sexta-feira, 29 de outubro de 2010

DILMA, PRESIDENTA! ÚLTIMO GUIA ELEITORAL, 29.10.10(noite)


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Fonte:http://www.dilma13.com.br/video/tv-programas/

Os problema de Sérgio Guerra e Agripino Maia

Enviado por luisnassif, sex, 29/10/2010
Por Márcio Xavier

Guerra e Agredindo Maia no balaio dos gatos...
Do Jornal de Brasília

Ex-secretária devassa esquema Qualix

Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br

A ex-secretária Domingas Gonçalves Trindade, 40 anos, foi ouvida ontem na Divisão de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Decap), da Polícia Civil do Distrito Federal, sobre as acusações que faz contra o ex-governador Joaquim Roriz; o presidente do PSC-DF, Valério Neves; os senadores Sérgio Guerra (PSDB-PE) e José Agripino Maia (DEM-RN); o empresário Eduardo Badra; e o ex-diretor da Belacap (estatal responsável pelo serviço de ajardinamento e limpeza urbana do DF), Luís Flores. Todos são acusados de se servirem de um esquema de desvio de dinheiro envolvendo a Qualix, empresa que faz o recolhimento do lixo no DF.

O depoimento foi acompanhado da apresentação de uma série de provas documentais. Domingas denunciou um esquema que, até então, não tinha o respaldo de tantos elementos. Ela acusa Roriz, Valério, Agripino e Guerra de receberem propina proveniente de contratos firmados entre o GDF e a Qualix.

O Jornal de Brasília obteve um vídeo (cujos trechos estão ao lado) no qual Domingas faz as mesmas acusações que confirmou à polícia e apresenta as mesmas provas documentais. Ela apresentou aos delegados extratos telefônicos que confirmam contatos constantes entre os envolvidos. A ex-secretária fazia o serviço a mando de seu chefe, Eduardo Badra – que, à época, era diretor da Qualix. Domingas tinha como função organizar a agenda do patrão, além de fazer depósitos bancários e o que chamou de "serviços particulares".

Enquanto era ouvida pelos investigadores, Domingas ainda apresentou lacres bancários emitidos pelo Banco Central que tinham a marcação de R$ 50 mil cada – são seis, num total de R$ 300 mil.

"Depois de dois, três meses, o doutor Eduardo passou a confiar em mim e fiquei responsável pela chave de um quarto, em uma casa no Lago Sul, onde guardavam o dinheiro. Era tanto dinheiro que ocupava uma cama de casal inteira. Eu cheguei a pegar um dos maços e pensar que ele seria capaz de resolver a minha vida", contou, em certo trecho do vídeo.


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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-problema-de-sergio-guerra-e-agripino-maia

Comparações: Lula/Dilma e FHC/Serra

29.10.10
Altamiro Borges
Reproduzo várias “notinhas” enviadas por um amigo internauta de Brasília:

Saúde:

FHC aumentou os gastos com saúde de 18 bilhões em 1999 para 25 bilhões em 2002: 7 bilhões de aumento.

Lula aumentou os gastos com saúde daqueles 25 para 54, em 2009: são 29 bilhões de reais a mais!

Com Dilma, mais saúde!

Ciência e tecnologia:

Com FHC, o gastos em ciência e tecnologia passaram de 953 milhões para 2 bilhões e 79 milhões de reais em 2002. Um aumento de pouco mais de 1 bilhão...

Com Lula, os gastos em ciência e tecnologia passaram de 2,7 bilhões para 5 bilhões e 800 milhões!

Foram 3 bilhões de reais a mais!

Mais de 3 vezes mais!

A ciência é o futuro! Vote em Dilma!

Segurança pública:

Com FHC, o número de policiais federais passou de 7.316 em 1995 para 9.231 em 2002.

Com Lula, o número de policiais federais passou de 9.231 em 2002 para 14.383 em 2009!

FHC aumentou o número de policiais em 2 mil.

Lula aumentou 5 mil, duas vezes e meia !

Ter segurança é votar em Dilma!

Redução da pobreza:

Com FHC, os pobres passaram de 52 milhões em 1995 para 58 milhões em 2002.

Com Lula, os pobres se reduziram a 40 milhões em 2009.

O número de pobres aumentou em 6 milhões com FHC!

Com Lula, o número de pobres se reduziu em 18 milhões!

Um aumentou a pobreza; o outro a reduziu!

Votar em Dilma é lutar contra a pobreza!

Crédito internacional:

Com FHC, em dezembro de 1995, a dívida externa pública era de 38 bilhões de reais e passou para 237 bilhões de reais em 2002.

Com Lula, a dívida externa caiu 237 bilhões de reais e se transformou em um crédito de 287 bilhões de reais em 2009.

Com FHC, a dívida se multiplicou por seis!

Com Lula, o Brasil passou de devedor a credor!

É preciso comparar!

Votar em Dilma é garantir o Brasil credor!

Salário mínimo:

Em janeiro de 1995, o salário mínimo era de 70 reais.

Em janeiro de 2003, o salário mínimo era de 200 reais.

FHC aumentou o salário mínimo em 130 reais...

Com Lula, o salário mínimo aumentou de 200 reais em 2003 para 510 reais em 2010!

310 reais de aumento.

Bem mais do que o dobro!

Votar em Dilma é garantir um salário melhor!

Reservas internacionais:

Em dezembro de 2002, último ano de FHC, as reservas brasileiras eram de apenas 38 bilhões de dólares...

Com Lula, as reservas brasileiras passaram de 49 bilhões de dólares em 2003 para atingir 280 bilhões de dólares em outubro de 2010.

Com FHC, 38 bilhões...

Com Lula, 280 bilhões. Sete vezes mais!

Votar em Dilma é garantir a nossa tranqüilidade externa!

Exportações:

As exportações brasileiras passaram de 47 bilhões de dólares em 1995 para 61 bilhões em 2002.

Com Lula cresceram de 73 bilhões de dólares em 2003 para 145 bilhões em 2010: dobraram.

Com FHC, mais 14 bilhões...

Com Lula, mais 72 bilhões. Cinco vezes mais!

Votar em Dilma é garantir o futuro das exportações!

Inflação:

A inflação com FHC foi na média por ano de 9,2%...

Com Lula, a inflação média anual foi de 5,8%. Praticamente a metade!

Dilma garantirá preços baixos!

Geração de empregos:

FHC criou 5 milhões de empregos...

Lula criou 14 milhões de empregos...

Quase três vezes mais!

Vote em Dilma para poder trabalhar!

Crédito para consumo:

O crédito dos bancos públicos aos consumidores e aos produtores brasileiros cresceu de 109 bilhões (1995) para 145 bilhões (2002). 36 bilhões de aumento...

Com Lula, passou de 145 bilhões para 593 bilhões em 2010: um aumento de 448 bilhões! Dez vezes mais crédito para comprar e investir!

Crescer é crédito; crédito é Dilma!

Educação:

Em 2002, no último ano de FHC, as despesas com educação foram de 13 bilhões de reais.

Com Lula, a educação passou de 13 bilhões para 28 bilhões de reais: 15 bilhões de reais a mais!

Educação é com Dilma!

Agricultura familiar:

Com FHC, os valores efetivamente gastos subiram de 410 milhões, em 1999, para 2 bilhões e 160 milhões em 2002. Aumento importante de 1 bilhão e 700 milhões!

Com Lula, passaram de 2 bilhões e 160 milhões para 10 bilhões e 790 milhões!

Um aumento extraordinário de 8 bilhões e meio!

Votar em Dilma é alimento em sua mesa!

Saneamento básico:

Com FHC, os gastos orçamentários com saneamento caíram de 161 milhões, em 2000, para 97 milhões em 2002. Menos 64 milhões!

Com Lula, os gastos com saneamento passaram de 59 milhões, em 2003, para 845 milhões em 2009. Um aumento de 786 milhões de reais!

Votar em Dilma pela saúde!

Crédito para a indústria:

Com FHC, os desembolsos do BNDES para as indústrias cresceram de 7 bilhões de reais em 1995 para 38 bilhões em 2002. 31 bilhões de aumento!

Com Lula, os desembolsos passaram de 35 bilhões em 2003 para 137 bilhões em 2009. 102 bilhões de aumento!

Com Dilma, industrializar para crescer!

Amazônia:

No Governo Lula, o desmatamento na Amazônia caiu de 21 mil km2 para 7 mil km2! Três vezes menor!

Votar em Dilma é preservar a Amazônia!

Meio Ambiente:

Com FHC, foram destinados 13 milhões de hectares a áreas de conservação ambiental na Amazônia...

Com Lula, foram 22 milhões de hectares!

Com Dilma, pela Amazônia!
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OPERADORA CLARO: A serviço da candidatura de Serra

09.10.10

Por Conceição Lemes

Ontem, o Superior Tribunal Eleitoral (TSE) determinou a suspensão imediata do serviço de telemarketing em favor da candidatura de José Serra (PSDB) à Presidência da República. A decisão foi da ministra Nancy Andrighi, a pedido da candidatura Dilma Rousseff (PT), já que as ligações eram ao estilo baixaria, como tem sido a campanha tucana.

No seu despacho, a ministra afirma: “No que concerne à fumaça do bom direito está mais evidente no caso concreto, isto porque a alegada matéria ofensiva objeto da divulgação trisca nos limites proibidos pela propaganda eleitoral”.

“A telefonia, quando utilizada para propaganda eleitoral, não pode ser ambiente imune ao controle jurisdicional, sob a justificativa de não existirem normas que a regule. Muito pelo contrário, identificando-se os responsáveis por esse tipo de propaganda vil, deve-se aplicar as penalidades legais”, afirmam os advogados da campanha de Dilma Rousseff. “Afinal, tal propaganda irregular poderá causar estragos sem precedentes sobre a candidatura de Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores.”

CLARO EM AÇÃO: VOCÊ ACHA QUE O ESCÂNDALO ERENICE PREJUDICOU DILMA?

Desde ontem clientes da Claro têm recebido no celular a seguinte mensagem de texto.

“Claro Ideias enquete: Você acha que o escândalo Erenice prejudicou Dilma?”.

“Estava de viagem ontem quando, exatamente às 22h, recebi essa mensagem em meu celular (pré-pago ) ”, denuncia Ronaldo Alvarez. “E olha que eu assinei um contrato com a Claro que não permitia o envio de mensagens com esse conteúdo partidário. O mais interessante é que a Claro utilizou um tipo de mensagem que não deixa rastros. Não é um SMS comum, mas uma mensagem utilizada para consulta de saldos e pacotes, que não fica gravada no celular. Considerando que todos os celulares da Claro receberam essa mensagem, teremos cerca de 48 milhões de pessoas recebendo esse tipo de propaganda política. O que é extremamente grave e fere a lei eleitoral.”

Outros clientes receberam ligação idêntica. Esta repórter contatou a assessoria de imprensa da Claro, a InPress Porter Novelli, para saber: 1) o que a empresa tinha a dizer sobre a enquete?; 2) Qual o objetivo dessa enquete a dois, três dias da eleição?: 3) a Claro está a serviço de José Serra?

A assessoria de imprensa pediu tempo para apurar. Já se passaram três horas do deadline. E a explicação não veio, claro!
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/claro-a-servico-da-candidatura-de-jose-serra.html

Empresa de telefonia nega responsabilidade por telefonemas anti-Dilma

29/10/2010
Transit Telecom foi condenada pelo TSE por ser a origem da campanha de telemarketing de Serra

Por: Redação da Rede Brasil Atual

São Paulo – A operadora de telecomunicações Transit Telecom negou, em nota à imprensa, que tenha sido alvo de ação da Polícia Federal, nesta sexta-feira (29), por campanha de telemarketing ofensiva à candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT). A empresa alega que comercializa o meio de acesso, mas não se responsabiliza pelo conteúdo repassado por seus equipamentos.

Na quinta-feira (28), a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Nancy Andrighi pediu a suspensão da ação de telemarketing do candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) com mensagens ofensivas a Dilma Rousseff. As primeiras informações sobre a suspensão do serviço indicavam que a responsável seria a Transit Telecom.

Segundo a assessoria de imprensa da operadora, apesar de não prestar o serviço, a empresa "reprova o uso da tecnologia para fins indevidos como a difamação de pessoas e instituições". "A Transit Telecom não foi contratada, não teve conhecimento e não compactua com qualquer atividade difamatória, praticada por quem quer que seja, e está à disposição da Justiça para qualquer esclarecimento necessário sobre o caso", afirma.

Suspensão

Apesar da legislação eleitoral não prever ações de telemarketing e ligações feitas por candidatos, a decisão da ministra levou em conta que "a matéria (é) ofensiva e (...) trisca nos limites proibidos pela propaganda eleitoral". A ministra também pediu envio das gravações das mensagens ao Tribunal. Como a decisão é liminar cabe recurso ao TSE.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/transit-nega-responsabilidade-por-mensagens-anti-dilma

Para bispo, aborto foi usado para tirar distribuição de renda do debate eleitoral

29/10/2010
Dom Angelico Sandalo condena uso da Igreja para fins eleitorais e lembra que papa também criticou outros temas, como uso da propriedade e a riqueza


Por: Patrícia Ferreira, especial para a Rede Brasil Atual

São Paulo - "É tirar o texto do contexto para virar pretexto", diz dom Angélico Sândalo Bernardino, ex-bispo de Blumenau. Ele usou as palavras para explicar como vê o retorno do debate sobre a prática do aborto na arena eleitoral, após o papa Bento XVI ter orientado bispos a emitir juízo moral, mesmo em questões políticas.

Em entrevista à Rede Brasil Atual, dom Angélico disse ser desonesto fazer o papa de cabo eleitoral e reafirmou que a Igreja não deve ter partido político nem candidato. "Os católicos apostólicos romanos já foram orientados. Não faz o menor sentido esse assunto voltar à tona. Não cabe a nós, bispos, apontar ou proibir determinado partido ou candidato. Devemos deixar para a maturidade do eleitor a responsabilidade da eleição", ressalta.

Ao contrário do que muitos interpretaram, para o bispo, o papa não tinha qualquer "intenção eleitoreira" em seu discurso, já que ele falava para um grupo restrito de determinada região do Brasil, o Maranhão.

"O aborto é bandeira que a Igreja levanta no mundo todo, e a Igreja realmente é contra. Não há novidade nenhuma nisso e no fato de que nós devemos sempre orientar os fieis. Além dos mais, temos outros princípios morais, de justiça e ética a respeito da pobreza, do uso da propriedade, da riqueza que se acumula nas mãos de poucos, da miséria, da guerra, da corrida armamentista, enfim, de tudo que fere a dignidade humana. O leque é muito vasto. Mas resolveram só falar do aborto”, condena o religioso.

Na opinião de dom Angélico, Bento XVI estava apenas cumprindo protocolo da doutrina social da Igreja, sem intenções de manipular as eleições presidenciais no Brasil. Ele afirma que a responsabilidade episcopal é muito vasta e, ao receber visitas, Bento XVI tem falado de muitos assuntos, como o acúmulo de riqueza e a exploração de menores.

Temas como esses, relevantes para a pauta das eleições, foram deixados de lado. Na visão do bispo, a razão para isso pode estar no fato de que discutir distribuição de renda não interessa aos "polemizadores do aborto". O que houve, para o bispo, foi a apropriação de algo que é assunto corriqueiro na Igreja para fins eleitorais.

"Isso é instrumentalização. O Papa falou o que fala dentro e fora das eleições. E vale para o Brasil, a Alemanha, a Rússia, a China. Não faz sentido trazer para o debate político. Até mesmo porque, tanto o candidato José Serra (PSDB) quanto a candidata Dilma Rousseff (PT) já se pronunciaram contra o aborto. Vamos discutir os temas da pauta eleitoral”, protestou dom Angélico.

Sobre a Igreja ter sido pressionada pela mídia quando o tema eclodiu nas eleições presidenciais, o bispo lembrou que, apesar de a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em três declarações distintas, ter pontuado que a Igreja não apoia nem partido nem candidato, a Comissão em Defesa da Vida do estado de São Paulo divulgou nota incitando os fiéis a não votar em Dilma. A Regional Sul 1 da CNBB produziu um folheto no mesmo sentido.

“Isso foi completamente contra a orientação da CNBB. Mas é bom que se diga que os próprios bispos do estado de São Paulo, reunidos em Itaici (interior paulista) há poucos dias, fizeram declaração, dizendo-se em sintonia com as declarações da CNBB”, comenta.

Colaborou Suzana Vier
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/para-bispo-aborto-foi-usado-para-tirar-distribuicao-de-renda-do-debate-eleitoral

Lula é aclamado por 100 mil pessoas no Recife

29/10/2010
Sob chuva intensa, Lula participa de carreata nas ruas centrais de Recife. (Foto:Aldo Carneiro/Folhapress)

Redação da Rede Brasil Atual

São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recepcionado por cerca de 100 mil pessoas em Recife na noite desta sexta-feira (29). Lula desfilou em carro aberto durante o último evento da campanha da candidata petista Dilma Rousseff antes do segundo turno das eleições no próximo domingo (31).

Durante o trajeto, o presidente ouviu gritos de "Lula guerreiro do povo brasileiro" e terminou a caminhada sem falar com a imprensa, mas segundo o senador eleito Humberto Costa (PT-PE), o presidente ficou emocionado com a caminhada. "Ele (Lula) estava muito emocionado com esta vinda a Pernambuco, sua terra natal. Ele disse que estava terminando a campanha neste local como uma homenagem a Miguel Arraes, o único político que ele veio recepcionar pessoalmente após o exílio", explicou Costa.

Nem mesmo a chuva reduziu o ânimo dos militantes e populares que cantaram parabéns para o presente no centro do Recife.

De Pernambuco, Lula seguiu para São Paulo, onde acompanha o debate entre presidenciáveis, na noite desta sexta, pela Rede Globo.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/lula-e-aclamado-por-100-mil-pessoas-no-recife

PSDB Nervoso!!

29.10.10

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Fonte:http://serramilcaras.blogspot.com/2010/10/psdb-nervoso.html

A gente vota Dilma

29.10.10

A gente vota Dilma from a gente vota dilma on Vimeo.


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Fonte:http://serramilcaras.blogspot.com/

Vice do Serra é escorraçado da Rocinha

29.10.10
Por Brizola Neto



O mauricinho Da Costa, vice do Serra, que só vê a Rocinha quando se desloca de carro entre o Leblon e a Barra, resolveu ir fazer campanha lá e foi questionado pelos moradores, que queriam saber o que ele tinha feito pela comunidade, que recebeu uma espetacular vila olímpica do PAC. Da Costa ficou sem argumentos e não sustentou o debate, dando às costas e fugindo do local. O vídeo está no YouTube desde o dia 19 de outubro e vários jornalistas estavam presentes, como se percebe pelos microfones e gravadores. Eu pelo menos não vi nada em nenhum noticário. Que estranho, né?
PS: Para esclarecimento, não temos informações de quando foi gravado o vídeo, mas foi postado no YouTube em 19 deste mês.
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Fonte:http://www2.tijolaco.com/29651

Cheiro de armação

29.10.10
Por Brizola Neto

O site de José Serra estava exibindo em sua capa, pelo menos na manhã de hoje e ainda disponível no youtube, o vídeo onde a ex-funcionária da Petrobras, Edilene Farias de Oliveira, acusa, sem nenhum elemento ou prova, a candidata Dilma Rousseff de ser pessoalmente responsável por sua demissão e por um acidente da Petrobras ocorrido em uma estação de gás em São Miguel dos Campos, Alagoas.

Edilene é ligada ao PSTU (foi candidata a suplente de senador nas eleições de 2002, além de candidata a vereadora em 2004 em Salvador pelo partido,quando obteve 181 votos) e em outubro do ano seguinte acorrentou-se ao Viaduto dos Motoristas, próximo à rodoviária de Salvador.

Esta funcionária ficou afastada de 2005 a agosto do ano passado em licença médica. Voltou ao trabalho dia 8 de setembro. Na semana seguinte, sexta-feira, dia 18, fez seu último dia de trabalho. No dia 24, a empresa emitiu uma comunicação de acidente de trabalho para a Previdência Social informando que esta senhora apresentava problemas no seu sistema psíquico, descrito como transtornos de comportamento, insônia, ansiedade e depressão.

Segundo informações do formulário que ela própria reproduziu em seu blog, o qual deixo de reproduzir aqui por conter informações de natureza pessoal, inclusive sua remuneração.

Em novembro daqueles mesmo ano, viajou ao Rio e acorrentou-se à sede da Petrobras.
Edilene, a partir de janeiro deste ano, iniciou um blog, que manteve até junho. Nele, nem sequer uma vez, é mencionado o nome de Dilma ou lhe é atribuída qualquer responsabilidade no caso de acidente da Petrobras ou no seu próprio caso de doença.

Agora, Edilene reapareceu no site de Serra, fazendo as mais graves acusações, que jamais fizera antes a Dilma Rousseff.

Apareceu e desapareceu. Não tenho elementos, é evidente, para dizer se senhora tem ou não problemas de saúde e se sua demissão foi regular ou não.

Mas o assunto fede a armação, no dia do debate, na antevéspera das eleições, aparece um caso deste, patrocinado pelo próprio site de Serra.
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Fonte:http://www2.tijolaco.com/29655

O último programa e, daqui a pouco o debate

29.10.10


Vamos assistir o último programa de Dilma, num clima de despedida, sem muita polêmica, com um bom depoimento de Lula na abertura e, no meio do programa, um pedido de voto bem direto do presidente. Um resumão das propostas, em clima alegre e confiante. Veja aí em cima, enquanto a gente espera para assistir juntos e conversar sobre o debate da Globo.
PS: Se você tiver entrado pelo link do post, clique em “home” para abrir a página da transmissão do debate
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Governo anuncia o maior poço do pré-sal

29/10/2010

Por ANDRÉ MAGNABOSCO, estadao.com.br,

ANP: Libra pode chegar a 15 bi de barris de petróleo

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) acaba de informar que a descoberta de petróleo realizada no pré-sal, no poço 2 - ANP - 2 A - RJS, em área pertencente à União, tem capacidade de 3,7 a 15 bilhões de barris de petróleo recuperável, considerando o volume recuperável da União. Ontem a Agência Estado antecipou que em até 48 horas a ANP iria anunciar essa descoberta.

Ainda de acordo com a ANP, a estimativa mais provável de reservas no local é de 7,9 bilhões de barris, de acordo com avaliação da certificadora Gaffney, Cline & Associates. 'É importante destacar que somente este prospecto de Libra pode vir a ter um volume de óleo recuperável superior às atuais reservas provadas brasileiras, próximas de 14 bilhões de barris de petróleo', destacou em nota a agência.

O poço situa-se a 183 km da costa do Rio de Janeiro, em lâmina d''água de 1.964 metros e até o momento a profundidade atingida é de 5.410 metros, com 22 metros perfurados no pré-sal. A profundidade final prevista, de cerca de 6.500 metros, deverá ser alcançada somente no início de dezembro. 'O poço 2 - ANP - 1 - RJS, no prospecto de Franco, e 2 - ANP - 2A - RJS, em Libra, foram perfurados em área da União com o objetivo de aumentar o conhecimento sobre o potencial petrolífero do pré-sal brasileiro', destaca a ANP, para que a descoberta 'valoriza enormemente o patrimônio da União', aponta o comunicado.
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Fonte:http://estadao.br.msn.com/economia/artigo.aspx?cp-documentid=26146364

LULA CAMINHA EM RECIFE E MULTIDÃO ANIMADA COM A PROVÁVEL VITÓRIA DE DILMA!

29.10.10
Muita criatividade do povo pernambucano, na caminhada com Lula, hoje a tarde.

por Irineu Messias

Uma multidão imensa não se deixou vencer pela chuva que teimava cair sem parar.Jovens, idosos, mulhores todos cantando os jingles de Dilma de Lula. Alguns dançando, sambando; parecia um verdadeiro carnaval fora de época.

As pessoas vibravam por onde a caminhada passava. As janelas dos edifícios mostravam as bandeiras de Dilma, do PT. Era a alegria de um povo que saber que domingo vai eleger Dilma a primeira mulher presidente do Brasil!

Quando o presidente chegou na Avenida Conde da Boa Vista, centro do Recife, o povo explodiu em alegria.

Acompanhado do Governador reeleito, Eduardo Campos, Humberto Costa, Armando Monteiro e outras lideranças políticas da região metropolitana e interior do estado.
Foi uma festa da cidadania, onde todos na caminhada se confraternizavam e se diziam felizes antes a possibilidade concreta da vitória de Dilma , no dia 31.





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Panfletos apócrifos anti-Dilma são apreendidos em SP

Publicado em 28/10/2010
Por: Leticia Cruz, Rede Brasil Atual

São Paulo - Panfletos apócrifos contra a candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) foram apreendidos nesta quinta-feira (28) no bairro dos Jardins, na região sudoeste da capital paulista. O material foi encontrado em posse de cabos eleitorais da campanha da candidatura de José Serra à rua Estados Unidos.

Segundo informações da 78º Delegacia de Polícia, o material estava sendo espalhado pela região.

A reportagem entrou em contato com a delegacia no início da noite que alegou não ter todas as informações consolidadas, porque a ocorrência estava em andamento. Por volta de 21 horas, a Rede Brasil Atual voltou a falar com o DP, que afirmou não ter informações sobre a apreensão devido a troca de plantões.

Por sugestão de funcionário do DP, a reportagem tentou entrar em contato com a Secretaria de Segurança Pública, mas até o fechamento da matéria, às 21h24 não foi possível falar no local.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/apreendidos-panfletos-anti-dilma-em-sao-paulo

Analistas atribuem 'paralisação' do ensino técnico no país a ministro de FHC

Publicado em 28/10/2010
Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

São Paulo - Duas legislações implementadas pelo ex-ministro da Educação, Paulo Renato Souza, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002), paralisaram o ensino técnico no Brasil, de acordo com especialistas ouvidos pela Rede Brasil Atual. As iniciativas do economista teriam levado ao empobrecimento da educação profissional e seriam a causa da atual falta de quadros qualificados em diversas áreas como a construção civil e de tecnologia de ponta.

O tema foi central durante toda a campanha eleitoral à Presidência da República. Desde o início, o candidato atualmente de oposição, José Serra (PSDB), aponta o ensino técnico como uma prioridade em um eventual governo comandado por ele. A visão de críticos contrasta com essa declaração, especialmente porque Paulo Renato foi secretário de Educação da gestão de Serra no governo de São Paulo.

Com o argumento de que a educação profissional brasileira, o antigo segundo grau, atendia a interesses elitistas, o então titular do MEC assinou o decreto 2.208 de 1997, que separou o ensino médio da educação técnica e, segundo profissionais da educação, empobreceu os currículos na educação profissional. “Praticamente destruiu, naquele momento, as escolas técnicas”, aborda Rubens Barbosa de Camargo, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

A iniciativa atendia a diretrizes do Banco Mundial e fortaleceu o conceito de que o mercado de trabalho deveria definir o conteúdo para a formação dos jovens. “A percepção que se tem é de que quem analisa o que é necessário para a formação dos jovens trabalhadores é o empresário e não mais os profissionais da educação”, afirmam as pesquisadoras e professoras universitárias Angela Salvadori e Maria Ignês Mancini, no estudo "A reforma da educação profissional nos anos 90: uma análise sobre as propostas e práticas no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso".

O decreto também dava a entender que a educação profissional poderia ser ensinada em qualquer lugar, desde que se cumprisse a carga horária exigida pelos parâmetros curriculares, segundo as autoras do estudo.

Na visão do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão, não se pode confundir mundo do trabalho com mercado de trabalho, como aconteceu na gestão de Paulo Renato. “Não se pode ter uma educação que atenda única e exclusivamente as demandas do mercado de trabalho. Até porque essas demandas aparecem e desaparecem ao sabor de elementos sobre os quais não se têm controle”, descreve.

Sem expansão

Por meio de outra legislação, lei 9.649/1998, no artigo 47, foi praticamente interrompida a expansão do ensino técnico federal. “A expansão da educação profissional, mediante criação de novas unidades de ensino por parte da União, somente poderia ocorrer em parceria com estados, municípios, Distrito Federal, setor produtivo ou ONGs, que seriam responsáveis pela manutenção e gestão dos novos estabelecimentos de ensino”, avaliam Angela Salvadori e Maria Ignês Mancini, no estudo.

Do ponto de vista da qualidade, as professoras universitárias detectaram que o currículo fragmentado e dissociado empurrou a educação tecnológica de natureza integral para o nível superior, empobrecendo os cursos técnicos. “O modelo de Educação Profissionalizante sugerido foi a busca de cursos com curta duração, baixo custo, e que atinjam a maior quantidade de alunos, desvinculados da pesquisa e da extensão”, resumem.

Ainda em 1997, Paulo Renato lançou o Programa de Reforma da Educação Profissional (Proep) com o objetivo de modernizar e expandir o sistema da educação profissional. O programa estabeleceu parcerias com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Entretanto, o Proep atuou muito mais na expansão de vagas do ensino técnico privado que na criação de vagas públicas, ao se propor a financiar entidades gerenciadas de forma comunitária e que mais tarde foram incorporadas pela iniciativa privada.

“Houve um aumento significativo de escolas técnicas particulares. Isso se deve a dos motivos: criação da lei federal nº 9.649 de 1998, que proíbe a criação de unidades da rede federal, a não ser em parcerias com o setor privado, estados, municípios ou Ongs e as escolas do segmento comunitário que nunca funcionaram e nunca ofertaram a quantidade de vagas previstas pelo Proep”, diagnosticaram as pesquisadoras.

Para a professora universitária Lúcia Maria Wanderley Neves, na prática as medidas implementadas durante o governo de FHC favoreceram a “exclusão social”. “O estudante pode vir a ter acesso à escola, mas não terá, necessariamente, acesso ao conhecimento”, cita a pesquisadora.

Implicações

O presidente da CNTE acredita que as mudanças implementadas pelo ex-ministro Paulo Renato seguiram à lógica de importação de tecnologia e hoje, como conseqüência, o país sofre com a falta de profissionais em diversas áreas. “Temos uma falta muito grande profissionais porque o país não crescia. A lógica era: se é preciso tecnologia, importe-se do exterior e não se produza aqui”, detecta. Por isso, na visão de Leão, justificava-se a ausência de investimentos em educação tecnológica e formação de profissionais.

O enfoque dado ao ensino técnico por Paulo Renato também é alvo de críticas do deputado federal Carlos Abicalil (PT-MT), membro da comissão de educação e cultura da câmara dos Deputados. “Hoje temos uma situação de contradição. Nós temos a economia em expansão, com franca oferta de empregos e até na construção civil o diagnóstico é de que não há mão de obra qualificada. Sem falar na indústria de ponta...”, destaca o parlamentar.

Abicalil condenou o fato de o ensino técnico de qualidade, que fazia parte do antigo segundo grau, ter sido substituído pelos "cursinhos de qualificação de 40 horas". Essa modalidade resultou, segundo o parlamentar, em baixa capacidade de melhorar a qualidade de vida e a renda das famílias. "(Esses cursos) foram aplicados aos milhões”, critica.

Além da “curtíssima duração”, os cursos de qualificação oferecidos pelo governo Fernando Henrique pecaram por não elevar a escolaridade e habilitar apenas para ocupações temporárias, acusa Abicalil. “O próprio Serra comete o ato falho de dizer que os cursos técnicos têm duração de um ano, um ano e meio, quando na verdade, os técnicos são de três a quatro anos”, aponta o parlamentar sobre as propostas do candidato do PSDB à Presidência da República.

O parlamentar também aponta incoerências na proposta de Serra de criar o Protec, uma espécie de Universidade para Todos (ProUni) do ensino técnico. "Serra não explica que o Protec não é oferta de curso. é oferta de bolsa. É a multiplicação desses cursinhos breves, temporários para ocupações precárias", condena.

Os cursos técnicos antes das alterações implantadas por Paulo Renato eram referência de qualidade, analisa o professor Camargo, da USP. “Sempre foi referência de qualidade, inclusive para entrar no vestibular. Alunos saíam e entravam direto em cursos concorridos”, destaca.

Segundo o pesquisador, em 2004, o decreto 5.154, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva recompôs o ensino técnico, voltando a reuni-lo ao ensino médio. A legislação permite tanto que se curse de forma separada, como de forma conjunta. “Lei do Lula recoloca a questão do ensino médio e do ensino técnico juntos”, explica Camargo. Em 2005, o Projeto de Lei Complementar nº 70, alterou a lei nº 9.649/1998, e permitiu à União criar escolas técnicas e agrotécnicas federais e unidades descentralizadas.

Ensino superior

A principal recordação do pesquisador da USP, Rubens Camargo, sobre a política do governo FHC para o ensino superior é de recursos escassos, falta de professores e longas greves. Ele foi professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) de 1993 a 1998. "As recordações são muito ruins", declara. "Deixou muito tempo sem recolocar professores. Os recursos eram escassos e às vezes só chegavam no final do ano, a ponto de não poder utilizar e serem devolvidos para o Tesouro (Nacional)", diz o especialista.

Para Leão, presidente da CNTE, a gestão de Paulo Renato no MEC privilegiou o viés das escolas particulares e investiu pouco nas universidades públicas, que estavam sucateadas. "É a política do quem puder mais chora menos", define.

O deputado federal Carlos Abicalil cita que na época houve "a explosão das instituições privadas" no ensino superior, em oposição à qualificação das instituições públicas. "Ele incentivou indiretamente o ensino privado no país, à medida que restringiu a ação pública e ofereceu meio de expansão da oferta privada, sem contrapartida que hoje tem do ProUni", analisa o parlamentar.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/educacao/politica-educacional-de-paulo-renato-no-mec-paralisou-ensino-tecnico-no-brasil-dizem-analistas

A semana em que as elites perderam a noção; o vale-tudo na velha mídia

29.10.10

por Antonio Martins, no site Outras Palavras

Como a velha mídia manipulou imagens e fatos, para tentar forçar a vitória de Serra. O papel da blogosfera na desmontagem da farsa e a necessidade de uma democratização radical das comunicações

(Este artigo é a primeira parte do Dossiê Globogate: veja ao final links para outros textos)

A esta altura, restam muito poucas dúvidas: tudo indica que também o vídeo da suposta “segunda agressão” a José Serra no bairro carioca de Campo Grande (20/10) foi manipulado pela Rede Globo. Denunciada mundialmente no Twitter, na sexta-feira (22/10), após a aparição de análises que demonstram fusão falsificadora de imagens, a emissora não procurou se defender, nas edições seguintes do Jornal Nacional. Sua redação paulista fora palco, na véspera, de uma cena insólita. Os próprios jornalistas vaiaram a “edição” das cenas em que o candidato do PSDB é atingido por um rolo de fita adesiva, materializado do nada. (leia relato de Rodrigo Vianna). Na madrugada posterior às denúncias de fraude (23h09 de 22/10), o site da Globo exibiu discretamente uma nota do “perito” “Ricardo Molina. Redigido depois que os sinais de fusão fraudulenta de imagens tornaram-se evidentes, o texto procura, em essência isentar a emissora em investigações futuras sobre falsificação. Molina alega que analisou material “encontrado na internet” (veja análise de CDM, no Blog do Nassif).

À medida em que a primeira certeza se consolida, começa a se desenhar uma segunda. A provável manipulação de imagens não foi um fato isolado. Ela articula-se com outro assunto que dominou o noticiário da velha mídia esta semana. Vazaram os depoimentos que o jornalista Amaury Ribeiro prestou à Polícia Federal, no inquérito sobre a quebra dos sigilos fiscais de Verônica Serra e outros expoentes do PSDB. O processo corre em sigilo de justiça. Porém, por serem parte envolvida, os advogados de Eduardo Jorge Caldas, ex-tesoureiro de campanha do partido, pediram, através de liminar, acesso às peças. São a fonte óbvia da inacreditável sequência de matérias publicadas, também a partir de 22/10, pela Folha de S.Paulo e Jornal Nacional.

Aqui, já não se trata, como se verá no terceiro texto desta série, de manipulação de imagens – mas de substituição explícita do jornalismo pelo panfleto partidário. Tendo acesso exclusivo ao depoimento de Amary Ribeiro, a Folha e o JN esconderam de seus leitores uma série assombrosa de informações ou pistas de grande relevância. Preferiram destacar em manchete, durante quatro dias, uma penca de ninharias, pinçadas com claro intuito de servir à campanha de José Serra. A tentativa foi reforçada pela edição de Veja que circula este fim-de-semana.

Iniciado na quarta-feira – poucas horas, portanto, depois de o candidato tucano comparecer à Globo para uma entrevista ao vivo no Jornal Nacional – o movimento inclui sinais de ataque flagrante ao direito à informação, praticado por empresas que se beneficiam de concessão e pesados subsídios públicos. Foi, provavelmente, concebido para desencadear, a onze dias do pleito, a última tentativa de vitória do candidato conservador, numa disputa em que está em jogo, também, o destino das reservas do Pré-Sal.

A força da velha mídia chocou-se, porém, com a rebeldia da internet. Entre quarta e sexta-feira, as manipulações imagéticas e factuais foram desfeitas por uma rede – auto-organizada e informal, porém muito potente – de busca e difusão da verdade. Personagens quase-anônimos desmontaram, com inteligência e conhecimento, as tentativas da Globo de fabricar a “agressão” a Serra. Jornalistas como Luís Nassif demonstraram o caráter partidista das “reportagens” da Folha. Graças ao Twitter e ao Facebook, cada nova descoberta era retransmitida instantaneamente por milhares de pessoas, o que estimulava novas investigações.

No momento em que este texto é concluído, a batalha não está decidida. O contra-ataque da blogosfera – reforçado por uma fala corajosa, de Lula, denunciando a farsa pró-Serra (na quinta-feira, 21/10) – amedrontou temporariamente a Rede Globo, a Folha e a própria campanha do PSDB. Desde sexta à noite, quando difundiram-se os vídeos que desmentiam o Jornal Nacional, a investida refluiu. O recuo, a esta altura, pode ter sido fatal para as Serra. Após as eleições será indispensável investigar o episódio da semana passada. A depender da mobilização social, ele poderá ser conhecido, no futuro, como o GloboGate. Ou o momento em que o setor mais conservador das elites brasileiras abusou descontroladamente do controle que exerce sobre a mídia, a ponto de provocar, como resposta, um amplo movimento pela democratização das comunicações.


Este texto é a primeira parte do
Dossiê GloboGate. Na mesma série:

2. A batalha de Campo Grande
Produzir um incidente grave, e atribuí-lo ao adversário, é uma das formas de virar uma eleição quase perdida. Serra e a Globo parecem ter tentado esta estratégia, em 20 de outubro. Foram derrotados por milhões de internautas – e pelo Twitter

3. Como tutelar o seu leitor
Num caso exemplar de partadarismo, Folha e Jornal Nacional triaram as denúncias relacionadas à quebra de sigilos fiscais.
Alardearam o que interessava a Serra e esconderam o que o comprometia

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Fonte:http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/a-semana-em-que-as-elites-perderam-a-nocao-o-vale-tudo-na-velha-midia.html?utm_content=sociable-wordpress&utm_medium=awe.sm-twitter&utm_source=direct-awe.sm

SERRA 2010: UM NECROLÓGIO ANTECIPADO

terça-feira, 26 de outubro de 2010
por

O tedioso debate eleitoral da rede Record foi apenas mais um prego no caixão das aspirações presidenciais de José Serra.

Lutando por pequenas vantagens que não seriam suficientes para alterar o quadro cada dia mais consolidado -- como a tentativa de demonstrar que não é o único privatizador, com insistência tão exagerada que irritou o mais paciente dos telespectadores --, ele só conseguiu mostrar-se de novo impotente para sobrepujar nitidamente sua adversária.

Ora, sabe-se desde o início da campanha que, sem a nocautear, Serra jamais contrabalançaria a enorme popularidade do patrono de Dilma Rousseff.

Vitória apertada por pontos, o máximo que se pode atribuir-lhe, nunca bastou. São necessárias razões fortíssimas para o eleitorado trocar o certo pelo duvidoso. Em dúvida, pro continuidade...

Então, a penúltima refrega só fez aumentar a saturação de quem a acompanhou e nada forneceu de bombástico que possa ser utilizado no horário eleitoral.

Bem vistas as coisas, Dilma foi até mais eficiente em encurralar o antagonista, nos quesitos geração de empregos (alguém deveria, contudo, dar-lhe o toque de que o Governo Lula, ao criar o TRIPLO de postos de trabalho do Governo FHC, produziu DUAS VEZES MAIS empregos, e não três...) e promessa quebrada (de cumprir até o último dia seu mandato de prefeito).

Serra ainda ensaiou tímidas refutações no primeiro tópico e fugiu do segundo assunto como o diabo da cruz.

Só que, com isto, deixou uma considerável nódoa em sua biografia. Cansa de afirmar que sua trajetória fala por si, mas nada tem a declarar sobre o fato de ter assumido publicamente um compromisso solene e não o haver honrado, colocando as conveniências políticas acima da palavra empenhada.

Como eu também estou saturado, tomarei emprestado do colunista Fernando de Barros e Silva o necrológio da candidatura de Serra, que pode ser feito com cinco dias de antecedência, sem risco nenhum de erro, porque a fatura já está liquidada:
"Este (...) segundo turno (...) já acabou. Por exaustão. Por carência de ideias. Por excesso de chatice. Pelas falsas polêmicas...

"Acabou, antes de mais nada, porque Dilma Rousseff deve ser eleita no domingo, a não ser que José Serra produza em cinco dias o milagre que não foi capaz de fazer desde que se lançou, em abril.

"Tem-se, hoje, a impressão de que o tucano não encontrou o tom da campanha e esgotou suas armas. Quais foram elas? Um capacete na cabeça e um crucifixo na mão.

"A insistência no tema do aborto, com o trololó religioso que durou semanas, e a valorização estridente da agressão de que foi vítima no Rio são sintomas de um candidato sem foco, desesperadamente em busca de algo em que se agarrar.

"Só isso explica, também, o acesso populista do tucano austero, que promete elevar o salário mínimo a R$ 600, aumentar em 10% o valor da aposentadoria e pagar 13º para os beneficiários do Bolsa Família. Serra quis parecer o Lula do Lula.

"Mobilizando a agenda conservadora ou mimetizando a pauta petista, o tucano apostou sempre e tão somente em si mesmo, na sua capacidade de fazer, mandar, decidir.

"Pode soar estranho, porque se trata de um personagem doente de tão racional, mas Serra é um candidato com forte traço messiânico.

"Mas o que ou quem ele quer salvar? Os pobres? A democracia? Os valores da família? A nossa fé? Apesar de ser mais aparelhado do que sua adversária, o tucano se desvirtuou no processo eleitoral, sem, no entanto, conseguir romper o encanto do lulismo nem propor uma discussão séria do país, que fosse além da sua obsessão pessoal".

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Fonte:http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2010/10/serra-2010-um-necrologio-antecipado.html

País tem mais de 2 milhões de servidores públicos

28/10/2010 10:14 - Portal Brasil

O Brasil tem 2.039.499 servidores públicos federais. Quase metade tem nível superior. No Poder Executivo, 46,5% têm diploma de graduação, 2,6% fizeram alguma especialização, 4,9% têm mestrado e 8,4% concluíram o doutorado.

De acordo com o último boletim estatístico de pessoal do Ministério do Planejamento, de junho deste ano, 28,7% têm segundo grau, 4,7% têm apenas primeiro grau e 3,3% não terminaram nem o primeiro grau.

Os homens são maioria no serviço público. No Executivo, 54,5% dos servidores são do sexo masculino e 45,5% são mulheres. A idade média dos servidores ativos é de 46 anos.

O Poder Executivo é o que mais emprega, com 1.872.802 servidores trabalhando em todos os órgãos da administração pública direta, autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e Banco Central, além dos militares. O Judiciário tem 130.989 servidores públicos e o Legislativo, 35.708. O Ministério Público da União (MPU), que não é ligado a nenhum dos Três Poderes, conta com 10.487 servidores.

Segundo os dados do Ministério do Planejamento, a União gastou R$ 173,6 bilhões com os salários dos servidores de julho de 2009 a junho de 2010. Desse total, em torno de 75,8% foram gastos pelo Executivo, que conta com 91,8% dos servidores públicos. O Judiciário, que abriga 6,4% do funcionalismo, gastou aproximadamente 15% dos recursos que a União usa para pagar salários. O Legislativo foi responsável por 3,5% da despesa, apesar de ter 1,7% do total de servidores. O MPU, que tem aproximadamente 0,5% dos servidores públicos, usou 1,6% dos recursos gastos com salários nesse período.

Considerando a média de salários de julho de 2009 a junho de 2010, 14,4% dos servidores públicos receberam pagamentos acima de R$ 8,5 mil e 1,2% ganhou menos de R$ 822,99 por mês. Em torno de 1,1% dos servidores recebeu entre R$ 823 e R$ 1,3 mil por mês. Na faixa que recebeu de R$ 1.301 a R$ 3,5 mil por mês estão 47,1% dos servidores e 36,3% deles ganharam entre R$ 3.501 e R$ 8 mil.
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Fonte:http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2010/10/28/brasil-tem-mais-de-2-milhoes-de-servidores-publicos?utm_source=twitter&utm_medium=estat%C3%ADstica&utm_campaign=pbrasil

Uma eleição para não ser esquecida

28/10/2010
Maria Inês Nassif

O novo presidente será conhecido já no domingo, tão logo contabilizados os votos das urnas eletrônicas. O novo Brasil político, no entanto, descortinou-se durante a campanha, é velho e conservador e merecerá certamente a atenção de especialistas depois do pleito. Os partidos, em especial os de oposição, conseguiram extrair da sociedade os seus mais primitivos preconceitos, por meio de uma agenda conservadora e religiosa.

Qualquer que seja o resultado da eleição - e até esse momento não existem divergências entre as pesquisas dos institutos sobre o favoritismo da candidata Dilma Rousseff (PT) - o eleito terá de lidar com uma agenda de políticas públicas da qual foram eliminadas importantes conquistas para a sociedade como um todo, e na qual o elemento religioso passou a ser um limitador da ação do Estado.
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Fonte:http://www.valoronline.com.br/impresso/politica/100/328869/uma-eleicao-para-nao-ser-esquecida

Alvaro Bianchi: A militante Dilma e os arquivos

28 de outubro de 2010
Por Alvaro Bianchi, na CartaCapital

Como não poderia deixar de ser, o passado da candidata Dilma Rousseff tem atraído especial atenção da mídia. Sua participação em organizações clandestinas de resistência à ditadura, particularmente a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), poderia ser um incentivo para uma reavaliação da história recente do Brasil. Mas essa oportunidade está sendo, mais uma vez, perdida, com o aval da própria candidata, que se recusa a dar declarações sobre o tema.

O Supremo Tribunal Militar esconde fontes inestimáveis para essa reavaliação, dentre elas os originais dos processos nos quais Dilma Rousseff é acusada. Infelizmente, o acesso a eles é extremamente difícil, limitado ou simplesmente proibido pelas autoridades. Por sorte, cópias desses processos integram a coleção Brasil Nunca Mais, seu conteúdo é público e pode ser consultado por pesquisadores e interessados no Arquivo Edgard Leuenroth – Centro de Pesquisa e Documentação Social, sediado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas.

A coleção integra o acervo do Arquivo desde 1984, quando foi doada por Dom Paulo Evaristo Arns, um dos artífices do projeto Brasil Nunca Mais. A pesquisa desses documentos pode esclarecer episódios importantes de nossa história recente, mas pouca coisa acrescentará ao que já se sabe sobre a participação de Dilma Rousseff na resistência à ditadura. Os processos relatam que ela foi presa no dia 16 de janeiro de 1970 na rua Augusta, em São Paulo, em plena luz do dia. Os autos não registram que portasse arma ou tivesse oferecido resistência. Investigações realizadas na casa onde morava também não encontraram armas, somente alguns folhetos e um livreto de Stalin intitulado Estratégia e Tática. Apenas má literatura política.

No inquérito policial de 30 de janeiro de 1970, Dilma Vana Rousseff Linhares era chamada de “Joana D’Arc da subversão”, uma “figura feminina de expressão tristemente notável”. Segundo seus acusadores, Dilma “chefiou greves, assessorou assaltos a bancos”, mas não é dito que greves ou que bancos. Ao contrário, a inquisição continuou de modo vago afirmando: “Não há (como) especificar sua ação, pois tudo o que foi feito no setor teve sua atuação direta”.

Para a infelicidade de alguns, entretanto, não há nada nesses processos que vincule diretamente Dilma Rousseff a ações armadas, como sequestros, expropriações ou atentados contra alvos civis e militares, nem mesmo a greves ou manifestações estudantis. Ao contrário. Mesmo seus inquisidores não conseguiram estabelecer esse vínculo, não restando – senão — acusá-la vagamente de “subversão”.

Após sua prisão, Dilma foi levada para a sede da Operação Bandeirantes (Oban), em São Paulo. No dia 26 de fevereiro foi lavrado o Auto de Qualificação e Interrogatório, no qual consta um longo depoimento assinado pela presa. Nesse depoimento, Dilma afirmou ter chefiado o Setor de Operações da VAR-Palmares e, posteriormente, os setores Operário e Estudantil. Citou, também, uma grande quantidade de militantes, fornecendo detalhes sobre a participação destes em reuniões ou ações da organização. Seu nome, com frequência, aparece associado nesse e em outros depoimentos de militantes à administração do dinheiro proveniente do famoso assalto ao cofre que o ex-governador Adhemar de Barros possuía na casa de sua amante Anna Capriglioni.

Mas a veracidade desse relato precisa mesmo assim ser contestada. Em uma apelação judicial, a atual candidata à Presidência desmentiu o depoimento prestado, afirmando que ele teria sido obtido “mediante coação física, moral e psicológica”. Em outro Auto de Qualificação e Interrogatório, a acusada repete que “foi torturada física, psíquica e moralmente; que isto se deu durante vinte e dois dias após o dia 16 de janeiro (quando foi presa)”. Por fim, em novo interrogatório, realizado em 21 de outubro de 1970, Dilma Rousseff afirmou não reconhecer nenhuma das testemunhas de acusação, com a exceção de Maurício Lopes Lima, um dos torturadores.

Apesar da evidente farsa judicial, o nexo entre Dilma Rousseff e as ações armadas da VAR-Palmares não foi estabelecido sequer por seus acusadores. Sua militância política era, entretanto, muito mais intensa do que ela afirmou em seus depoimentos, com o propósito de dificultar a acusação a ela e a seus companheiros. O cruzamento das informações contidas nesses processos com outras fontes dá a entender que Dilma, ao contrário do que afirmou no depoimento de outubro de 1970, havia sido ativa na organização chamada Comando de Libertação Nacional (Colina). Mas também nessa organização, ao que parece, não desempenhou ações armadas.

Ao final do processo no Tribunal Militar, Dilma Rousseff foi condenada a quatro anos de prisão e a dez anos sem direitos políticos. Sobreviveu à ditadura. Diferente foi o caso de muitos de seus companheiros de resistência que sucumbiram na luta, como Eduardo Collen Leite, o Bacuri, executado em dezembro de 1970, no sítio do delegado Sérgio Paranhos Fleury; Iara Iavelberg, morta, segundo depoimentos, após ser torturada no Dops da Bahia, em 1971; e Carlos Lamarca, executado em 1971 no interior da Bahia.

Tortura, assassinato, desaparecimento, sequestro e exílio são palavras aterrorizantes. Para escrever a história deste País é preciso fazer uso delas. Relembrar esses episódios é difícil e angustiante, mas não é possível deixar esse passado definitivamente para trás sem torná-lo uma ameaça presente. Cabe à memória recordar a barbárie para que ela não tenha lugar. Suprimir a memória para não perder votos não é boa coisa. Falsificá-la para ganhá-los também não.

*Alvaro Bianchi é diretor do Arquivo Edgard Leuenroth e professor do Departamento de Ciência Política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/alvaro-bianchi-a-militante-dilma-e-os-arquivos.html

Um tratado de demência dos tucanos

QUINTA-FEIRA, 28 DE OUTUBRO DE 2010
Reproduzo artigo de Leandro Fortes, intitulado "A última cruzada tucana", publicado no blog “Brasília, eu vi”:
Do blog de Altamiro Borges

O conteúdo abaixo caiu na minha caixa de spam, hoje de manhã, enviado por um certo Rodrigo Roni, certamente um dos muitos brucutus de internet a serviço da campanha de José Serra. Normalmente, apago da minha caixa de mensagem de e-mails correntes de quaisquer naturezas, pela óbvia razão de serem escritas e disseminadas por fanáticos religiosos, militantes políticos extremistas e idiotas em geral.

Esta, contudo, embora não fuja à regra, é bastante emblemática sobre o desespero de certa porção da classe média em relação à perspectiva da vitória de Dilma Rousseff e da continuidade dos programas sociais do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se de um panfleto anti-petista por excelência, recheado de preconceitos e ofensas amarguradas, um último apelo à insensatez em nome da preservação dos piores e mais mesquinhos valores dessa parcela da sociedade brasileira que caminha, felizmente, para a extinção.

Para garantir votos ao tucano José Serra, a corrente estabelece uma fórmula baseada, explicitamente, nas relações da Casa Grande com a Senzala. Ensina ao patrão e à dona-de-casa de classe média como convencer empregadas domésticas, porteiros, motoristas, ascensoristas e empregados em geral do perigo que representará a eleição de Dilma.

Reparem que as recomendações são para os empregados de dentistas, advogados, clientes, nunca para os dentistas, advogados e clientes, desde já colocados como pessoas de primeira categoria, portanto, imunes ao discurso patético de persuasão apregoado pelo panfleto. Há, ainda, o risível apelo a ser feito “ao atendente da sauna, da academia, da escola de natação, da escola de inglês das crianças”.

Enfim, um texto altamente representativo do tipo de elite que temos no País, suas razões, seus preconceitos, seus medos e seu instinto de preservação baseado em conceitos primários. Uma elite que acha que pode convencer seus serviçais, a quem trata como escravos, a não votar na continuidade de um projeto político que lhes garantiu, pela primeira vez na vida, emprego formal, crédito, qualidade de vida, auto-estima e representação política real.

No auge do desespero, o autor do texto deixa transparecer seu caráter doentio ao se referir a Dilma como “perereca assassina e terrorista”. É essa gente que se coloca como alternativa a um governo popular que tirou o Brasil do buraco.

Vale a pena ler, portanto, esse tratado da demência de auto denominados “formadores de opinião”:

*****

Como ganhar votos para o Serra

Meus amigos,

Tenho recebido da maioria de vocês, quase que diariamente, emails de indignação contra PT e Dilma.Ficar falando entre nós não leva a nada. E o que a gente precisa fazer é ir atrás dos indecisos, dos que possam até gostar do Lula mas não necessariamente da Dilma, quem sabe ainda dá pra virar essa eleição. Mas eu pergunto – o que realmente estamos fazendo para que o José Serra ganhe esta eleição??? Por que não adianta nós, os denominados “formadores de opinião” ficarmos trocando emails de coisas que já sabemos. Assim, convoco a todos para um pacto que é: convensar com, no mínimo, duas pessoas por dia sobre a eleição presidencial e convencer esta pessoa a votar no Serra. Quem são as pessoas que temos que conversar e convencer:

· a sua assistente doméstica/sua diarista

· seus funcionários

· o guarda da escola das crianças, a tia da escola, a tia da cantina

· o porteiro da sua casa e do seu trabalho

· o manobrista do seu carro, para quem usa estacionamento

· o ascensorista do prédio do seu dentista, do seu advogado, do seu cliente

· o frentista do posto de gasolina

· a caixa do supermercado, da farmácia, do sacolão, …..

· a recepcionista da empresa do seu cliente

· a vendedora da loja de sapato, de roupa, ….

· o garçon do restaurante e do boteco

· o cabeleireiro, a manicure, a fisioterapeuta, a massagista,

· o atendente da sauna, da academia, da escola de natação, da escola de inglês das crianças, etc

Vejam que todos os dias, encontramos no mínimo 10 pessoas diferentes na nossa vida. Daqui até o dia 31 de outubro são somente 12 dias de trabalho, em prol da mudança de grupo político para governar nosso país.

Não queremos ver o PT mais 8 anos no governo se locupletando e explorando a boa fé dos incautos e/ou ignorantes.

Em vez de falar do tempo, vamos falar da eleição. Quando encontrar alguém no elevador, pergunte em quem ele vai votar. E se essa pessoa disser que vai votar no Serra, instigue ele a entrar nessa campanha.

Não envie apenas emails falando do passado da Dilma, que o Lula não estudou, que o governo do PT sabia do mensalão (isso nós já sabemos).

Vamos à luta!!!

Esse é o momento. Faça a sua parte!!! Ninguém vai saber se você fez a sua parte, somente você e Deus.

A hora de trabalhar é agora!!

Esta é uma corrente… do bem.

Funciona assim:

Se você passar este e-mail para pelo menos 10 outras pessoas e estas passarem para outras 10, e assim por diante, ao final de outubro um milagre irá acontecer e beneficiará você e sua família e a todas as famílias que repassaram esta corrente. Já, se você simplesmente ignorar esta corrente, não a repassando, ao final de outubro você será amaldiçoado com o pior de todos os pesadelos: aturar a perereca assassina e terrorista por quatro longos anos de sua vida!!!! Pense bem!!!

Não se esqueça!

Foi a Internet que ganhou o plebiscito do desarmamento.

Portanto, podemos vencer essa eleição também, se nos concentrarmos em um candidato melhor que o Lula. Com ela: pode ficar muito pior.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/um-tratado-de-demencia-dos-tucanos.html

Indecisos são apenas 4%, e Dilma mantém 12 pontos de dianteira, diz Datafolha

29/10/2010
FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

Pesquisa Datafolha realizada ontem voltou a indicar estabilidade no quadro da corrida presidencial, com Dilma Rousseff (PT) mantendo liderança de 12 pontos sobre José Serra (PSDB).

A diferença agora é que o percentual de indecisos caiu de 8% para 4% em dois dias. Essa redução nesse grupo de eleitores indica que há cada vez menos espaço para mudanças na tendência de favoritismo da candidata do PT.

O levantamento do Datafolha, encomendado pela Folha, foi realizado ontem em 256 cidades e com 4.205 entrevistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Quando se consideram os votos válidos, Dilma manteve os mesmos 56% que obteve nos levantamentos de terça-feira (dia 26) e quinta-feira (dia 21). Serra também ficou com seus 44% registrados nas últimas duas sondagens.
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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/poder/822059-indecisos-sao-apenas-4-e-dilma-mantem-12-pontos-de-dianteira-diz-datafolha.shtml

Site do PSDB prega golpe de estado contra o futuro governo de Dilma,através de vídeo futurista e mentiroso!

28.10.10
"A mente doentia de José Serra!"

Do Estadão.com

Rodrigo Alvares

Um blog da campanha do tucano José Serra publicou anteontem um vídeo intitulado “2012: O fim está próximo”, no qual é “mostrado” o futuro do Brasil já com Dilma Rousseff (PT) na Presidência. “Se a Dilma se eleger, olhe o futuro que nos espera”. Chamado Vou de Serra 45, o blog estava hospedado na página oficial do candidato do PSDB e usa imagens da propaganda petista no horário eleitoral.

Menos de uma hora depois de o Radar Político publicar a ligação do blog Vou de Serra 45 com o site oficial da campanha de José Serra, a equipe digital da coligação [O Brasil Pode Mais, de José Serra] apagou da aba “Redes de Serra” tanto o link como o ícone do blog conforme reproduzidos na imagem acima.

[...]

Abaixo, o vídeo em questão.

***
Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/10/a-mente-doentia-de-jose-serra/

OBS: Comentários extraídos do mesmo blog sobre a matéria acima:



patricia ·

Só uma mente muito DOENTIA PODERIA Ter criado um loucura, uma insanidade dessa. Isso é vergonhoso, senti asco pelo PSDB E CORRELATOS por apoiarem uma coisa tão estapafúrdia!!!
Só reforço o desejo e a certeza de voltar em Dilma, a primeira presidente do Brasil!!!

Pedro Barros

É de arrepiar a ideia de que quem produziu esse vídeo seja um brasileiro. Isso se chama terrorismo e merece prisão esse cidadão. A cada dia que passa, mais me enche de ódio a figura desse serra (em minúscula mesmo), um ser escroto e podre que nada traz para nosso país. Como diria Ciro Gomes, "José Serra é garantia de baixaria na eleição"

Roberto Seixas ·

Uma coisa eu aprendi nessas eleições, que a direita é raivosa e cheia de ódio, sua propaganda não foi orientada a programas e propostas de governo, mas sim na desinformação e propagação do medo e do ódio. Esse tipo de comportamento parece um padrão mundial da direita, pois vimos esse mesmo tipo de campanha em outros lugares do mundo, como nos EUA, França, ...
As palavras do Gilmar Mendes, representante inegável dos grupos oligárquicos que historicamente sempre mandaram no Brasil, mas que agora estão perdendo poder, no julgamento de ontem - "Jader Barbalho x MPF", demonstram muito bem esse fato, quando ele disse que "nem o povo nem o congresso são soberanos", e que movimentos sociais representam atos fascistas, só faltou dizer que o Estado Brasileiro também não é soberano (o que vários deles acham). Acho que ele não sabe que vive num sistema democrático, onde : "o governo é do povo, pelo povo e para o povo".
Mesmo quando não gostamos, a vontade da maioria do povo é a que prevalece, e deve prevalecer, pois senão não seriamos uma democracia.
PS : Acho que se eles pautassem suas campanhas na informação e orientadas a programas e propostas de governo, sem as baixarias e sujeiras feitas por debaixo dos panos na internet, teriam resultados melhores.
De um cidadão e eleitor brasileiro,
Roberto Seixas.

LuizZ

Esse vídeo foi claramente produzido com o apoio da campanha do Serra. O PT e os movimentos sociais não podem deixar essa baixaria barata. É preciso acionar o ministério público para processar as pessoas que estão articulando essa baixaria

ruyacquaviva

As cenas de conflitos nas ruas e da polícia batendo em manifestantes são da época do FHC, com Serra como ministro.
Até para fazer um vídeo mentiroso, mostrando os piores momentos do Brasil, pegaram cenas da época deles, pois FHC e Serra foram as maiores desgraças que já surgiram neste País.

Carlos Henrique

E depois outros ranços, que constituem o insconsciente coletivo-cultural de outro setor social destinado à paranóia reacionária(a classe média, ao menos parte dela). Portanto, essa porcaria é um epíteto à involução política do país, além de ser um crime, e punir os responsáveis por essa tentativa de construção de histeria social é, além de um exercício de Justiça, um exercício de cidadania e uma forma de construção de futuro.
Esse lixo precisa, primeiro ser guardado para reapresentá-lo, tanto durante o mandato de Dilma, preferencialmente a cada êxito fantástico que ela obtiver; quanto no futuro, nas eleições de 2014, para que os brasileiros saibam exatamente quem são José Serra, que provavelmente não será mais o candidato da direita, e todos os que o apôiaram, incluindo Aécio Neves. Em segundo lugar, deve ser utilizado agora, para o envio de duas Representações; uma Eleitoral e outra Criminal; a serem assinadas pela Sociedade Civil organizada e pelo povo brasileiro. Isso é terrorismo! Terrorismo informativo, destinado ao objetivo comum a todo ato terrorista, gerar pânico coletivo; e os responsáveis pelo vídeo, juntamente com os que ajudaram em sua divulgação(José Serra e seu grupo político)precisam responder criminalmente pelo fato. Eu não estou jogando conversa fora! Isso precisa ser feito, agora ou depois das eleições, para que não se repita neste país! O vídeo explora os ranços mais reacionários da sociedade brasileira, a começar por seu Estado, sempre fadado a acreditar-se "esquisofrenicamente" diferente.

renato arthur ·

O vídeo é o alterego do PSDB e denota o seu componente facista. O caso é de internação imediarta e tratamento com renomados psiquiatras. Vale a pena guardar essas "reliquias" como documento para história, mostrando aos estudantes como era o pensamento da oligarquia no inicio do sec 21, e porque o Lula modificou o país.
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Três dias de fúria midiática – caindo a ficha

28 de outubro de 2010
Por Eduardo Guimarães

Faltando 3 dias para o Brasil ir às urnas dizer o que decidiu depois de meses a fio de troca de acusações, de denúncias de corrupção, de boataria difamatória, de julgamentos morais sumários, de imposição de dogmas religiosos a não convertidos, vai surgindo uma sensação de que a fúria midiática pode estar se perguntando se vale mesmo a pena disparar a última bala de prata contra Dilma Rousseff.

Como se viu durante a campanha, as denúncias tardam dias a fio para surtir efeito apreciável nas pesquisas e, assim mesmo, têm efeito limitado, ainda que seja possível potencializá-lo porque é preciso convencer parte mais modesta do eleitorado. Todavia, a parte desse eleitorado que poderia desequilibrar o jogo por estar sujeita a mudar de opinião é também a parte que menos se informa, o que lhe explica a hesitação a esta altura do campeonato.

O quadro em que uma bala de prata – uma denúncia de última hora que não possa ser respondida a tempo pelo acusado – poderia inverter o rumo dos quase vinte milhões de votos de vantagem que as pesquisas dão a Dilma na situação que lhe é mais favorável teria que ser o quadro de uma disputa apertada, o que ao menos as pesquisas negam que esteja acontecendo.

Além desse fato, um outro, recente, mostra que a maioria absoluta dos brasileiros não está dando crédito não só a Serra, mas à mídia que tanto trabalhou por ele durante a campanha eleitoral deste ano.

Note-se que o tucano perdeu terreno considerável nas pesquisas justamente após o factóide da bolinha de papel atirada na própria careca em comício no Rio de Janeiro e de uma sua encenação que se tornou presumível com as imagens do SBT e da Record, as únicas emissoras que foram capazes de veicular imagens taxativas quanto ao que atingiu o candidato.

E Serra não perdeu credibilidade sozinho, nesse episódio. A Globo também perdeu ao ter veiculado um vídeo duvidoso que referendaria a versão dele sobre os fatos. As milhões de intenções de voto que se definiram em favor de Dilma em tão pouco tempo insinuam que toda essa gente tampouco acreditou na Globo.

Mas quem não acreditou na Globo, o que ficou pensando dela depois do episódio? Não terá formado a convicção de que a emissora carioca está tentando impor uma escolha eleitoral aos brasileiros? Essa pessoa estará disposta a comprar nova acusação midiática a Dilma sem que exista tempo para avaliar melhor o caso?

Quantos seriam capazes de entender, no caso de a fúria midiática disparar mesmo uma bala de prata, que, se votarem em Serra com base na denúncia e ela não se comprovar, ao fim não haverá como voltar atrás, mas que, se Dilma for eleita e a denúncia for comprovada, sempre se poderá tirá-la do cargo?

Esse é o ponto. O disparo da derradeira bala de prata desta eleição pode sair pela culatra, sobretudo se Dilma vencer. A fúria midiática terá dado em Serra um legítimo abraço de afogado. Juntos lutaram e juntos dividiriam a derrota.

Para a mídia seria desastroso. Pouco se diz que um dos fatores que movem a fúria midiática é o de querer exibir poder de eleger ou de derrubar políticos, de criar crises, enfim, de chantagear a classe política para arrancar dela concessões aos seus interesses particulares de empresários da comunicação e membros da elite branca concentradora de renda.

Pode, portanto, estar caindo a ficha da mídia de que não vale a pena apostar tanto em um “cavalo” manco como Serra, quem, apesar de toda a ajuda da fúria midiática e até da Justiça Eleitoral, tem se mostrado pouco competitivo contra uma tecnocrata que jamais disputara uma eleição na vida.

Pode haver uma surpresa? Pode, claro. As pesquisas não foram tão precisas ao fim do primeiro turno.

Só que a vantagem de Dilma, na pior das hipóteses, é hoje de doze pontos percentuais. Ela teve 47% em 3 de outubro e as pesquisas diziam que teria algo perto de 50%; Serra teve 32% e as pesquisas diziam que teria cerca de 30% – três pontos pra lá, dois pra cá. Ora, para Serra vencer agora o erro teria que ser de no mínimo uns 7 pontos percentuais.

A mídia está fazendo esta reflexão? Há indícios de que está.

Pode ser que matérias inéditas contra Serra como a que a Folha de São Paulo divulgou nesta semana envolvendo o metrô paulistano sejam do mesmo tipo da que o mesmo jornal divulgou no fim do ano passado para poder fazer aquela imundice do “menino do MEP” contra Lula – o jornal, depois de 18 anos, divulgou o filho ilegítimo de FHC com uma jornalista da Globo.

Mas a matéria contra Serra na Folha também pode ser produto desta reflexão que propus. A fúria midiática pode estar tentando, em uma semana, desfazer o vínculo estreito que estabeleceu com ele durante a década que se encerra. Não dá para dizer que seria possível romper laços tão estreitos em tão pouco tempo, mas o Day After não seria tão desastroso.

Enfim, como não cabe à sociedade tal reflexão, mas aos mesmos Marinhos, Frias, Civitas e Mesquitas e seus impérios enfurecidos, só nos resta assistir de camarote à decisão que irão tomar sobre como pretendem amanhecer no dia 1º de novembro próximo – se serão considerados vencedores ou perdedores de acordo com o resultado da eleição ou se amanhecerão do mesmo jeito seja qual for esse resultado.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2010/10/tres-dias-de-furia-midiatica-%E2%80%93-caindo-a-ficha/

Corrupção abafada no governo Serra vem à tona

29.10.10

Reportagem da TV Record abriu o tampão da corrupção abafada no governo de José Serra, em São Paulo.

A Justiça deu um prazo de 48 horas para que o Metrô pare de esconder e apresente os envelopes lacrados das ocorrências da linha Lilás, suspeita de fraude.

A obra foi suspensa e está sob investigação pelo Ministério Público paulista.

No ano passado Jorge Fagali Neto teve uma conta de US$ 10 milhões bloqueadas na justiça por propinas de contratos com o Metrô com a ALSTOM. O irmão dele (José Jorge Fagali) é o atual presidente do Metrô desde a gestão Serra, e misteriosamente José Serra não o afastou do cargo.

A Operação Castelo de Areia da Polícia Federal identificou um esquema de pagamento de propinas de empreiteiras nas linhas verde e na amarela. Também encontrou indíciou de propina à membros da Polícia Civel e Ministério Público para arquivar o processo do desabamento, conhecido como cratera do Metrô, com morte de 7 pessoas. Até hoje ninguém foi punido.

Também estava abafado no governo Serra a corrupção no Rodoanel. Só depois que Serra deixou o governo, que escândalo com Paulo Preto veio à tona.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/10/corrupcao-abafada-no-governo-serra-vem.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blogspot/Eemp+(Os+Amigos+do+Presidente+Lula)&utm_content=Twitter

Lula e Dilma despacharam o neoliberalismo do Brasil

29.10.10
Decididamente, Dilma!
Por Enéas de Souza*

No meu modo de ver, a superioridade de Dilma sobre Serra é notória e vertiginosa. A primeira razão – razão substancial – é que ela tem, fazendo parte do governo Lula, uma visão e uma proposta de Brasil mais ampla e mais brasileira do que Serra. Seu papel como ministra da Casa Civil foi essencial para o sucesso do atual do governo.

Em que ponto? Em verdade, ela foi uma espécie de Super-Ministro do Planejamento. Logo de saída, deu ordenação e coerência nas obras dos diversos ministérios. Deu unidade e tornou denso o trabalho do governo. Pois, antes de Dilma, as pernas estavam para um lado, os braços para outro, a cabeça jogada lá diante, e os calcanhares e os pés andavam sozinhos pela Esplanada dos Ministérios. Tudo existindo, mas, todas as partes dispersas.

Uma espécie de diáspora do governo Lula. Dilma fez como os mágicos: agregou um cenário ao conjunto e reuniu tudo num corpo só. E surgiu daí a envergadura do governo Lula. Era o que o político Lula precisava. Tinha que vir alguém que soubesse organizar as peças do governo numa cara de governo. Precisava de um ministro que planejasse e coordenasse as ações para que Lula se tornasse o estadista. E ele o foi. E é.


Assim, no final do Lula I, a população já tinha se dado conta que todo um projeto estava organizado: aumento de salário mínimo consistente, Bolsa Família, crédito consignado, ProUni. E Dilma, vindo do Ministério de Minas e Energia acrescentou o que faltava: Luz para Todos. Isto depois da secura e dos apagões dos anos neoliberais de FHC e Serra, onde grassava a hemorragia da privatização, a volúpia desastrosa da dívida, o crescimento ralo do PIB (média de 2,2%), o crescente desemprego, o empréstimo “fraternal” Clinton-FMI, a decadência da infra-estrutura, etc. Ruth Cardoso é quem forçava os programas sociais que estavam soltos dentro do governo de FHC (Não nos esqueçamos das palavras caniculares e afrontosas de Sérgio Motta sobre “Comunidade Solidária” da Dona Ruth: “Essa masturbação sociológica me irrita porque não chega a nenhum resultado”. 1995. Que diria em 2010 do sociológico sucesso total do governo Lula?).

O Luz para Todos. Se pensarmos bem foi um dos grandes projetos de Dilma. Pense o leitor e imagine. Na época, discutia com um amigo e lhe disse: “Ah, você acha que esse é um programa banal, é? Faça o seguinte, você que é classe média: apague as luzes da sua casa e fique uns 15 dias sem luz. Pense como será o seu dia; pense, sobretudo, como será a sua noite. Você está na Idade Média. São 15 milhões de pessoas que viajaram 500/600 anos”. E não deu outra. Lula apesar dos grandes ataques do Mensalão, conseguiu uma vitória espetacular naquela eleição de 2006. Dilma botou a sua parcela de votos na cesta eleitoral de Lula. Só isso já seria bastante para consagrá-la: dar coerência ao governo e apoiar a população a ter um melhor padrão de vida.

Mas, o grande lance veio a 22 de janeiro de 2007, logo depois da vitória de Lula, no Lula II, o lançamento do PAC. Fiquei tão entusiasmado que escrevi imediatamente um artigo: “DA ESTRATÉGIA DO INVESTIMENTO NASCEM AS NAÇÕES”, datado de 29 de janeiro de 2007 e publicado em Indicadores Econômicos FEE, vol. 34, nº 4, março de 2007.

Mas, qual o motivo do entusiasmo? Era como dizemos, nós os gaúchos: “o tal de PAC”. E o PAC, disse Serra, “era uma lista de obras”. Não sejamos tão apressados na conclusão, vamos pensar um pouco. Sim, o PAC tinha uma lista de obras, alguns projetos com dificuldades para sair do papel, inclusive, vimos depois, por briga entre empresas. Mas, isso é ver pouco, é ficar com o olho grudado no chão.

Vamos fazer um contraste, a diferença entre o projeto econômico de Lula e o de Fernando Henrique. O governo de FHC tinha sustentado um modelo financeiro de acumulação. A jogatina das finanças dava um falso ar de festa. FHC e Serra continuaram a crise produtiva de 1982 e terminaram o século e entraram no século XXI sem investimento. Tudo se pautava pela multiplicação dos pães miraculosos dos títulos financeiros públicos e privados. Na verdade, não eram pães, era papel que rendia dinheiro e não dava emprego.

Eles construíram um Estado que chamei, em outros textos, de Estado Financeiro, onde o núcleo da sua estratégia se pautava numa política econômica peculiar, uma “política econômica reduzida”. Só se pensava em moeda, câmbio, taxa de juros e contas públicas. Não havia política industrial, política agrícola, política agrária, política tecnológica, política de rendas, etc. Tudo ficava para o mercado. O Estado só se preocupava com a acumulação financeira. E houve um abandono melancólico e desesperado, dostoievskiano, do investimento. Deu-se um investimento raquítico e tudo ia para o circuito financeiro. E é nesse ponto que surge o PAC, para quebrar o cassino brasileiro.

Não fiquemos na idiotice empírica, a lista de obras. O grande do PAC foi o gesto simbólico, imponente, maior, um gesto estratégico. Um toque de reunir dos empresários com uma forte declaração do governo: O FUNDAMENTAL DE UM PAÍS É O INVESTIMENTO.

O velho Keynes veio do Além e conversou com a Dilma, o Lorde sabia das coisas: “Dilma, joga as tuas fichas no investimento”. Vejam caros leitores, não tinha havido ainda a crise financeira americana e mundial. O Lehman Brothers não tinha falido. O Lorde sabia por que nos anos trinta ele tinha escrito e batalhado por isso, pelo investimento. A especulação financeira estava matando o Brasil. E o que fez Dilma? Fez mais que um programa, fez um ato político da maior transcendência. No meio do neoliberalismo, com o barco das aplicações financeiras velejando a todo vapor para o boom, que vai desabar logo em seguida, ela ousa. E Lula? A apóia vigorosamente. E o investimento viaja mar afora, o mar que vai, mais tarde, nos levar ao Pré-Sal. Fernando Pessoa falava do mar português; com a Petrobrás o mar pode ser brasileiro. E então vamos para o investimento.

Mas, este ato político de Dilma trouxe mais duas coisas decisivas – e fundamentais. Ela estava dizendo de forma magistral que havia uma inspiração no pensamento econômico brasileiro na hora e a vez do PAC. Veio na herança de Celso Furtado, de Ignácio Rangel, de Maria da Conceição Tavares, E de todos outros economistas nacionais que são “desenvolvimentistas”. Qual o ensinamento? É preciso recuperar o ESTADO, é preciso recuperar a nossa capacidade de PLANEJAMENTO.

Que coisa bendita, poder ser herdeira de uma grande corrente, da corrente que veio construindo e lutando pelo Brasil, desde os anos 30. Mas, o PAC não passou apenas esta mensagem. Tinha mais coisa. Para muitos, foi um capricho de Lula pôr Dilma como candidata a presidente da República. Nada disso, descrentes brasileiros. Não, Lula, viu tudo; viu tudo porque também se beneficiou deste vigor de pensamento de Dilma. Um ESTADO para ser forte tem que ter instrumentos para realizar o seu projeto e sua estratégia. E aí que o PAC mostrou a arma engatilhada desde sempre.

O PAC trouxe para o núcleo estratégico do governo a filha pródiga, a filha dileta, a filha por quem a nação tinha lutado. A Petrobrás. A campanha “O Petróleo é nosso” é uma memória histórica tão forte, tão contundente, tão brasileira, tão nossa, que impediu que FHC e Serra vendessem a Petrobrás. E o gesto de Dilma na época do Programa de Aceleração do Crescimento, pouca gente entendeu. Ora, para quê trazer, para dentro do PAC, a Petrobrás que já tinha um programa avantajado de investimentos?

A miopia neoliberal não permitiu às pessoas enxergarem que o PAC era um fabuloso gesto simbólico e político, do qual falamos antes, e que trazia para o centro estratégico do governo um verdadeiro núcleo de acumulação. E quando veio a descoberta do Pré-Sal, a cabeça oca de muita gente “explodiu de lucidez”, como dizia meu colega Galeno da UNICAMP.

Perceberam que o Pré-Sal iria encadear um conjunto de indústrias, todas investindo adoidado. E, principalmente, dentro de um programa que assegurasse às empresas um conjunto de obras. Uma demanda garantida. Na verdade, o sonho de todo empresário. Basta ouvir o presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli, para ver o gigantismo do projeto, da riqueza que temos pela frente, das possibilidades de aumentar o índice de nacionalização da cadeia produtiva. O mundo do investimento – o futuro – voltou a reabrir-se para o Brasil. E tudo veio da audácia do Governo Lula de ir contra o neoliberalismo, de buscar novamente o investimento e o emprego e desenvolver a riqueza brasileira. E Lula encontrou em Dilma o talento para continuar a sua obra: despachar o neoliberalismo, “bye, bye, forever”. E com esse lance, retomar o baú de riquezas nacional: desenvolvimento com distribuição de renda.

DECIDIDAMENTE, DILMA!

Artigo do economista Enéas de Souza, pesquisador da Fundação de Economia e Estatística, FEE/RS.
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Fonte:http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com/2010/10/lula-e-dilma-despacharam-o.html