela Peso Positivo na área do Lote 1 do trecho Sul do Rodoanel por dois meses em 2009. Souza foi diretor de Engenharia da Dersa de 2007 a abril de 2010.

O promotor Roberto Antonio de Almeida Costa é o responsável pela investigação, que poderá apurar a ocorrência de eventuais atos de improbidade administrativa, enriquecimento ilícito ou favorecimento indevido.

Fernando Cremonini, genro de Souza, tem participação de 99% na Peso Positivo, e Maria Orminda Vieira de Souza, mãe do engenheiro, possui 1% das cotas.Cremonini é marido da filha de Souza, a jornalista Tatiana Cremonini, que trabalha no Palácio dos Bandeirantes desde 2007.

José Luís Oliveira Lima, advogado da empresa e do engenheiro, afirmou que "toda a operação foi feita dentro da legalidade e devidamente registrada com a emissão de notas. Tão logo o Ministério Público solicite as informações elas serão prestadas"..Na Folha
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/o-amigo-do-jose-serraempresa-da-familia.html

Marco Aurelio de Mello vota a favor de candidato condenado a 13 anos de prisão

Quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O ministro Marco Aurélio de Mello parece que está sempre do lado errado da lei. Ou para ele a lei não existe. Veja só que fez o nobre ministro.

Condenado a 13 anos de prisão em regime fechado, por peculato e formação de quadrilha, o candidato a deputado federal por Rondônia, Natan Donadon (PMDB), teve o registro de candidatura barrado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Acusado de participar de um esquema que desviou cerca de R$ 8 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia, o registro de Donadon foi barrado com base na Lei da Ficha Limpa. Apesar disso, o TSE considerou o político inelegível por ter sido condenado a cinco anos e seis meses de reclusão, além 130 dias-multa, por peculato e formação de quadrilha.

Marco Aurélio de Mello foi o único que votou a favor desse político. Além de considerar que a Lei da Ficha Limpa não pode ser aplicada às eleições deste ano, ele ressaltou que deve ser observado, no caso, a condição da segurança jurídica em virtude da irretroatividade da lei e o princípio da não-culpabilidade.

O ex-deputado concorreu nas eleições deste ano com o registro indeferido em virtude de decisão do TRE-RO (Tribunal Regional Eleitoral) de Rondônia, que levou em conta as duas condenações colegiadas contra Donadon nas duas ações judiciais.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/marco-aurelio-de-mello-vota-favor-de.html

Não conseguiu com Lula, vai tentar com a Dilma!...DEM apresenta projeto para regular participação de chefes do Executivo nas eleições

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Não conseguiu com Lula, vai tentar com a Dilma!...DEM apresenta projeto para regular participação de chefes do Executivo nas eleições
Um projeto de lei para impedir abusos de chefes dos Poderes Executivos em campanhas eleitorais foi apresentado nesta terça-feira à Câmara pelos deputados Roberto Magalhães (DEM-PE) e Paulo Bornhausen (SC), líder do DEM.

De acordo com Magalhães, o objetivo maior é preservar o decoro e a dignidade do cargo e proteger a igualdade entre os candidatos.

O projeto estabelece que o presidente da República, os governadores e os prefeitos que não estiverem concorrendo à reeleição ficarão impedidos de participar, ao vivo, de atos de campanhas ou de propaganda eleitoral.

A proposta também proíbe que os ocupantes desses cargos vinculem quaisquer atos, programas, obras ou realizações da administração pública a candidatos reconhecidos como beneficiários de seu apoio.

Ele será agora encaminhado às comissões técnicas da Câmara, onde deverá ser analisado e votado. Só depois disso poderá ser levado à votação no plenário da Casa. Se aprovado, será encaminhado à apreciação do Senado Federal.Informações da Folha tucana

Ou...

O DEM não faz nada sozinho. O DEM é o partido laranja de José Serra. Juntos, quererm cercear a liberdade de expressão dos chefes de executivo. Isso não é nada democrático. Esses demos são uns democratas de fachada.

Nos EUA, Obama e esposa participaram ativamente das últimas eleições e não houve qualquer reclamação dos oposicionistas (porque isso é algo normal).

O que deveriam regular é a manifestação pública tendenciosa de ministros de altas cortes (Gilmar Mendes e Marco Aurélio de Mello) e de altos membros do MP (Sandra Cureau), estes sim magistrados ou envolvidos diretamente no julgamento de ilícitos de campanha.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/nao-conseguiu-com-lula-vai-tentar-com.html

A truculência verborrágica de Gilmar Mendes

11/11/2010
Enviado por luisnassif

Carta enviada à revista Piauí:


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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-truculencia-verborragica-de-gilmar-mendes

A raça dele está chegando ao fim: DEM estuda se unir a outras siglas

Quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Em busca da sobrevivência política, partido cogita a possibilidade de fundir-se ao PSDB ou ao PMDB,(de Quércia) hipótese que converteria em aliado um opositor ferrenho ao governo Lula

Partidos que sofreram as maiores derrotas durante as eleições, DEM e PPS enfrentam um truncado jogo de alianças e acordos até o fim do ano para definir uma mudança de curso que recoloque as legendas em uma rota de sobrevivência política. Enquanto os sucessores do antigo PFL estudam a fusão com o PSDB e até um desembarque no PMDB-o que jogaria a legenda na bancada governista -, os socialistas tentam se afastar da imagem conservadora dos atuais aliados para marchar rumo a uma oposição mais branda ao governo federal.

Depois de perder 22 cadeiras na Câmara e seis no Senado como resultado do pleito de outubro, o DEM estuda se unir a outras siglas para manter parte do cacife político. Na oposição desde a primeira eleição do Presidente Lula, em 2002, o partido viu a bancada se reduzir dramaticamente.

Da quase uma centena de deputados federais eleitos em 1998, sobrarão apenas 43 a partir de 1º de fevereiro, data da posse dos novos parlamentares. Diante dos números, os maiores expoentes da legenda estudam a fusão com PSDB ou PMDB. Na prática, isso significa dizer que a sigla poderia tomar um caminho insólito e apoiar o governo petista depois de fazer oposição ferrenha a Lula nos últimos oito anos.

O maior temor do DEM é que uma janela para a troca de partidos seja aprovada pelo Congresso e a bancada se reduza ainda mais com a migração de parlamentares para a base governista.

"Estamos extremamente fragilizados. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, tem conversado com vários partidos, sempre com um cenário de fusão", revela o deputado federal Guilherme Campos (DEM-SP).De acordo com o parlamentar, o presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), também tem participado dos encontros.

Ao negociar um desembarque na bancada governista, o DEM praticamente implodiria a oposição ao Palácio do Planalto durante o governo de Dilma Rousseff, já que o grupo ficaria reduzido a PSDB, PSol e PPS, que, juntos, detêm apenas 68 dos 513 assentos na Câmara dos Deputados. Por isso, os atuais partidos da bancada governista desconfiam das reais intenções da legenda. Entendem que a negociação aberta seria mais uma forma de pressionar o PSDB a garantir maior espaço nas composições estaduais e municipais. O maior interessado é justamente Kassab, que termina o mandato na Prefeitura de São Pauloem2012 e almeja chegar ao Palácio dos Bandeirantes, que será ocupado por Geraldo Alckmin (PSDB) nos próximos quatro anos.

Musculatura

Se o destino do DEM passa por São Paulo, o PPS tenta formar uma frente com partidos menores para tentar ganhar um mínimo de musculatura no Congresso. A legenda viu reduzir de 22 para 12 o número de deputados na Câmara e tem apenas Itamar Franco (PPS-MG) no Senado. O presidente do partido, Roberto Freire, analisa que o caráter conservador abraçado pelos aliados PSDB e DEM durante as eleições prejudicou em especial o partido, que pretende se inserir em um discurso de centro-esquerda.

"Tivemos erros crassos na campanha que se encerrou, como fazer uma oposição que aplaudia o governo, sem citar a correção necessária de rumos, sem espírito crítico", critica Freire. O partido se aproxima de grupos mais alinhados ao Planalto, como PV e PSol. O próprio Freire admite voltar à bancada governista, de onde saiu depois do escândalo do mensalão em 2005, desde que o Palácio do Planalto altere a atual política econômica.

Devolta aos trabalhos

A Câmara iniciou ontem à noite a votação de medidas provisórias que trancam a pauta. Depois de mais de três meses sem deliberações, os deputados aprovaram a MP que prorroga até o fim de janeiro os contratos do Executivo. Também foi aprovada a medida provisória que altera o Fundo Especial para Calamidade Públicas e o Sistema Nacional de Defesa Civil, para dar mais agilidade às transferências de recursos governamentais em caso de desastres. O Senado também retomou a rotina de votações e, na noite de ontem, aprovou, em primeiro turno, a reforma do Código de Processo Penal. Entre as mudanças, está o fim da prisão especial para pessoas que tenham concluído o ensino superior. A matéria ainda será apreciada em segundo turno.Com informações do Correio Braziliense
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/raca-dele-esta-chegando-ao-fim-dem.html

A 'justiça' paulista é cega. Mas enxerga no escuro...

Quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O delegado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) foi condenado a três anos e onze meses de prisão pela Justiça Federal de São Paulo. Ele é acusado de vazar informações e forjar provas enquanto chefiava a Operação Satiagraha, que condenou o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, a 10 anos de prisão por corrupção ativa.

Como se vê a justiça em São Paulo é rapida, quando lhe convém

Crimes do delegado:

1 - Prender Daniel Dantas

2 - Prender Naji Nahas

3 - Não aceitar suborno quando oferecido

4 - Investigar a corrupção nos 3 poderes, inclusive o Supremo de Gilmar Mendes

5 - Algemar os criminosos e recolher provas numa mega operação da policia federal.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/justica-paulista-e-cega-mas-enxerga-no.html

Jô Soares no Prêmio Portugal Telecom

10/11/2010
Enviado por luisnassif

Por falar em educação:

Do Blog de Maurício Stycer

Jô Soares constrange escritores e organizadores de prêmio literário

A cerimônia de entrega da oitava edição do Prêmio Portugal Telecom de Literatura, na noite de segunda-feira, é a fofoca do momento no mundo das letras. O assunto principal nem é a vitória de Chico Buarque, com o romance “Leite Derramado”, mas a performance do humorista Jô Soares como mestre de cerimônias da noitada, na Casa Fasano, em São Paulo.

Dez escritores concorriam ao cobiçado prêmio de R$ 100 mil, que também dá R$ 35 mil para o segundo lugar e R$ 15 mil para o terceiro.

A cerimônia foi imaginada nos moldes do programa que o humorista apresenta na televisão, incluindo o seu sexteto musical. Jô ignorou diversas passagens do roteiro preparado para a sua leitura e, improvisando, causou diferentes constrangimentos.

O roteiro previa que Jô apresentasse cada um dos dez autores finalistas do prêmio, fazendo um breve resumo biográfico e da obra que disputava a láurea. Não disse uma linha sequer. Vários dos autores indicados estavam presentes e sequer foram mencionados, O segundo colocado, Rodrigo Lacerda, autor do romance “Outra Vida”, foi praticamente enxotado do palco para a entrada de Chico.

Além de ignorar o roteiro, Jô demonstrou falta de conhecimento literário, como se viu na pouca familiaridade do apresentador com o nome de Armando Freitas Filho, um dos principais poetas brasileiros, terceiro colocado, com “Lar”.

O constrangimento estendeu-se a Pilar del Rio, viúva de José Saramago, o escritor homenageado da noite. Jô recebeu Pilar no palco e, como de hábito, falou mais que a entrevistada, além de transmitir a impressão que era íntimo do autor. Sobre o seu último livro, “As Palavras de Saramago”, distribuído aos convidados, o apresentador disse pouco.

Ao entrevistar Chico Buarque, o grande vencedor, Jô aproveitou para tecer um paralelo entre o trabalho literário do compositor e o seu próprio, além de conversar sobre futebol.

Ao final da cerimônia, Selma Caetano, curadora do prêmio, pediu desculpas aos escritores finalistas. Disse a eles lamentar que o que deveria ser uma festa da literatura tenha se transformado num evento social.

O apresentador “só não destratou o copeiro, porque não havia copeiro”, escreveu o jornalista Roberto Kaz, na “Folha”. “Foi uma coisa realmente grotesca”, resumiu um dos presentes a este blogueiro.

A Portugal Telecom não quer comentar o episódio. Apenas considera que o prêmio está acima deste constrangimento.
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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/jo-soares-no-premio-portugal-telecom

Dilma Pokémon vira vídeo de sucesso na internet; assista

10 de novembro de 2010



Mais um vídeo retratando as eleições presidenciais de 2010 está fazendo sucesso na internet. O vídeo faz uma paródia Agora, parodiando o desenho Pokémon, com Dilma Rousseff e José Serra travando batalhas assim como faziam os monstrinhos do anime. O vídeo alcançou o 1º lugar no Trending Topics Brasil e o 9º no TT mundial.
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Fonte:http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/2010/11/dilma-pokemon-vira-video-de-sucesso-na.html

Instituto Lula já tem patrocinadores e sede

Quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Tocado com reserva por um grupo de apoiadores, o projeto do Instituto Luiz Inácio Lula da Silva está pronto. Já há patrocínio de empresários e até espaço físico disponível, faltando apenas o aval final do presidente e da primeira-dama Marisa Letícia. Uma fonte envolvida na empreitada afirmou que um prédio de três andares, próximo ao Parque Ibirapuera, em São Paulo, está reservado para ser a sede do futuro instituto. O espaço conta com um auditório de 200 lugares e estacionamento.

Um dos andares seria destinado à história e toda a trajetória política do petista, desde os tempos de sindicalismo no ABC paulista. Outro andar seria reservado aos presentes e comendas recebidos pelo presidente ao longo dos oito anos de mandato. Lula também terá um gabinete, de onde deve despachar e receber visitas. O Instituto Lula seguirá o modelo usado por outros ex-presidentes, como Fernando Henrique Cardoso e Bill Clinton.

Segundo a fonte, Lula e Marisa já visitaram o local. Em princípio, o Presidente avaliou que o prédio seria “muito grande”. Já Marisa – que deverá dar a palavra final – gostou do espaço. Além disso, alguns dos apoiadores do instituto argumentam que o presidente tem muita coisa a ser mostrada e preservada, o que justificaria o espaço escolhido. Por isso, a expectativa é de que o petista aprove o projeto. O instituto deverá ser inaugurado no início do próximo ano.

Petistas e algumas lideranças revelaram que a primeira “missão” do instituto será coordenar as discussões sobre a reforma política, que Lula já anunciou que irá comandar assim que deixar a Presidência. Para engrossar o coro pela reforma, inclusive, Lula já tem pedido o apoio de alguns aliados. Um dos “convocados” é o prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT).
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/instituto-lula-ja-tem-patrocinadores-e.html

Em nota oficial, reitores se dizem confiantes no Enem

Quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou nota nesta quarta-feira afirmando que mantém a confiança no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

As provas aplicadas no último fim de semana foram anuladas pela Justiça Federal no Ceará após erros de impressão nas provas e folhas de respostas que prejudicaram alguns candidatos.

Para a entidade, o exame "seguirá avançando no seu processo de consolidação e aperfeiçoamento, para que se afirme como instrumento de acesso às nossas instituições e de balizamento para o ensino fundamental e médio".

Pelo menos 83 instituições públicas de ensino superior - entre universidades federais, estaduais e institutos federais - vão utilizar o exame em seus processos seletivos para o primeiro semestre de 2011. Caso a prova tenha que ser refeita para todos alunos, como recomendou a Justiça Federal, haverá atraso na divulgação dos resultados e, consequentemente, no início do semestre letivo das universidades.

Os reitores dizem ter "toda expectativa" de que os problemas ocorridos na edição de 2010 serão "adequadamente resolvidos, sem prejuízo para o processo de seleção em andamento" e que as responsabilidades serão "devidamente apuradas".No Terra
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/em-nota-oficial-reitores-se-dizem.html

Por que a mídia teme o debate?

09/11/2010

“A proposta é recebida com receio pelo setor, que teme o cerceamento do conteúdo jornalístico”, escreveram na Folha as repórteres Elvira Lobato e Andreza Matais, sobre o seminário promovido pelo governo federal, que começa nesta terça-feira, em Brasília, com o objetivo de discutir uma nova regulamentação para os meios de comunicação eletrônica. Os outros jornais também mostraram o mesmo receio.

Afinal, o que tanto temem os barões da mídia? É sempre a mesma coisa: basta qualquer setor da sociedade civil ou representantes dos três poderes colocarem em discussão a regulamentação dos meios de comunicação social no país para que as entidades representativas do setor reajam em bando, assustadas, como se um exército de censores estivesse de prontidão para acabar com a liberdade de imprensa no país.

Do que se trata? Com base na legislação de outros países, que enviaram representantes ao seminário, o atual governo está preparando um anteprojeto de lei para estabelecer novas regras do jogo numa área revolucionada nos últimos anos pelos novos meios eletrônicos. O resultado deste trabalho será entregue à presidente eleita Dilma Rousseff, que decidirá se enviará ou não um projeto de lei ao Congresso Nacional, a quem cabe a última palavra.

Em qualquer democracia do mundo, é assim que as coisas funcionam. Aqui, não. Nossa mídia não admite que nenhuma instância da sociedade, dos parlamentos ou dos governos eleitos se atreva a se meter em sua seara. É como se a mídia constituisse um mundo à parte, uma instituição autônoma, acima do bem e do mal, inimputável como as crianças e os índios.

Desde o começo do primeiro governo do presidente Lula, já se gastaram milhares de quilômetros de matérias em jornais e revistas e horas sem fim de comentários em emissoras de rádio e televisão para falar das ameaças à liberdade de expressão no Brasil. O nome do fantasma é “controle social da mídia”, um negócio que ninguém sabe direito o que é nem como faz para funcionar, mas é muito perigoso.

Pergunto: qual foi até agora a iniciativa concreta do governo Lula para cercear qualquer profissional ou orgão de imprensa? Sim, eu sei, falarão do episódio da “expulsão” do correspondente Larry Rother, um grave erro do governo que não se consumou, e da “censura” ao Estadão, que já dura não sei quantos séculos, impedido de falar dos rolos de um filho do ex-presidente José Sarney, por determinação da Justiça.

Só por ignorância ou má fé casos assim podem ser citados por entidades como a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), venerando clube que congrega o que há de mais reacionário e ultrapassado no continente, como exemplo de que no Brasil não vigora a mais absoluta liberdade de imprensa e de expressão.

Não adianta o ministro Franklin Martins, da Comunicação Social, responsável pelo seminário e pelo anteprojeto, repetir mil vezes que o objetivo da discussão é defender, e não ameaçar, a radiodifusão, que sofre a pesada concorrência das empresas de telecomunicação. “Se prevalecer só o mercado, a radiodifusão será atropelada da jamanta das teles”.

Os números publicados pela Folha dão razão a Martins. “Enquanto as teles faturaram R$ 144 bilhões em 2009, o faturamento somado das rádios e TVs foi de R$ 13 bilhões e R$ 15 bilhões”, informa o jornal. O ministro também descarta qualquer “controle social” sobre a mídia. “A imprensa já é observada, criticada e fiscalizada pela internet, que, aliás, faz isso de forma selvagem, mas faz”.

A maior prova de que as empresas e suas entidades representativas não querem regulamentação alguma e só aceitam prestar contas a Deus, se acharem necessário, foi o fracasso da tentativa de criar uma comissão, no último encontro da Associação Nacional de Jornais (ANJ), para começar a discutir a autorregulamentação do setor.

Na área de publicidade, a iniciativa foi tomada há mais de 30 anos com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), que envolve agências, veículos e anunciantes, e funciona muito bem. Mas as Organizações Globo foram contrárias à criação da comissão e, portanto, não se falou mais no assunto.

É esta, por sinal, a principal recomendação do estudo “Indicadores da Qualidade de Informação Jornalística”, que será lançado hoje pela Unesco, com base em 275 questionários respondidos por profissionais de todo o país. “Cabe às empresas do setor definir os padrões de qualidade”, resumiu Guilherme Canela, o coodenador do estudo, que propõe a autorregulação.

Só falta agora os tementes da SIP, da Abert, da ANJ (da líder oposicionista Judith Brito), da Aner, os de sempre, enfim, acusarem a Unesco, um orgão da ONU, de se meter onde não foi chamada e ameaçar a liberdade de imprensa no Brasil.

Razão tem meu amigo Luciano Martins Costa, que escreveu ontem no “Observatório da Imprensa” a melhor definição sobre a crise existencial vivida pela nossa velha imprensa:

“O que acontece é que as empresas tradicionais de mídia vivem no regime monárquico e lutam para impedir a proclamação da República”.
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Fonte:http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2010/11/09/por-que-a-midia-teme-o-debate/

Nós Vencemos! Tributo aos militantes

09.11.10

Muito me orgulha ter sido citado pelo ilustre Lula Miranda em seu emocionante texto, que reproduzo abaixo.

André Lux

Tributo aos militantes

Esse texto é para louvar e agradecer à militância. Para tanto, escolhi um dos nossos “paradigmáticos”. Um militante que nessa luta foi extraordinário: José de Abreu. O cidadão, não o ator. Foi estimulante, comovente testemunhar a dedicação, a entrega desse homem à nossa causa.

Por Lula Miranda, na Agência Carta Maior

Nós vencemos. Eles perderam. Simples assim. Aproveitemos à exaustão o deleite e as delícias dessa sagrada vitória. Não lhes daremos “o gosto” de um suposto e extemporâneo “terceiro turno”. Não tripudiaremos, decerto, pois não é da nossa índole. Porém tampouco aceitaremos ou permitiremos que tentem macular nossa alegria, nossa folia, novamente, com suas infâmias, com esse abjeto racismo e separatismo que agora nos oferecem em sua bandeja de misérias. Não. Esse lixo não nos serve. Esse lixo não serve ao Brasil que ora, com muito zelo, construímos. Vivemos num Estado de Direto. As instituições darão conta desses infames.

Para que fique bem claro, de uma vez por todas: quem somos “nós”, quem são “eles”. Nós somos os “militantes da utopia”, os “justos”, generosos, fraternos, humanistas; somos os guardiões e militantes de uma causa que preconiza mais distribuição de renda, mais Bolsa Família, mais empregos, Luz para Todos, mais Minha Casa Minha Vida,uma maior presença do Estado na economia, mais investimentos em infra-estrutura e saneamento básico, saúde, educação e segurança, mais cidadania.

Repito, mais uma vez, para que fique cristalino: nós vencemos. O nosso projeto foi aprovado pela maioria esmagadora dos brasileiros, de Norte a Sul; do Nordeste ao Sudeste. Dilma Vana Rousseff foi eleita a primeira mulher presidente da República do Brasil. Dará continuidade e, mais que isso, aperfeiçoará o legado de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente-operário.

Já eles, os perdedores, em sua esmagadora maioria, são/representam a “vanguarda do atraso”, o fundamentalismo religioso, o ódio, todo tipo de preconceito, o separatismo, a privatização, ou seja, a entrega do Estado a interesses privados, o cruel “higienismo” contra os desassistidos. Representam, pois, o destampatório de todo mal, a Pandora inesgotável – como bem registrou em artigo o meu valoroso conterrâneo Leandro Fortes. Eles simbolizam os “bichos escrotos” que solertes saíram dos esgotos, das sombras com a pretensão de arruinar a nossa festa e, por conseguinte, o nosso projeto de um país para todos os brasileiros.

Mas não conseguiram. A esperança venceu o medo, novamente; a verdade venceu a mentira, com altivez e galhardia. A catequese amorosa, que é inerente a nossa natureza, e que aperfeiçoamos com Leonardo Boff, Frei Betto e tantos outros, venceu sobejamente a pregação odienta dos nossos antagonistas. Nós vencemos – nunca é demais reiterar. Nós vencemos!

Vencemos [palavra saborosa], sobretudo, graças a nossa militância: fraterna, valente, aguerrida, desinteressada, pois idealista, amorosa. Foi emocionante rever/reconhecer os companheiros nas ruas de todo o país, panfletando, agitando as bandeiras da Dilma com fervor cívico, como há muito não se via. Como - ou melhor, por quê?! - não chorar diante daquela histórica manifestação de apoio dos artistas e intelectuais no Teatro Casagrande no RJ? Ou na manifestação dos juristas e professores na PUC-SP ou dos intelectuais e professores no campus da USP, por exemplo? E os cem mil com Lula em Pernambuco?! Como segurar as lágrimas ao ouvir a declaração de apoio de Marilena Chauí? Como não vibrar com o discurso flamejante de Luiza Erundina? Não tenho dúvida: os melhores estavam (e sempre estarão) do nosso lado. Caminharemos juntos, sempre em frente, buscando um auspicioso/generoso porvir.

Mas esse texto é para louvar e agradecer à militância. Para tanto, escolhi um dos nossos “paradigmáticos”. Um militante que nessa luta foi extraordinário: José de Abreu. O cidadão, não o ator. Foi estimulante, comovente testemunhar a dedicação, a entrega desse homem à nossa causa. Vê-lo nas ruas, em sua pregação afetuosa no twitter ou mesmo no 1º Encontro dos Blogueiros Progressistas. Não à toa esteve no palco na noite da vitória em Brasília – chorava copiosamente –, não simplesmente na condição de “papagaio de pirata” da presidente eleita, mas nos representando, militantes que fomos/somos . O Zé ali era “nós na fita”. Ah, o Zé Bigorna foi sensacional, singular.

Os blogueiros progressistas [prefiro, você bem o sabe, “de esquerda”] também tiveram um papel fundamental – assim como seus leitores e comentaristas. Alguns jornalistas também se recusaram a se associar aos infames sabujos da velha mídia e não se omitiram. Cito aqui alguns deles, jornalistas, blogueiros, leitores/comentaristas, como uma forma de registrar o nosso agradecimento e homenagem: Rodrigo Vianna (fundamental!), Altamiro Borges (grande Miro!), Luis Carlos Azenha (a sagacidade em pessoa), Eduardo Guimarães (incansável), Paulo Henrique Amorim (um guerreiro!), Luis Nassif, Brizola Neto, Renato Rovai (o que mais “furou”, digo, deu em primeira mão,resultados de pesquisas), Deputado Paulo Teixeira, Miguel do Rosário, Maringone, “Seu Cloaca”, André Lux, Jorge Furtado, Idelber Avelar, Celso Lungaretti, Conceição Oliveira, Argemiro Ferreira, Izaías Almada, Marcelo Sales, Flávio Aguiar, Palhares, Emir Sader (o nosso “emir”), Gilson Caroni Filho (um virtuose da “logopéia”), Antônio Martins (outro virtuose), Venício Lima, Laurindo Leal Filho, Mino Carta, Bob Fernandes, Marco Aurélio Mello, Luis Favre, Maurício Thuswohl, Maria Frô, “Na Maria”, Marco Weissheimer, Leonardo Sakamoto, Francisco Carlos Teixeira, Luis Carlos Lopes, Maria Inês Nassif, pessoal do blog Amigos do Presidente, Grupo Beatrice, equipe do Observatório da Imprensa, pessoal da Rede Brasil Atual, pessoal da Caros Amigos, Stanley Burburinho, Gunter Zibell, Professor Hariovaldo, Malu Marcondes Ferreira, Guimarães s v, Messias Franca (de Feira de Santana, Bahia)...

São tantos os nomes/talentos que se irmanaram nessa nossa vitória que dá um orgulho danado de estar ao lado dessa gente tão valorosa. Não dá não?

São tantos os nomes desse nosso aguerrido “exército”. Mas certamente faltou elencar o seu, estimado leitor. Portanto, caso seu nome ainda não conste dessa minha imperfeita lista [na verdade, um rascunho inicial], é só subscrever abaixo, pois, ao final, complementarei esse elenco de nomes/talentos e farei um poema-objeto (um cartaz virtual, algo assim) com o registro de todos que, de alguma maneira/forma, contribuíram para essa vitória da cidadania; seja como militante nas ruas, seja como jornalista, articulista, blogueiro (“sujo” ou “limpinho”), como leitor, comentarista etc. Qualquer maneira de entrega/dedicação valeu a pena - literalmente.

Se você é um dos nossos, um dos vitoriosos, subscreva abaixo.

Parabéns! Você ajudou a vencer a infâmia, o ódio, a maledicência. Parabéns! Você ajudou a eleger a primeira presidente do Brasil!

Receba os meus/nossos sinceros cumprimentos e agradecimentos. Celebre bastante até o dia da posse. Não se deixe incomodar pelos desmancha-prazeres [os que, insanos, clamam por um 3º turno]. Certamente nos encontraremos novamente em Brasília.

A luta, porém, sabemos, não acaba nunca. Afinal, nunca é demasiado lembrar, militamos em nome da utopia.

Viva a Dilma! Viva Lula! Viva o Brasil!

Lula Miranda é poeta e cronista. Foi um dos nomes da poesia marginal na Bahia na década de 1980. Publica artigos em veículos da chamada imprensa alternativa, tais como Carta Maior, Caros Amigos, Observatório da Imprensa, Fazendo Média e blogs de esquerda.
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Fonte:http://tudo-em-cima.blogspot.com/2010/11/lula-miranda-tributo-aos-militantes.html

Com muita sorte, desapego e amor

10/11/2010

Ricardo Kotscho

Tem gente que passa a vida toda sonhando com o grande prêmio da loteria e planejando como gastar a bolada, mas este dia nunca chega. Para outros, demora tanto a chegar que, quando o dinheiro lhes cai nas mãos, já não sabem o que fazer com ele.

Foi o que aconteceu com um casal de idosos no Canadá, que ganhou mais de US$ 11 milhões (cerca de 18 milhões) na loteria e resolveu doar tudo. A notícia veiculada pela BBC Brasil não é nova. Foi publicada numa nota de 12 linhas do Último Segundo na sexta-feira passada.

Achei a história tão boa que a imprimi e mandei para alguns parentes e amigos, mas a esqueci sobre a minha mesa, sendo atropelada por outros assuntos considerados mais importantes, o que é uma bobagem minha. Dependendo de quem a lê, qualquer notícia pode ou não ser interessante. E estas pequenas histórias da vida real sempre me fascinaram.

Allen Large, de 75 anos, e Violet Large, de 78, resolveram se livrar do dinheiro para evitar “uma grande dor de cabeça”. A explicação de Allen é fantástica porque resume em poucas palavras uma belíssima demonstração de amor e de desapego:

“Você não sente saudade daquilo que nunca teve. O dinheiro que ganhamos não é nada. Temos um ao outro”.

A notícia, originalmente publicada no jornal local “Halifax Chronicle-Herald”, informa que o casal Large vive em Lower Truro, na província de Nova Scotia, e foi surpreendido sem planos sobre o que fazer com o dinheiro.

Os dois tiveram dúvidas: pegaram a grana e saíram em viagem pela província parando em hospitais, igrejas e associações de caridade para distribuir o prêmio que ganharam.

Aos que se surpreendiam com o gesto do casal, Violet, que se submetia a um tratamento contra o câncer, e estava sem cabelos, dava uma lição de vida:

“Doar o dinheiro nos fez sentir melhor. E há tanta coisa boa a ser feita com ele”.

Quantos de nós seríamos capazes de fazer o mesmo que Allen e Violet?

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Recebi de amigos indignados com as últimas demonstrações de preconceito e do que chamei de “racismo regional” o pedido para publicar a nota abaixo sobre um evento marcado para amanhã, quinta-feira, dia 11.

Ato de Desagravo aos Nordestinos

Evento será realizado após a Sessão Ordinária da Câmara nesta quinta-feira, dia 11, e contará com a participação de autoridades ligadas aos Direitos Humanos e Cidadania e representantes da sociedade civil

Acontece nesta quinta-feira (11/11), às 17 horas, no Plenário 1º de Maio, na Câmara Municipal de São Paulo, o Ato de Desagravo aos Nordestinos. O evento será realizado após a Sessão Ordinária da Casa Legislativa.


Promovido pelo vereador Francisco Chagas (PT), o ato tem por objetivo manifestar repúdio às ofensas disseminadas na internet, e à introdução e prática na sociedade paulista e brasileira de qualquer forma de discriminação das pessoas motivadas por preconceitos, seja de raça, cor, etnia, sexo, origem regional, religião, nacionalidade, entre outras.

São aguardadas para o Ato, além dos vereadores, outras autoridades e instituições ligadas aos Direitos Humanos e Cidadania, representantes das comunidades nordestina, negra e indígena, bem como entidades da sociedade civil, e representantes de trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais.

Na semana passada o vereador Chagas protocolou no Ministério Público Federal, em São Paulo, uma representação para apuração de possível prática de Crime de Racismo cometida por usuários de redes sociais da Internet, como Twitter, Facebook, Orkut e outras.

Esses usuários distribuíram ofensas de cunho racista pelas redes sociais logo após ter sido anunciada a vitória de Dilma Roussef, na noite do dia 31 de outubro. As ofensas são contra os habitantes e pessoas com origem nos Estados localizados no Nordeste e Norte do País, bem como contra membros das comunidades indígena e negra.

Francisco Chagas é autor da Lei Municipal que criou o Dia do Nordestino na cidade de São Paulo. A data faz parte do Calendário Oficial de Eventos do Município, e tem como objetivo prestar uma justa homenagem e reconhecimento aos mais de 4 milhões de cidadãos de origem nordestina ou seus descendentes que moram na capital paulista.
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Fonte:http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2010/11/10/com-muita-sorte-desapego-e-amor/

Entenda o 3º turno midiático

10.11.10

Talvez o humorístico global Casseta & Planeta seja a melhor expressão do ódio que a Globo devota ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como se sabe, o “casseta” Marcelo Madureira , editor do programa, está entre o time de “pensadores” do anti-lulismo midiático, tendo sido cultuado naquele evento inesquecível da Associação Nacional de Jornais em que a “dona Judith” reafirmou a papel da grande mídia de braço auxiliar da oposição tucano-pefelê.

A edição desta semana da atração humorística da rede de concessões públicas de rádio e tevê da família Marinho, a pretexto do humorismo político veiculou um programa cheio de rancor e deboche – em vez de humorismo – contra o presidente da República. Um programa que não guarda a menor similaridade com os sentimentos da maioria absoluta dos brasileiros em relação àquele que chega ao fim de oito anos de mandato amado por seu povo como nenhum outro governante da história contemporânea deste país.

O estrebuchar do rancor global, um sentimento diminuto travestido de deboche e de tentativa de tripúdio contra a impotência da sociedade de impedir o uso político de concessões públicas, começa com um anúncio de jornal: “Procura-se emprego”. Para quem? Para o presidente que a mídia oposicionista tem dito que se exaspera por estar para perder as regalias do poder.

Até aí, ótimo. Lula manifestou mesmo tristeza por deixar um cargo cujo exercício gerou resultados tão auspiciosos ao seu povo. Brincar com isso me parece que seria um prato cheio para qualquer humorista que aborde a política em seu trabalho – e os que abordam costumam ser os melhores, para o meu gosto. A maldade está no uso de calúnias, de histórias inventadas como a de que o presidente seria alcoólatra, fato que jamais alguém comprovou por meio do menor indício sério.

Em dado momento do programa, a versão satírica de um apresentador de tevê apresenta a Lula a casa na qual ele morará depois que deixar a Presidência. A construção é uma grande churrasqueira na qual há um chuveiro de cachaça em que Lula mergulha de terno e tudo, sugerindo que se embriagará até cair quando deixar o poder.

A piada de mau gosto resume o desejo de transformar o fim do mandato de Lula em terceiro turno, onde a vitória seria da família que permanecerá no “poder” enquanto que Lula, na visão dessa família, será apeado dele – provavelmente para sempre. Para tanto, o uso descarado da concessão pública para infernizar o fim do mandato presidencial envereda pela tentativa de transformar em incompetente o governo que chega ao fim.

O cavalo de batalha, desta vez, é a transformação em escândalo nacional de um problema episódico e localizado no ENEM. Como se fosse algum absurdo ocorrer algum problema na realização de cerca de uma dezena de milhões de exames em um país deste tamanho.

Aliás, convenhamos, tratou-se de um erro bem menos sério do que a confecção de livros didáticos errados pelo governo de São Paulo, então ocupado por José Serra. Em um dos exemplos mais clamorosos, centenas de milhares de livros de geografia com mapas contendo dois Paraguais foram distribuídos a centenas de milhares de alunos da rede estadual de ensino. A mídia não deu um pio, comparando-se com o que faz por conta do ENEM.

Mas não é só a derrota eleitoral que açula a fúria midiática, assim como não é só a Globo que declarou guerra ao fim do mandato de Lula – o que não quer dizer que essa guerra persistirá em relação ao governo Dilma, por mais que seja provável que venha a ocorrer.

Matéria de hoje da Folha de São Paulo esclarece a fúria midiática no estertor do governo Lula. O ministro Franklin Martins (Comunicação Social) afirmou ontem que o governo está disposto a levar adiante a discussão de novas regras para o setor de mídia digital mesmo que não haja consenso sobre o assunto. “A discussão está na mesa, está na agenda, ela terá de ser feita. Pode ser feita num clima de entendimento ou de enfrentamento“, afirmou.

É evidente que a mídia tenta sinalizar ao governo Dilma o que haverá que enfrentar se levar adiante a proposta de estabelecer marcos regulatórios para a comunicação no Brasil. Repetindo o mantra sobre “censura”, Globo e companhia ignoram a estratégia do governo de trazer para o debate agências reguladoras de vários países desenvolvidos que exercem a regulação que se pretende por aqui sem que a imprensa desses países diga uma palavra sobre cerceamento de sua liberdade.

Essa é a grande batalha que haverá que enfrentar nos próximos anos. O governo Dilma chega com força – sobretudo no Legislativo e no Judiciário – para civilizar a comunicação no Brasil, pondo fim a uma farra em que empresários que se julgam donos do país usam concessões públicas para os próprios fins econômicos e políticos. Nunca antes neste país houve condição melhor para tanto.

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/11/entenda-o-3%C2%BA-turno-midiatico/

DEM rechaça fusão e já espera que Kassab migre para o PMDB

10.11.10
Marcela Rocha

O DEM espera que o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM), migre para o PMDB antes do fim de seu mandato, em 2012. O democrata, que trabalha por uma fusão entre DEM e PMDB – descartada pela maioria de seu partido -, estreitou as relações com o vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB), nos dias que sucederam as eleições presidenciais.
Lideranças nacionais do DEM garantem ser inviável a fusão entre as siglas e apontam motivos pessoais para a movimentação de Kassab.

Agora, tanto o DEM quanto o PSDB pretendem esvaziar a estratégia de fusão. Sem diálogo com o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e sem perspectivas de nova candidatura na aliança PSDB-DEM, Kassab buscaria no PMDB futuro político, ainda segundo seus colegas de partido.

O Democrata foi patrocinado pelo ex-presidenciável José Serra (PSDB) na sua reeleição contra Alckmin em 2008. Com a recente proximidade entre o governador eleito e Serra, tucanos afirmam que dificilmente ele deixaria de dar sustentação a Alckmin numa eventual disputa contra Kassab.

Interlocutores do prefeito apostam numa possível candidatura dele ao governo do Estado. A curto prazo, a preocupação de Kassab é com a sua própria sucessão, dizem democratas. O prefeito prevê uma articulação de Alckmin na prefeitura para eleger um dos seus homens. E o DEM não teria quem apresentar com opção para o posto.

Sem a adesão de seu partido à fusão, restaria a Kassab migrar para o PMDB, base governista. Embora o momento não seja o mais propício para isto, dado o recente fim da campanha presidencial em que ele apoiou a oposição, aliados do prefeito acreditam que ele postergue a decisão para evitar ataques virulentos de seus colegas de partido.

O DEM tem garantido a seus aliados tucanos que Kassab só sensibilizou a senadora Kátia Abreu (TO) e o presidente de honra da sigla, Jorge Bornhausen.

Caso Kassab consiga levar consigo deputados do DEM, a sigla já alertou que pretende cobrar o mandato por infidelidade partidária. Contudo a punição não se estenderia ao prefeito. A medida seria para dar exemplo aos demais parlamentares que quiserem aderir ao governismo. Do contrário, os democratas e tucanos temem uma debandada para a base de sustentação de Dilma.
Terra Magazine
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Fonte:http://blogdadilma.blog.br/2010/11/dem-rechaca-fusao-e-ja-espera-que-kassab-migre-para-o-pmdb.html

Plano Nacional de Cultura é aprovado

10.11.10
O Plano Nacional de Cultura (PNC) foi aprovado, por unanimidade, nesta terça-feira, 9 de novembro, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal e segue agora para sanção presidencial. Depois de sua assinatura, o Ministério da Cultura terá 180 dias para definir metas a atingir na implementação do plano. Demandado pela sociedade por meio da I e II Conferência Nacional de Cultura e em esforço conjunto entre o Ministério da Cultura e o Congresso Nacional, o PNC representa um avanço para a Cultura do país ao definir as diretrizes da política cultural pelos próximos 10 anos.

“A aprovação do Plano Nacional de Cultura é uma vitória muito grande, primeiro, porque institucionaliza os avanços obtidos nos últimos anos pelo governo federal na área da cultura e, depois, porque garante a continuidade das políticas culturais no Brasil”, comemorou o ministro da Cultura, Juca Ferreira. A relatora do projeto, senadora Marisa Serrano, afirmou ser necessário ao Legislativo dar continuidade aos projetos em prol da cultura brasileira para que as diretrizes estabelecidas no Plano Nacional sejam eficazes ao marco regulatório do setor: “O PNC servirá como ponto de partida para um conjunto de políticas culturais a serem construídas”.

O que é o Plano Nacional de Cultura?

O Plano Nacional de Cultura (PNC) é o primeiro planejamento de longo prazo do Estado para a área cultural na história do país. Sua elaboração como projeto de lei é obrigatória por determinação da Constituição desde que o Congresso Nacional aprovou a Emenda Constitucional nº 48, em 2005. As prioridades e os conceitos trazidos por ele constituem um referencial de compartilhamento de recursos coletivos que norteará as políticas públicas da área num horizonte de dez anos, inclusive com metas. Seu texto foi aperfeiçoado pela realização de 27 seminários, em cada unidade da federação, resultantes de um acordo entre MinC e Comissão de Educação e Cultura da Câmara.

Os 13 princípios do PNC

- Liberdade de expressão, criação e fruição
- Diversidade cultural
- Respeito aos direitos humanos
- Direito de todos à arte e à cultura
- Direito à informação, à comunicação e à crítica cultural
- Direito à memória e às tradições
- Responsabilidade socioambiental
- Valorização da cultura como vetor do desenvolvimento sustentável
- Democratização das instâncias de formulação das políticas culturais
- Responsabilidade dos agentes públicos pela implementação das políticas culturais
- Colaboração entre agentes públicos e privados para o desenvolvimento da economia da cultura
- Participação e controle social na formulação e acompanhamento das políticas culturais.


Pelo projeto, o governo federal terá 180 dias para definir metas para atingir esses objetivos, que serão medidas pelo Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), já em implantação no Ministério da Cultura. Os estados e municípios que quiserem aderir às diretrizes e metas do Plano Nacional de Cultura terão de elaborar seu respectivo plano decenal em até 180 dias. Para isso, contarão com assistência do MinC. O conteúdo será desdobrado, ainda, em planos setoriais. Deputado Adriano Diogo – PT.
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Fonte:http://blogdadilma.blog.br/2010/11/plano-nacional-de-cultura-e-aprovado.html

Latinoware 2010 apresenta programas de computador que estarão disponíveis gratuitamente

10/11/2010
Por: Lúcia Nórcio, da Agência Brasil

Foz do Iguaçu – Três produtos que serão lançados na Conferência Latino-Americana de Software Livre, a Latinoware 2010, estarão disponíveis gratuitamente no portal Software Público, endereço eletrônico onde o governo brasileiro divulga programas de computador gratuitos, prontos para uso e compartilhamento com a sociedade e outros órgãos governamentais. “Eles vão se somar aos 40 softwares já existentes e que contam com a participação de cerca de 180 mil usuários”, disse à Agência Brasil o gerente de Inovações Tecnológicas da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Corinto Meffe.

Uma dos programas foi desenvolvido pela prefeitura de Guarulhos (SP), que aproveitou a experiência do Provão do Ministério da Educação para criar a Provinha Brasil, que pode ser aplicada nas escolas municipais. A Latinoware 2010 será aberta hoje (10) à noite, em Foz do Iguaçu (PR).

Os softwares disponíveis no portal público são compilados pelo governo federal com a participação de municípios, empresas e universidades. Segundo o gerente, essa parceria mostra que o modelo de software livre adotado pelo governo federal é robusto, confiável e capaz de alavancar oportunidades e de proteger os usuários. “Cada vez mais, as empresas estão nos procurando porque estão percebendo oportunidades de negócios no modelo de software livre do governo”, disse Meffe.

A economia que as empresas fazem ao usar programas de computador que podem ser copiados, estudados, modificados e redistribuídos é difícil de ser medida. De acordo com Meffe, há custos para as empresas que adotam os programas abertos. “ Existem muitos dados agregados e o que temos percebido é que a ponta acaba absorvendo a informação de que todo o processo é gratuito. Isso não é verdade. É um modelo que vai exigir recursos com instalação, suporte e desenvolvimento. Tem economia de custo, mas as empresas precisam entender que estão adquirindo um modelo novo e que precisam cuidar para que ele funcione bem”.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/internacional/latinoware-2010-apresenta-programas-de-computador-que-estarao-disponiveis-gratuitamente

Protógenes Queiroz: Operações Policiais

10.11.10

Operações de destaque:

Ano de 1999 – OPERAÇÃO SERINGUEIRA, prisão da organização criminosa comandada por HILDEBRANDO PASCOAL e outros, lavangem de dinheiro por narcotráfico e envolvimento com as FARCS;

Ano de 2000/2001 OPERAÇÃO MACUCO repressão a crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal, por meio de contas CC5, envolvendo BANESTADO e outros na tríplice fronteira – Foz do Iguacu, Paraguai e Argentina, recuperacão de 1,5 bilhao e meio de dólares aproximadamente inscrito junto a Receita Federal e mais de 5 milhoes de reais apreendidos;

Ano de 2002 OPERAÇÃO PREDADOR , indiciamento da cúpula do BANCO BNP PARIBAS no Brasil, por fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional, ao utilizar Títulos da Dívida Externa Brasileira em empréstimos ficticios a empresas ” laranjas”, causando um prejuízo incaculável para as reservas cambias do país, ou seja, um falso aumento da dívida externa brasileira.

Ano de 2003 OPERAÇÃO PANDORA prisão por corrupção e extorsão de ARMANDO MELÃO (ex-Presidente da Câmara Municipal da Cidade de São Paulo na gestao CELSO PITTA) – tentou obstruir os trabalhos da CPI do BANESTADO DA CAMARA DOS DEPUTADOS;

Ano 2003 OPERAÇÃO CHARADA que desmantelou um grupo que mantinha Cds de gravacões clandestinas sendo vítima o SECRETARIO DA RECEITA FEDERAL Jorge Rachid;
Ano de 2001/2006 OPERAÇÕES SHOGUN, CAPELA, NETUNO e CREPUSCULO, prisão do maior contrabandista da America Latina – LAW KIN CHONG e de sua organizacao criminosa, por corrupcão, crimes financeiros, lavagem de dinheiro sonegacao fiscal – tentou obstruir os trabalhos da CPI DA PIRATARIA DA CAMARA DOS DEPUTADOS; OPERACAO ESPECTRO, prisão de um estelionatário ALEXANDRE MAGERO (vulgo Mutly), que tentou extorquir dinheiro do EMBAIXADOR AMERICANO NO BRASIL, PROCURADORIA DA REPUBLICA EM SAO PAULO (Dr. PEDRO BARBOSA) e outras autoridades;

Ano de 2002/2006 “OPERAÇÃO HERCULES 12″ (os doze trabalhos de Hercules) prisão do ex-Prefeito e ex-Governador da cidade de São Paulo PAULO MALUF, o filho FLAVIO MALUF, o doleiro VIVALDO ALVES e o indiciamento do ex-Prefeito CELSO PITTA por indicios de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e evasão de divisas; OPERAÇÃO MÁFIA DO APITO, prisao por corrupção, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal dos arbitros (FIFA) de futebol EDILSON PEREIRA DE CARVALHO e PAULO DANELON;

Ano de 2006 OPERAÇÃO PERESTROIKA, prisão da organização criminosa comandada pelo máfioso Russo BORIS BEREZOVISKI ( Elian Platum), KIA JARABOKIAN, NOJAN BEDRUD e outros, por indícios de crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de quadrilha em que envolveu a empresa MSI e o CLUBE CORINHTIANS, o Presidente ALBERTO DUALIBI e outros;

Ano de 2004/2008 OPERAÇÃO SATIAGRAHA, prisão de duas organições criminosas comandada por DANIEL DANTAS, NAJI NAHAS, e o ex-prefeito da cidade de Sao Paulo CELSO PITTA e outros, por indícios de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, financeiros, sonegação fiscal e formação de quadrilha. Fonte: Protógenes Queiroz.
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Fonte:http://blogdadilma.blog.br/2010/11/protogenes-queiroz-operacoes-policiais.html

América do Sul: Mostra traz panorama dos direitos humanos

10/11/2010

Por Juliana Sada

Começa nesta semana a quinta edição da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. O festival acontece até 19 de dezembro e percorrerá vinte capitais brasileiras. Esta edição tem como homenageado o ator argentino Ricardo Darín (de “O filho da noiva” e “O segredo de seus olhos”) e traz uma retrospectiva histórica chamada “Direito à Memória e à Verdade”, com documentários e ficções que abordam as ditaduras que ocorrem no continente e suas consequências.

A Mostra traz 41 filmes de dez países da América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela) e é uma realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. As produções abordam temas como direito à terra, ao trabalho, à diversidade religiosa, direitos dos povos indígenas, das pessoas com deficiência, da criança e do adolescente, da população carcerária, da população afrodescendente e dos refugiados.

Entre os destaques da programação está “Os abutres” do diretor argentino Pablo Tapero (“Família Rodante” e “Leonera”), lançado este ano no festival de Cannes. A sessão paulistana do filme contará com a presença do ator Ricardo Darín, que atua no longa. No filme, Darín é um advogado em busca de vítimas de acidentes de trânsito para tirar a maior indenização possível das seguradoras e ficar com uma gorda comissão.

A Mostra traz diversas produções inéditas no Brasil como o argentino “Imagem Final”, que investiga a morte do fotojornalista Leonardo Henrichsen que, nas movimentações pré-golpe de Estado no Chile, filma sua própria morte. Da Colômbia vem a produção “Rosita Não Se Desloca”, com a história de uma agricultura indígena expulsa de sua terra, fenômeno comum a mais de três mais pessoas no país, que são retiradas de seus territórios tanto pelas Farcs, quanto pelos paramilitares e até mesmo pelo exército.



Também é possível ver um documentário paraguaio, país que raramente tem suas produções exibidas no Brasil. No filme “108”, a diretora Renate Costa busca a história de seu tio e descobre que durante a ditadura do general Alfredo Stroessner ele teria sido incluído em uma das “108 listas de homossexuais” e então preso e torturado. Outro destaque é “Leite e Ferro”, eleito melhor longa-metragem documental no Festival de Paulínia, o filme retratada a maternidade em uma situação limite, abordando amamentação, sexualidade, drogas e religião no cárcere.

Já a Retrospectiva Histórica traz o clássico documentário “A Batalha do Chile”, de Patricio Guzmán, que mostra os momentos que antecederam o golpe neste país. Será exibido também o longa “Pra Frente, Brasil” de 1982, inicialmente censurado. O filme se passa na década de 70 e contrasta a euforia por o Brasil ganhar a Copa do Mundo realizada no México, com a tortura de presos políticos que ocorria ao mesmo tempo.

Outro clássico é o argentino “A História Oficial”, de 1985, ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro. O filme conta a história de uma professora que é suspeita de ter adotado uma filha de uma desaparecida política da ditadura. Integram também a Retrospectiva, os documentários brasileiros “Vlado – 30 Anos Depois” – sobre a tortura e morte do jornalista Vladimir Herzog, assassinado numa cela do DOI-Codi em São Paulo – e “Hércules 56”, sobre a viagem dos quinze presos políticos que foram trocados pelo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke.

O catálogo com todos os filmes da Mostra pode ser baixado aqui. Acontecerão sessões com audiodescrição e closed caption, para garantir o acesso a pessoas com deficiência visual e ou auditiva.

Abaixo a lista de cidades que receberão a 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul e as respectivas datas:

Aracaju (10-16/12), Belém (25-28/11 e 2-5/12), Belo Horizonte (13-19/12), Brasília (16-23/11), Cuiabá (10-18/11), Curitiba (17-23/11), Fortaleza (8-14/11), Goiânia (3-9/12), João Pessoa (11-18/11), Maceió (29/11-9/12), Manaus (29/11-5/12), Natal (18-25/11), Porto Alegre (23-28/11), Recife (6-12/12), Rio Branco (6-12/12), Rio de Janeiro (30/11-5/12), Salvador (3-9/12), São Luís (29/11-5/12), São Paulo (19-25/11) e Teresina (11-17/11).

Mais informações no site da Mostra, aqui..
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

PRECONCEITO – O Rio de Janeiro pode dar a partida

10 de novembro de 2010
Do blog "Escrevinhador"

Por Paulo Morani

Temos aqui, no RIO a “Feira dos Paraíbas” um espaço no bairro de São Crsitóvão que foi consagrado aos que vieram do Norte/Nordeste para cá. Em Copacabana, a Praça Serzedelo Corrêa era chamada “Praça dos Paraíbas”, pois a partir de sexta-feira à noite, no sábado e domingo o pessoal que trabalhava em Copa, nas portarias, nas obras, nos prédios enfim, se reuniam para dançar, namorar e se divertir.

Com o cerco da praça (sr. Cesar "Mala") isso praticamente acabou. Nesse momento, em que nossos irmãos brasileiros, nascidos no norte/nordeste e que construiram esse Brasil inteiro, com seu suor, lágrimas e sangue, estão sendo postos de lado por essa elite branca, canalha, o Rio de Janeiro tem a obrigação de dar a partida.

Vamos trazer para Copacabana, novamente, na praça SERZEDELO CORREA, os forrós, os zabumbas e triângulos e, numa homenagem com pedido de desculpas, resgatar a história dessa nossa gente que “vem do norte”.

Vamos promover uma grande festa, com a presença de nordestinos do Brasil inteiro. Coclamo aqui a Prefeitura do Rio o Governo Estadual e o Federal (que tem em LULA seu nordestino maior) a realizarem uma grande festa. Pode ser no dia 20 de novembro, que é consagrado a Zumbi, o grande guerreiro negro, combatente, e que enfrentou as oligarquias da época.

Será o dia do “DIGA NÃO A TODA E QUALQUER FORMA DE PRECONCEITO. Henfil dizia que “tudo o que se faz com festa, se faz melhor”, e nós cariocas sabemos muito bem como fazer.
DIGA NÃO A QUALQUER FORMA DE PRECONCEITO.

Fica aqui a sugestão!

Paulo Morani
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

PF: não há elementos para investigar suspeita de irregularidade no Enem

10.11.10
Extraído de O Globo:

O Globo – BRASÍLIA – Em nota divulgada na noite desta terça-feira, a Polícia Federal informou que não existem elementos suficientes para determinar a abertura de inquérito com o objetivo de investigar possíveis crimes relacionados ao Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).

Além dos problemas de impressão, que determinaram a suspensão judicial da divulgação do gabarito , há rumores de que o tema da redação tenha vazado uma hora antes do começo do teste , no Piauí e em Pernambuco.

De acordo com a PF, “não houve instauração de inquérito policial para apuração de qualquer fato relativo ao referido exame, em razão de não existirem, até o momento, informações suficientes para fundamentar a instauração”, afirma.

A divulgação do gabarito do Enem 2010 foi suspensa, nesta terça-feira, por determinação da Justiça Federal do Ceará, por meio da juíza da 7º Vara Federal, Karla de Almeida Miranda Maia. Segundo a juíza, a liminar que suspendeu o exame em todo país, nesta segunda-feira também proibia a divulgação do gabarito da prova. De acordo com cronograma que havia sido divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), as respostas da avaliação seriam divulgadas na tarde desta terça-feira. A Advocacia-Geral da União informou que irá recorrer contra a suspensão do Enem até a próxima segunda-feira.
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Fonte:http://blogdadilma.blog.br/2010/11/pf-nao-ha-elementos-para-investigar-suspeita-de-irregularidade-no-enem.html
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ENEM 2010: Balanço parcial da central da UNE e da UBES reforça necessidade de nova prova opcional

10.11.10

Em funcionamento desde às 9h da segunda-feira (9), a central de atendimento da UNE e da UBES, lançada para colher informações sobre o ENEM 2010, recebeu até às 12h desta terça-feira 812 reclamações. Foram contatos de todo o Brasil. A maior parte vem do Sudeste (54%), seguido por estudantes do Nordeste (19%). Da região Sul do país foram 17% do total, do Centro-Oeste 6% e do Norte 4% das ocorrências. Inversão de gabarito, falhas de impressão na prova amarela e tumultos durante o exame foram as principais queixas recebidas pela central.

As reclamações apontadas pelos estudantes que recorreram à central reforçam também a opinião da UNE e da UBES que, em nota oficial (www.une.org.br), reivindicaram o direito de o estudante realizar um novo Enem opcional. O levantamento parcial das entidades mostra que a maioria dos estudantes (93%) daqueles que se queixaram à central são a favor da aplicação de uma nova prova para opcional para quem se sentiu lesado.

“Fica claro diante do que apuramos que é difícil estabelecer critérios para avaliar quem teria sido mais ou menos prejudicado no exame. Muitos dos estudantes que receberam a prova correta foram afetados pela confusão nas salas e pelo tempo perdido pela interrupção do exame”, declarou o presidente da UNE, Augusto Chagas.

A central recebeu denúncias e registros sobre os seguintes casos:

- em relação ao gabarito invertido
- em relação a falhas na prova amarela
- queixas de tumultos durante a prova
- despreparo dos fiscais que estava aplicando as provas
- uso de materiais proibidos pelo edital do exame (celular, lápis relógios e outros).

A posição da UNE e da UBES

As entidades estudantis já solicitaram uma audiência com o ministro da Educação, Fernando Haddad, para que representantes da UNE e da UBES e também alguns alunos lesados possam expor os problemas ocorridos e reivindicar medidas urgentes.

A UNE e a UBES vão apresentar ao ministro a reivindicação de um novo ENEM opcional para aqueles que se sentiram prejudicados. A posição das entidades é baseada, principalmente, no número de reclamações constatadas durante os atendimento da central.

“Seria viável repetir a prova para aqueles que se sentiram lesados, e não cancelar o Enem. É preciso levar em conta que muitos não realizaram a prova em suas cidades. O tempo de deslocamento e o estado emocional têm que ser levados em consideração”, sugeriu a estudante F.A, que enviou e-mail para a central dia 09/11 às 11h46.

“Muitas pessoas marcaram o gabarito de forma invertida e depois, seguindo nova orientação, começaram a marcar ignorando o subtítulo das questões. Elas ficaram bem nervosas”, declarou a estudante M.P, em e-mail enviado para central dia 09/11 às 12h02.

“Não peguei a prova amarela [com gabarito invertido], mas fui prejudicado. Quanto tempo perdemos com a confusão na sala? Quanto tempo a gente não se desconcentrou por causa da bagunça?”, desabafou o estudante pernambucano R.P, que envio e-mail para a central dia 09/11 às 12h36.

“Deu para perceber claramente a falta de preparo dos coordenadores de prova visto que o corre-corre nos corredores do prédio e o falatório eram intensos atrapalhando o andamento da prova e prejudicando os candidatos”, constatou a estudante de Curitiba L.M, que enviou e-mail para a central dia 09/11 às 13h15.

“Fui prejudicada pois perdi muito tempo de prova e acabou que não tive o tempo necessário ara fazer a prova com traquilidade”, também reclamou a estudante I.S, que enviou e-mail para a central dia 09/11 às 16h39. Fonte: UNE.
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Fonte:http://blogdadilma.blog.br/2010/11/enem-2010-balanco-parcial-da-central-da-une-e-da-ubes-reforca-necessidade-de-nova-prova-opcional.html

IVANA BENTES: “Novos ou velhos fundamentalismos?”

30 de outubro de 2010

Ivana Bentes: Da importância do contradiscurso


21/10/2010, reunião e debate (e cervejada) na Livraria Moviola, RJ

Não sei se são velhos fundamentalismos. Talvez interesse chamar a atenção hoje para as estratégias que foram mobilizadas para trazer hoje à discussão, para recolocar em pauta hoje, os velhos fundamentalismos.

Acho que a novidade, em termos de cultura de massa, é que nunca se discutiram abertamente no Brasil alguns desses temas trazidos por essa campanha eleitoral: o aborto, o Estado laico… São questões que se explicitaram, afinal, de um modo que permite ver como a emergência dessa pauta, de uma forma conservadora pode ser um ponto de partida extremamente positivo para reverter-se essa pauta – depois da eleição de Dilma.

Nesse sentido, me oponho um pouco ao hiperativismo pessimista do Guerón [risos], e já antecipo aqui o meu otimismo crítico.

Claro que é momento de tensão, as coisas ainda não estão definidas, mas vejo de forma positiva a emergência desses temas. Não, evidentemente, o modo como estão sendo trazidos e tratados. Quanto a isso, acho que as estratégias de mídia são decisivas e devem ser discutidas.

No primeiro turno, ainda tivemos alguma boa discussão da pauta política, sobre os avanços nos programas de políticas públicas. Tivemos alguma discussão política, sobre os programas implantados pelo governo Lula, Bolsa-Família e outros.

Mas o segundo turno – e é onde se vê que a questão da mídia é decisiva na pautação desses temas específicos e para pautá-los em alguns momentos, não em outros – foi pautado por uma ideia, por um slogan que esteve na base da campanha de Serra e foi a ideia sobre a qual trabalhou a empresa que fez a publicidade da campanha, segundo a qual, a nossa ‘marca’ seria “uma crise moral”.

Já que eles não conseguiram, na discussão dos programas, empurrar para um impasse o projeto político, o projeto de Brasil do governo Lula, restou a eles impor a pauta da tal “crise moral”, uma suposta crise moral, é claro. As questões ligadas aos Estado laico, ao aborto, aos direitos dos homossexuais entraram aí.

Todos esses direitos já estão de forma muito clara no Plano Nacional dos Direitos Humanos. E quando foram apresentados lá já criaram certa reação, mas, naquele momento esses temas não foram trazidos à tona, pela mídia. Agora, então, eles voltam àquele tema. A verdade é que essa reversão ao discurso moralista, centrada nos ‘bons costumes’, voltou, agora, associada à possibilidade de Dilma ser eleita.

Não citaram o Plano, mas ele apareceu algumas vezes, sempre oferecido como ‘prova’ de que não se trataria de discussões vazias, mas que, sim, esses ‘riscos’ existiriam, no caso de Dilma ser eleita. Assim ‘reativaram’ a tal ‘crise moral’.

De novidade, só, que, antes, havia o discurso moralista de direita, e ele agia, mas muita gente não assumia esse discurso moral de direita. As pessoas tinham vergonha, jornalistas, intelectuais, sociólogos, a classe média, não explicitavam seu discurso de direita. Agora, assumiram. Na mídia, chama muito a atenção: articulistas, jornalistas, sociólogos explicitaram um discurso de direita, há produção acadêmica, há toda uma universidade mobilizada para constituir um ideário conservador, de direita, que reivindica para si o direito de existir. Isso, antes, não estava explicitado e, agora, apareceu de modo muito claro.

Claro. Há a questão dos meios de comunicação tornados órgãos de publicidade de um só programa e de uma só campanha, de uma elite.

Mas a questão moral já havia aparecido na primeira eleição de Lula – questões morais, de ‘ética’, foram também um dos motes daquela eleição. Também lá se mobilizaram questões de ética, de moral, sempre usados como elementos para expor a ideia da ‘não-confiabilidade’ do governo Lula. E voltaram na segunda eleição de Lula e, agora, na eleição de Dilma. O argumento voltou, como voltou a coisa de o programa do governo Dilma ser igual ao dos governos Lula: os avanços estão aí, mas ela tampouco seria confiável.

E por aí se entrou numa argumentação, num discurso irracional, numa emocionalidade, numa irracionalidade, emocionalidade que é traço típico do discurso midiático. E isso acabou por mobilizar toda a campanha política.

Episódio exemplar desse movimento e da centralidade que ganhou na campanha é o dramático evento do ataque da “bolinha de papel”, que já apareceu ridicularizado até no Le Monde.

Paralelamente, aí também apareceu o contradiscurso forte, um ativismo forte, que faz oposição à mídia de massa e já existe nas redes sociais, Twitter, Facebook, e que conseguiram impor-se na discussão. Na segunda eleição de Lula, já havia a militância de resistência pela rede. Mas na eleição de Dilma, afinal, muito velozmente, os discursos da mídia puderam ser quase instantaneamente desconstruídos. Desconstruiu-se tudo, com ferramentas eficazes, muito velozmente. Logo que as primeiras imagens apareceram, viu-se pela internet a utilização da própria linguagem midiática para desconstruir o discurso da mídia, com detalhes, a forma da narração, construindo um contradiscurso, que utilizou a própria linguagem da mídia para desconstruir o discurso da mídia. As capas de Veja foram parodiadas, apresentadas como piada. Hoje há quatro ou cinco vídeos na internet, produzidos por jornalistas profissionais e também por amadores. Hoje, nas redes, as capas da Veja são antecipadas e antecipa-se também a linguagem da mídia, as estratégias da mídia. Isso é muito eficaz, embora seja ainda pouco e pequeno e, sim, me parece um ganho muito importante.

A própria Globo respondeu ao presidente Lula, embora sem citar o Twitter, às críticas que lhe fez o presidente Lula e lhe fizeram as redes sociais. Hoje, por exemplo, a manchete de O Globo é resposta à reação das redes sociais e reafirma a desqualificação moral do presidente e da candidata, sempre com adjetivos no campo do discurso moral, da não confiabilidade.

A desqualificação moral me parece ser esse último reduto ao qual regrediu a campanha e os discursos da mídia. Nesse campo, sim, me parece que as questões dos novos fundamentalismos que vamos discutir aqui, sim, me parecem importantes. São as questões mais polêmicas e que mexem com questões religiosas, os direitos da mulher, que têm a ver com o aborto e a vida, o casamento de homossexuais. São questões que arrastam todos para esse pântano que é o ‘a moral do outro’. Depois das intervenções dos outros aqui presentes, talvez possamos articular outras consequências disso tudo.

Pra terminar, vejo, sim, possibilidades extremamente positivas, tanto quanto vejo traços extremamente preocupantes, o que se viu nessa campanha.

Temos, sim, de discutir a ‘herança’ desse acirramento das questões morais, do ódio, da criação de tensões absolutamente maniqueístas no campo político, os efeitos de se fazer campanha de torcedor ‘hooligan’, muito dual, e na explicitação disso tudo.

Temos, para o futuro, uma pauta importantíssima a ser levada depois da eleição de Dilma.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/ivana-bentes-da-importancia-do-contradiscurso.html