sábado, 6 de novembro de 2010

Um demotucano no xilindró: Preso sobrinho de Agripino Maia do DEM

Sábado, 6 de novembro de 2010

Parte da cúpula do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) do Rio Grande do Norte foi presa em duas ações da Polícia Federal (PF) iniciadas na quinta-feira. Entre os detidos estão o superintendente do órgão no estado, Fernando Rocha Silveira, e seu superior imediato, Gledson Maia, sobrinho de Agaciel Maia, ex-diretor do Senado e deputado distrital eleito. A Operação Via Ápia prendeu outras quatro pessoas acusadas de fraudes em obras da duplicação da rodovia BR-101, que liga Natal ao interior.Nas oito buscas realizadas, a PF apreendeu cerca de R$ 300 mil em dinheiro.

A primeira parte da operação aconteceu na noite de quinta feira, quando a PF prendeu Gledson Maia com R$ 50 mil, supostamente recebidos de um emissário de uma empresa contratada sem licitação para realizar obras de recuperação de uma ponte sobre o Rio Açu. Quando foram surpreendidos pelos policiais, Gledson e o emissário estavam em um restaurante de um shopping de Natal. A maleta com o dinheiro estava com o sobrinho de Agaciel Maia. Os dois foram presos em flagrante e indiciados por corrupção ativa e passiva. O superintendente adjunto do Dnit também é sobrinho do deputado João Maia (PR-RN).

O segundo momento da Operação Via Ápia - uma alusão a um das principais estradas da Roma antiga - ocorreu na manhã de ontem, quando foi preso Fernando Rocha Silveira, também acusado de envolvimento nas fraudes. Segundo a PF, a investigação começou em maio, quando a Controladoria- Geral da União (CGU) começou a apurar prováveis irregularidades nas obras da BR-101. O esquema, conforme a PF, tinha vários artifícios para o desvio de recursos. Um deles era superfaturar o trecho 2 da rodovia, cuja obra tinha valor inicial de R$ 200 milhões. Mas foi autorizado um aditivo de mais de R$ 30 milhões.Nas buscas feitas ontem pela PF, foram apreendidos US$ 10 mil, 900 euros e R$ 258 mil.Informações do Correio
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/preso-sobrinho-de-agripino-maia-do-dem.html

Um tucano pego pelo bico: Ex-prefeito de Contagem tem bens bloqueados pela justiça

05/11/2010

Isabella Souto -

A Justiça Federal determinou o bloqueio do patrimônio do deputado estadual Ademir Lucas (PSDB), equivalente a exatos R$ 905.440. A decisão do juiz da 5ª Vara da Justiça Federal, João Batista Ribeiro, envolve ainda a entrega de dados com toda a movimentação das contas bancárias em nome do parlamentar, inlcuindo aplicações, investimentos em bolsas de valores, custódia de títulos imobiliários e aquisição de moeda estrangeira.

O despacho é de 25 de outubro e atende a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que acusa Ademir de desvio de recursos públicos quando ele foi prefeito de Contagem, entre 2001 e 2004. Em seu despacho, o magistrado alega que "os requisitos necessários à concessão da medida liminar (%u2026) saltam aos olhos do presente caso, ante a gravidade dos fatos relatados na petição inicial dando conta de que o ex-agente público geriu mal os recursos repassados ao município e não comprovou a aplicação correta e integral de tais valores, condutas que caracterizam ato de improbidade administrativa".

Os recursos supostamente mal geridos referem-se a convênio firmado entre a prefeitura, governo estadual e federal dentro do Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil (Peti). A assessoria jurídica de Ademir Lucas contestou as informações e disse que já prepara um recurso contra o bloqueio do patrimônio do parlamentar. Os advogados esperam apenas a publicação da liminar e a intimação ao deputado.

Os advogados dizem que já apresentaram à Justiça dois ofícios emitidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) aprovando as contas do ex-prefeito referentes ao convênio questionado. Outra alegação é que no processo constam informações apenas sobre três meses de aplicação dos recursos %u2013 período que teria sido solicitado pelo Ministério Público Estadual (MPE), que iniciou as investigações antes de repassar o caso ao MPF.

No entanto, a ação trata da gestão durante os quatro anos de mandato. Por isso, não há documentos que comprovam a aplicação de toda a verba, o que estaria motivando decisões contrárias a Ademir Lucas.
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Fonte:http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2010/11/05/interna_politica,190749/ex-prefeito-de-contagem-tem-bens-bloqueados-pela-justica.shtml

"Seria bem interessante se essa pobre coitada da Mayara e seus iguais, lessem um pouco mais a história do próprio país"

06.11.10
Do Blog "Cloaca News"
De uma internauta que se intitulou "Canto da Boca"

Eu quero apenas dizer que fico bem contente em perceber que um bocado de gente aqui tá por dentro da história do Brasil. Seria bem interessante se essa pobre coitada da Mayara e seus iguais, lessem um pouco mais a história do próprio país.

Sugiro ao menos três, assim só para que eles peguem gosto pela leitura: A Fronda dos Mazombos, O Norte Agrário e o Império, e ao menos um do Sergio Buarque de Holanda, O Raízes do Brasil (mas por favor, Mayara e amiguinhos, não procurem por esse livro na seção de biologia, viu?),ah! E o Raymundo Faoro, Os Donos do Poder, mas o lasca é que são dois volumes, será que aguentam o tranco da leitura?

E mais uma informação desimportante, sou nordestina sim senhora, fiz o mestrado na Europa (em dois países), e comecei o doutorado também, sou trilíngue, conheço alguns continentes e países, e tudo às minhas custas, às custas do meu cognitivo, porque fui selecionada para uma bolsa razoável, graças a um projeto pensado por mim, por essa nordestina, essa gente que não pensa, e VOTAM NA DILMA, lá das Olandas (Olinda), para os íntimos...

Apareça lá, fia, vai comer uma tapioca com café mais nós?
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"O preconceito é fruto da burrice [ignorância absoluta das mínimas noções humanistas]"

06.11.10
Do Blog "Cloaca News"
Por Onete Lopes

Como nordestina [sou do Ceará], de um certo modo me incomodo com o preconceito que nos impingem. Acho que todo nordestino se incomoda. Mas não compartilhamos da revanche. O preconceito, a inferiorização que a nós atribuem são originados na falsa compreensão da migração a que os nordestinos tiveram que se submeter ao longo das políticas discriminatórias desenvolvidas por governantes, em sua maioria, não nordestinos. Fato mais notório a partir do advento da República.

A migração não foi uma escolha. Foi a única chance possível para gente valente, inteligente e disposta a tudo, se safar das dificuldades que imputaram à região. Contudo, não é esta a causa que incomoda a geração atual de preconceituosos, pois sua revolta não é com o imigrante. Odeiam os que não migraram e, lá na sua região votaram contra o interesse da "metrópole". O que estes alienados não percebem é que a democracia não é sinônimo de vontade dos ricos, mas da maioria.

Aliás, sequer, sabem o que é. compreender conceitos é coisa de quem estuda mesmo e, aquele que o faz não é preconceituoso. O preconceito é fruto da burrice [ignorância absoluta das mínimas noções humanistas]e só desaparecerá com o desaparecimento desta burrice. Preconceituosos são intransigentes porque, pela falta de conhecimentos, não possuem argumentos para avaliar. Posicionam-se com base em opiniões compartilhadas, mas de origem indefinida.

Os brasileiros e não apenas os nordestinos eleitores de Dilma fizeram escolhas fundamentadas em critérios de caráter universal, os dos que pensam, que compreendem.

O mais revoltante é perceber que este problema foi especialmente suscitado por conta da campanha eleitoral do candidato derrotado. Espera-se que uma campanha eleitoral seja feita com o propósito de educação, de politização.

Onete Lopes
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Fonte:

Depois da eleição....Moradores da favela em SP, apanha da polícia

06.11.10

O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM), segurou a remoção de pessoas de cerca de 200 barracos na favela de Paraisópolis (zona sul de SP) para não atrapalhar a campanha do candidato aliado José Serra(PSDB), mas ontem, Kassab mandou jogar os moradores na rua e foi marcada por um tumulto no início da tarde de ontem.

Policiais jogaram bombas de gás lacrimogênio nos moradores, para evitar tumulto, segundo guardas-civis municipais que estavam no local.

Já o prefeito Kassab,disse que o local vai passar por processo de urbanização e regularização dos imóveis construídos lá irregularmente, e os donos de imóveis invadidos poderão doar seus antigos terrenos em troca de abatimento de eventuais dívidas com a prefeitura.

Favela ao lado do bairro nobre

Paraisópolis é um bairro da cidade de São Paulo, que está localizada no distrito de Vila Andrade, mas pertence à região do Morumbi, na zona sul paulistana. É derivado da favela de Paraisópolis, e tem uma população estimada em 80 mil pessoas. São 20 mil domícilios no bairro.Informações do jornal Agora

E você que votou no Alckmin/Kassab...

Prefeitura vai retirar camelôs.; Onde está o Serra que não defende as pessoas de baixa renda?

A partir da próxima segunda-feira, a Operação Delegada entrará em vigor nas ruas do Itaim Paulista (zona leste de SP).

Ambulantes que atuam na região, foram notificados por fiscais da Subprefeitura do Itaim Paulista de que terão mercadorias e barracas apreendidas se tentarem trabalhar sem autorização.

A Operação Delegada permite a policiais militares, em dias de folga, trabalhar para a Prefeitura de São Paulo na fiscalização para evitar o comércio informal.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/depois-da-eleicaomoradores-da-favela-em.html

Dilma venceu Serra também no Twitter

05/11/2010


Na espera do início da campanha e entre elaborações de projetos e trabalhos, tinha uma certeza: o Twitter seria a estrela da rede nas eleições 2010.

Não era uma dedução difícil: os políticos passaram a adotar o microblog, os jornalistas idem (usando e se pautando por ele) e a curva de adesão no Brasil cresce a números impressionantes (23% de penetração mundial).

Também há a parte conceitual, pois o microblog faz uma interessante mistura de rede social (há divergências) com uma rede de informação em tempo real. Bons ingredientes para a campanha.

Repercussão na imprensa

O fato é que assim o foi. Esses itens combinados e potencializados pela convergência com a imprensa clássica deram ao Twitter um papel de protagonista.

Tenho lido boas análises sobre isso, e as mais recentes foram as do blog Interney, escrita por Gilberto Consoni , que fala sobre a preocupação quanti, quali e a presença de hashtags no Trending Topics.

Da mesma forma destaco o olhar de Marcelo Coutinho, que mostra que o microblog foi o segundo meio de informação mais importante na campanha para mobilizar o eleitorado, logo depois da televisão.

Análise das hashtags no dia 31/10

O que eles abordam são duas boas questões. Neste momento, a primeira é mais instigante para mim: funcionou o “barulho” feito pela veiculação de hashtags? No Twitter prevalece o “fale bem ou mal mas falem de mim”?

Novamente fomos (a equipe da @fsprdigital) a campo com ferramentas e recursos humanos atrás de algumas respostas. Escolhemos a trajetória das hashtags no dia do voto, 31/10.

Quando as urnas estavam liberadas para o voto, a campanha de Dilma Rousseff pedia para que a militância e eleitores da candidata usassem as hashtags #dilmaday e #13neles. Do lado da campanha de José Serra houve um foco maior em #euquero45. A hashtag #bra45il também foi divulgada, mas não “pegou”.

A seguir, o resultado quantitativo quando comparamos #dilmaday e #euquero45, considerando o que foi postado apenas no dia 31/10, entre 8 e 17 horas:

1. #dilmaday teve 127 mil tweets postados por 43 mil pessoas. Essa atividade de postagem alcançou 3,7 milhões de pessoas e foi repetida na rede 73 milhões de vezes. Lembrando que exposição pode contar mais de uma vez.

2. No caso do #euquero45 foram 43 mil tweets postados por 24 mil perfis. O alcance foi 4,4 milhões, e o número de impressões ficou em 24 milhões de vezes.

Pelos números dá para dizer que Dilma ganhou na disputa das hashtags? Que isso contribuiu para a qualidade das mensagens que falavam sobre ela? Afinal, ela teve quase 3 vezes mais tweets que Serra e quase o triplo em exposição (número de impressões).

E sobre José Serra? Quem contribuiu para sua divulgação no dia da eleição o fez de que maneira? Que tipo de mensagem usou? Quem foram os multiplicadores mais ativos?

A avaliação da qualidade desses tweets é bem interessante. Tirem conclusões pelos dados abaixo. Consideramos os 50 maiores multiplicadores das mensagens dos candidatos. Ou seja, aquelas pessoas que possuem elevado número de seguidores que, por sua vez, fazem retweets de suas mensagens:

• Dilma teve 51% de exposição negativa contra 5% de Serra.
• Todos os 51% dos perfis negativos usam palavrões ou expressões preconceituosas contra a candidata. Foi o que se chama na rede de “trollagem” pesada.
• Serra teve 69% de multiplicadores que possuem características de robots ou fakes (classificamos no gráfico abaixo como “neutros”).
• Dilma teve 39% de exposição positiva; Serra, 26%. Eram mensagens de apoio.
• No caso de subtrair os 51% de presença negativa de Dilma – provocada pelos eleitores e militantes do outro candidato -, ainda assim seus apoiadores teriam feito uma campanha mais positiva no Twitter. Inclusive porque não identificamos o uso de robots ou fakes no caso do #dilmaday.
• Os 10% de “neutros” alocados na conta do #dilmaday foram pessoas que fizeram apenas piadas sem tomar partido.
• O perfil de Luciano Huck – com um tweet pedindo para dar RT’s em #euquero45, por volta de 12h – gerou quase 3 milhões de exposição para Serra. Ele é uma espécie de horário nobre do Twitter, nesse quesito. Foi assim no 1º turno.
• Embora nos principais influenciadores de audiência de José Serra o principal fato tenha sido os robots/fakes, nos tweets negativos sobre ele não há ofensas como no caso de Dilma. Mas foi muito veiculado e com grande exposição uma possível indicação (fake) de que Marina Silva, do PV, teria dito para não votar em Dilma.

twitterEleicao

Entre tantas, uma conclusão possível: os “tuiteiros” contra Dilma foram muito hostis (audiência negativa de 51%) e entre os de Serra parece que prevaleceram os robots (69%). Sobre as celebridades (caso de @sabrinasatoreal e @huckluciano): eles realmente impulsionam qualquer ideia que publicam.

O saldo

Ainda assim, o saldo de 39% positivo de #dilmaday (muita militância partidária) e 26% de #euquero45 (idem militância) podem ser retirados desse contexto e mostrar um dado peculiar: o Twitter espelhou o mundo real, pois a diferença entre um e outro ficou muito parecida com a diferença nas urnas: 13% na web e 12,1 nos votos.

Fontes:
Os dados apresentados neste artigo foram coletados e analisados com a ferramenta TweetReach no dia 31/10/10.



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Fonte:http://idgnow.uol.com.br/blog/weblogia/2010/11/05/dilma-venceu-serra-tambem-no-twitter/

Por que não te calas?": Derrotado, Serra declara guerra a Dilma (e ainda vai à França falar mal do Brasil)

06/11/2010

Serra vai à guerra

por Mauricio Dias, na CartaCapital

O discurso do tucano indica que ele não aceitou o resultado da eleição e anuncia oposição radical a Dilma

Na noite de domingo 31 de outubro, se o rosto tenso de José Serra, emoldurado pelo ar da tristeza, era um retrato natural após o resultado oficial da vitória de Dilma Rousseff, as palavras que disparou surpreenderam e quebraram a cordialidade protocolar normalmente seguida pelo candidato derrotado.

É um caso raro, único talvez, em que o perdedor de uma eleição democrática declarou guerra ao vencedor. Oposição é oposição. Guerra é guerra.

“E para os que nos imaginam derrotados, eu quero dizer: nós apenas estamos começando uma luta de verdade (…) em defesa da pátria, da liberdade, da democracia”, disse com voz amargurada incapaz de sustentar a confiança das palavras.

Nós quem? Ele fez uma lista de agradecimentos da qual excluiu o ex-governador de Minas Aécio Neves, senador eleito, esperança de uma oposição capaz de vencer e não de derrubar o governo antes da eleição presidencial de 2014.

Embora tenha agradecido a Aloysio Nunes Ferreira, senador eleito, não fez referência a Paulo Preto, braço direito de Aloysio na Casa Civil do governo paulista. Deu um abraço comovido em Geraldo Alckmin, governador eleito por São Paulo que, posteriormente, em gesto político moderado e republicano, telefonou para a presidente eleita, Dilma Rousseff, para parabenizá-la pela vitória.

Alckmin ainda é uma incógnita nesse processo. Mas Serra invocou a eleição de governadores tucanos e, mais ainda, os 43 milhões de votos que obteve, com a certeza de que ao grito de avante ele seria seguido por todos.

Respeito e humildade, palavras usadas por Serra, se diluem diante da exegese do discurso da derrota, com duração de dez minutos, proferido por ele no QG da oposição montado no Edifício Joelma, no centro de São Paulo.

Serra deixou claro que a campanha eleitoral foi calculadamente transformada em batalha pela oposição, na qual, como se sabe, o candidato tucano foi atingido na cabeça por uma bolinha de papel. Um petardo disparado pelos adversários, as “forças terríveis” às quais se referiu, repetindo frase extraída do discurso de renúncia do ex-presidente Jânio Quadros. Uma referência de mau augúrio.

Há suspeita, porém, de que pode ter sido uma “bolinha perdida”, uma ocorrência comum, como se sabe, na violenta cidade do Rio de Janeiro. O ferimento deixou sequelas profundas que não foram percebidas pela tomografia feita após o conflito, mas que estão visíveis na mensagem de Serra a seguidores e aliados.

“Vocês alcançaram uma vitória estratégica no Brasil. Cavaram uma grande trincheira, construíram um campo político de defesa da liberdade e da democracia no Brasil”, afirmou Serra terçando armas contra moinhos de vento.

Serra fez um discurso ao mesmo tempo tão próximo e tão distante daqueles que compõem a figura imortal de Dom Quixote, nascido do talento imenso de Cervantes.

Próximo porque tresloucado. Distante porque o “cavaleiro da triste figura” era uma alma ensandecida pela esperança e Serra, ao contrário, é apenas um político ambicioso atordoado pela mágoa e pela frustração pessoal. Perdeu sem grandeza.

Maurício Dias é jornalista, editor especial e colunista da edição impressa de CartaCapital. A versão completa de sua coluna é publicada semanalmente na revista.mauriciodias@cartacapital.com.br

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Nota do Escrevinhador

Cinco dias depois da derrota, Serra participou de um debate na França; e desandou a falar mal do Brasil. É o que você pode ler aqui. É uma falta de compostura tremenda.

Parte da elite brasileira não sabe mesmo se comportar quando viaja ao exterior: fala alto, joga lixo no chão e ainda maltrata funcionários de lojas que se recusam a entender madames consumistas (e, em geral, monoglotas). Serra, pelo visto, integra esse time: não sabe se comportar.

O curioso é que, durante a tal palestra na França, uma pessoa na platéia irritou-se, e sapecou no tucano: “Por que não te calas?”

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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

"...Somos filhos de um mesmo solo..."

06.11.10
Extraído do Blog "Limpinho & Cheiroso"
Por Marilda Oliveira

Com todo o meu respeito,somos filhos de um mesmo solo,não quero pensar na hipótese de estar surgindo outro tipo de mídia a difamatória; - não posso aceitar, que os paulistas e paulistanos paguem por uma centena de jovens revoltos, aqueles jovens que não aceitam orientações dos seus genitores, por isso acabam por extrapolar a ética e os bons princípios, inclusive utilizando a internet não para pesquisa, para o saber, mas para sua auto destruição. Que estes fatos sirvam de exemplo aos demais. Mediante esta difamatória, aparecem do nada os interessados na censura a liberdade de expressão na internet, falando novamente na LEI AZEREDO, em castrar nosso direito de saber e falar a verdade real.

Nos últimos quarenta anos VÍ no dia-a-dia os paulistanos e nordestinos se misturando, trabalhando e convivendo juntos. Sempre VÍ respeito mútuo. Não vejo o porque, agora, os paulistas terem que se justificar aos nordestinos tipo pedirem desculpas...ou ficarem se redimindo...O que os paulistanos fizeram que os nordestinos em São Paulo radicados não sabem? Sempre foram tratados de igual para igual sem preconceitos.

O Brasil e o mundo é testemunha de que nos últimos quarenta anos o exemplo de corrupção, expropriação, e desmandos políticos dos dirigentes do nordeste foram alarmantes, aonde todo o Brasil sempre os criticou. Este ódio político foi incendiado nas eleições de 2010, quando os padres e as crenças religiosas alimentaram os jovens que estas crenças freqüentam, no ódio político-religioso; - que incendiou a política, prejudicou a vida destes jovens, levou vergonha para as famílias, e desarmonia entre os povos irmãos. Confio na eficiência do MPF em apurar estes fatos inclusive da influência da igreja.

Força-me lembrar na década de 60, quando os governantes do nordeste, excluíram os sertanistas nordestinos, alocando-os nas grandes metrópoles, até hoje, nunca vi seus dirigentes fazerem da justiça para remediarem o mal causado a seus excluídos, inclusive com relação aos campos de concentração no nordeste. Miguel Arraes foi um grande líder político, e tinha grandes projetos de Agricultura Familiar a seu povo, e disse em depoimento que por tudo... sua vida estava marcada. Ah! Que falta faz Miguel Arraes! sempre ponderado, sempre contra a subversão política partidária.(inclusive a estrangeira).

Marilda Oliveira

S.B.do Campo - SP
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/11/06/paulistas-em-solidariedade-ao-norte-e-ao-nordeste/

Movimento “Vixe! Sou paulista, mas não sou idiota. São Paulo para todos.”

SEXTA-FEIRA, 5 DE NOVEMBRO DE 2010

Um movimento suprapartidário para retomar a harmonia entre os brasileiros para fazer o País continuar mudando.

O Blog Limpinho & Cheiroso, depois de publicar alguns posts relatando as mensagens eletrônicas racistas, xenófobas, preconceituosas e carregadas de ódio que invadiram a internet durante as eleições presidenciais e, principalmente, após a vitória de Dilma Rousseff, recebeu vários comentários de internautas indignados com o fato e outros que combateram o preconceito com preconceito.

Moçada, devagar com o andor, porque o santo é de barro.

Como paulistano, o Limpinho concorda que certa parcela da sociedade paulista se acha dona do Brasil e se sente no direito de ditar regras para todos os brasileiros. Porém, nem todos os paulistas são idiotas como algumas pessoas do restante do Brasil acham. Aqui tem gente legal também!

Por sugestão do internauta Paulo Cesar do Lago (autor do texto do manifesto), o Limpinho encampou o movimento “Vixe! Sou paulista, mas não sou idiota. São Paulo para todos”.

O movimento tem como principal objetivo trazer a harmonia e paz entre os brasileiros, além de pretender minimizar (acabar, infelizmente, não é possível) qualquer tipo de preconceito e xenofobia. Ele é suprapartidário e dedicado aos paulistas e às pessoas que nasceram em outras regiões do Brasil, mas que se consideram paulistas devido ao longo tempo que vivem em São Paulo. O importante é que todos aceitem a diversidade existente no País e acreditem no valor de todos os brasileiros independente de origem, credo, raça, cultura e profissão.

O mote do movimento “Vixe! Sou paulista, mas não sou idiota. São Paulo para todos” é a música Paratodos do escritor, compositor e cantor Chico Buarque. A letra diz tudo, e mais um pouco, sobre a diversidade brasileira e que todos nós formamos uma grande nação.

Para ler e assinar o manifesto, clique aqui.





Paratodos

Chico Buarque

O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Meu maestro soberano
Foi Antonio Brasileiro

Foi Antonio Brasileiro
Quem soprou esta toada
Que cobri de redondilhas
Pra seguir minha jornada
E com a vista enevoada
Ver o inferno e maravilhas

Nessas tortuosas trilhas
A viola me redime
Creia, ilustre cavalheiro
Contra fel, moléstia, crime
Use Dorival Caymmi
Vá de Jackson do Pandeiro

Vi cidades, vi dinheiro
Bandoleiros, vi hospícios
Moças feito passarinho
Avoando de edifícios
Fume Ari, cheire Vinícius
Beba Nelson Cavaquinho

Para um coração mesquinho
Contra a solidão agreste
Luiz Gonzaga é tiro certo
Pixinguinha é inconteste
Tome Noel, Cartola, Orestes
Caetano e João Gilberto

Viva Erasmo, Ben, Roberto
Gil e Hermeto, palmas para
Todos os instrumentistas
Salve Edu, Bituca, Nara
Gal, Bethania, Rita, Clara
Evoé, jovens à vista

O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Vou na estrada há muitos anos
Sou um artista brasileiro
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Fonte:http://limpinhocheiroso.blogspot.com/2010/11/movimento-vixe-sou-paulista-mas-nao-sou.html

Caetano vai defender a Bahia ?

06.11.10
Cae, sampa virou do avesso

O Conversa Afiada publica email do amigo navegante Adilson:

Caro Paulo Henrique


segue um texto sobre o que penso de Caetano Veloso se posicionar em relação ao que está acontecendo.


um abraço



Adilson




ESPERANDO CAETANO


A recente onda xenófoba que emergiu com força em São Paulo deixou, como se diz na gíria, a bola quicando na quadra e esperando pra ser rebatida por um artista nordestino de expressão nacional que consagrou belíssima música sobre a cidade. Ele mesmo, não precisa nem dizer o nome.



O problema é que hoje, muitos anos depois, nosso grande músico volta e meia aparece nos noticiários envolvido em estranhas polêmicas , como essa em que teria chamado o presidente de analfabeto, ou declarando apoio numa boa a mais expressiva liderança do ultra conservadorismo carioca – que já pregou, entre outras coisas absurdas, livrar os mendigos das ruas com banho de creolina! Aí não dá, isso é o “avesso do avesso do avesso do avesso..” e deixa a gente que aprendeu a gostar dele confuso que só.

Bom, mesmo assim eu quero acreditar que alguma coisa ainda acontece naquele coração baiano que o Brasil inteiro aprendeu a amar com suas lindas canções.

Portanto, reforço minha queixa: Ninguém melhor que Caetano Veloso pra vir num momento como esse defender sua terra, chamar essa bobagem toda de cafona e dizer naquelas outras palavras – que só ele sabe usar – como a união entre os brasileiros é bonita e precisa ser preservada.. Pô, ainda mais agora que ele tem uma coluna só dele no Globo, né.

Caetano é o artista nordestino de maior penetração pros lados do sul, tudo o que ele fala reverbera a pampa, como sabemos. Eu acho que seria mesmo uma voz que o país inteiro gostaria de ver, agora, se levantar em defesa da harmonia do nosso povo, para que cada vez mais baianos, pernambucanos, cariocas, cearenses, mineiros, paraibanos, paulistas etc_ possam continuar a se curtir numa boa, como sempre foi e, se Deus quiser, sempre será aqui no Brasil.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/11/06/caetano-vai-defender-a-bahia/

Serra, cante “Paratodos” do Chico. Xô, xenofobia !

06.11.10
Por sugestão do amigo navegante Jorge Leite Pinto o Conversa Afiada presta homenagem ao Brasil de todos os sotaques.


Chico brasileiro acaba de ganhar o Prêmio Jabuti*

Em tempo: clique aqui para ler a notícia assustadora da perseguição de skinheads ao senador Paulo Paim.

Em tempo 2: leia no Viomundo a contribuição de Stanley Burburinho que denucia o uso do Twitter e do Facebook para difundir o racismo no Brasil

*Já pensou se o Chico dedica o Jabuti aos nordestinos ?

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Fonte:


Pai de estudante racista se diz ‘envergonhado’

05.11.10
Do Portal IG

O empresário Antonino Petruso, morador de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, soube pelos jornais que a filha mais nova, Mayara Penteado Petruso, está sendo alvo de investigação pela Procuradoria Geral da República por crime de preconceito. Ela é a estudante de Direito que, finalizada a apuração que apontou Dilma Rousseff (PT) como nova presidenta do Brasil, desancou a postar frases de preconceito e discriminação contra o povo nordestino na internet.

Nas frases postadas na rede de microblogs Twitter e no Facebook, a jovem sugere o extermínio dos nordestinos e pede o fim do direito de voto para quem não mora na região Sudeste.

Antonino Petruso se disse “surpreso, decepcionado e envergonhado” pela atitude da filha e lamentou que a menina tenha se deixado influenciar pelo “acirramento” do debate eleitoral. “Nunca fui chegado a política e nunca ensinei nada disso para as minha filhas. Tenho um enorme respeito pelos nordestinos e é graças a eles que consigo dar uma vida digna para minha família e pagar a faculdade da Mayara”, disse Petruso ao iG, em entrevista por telefone.


Petruso é dono de uma rede de supermercados de Bragança e diz que tem vários clientes e empregados de origem nordestina. Pai de quatro filhos, ele trabalha mais de 15 horas por dia para administrar o negócio herdado do pai. Nos últimos anos, em virtude da melhora da economia, viu os negócios melhorarem graças às políticas econômicas do governo Lula. “Tenho muita simpatia pelo Lula. Ele não resolveu tudo, mas fez um excelente governo. Se a Mayara tivesse me consultado, teria pedido para ela votar na Dilma. Entre todos os candidatos, ela era a melhor opção para o País”, afirmou o empresário.

Relacionamento

Mayara é filha de um relacionamento de Antonino fora do casamento. Embora o empresário financie os estudos e a moradia da jovem em São Paulo, ele narra que o relacionamento com a filha é um pouco distante. “Desde quando ela foi morar em São Paulo, pouco nos falamos. Duas outras filhas também moraram na capital nesses últimos anos, mas ela não mantinha contato nenhum com as irmãs nesse período”, contou.

Desde quando soube do caso, Antonino tenta encontrar a filha para saber o que de fato aconteceu, mas não consegue localizá-la. Após tentar fazer contato com a garota pelo celular e até ligar para a mãe dela, não obteve retorno e se disse preocupado com o que possa estar acontecendo. “A internet tem muito problema de hacker. Eu mesmo já tive o e-mail invadido por eles. Quero ouvir dela o que está acontecendo. Se ela fez mesmo essas coisas graves que os jornais estão dizendo, terá que pagar e responder na Justiça”, disse o pai. “Sou contra qualquer tipo de discriminação. É o pior crime possível e estou muito chateado que a minha filha esteja envolvida nesse tipo de coisa”, desabafou.

“Geyse da FMU”

Mayara é estudante do sexto semestre de Direito da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas). Transferida de uma faculdade da região do Pari, passou a frequentar as aulas no campus da Liberdade apenas neste ano, no período noturno.

Na sala 203, no segundo andar, a estudante sentava no fundo da classe e conversava com alguns poucos colegas de classe, em virtude do pouco tempo na turma. Apesar de muito jovem, com 21 anos, ela já estagiava em um escritório de advocacia durante o dia, mas foi despedida da empresa por causa do episódio. Na classe, os colegas mais próximos dizem que a jovem nunca soltou qualquer comentário preconceituoso e mantinha o respeito com todos os colegas.

“Era uma jovem sorridente e concentrada nos estudos. Conversava com todo mundo que vinha puxar papo com ela, mesmo aqueles de origem nordestina”, disse o estudante identificado apenas como Carlos, que sentava na frente da jovem e fez trabalhos com ela pelo menos duas vezes neste ano.

“Acho que ela foi ingênua e infeliz ao fazer esse tipo de comentário. Foi uma coisa muito feia o que ela disse, mas sei que ela não deve ter agido por mal”, disse outra colega que se identificou como Aline.

A história de Mayara ecoou entre os alunos da FMU e foi o principal assunto nesta quinta-feira, data que a reportagem do iG esteve na faculdade. No intervalo, nos elevadores e em todas as salas de aula, as pessoas buscavam identificar quem era a garota apelidada de “Geyse da FMU”, em referência ao episódio da estudante Geyse Arruda, que foi hostilizada por colegas da Uniban por frequentar as aulas com um vestido cor de rosa curtíssimo.

“A Mayara é a maior celebridade do curso de Direito hoje”, brincou um jovem durante o intervalo das aulas, numa roda com outros cinco jovens do terceiro ano.

“Desde o dia em que o episódio de preconceito veio a tona, Mayara não apareceu mais na faculdade. As amigas mais próximas dizem que ela não atende ao telefone nem responde e-mails. Uma delas chegou até a visitar a república onde Mayara mora com outras duas amigas, mas foi informada de que a jovem teria voltado para Bragança, para a casa da mãe.

Os colegas de sala temem que ela abandone o curso. Todos lamentaram o episódio e disseram até que sentem dó pelo que Mayara está passando. “Ela é muito novinha. Não deve estar sendo fácil enfrentar toda essa pressão”, afirmou a representante de sala.

‘Case’ de Direito

O caso da jovem de Bragança Paulista está sendo tratado pelos professores como “case” das aulas de Direito Civil. Segundo os alunos, alguns professores até analisaram o caso da jovem pela ótica jurídica. “Um dos professores afirmou que ela pode responder processo por incitação à violência e discriminação”, disse Rafael Prado, estudante do quarto ano de Direito. “Os professores estão usando o caso para alertar os alunos sobre os limites da internet. É capaz até de as aulas de Direito Eletrônico ficarem mais animadas”, brincou o estudante.

Ameaças e preconceitos

A Segurança da FMU também está em alerta. Para evitar que a jovem sofra qualquer tipo de hostilidade caso volte às aulas, os seguranças passam pela sala 203 na hora da entrada, do intervalo e na saída. Numa dessas rondas, a reportagem do iG foi flagrada dentro da sala de aula, ouvindo os colegas da jovem na hora do intervalo. Ao convidar o repórter a se retirar da faculdade, um dos seguranças disse que os responsáveis pela segurança estão em alerta total porque um jovem de origem nordestina invadiu a universidade da última quarta, ameaçando agredir Mayara. “A sorte é que ela não tem vindo às aulas”, disse um dos seguranças.

O pai de Mayara afirma que o episódio causou muitos problemas para a família. Além de assunto entre a maioria dos jovens de Bragança, uma das irmãs de Mayara tem sido alvo de críticas e comentários preconceituosos na faculdade onde estuda, em Bragança. A jovem confessou ao pai que alguns professores também têm destratado a moça em virtude do episódio. “Gostaria que as pessoas não confundissem as coisas por causa de um sobrenome. A Mayara tem 21 anos e responde por seus atos. O que ela fez foi muito grave, mas nós, familiares, só podemos lamentar e ajudá-la a se livrar desse preconceito ruim”, avalia o pai. “Os que confundem as coisas, incorrem num erro ainda mais grave que o da minha filha”, sentencia.

Desculpas da família

Antonino Petruso soube pelo iG que a filha não está frequentando a faculdade. Com problemas de visão que o impedem de dirigir, o empresário deve viajar a São Paulo no final de semana com uma das filhas para encontrar a filha e tentar orientá-la.

A Procuradoria Regional da República de São Paulo já solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) que abra investigação contra Mayara. O processo foi encaminhado para a procuradora Melissa Garcia Blagitz Abreu e Silva, do Grupo de Combate aos Crimes Cibernéticos).

O pai da jovem promete contratar um advogado para ajudar a filha, mas ressalta que a jovem terá que responder por seus atos. “Preconceito é um crime inaceitável. Se ela fez isso mesmo, terá que pagar. Como pai, peço apenas desculpas aos nordestinos, do fundo do meu coração. Amo o Nordeste e todos os nordestinos merecem o meu respeito”, declarou Antonino Petruso.

Lá fora

O caso chegou a repercutir na imprensa internacional. O site do jornal britânico publicou reportagem do seu correspondente no Brasil a respeito do assunto. A matéria diz que se a jovem for condenada pela Justiça, poderá pegar uma pena de dois a cinco anos de prisão por racismo. Ou então, de três a seis meses – ou multa – por incitar o assassinato na internet.

O jornal britânico também lembrou a diversidade étnica do Brasil e afirmou que os metiços formam a grande maioria da população brasileira.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/11/pai-de-estudante-racista-se-diz-envergonhado/

Imprensa gerou ódio contra nordestinos em São Paulo

05.11.10A campanha que os jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo, a revista Veja e a Rede Globo, entre outros, empreenderam junto aos paulistas visando eleger José Serra presidente da República foi a verdadeira responsável por incitar o ódio contra nordestinos que se viu nas redes sociais no último domingo, após a confirmação da vitória de Dilma Rousseff.

Na verdade, para fazer justiça à campanha de Serra, não se tem maior conhecimento de ações suas no sentido de caricaturar o eleitorado de Dilma Rousseff – bem como o de Lula, sobretudo em 2006 – como sendo “nordestino”, “ignorante”, “desinformado” e “comprado” pelo “Bolsa Família”.

O bombardeio midiático sobre a população paulista começou no limiar de 2006, quando o presidente Lula passou a ostentar índices crescentes de aprovação nas pesquisas até se reeleger ao fim daquele ano.

No final de 2005, com o escândalo do mensalão sendo martelado incessantemente pelas imprensas de São Paulo e do Rio – que espalhavam seus conteúdos por meios de comunicação regionais de todo país, só que com bem menos sucesso do que em São Paulo –, Lula chegara ao fim daquele ano em queda nas pesquisas.

Apesar de haver suspeitas sobre aquelas pesquisas, o fato é que logo depois do ano novo, já em 2006, uma pesquisa do instituto Sensus mostrava reação do presidente, tendência que só faria aumentar até que ele finalmente derrotasse o tucano Geraldo Alckmin com uma enxurrada de votos.

Naquele momento, com as pesquisas desafiando os desejos eleitorais dos barões da imprensa, esta passou a promover verdadeira lavagem cerebral em sua “clientela”, ou seja, nos setores de classe média-alta e alta que agora se constata que chegam à irracionalidade e à delinqüência movidos pelos preconceitos que lhes foram inoculados.

A imagem que ilustra este texto – o mapa do Brasil tingido de vermelho e azul conforme as regiões do país em que venceram Dilma e Serra – coroou uma campanha midiática que durou pelo menos quatro anos e que foi empreendida através das “análises” das pesquisas pelos veículos supra mencionados.

Aquelas análises reiteravam, vez após outra, que o eleitorado de Lula e – agora – Dilma era composto por “nordestinos” de “menor instrução” e “desinformados”, como se fosse possível alguém se esconder do tsunami antipetista que inundou os meios de comunicação nos últimos anos.

Apesar de a campanha de Serra ter incitado um ódio na sociedade que gerou até enfrentamento entre partidários tucanos e petistas em mais de uma ocasião, essa mesma campanha não promoveu preconceito contra nordestinos nem em São Paulo nem em parte alguma, até porque o candidato precisava dos votos do Nordeste.

Coube à imprensa paulista-carioca realizar essa insanidade de jogar brasileiros contra brasileiros. E talvez não tenha sido nem por estratégia eleitoral – e, se foi, tratou-se de uma burrice desmedida. É forte a impressão de que a caricatura que essa imprensa fez do eleitor médio de Lula e Dilma teve origem em uma birra infantil dos barões midiáticos.

Diante da constatação da insanidade que se apossou daqueles jovens de classe média alta nas redes sociais no último domingo, um dos veículos que mais difundiu as premissas das quais partiram os degenerados juvenis teve a audácia de publicar editorial criticando o produto de seu “jornalismo”, reconhecendo que Dilma não precisaria do Nordeste para vencer.

Na última quinta-feira, quatro dias depois da explosão racista de jovens paulistas na internet, a Folha de São Paulo publicou o editorial em questão (abaixo).

Intolerância na rede

Uma parcela minoritária de eleitores insatisfeitos com a vitória de Dilma Rousseff incentivou uma onda de mensagens preconceituosas na internet contra nordestinos -aos quais atribui o sucesso eleitoral da ex-ministra.

Ataques mais extremados vociferam desejos separatistas e propõem, numa sombria caricatura nazista, que se construam “câmaras de gás” para eliminar a população do Nordeste.

São demonstrações que vêm no rastro do discurso sectário e da disputa política desqualificada que encontram na rede de computadores fértil território para prosperar. Ataques de baixo nível, ofensas, injúrias e disseminação intencional de boatos -nada disso faltou nos palanques virtuais ao longo da campanha eleitoral.

O caráter até certo ponto ambíguo das manifestações que acontecem nas chamadas redes sociais, nas quais conversas entre pessoas e comunidades transitam numa zona cinzenta entre o público e o privado, contribui para afirmar o mito do “território livre” que acompanha a internet desde o início de sua difusão. É como se ali todos estivessem protegidos não pelas leis, mas das leis – que só valeriam para casos extremos como crimes financeiros ou sexuais.

Não é demais lembrar que há no Brasil legislação para punir manifestações de racismo, não fazendo nenhuma ressalva para quando elas irrompem na internet. É acertada, portanto, a decisão da seção pernambucana da Ordem dos Advogados do Brasil de denunciar, por racismo e incitação de crime, uma das responsáveis pelos ataques ao afirmar em sua página que “nordestino não é gente”.

No mais, embora não seja este o cerne da questão, são incorretas as informações utilizadas pelos promotores da intolerância como esteio para a sua falta de razão. Em que pese a larga margem conquistada por Dilma Rousseff sobre José Serra em Estados do Nordeste, a petista venceria o pleito mesmo se os votos da região não fossem computados.


O editorial, por razões óbvias, passa ao largo da razão pela qual surgiu essa crença equivocada desse setor da população paulista na versão de que Dilma – e, antes dela, Lula – tenha sido eleita graças ao Nordeste. Esquiva-se, de forma patética, de analisar de onde veio essa mentalidade bizarra.

O que vem acontecendo em São Paulo por conta desse noticiário incitante ao preconceito racial, geográfico, cultural e político já fugiu ao controle outras vezes. Logo após o primeiro turno, este blog denunciou um inédito “bullying eleitoral” entre crianças na escola, prova de que começa cedo a doutrinação racista entre os setores mais abastados da população paulista.

A deformidade social que estes fatos revelam, portanto, precisa desencadear uma discussão sobre os limites entre a liberdade de imprensa e a pura e simples inoculação de ódios e preconceitos variados na sociedade. A imprensa deve ser livre para difundir idéias que resultem em confrontos sociais?

Não se pede que os fatos sejam omitidos, mas quando a interpretação deles é enviesada e imprecisa – pois Dilma e Lula sempre tiveram amplo apoio mesmo entre os setores mais ricos e escolarizados, ainda que, em alguns momentos, um pouco menor do que os adversários – as conseqüências podem ser nefastas.

A experiência induz à crença de que nos próximos anos esses meios de comunicação persistirão na prática de insuflar o Sul e o Sudeste contra o Norte e o Nordeste, como que responsabilizando-os por uma conjuntura política adversa para os grupos políticos que apóiam. A grande questão é sobre até que ponto farão esse ódio crescer.
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Fonte:A campanha que os jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo, a revista Veja e a Rede Globo, entre outros, empreenderam junto aos paulistas visando eleger José Serra presidente da República foi a verdadeira responsável por incitar o ódio contra nordestinos que se viu nas redes sociais no último domingo, após a confirmação da vitória de Dilma Rousseff.

Na verdade, para fazer justiça à campanha de Serra, não se tem maior conhecimento de ações suas no sentido de caricaturar o eleitorado de Dilma Rousseff – bem como o de Lula, sobretudo em 2006 – como sendo “nordestino”, “ignorante”, “desinformado” e “comprado” pelo “Bolsa Família”.

O bombardeio midiático sobre a população paulista começou no limiar de 2006, quando o presidente Lula passou a ostentar índices crescentes de aprovação nas pesquisas até se reeleger ao fim daquele ano.

No final de 2005, com o escândalo do mensalão sendo martelado incessantemente pelas imprensas de São Paulo e do Rio – que espalhavam seus conteúdos por meios de comunicação regionais de todo país, só que com bem menos sucesso do que em São Paulo –, Lula chegara ao fim daquele ano em queda nas pesquisas.

Apesar de haver suspeitas sobre aquelas pesquisas, o fato é que logo depois do ano novo, já em 2006, uma pesquisa do instituto Sensus mostrava reação do presidente, tendência que só faria aumentar até que ele finalmente derrotasse o tucano Geraldo Alckmin com uma enxurrada de votos.

Naquele momento, com as pesquisas desafiando os desejos eleitorais dos barões da imprensa, esta passou a promover verdadeira lavagem cerebral em sua “clientela”, ou seja, nos setores de classe média-alta e alta que agora se constata que chegam à irracionalidade e à delinqüência movidos pelos preconceitos que lhes foram inoculados.

A imagem que ilustra este texto – o mapa do Brasil tingido de vermelho e azul conforme as regiões do país em que venceram Dilma e Serra – coroou uma campanha midiática que durou pelo menos quatro anos e que foi empreendida através das “análises” das pesquisas pelos veículos supra mencionados.

Aquelas análises reiteravam, vez após outra, que o eleitorado de Lula e – agora – Dilma era composto por “nordestinos” de “menor instrução” e “desinformados”, como se fosse possível alguém se esconder do tsunami antipetista que inundou os meios de comunicação nos últimos anos.

Apesar de a campanha de Serra ter incitado um ódio na sociedade que gerou até enfrentamento entre partidários tucanos e petistas em mais de uma ocasião, essa mesma campanha não promoveu preconceito contra nordestinos nem em São Paulo nem em parte alguma, até porque o candidato precisava dos votos do Nordeste.

Coube à imprensa paulista-carioca realizar essa insanidade de jogar brasileiros contra brasileiros. E talvez não tenha sido nem por estratégia eleitoral – e, se foi, tratou-se de uma burrice desmedida. É forte a impressão de que a caricatura que essa imprensa fez do eleitor médio de Lula e Dilma teve origem em uma birra infantil dos barões midiáticos.

Diante da constatação da insanidade que se apossou daqueles jovens de classe média alta nas redes sociais no último domingo, um dos veículos que mais difundiu as premissas das quais partiram os degenerados juvenis teve a audácia de publicar editorial criticando o produto de seu “jornalismo”, reconhecendo que Dilma não precisaria do Nordeste para vencer.

Na última quinta-feira, quatro dias depois da explosão racista de jovens paulistas na internet, a Folha de São Paulo publicou o editorial em questão (abaixo).

Intolerância na rede

Uma parcela minoritária de eleitores insatisfeitos com a vitória de Dilma Rousseff incentivou uma onda de mensagens preconceituosas na internet contra nordestinos -aos quais atribui o sucesso eleitoral da ex-ministra.

Ataques mais extremados vociferam desejos separatistas e propõem, numa sombria caricatura nazista, que se construam “câmaras de gás” para eliminar a população do Nordeste.

São demonstrações que vêm no rastro do discurso sectário e da disputa política desqualificada que encontram na rede de computadores fértil território para prosperar. Ataques de baixo nível, ofensas, injúrias e disseminação intencional de boatos -nada disso faltou nos palanques virtuais ao longo da campanha eleitoral.

O caráter até certo ponto ambíguo das manifestações que acontecem nas chamadas redes sociais, nas quais conversas entre pessoas e comunidades transitam numa zona cinzenta entre o público e o privado, contribui para afirmar o mito do “território livre” que acompanha a internet desde o início de sua difusão. É como se ali todos estivessem protegidos não pelas leis, mas das leis – que só valeriam para casos extremos como crimes financeiros ou sexuais.

Não é demais lembrar que há no Brasil legislação para punir manifestações de racismo, não fazendo nenhuma ressalva para quando elas irrompem na internet. É acertada, portanto, a decisão da seção pernambucana da Ordem dos Advogados do Brasil de denunciar, por racismo e incitação de crime, uma das responsáveis pelos ataques ao afirmar em sua página que “nordestino não é gente”.

No mais, embora não seja este o cerne da questão, são incorretas as informações utilizadas pelos promotores da intolerância como esteio para a sua falta de razão. Em que pese a larga margem conquistada por Dilma Rousseff sobre José Serra em Estados do Nordeste, a petista venceria o pleito mesmo se os votos da região não fossem computados.

O editorial, por razões óbvias, passa ao largo da razão pela qual surgiu essa crença equivocada desse setor da população paulista na versão de que Dilma – e, antes dela, Lula – tenha sido eleita graças ao Nordeste. Esquiva-se, de forma patética, de analisar de onde veio essa mentalidade bizarra.

O que vem acontecendo em São Paulo por conta desse noticiário incitante ao preconceito racial, geográfico, cultural e político já fugiu ao controle outras vezes. Logo após o primeiro turno, este blog denunciou um inédito “bullying eleitoral” entre crianças na escola, prova de que começa cedo a doutrinação racista entre os setores mais abastados da população paulista.

A deformidade social que estes fatos revelam, portanto, precisa desencadear uma discussão sobre os limites entre a liberdade de imprensa e a pura e simples inoculação de ódios e preconceitos variados na sociedade. A imprensa deve ser livre para difundir idéias que resultem em confrontos sociais?

Não se pede que os fatos sejam omitidos, mas quando a interpretação deles é enviesada e imprecisa – pois Dilma e Lula sempre tiveram amplo apoio mesmo entre os setores mais ricos e escolarizados, ainda que, em alguns momentos, um pouco menor do que os adversários – as conseqüências podem ser nefastas.

A experiência induz à crença de que nos próximos anos esses meios de comunicação persistirão na prática de insuflar o Sul e o Sudeste contra o Norte e o Nordeste, como que responsabilizando-os por uma conjuntura política adversa para os grupos políticos que apóiam. A grande questão é sobre até que ponto farão esse ódio crescer.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/11/imprensa-gerou-odio-contra-nordestinos-em-sao-paulo/

Derrotada, oposição se reorganiza para enfrentar Dilma

06.11.10
Desafio é escolher líder que conduza PSDB, DEM e PPS às eleições de 2014

Carolina Freitas

Marisa Serrano, senadora pelo PSDB: "Pecamos por termos sido muito cordatos. Não fizemos a oposição que deveríamos”

Com a derrota de José Serra na disputa pelo Palácio do Planalto, líderes dos PSDB, DEM e PPS tentam juntar os cacos e se reorganizar para enfrentar Dilma Rousseff e uma numerosa base aliada no Congresso. Uma segunda chance para aprender a ser oposição, após oito anos de governo Lula. “Pecamos por ter sido muito cordatos. Mesmo com o mensalão, os aloprados, nós nos encolhemos. Não fizemos a oposição que deveríamos”, admite a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS).

Pela frente, eles têm ainda a tarefa de consolidar um líder, que os conduza com menos sobressaltos à eleição presidencial de 2014. Os candidatos ao posto: os senadores Aécio Neves (MG) e Aloysio Nunes (SP) e os governadores Geraldo Alckmin (SP) e Beto Richa (PR). Sem cargo, o candidato derrotado à Presidência deve assumir função semelhante a do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – a de conselheiro.

Mesmo sem vencer a eleição, Serra conquistou para a oposição um capital político de 43,7 milhões de votos, 43,9% do eleitorado. Juntos, PSDB e DEM vão governar 10 estados, entre eles os estratégicos e populosos São Paulo, Minas Gerais e Paraná. São quase 97 milhões de brasileiros – mais da metade da população. No Nordeste, reduto do PT, a oposição conquistou o Rio Grande do Norte e Alagoas.

Em meio ao debate eleitoral, Serra conseguiu fazer um contraponto ao governo Lula. Questões como a corrupção, as deficiências de infraestrutura, o atraso em obras federais, a necessidade de aumentar o investimento público e de reduzir a taxa de juros foram mencionadas – porém, de forma tardia.

A demora de Serra em assumir-se candidato à Presidência, enquanto Dilma viajava o Brasil na pose de sucessora de Lula, angustiou e desmobilizou políticos e militantes da oposição. Em janeiro de 2010, o tucano, de quem se esperava a largada para investidas contra o governo federal, deixou claro: “Candidato a presidente não é chefe de oposição.” Poucos se habilitaram para a tarefa. E a oposição teve voz fraca nas grandes decisões do país.

Marisa Serrano atribui a moderação dos tucanos ao medo de parecerem com os petistas durante o governo FHC. “Nunca agimos de forma raivosa. Isso sempre foi o perfil do PT. Fomos tachados como um país sem oposição. Na verdade, estávamos aprendendo a ser oposição”, diz a senadora. “Teremos agora mais ação e fiscalização. Não deixaremos passar nada.”

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), promete firmeza. “Faremos uma oposição segura.” Uma das mais contundentes vozes contra o governo Lula, o senador tucano Alvaro Dias (PR) quer uma oposição “sem adjetivos”, nem agressiva, nem suave. “O discurso de um oposicionista chega a poucos. O de um presidente, a milhões”, avalia. “Precisamos nos organizar para dar mais volume à oposição. Mais gente precisa falar por nós.”

O presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), pretende trabalhar por um discurso unificado para desgastar o PT e o governo de Dilma e por um projeto próprio, com a cara da oposição. “O Congresso foi combativo durante o governo Lula, mas os governadores de oposição só se pronunciaram muito perto do período eleitoral”, diz. “Os governador eleitos este ano devem agora ajudar a vocalizar nossas ideias por todo o país. São eles que estão mais próximos dos eleitores.”

Estado de atenção - A ordem é manter vigilância sobre Dilma Rousseff e o PT desde o primeiro dia. “Não estamos no primeiro, mas no nono ano desse governo. Dilma deve explicações sobre tudo o que foi feito ou deixou de ser feito na era Lula, afinal, coordenou boa parte das iniciativas dele. O que Lula não fez, vamos cobrar de Dilma”, afirma Rodrigo Maia.

Contra a numerosa base aliada que Dilma terá na Câmara e no Senado, tucanos e democratas têm um antídoto, ao menos no discurso. “Sendo poucos, temos de ter qualidade”, diz Marisa Serrano. Juntos, PSDB, DEM, PPS e PMN terão 21 senadores nos próximos quatro anos, número insuficiente até mesmo para a criação de uma CPI, que exige 27 assinaturas.

Fiel escudeiro de Aécio, o deputado federal Nárcio Rodrigues (PSDB-MG) aposta no estilo mineiro para guiar a relação entre governo e oposição. “Precisamos sepultar os tempos em que PT e PSDB não podiam se falar. Nós, mineiros, vamos levar ao Congresso uma oposição convergente”, diz. E explica: “queremos firmar uma nova agenda de discussão, pela aprovação das reformas política e tributária e pelo estabelecimento de um pacto federativo, com mais poder e recursos para estados e municípios.”

Para não cair na armadilha de ser “bonzinho demais”, Nárcio cita a disputa pelo governo de Minas Gerais, que resultou na vitória do tucano Antonio Anastasia. “Seremos conciliadores, mas não deixaremos de discutir de forma transparente as diferenças entre nós e o PT. Não somos bonzinhos. Sabemos demarcar território”, diz o deputado. “Vamos nos impor pela diferença, pelo confronte de ideias. Tancredo Neves nos ensinou: quem brigam são as ideias, não os homens.”

Líderes – Para não incorrer no mesmo erro dos últimos anos, em que tentaram dar voz a suas ideias sem ter um rosto, a oposição tem pela frente ainda o desafio de escolher um líder. Das urnas de 2010 saiu um triunvirato: Aécio Neves, Geraldo Alckmin e Beto Richa. Aloysio Nunes, muito ligado a Serra, corre também para firmar-se entre os tucanos de destaque.

Aécio e Alckmin são as apostas do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson. Apesar das rusgas de Jefferson com meio mundo, o partido apoiou a candidatura de Serra. “Alckmin e Aécio são os nomes para empolgar a oposição, são os líderes da paciência.”

O papel de José Serra neste cenário ainda aparece como uma incógnita. Nem aos correligionários mais próximos o tucano falou sobre seus planos para os próximos anos. Mesmo assim, todos dão respostas semelhantes quando questionados sobre o destino de Serra: juntar-se a Fernando Henrique como conselheiro e porta-voz da oposição. Aventou-se a possibilidade de ele assumir a presidência do PSDB, remota, na opinião de seus aliados.

“Não tenho ideia do que Serra fará agora, mas a participação dele será importante, como é a de Fernando Henrique. Todos os espaços tem de ser ocupados. Eles sempre serão procurados pela imprensa sobre os grandes temas. E darão sua opinião”, afirma Álvaro Dias. “Serra sempre será uma referência, com Fernando Henrique, pela qualidade do discurso e pela experiência. Ele não precisa de cargo para liderar”, diz Rodrigo Maia.

Dono de uma língua afiada, Jefferson é mais direto: “Não há espaço para Serra como líder. Se ele não soube aglutinar as pessoas para vencer as eleições presidenciais, não saberá aglutinar para fazer oposição”, dispara. “Se ele quiser disputar um cargo eletivo, terá de recomeçar o caminho, quem sabe desde a prefeitura. Terá de ser ungido pelas bases.”
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Fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/derrotada-oposicao-se-reorganiza-para-enfrentar-poderio-de-dilma

A identidade Dilma

05.11.10Presidenta Dilma

Carta Capital – Maurício Dias
Extraído do Blog do EASON

Ao longo da campanha Dilma mostrou personalidade própria

Desde que o nome de Dilma Rousseff passou a ser sussurrado como provável candidata do PT à Presidência da República, a imprensa brasileira, quase toda comprometida com o candidato José Serra, construiu uma imagem negativa para ela.

Dilma, a primeira mulher a alcançar o cargo mais importante no País, qualificada de arrogante e mentirosa, foi comparada a um “poste”. Além de “mandona” e “terrorista”, nesse caso em referência à militância contra a ditadura militar, era vista como um zero à esquerda. Lula foi de uma ousadia incomparável ao escolher Dilma. Deu a ela a espinhosa tarefa de garantir a vitória a um governo com histórico porcentual de aprovação.

Quem não se abalaria? Se fosse frágil, sucumbiria. Pouco se notou e se falou, no entanto, dessa coragem. A imprensa e a oposição se apro veitaram do fato de Dilma ser desconhecida. Era um “envelope fechado”, como martelavam. Ela entrou na campanha com a confiança abalada. Isso se refletiu na insegurança dos debates do primeiro turno.


“A vitória é mais do que política. O adicional do segundo turno se deve muito ao fortalecimento da imagem dela”, avalia João Francisco Meira, diretor do Vox Populi. É possível perceber (gráficos) o crescimento da petista diante do eleitor. Na entrada do segundo turno, Serra (45%) parecia mais preparado para administrar do que Dilma (42%). Após os debates, a situação mudou. À véspera da eleição, 46% do eleitorado julgava Dilma mais preparada do que Serra (41%). Na sequência, a capacidade de comando e liderança da petista superou a do tucano: ela pula de 44% para 49%; ele cai de 46% para 41%.

Importante é a questão da sinceridade. A oposição insistiu na tecla de que Dilma e o PT sempre mentiam. Para o eleitor, soberano na definição do voto, a candidata petista era mais sincera do que o tucano com boa vantagem: 48% a 36%.

É claro que Lula foi um dos atores principais desta vitória, mas, ao fim, ela desmanchou as análises de certos jornalistas e acadêmicos que se assemelham a galos de biruta. Isto é, sempre na direção do vento.

Embora tenha fracassado, essa poderosa máquina de mentiras, malícias e suposições sustentou ao longo da campanha que Dilma era a encarnação do mal, fazendo dueto com o refrão do jingle do tucano, que martelava: Serra é do bem/ Serra é do bem.

Mesmo tendo seguido o ritual de elegância com o adversário, Dilma manteve a sobriedade ao estender a mão para Serra. Evitou o sorrisinho hipócrita dessas ocasiões. Não foi por acaso que, no fim da noite da sexta-feira 29, ao encerrar na TV Globo, não disfarçou o quanto se sentia ferida: “Estou triste com a quantidade de calúnias contra mim”, disse, sem olhar para o tucano.

A firmeza é um traço da personalidade da presidente eleita. Ela mostrou, entretanto, certas ambiguidades ao longo da campanha eleitoral. Precisou, por exemplo, engolir um sapo no episódio do aborto. Era a favor da descriminalização. Recuou e, certamente, manterá o compromisso que assumiu, mas, digeriu o batráquio com dificuldade. Bom sinal. De certa forma, compreendeu as contradições da política.
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Fonte:http://easonfn.wordpress.com/2010/11/05/a-identidade-dilma/#more-5223

A força de Dilma é sua fraqueza e sua fraqueza é o ponto forte

05.11.10
Último Segundo – Luciano Suassuna

A primeira presidenta do Brasil não fala direta e permanentemente com o Congresso e a elite, como Fernando Henrique Cardoso. Nem fala direta e permanentemente com os movimentos sociais e os cidadãos, como Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma Rousseff chega ao principal cargo da nação sem experiência eleitoral anterior, insuflada pela popularidade do seu maior cabo eleitoral, o presidente da República, e pelo governo mais bem avaliado desde a redemocratização. Mas o que as análises apressadas classificam de dependência e tibieza na realidade camufla uma situação de força da presidenta eleita.

Se o resultado das urnas não tiver sido suficiente para desfazer a enganosa imagem de que Dilma era uma marionete de Lula, não custa lembrar sua trajetória no governo. Primeiro, pegou o Ministério das Minas e Energia ainda assombrado com o apagão do governo FHC. Refez a política energética, foi amplamente contestada, mas o fato é que desde então o Brasil cresceu sem temor de racionamento. Depois, no meio da maior crise da era Lula, o Mensalão, foi escalada para substituir aquele que era tido como todo-poderoso, o deputado José Dirceu. De lá, geriu o principal programa de Lula, o PAC, com seus projetos cheios de arestas a arredondar, dentro e fora do governo: licitações de alto valor, licenças ambientais complexas, concessões em áreas sensíveis, pressão de governadores e parlamentares aliados, interesses estaduais divergentes, rivalidades empresariais.

Quem ainda acreditava nas lendas da imaturidade e inexperiência política deve ter se assustado com a agressividade e os argumentos com que Dilma se apresentou nos debates do segundo turno. Ninguém abre 12 pontos percentuais de vantagem sobre uma biografia como a de José Serra apenas pela herança do lulismo. Dilma fez a parte dela.

Mas sua vitória é fruto, sobretudo, do processo de institucionalização do País. Trata-se de algo menos afeito às manchetes justamente porque é mais distante do personalismo, do populismo, do partidarismo e do passionalismo comuns às campanhas eleitorais. Essa institucionalização é o emaranhado de apoios políticos, de ritos legais e de técnicas de comunicação que moldam as candidaturas e, depois da apuração, impõe limites aos governos. E, nesse ponto, a presidenta eleita jogou melhor que Serra.

Com Dilma, pela primeira vez o PMDB fez uma coalizão, dividindo a chapa, compondo candidaturas estaduais, repartindo tarefas e compromissos. Essa base atraiu mais partidos que a junção PSDB-DEM, o que lhe deu mais tempo de tevê e maiores palanques regionais. Se foi importante antes, ela será vital daqui para a frente.

Com dois terços do Congresso, Dilma terá a base política que nenhum presidente, nem mesmo Lula, teve depois do fim do regime militar. E, por temperamento ou prática, deverá ter, com deputados e senadores, uma relação menos pessoal que a de FHC e menos tensa que a de Lula. Sem a interlocução direta com o povo e os movimentos sociais, Dilma é mais dependente do Parlamento que Lula. Sem o traquejo parlamentar de Fernando Henrique, ela precisará de intermediários para o serviço. Isso está longe de ser ruim: preserva a presidenta para os momentos decisivos, distancia a Presidência do jogo miúdo do Legislativo e deve obrigar os partidos a ter compromissos duradouros e maiorias programáticas.

Da mesma forma, o novo governo precisará de interlocutores que estabeleçam uma relação institucional em vários outros pontos sensíveis: sistema financeiro, Igreja, MST, representações empresariais, organizações sindicais. Na área externa é razoável esperar uma diminuição da chamada diplomacia presidencial, tão ao gosto de FHC e Lula, em favor de um espaço nacional, no qual os interesses dos outros países pelo Brasil e as ambições do nosso país no mundo falem mais forte que a capacidade de sedução do presidente da República. Essa necessidade de atuar de forma institucional, com interlocutores gabaritados em cada área, não deve ser entendida como fraqueza. É nessa escolha que a presidenta terá a oportunidade de mostrar o tamanho real de um governo mais técnico, num país mais relevante.

É um desafio novo a que os brasileiros ainda estão se acostumando. Americanos e europeus praticam esse jogo institucional há mais tempo (não custa lembrar, por exemplo, que graças a isso um coadjuvante ator de Hollywood foi o responsável pelo fim da Guerra Fria). Assim, Dilma pode parecer fraca porque é mais institucional que seus antecessores, mas é justamente no apoio institucional que reside a força de seu governo. Esse trabalho começa oficialmente hoje e é pelo seu bom êxito que a presidenta será avaliada.
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Fonte:http://easonfn.wordpress.com/2010/11/05/a-forca-de-dilma-e-sua-fraqueza-e-sua-fraqueza-e-o-ponto-forte/

Lula quer debate qualificado

06.11.10
Da Folha de Pernambuco

Em cadeia de rádio e TV, presidente critica oposição e reclama de preconceito

BRASÍLIA (AE) - Em seu primeiro pronunciamento em cadeia de rádio e TV após as eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que é preciso “qualificar” o debate político. Ao mesmo tempo, ele usou o discurso para soltar frases típicas de palanque, alfinetar a oposição e reclamar de preconceito contra a presidente eleita Dilma Rousseff (PT). “Passadas as eleições, quando é compreensível que o calor da disputa gere confrontos mais duros, é importante que governo e oposição, sem abrir mão de suas opiniões, respeitem-se mutuamente e divirjam de forma madura e civilizada”, afirmou.

Lula disse, em tom eleitoreiro, que o ato de transmissão da faixa presidencial para a “companheira”, no dia 1º de janeiro, terá um “imenso simbolismo” e que “ninguém é melhor do que ninguém”. “Ele proclamará ao mundo inteiro - e a nós mesmos - que somos um País com instituições consolidadas, capazes de absorver mudanças e progressos”, afirmou. “Simbolicamente, estaremos proclamando que ninguém é melhor do que ninguém. Não importam as diferenças de origem social, de sexo, de sotaque ou de fortuna”, completou. “Somos todos brasileiros, e todos devem ter oportunidades iguais, o direito a sonhar com dias melhores e o apoio para melhorar sua vida e a de sua família”.

O presidente ressaltou, dirigindo-se aos adversários, que cabe agora a “todos” respeitarem a “vontade” do povo. “Os escolhidos para governar devem ter a liberdade para organizar suas equipes e colocar em prática suas propostas, de modo a honrar os compromissos assumidos com a sociedade”, disse. “Já aqueles a quem o povo colocou na oposição devem ter a liberdade de criticar e apontar os erros dos governantes, para que possam em eleições futuras se constituir como alternativa”.

Ele destacou ainda o bom momento econômico. “Como todos sabemos, o Brasil vive hoje um momento mágico, de crescimento econômico, inclusão social, forte geração de emprego, distribuição de renda e redução das desigualdades regionais”, disse. “Estou convencido de que, nos próximos anos, o Brasil poderá consolidar-se como uma terra de oportunidades e de prosperidade, transformando-se numa nação desenvolvida”, ressaltou. “Avançaremos mais rapidamente nessa direção, se soubermos qualificar o debate político”. No pronunciamento, Lula disse que as eleições transcorreram num ambiente de tranquilidade, entendimento, paixão e entusiasmo. “Estamos todos de parabéns”, disse. “Como presidente da República, quero dividir com vocês o meu sentimento: estou muito orgulhoso do nosso povo e do nosso País”. Lula ainda parabenizou a Justiça Eleitoral que, segundo ele, dirigiu com equilíbrio e competência a disputa.

OPOSIÇÃO

O senador oposicionista Demóstenes Torres (PSDB-GO) rebateu as declarações do presidente. “Cadeia de rádio e televisão? Essa convocação de rede é para questões extraordinárias e emergenciais, não é para fazer propaganda política”, disse. “Isso merece uma reprimenda pelo Ministério Público”, completou. “Isso é um abuso extraordinário, um desvio do objetivo da convocação da rede”.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/601776-lula-quer-debate-qualificado

"O que o Ministério Público de São Paulo fará a respeito?"

06.11.10
Comentário extraído do Blog da Cidadania,
Por Meg Godman

Agora algumas questões a respeito do que foi exposto:

1. O que o Ministério Público de São Paulo fará a respeito? Por que não se pronunciou até agora?
2. Será necessário que o Ministério Público Federal intervenha, diante da omissão do MP de SP?
3. Por que os reitores das universidades, nas quais estuda esse grupelho, não se pronunciaram até agora contra esse caldeirão de crimes? Acaso concordam com o teor do manifesto?
4. Por que as entidades da sociedade civil paulista estão se omitindo frente a essa questão?
5. Por que Alberto Goldman, governador de SP, se omite?
6. Por que Gilberto Kassab, prefeito de SP, se omite?
7. Porque as câmaras de vereadores e a assembléia legislativa se omitem?
8. Cadê a OAB de SP?
9. Cadê os deputados federais?
10. Cadê o PSDB, DEM, PP, PTB? Nada disseram sobre esse movimento criminoso?
11. Cadê a velha mídia? Nordestino não assina jornais e revistas? Onde estão eles que vivem de tro-lo-ló sobre o estado de direito e atacam sem trégua os movimentos populares?
12. Cadê o bispo de Guarulhos?
13. Cadê os pais que pagam a universidade desses infelizes? (e não aprendem nada)
14. Onde estão as vítimas desse grupelho, que poderiam (e devem) processá-los por racismo e assédio moral?
15. Por que a polícia e a delegacia de crimes cometidos na internet nada fazem?
16. Onde está a defensoria dos direitos humanos?
17. Onde estão os nordestinos do PSDB, DEM, PP, PTB que se omitem vergonhosa e covardemente?
18. Por que as entidades de classe e os sindicatos não se manifestam?

Todos os que listei e outros que vocês hão de adicionar devem ser chamados às falas e deles cobradas posições e ações frente a tais crimes. Todos devem ser convocados publicamente e nominalmente, um a um, a participar do ato de solidariedade ao Norte e Nordeste.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/11/paulistas-em-solidariedade-ao-norte-e-ao-nordeste/

"Há um clima de pensamento social do darwinismo social"

06.11.10
Extraído dos comentários postados no Blog da Cidadania
Por Joaquim Lima

Há um clima de pensamento social do darwinismo social, isto é, compreende a sociedade a partir dos pressupostos de Charles Darwin ao explicar a evolução biológica das espécies animais. Tal idéia de raça superior assenta no mito. Os conquistadores portugueses em 1500 acreditava no canibalismo indígena. Em 2010, uma rede de Tv avencou tal hipótese no Norte do país e a investigação apontou como mito. O desconhecimento produz medo, e o medo o preconceito.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/11/paulistas-em-solidariedade-ao-norte-e-ao-nordeste/

Paulistas em solidariedade ao Norte e ao Nordeste

06.11.10Do Blog da Cidadania, Por Eduardo Guimarães

Desde o início da semana que não conseguia me desligar do caso envolvendo a estudante de Direito Mayara Petruso, que iniciou uma onda de manifestações racistas nas redes sociais e que está sendo processada em várias instâncias. Na quinta-feira, vieram à baila notícias sobre movimentos de jovens paulistas que pretendem barbaridades separatistas, no limite.

Alguma coisa continuava me incomodando e o assunto não me saía da mente. No último dia útil da semana, finalmente entendi o que me incomodava. Era a imagem dos paulistas diante do resto do Brasil. Poder-se-ia culpar os povos do Norte e do Nordeste se começassem a enxergar o povo de São Paulo como hostil e preconceituoso?

Ora, os paulistas temos o dever de nos manifestar não só em solidariedade aos nordestinos e nortistas, mas também para afirmarmos que essa não é a crença deste povo, sobretudo dos filhos mais antigos deste Estado, mas de uma minoria ignorante que por ser bem aquinhoada pensa que tudo pode.

Fiquei pensando em um belo e solene ato público para manifestar esses valores. Não seria um protesto, mas um ato de amizade, fraternidade e solidariedade, que mostrasse quanta gente boa há em São Paulo e em todos os estratos sociais. Gente de todas as idades, de todas as etnias.

Não está escrito em nossas testas, dos paulistas, quem é quem. Temos que enterrar essa afronta aos povos do Norte e do Nordeste, esse dano terrível à imagem dos paulistas.

Penso em faixas exaltando o espírito acolhedor de São Paulo, que a tantos recebeu e continua recebendo. Em discursos de solidariedade – e não de recriminação. Seria uma oportunidade para mostrar que se uma parte da sociedade paulista está doente, é só uma parte. E que muitas vezes essa parte simplesmente não sabe o que faz, pois está sendo enganada.

Nem que fosse um ato de 50, 100, 150 pessoas, sei lá… Poderíamos escolher um local simbólico como a avenida Paulista, talvez o Masp. Exaltaríamos um Brasil que é de todos, de Norte a Sul, de Leste a Oeste. Um país em que delírios separatistas ou de segregação agonizam a cada dia, sendo as manifestações recentes meros espasmos dos moribundos.

Quem iria comigo? Você iria? Usaria algumas horas de sua vida em prol de seus congêneres paulistas, para que não fiquemos estigmatizados por um ato de loucura de alguns jovens criados por pais que não lhes transmitiram valores? Se um bom número topar aqui, quem sabe ganhemos adesão pela internet.

Aguardo as vossas manifestações.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/11/paulistas-em-solidariedade-ao-norte-e-ao-nordeste/