domingo, 24 de outubro de 2010

10 coisas que devemos fazer para garantir a derrota do Serra (e a vitória da Dilma)

21 de outubro de 2010
Emir Sader, sociólogo

1. Contar a verdade: dizer o que foi o governo FHC e o que é o governo Lula

2. Contar a verdade: dizer o que foi o papel do Serra no governo FHC e sua passagem como trampolim pela prefeitura e pelo governo do Estado de São Paulo.

3. Contar a verdade: desfazer todas as calúnias e mentiras que a campanha do Serra espalha sobre a Dilma.

4. Contar a verdade sobre quem é a coligação que está com Serra e que gostaria de assaltar de novo o Estado brasileiro.

5. Contar a verdade: dizer o que foram as privatizações – maior escândalo da história brasileira, em que o BNDES saneava, com dinheiro público, empresas estatais e depois vendia, a preço de banana, com crédito subsidiado, a grandes empresas privadas.

6. Contar a verdade: como disse FHC, Serra foi o mais entusiasta adepto da privatização da Vale do Rio Doce, empresa líder do seu setor, vendida a preço barata, que hoje vale centenas de vezes mais.

7. Contar a verdade: o governo FHC-Serra mudou o nome da Petrobrás para tentar privatizá-la.

8. Contar a verdade: o governo FHC-Serra foi um governo dos ricos e contra os pobres, aumentou a desigualdade social no Brasil, deixou a maior parte dos trabalhadores sem contrato de trabalho, elevou o desemprego e baixou o poder aquisitivo dos salários.

9. Contar a verdade: Serra se aliou ao que de pior tem a sociedade brasileira, dos ruralistas aos setores mais conservadores da igreja Católica e de igrejas evangélicas, passando pelo DEM e pelos banqueiros.

10. Contar a verdade: Serra queria acabar com a política externa soberana do Brasil e voltar a nos tornar subservientes aos EUA

POR ESSAS E POR OUTRAS MIL RAZÕES, VAMOS DERROTÁ-LO E ELEGER DILMA PRESIDENTA DO BRASIL NO DIA 31 DE OUTUBRO.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=582
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OBS: O comentário abaixo foi extraído do Blog do Emir e diz respeito à matéria acima:

FERNANDO MARTINS TORRES diz:
24/10/2010
23/10/2010

CAROS :

Há 34 anos dedico dia após dia minhas energias e inteligência a maior empresa do Brasil e a médio prazo a maior do mundo.

Os 8 anos do governo FFHHCC foram funestos para o país e em particular para a Petrobras, que atingiu o fundo do poço EM TODA A SUA HISTÓRIA DE VIDA.

FFHHCC não tinha coragem de publicamente assumir que estava dilapidando, sucateando, esfacelando e fatiando a Petrobras, bem como cerceando e impedindo a sua atividade empresarial.

Aliás, essa falta de caráter de FFHHCC é comentada por seu pai, General Leônidas Cardoso com o seu irmão General Felicíssimo Cardoso, tio de FFHHCC, em uma reunião de militares que apoiavam a criação da Petrobras, teria dito o General Leônidas ao General Felicíssimo, com grande tristeza e amargura : “Esse meu filho não é confiável”

Em seus 8 anos de governo neoliberal impediu a Petrobras de participar de leilões, privatizou a refinaria REFAP (no RS), impediu a sua expansão na área de gás natural, descentralizou a empresa e pior de tudo, incentivou a saída da inteligência e do conhecimento da Petrobras com prêmios em dinheiro e a impediu de realizar concursos públicos para contratar novos empregados para repor aqueles que haviam se aposentado.

A autoestima dos funcionários naqueles tempos obscuros era a pior possível, o que contribuia para agravamento da situação da Petrobras e permitia com mais facilidade a adoção de medidas danosas ao seu patrimônio e consequentemente ao Brasil.

Estava tudo armado para com a eleição do SERRA em 2002, ser executada a fase final de desmonte da Petrobras, a próxima privatização que estava no gatilho era a refinaria REDUC (DUQUE DE CAXIAS) COM AS DEMAIS VINDO EM SEGUIDA.

Cabe lembrar que na Constituição vigente de 1988, o José Serra é o autor da Lei da cobrança no destino do ICMS do petróleo bruto produzido na bacia de Campos (RJ) e refinado em São Paulo ( 4 Refinarias ), drenando do RJ para SP R$ 5 bilhões de ICMS arrecadados no destino (SP) e que poderiam estar sendo aplicados em saúde, educação e infraestrutura para a população do Estado do Rio de Janeiro.

Graças ao Governo do Presidente Lula e da Ministra Dilma, esse quadro foi revertido e superado, hoje a Petrobras já é a segunda maior empresa de petróleo em valor de mercado DO PLANETA.

VIVA A PETROBRAS, VIVA O GOVERNO LULA, VIVA A MINISTRA DILMA.
DILMA PRESIDENTE ! DILMA PRESIDENTE ! DILMA PRESIDENTE !
O DESAFIO É A NOSSA ENERGIA.


Sds/Fernando Martins Torres
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Manifesto dos psicólogos em apoio a Dilma

DOMINGO, 24 DE OUTUBRO DE 2010
Reproduzo manifesto enviado pela amiga Roseli Goffman:

Ao longo dos últimos oito anos, assistimos e participamos de muitas transformações na sociedade brasileira. Um impressionante crescimento da atenção do Aparelho de Estado às necessidades da população brasileira, permitiu um fortalecimento das políticas públicas que ocorreu de forma clara, tanto na construção do Sistema Unificado de Assistência Social (SUAS), quanto no combate à fome, assim como nas mais diferentes formas de apoio ao desenvolvimento cultural do povo brasileiro. Em suma, a máquina estatal passou a ser reconhecedora e produtora de direitos da cidadania.

Os psicólogos foram chamados e se apresentaram.

No processo de construção do SUAS foram contratados mais de oito mil psicólogos. O fortalecimento do SUS conta com cerca de vinte mil psicólogos. Psicólogos, hoje, participam dos processos relacionados a habitação de interesse social, ao fortalecimento do turismo, iniciativas de redução da privação de liberdade de adolescentes, no trabalho com idosos, na defesa civil, em vários espaços e âmbitos do sistema de saúde, na justiça, nas iniciativas voltadas à implantação da Reforma Psiquiátrica (cujo futuro está ameaçado pelo concorrente de Dilma).

Os resultados dessas políticas já são perceptíveis para muito além do sucesso econômico tão propalado na mídia. Houve queda acentuada (e maior do que era esperado) na incidência de desnutrição da infância brasileira. Os livreiros estão comemorando a multiplicação da média de leitura de livros por parte dos brasileiros. Serviços antes restritos aos cidadãos mais abastados são estendidos a enorme número de brasileiros.

Nesse contexto, é praticamente impossível imaginar que as mulheres sujeitas a aborto sejam deixadas fora da atenção das políticas públicas. É praticamente impossível imaginar que o tema da orientação sexual seja utilizado como forma de redução do acesso de cidadãos aos direitos garantidos a todos os brasileiro.

O estado brasileiro vive momentos sem precedentes de abertura à participação da sociedade em suas decisões.

Diante do exposto, os psicólogos abaixo assinados querem ver Dilma presidente da República. O projeto político colocado em curso pelo Presidente Lula precisa continuar a ser implantado. Queremos que o Brasil continue a mudar, conquistando condições mais dignas de vida e superando a histórica dominação/humilhação a que o povo brasileiro esteve submetido.

Novas adesões: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/7285
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/manifesto-dos-psicologos-em-apoio-dilma.html

Serra boicota Bolsa Família #serramilcaras


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Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=OFf6xgB0rBo

Carreata pró-Dilma em Pernambuco reúne 5.200 veículos

24 de outubro de 2010
Eduardo Campos e João Paulo fizeram ato pela petista em OlindaNa manhã deste domingo (24) a Frente Popular de Pernambuco, coligação do governador reeleito Eduardo Campos (PSB), realizou uma carreata a favor da candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) neste domingo em Olinda (PE). O evento, segundo a Polícia Militar, teve cerca de 5.200 carros e 600 motos. A carreata começou às 11h15 após uma queima de fogos nas imediações da Fábrica Tacaruna, em Olinda, e foi até o Hospital da Aeronáutica, no fim de Boa Viagem, terminando no Pina, às 13h30. O total foi de 25 quilômetros.

Os eleitores de Dilma Rousseff hasteavam bandeiras e cantavam músicas, ininterruptamente, que remetiam à petista. Campos falou que estava muito alegre com a movimentação e o resultado das pesquisas. Segundo Eduardo, em pesquisas internas, Dilma está com 76,5% das intenções de voto no Estado de Pernambuco.

Campos afirma que essa carreata foi muito positiva. "Muito positivo. Demonstra a clara adesão da nossa militância, a expressão de grande entusiasmo das pessoas na rua só faz a gente perceber que o crescimento da candidatura vai se consolidando e nós vamos continuar crescendo até domingo próximo. As pesquisas internas já nos dão sinais de grande crescimento", disse Campos.

O deputado federal eleito João Paulo (PT-PE), coordenador da campanha da petista no Estado, afirma que agora a militância da petista acordou. "Mesmo com toda a chuva, mantivemos a carreata. Mais uma vez a militância respondeu. A militância acordou. Está na rua. Agora todo mundo acordou e temos condições de dar o melhor resultado", disse o ex-prefeito da capital. Ao final da caminhada, Eduardo Campos foi alvo de uma bolinha de papel. Todavia, a bolinha não chegou a atingir o candidato, que sorriu sem se importar em comentar o caso.
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Fonte:http://m.ig.com.br/universalizationLayer/m/p/3145032_1819664.htm

Dilma se diz emocionada com carreata no Rio


24 de outubro de 2010
Alfredo Junqueira e Marcelo Auler/RIO DE JANEIRO - O Estado de S.Paulo

Depois de 1 hora e 40 minutos percorrendo ruas de Realengo, Padre Miguel e Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, a carreata da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, terminou sem a petista falar com a imprensa. No entanto, antes de ir embora, ela comentou rapidamente que estava emocionada com o ato. "Foi uma coisa maravilhosa, que é algo que fortalece. Uma energia que sobe e passa pela gente toda. Um final de campanha para cima", disse Dilma, já entrando na van, que a levou embora.


Dilma e Lula fazem campanha na zona oeste do Rio ao lado de Cabral e Paes. Foto: Marcos de Paula/AE

Cercado pela imprensa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acompanhou todo o evento, também não quis dar entrevista. Ele disse apenas que a carreata foi importante para a campanha. "A zona oeste do Rio é um local especial para se fazer campanha", afirmou Lula. O presidente pediu para que a carreata parasse em pelo menos três ocasiões ao longo dos 12 quilômetros percorridos para cumprimentar eleitores. Ele colocou a mão no ombro direito algumas vezes queixando-se de dores no local. De acordo com a assessoria de Dilma e da Presidência da República, os dois não terão mais compromissos oficiais no Rio neste domingo.
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Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-se-diz-emocionada-com-carreata-no-rio,629163,0.htm

Dia 27 de outubro, dê seu presente para o Presidente Lula



Na próxima quarta-feira (27) é aniversário do presidente Lula e o dia escolhido como dia Nacional de Mobilização da militância que está com #Dilma13. O @ilustreBOB entrou no clima dessa mobilização e criou uma ilustração onde ele faz a sugestão de presente para o aniversário do “Guerreiro do povo brasileiro”.

O desafio é que cada militante consiga mais um voto para Dilma. Veja aqui o resultado da militância virtual de @ilustreBOB e entre nessa mobilização. Na próxima quarta-feira (27) todos #NaRuaComDilma buscando mais votos para eleger a primeira presidente mulher desse país.
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Fonte:http://dilmanarede.com.br/ondavermelha/noticias/dia-27-de-outubro-de-seu-presente-para-o-presidente-lula

Evangélicos com Dilma!


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Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=4O8KtSElNXo

Argentinos: esperteza do Serra lhe caiu na cabeça. Imprensa internacional escarnece do PiG (*)

Tem uma semana para ficar ainda pior


Argentinos debocham do #serrojas.

A bolita de papel lhe saiu mal.

Saiu no Clarin de Buenos Aires:

22/10/10 Fingió un golpe en la cabeza. Pero la TV mostró que sólo le pegó un bollito de papel. Lula, furioso.


Por Eleonora Gosman


San Pablo. Corresponsal


El presidente Lula da Silva se disponía a levantar el teléfono y hablar con el candidato opositor José Serra. Le iba a ofrecer su solidaridad frente a la supuesta agresión de la que habría sido objeto el ex gobernador de San Pablo. Pero las imágenes televisadas de los tumultos detuvieron el gesto presidencial y lo convirtieron en una encendida crítica. “Fue una farsa, una mentira descarada”, declaró ayer el jefe de Estado brasileño.


No le faltaban razones para sentirse defraudado. Filmaciones de TV Record y del canal SBT confirmaron que en medio de una batahola entre militantes de la campaña de Dilma y de la de Serra, el postulante fue impactado por un pequeño bollito de papel en la coronilla . El tucano sintió apenas el roce y siguió su caminata por las calles de Río de Janeiro.


E uma publicação semanal subsidiária do jornal Le Monde, da França, ridiculariza a parcialidade do PiG (*) e das quatro famiglias que “não engolem um homem de educação elementar, proveniente de um estado pobre e que surgiu do sindicalismo”.

E pior: para o Tavinho, o pecado maior do Lula é não falar inglês (como se ele falasse …).

O PiG (*) ganhou dimensão Mundial.

As deidades provinciais devem estar felicíssimas.

É o que o Farol de Alexandria mais queria na vida: a Glória Universal.

Teve.

http://www.courrierinternational.com/article/2010/09/30/une-presse-tres-remontee-contre-lula

CAMPAGNE • Une presse très remontée contre Lula | Paul Jürgens | Courrier international

Dans le même numéro




N° 1039
30 sept.
Brésil : Le miracle Lula existe-t-il ?

France
Courrier international


© Courrier international
Trois semaines de suite, en septembre, Veja se déchaîne contre Lula (“supion” en portugais), surnommé “le poulpe”. Ici, le poulpe menace de tout engloutir : 1 Le service public : “Le parti du poulpe”. 2 L’argent des contribuables : “Le poulpe au pouvoir”. 3 Le palais présidentiel : “La joie du poulpe”. 4 A la une de Folha de São Paulo du 5 septembre, “Par la faute de Dilma, les consommateurs devront payer 1 milliard de reais”. 5 A la une d’Extra, le 1er septembre : “Lula est super”. Un titre ironique, alors que l’article est à charge.

DE RIO DE JANEIRO

Dans la dernière ligne droite de la campagne, le torchon brûle entre les grands journaux et le gouvernement. Ce phénomène s’est déjà produit lors de la réélection de Lula, en 2006, lorsque les classes moyennes aisées l’avaient lâché. Quatre grandes familles se partagent le contrôle des principaux médias : les Marinho, propriétaires du quotidien de Rio O Globo et de la toute-puissante Télé Globo ; les Mesquita de O Estado de São Paulo ; les Frias, de Folha de São Paulo ; et les Civita, de la maison d’édition Abril, éditeur du principal hebdomadaire, Veja. Ces grandes familles ne se sont jamais remises de l’élection de Lula, ce président peu instruit, venu d’un Etat pauvre et issu du synd

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/mundo/2010/10/24/argentinos-esperteza-do-serra-lhe-caiu-na-cabeca-imprensa-internacional-escarnece-do-pig/

As questões essenciais, que ficam em segundo plano

21 de outubro de 2010

publicado em 21/10/2010 às 12h37:
Salário médio pago ao trabalhador brasileiro é o maior da história
Em setembro, rendimento ficou em R$ 1.499 e superou recorde registrado em agosto

Sérgio Vieira, do R7, no Rio

O salário médio do trabalhador brasileiro em setembro foi de R$ 1.499, o maior já pago no país desde março de 2002. O valor é 1,3% maior do que o valor de agosto (R$ 1.480,20), até então o recorde. Na comparação com setembro do ano passado, o poder de compra dos trabalhadores empregados aumentou 6,2%. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (21) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A Pesquisa Mensal de Emprego mostrou que, nas seis regiões brasileiras pesquisadas pelo IBGE, o rendimento médio apresentou melhora em relação a agosto de 2010: em Recife o aumento foi de 1,9%; Salvador ampliou 1,2%; Belo Horizonte, 1,7%; Rio de Janeiro, 2,7%; São Paulo, 0,4%; e Porto Alegre, 1,3%.

Para Cimar Azeredo, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, esse rendimento reflete as boas condições do mercado de trabalho. Em setembro, o desemprego cai ao menor patamar da história, apesar de ainda haver 1,48 milhão de pessoas sem emprego nas seis regiões.

- O mercado de trabalho avança com criação de postos de trabalho acima do número de pessoas que entram na população economicamente ativa, e melhor, com vagas de qualidade. Além disso, a economia brasileira em crescimento propiciou a criação de empregos com melhores salários.

Cenário brasileiro

A taxa de desocupação ficou em 6,2% em setembro. Essa foi a primeira vez que o número de desempregados ficou abaixo de 1,5 milhão. Antes, a menor taxa havia sido registrada em agosto, quando foi reportado que 1,6 milhão de brasileiros estavam sem trabalho, ou 6,7% da população.

Segundo o gerente da pesquisa, esses patamares mostram que o Brasil deixou para trás qualquer resquício de crise, já que as taxas verificadas estão melhores que o verificado no período pré-crise.

- O status da ocupação brasileira está igual aos das taxas norte-americanas antes da crise econômica mundial. Na época, a taxa de desemprego deles girava entre 2,3% e 5,6%, hoje encosta nos 10%. O Brasil está muito bem com seus 6,7%.

Vale mencionar que a taxa atual de desemprego da Espanha e da França, países que tiveram forte retração do mercado de trabalho devido à crise, gira entre 12 a 15%.

O estudo, divulgado nesta quinta-feira (21), mostra que 22,3 milhões de pessoas tinham algum tipo de trabalho em setembro. O número é 0,7% maior em relação a agosto e 3,5% superior ao verificado no mesmo mês de 2009 (ou mais 762 mil postos de trabalho preenchidos em um ano).

O número de brasileiros com carteira assinada (10,3 milhões) ficou estável no mês e cresceu 8,6% no ano.

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/o-debate-na-semana-final-de-campanha.html

Bendito 2º. turno. Desnudou #Serrojas, #globomente e a Bláblárina

23 de outubro de 2010
O caráter do #Serrojas a olho nu (do navegante Marcus)

O #Serrojas tinha razão: bendito 2º. turno.

Se a Dilma tivesse vencido no 1º. turno, os resultados teriam sido:

- O Lula sozinho ganhou a eleição;

- A Dilma vai comer pela mão do PT;

- A Bláblárina é um jenio;

- O #Serrojas é o que sempre foi: um perdedor.

- A #globomente e o PiG (*) tentam, tentam, mas não chegam lá.

Quando a Dilma ganhar no 2º. turno, o resultado será:

- O Lula não ganhou sozinho;

- A Dilma também ganhou;

- A Dilma impôs a questão da privatização e do pré-sal e definiu a moldura ideológica em que a eleição se travou.

- A Dilma não vai comer pela mão do PT, porque ela fez mais no 2º. turno do que o PT (**);

- A Bláblárina esgotou seus 15’: vai voltar para Alagoas (Alagoas, revisor, por favor !) no jatinho da Natura e vai ficar por lá;

- O #Serrojas, além de perdedor, exibiu sua imensa falta de caráter: foi preciso e ele passou com o trator por cima do que passava na frente, inclusive da mulher, quando empunhou a bandeira calhorda – segundo o Ciro – do aborto;

- A #globomente e o PiG (*) se afundaram, se enlamearam no Golpe e só podem ser neutralizados por uma rigorosa Ley de Medios.

- E o pré-sal é nosso !

O 2º. turno tornou a Ley de Medios uma questão de sobrevivência – para a Dilma e para a democracia brasileira.

Não dá mais para empurrar com a barriga, como fez o Governo Lula.

A Ley de Medios tem, também, de meter o dedo nessa relação promíscua que existe entra o Datafalha, o Globope e os candidatos conservadores.

O #Serrojas fala grosso com a Vox e a Sensus, mas fala fininho com o Datafalha e o Globope.

Claro !

A Ley de Medios tem que definir o “direito de resposta”.

O Vitor Cardeal tem que ter o direito de se defender no jn.

A Ley de Medios deveria incorporar os princípios contidos na ADIN por Omissão com que o professor Fábio Comparato entrou no Supremo Tribunal Federal, para obrigar o Congresso a legislar sobre Comunicação.

Clique aqui para ler a inicial do professor Comparato.

O problema não só a sobrevivência do Governo Dilma.

É a sobrevivência da democracia brasileira, que, neste segundo turno, se tornou refém de uma imprensa medíocre e golpista.

Como a de nenhum outro país do mundo (civilizado).

Clique aqui para ler “O problema da #globomente é o Senado”.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) A Folha (***) mandou embora o Paulo Nogueira Batista e contratou um colonista (****) inglês, correspondente do Financial Times. Outra manifestação do infinito provincianismo do Otavinho, que já abriga na página dois um historiador americano muito famoso (no Brasil). Seria melhor se escrevessem logo em inglês. Esse colonista (****) do Financial Times diz que a diz que a Dilma deverá a eleição ao PT. Ele não conhece a Dilma nem o PT.

(***) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(****) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/10/23/bendito-2%C2%BA-turno-desnudou-serrojas-globomente-e-a-blablarina/

Vídeo: o que Serra esconde sobre Paulo Preto

18.10.10
Paulo Souza e o Serra

O Conversa Afiada reproduz reportagem do Domingo Espetacular de ontem sobre o Paulo Preto (ou de Souza, como o santarrão do Serra prefere chamar).

Enquanto o debate da RedeTV dava 4 pontos de audiência, esta reportagem da Record sobre o que o Serra esconde do Paulo Preto dava 14 pontos.

Como diz a Dilma: a Erenice errou e os crimes estão sendo investigados.

O Paulo Preto ?

Que absurdo !

Começa que ele é o Paulo Souza.

Ah bom, que alivio !


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Escândalo: a fraude do vídeo que a #globomente exibiu

Basta uma fusão para fazer o #serrojas aparecer com a mão na cabeça

O Conversa Afiada reproduz vídeo enviado por amigo navegante Leandro.

É impressionante a manipulação, tosca, vulgar, do video que a #globomente apresenta como prova de que havia um outro objeto, além da bolinha de papel.

Isso não significa que a #globomente fraudou.

Mas, que exibiu uma fraude.

Mesmo que involuntariamente.

Inacreditável.

Prepare seu coração, amigo navegante.

Você jamais viu nada parecido !!!



Em tempo 1: Trata-se da edição do debate Collor x Lula, de 1989, e o Golpe do Ali Kamel do primeiro turno de 2006. A #globomente não muda.

Em tempo 2: será que o “perito Molina” não percebeu a fusão ? Ou ele estava ainda aturdido pelo ET ?


Paulo Henrique Amorim
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/video/2010/10/22/escandalo-a-fraude-do-video-que-a-globomente-exibiu/

Record noticia depoimento de Amaury: Aécio queria proteção

Você conhece a mãe do Amaury ? E do Eduardo Jorge ?


Clique aqui para ver o que a #glomente não conta:

- O livro do Amaury era para o Aécio se defender do #serrojas e do Marcelo Itagiba;

- A filha do #serrojas lavava dinheiro no Caribe com o Ricardo Sergio de Oliveira.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/10/24/record-noticia-depoimento-de-amaury-aecio-queria-protecao/

Carreata de Dilma e Lula pelas ruas de Realengo e Bangu (24 de outubro)

24 de outubro de 2010

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Fonte:http://www.dilma13.com.br/video/carreata-de-dilma-e-lula-pelas-ruas-de-realengo-e-bangu-24-de-outubro/

Uma eleição movida a pesquisas

24 de outubro de 2010

Qualquer que seja o resultado que apresentem, acho que, após as eleições, o pensamento democrático deste país terá de refletir seriamente sobre o que está acontecendo com as pesquisas eleitorais.
Chegamos ao paradoxo de termos, praticamente, uma pesquisa diária.

Amanhã deve sair a pesquisa Vox Populi/IG, encerrada hoje (protocolo 37059/2010 no TSE); terça-feira, o Datafolha/Folha/Globo (37404/2010); quarta, a CNT/Sensus (37609/2010) ; quinta, o Ibope/Globo/Estadão(37517/2010 e e daí para sexta, de novo, o Datafolha (37721/2010 ) e o Ibope, na sexta (37596/2010). Isso sem contar a GPP/Indio, a que me referi anteriormente.

Cada pesquisa destas custa em torno de R$ 200 mil, exceto a Sensus, que sai por R$ 100 mil. Por aí você vê o volume de recursos que se movimenta nestes levantamentos de opinião. É jogo pesado, totalmente nas mãos da grande imprensa.

Não se trata de proibir ou censurar pesquisas, mas é estranho que, ao menos do que eu acompanho de noticiário, não me lembro de ver tantas pesquisas, com tanta frequência, em qualquer país democrático, nem mesmo os Estados Unidos.

A democracia brasilieira terá de encontrar meios de disciplinar e tornar mais transparentes as pesquisas eleitorais, sob pena de além de fazer com que o debate eleitoral se empobreça ao “subiu um, desceu dois pontos” das pesquisas de opinião.

Controladas, é claro, por um pequeno número de empresas e um número menor ainda de veículos de comunicação.
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Fonte:http://www2.tijolaco.com/29254

À CNBB: Bispos católicos podem mentir à população brasileira?

24 de outubro de 2010

por Conceição Lemes

Quem estudou em colégio de padre ou freira, aprende já aos 8, 9 anos de idade, os chamados Dez Mandamentos da Lei de Deus. O oitavo, especificamente, diz: Não levantarás falso testemunho. Ou seja, proíbe mentir, caluniar, falar maledicências, destruir propositalmente reputações. Não cumpri-lo é pecado para os católicos, assim com o descumprimento dos outros nove mandamentos.

Pois nessa quinta-feira, 21 de outubro, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos em Brasília (CNBB), Dom Gealdo Lyrio Rocha, em entrevista publicada no G1, diz:

“Ele (Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos, na Grande São Paulo) tem o direito e até o dever de, de acordo com sua consciência, orientar seus fiéis do modo que julga mais eficaz mais conveniente. Ele está no exercício de seus direitos como bispo diocesano de Guarulhos e cada instância fala só para o âmbito de sua competência, tanto que ele não se dirigiu à nação brasileira. Este procedimento está absolutamente dentro da normalidade [distribuir panfletos contra Dilma Rousseff, a candidata do PT à presidência] no modo como as coisas da Igreja se encaminham”, afirmou Dom Geraldo.

O presidente da CNBB afirmou que não cabe à entidade “censurar” qualquer ação de bispos que se manifestem sobre política. Ele destacou que a posição nacional sempre é dada pela CNBB, mas que na diocese o bispo tem autonomia, sendo sujeito apenas à autoridade do papa. “Acima do bispo só existe uma autoridade, o papa. A CNBB não é um organismo para interferir nas dioceses, dar normas para os bispos, repreender”.

Ele considerou positivo que o tema aborto esteja sendo discutido na eleição. Ele reconheceu que há posições “reduzidas” sobre o tema, mas afirmou que as discussões sobre “valores” não podia ficar fora da eleição. “Acho que a moeda sempre tem dois lados, se há inconvenientes de um lado, há uma vantagem enorme do outro. O tema (aborto) foi colocado em pauta e não se podia entrar em um processo eleitoral sem trazer à tona temas dessa natureza de máxima relevância”.

Nesse domingo, 23 de outubro, em entrevista publicada em O Estado de S. Paulo, com direito à chamada de capa, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, afirma:

“O PT é o partido da mentira, o PT é o partido da morte. O PT descrimina o aborto, aceita o aborto até o nono mês de gravidez. Isso é assassinato de ser humano que não tem nem o direito de se defender”.

O bispo Bergonzini tem memória seletiva. Esqueceu-se de que a candidata Dilma Rousseff assinou neste segundo turno um documento que não alterará a lei vigente no Brasil sobre o aborto. Toda a imprensa divulgou.

Diante das inverdades de Dom Bergonzini e das ações antidemocráticas da ala mais conservadora da Igreja Católica, inclusive de elementos ligados à Opus Dei, esta repórter enviou neste início de noite à CNBB um e-mail com três perguntas óbvias: 1) Bispos católicos podem mentir à população nestas eleições presidenciais?; 2) Ao agir assim, eles não estariam infringindo o oitavo mandamento; 3) Mentir não seria pecado no caso deles?

Ao bispo Bergonzini, por que dois pesos e duas medidas em relação à questão do aborto? E já que ele vive atirando pedras em Dilma Rousseff, sugiro a leitura da reportagem Hipocrisia na campanha eleitoral: “Ela é favor de matar criancinhas” — Entrevista com Sheila Ribeiro. AQUI, pode ouvir o áudio de Sheila Ribeiro, ex-aluna de Monica Serra.


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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/a-cnbb-bispos-catolicos-podem-mentir-a-populacao-brasileira.html

A juventude deixou de ser invisível

Reproduzo artigo enviado por Anderson Campos, assessor da Secretaria Nacional de Juventude da CUT e autor do livro "Juventude e Ação Sindical: crítica ao trabalho indecente":

“Eu vou no bloco dessa mocidade/
Que não tá na saudade e constrói/
A manhã desejada”. Gonzaguinha.


O governo Lula e Dilma foi um marco histórico para consolidar a juventude como sujeito de direitos no Brasil. Hoje, a juventude consta na Constituição Federal ao lado de crianças e idosos. Devem possuir direitos garantidos por lei.

A juventude foi tratada durante o governo Lula/Dilma de forma completamente diferente do governo FHC/Serra. É mais um motivo para demonstrar de que lado a juventude está.

Durante o governo FHC/Serra, a juventude era caso de polícia. Era um problema relacionado à violência nos centros urbanos e às drogas.

No governo Lula/Dilma, foi instituído o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Mais de 11 mil jovens estão sendo formados como multiplicadores da cultura de paz, atingindo mais de 400 mil jovens.

Durante o governo FHC/Serra, foi criada apenas uma universidade pública. No governo Lula/Dilma, foram criadas 14 novas universidades e 117 campi/unidades. O número de vagas em graduação presencial aumentou de 106,8 mil em 2003 para 195.3 mil em 2009.

Durante o governo FHC/Serra, acelerou-se o processo segundo o qual só poderia ter acesso à universidade quem pudesse pagar por ela. Os tucanos privatizaram, assim, o ensino superior brasileiro.

No governo Lula/Dilma, mais de 700 mil jovens entraram na universidade via ProUni, fecharemos 2010 com 214 novas Escolas Técnicas, com 500 mil vagas em todo o país. As vagas nas universidades públicas federais deve atingir um crescimento de 100%, chegando a 250 mil esse ano.

Durante o governo FHC/Serra, foi criada Desvinculação das Receitas da União (DRU), que retirava cerca de R$ 10 bilhões de reais por ano do orçamento do Ministério da Educação (MEC).

No governo Lula/Dilma, acabou a DRU da educação e o orçamento do MEC representa hoje o equivalente a três programas Bolsa-Família.

Durante o governo FHC/Serra, a juventude foi responsabilizada por sua própria situação de desemprego e pobreza. O individualismo foi promovido como única alternativa.

No governo Lula/Dilma, foram criados diversos programas sociais voltados para a inclusão social não limitada à questão do emprego. Os programas de transferência de renda estão relacionados ao acesso à educação, ao esporte, ao lazer, à cultura, à participação cidadã. O Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem) é hoje o principal programa de articulação entre o combate ao desemprego juvenil, a elevação da escolaridade e a participação cidadã.

Durante o governo FHC/Serra, a precarização do trabalho juvenil atingiu recordes. Os salários dos jovens é, em média, metade dos adultos. As suas jornadas de trabalho semanais impedem a possibilidade de estudar. Os jovens são maioria entre os que não possuem previdência social nem qualquer direito trabalhista garantido pela carteira assinada. Por exemplo, houve um crescimento recorde no número de estagiários no país, que são estudantes contratados precariamente como mão-de-obra barata.

No governo Lula/Dilma, foi iniciada a formulação de uma Agenda Nacional de Promoção do Trabalho Decente para a Juventude e foi convocada a realização da I Conferência Nacional de Trabalho Decente e Emprego. É a oportunidade que a juventude brasileira tem de dizer onde e como quer mudar a sua situação no mercado de trabalho no país.

Durante o governo FHC/Serra, não existia política pública para juventude rural. Os movimentos do campo eram tratados como criminosos e duramente reprimidos. No governo Lula/Dilma, a juventude rural tem uma política nacional de acesso à terra e ao crédito e investimento na participação nos movimentos. Mais de 40 mil jovens são donos da própria terra, via Programa Nossa Primeira Terra e mais de 24 mil jovens são beneficiados pelo crédito produtivo do Pronaf Jovem.

Durante o governo FHC/Serra, a juventude foi afastada do acesso aos bens culturais e apenas os empreendimentos comerciais recebiam incentivo público. No governo Lula/Dilma, foi criado o programa Cultura Viva, que hoje conta com mais de mil Pontos de Cultura em todo o país.

Durante o governo FHC/Serra, a juventude era recebida em Brasília com balas de borracha, cães e tropa de choque. No governo Lula/Dilma, foram realizadas conferências e encontros, instituído o Conselho Nacional de Juventude, a Secretaria Nacional de Juventude e hoje Brasília tem sido sede dos principais eventos de juventude do país e da América Latina.

Durante o governo FHC/Serra, foi estimulado o voluntarismo de jovens como alternativa ao sucateamento da educação pública, promovida pelos próprios tucanos. No governo Lula/Dilma, houve investimento público na participação popular para elevar a capacidade de formulação, organização e mobilização social da juventude em busca de direitos. Exemplo é o investimento feito pelo governo Lula/Dilma na criação dos Coletivos de Juventude e Meio Ambiente, espalhados pelo Brasil e que veio a constituir a Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade (REJUMA), um movimento autônomo.

Nos anos 1990, a juventude balança as bandeiras nas campanhas eleitorais. Em 2010, a juventude elabora sua própria plataforma, o Pacto pela Juventude, e vai às ruas, mostrando sua cara e sua posição política na disputa entre os dois projetos: queremos que o Brasil siga mudando, com Dilma Presidenta. Avante juventude brasileira!
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/juventude-deixou-de-ser-invisivel.html

A memória de um Brasil privatizado

24 de outubro de 2010
Reproduzo artigo do jornalista Tiago Soares:

Imagine que você trabalhou toda uma vida para adquirir um patrimônio. E que, em meio a dívidas, tenha decidido vender uma ou outra coisa para colocar as contas em dia.
Agora imagine que o comprador, durante a negociação, tenha lhe confidenciado que anda meio sem grana. E que então você, ansioso/a para bater o martelo, resolva emprestar para o interessado o dinheiro com o qual seu patrimônio será comprado. O comprador te pagaria de volta a perder de vista, assim que começasse a lucrar com o que acaba de adquirir. Detalhe: você teria vendido justamente os bens com os quais gerava parte de sua renda. E por um preço bastante abaixo do valor de mercado.

Pois foi justamente assim que se deu boa parte das privatizações realizadas no Brasil no governo de Fernando Henrique Cardoso, de meados da década de 1990 até 2002. Empresas públicas produtivas, como a Vale do Rio Doce e a Light, vendidas a preços muito abaixo do que realmente valiam, com financiamento público a perder de vista.

Tendo como argumentos o abatimento da dívida, a atração de capital estrangeiro, o aumento da produtividade e a melhoria dos serviços aos cidadãos e cidadãs, o patrimônio brasileiro foi colocado à venda e oferecido a alguns poucos grupos econômicos internacionais, financiados por bancos estrangeiros e com ajuda do próprio governo brasileiro. O que se escondia, porém, é que na antesala da privatização a infraestrutura das empresas era sucateada, numa política de depreciação do patrimônio nacional, jogando no desemprego dezenas de milhares de profissionais qualificados.

E não foi só isso. Para tornar o negócio atraente, o governo abateu as dívidas das empresas com a União e realizou ajustes de tarifas, puxando para cima os preços dos serviços e garantindo enorme lucro futuro aos investidores. Para se ter uma ideia, o reajuste nas tarifas telefônicas chegou a 500%; no caso da energia alétrica, a coisa ficou na faixa de 150%. E ao contrário de outros países, nos quais os processos de privatização exigiam que as companhias baixassem gradualmente as taxas cobradas pelos seus serviços, o combinado pelo governo FHC foi que os novos donos das empresas estatais poderiam seguir ajustando os preços anualmente, segundo a taxa de inflação.

Para convencer a opinião pública, governo e meios de comunicação defendiam que a venda das estatais atrairia dinheiro do exterior, reduzindo as dívidas externa e interna do Brasil. E, na verdade, ocorreu o contrário: além de “engolir” as dívidas de todas as estatais vendidas (o que aumentou a dívida interna), parte razoável do dinheiro levantado pelos investidores vinha de bancos estrangeiros. O que significou que, no fim das contas, as companhias recém privatizadas, já comprometidas com dívidas junto a grupos financeiros internacionais, seriam obrigadas a enviar grande parte do dinheiro que fizessem para o exterior. Algo que não aliviou – na verdade, piorou – a dívida externa nacional.

Para complicar ainda mais a situação, o próprio governo financiou parte da compra, oferecendo empréstimos do BNDES e trocando crédito pela aquisição de títulos da dívida pública. Medidas que acabaram se tornando um contrasenso, já que, ao oferecer no Brasil parte do dinheiro a ser investido nos leilões, os potenciais compradores acabaram sem estímulo para trazer dólares de fora para o país. Dólares que, justamente, eram alardedados desde o início como um dos motivos para a privatização.

No fim das contas, foi o seguinte: o Brasil entregou boa parte de seu patrimônio a preço de banana para uns poucos grupos econômicos; a dívida pública aumentou assustadoramente (de cerca de 30% do PIB, em 1995, para quase 60% do PIB em 2002); e a política de investimentos do BNDES, que estimulava a remessa de dólares para o exterior, acabou provocando uma recessão que atingiu as famílias do país, numa quebradeira generalizada que levou a enormes índices de desemprego.

Ao fim, foram privatizadas, entre 1990 e 1999, 166 empresas, com 546 mil postos de trabalho extintos diretamente. O que, comparado ao número de privatizações ocorridas desde meados da década de 1980 (19 companhias, entre 1985 e 1990) apenas prova a sanha privatista do projeto do PSDB. Um negócio que, muito bom para alguns poucos lobistas e umas poucas empresas estrangeiras, se mostrou, em pouquíssimo tempo, péssimo para o povo brasileiro.

Só pra se ter uma ideia, alguns casos:

BNDES

Um dos principais responsáveis pela rápida saída do Brasil da crise econômica mundial de 2008, o BNDES quase foi privatizado no governo do PSDB. O banco, que nos últimos anos vem garantindo o crédito e o investimento no país, foi listado em 2000, a pedido do ministério da Fazenda, numa avaliação de possíveis privatizações do setor bancário. A iniciativa foi uma imposição do FMI.

Quem diz é o site do Ministério da Fazenda:

“Com determinação o governo dará continuidade à sua política de modernização e redução do papel dos bancos públicos na economia. O Banco Meridional uma instituição federal foi privatizado em 1998 e em 1999 o sexto maior banco brasileiro o BANESPA agora sob administração federal será privatizado. Ademais o Governo solicitou à comissão de alto nível encarregada do exame dos demais bancos federais (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, BNB e BASA) a apresentação até o final de outubro de 1999 de recomendações sobre o papel futuro dessas instituições tratando de questões como possíveis alienações de participações (grifo do autor) nessas instituições fusões vendas de componentes estratégicos ou transformação em agências de desenvolvimento ou bancos de segunda linha. Essas recomendações serão analisadas e decisões serão tomadas pelo Governo antes do final do ano sendo que as determinações serão implementadas no decorrer do ano 2000.”

Banespa

Privatizado em 2000 pelo governo Fernando Henrique Cardoso, o Banco do Estado de São Paulo (Banespa) foi adquirido pelo espanhol Santander por R$ 7 bi. Para se ter uma ideia, entre meados e o fim da década de 1990 o Estado brasileiro havia injetado R$ 50 bi na instituição. R$ 15 bi destes, apenas nos esforços de saneamento prévios ao processo de privatização: o que, descontado o dinheiro conseguido nos leilões, acabou num prejuízo de, no mínimo, R$ 8 bi aos cofres públicos.

Mais que isso: para tornar o negócio atraente, o governo brasileiro liberava o novo (e privado) dono do banco de qualquer contrapartida social (como financiamentos para a agricultura familiar, por exemplo).

Ou como disse ao portal Terra o presidente do Banco Central na época, Armínio Fraga, sobre a privatização do banco paulista: “Fraga explicou que o Banespa privatizado não terá de manter sua atuação em “políticas públicas”, como financiamento a pequenos agricultores, por exemplo. “A privatização deixa clara a separação entre o negócio privado e uma política pública”, disse.”

Vale do Rio Doce

Considerada a segunda maior mineradora do mundo, a Vale do Rio Doce (hoje, Vale S. A.) foi privatizada pelo governo do PSDB em 1997, por R$ 3,3 bi. O valor, muito abaixo de mercado, equivale a menos que ela obtinha por ano em 1995 – e, hoje, a algo em torno do feito em apenas um trimestre.

Mais que isso, o processo de privatização esteve envolto em graves suspeitas de corrupção, com acusações de cobrança de propinas milionárias por Ricardo Sérgio, lobista encarregado da montagem do consórcio vencedor. Causou polêmica, ainda, a intervenção do presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, na composição dos grupos que concorriam pela companhia, numa ação vista como decisiva para o resultado final do leilão.

Petrobrás

Recentemente alçada ao posto de segunda maior petrolífera do mundo, a Petrobrás foi, ao longo de toda a era tucana, sondada quanto à sua possível privatização. Numa declaração recente, o atual presidente da empresa, José Sergio Gabrielli, chegou a afirmar que “Para o governo FHC, a Petrobras morreria por inanição. Os planos do governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso eram para desmontar a Petrobras e vendê-la”.

Com a descoberta do pré-sal, a Petrobrás oferece ao país a oportunidade de tornar-se uma das maiores potências globais na área de energia. Pelo projeto proposto pelo governo Lula, boa parte dos rendimentos futuros do governo com pré-sal, na casa dos trilhões de dólares, deverão ser investidos num fundo soberano para investimentos em educação e ciência e tecnologia.

Além disso, o processo de capitalização da Petrobrás, no qual foi dada ao público a possibilidade de adquirir participação na empresa pela aquisição de ações, foi aberto a toda a população brasileira – ao contrário do processo de privatização defendido pelos tucanos, restrito a alguns poucos grupos econômicos internacionais.

A respeito das intenções de um hipotético governo tucano para a gestão do pré-sal, especula-se a retomada de uma agenda fortemente privatista para o setor. Em declaração recente ao jornal Valor Econômico, o principal assessor de José Serra para a área de enrgia, David Zylberstajn, afirmou que “Não tem que existir estatal comprando ou vendendo petróleo”. Vale lembrar que David Zylberstajn foi, no governo FHC, presidente da Agência Nacional do Petróleo, e um dos principais entusiastas da privatização da Petrobrás. Para se ter uma ideia, numa sondagem de mercado hoje reduzida ao anedotário histórico, chegou-se a especular que, num esforço para torná-la mais palatável a possíveis compradores estrangeiros, a companhia fosse rebatizada como “Petrobrax”.

Privatizações no governo José Serra

Quando governador de São Paulo pelo PSDB, José Serra foi fiel ao projeto privatista, e pediu avaliações referentes à possível privatização de pelo menos 18 empresas pertencentes ao estado. Entre as companhias oferecidas ao setor privado, estariam nomes tradicionais como a Nossa Caixa, a Sabesp, o Metrô, CPTM, a Dersa e a CDHU.

E o banco Nossa Caixa, na verdade, escapou por pouco – posta em leilão, a instituição financeira acabou arrematada pelo Banco do Brasil, num esforço do Governo Federal para impedir que a companhia caísse nas mãos de grupos privados.

Em seu meio (porque até a metade) mandato à frente do estado, José Serra foi, no fim das contas, apenas fiel ao que defendia quando ministro do planejamento do governo FHC. Quem o diz é o proprio ex-presidente, que ressaltou, em conversa recente com a revista Veja, o entusiasmado papel desempenhado por Serra nas privatizações da década passada.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/memoria-de-um-brasil-privatizado.html

Aparelhos clandestinos da campanha Serra

DOMINGO, 24 DE OUTUBRO DE 2010
Reproduzo editoral do jornal Brasil de Fato:

Foi exatamente isto o que ocorreu no final de semana, dias 16 e 17. O primeiro dos aparelhos clandestinos estourados foi uma gráfica no bairro do Cambuci (São Paulo- SP), onde já estavam rodados dois milhões de panfletos contra a candidata à Presidência, Dilma Rousseff, encomendados por integralistas e monarquistas, além de membros do comitê de campanha do candidato da aliança DEM-Tucanos-TFP-CCC-Integralistas-Monarquistas, José Serra.

O segundo, foi o jantar e a reunião (secretos) em dois hotéis de Foz de Iguaçu (PR), financiados pela Globo e organizados pelo senhor Raphael Eckmann, atualmente Investor Relations at Tarpon Investment Group São Paulo e região – Brasil, e que, durante quatro anos (2003 e 2007), foi Commercial Manager da Globosat (setor serviços financeiros). O encontro reuniu 130 investidores de todo o mundo. A cereja deste bolo foi Fernando Henrique Cardoso.

O príncipe dos sociólogos, ali, presidia o leilão do Brasil, provavelmente para a venda de novas estatais, como fez em sua gestão: dinheiro podre e financiamento do BNDES. Certamente por isto, naquele mesmo momento, no debate entre os presidenciáveis na Rede TV, quando perguntado, pela candidata Dilma, se iria privatizar as empresas de energia, o candidato tucano não tenha conseguido responder: a reunião em Foz, que acontecia naquele mesmo momento, ainda estava em curso. Ele, portanto, não sabia dos acertos a que havia chegado o senhor Cardoso.

Questionados sobre estes fatos, os dois tucanos encontraram as piores justificativas, regadas de uma overdose de cinismo. De acordo com Serra, ele não sabia de nada sobre os panfletos. Acontece que, como é público, o candidato tucano, há uns dez dias, esteve reunido com representantes e militantes do grupo paramilitar e fascista Comando de Caça aos Comunistas (CCC) e da organização ultradireitista Tradição Família e Propriedade (TFP).

Estas organizações participaram da conspiração e do golpe de 1964 e foram dos mais ferozes defensores da ditadura, opondo-se até o final a qualquer abertura. No caso, o CCC, aliado aos esquadrões da morte e aos mais violentos aparelhos de repressão (Oban, Doi-Codi, Cenimar, Deops, etc.), participou diretamente dos sequestros, prisões em cárcere clandestino, torturas, assassinatos e ocultação de cadáveres de militantes da resistência contra a ditadura. Além de ter sido responsável por vários atentados a bomba, invasão de teatros, livrarias etc.

No caso de FHC, impossibilitado de negar sua presença nos hotéis Cataratas e Internacional de Foz de Iguaçu, admitiu que lá esteve, mas “fazendo uma palestra”. Em seguida, tentou desmentir e desqualificar o que os jornalistas independentes e blogueiros divulgaram sobre seu encontro com os tais investidores internacionais. Ou seja, que FHC funcionava como um corretor de venda do nosso país e de nossas empresas públicas.

Mas o que o ilustre palestrante não conseguirá jamais explicar é o fato de que, na véspera de sua chegada ao local da conferência, desembarcou em Foz um grupo de seus assessores, que se reuniram com os investidores para preparar a reunião do dia seguinte. Ou seja, as informações dos jornalistas independentes e blogueiros são absolutamente corretas.

Disso tudo, ressaltamos duas evidências. Primeiro: caso o senhor José Serra seja eleito (do que duvidamos), formará um governo em que estarão necessariamente representados a TFP, o CCC, os integralistas e monarquistas – além, é claro, do DEM – do senhor Bornhausen (ex-PFL e ex-Arena); do PPS – do senhor Roberto Freire, e outros assemelhados. Descontados o Estado Novo e a ditadura pós- 1964, será o primeiro caso de um gabinete fascista puro-sangue que conheceremos. Um gabinete formado pelas mais arraigadas forças golpistas do nosso país, com comprovada prática de montar e fazer funcionar eficientemente o terror de Estado.

Segundo: fica evidente o importante papel que tem a militância, no corpo a corpo da campanha, sobretudo nesta reta final. Tanto a gráfica, quanto a reunião em Foz, foram descobertas por militantes. No caso da gráfica, foi possível a articulação imediata com a coordenação da campanha do PT, em São Paulo, que, juntamente com a militância, organizou o estouro do aparelho. No caso de Foz, embora a coordenação nacional da campanha houvesse sido imediatamente comunicada, a urgência da ação e as distâncias a serem percorridas – somadas ao fato da reunião ter ocorrido no mesmo momento do debate dos candidatos na Rede TV, acabaram por impedir uma ação mais articulada.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/aparelhos-clandestinos-da-campanha.html