quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Internauta responderá por racismo e incitação pública de prática de crime

03.11.10
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OAB-PE vai à Justiça contra ofensas a nordestinos no Twitter

Do site da CTB

A seção Pernambuco da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrar com uma representação criminal na Justiça de São Paulo contra a onda de ataques aos nordestinos divulgada por meio do Twitter após a eleição de Dilma Rousseff.

No domingo à noite — logo após o anúncio da vitória de Dilma, sobre o candidato demo-tucano, José Serra — usuários da rede de microblogs começaram a postar mensagens ofensivas aos nordestinos, relacionando o resultado à boa votação de Dilma no Nordeste.

A representação da OAB-PE é contra a estudante de Direito Mayara Petruso, de São Paulo, uma das responsáveis pelo início dos ataques.

Segundo o presidente da OAB-PE, Henrique Mariano, Mayara deverá responder por crime de racismo (pena de dois a cinco anos de prisão, mais multa) e incitação pública de prática de crime (cuja pena é detenção de três a seis meses, ou multa), no caso, homicídio.

Entre as mensagens postadas pela universitária, há frases como: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.

“São mensagens absolutamente preconceituosas. Além disso, é inadmissível que uma estudante de Direito tenha atitudes contrárias à função social da sua profissão. Como alguém com esse comportamento vai se tornar um profissional que precisa defender a Justiça e os direitos humanos?”, diz Mariano.

Xenofobia na rede

Em julho deste ano, a seção pernambucana da Ordem já havia prestado queixa à Polícia Federal contra pelo menos dez usuários do Twitter, por mensagens ofensivas aos nordestinos após as enchentes na região.

“Essas redes sociais são meios de comunicação de alcance nacional, e crimes que ocorram nelas são de ordem federal. São ofensas que atingem a todos os nordestinos, existe um direito difuso aí sendo desrespeitado” completa Mariano, para quem o nível agressivo da campanha pela internet este ano, apesar de não justificar os ataques, pode tê-los estimulado.

No domingo, usuários do Twitter insatisfeitos com a vitória de Dilma começaram a postar frases como “Tinham que separar o Nordeste e os bolsas vadio do Brasil” e “Construindo câmara de gás no Nordeste matando geral”.

Como reação, outros usuários passaram a gerar uma onda de mensagens com “#orgulhodesernordestino”, hashtag que ficou entre os primeiros lugares no ranking mundial de temas mais citados no Twitter.

Com agências
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Fonte: http://www.viomundo.com.br/denuncias/internauta-respondera-por-racismo-e-incitacao-publica-de-pratica-de-crime.html

A derrota do pró-imperialismo neoliberal

QUARTA-FEIRA, 3 DE NOVEMBRO DE 2010
Reproduzo artigo do professor João Quartim de Moraes, publicado no sítio Vermelho:

Chico Buarque sintetizou com insuperável concisão, num ato em apoio à candidatura Dilma Rousseff, os dois princípios complementares da política externa da tucanagem: falar fino com os Estados Unidos, falar grosso com a Bolívia e o Paraguai. São princípios tradicionais da direita liberal, sempre subserviente ao “colosso do Norte”, como dizem carinhosamente, sempre arrogante porém com os povos em luta.

Dentre as maneiras de tentar justificar a servidão voluntária ao “colosso”, é especialmente insidiosa uma que está exposta em peçonhenta revista do plutocrata Civita. No momento em que, após ter submetido o Afeganistão a um holocausto balístico em que massacrou indiscriminadamente a população civil, como já havia feito tantas vezes no passado, o Pentágono preparava a invasão do Iraque, Veja (nº 1.791, de 26 de fevereiro de 2003) ofereceu a seguinte explicação para a indignação da melhor parcela da humanidade perante esta escalada de atrocidades:

"Os americanos são ainda odiados por um motivo mais prosaico: porque há décadas vivem uma era de prosperidade sem igual na história humana. Num planeta em que 45% das pessoas subsistem com menos de 2 dólares por dia, os americanos são os beneficiários de uma opulência que agride os brios dos países retardatários. Além disso, os Estados Unidos têm valores, como a democracia e a liberdade absoluta de manifestação de idéias e crenças, que chocam todos aqueles que aprovam regimes totalitários, entre eles os radicais islâmicos. Os EUA, como país, resultaram da convivência das diferenças. O individualismo de seu povo é uma característica cujos resultados são assombrosamente positivos. Isso produz ressentimento".

Tenham ou não haurido de Nietzsche essa denúncia do “ressentimento”, os poodles do truste Abril apenas expressam seus valores vulgares e sua indigência político-cultural. Só no grotesco Castelo de Caras, a revista dos cafonas endinheirados e dos basbaques que os admiram, é possível falar em “era de prosperidade sem igual na história humana” sem cair no ridículo. Em Wall Street, viveiro do dólar gerando dólar, prosperam os Madoffs e outros canalhas; enquanto isso, na periferia do imperialismo, quando se ouve um gringo do Pentágono cacarejar “democracy, democracy” (pronuncia-se “dimócraci”), todos vão logo correndo se entocar, porque os mísseis costumam vir logo atrás.

Ronald Reagan, pioneiro da Cruzada neoliberal de recolonização do planeta, justificava o apoio militar que concedia aos talebãs em luta contra os comunistas afegãos, argumentando que eles “não eram terroristas e sim guerrilheiros da liberdade”. Os “democratas-ocidentais”, sob o comando de Bush pai, de Clinton e de Bush filho prosseguiram na Cruzada assassina contra o que chamam “Eixo do Mal”, composto na verdade pelos países que se recusam a lamber as botas do Pentágono e de seus sócios da OTAN.

No Iraque, o holocausto começou antes mesmo da invasão e ocupação do país pelos mercenários do mentecapto G.W.Bush. O embargo econômico decretado contra aquele país pelo “democrat” Clinton e executado por sua secretária de Estado, Madeleine Albright, fez cerca de 500 mil crianças morreram de fome. Quando lhe pediram para explicar essa monstruosidade, a secretária respondeu: “é um preço que nós pagamos pela democracia”. Nós quem, harpia?

No mesmo momento, Veja incumbia-se do trabalho rasteiro de ajudar a satanizar Saddam Hussein. Entre outras safadezas pró-imperialistas, publicou matéria intitulada “Chumbo na chuteira” (nº 1.612, de 25 de agosto de 1999). Dizendo basear-se no jornal britânico The Sunday Times, acusa Udai, filho de Saddam Hussein, de mandar espancar e até torturar jogadores da equipe nacional do Iraque quando perdiam partidas importantes. Em princípio, uma denúncia pode ser verdadeira ou falsa. Mas considerando que a mediática imperialista, inclusive a britânica, divulgou toda sorte de pretextos mentirosos para se apoderar do petróleo iraquiano, não dá para acreditar na raivosa compilação da revista do Mister Civita. De qualquer modo, a tropa da Veja deve ter exultado mais adiante, quando Udai, junto com o irmão Qusai, foram executados à queima roupa pelos pistoleiros do Pentágono. O pai foi em seguida enforcado, após um simulacro de processo mais grotesco do que o dos nazistas. Tudo em nome da “democracy”, claro.

Não é só a tucanagem, porém que fala fino com os Estados Unidos e grosso com os recalcitrantes da periferia. Havíamos já deplorado que Marina Silva (a nova maneira do capital fazer política) tenha escolhido exatamente a hora em que o Cartel da Otan ameaça incendiar o Irã para declamar em Washington, no dia 24 de abril passado, a ladainha que os gringos queriam ouvir: "O Brasil é a única democracia ocidental que tem dado audiência para o Ahmadinejad. A própria China não tem dado, nem a Rússia".

A declaração, além de eleitoreira (caçando votos anti-Lula na faixa pró-imperialista que come na mão da Rede Globo), é ideologicamente sintomática: auto-identificação subalterna com a “democracia ocidental” (a “dimócraci”), subserviência aos interesses da Casa Branca e alusão pejorativa à “própria” China. Entre as espécies verdes com quem Marina se identifica estão, pelo visto, os papagaios de pirata da mediática capitalista.

Coerente com sua opção pró-imperialista, a candidata do PV chamou para seu principal assessor econômico o ultra-liberal Eduardo Giannetti da Fonseca. Sem medo de desfiar as mais surradas trivialidades do receituário econômico da direita, o assessor alertou seu bando (em entrevista reproduzida em Estadão.com de 23 de agosto passado): “com Dilma, vemos um avanço de um estatismo e dirigismo na economia, o governo criando estatais de seguros, telefonia, e os bancos estatais promovendo uma marcha forçada de crescimento”.

Terrível, não? Explicou também a propósito da competitividade das exportações brasileiras que "é reduzindo o custo Brasil que vamos resolver esse problema, não é com administração de câmbio". A expressão “custo Brasil” já denota o sabujo, para o qual a culpa é sempre do Brasil. Ademais, só a um imbecil escapa que com o dólar, digamos a 2,5 reais é mais fácil exportar do que com um dólar a 1,7 reais. Enfim, revelando um traço profundo dos verdes, de que seus eleitores bem intencionados não se deram conta, é pela direita que Giannetti discorda dos tucanos: "Juros são sintoma, não são causa do nosso problema", disse ele contrapondo-se às “críticas duras” que Serra fez contra o Banco Central, questionando sua autonomia. Como todos os ultra-liberais, o assessor de Marina quer um Banco Central independente das orientações políticas do governo e dos legisladores eleitos pelo sufrágio universal.

Nesse aspecto importante, Serra é, como diz o caboclo, menos pior que Marina. Ia terminar meu pequeno artigo mensal com essa não sectária ponderação quando, sacudindo a poeira de meu vasto e um tanto caótico arquivo de jornais, deparei-me na primeira página do Estadão/Mesquitão de 22 de maio de 1996, sob o título “Light é privatizada em leilão recorde”, com uma foto de figurões sorridentes, felizes. No centro da foto está Serra, rindo ao bater o martelo.

Na seção de economia do mesmo jornal, mais esclarecimentos sob o título “Estatal francesa compra Light por preço mínimo”. O candidato à presidência duas vezes derrotado partilha com FHC a responsabilidade de ter entregue a um Estado estrangeiro, a preço vil, um setor estratégico de nossa economia. Felizmente, o eleitor brasileiro derrotou tucanos e papagaios de pirata.
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Fonte: http://altamiroborges.blogspot.com/2010/11/derrota-do-pro-imperialismo-neoliberal.html

Anauê, José Serra!

QUARTA-FEIRA, 3 DE NOVEMBRO DE 2010
Reproduzo artigo de Alipio Freire, publicado no jornal Brasil de Fato:

Ser derrotado nas urnas numa eleição, não é tudo.

O mais grave é passar para a História como um fascist
a.

Sim, lamentamos, mas é exatamente isto o que ocorrerá com o candidato derrotado José Serra.

Se os rumos que pretendeu imprimir à disputa eleitoral não são suficientes para que nos mantenhamos d/espertos, a eloqüência das alianças forjadas para além dos partidos institucionais (DEM e PPS) e da grande mídia comercial falam por si.

Como é público, o candidato derrotado esteve reunido com representantes e militantes do grupo paramilitar fascista Comando de Caça aos Comunistas – o CCC, e da organização ultradireitista Tradição Família e Propriedade – TFP. Ambos participaram da conspiração e do golpe de 1964, e foram dos mais ferozes defensores da ditadura, opondo-se até o final, a qualquer abertura.

Na documentação da gráfica do Cambuci (S. Paulo), onde foram descobertos milhões de panfletos que tentavam desmoralizar e criminalizar a então ainda candidata Dilma Rousseff, está clara toda a ligação do candidato derrotado com membros do Partido Integralista, Monarquista e a ultradireita católica.

Pesquisa realizada pelo jornalista Tony Chastinet e publicada por Rodrigo Vianna com o título de “Dilma é alvo de grupos de extrema-direita e neonazistas” em seu blog, deixa clara a promiscuidade entre o candidato derrotado e os neonazistas.

Quando tudo isto tem, ainda, como pano de fundo, os discursos dirigidos pelo candidato derrotado ao Clube Militar e ao Clube do Pijama, aludindo a uma “república sindical”, e outros jargões que antecederam ao golpe de 1964; as manifestações dos membros desses dois clubes; e as declarações feitas nos EUA pelo doutor Nelson Jobim de que poderia ser ministro da Defesa de qualquer dos dois candidatos... é como se houvesse algo de podre na Dinamarca. De quem já fraudou uma Constituição; derrubou um avião matando cerca de 200 pessoas para se tornar ministro da Defesa; que já tentou um golpe contra o Terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos, esperamos tudo, menos que tenha viajado para os EUA para praticar esportes de outono...

De um candidato que se alia a toda essa escória, podemos esperar sempre o pior.

Fiquemos atentos: o candidato derrotado pode estar “cavando” um “terceiro turno”.
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Fonte: http://altamiroborges.blogspot.com/2010/11/anaue-jose-serra.html

Mauro Santayana: o discurso de Serra e os perigos da soberba

03.11.10

Se o homem é a sua circunstância, a circunstância de José Serra é São Paulo. É conhecido o orgulho do grande estado, com desenvolvimento econômico que supera o de numerosos países europeus, sua cultura cosmopolita, e a oportunidade de realização pessoal de muitos dos que procuram ali a sua sorte. Todas essas qualidades do povo de São Paulo distanciam o estado do resto do país.

Por Mauro Santayana, no Jornal do Brasil

Talvez por isso mesmo, as suas elites, ressalvadas as exceções, não saibam exatamente o que é o Brasil. Para isso, teriam que aceitá-lo. Da Avenida Paulista se vê melhor a City e a Place de la Bourse; seus telefones chamam mais Hong Kong e Shangai do que Aracaju e São Gabriel da Cachoeira. É provável que não seja exatamente assim, mas muitos paulistas dão ao resto do Brasil a impressão de que se sentem incomodados com a companhia dos demais estados.

Ainda agora estamos assistindo a uma dolorosa e inusitada campanha racista na internet, a partir de São Paulo, contra os nordestinos, a propósito da grande vitória de Dilma na região, embora os resultados eleitorais demonstrem que ela teria sido vitoriosa, mesmo que as eleições só ocorressem fora do Nordeste. A campanha ressuscita os fantasmas de 32, ao pregar, criminosamente, o separatismo.

Esqueçamos, a fim de não turbar o raciocínio, a verdade de que São Paulo não se fez só: a inteligência, o trabalho e mesmo o capital dos demais brasileiros e dos imigrantes europeus ajudaram a erguer a sua economia.

Como a circunstância de José Serra é a que apontamos, temos a explicação para o desastrado pronunciamento que fez, diante da derrota. Faltou-lhe, naquele momento, a elegância que se espera dos grandes homens. Ele desdenhou o esforço feito — e reconhecido em todo o país — por Aécio, simplesmente ignorando-o. Agora, os mineiros se sentem outra vez afrontados.

Como Jânio, Serra falou em “forças terríveis”, anunciou, com suas metáforas, que continua candidato, falou em trincheiras, afirmou que o povo “não quis que fosse agora” e despediu-se com um “até breve”.

Alguns estão atribuindo a Aécio a derrota de Serra, embora o ex-governador de Minas tenha constrangido grande parte dos mineiros, ao solicitar votos a favor de quem os desdenhara, ao recusar a disputa democrática com Aécio junto às bases do PSDB. Aécio pode ter perdoado a Serra a aleivosia, mas os mineiros, não. E não se esqueça que Dilma nasceu em Belo Horizonte.

Espera-se que, passados os dias mais amargos do malogro eleitoral, José Serra recobrará a serenidade e entenderá que a sua biografia pode encerrar-se, sem nenhum desdouro, mesmo que não chegue à Presidência. Ele prestou assinalados serviços ao país, como líder estudantil, parlamentar e ministro da Saúde, e particularmente a São Paulo, como prefeito e governador, não obstante sua cumplicidade nas privatizações e na abertura do mercado financeiro.

Para que volte a candidatar-se, é preciso que se dedique a conhecer realmente o Brasil. Conhecer não é visitar uma cidade ou outra, por algumas horas. É aceitar sua humanidade, ler os seus escritores, assimilar a fantástica sabedoria do povo, enfim, participar de seus sonhos, solidarizar-se e comover-se com seus sofrimentos – enfim, integrar-se em sua realidade.

Terminada a campanha, à vencedora cabe tomar a iniciativa de cicatrizar divergências sem a necessidade de compor interesses rasteiros por baixo de uma retórica elevada. Se São Paulo se orgulha em destacar-se do Brasil pela sua pujança econômica, Minas integra o todo brasileiro com alegria e sem qualquer constrangimento.

Minas é o centro-oeste na margem esquerda do São Francisco; é o Nordeste nas duas margens do Jequitinhonha e na fronteira setentrional com a Bahia; é quase atlântica na Zona da Mata e no baixo Rio Doce. O conflito é entre a parcela mais soberba das elites paulistas e o resto do país.
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Fonte: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=140727&id_secao=1

"O Globo": Um jornal que desqualifica leitores

02.11.10
A família Marinho, sempre de braços dados com o Brasil obscuro

Carlos Moura, o atento internauta de Além Paraíba (MG) que dias atrás escreveu uma carta singela a Ricardo Noblat, agora decide romper longa relação com “O Globo”. Cancelou a assinatura. Mandou uma carta ao jornal, explicando seus motivos.

Logo depois, enviou outra que publico abaixo. Carlos reproduz trecho quase inacreditável de um editorial do jornal da família Marinho. Jornais como esse não merecem mesmo ser lidos pela gente boa desse Brasil.”Sr. Editor

Independentemente de meu cancelamento de assinatura hoje solicitado, comprovo agora – COM TODAS AS LETRAS E EM CARÁTER OFICIAL – que esse jornal desqualificou no editorial de 02 de novembro de 2010 a grande maioria de seus leitores. Vejamos em letras maiúsculas o que vocês escreveram, sem tirar nem pôr, repito, em caráter oficial (editorial):

“NÃO INTERESSA À SOCIEDADE A EXPLORAÇÃO POLÍTICA DESTA DIVISÃO, NA QUAL ESTADOS MAIS RICOS, COM POPULAÇÃO MAIS ESCLARECIDA, FICARAM COM GOVERNADORES DE OPOSIÇÃO.”

Ou seja: O GLOBO classificou a maioria de seus leitores – que se concentram no estado do Rio de Janeiro – como mais pobres e menos esclarecidos dos que os do Centro-Oeste, do Sul e de parte do Sudeste. O Rio não elegeu um governador de oposição.

E botou no mesmo saco o do Rio Grande do Sul! Que elegeu um do PT.

E ainda zombou da população do Ceará, do Espírito Santo, do Acre, de Sergipe, do Maranhão, de Pernambuco, da Bahia, de Rondônia, do Piauí e do Distrito Federal.

Se lhes restar alguma vergonha, retratem-se amanhã.

Carlos Torres Moura
Além Paraíba-MG”
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

OAB-PE denuncia tuiteira que discriminou nordestinos

03.11.10

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Pernambuco (OAB-PE), entra nesta quinta-feira (4) com uma notícia-crime contra a estudante de Direito de São Paulo, Mayara Petruso, apontada pela entidade como uma das responsáveis pela onda de manifestações de preconceito contra nordestinos, surgida na internet, após o anúncio da vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais

A denúncia será apresentada ao Ministério Público Federal, que vai analisar as provas e decidir se é cabível a ação penal contra a universitária. De acordo com o presidente da instituição, Henrique Mariano, ao declarar que "nordestino não é gente, faça um favor a São Paulo, mate um nordestino afogado", a jovem praticou os crimes de racismo e de incitação pública à pratica delituosa.

"O crime de racismo é um crime cuja penalidade é muito sevara. É imprescritível e inafiançável. Ela poderá ser condenada a uma pena de 2 a 5 anos de reclusão. Já o crime de incitação pública à prática de ato delituoso é mais brando. Ele prevê detenção de 3 a 6 meses ou multa", explica.

Na avaliação do presidente da OAB-PE, é irrelevante identificar se Mayara foi a primeira ou não a se manifestar contra a população do Nordeste. "Estamos partindo desse pressuposto, que a declaração dela foi que motivou todas aquelas declarações horríveis que foram postadas. Agora, se ao longo da instrução do processo, identificarmos as outras pessoas, isso não obsta que nós possamos mover notícia-crime também contra os outros participantes", disse.

"Não vou perder tempo de identificar todos. Isso pode levar muito tempo. Ela já está devidamente identificada e, independentemente se ela foi a primeira ou a segunda a postar, isso, ao meu ver, é irrelevante. O fato é que ela postou essa declaração", completou.

Mariano afirma que atos de discriminação direcionados aos nordestinos não são incomuns. "Eu fico preocupado porque isso é recorrente, não é um fato isolado. Agora, acredito que isso representa a movimentação de uma parcela pequena da população. Eu acredito que seja uma movimentação de pessoas ignorantes, na essência da palavra, e covardes, porque, posteriormente, retiram suas identificações da rede social", declarou.

" Então, você vê que isso tem o objetivo de caluniar e difamar as pessoas que moram na região Nordeste. Isso não pode crescer. É o momento de as instituições reagirem, de efetivamente mostrarem que quem fizer será punido. A verdade é que as pessoas praticam esses atos delituosos na certeza de que não serão punidas", emendou. Confira abaixo a entrevista.

Terra Magazine: A OAB-PE vai acionar o Ministério Público em razão das manifestações de preconceito contra nordestinos, desencadeadas na internet após a vitória de Dilma Roussef?

Henrique Mariano: Exatamente. Tivemos conhecimento através da imprensa e da internet que uma estudante de direito de São Paulo, Mayara Petruso, postou na madrugada de domingo para segunda-feira, várias declarações ofensivas ao povo nordestino. A declaração básica dela é "nordestino não é gente, faça um favor a São Paulo, mate um nordestino afogado". É o que ela postou no Twitter dela e que teve um desdobramento enorme.

Terra Magazine: Então, na avaliação da OAB, essa declaração teria motivado as outras manifestações de preconceito contra o povo nordestino, que surgiram na internet?


Henrique Mariano: Estamos partindo desse pressuposto, que a declaração dela foi que motivou todas aquelas declarações horríveis que foram postadas. Como essa estudante já está devidamente identificada, temos a foto, o nome dela e estamos conseguindo o restante da qualificação dela. Nós vamos mover uma notícia-crime contra ela.

Agora, se ao longo da instrução do processo, identificarmos as outras pessoas, isso não obsta que nós possamos mover notícia-crime também contra os outros participantes. Não vou perder tempo de identificar todos. Isso pode levar muito tempo. Ela já está devidamente identificada e, independentemente se ela foi a primeira ou a segunda a postar, isso, ao meu ver, é irrelevante. O fato é que ela postou essa declaração.

Terra Magazine: Que tipo de crime ela praticou?

Henrique Mariano: Ao nosso ver, a declaração caracteriza o crime de racismo, que é previsto na Constituição Federal e em uma lei específica. O crime de racismo é inafiançável e imprescritível. Além disso, ela também cometeu um crime chamado incitar a prática de ato delituoso, que, no caso, é o homicídio. No momento em que ela orienta a um grande público, matar os nordestinos, ela está incitando a prática de homicídio. Esse crime é previsto no Código Penal, artigo 286.

Terra Magazine: Que tipo de sanção essa estudante pode vir a sofrer?

Henrique Mariano: O crime de racismo é um crime cuja penalidade é muito sevara, como lhe disse. É imprescritível e inafiançável. Ela poderá ser condenada a uma pena de 2 a 5 anos de reclusão. Já o crime de incitação pública à pratica de ato delituoso é mais brando. Ele prevê detenção de 3 a 6 meses ou multa.

Terra Magazine: É corrente ainda o pensamento de que delitos praticados na internet, em geral, não são punidos...

Henrique Mariano: Essas redes sociais são já consideradas meios de comunicação. Então, é a mesma coisa se ela tivesse dado a declaração a um jornal de circulação nacional. Acho que até na internet o alcance é muito maior do que no próprio jornal periódico impresso. O fato de ela ter inserido a declaração no Twitter, Facebook, seja o que for, foi como se tivesse dado uma declaração na TV, no rádio, no jornal escrito.

Não interessa. A pessoa precisa ter responsabilidade. Principalmente, partindo de uma estudante de Direito. É inadimissível uma coisa dessa. Como uma pessoa assim pode ter qualificação para ser futuramente um advogado, um juiz, um membro do Ministério Público?

Ela não pode utilizar o argumento de que não tinha o conhecimento de que as declarações poderiam causar a configuração da prática de um delito tão grave quanto é o racismo.

Terra Magazine: O senhor falou sobre o alcance das redes sociais. Não foi a primeira vez em que redes sociais são usadas para manifestação de preconceito contra nordestinos. Na ocasião das enchentes em Alagoas e Pernambuco, houve várias demonstrações deste tipo no Orkut.

Henrique Mariano: Naquela oportunidade, a OAB-PE reagiu da mesma forma que está reagindo hoje, mas há uma pequena peculiaridade. Na época, o próprio Ministério Público do Estado de Pernambuco moveu uma ação. Eles têm um departamento de crimes cibernéticos para identificar aquelas pessoas que postaram declarações igualmente preconceituosas, configuradoras de crime de racismo contra o Nordeste, motivadas por aquela calamidade pública que ocorreu na divisa de Alagoas com Pernambuco.

É um grupo de pessoas ignorantes, na essência da palavra, que fica com esse tipo de provocação. No caso dessa moça (Mayara), pelo fato de ela ser uma estudante de Direito, independentemente de qualquer outra entidade que mova ação contra ela, nós vamos mover a nossa amanhã (quinta-feira) mesmo no Ministério Público Federal.

Terra Magazine: Qual a leitura do senhor sobre esse tipo de manifestação contra os nordestinos?

Henrique Mariano: Eu fico preocupado porque isso é recorrente, não é um fato isolado. Agora, acredito que isso representa a movimentação de uma parcela pequena da população. Eu acredito que seja uma movimentação de pessoas ignorantes, na essência da palavra, e covardes, porque, posteriormente, retiram suas identificações da rede social. Então, você vê que isso tem o objetivo de caluniar e difamar as pessoas que moram na região Nordeste.

A gente vê isso com muita preocupação. É inadmissível que no Brasil exista esse tipo de movimento, seja contra o nordestino, seja contra qualquer outra região. Da mesma forma que o nordestino estaria errado se fizesse isso contra qualquer pessoa do Sul, do Sudeste.

Isso não pode crescer. É o momento de as instituições reagirem, de efetivamente mostrarem que quem fizer será punido. A verdade é que as pessoas praticam esses atos delituosos na certeza de que não serão punidas.

Fonte: Terra Magazi
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=140734

A PSICOLOGIA DE MASSA DO FACISMO

Sábado, 16 de outubro de 2010Fascismo Ordinário é um documentário soviético, de Mikhail Romm, discípulo de Eisenstein. A narração é do próprio Romm, com muita ironia e sarcasmo, numa fala mansa, porém contundente, ele descreve o caráter populista do fascismo, o efeito da propaganda vulgar sobre o senso comum, na psicologia das massas - termo cunhado pelos fascistas - que produziu radicalização tamanha, a ponto de transformar o homem comum, em uma máquina feroz de dizimar.

Realizado em 1965, a partir de material capturado dos nazistas, inclui peças de propaganda do ministério de Goebbels, dos arquivos pessoais de Hitler, dos relatórios da SS, de fotos arrancadas dos bolsos de soldados abatidos ou feito prisioneiros. Há raras cenas filmadas do Gueto de Varsóvia. Um documento de grande valor político, que mostra as bases sócio-históricas do surgimento do fascismo, o momento de crise do capitalismo financeiro na Alemanha e no mundo.

Acho este documentário muito adequado para o momento histórico que atravessamos. Uma onda de intolerância foi desencadeada no país. A situação engendrada repercutirá profundamente contra os direitos de minorias sociais. A situação mundial não difere da nossa, assistimos, entre outros feitos, a perseguição de imigrantes, a tragédia do povo palestino e a emergência, no EUA, de um movimento saído de catacumbas medievais, em pleno século XXI.

Julgo também importante a publicação da pequena resenha do Documentário a seguir, que retirei deste endereço: http://port.pravda.ru/sociedade/cultura/27678-1/


"A partir de esta breve análise descritiva observar-se, que a representação do nazismo foi bastante complexa do ponto de vista estético e teórico. Diversos filmes possuem similaridades e diferenças. Tal complexidade é oriunda das variadas lembranças sobre Segunda Guerra Mundial. A URSS se envolveu totalmente no conflito, todos os habitantes tornaram-se responsáveis por defender o país, o menor sinal de traição ou deserção era punido com fuzilamento. Portanto, é salutar que tenha havido uma diversidade filmográfica enorme de gêneros e estilos que retrataram esta relação de ocupante e resistente.

Ao fim da guerra o número de mortos na URSS, ultrapassou os 26 milhões. O país estava em frangalhos, à indústria de bens de consumo praticamente não existia, contudo o cinema não deixou de produzir sobre a Segunda Guerra. É bom salientar que a produção cultural soviética estava totalmente integrada à economia planificada e aos seus planos qüinqüenais (FEIGELSON, 2005, p. 5).

Neste trabalho já foram citados alguns elementos que provam o quanto a filmografia soviética se utilizou de referências hostis para representar o nazifascismo. Portanto, é verossímil afirmar que estas representações de caráter negativo fizeram parte da propaganda soviética em diversos períodos da sua história. Estúdios como: Mosfilm e Leninfilm direcionaram parte de sua produção neste sentido, pois tinham como orientação oficial consolidar no imaginário social uma hostilidade com relação aos símbolos provenientes da Alemanha hitlerista.

Este costume de representações esteve presente na tradição cinematográfica soviética. Portanto, as mesmas devem ser explicitadas para contribuir com o debate atual, acerca do revisionismo historiográfico, presente inclusive em resoluções da Assembléia Parlamentar da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (BANCROFT-HINCHEY, 2009). Esta revisão historiográfica tenta qualificar os comunistas como tão responsáveis pelo conflito quanto o nazistas, também tentam confundir o público geral comparando Hitler a Stalin. A tirania o dirigismo, o medo, os expurgos, o culto a personalidade e outros tipos de desvios cometidos pelo Stalinismo não devem ser esquecidos. Contudo, comparar o que aconteceu na URSS com a realidade Alemã da época, não se sustenta historicamente. Os processos foram diferentes, os crimes foram diferentes: “A televisão nos diz Hitler é como Stalin. A tarefa dos historiadores é demonstrar que Hitler é diferente de Stalin” (LEVI, 2009, p.54-55). Além do mais, isto é muito perigoso, pois escamoteia a singularidade teórica que estava por traz dos crimes nazistas: a superioridade racial".

Por Diogo Carvalho

Graduado em História pela Universidade Federal da Bahia. Mestrando do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade. Instituto de Artes, Humanidades e Ciências/UFBA. Membro do Grupo de Pesquisa em Cultura e Identidade. Bolsista: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.





Referências Bibliográficas


BANCROFT-HINCHEY, T. Rússia: OSCE distorce a história. PRAVDA. Moscou/Lisboa: 2009. Acessado em 09/07/2009:

a href="http://port.pravda.ru/russa/09-07-2009/27436-russiaoscedistorce-0">http://port.pravda.ru/russa/09-07-2009/27436-russiaoscedistorce-0 >

FEIGELSON, K. Caméra politique: cinema et stalinisme. In: Théoreme, n° 8, Paris, 2005.

HOBSBAWM, E. A Invenção das Tradições. In: A Invenção das Tradições. HOBSBAWM, E e RANGER, T. (Orgs). São Paulo: Paz e Terra, 2008.

LEVI, G. O microscópio infinito. In: Revista de História da Biblioteca Nacional. Ano 4, N° 41. Rio de Janeiro: SABIN. 2009.


Fonte: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-psicologia-de-massa-do-fascismo
Postado por Romyna Lanza
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Fonte: http://www.escrevinhador.com.br/

Não ao fascismo! Serra plantou ódio, e o Brasil colhe preconceito: as manifestações contra nordestinos na internet

02.11.10

O vídeo que reproduzo abaixo – e também na janela ao lado- é de revirar o estômago. Mas faz um bem danado: lança luz sobre um Brasil que muitas vezes não gostamos de ver. O Brasil do ódio.

http://www.youtube.com/watch?v=tCORsD-hx0w

A campanha conservadora movida pelos tucanos, a misturar religião e política, trouxe à tona o lodo que estava guardado no fundo da represa. A lama surgiu na forma de ódio e preconceito. Muita gente gosta de afirmar: no Brasil não há ódio entre irmãos, há tolerância religiosa. Serra jogou isso fora. A turma que o apoiava infestou a internet com calúnias. E, agora, passada a eleição, o twitter e outras redes sociais são tomadas por manifestações odiosas.

Como se vê no vídeo acima, não foi só a tal Mayara (estudante de Direito!!!) que declarou ódio aos nordestinos. Há muitos outros. Com nome, assinatura. É fácil identificar um por um. E processar a todos! O Ministério Público deveria agir. A Polícia Federal deveria agir.

E nós devemos estar preparados, porque Serra fez dessas feras da direita a nova militância tucana. Jogou no lixo a história de Montoro e Covas. Serra cavou a trincheira na direita. E o Brasil agora colhe o resultado da campanha odiosa feita por Serra.

Desde domingo, muita gente já fez as contas e mostrou: Dilma ganharia de Serra com ou sem os votos do Nordeste. Não dei destaque a isso porque acho que é – de certa forma – uma rendição ao pensamento conservador. Em vez de dizer que Dilma ganhou “mesmo sem o Nordeste”, deveríamos dizer: ganhou – também – por causa dos nordestinos. E qual o problema?

E deveríamos lembrar: Dilma ganhou também com o voto de quase 60% dos mineiros e dos moradores do Estado do Rio.E ganhou com quase metade dos votos de paulistas e gaúchos.

Parte da imprensa – que, como Serra, não aceita a derrota e tenta desqualificar a vitoriosa - insiste no mapinha ”Estados vermelhos no Norte/Nordeste x Estados azuis no Sul/Sudeste”. O interessante é ver - aqui - a votação por municípios, e não por Estados: há imensas manchas vermelhas nesse Sul/Sudeste que alguns gostariam de ver todo azulzinho.

No Sul e no Sudeste há muita gente que diz: “não ao ódio”. Se essa turma de mauricinhos idiotas quiser brincar de separatismo, vai ter que enfrentar não apenas o bravo povo nordestino. Vai ter que enfrentar gente do Sul e Sudeste que não aceita dividir o Brasil.

Serra do bem tentou lançar o Brasil no abismo. Não conseguiu. Mas deu combustível para esses idiotas. Caberá a nós enfrentá-los. Com a lei e a força dos argumentos.

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Fonte: http://www.escrevinhador.com.br/

Temer será coordenador político da transição do governo

02.11.10
Ricardo Stuckert/PR/31.10.2010O vice-presidente eleito Michel Temer, ao lado de Dilma e do presidente Lula na noite da eleição

Equipe será liderada também pelos petistas Dutra, Palocci e Cardozo

Gabriel Mestieri, do R7, em Brasília

A assessoria da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) informou nesta terça-feira (2) que o peemedebista Michel Temer (vice-presidente eleito), também fará parte da coordenação política da equipe de transição do governo presidencial. Ontem, já haviam sido confirmados os nomes de José Eduardo Dutra (presidente do PT) e dos deputados petistas Antônio Palocci e José Eduardo Cardozo.

De acordo com a nota, Dilma encaminhou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma lista dos nomes que deverão integrar a "equipe técnica" de transição. Após a homologação da eleição, que deve ser feita pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nos próximos dias, os nomes da equipe serão publicados no "Diário Oficial da União".

Ontem, Dutra e Palocci já haviam sido apontados pela imprensa como comandantes de transição. Hoje, além de oficializar esses dois nomes, Dilma divulgou ainda que Temer e Cardozo farão parte da coordenação do processo.

Durante a manhã e o início da tarde, ela participou de reunião com três desses quatro coordenadores - apenas Temer não estava presente -, em Brasília. Ainda não está prevista a reunião entre Dilma e o vice, que deve jantar hoje à noite com o presidente do PT.

Já Dilma deve conceder mais entrevistas a programas de TV pela noite. Amanhã, ela deve viajar para descansar por alguns dias.

Reuniões

Ainda não está prevista a reunião de Dilma com o vice. Já Dutra jantará com Temer na noite de hoje. Será o primeiro de uma série de encontros que o presidente do PT fará com partidos aliados para conversar sobre a composição do futuro governo. Dutra diz, porém, que nenhum nome será definido nessa fase.

- Minha intenção é que até a volta de Dilma eu já tenha conversado com todos os partidos para que eu possa apresentar pra ela um panorama geral de como os partidos estão vendo essa questão da composição. Estou conversando com os partidos para ouvir sugestões e ideias, sobre a composição do governo. Não haverá qualquer definição [de nomes de governo].

Dilma viaja amanhã para descansar por alguns dias. O local do repouso da presidente eleita é mantigo em segredo absoluto por seus assessores. Na volta dessa viagem, ela deverá fazer uma outra, dessa vez ao lado do presidente Lula, para países da África e da Ásia. O roteiro da viagem com Lula, entretanto, também ainda não está definido.

Papéis

Dutra afirmou ainda que haverá uma certa divisão de tarefas entre os coordenadores políticos da transição. Enquanto ele ficou responsável pelo contato com outros partidos, Palocci se centrará na "parte técnica" da transição. Temer, nas palavras do presidente do PT, fará uma espécie de coordenação da coordenação. O papel de José Eduardo Cardozo não foi especificado.

Disputa

O anúncio da participação de Temer deve acalmar peemedebistas que já haviam demonstrado insatisfação por terem sido excluídos da primeira reunião entre Dilma e seus coordenadores de campanha, realizada nesta segunda-feira (1º).

Ontem, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) mandou um “recado” aos aliados, avisando que "eles não vão governar sozinhos".

Pouco preocupado, o governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, fez em entrevista uma cobrança: o PT quer negociar com um PMDB unido. A legenda "terá mais importância quanto mais se unificar como partido de centro".

Os dois episódios mostram que, nem bem terminou a apuração dos votos, já corre solta a disputa por espaço entre os dois partidos. Setores petistas já deixaram vazar que o presidente Lula gostaria que Guido Mantega fosse mantido na Fazenda. Admite-se que Henrique Meirelles (PMDB) pode ter um "lugar importante" no novo time, mas não se sabe onde.

Com informações da Agência Estado
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Fonte:http://noticias.r7.com/eleicoes-2010/noticias/temer-sera-coordenador-de-politico-da-transicao-do-governo-20101102.html

Nenhuma intriga será feita entre PT e PMDB’, diz Michel Temer

02.11.10

Vice-presidente eleito esteve reunido com o presidente nacional do PT.
Segundo ele, PT e PMDB poderão se revezar na presidência da Câmara.


Débora Santos
Do G1, em Brasília

O vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB-SP) disse na noite desta terça-feira (2) que não haverá “intrigas” entre o PT e o PMDB durante a transição de governo. Temer esteve reunido com o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, em Brasília.

Segundo o vice-presidente eleito, os dois partidos poderão se revezar no comando da Câmara dos Deputados. Este foi o primeiro encontro dos dois desde que Dilma Rousseff (PT) foi eleita presidente da República no último domingo (31).

“A ideia é que eu e o presidente Dutra possamos firmar um protocolo pelo qual se estabelece este rodízio [na Câmara]. Agora, quem ocupará o primeiro biênio? Quem ocupará o segundo? É para um segundo momento. Não será tratado neste momento. A ideia é fechar esse acordo para que nós possamos ter um governo tranquilo. Ninguém vai criar dificuldades e nenhuma intriga será feita entre PT e PMDB”, afirmou Temer.


'Não tenho conhecimento', diz Cardozo sobre reclamações do PMDB
No jantar desta noite, realizado na residência de Temer, os dois começaram a traçar as estratégias para a transição de governo. Temer e Dutra estão na coordenação da equipe escolhida por Dilma na tarde desta terça-feira.

"Nós entendemos que o PT e o PMDB, como os dois maiores partidos da base aliada, têm a responsabilidade de evitar logo no início do governo uma disputa entre nós. Somos uma coligação vitoriosa e vamos trabalhar para chegarmos a uma solução em relação às mesas da Câmara e do Senado de forma que a maioria que se expressou nas urnas venha a se refletir na composição das mesas”, afirmou Dutra.

Questionado sobre reclamações de alas do PMDB sobre a participação da legenda no novo governo, o Temer reforçou que o clima entre os dois partidos é harmônico. “Se há queixa é isolada. Não há queixa dos dirigentes do partido. A harmonia entre PT e PMDB é absoluta”, disse.

Segundo o vice-presidente eleito, a partir de segunda-feira (8), quando a equipe de transição de governo começa oficialmente a trabalhar, os demais partidos serão ouvidos.

“Vamos começar a ouvir os partidos para identificar como é que nós vamos compor o governo. Não houve um tratamento relativo ao PMDB, mas essa coisa genérica. Naturalmente, a base do novo governo é a mesma base do governo Lula, de modo que não teremos muita dificuldade”, afirmou Temer.

Ao sair do jantar na casa do peemdebista, o presidente nacional do PT afirmou que há um sentimento de "unidade" entre os dois partidos. "Foi uma conversa preliminar, mas que aponta para sentimento de unidade muito grande entre PT e PMDB, no sentido de compor um governo que venha a refletir a pluralidade desta coligação", afirmou Dutra.

Dutra afirmou ainda que a expectativa é apresentar um panorama geral das demandas dos partidos aliados sobre a composição do novo governo. Dutra, no entanto, não quis adiantar se há data definida para o anúncio de nomes.

“Vamos continuar conversando individualmente com os partidos, auscultando os partidos e depois faze uma apresentação par a presidente de como os partidos estão vendo essa questão da composição. Quem vai definir o tempo é a presidente. Nós não temos nenhum poder de definir ministério, nem ocupação de cargos. Ela define o tempo, a forma e a composição”, disse o presidente do PT.

Café da manhã

Nesta quarta (3), o vice-presidente eleito se reúne para um café da manhã com Dilma Rousseff, na casa da presidente eleita. Dilma viaja ainda pela manhã para um período de descanso. Além de Temer e Dutra, a equipe que vai coordenar a transição de governo escolhida por Dilma também terá a participação do secretário-geral do PT, José Eduardo Cardoso, e do deputado federal Antônio Palocci (PT-SP).

O grupo poderá ter a presença de até 50 pessoas. A lista inicial com 30 nomes já foi encaminhada por Dilma para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os nomes que vão integrar a equipe de transição devem ser publicados no Diário Oficial da União.
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Fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2010/11/nenhuma-intriga-sera-feita-entre-pt-e-pmdb-diz-michel-temer.html

Presidente ou Presidenta?

02.11.10
Do Blog "Imprença"

Agora que Dilma foi eleita fica a dúvida na cabeça dos seres humanos {{e dos que quase chegam a ser}}. Pois hoje faço um esclarecimento e uma recomendação {{posso?}} sobre o que usar: Presidente ou Presidenta…

Recebi um e-mail e diversos tweets a respeito da palavra “presidenta”. Pode usar, não pode usar? É feia ou é bonita?

Primeiro é bom esclarecer que todos os grandes dicionários (Houaiss, Aulete, Aurélio) aceitam as duas formas como corretas.

Acho ainda mais importante ressaltar (independente do voto, que fique claro) que temos, em nosso país, uma cultura machista.

Cultura que perpassa a língua portuguesa, pelos mais diversos motivos, culturais inclusive. Sabemos todos, por exemplo, que o plural é utilizado, em geral, em sua forma masculina. Não importa que em nossa sala de aula exista apenas 1 alunO e 34alunAs. Nós vamos nos referir como OS alunOS.

E isso é o mesmo para toda a língua.

Isso acontece porque a língua formal acaba sendo moldada pelos clássicos. Verbetes e formas de uso são classificados como corretos à medida em que foram utilizados pelos escritores consagrados, em sua maioria homens em contexto machista.

Acho bom que a língua comece a mudar, como considero fator positivo o uso da palavra presidentA para diferenciar do presidentE, em nosso contexto todos eles, homens. A mesma palavra, PRESIDENTA, pode ser usada também para mulheres DO presidente, vejam vocês.

Me lembro de discussões acadêmicas enormes entre Hilda Hilst e João Cabral de Melo Neto, a respeito do uso da palavra POETA. Ela, achava que era poeta, ele a considerava POETISA. Qual a diferença? Novamente é o contexto do uso, o machismo que a palavra carrega.

Alguém dirá que não muda nada uma mulher ser presidenta ou um homem...

Eu discordo com veemência. E em minhas razões já dou uma explanação do porque, apesar de achar estranho, faço o uso do termo presidenTA.

Considere você que um menino de uma favela tenha aula de português com um educador {{sim, o caso é real}}. No meio da aula o menino diz que gostaria muito de ser médico, mas sabe que não conseguirá pagar por uma faculdade particular. Considere que o nobre educador, cheio de boa vontade, diga ao menino que sim, ele pode ser médico que é tudo uma questão de lutar por aquilo que ele acredita. Que é uma coisa possível.

O menino replica, com boa dose de razão, dizendo que se ele podia como é que ele não havia conhecido nunca ninguém que tivesse ingressado em uma faculdade pública ou particular de medicina ? E o educador, boquiaberto se cala com vontade de dar um abraço e dizer “tem razão, pode nada…”

Agora pense que o colega dele realmente se formou como médico. Viu só a importância que o '”você pode ser médico” ganha?! Não muda nada mas muda tudo.

É essa a importância de ter uma mulher presidenTA. É essa a importância de ter um presidente negro. É essa a importância do simbólico. O resto é trololó petista.


Qual o nome se dá ao cargo de 1ª Dama, quando há uma presidenta? Primeiro Cavalheiro, mas tanto faz porque Dilma é solteira…
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Fonte: http://www.imprenca.com/2010/11/presidente-ou-presidenta.html

FHC ressentido e agourento

02.11.10
Luciano Siqueira, Deputado Estadual eleito(PC do B/PE)

. Vale a pena ler a entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na Folha de S. Paulo de hoje. A fala de um ressentido.
. E de quem não sabe perder.

. Ressentido com o seu partido, o PSDB, que o homenageia em ambiente fechado, mas tenta exorcizá-lo quando diante do grande público. A herança de FHC é maldita aos olhos dos próprios tucanos.

. Sobre o novo governo, o ex-presidente se antecipa em observações maldosas e agourentas. “Não sabemos o que ela pensa, nem como é que ela faz. O Brasil deu um cheque em branco para a Dilma”, diz ele, repetindo um mantra tucano durante a campanha.

. “Vamos ver o que vai acontecer com a conjuntura econômica. Há um problema complicado na balança de pagamentos, um déficit crescente, uma taxa de juros elevada e uma taxa de câmbio cruel”, conclui sem esconder de que lado torce: contra o Brasil que assume seu próprio destino.

. A História já está julgando FHC. O pequeno Fernando Henrique Cardoso.
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Fonte: http://www.lucianosiqueira.blogspot.com/

PROTÓGENES: NOSSA LUZ NO FIM DO TÚNEL

05.10.10A
Por Cláudio Vilaça e Geraldo Elisio - de Belo Horizonte/MG.

Um fato de soberba importância ocorreu para nós mineiros na última eleição do dia 03 de outubro: a eleição do delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, para deputado federal abrigado sob a legenda do PC do B. Não importa com quantos votos ele chega à Câmara dos Deputados. O que importa é o exemplo, a fé que ele despertou em tantos brasileiros que ainda acreditam que a honestidade, a ética e a transparência ainda é possível. Protógenes se elegeu sem dinheiro, contra tudo e contra todos, inclusive a injustiça de quem deve ser guardião da Justiça.

Protógenes é a semente que caiu em terreno árido e por fados prosperou. Os mineiros se tornaram seus amigos de fé. Acreditamos na atuação dele, nosso irmão, camarada. Ele não será um deputado policialesco. Será um parlamentar que através de sua vasta experiência será intransigente em relação aos princípios éticos que o norteiam. Um farol vermelho permanentemente aceso contra a corrupção e os corruptos. Homem de inteligência, retirado injustamente dos caminhos da sua vocação, lançou-se à vida pública e obteve sucesso. Os árabes, com freqüência se utilizam de uma expressão: “maktube”, ou seja, “está escrito”. Acreditamos que está escrito que nesse momento de tantas incertezas não é por acaso que o ínclito delegado se faz deputado. O terreno deixou de ser árido. De uma árvore pode surgir uma floresta.

Além de se eleger Protógenes Queiroz derrotou o banqueiro-condenado Daniel Dantas. Derrotou o ex-presidente do Supremo, Gilmar Dantas (segundo o jornalista Ricardo Noblat), que em 24 horas concedeu dois habeas corpos ao banqueiro condenado. Derrotou todos os esquemas armados para inviabilizar a sua eleição. O PC do B elegeu dois grandes nomes para a bancada federal de São Paulo, Protógenes e Aldo Rebêlo.

Protogenes se elegeu e o doutor Corrêa não conseguiu apresentar ao Brasil o áudio do grampo. Creio, orgulhosos estão os seus colegas da Polícia Federal, ressalvados eventuais e inevitáveis exceções. O exemplo vale para tantos outros valorosos e incorruptíveis policiais federais sintam que vale a pena combater o crime que não compensa, principalmente o de colarinho branco.

Parabéns, Protógenes!! Estágios mais altos o aguardam.

Parábens também aos nossos irmãos de SP! Do Capão Redondo, da baixada Santista, Dr. Adib, Rosi e Wanderley Freitas, Vanderlei Faria, Yuri, Ailime, Alex, D. Heloisa, Edson, Marcos e sua competente equipe, e tantos outros amigos e eleitores paulistas que reconheceram que precisamos de Protógenes!

“Sonho que se sonha só é só um sonho, mas sonho que se sonha junto é realidade” - Raul Seixas
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Fonte:http://blogdoprotogenes.com.br/?p=2217

Blog da Dilma foi o maior fenômeno nessas eleições

02.11.10
Por Daniel Pearl Bezerra,
Criador e Editor do BLOG DA DILMA

O Blog da Dilma foi o maior fenômeno nessas eleições. Começamos em 2008 a apostar na candidatura da então Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Vana Rousseff. Em novembro de 2008, convidei a Jussara Seixas do Estado de São Paulo para compor a coordenação do Blog da Dilma, que aceitou de pronto.

Depois mais blogueiros se juntaram ao timaço do Blog da Dilma, inclusive da Alemanha e dos Estados Unidos. A naquele tempo a “grande mídia” ficou espantada com o nosso portal, que foi matéria nas revista IstoÉ, Veja e Época, além dos jornais Estadão, Folha de São Paulo, O Globo e mais de 500 de todo o Brasil, além de matéria de capa do jornal argentino LA NACION. Entrevistas e cima de entrevistas. Mais de 200 sites do Exterior linkaram o endereço do Blog da Dilma.

Em todo esse tempo nunca fomos pautados pelo Partido dos Trabalhadores e nem recebíamos um centavos dele. Sempre fomos indepententes como até hoje somos. Um caracterísitca tem o nosso portal, todos os editores tem 100% de liberdade de escrever o que bem entender. Outro fato curioso foi que o Blog da Dilma ficou conhecido como o Blog da Militância ao ponto de ser mais acessado que o site oficial de campanha da Dilma Rousseff, o portal “dilma13.com.br”.

Essa forma de fazer jornalismo espontâneo foi a tona do nosso portal, que chamava a atenção pela credibilidade, pela agilidade de atualização das matérias e falar a voz da militância. Muitas denúncias foram publicadas no Blog da Dilma enquanto que o portal oficial “dilma13.com.br” não trazia. O Blog da Dilma tinha e tem uma equipe de web design de primeira, o que trazia beleza visual do portal. Outra novidade foi o lançamento em 2009 do primeiro “jingle extra oficial” QUERO DILMA, autoria do cantor cearense Tião Simpatia, sucesso extraordinário na internet.

Depois lançamos o jingle “DILMINHA”, de autoria de outro cearense, Eudes Fraga. Em 2009, o Blog da Dilma enviou para milhares de internautas o adesivo “AGORA É DILMA” e na campanha o CD com todos os jingle oficial e extra oficial. O comando de campanha não percebeu que milhares de eleitores do Brasil moram em lugares distantes e sem comitê da Dilma 13, aí o Blog da Dilma tomou a iniciativa de mandar por contra própria milhares de materias de campanha pelos Correios para os eleitores que acessava o nosso portal.

Ainda tenho muitas coisas para compartilhar com vocês a respeito do Blog da Dilma na importância da eleição de Dilma Rousseff.

Atenciosamente,

Daniel Pearl Bezerra
criador e editor geral do maior portal da Dilma Rousseff na internet, o BLOG DA DILMA.

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Fonte: http://blogdadilma.blog.br/2010/11/blog-da-dilma-foi-o-maior-fenomeno-nessas-eleicoes.html

DILMA . A FORÇA QUE VEIO DO POVO

01/11/2010
Extraído do Blog da Dilma
Por Jose Wellington Figueiroa Melo

Um novo dia está nascendo . A refrescante brisa da manhã bate no meu rosto e enche os meus pulmões e revigora o meu corpo. Isso me dá paz de espírito. Não é um amanhecer como tantos. É um novo dia que vem nos trazendo a esperança de outros dias melhores para a nossa nação. O povo brasileiro entendeu e disse sim ao seu maior líder, Luis Inácio Lula da Silva, ou simplesmente Lula como ele gosta de ser chamado.

Lula vai deixar um legado de paz e prosperidade para o seu povo. A pirâmide social que ele encontrou como assumiu o governo era injusta na sua base, uma base composta pela a mais sofrida camada da população.Os pobres e miseráveis desse país. Lula adotou novos paradigmas sociais no seu programa de governo e deu certo. Governou para todos os brasileiros. O Brasil do Lula no exterior, deixou de visto só como exportador de matéria prima barata ou de jogador de futebol.

A Petrobrás vai continuar vendo Petrobrás, desde quando foi fundada no governo de Vargas em 3 de outubro de 1953 através da lei N° 2004 e não Petrobrax como queriam alguns “leiloeiros” desse país. O Lula pode sem duvida nenhuma ter o seu lugar reservado no panteão dos grandes estadistas da historia da humanidade e ele o fez por merecer. Nós ainda vamos precisar da sua ajuda e sei que ele ajudará a Dilma com a sua experiência em chegar mais perto de todas as camadas sociais; ,principalmente a mais humilde Dilma!

Mais do que nunca o povo vai precisar de você. Tenho certeza que você dará continuidade a todos os programas sociais que esse país alcançou no governo do seu companheiro e amigo lula . Precisamos avançar mais ainda e expandi-lo por todo este vasto e imenso Brasil. Você vai encontrar muitas pedras no caminho, junte todas elas e reforce mais ainda a base dessa pirâmide social injusta que recebemos em 2003 com a posse do presidente Lula. Foram anos de opressão e sofrimento, tudo começou com a invasão de 22 de abril de 1500. A exploração do trabalho começou com o escambo do Pau Brasil.

Por todo esse período histórico, o pobre só foi lembrado por apenas 27 anos, compreendidos entre os governos do Lula e o de Getulio Vargas.Você tem a missão de dar continuidade a esse trabalho.Transponha todas a s barreiras e abra todas as portas que encontrares fechadas. Você veio das lutas de classe, conheceu os porões da opressão ,sei que você não guarda magoas, a magoa empobrece o espírito. Você venceu Dilma. O Brasil venceu
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Fonte: http://blogdadilma.blog.br/2010/11/blog-da-dilma-foi-o-maior-fenomeno-nessas-eleicoes.html

Professor de Harvard diz que Dilma só tira Brasil do trilho se mudar economia

02 DE NOVEMBRO DE 2010
Na Folha Online

Joseph Nye está otimista com o Brasil. O cientista político que inventou o termo "soft power" (poder de influir pela inspiração) e é reverenciado dos dois lados do espectro político americano acha que o país ganhou estatura internacional. E deve continuar crescendo até virar uma potência política --algo que almeja, mas ainda não é.

Para Nye, só há dois jeitos de a próxima presidente errar. "Se cometer erros em casa e houver uma perda de confiança na economia." Ou se de Dilma Rousseff avançar na corte ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

"Lula já está andando sobre gelo fino com o Irã. Ela, se andar sobre gelo fino, afunda."

Nye, que trabalhou sob os governos Jimmy Carter e Bill Clinton, atribui os holofotes sobre o Brasil não à política externa atual --que ele classifica como "por vezes equivocada".

Eles são atraídos, diz, pela estabilidade econômica vinda das reformas que Fernando Henrique Cardoso começou e Luiz Inácio Lula da Silva continuou (é só assim, num conjunto bipresidencial, que ele explica o avanço do Brasil).

Por isso, o professor da Universidade Harvard acha que pouco pesa o fato de o país ter um líder sem sal --e a avaliação seria a mesma para José Serra-- após dois presidentes carismáticos.

"O caminho para o Brasil se fortalecer é doméstico. Se eu fosse o próximo presidente, eu me empenharia aí."

Leia os principais trechos da entrevista que Nye deu à Folha em sua sala na Kennedy School of Government, antes do segundo turno da eleição. Leia mais aqui.
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Fonte: http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2010/11/02/professor_de_harvard_diz_que_dilma_so_tira_brasil_do_trilho_se_mudar_economia__82596.php

Mãe de Dilma Rousseff fala da filha

Quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A TV Brasil exibiu entrevista com Dilma Jane Silva Rousseff, mãe da presidente eleita:


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Fonte: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/11/mae-de-dilma-rousseff-fala-da-filha.html

Lula no day after da vitória de Dilma

01/11/2010
Por Ricardo Kotscho

BRASÍLIA _ As últimas visitas, o governador eleito de Brasília, Agnelo Queiroz, e sua família, deixaram o Palácio da Alvorada pouco depois da uma hora da manhã desta segunda-feira. O casal Silva se despediu dos quatro hóspedes da casa cansado, mas feliz, e se recolheu com uma cara de missão cumprida, como se tivesse encerrado apenas mais um dia de trabalho.

A comemoração pela vitória de Dilma Rousseff para suceder Lula na presidência da República só começou após a confirmação do resultado da eleição no telão do cinema do Alvorada. Os primeiros telefonemas foram para a própria Dilma e o vice José Alencar, que está internado num hospital em São Paulo. Em seguida, Lula e Marisa abraçaram os amigos, a nora Marlene, o ministro Franklin Martins e os funcionários do Alvorada.

Aos poucos, começaram a chegar governadores e senadores eleitos pelos partidos aliados, o presidente do Senado, José Sarney, o vice eleito Michel Temer, presidente da Câmara, e alguns outros amigos do casal, como os médicos Roberto Kalil e Cláudia Coser.

Dilma chegou pouco depois das dez da noite com seus três mosqueteiros, Dutra, Palocci e Zé Eduardo, e foi festejada por todos com fortes abraços e pedidos de fotografias. A nova presidente, Lula e Marisa se abraçaram demoradamente.

Mais do que de euforia, foram sentimentos de alívio pelo final da campanha e uma felicidade contida que marcaram o primeiro encontro das turmas do antigo chefe com a da nova presidente, na sala de cinema do Palácio da Alvorada, onde foi servido um lanche de salgadinhos acompanhado de refrigerantes e bebidas diversas. Não houve discursos.

No dia seguinte, assim como no resto do Brasil, nada mudou no Palácio da Alvorada e na vida do casal presidencial. Lula acordou mais tarde do que de costume, por volta das nove da manhã, esgotado pelos últimos dias de campanha, e já encontrou Marisa se divertindo com o noticiário dos jornais, que comentavam o futuro do casal e do novo governo.

Lula não deu nem recebeu, até a hora do almoço, qualquer telefonema de Dilma e seus assessores para falar da transição de governo. Fiel à sua velha rotina de não falar de trabalho nos dias de folga, o presidente em final de mandato não atendeu a nenhuma ligação e aproveitou o feriadão para fazer um longo passeio com Marisa e um casal de amigos do Paraná, Jorge e Marió Samek, pelos jardins do Alvorada.

Lula e Marisa discutiram o que vão fazer, quando tiverem que voltar para o apartamento deles em São Bernardo do Campo, com os pavões e outros bichos que ganharam de presente em sua passagem por Brasília. Eles não têm nenhum plano para o futuro. Lula quer deixar o governo livre de tudo, sem nenhum compromisso com nada nem com ninguém.

“Vou descansar um pouco e só depois vou ver o que faço da vida. Só sei que não vou ficar parado”, disse-me ele durante o jogo de mexe-mexe, na beira da piscina, fazendo troça com o que a imprensa publicou sobre o seu futuro no final de semana. “Eles estão sabendo mais do que eu…”. O almoço também não fugiu do cardápio de rotina: uma bela rabada com agrião acompanhada de polenta e arroz branco.

E o que o leitor acha que Lula vai fazer na vida depois de deixar o poder?
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Fonte:http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2010/11/01/lula-no-day-after-da-vitoria-de-dilma/

Blogueiro de Petrolina compara Júlio Lóssio com Quixote para ironizar campanha frustada em favor de Serra

EM 02 DE NOVEMBRO DE 2010

Moinhos de vento

Por Carlos Britto

Dom Quixote de La Mancha era um cavaleiro andante da história do espanhol Miguel de Cervantes (1605).

Criava seu próprio mundo em suas andanças, enquanto mirava o amor de sua Dulcinéia, ia enxergando monstros terríveis em simples moinhos de vento.

Foi essa a saga agora repetida em Petrolina. O prefeito Júlio Lóssio (PMDB) foi o cavaleiro que andou pelo Sertão a pedir voto para um Serra, já terceiro colocado em sua própria cidade, no primeiro turno.

A Campanha pró Serra nunca pareceu uma campanha real e agarrado nessa tábua de salvação, Lóssio expôs ainda mais sua fragilidade política, pois o único fato real produzido foi o revés público de um único apoio conquistado: O do ex-prefeito Didi em Orocó. O resto foi mero factóide…Ou moinho de vento.

Para coroar o desastre, viu Serra perder em Petrolina até mesmo para as abstenções. Ou seja, nem como segundo colocado colocou o seu presidente na eleição com apenas dois nomes

No livro de Cervantes, em suas incursões, Dom Quixote se envolve em uma série de aventuras, mas suas fantasias são sempre desmentidas pela dura realidade.
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Fonte: http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2010/11/02/blogueiro_de_petrolina_compara_julio_lossio_com_quixote_para_ironizar_campanha_frustada_em_favor_de_serra_82606.php?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

A doce vitória de Wanda

02.11.10

"Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégio ou compadrio". Em seu primeiro discurso como presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, reafirmou a consolidação, junto ao eleitorado, de um projeto republicano. A primeira providência de um vencedor nas urnas é remover os destroços da campanha. A esta altura, não cabe a menor dúvida de que a vantagem de 12 milhões de votos, que a separou de seu competidor, mostrou, de forma cabal, a irreversibilidade de uma agenda que contemplou desenvolvimento com redistribuição de renda.

A sua vitória demonstra a maturidade da sociedade civil brasileira. De nada adiantou o toque de direitismo, com tonalidades protofascistas, da campanha tucana. Os efeitos da eleição presidencial sobre o quadro partidário brasileiro confirmam com clareza um fenômeno já reconhecível há algum tempo: a desagregação do esquema político que deu sustentação aos oito anos de domínio neoliberal.

O encolhimento expressivo das bancadas do PSDB, DEM e PPS é extremamente emblemático. Reflete a rejeição a uma prática conservadora que, em desespero, açulou o que havia de mais primitivo no imaginário social, com o objetivo de estabelecer uma plataforma calcada no retrocesso cego. Porém, ao mesmo tempo em que levou as forças reacionárias ao paroxismo, a oposição, involuntariamente, construiu uma unidade de pensamento que aglutinou expressivos setores da sociedade organizada a se aliarem em torno da aspiração da continuidade de mudanças profundas nas estruturas que, por muito tempo, sustentaram uma ordem social autoritária e excludente.

Por não estar em sintonia com o tempo político, incapaz de esmaecer suas indefinições internas, o núcleo duro do tucanato, vive um momento de desestruturação que exigirá um esforço imenso para manter até mesmo a imagem unívoca de partido político. De ponta a ponta, o país está sendo varrido por uma ânsia de consolidação democrática que não tem mais condições de ser reprimida. Para a direita, diminuem as possibilidades de uma recomposição de campos de atuação. Querer refrear as oportunidades de mudança social surgidas nos dois governos petistas foi a grande tragédia que tolheu as pretensões de José Serra e seus aliados.

Em intensidade nunca vista, a prova das urnas esfrangalhou as estruturas partidárias da oposição demo-tucana, mostrando a ineficácia de uma estratégia firmada sobre dois pilares: o poder midiático e o desembarque do "iluminismo tucano" no mais deslavado integrismo católico. No palco eleitoral, o personagem central dessa historieta, beijando a imagem de Nossa Senhora Aparecida, tentou passar-se por filho do destino. Deveria saber que o mito funcionaria contra sua intenção burlesca. Varrido pela tempestade dos votos que liquidaram quase todas as lideranças do seu partido, Serra atuou como cabo eleitoral às avessas. É triste o fim que o transformismo dá a quem o abraça a qualquer preço.

Terminada a campanha, à vencedora cabe tomar a iniciativa de cicatrizar divergências sem a necessidade de compor interesses rasteiros por baixo de uma retórica elevada. A primeira mulher eleita presidente do Brasil não pode, nem quer, ser prisioneira de uma rigidez política que a imobilize dentro de sua base de apoio. O problema, por enquanto, é a falta de um interlocutor que tenha sobrevivido do outro lado.

É lógico que, diante desse quadro, as áreas da imprensa mais vinculadas aos pontos de vista dos derrotados venham dando ênfase às diferenças na coligação vencedora. Apostam, com os olhos voltados para o passado, na fraqueza relativa dos partidos em nossa história republicana. Parecem não querer se dar conta de que há grande possibilidade de uma convergência programática e de ação das forças políticas que, com Dilma, venceram as eleições de 2010. O baronato joga suas fichas na impossibilidade da democracia como reinvenção. Já deveria ter aprendido que o rumo da história é ditado por forças dinâmicas.

Outubro de 2010. O arsenal tático da guerrilheira atordoa as barricadas do atraso. É doce o sorriso de Wanda. Como suave é sua mão estendida.

Gilson Caroni Filho é professor das Faculdades Integradas Hélio Alonso, no Rio de Janeiro
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Fonte: http://www.pt.org.br/portalpt/opinioes/a-doce-vitoria-de-wanda-27891.html

Quem é Dilma, a carta que Lula tirou da manga

01.11.10

Por Tereza Cruvinel, na EBC

Dilma Vana Rousseff já teve muitas vidas, muitos nomes e muitos projetos de vida. O que ela nunca imaginou é que seria a primeira mulher brasileira a conquistar, pelo voto, o mais alto cargo da República, até agora ocupado só por homens. Ela foi eleita presidente com 55,5 milhões de votos, correspondentes a 56,01% dos votos válidos, derrotando José Serra, do PSDB, que teve 43,606 milhões de votos, ou 43,99% do total de votos válidos (com 99,56% das urnas apuradas).

Muita gente, dentro e fora do governo, também achava que isso seria impossível: embora a política tenha marcado toda a sua vida, Dilma nunca havia disputado antes uma eleição.

“Dilma não tem jogo de cintura eleitoral”, “Dilma é durona e carrancuda”, “Dilma é uma técnica sem carisma”. “Dilma não tem trânsito entre os partidos e os políticos”. Tudo isso e muito mais foi dito sobre a então ministra-chefe da Casa Civil, quando, ainda em 2008, começou a circular a notícia de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pensava nela como candidata a sua sucessão.

No segundo mandato, a aprovação do governo e a popularidade do presidente Lula alcançaram índices inéditos, e isso foi possível porque, depois de ajustar as contas públicas no primeiro mandato, a política econômica, combinada com a política de distribuição de renda e os programas sociais, começou a produzir excelentes resultados: a economia crescia, gerava mais empregos, a renda dos mais pobres aumentava, a desigualdade diminuía, o país se tornava melhor internamente e mais respeitado lá fora. Na era Lula, cerca de 28 milhões de pessoas deixaram a pobreza extrema e ascenderam socialmente.

Mas esse paraíso político foi precedido de um inferno zodiacal. No primeiro mandato esses resultados ainda não haviam aparecido. Além de ter feito um ajuste fiscal necessário, mas que atrasou a retomada do crescimento, o governo enfrentou escândalos que minaram a popularidade de Lula e do PT.

Os nomes fortes do partido, que poderiam ter sido alternativas sucessórias para 2011, foram todos queimados nas crises do primeiro mandato. José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil, foi cassado no escândalo do mensalão, e o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci foi alvejado pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo.

Na substituição de Dirceu, Lula surpreendeu a todos ao descartar quadros políticos do PT e dos partidos aliados e convidar Dilma, então ministra de Minas e Energia, de perfil eminentemente técnico. Lula pediu-lhe um choque de gestão na Casa Civil e uma atuação mais gerencial e menos política. Era exatamente o que ela sabia fazer.

Mas esta não foi a primeira vez que Lula surpreendeu com o nome de Dilma. Ele a conhecera no Rio Grande do Sul, como secretária de Minas e Energia do governo do petista Olívio Dutra. Na montagem do primeiro ministério, em 2002, ele desautorizou um acordo já fechado por seu coordenador político José Dirceu com o PMDB e entregou a ela a pasta de Minas e Energia.

Ali, Dilma trabalhou duro para evitar um novo apagão elétrico, como o que houvera no governo de Fernando Henrique, desenvolveu o Programa Luz para Todos, planejou a construção de novas hidrelétricas e a diversificação da matriz energética brasileira. Essa dinâmica é que Lula queria na Casa Civil. E Dilma não o decepcionou. Passou a coordenar as ações de todo o governo e ganhou fama de durona. “Até parece que vivemos cercadas por homens meigos e delicados”, ironizou Dilma na época.

A ministra havia brigado pela redução do superávit fiscal para que sobrassem mais recursos para investimentos em obras de infraestrutura, que criam as bases para o crescimento de longo prazo, aquecem a economia e geram empregos. No final do primeiro mandato, já havia dinheiro para isso e ela elaborou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), pedido por Lula.

O programa foi lançado em janeiro de 2007, nos primeiros dias do segundo mandato. O PAC previa investimentos de R$ 500 bilhões em quatro anos, em grandes obras de infraestrutura, como portos, ferrovias e hidrelétricas, gastos com obras em favelas e o financiamento habitacional maciço, como o programa Minha Casa, Minha Vida.

Foi na inauguração de obras de saneamento e habitação numa favela do Rio de Janeiro, o Complexo do Alemão, no dia 7 de março de 2008, que Lula começou a escolher sua sucessora. "A Dilma é uma espécie de mãe do PAC. É ela que cobra, junto com o Marcio Fortes [ministro das Cidades], se as obras estão andando. e agora vocês também vão ver o que é ser cobrado pela Dilma."

Em recente entrevista à TV Brasil Internacional, Lula nos contou, no intervalo da gravação, que naquele dia começou a amadurecer a ideia de que Dilma poderia ser a candidata que ele não tinha para a sucessão que se aproximava. A oposição tinha dois nomes fortes, Aécio Neves e José Serra, ambos já provados nas urnas.

Dilma não tinha experiência eleitoral, mas representava uma novidade. Era mulher, pensava o presidente. Se conseguisse transferir para ela uma parte de sua imensa popularidade, poderia elegê-la.

Ela surpreendeu-se com a confidência, mas não recusou a ideia. Dilma sabia de todas as dificuldades que seu nome enfrentaria, inclusive dentro do PT. Lula tratou disso com os dirigentes do partido. Dilma não era mesmo um quadro histórico, mas o partido também não tinha outro nome. Quem tinha a força era Lula e sua indicação foi prontamente aceita. O PT a escolheu oficialmente em fevereiro deste ano. Dilma deixou o governo, juntamente com dez ministros, em 31 de março para enfrentar a aventura eleitoral.

Muitos nomes, muitas Dilmas

Mas quem é esta mulher que, tendo pensando em ser bombeira ou trapezista, tendo enfrentado a prisão e a tortura por causa de suas ideias políticas, mas nunca tendo disputado uma eleição, torna-se a primeira presidente do Brasil?

Embora não tivesse mesmo disputado qualquer eleição antes, a política sempre foi o motor da vida de Dilma. Sua atuação começou no movimento estudantil, no segundo grau e depois na universidade, combatendo a ditadura militar. A militância a levará para a clandestinidade e para a prisão. Enfrentará a tortura nos porões do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) e três anos de reclusão no Presídio Tiradentes.

Tudo começou em Belo Horizonte, onde ela nasceu em 14 de dezembro de 1947. Seu pai, Pedro Rousseff, foi um imigrante búlgaro. Chegou ao Brasil nos anos 30, casou-se com uma professora chamada Dilma e tiveram três filhos, formando uma típica família de classe média.

Dilma, a mais velha, estudou primeiro num colégio de freiras tradicional, o Sion, onde tomou gosto pelos livros, principalmente os de literatura. Há pouco tempo, ficou sabendo que só ela e mais três colegas do Sion seguiram carreiras profissionais. As outras tornaram-se donas de casa, como era o costume.

No ano de 1964, em que os militares derrubaram o presidente João Goulart, dando início à ditadura, Dilma entrou para o Colégio Estadual Central, foco da agitação estudantil secundarista da capital mineira. Três anos depois passa no vestibular para economia, na UFMG, e ingressa na organização esquerdista Polop, tornando-se uma líder estudantil importante, culta e combativa.

Nesse tempo aconteceram coisas importantes na vida de Dilma. Conquistou amigos que tem até hoje, como o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, e o hoje deputado José Aníbal, do PSDB. Namorou com Cláudio Galeno e com ele teve um casamento que durou pouco. A vida agitada e o mergulho que foi obrigada a dar na clandestinidade não ajudaram.

Nessa época, a Polop se transforma em Colina (Comando de Libertação Nacional), que irá se fundir com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), formando a VAR-Palmares. A VAR-Palmares fez algumas ações armadas contra a ditadura, mas Dilma, que atuava em estratégia e planejamento, não participou de nenhuma delas. Na campanha, entretanto, essa passagem de sua vida foi muito explorada.

Na clandestinidade, como mandavam os manuais de segurança, Dilma usou vários codinomes. Chamou-se Luiza, Wanda, Marina, Estela, Maria e Lúcia. Separa-se de Galeno, que vai para o exílio, e conhece Carlos Franklin de Araújo, que vem a ser seu segundo marido e pai de sua filha Paula.

Em 1970, Dilma é presa e brutalmente torturada durante várias semanas. Depois é condenada a três anos de reclusão, tempo em que passou sobretudo no Presídio Tiradentes, onde o marido Carlos Araújo também cumpria pena em outra ala. Três anos depois, após serem libertados, constroem uma vida juntos no Rio Grande do Sul, onde nasce Paula, que no final do primeiro turno, dará a Dilma seu primeiro neto, Gabriel.

Em Porto Alegre, já em liberdade, Dilma consegue terminar o curso de economia e a seguir cursa o mestrado. Atua, com o marido, nos movimentos pela anistia e pela redemocratização. Ajudam a fundar no estado o PDT de Leonel Brizola.

Em 1986, o pedetista Alceu Collares elege-se prefeito de Porto Alegre e convida Dilma para ocupar a Secretaria Municipal de Fazenda. Collares elege-se governador em 1990 e ela se torna secretária estadual de Minas, Energia e Comunicação.

O governo de Collares era fruto de uma aliança entre o PDT e o PT, que se romperá em 1994. Dilma faz então a opção pelo PT, filiando-se ao partido. Outra aliança que se rompe nessa época é a matrimonial. Separa-se do marido Carlos Araújo, embora preservem grande amizade e cumplicidade até hoje. Foi como secretária de Minas e Energia que Dilma conheceu Lula e despertou seu interesse, valendo-lhe, mais tarde, a nomeação para a pasta de Minas e Energia.

Um câncer no caminho

A caminhada para a Presidência não foi fácil. Com a candidatura já definida por Lula e aceita pelo PT, Dilma descobre, no inicio de 2009, que tinha um câncer linfático. O anúncio da doença, no dia 25 de abril, foi uma decisão corajosa.

No primeiro momento, a candidatura foi dada como inviável. Ela poderia não vencer a doença e, mesmo que vencesse, o eleitorado poderia rejeitar seu nome, temendo o pior. Os médicos garantem chances de cura superiores a 90%. Dilma faz sessões de quimioterapia, perde o cabelo e usa peruca por uns tempos, sem interromper a rotina de trabalho na Casa Civil. No final do ano, os médicos a declaram curada.

No final de 2009, a sua saúde vai bem e a popularidade do presidente, melhor ainda. Dilma volta a um hospital, mas agora para cuidar da imagem. O conselho fora de Lula. Ela faz uma plástica e reaparece em público, em 2010, com a fisionomia mais jovem e descansada. Está começando a batalha eleitoral.

Mas ela começa em desvantagem. Em fevereiro deste ano, tinha uma média de 28% de preferência e José Serra, do PSDB, sempre mais de 40%. O primeiro empate acontece em maio deste ano, mas surge um fator inesperado – o crescimento da candidatura de Marina Silva, que trocara o PT pelo PV.

A campanha começa para valer em agosto e o presidente Lula entra em campo, garantindo a transferência de votos de que muita gente duvidava. Em 15 de maio deste ano, o instituto Vox Populi divulga a primeira pesquisa em que Dilma, com 38%, ultrapassa José Serra, com 35%.

Diferentes institutos apontam a vitória de Dilma no primeiro turno de 3 de outubro por mais de 50% dos votos, mas ela obtém apenas 47% dos votos. Os analistas apontam duas causas para o segundo turno. O crescimento da candidata Marina Silva, do PV, e uma forte onda de boatos, inclusive pela internet, acusando Dilma de ser a favor do aborto e do casamento entre homossexuais. Ela perde milhões de eleitores entre católicos e evangélicos.

No segundo turno, a campanha é agressiva, os candidatos sobem o tom nos debates e o presidente Lula volta à arena eleitoral. Mas desta vez ela alcança a maioria necessária e torna-se a primeira presidente eleita do Brasil.
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Fonte: http://blogdoonipresente.blogspot.com/2010/11/tereza-cruvinel-quem-e-dilma-carta-que.html

500 anos esta noite

Pedro Tierra

De onde vem essa mulher
que bate à nossa porta 500 anos depois?
Reconheço esse rosto estampado
em pano e bandeiras e lhes digo:
vem da madrugada que acendemos
no coração da noite.

De onde vem essa mulher
que bate às portas do país dos patriarcas
em nome dos que estavam famintos
e agora têm pão e trabalho?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem dos rios subterrâneos da esperança,
que fecundaram o trigo e fermentaram o pão.

De onde vem essa mulher
que apedrejam, mas não se detém,
protegida pelas mãos aflitas dos pobres
que invadiram os espaços de mando?
Reconheço esse rosto e lhes digo:
vem do lado esquerdo do peito.

Por minha boca de clamores e silêncios
ecoe a voz da geração insubmissa
para contar sob sol da praça
aos que nasceram e aos que nascerão
de onde vem essa mulher.
Que rosto tem, que sonhos traz?

Não me falte agora a palavra que retive
ou que iludiu a fúria dos carrascos
durante o tempo sombrio
que nos coube combater.
Filha do espanto e da indignação,
filha da liberdade e da coragem,
recortado o rosto e o riso como centelha:
metal e flor, madeira e memória.

No continente de esporas de prata
e rebenque,
o sonho dissolve a treva espessa,
recolhe os cambaus, a brutalidade, o pelourinho,
afasta a força que sufoca e silencia
séculos de alcova, estupro e tirania
e lança luz sobre o rosto dessa mulher
que bate às portas do nosso coração.

As mãos do metalúrgico,
as mãos da multidão inumerável
moldaram na doçura do barro
e no metal oculto dos sonhos
a vontade e a têmpera
para disputar o país.

Dilma se aparta da luz
que esculpiu seu rosto
ante os olhos da multidão
para disputar o país,
para governar o país.

Brasília, 31 de outubro de 2010.
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Fonte:http://www.pt.org.br/portalpt/opinioes/500-anos-esta-noite-27461.html

Sobre o preconceito com os Nordestinos e o resultado das eleições

Terça-feira, 2 de novembro de 2010

Raramente faço postagens seguidas num mesmo dia, mas como recebi diversas mensagens xenófilas em meu twitter, coloco abaixo artigo do jornalista Rodrigo Vianna* que achei bastante interessante sobre esse comportamento.

Serra plantou ódio, e o Brasil colhe preconceito: as manifestações contra nordestinos na internet.

O vídeo que reproduzo abaixo é de revirar o estômago. Mas faz um bem danado: lança luz sobre um Brasil que muitas vezes não gostamos de ver. O Brasil do ódio.

A campanha conservadora movida pelos tucanos, a misturar religião e política, trouxe à tona o lodo que estava guardado no fundo da represa. A lama surgiu na forma de ódio e preconceito. Muita gente gosta de afirmar: no Brasil não há ódio entre irmãos, há tolerância religiosa. Serra jogou isso fora. A turma que o apoiava infestou a internet com calúnias. E, agora, passada a eleição, o twitter e outras redes sociais são tomadas por manifestações odiosas.

Como se vê no vídeo acima, não foi só a tal Mayara (estudante de Direito!!!) que declarou ódio aos nordestinos. Há muitos outros. Com nome, assinatura. É fácil identificar um por um. E processar a todos! O Ministério Público deveria agir. A Polícia Federal deveria agir.

E nós devemos estar preparados, porque Serra fez dessas feras da direita a nova militância tucana. Jogou no lixo a história de Montoro e Covas. Serra cavou a trincheira na direita. E o Brasil agora colhe o resultado da campanha odiosa feita por Serra.

Desde domingo, muita gente já fez as contas e mostrou: Dilma ganharia de Serra com ou sem os votos do Nordeste. Não dei destaque a isso porque acho que é – de certa forma – uma rendição ao pensamento conservador. Em vez de dizer que Dilma ganhou “mesmo sem o Nordeste”, deveríamos dizer: ganhou – também – por causa dos nordestinos. E qual o problema?

E deveríamos lembrar: Dilma ganhou também com o voto de quase 60% dos mineiros e dos moradores do Estado do Rio. E ganhou com quase metade dos votos de paulistas e gaúchos.

Parte da imprensa – que, como Serra, não aceita a derrota e tenta desqualificar a vitoriosa - insiste no mapinha ”Estados vermelhos no Norte/Nordeste x Estados azuis no Sul/Sudeste”. O interessante é ver - aqui - a votação por municípios, e não por Estados: há imensas manchas vermelhas nesse Sul/Sudeste que alguns gostariam de ver todo azulzinho.

No Sul e no Sudeste há muita gente que diz: “não ao ódio”. Se essa turma de mauricinhos idiotas quiser brincar de separatismo, vai ter que enfrentar não apenas o bravo povo nordestino. Vai ter que enfrentar gente do Sul e Sudeste que não aceita dividir o Brasil.

Serra do bem tentou lançar o Brasil no abismo. Não conseguiu. Mas deu combustível para esses idiotas. Caberá a nós enfrentá-los. Com a lei e a força dos argumentos.
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Fonte: http://caduamaral.blogspot.com/2010/11/sobre-o-preconceito-com-os-nordestinos.html