sexta-feira, 22 de outubro de 2010

DILMA PRESIDENTA, Guia Eleitoral, 22.10.2010(noite)


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Fonte:http://www.dilma13.com.br/video/tv-programas/

Datafolha causa pânico na TV Globo

QUINTA-FEIRA, 21 DE OUTUBRO DE 2010
Reproduzo artigo de Renato Rovai, publicado em seu blog no sítio da Revista Fórum:

Acabo de ser informado pela minha boa fonte de sempre que o Datafolha fechou com 50% para Dilma e 40% para Serra nos votos totais.

Nos válidos, Dilma fica com 56% e Serra com 44%.

É a consolidação da tendência já antecipada pelo Vox e depois pelo Ibope.

A única pesquisa que se choca com a possível vitória de Dilma com certa tranqüilidade é o Sensus, que na noite de ontem anunciou uma diferença de apenas 5% dos votos válidos entre os dois candidatos.

O Jornal Nacional está fazendo de tudo para mudar esse cenário atual de favoritismo de Dilma.

Hoje sua edição foi pau puro no PT.

Desde a criação do conselho de comunicação no Ceará, passando pela bolinha de papel na protuberância que fica acima do pescoço de Serra até chegar à história dos sigilos.

Serra pode ter desistido, mas a Globo pelo jeito ainda tem esperança de virar o jogo.

A militância será fundamental para garantir essa vantagem de Dilma. Não serão 10 dias fáceis, como seria natural se o Brasil vivesse numa democracia sem uma organização como a Globo.

Uma empresa de comunicação com os poderes da Globo impede uma democracia plena.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/datafolha-causa-panico-na-tv-globo.html

UM JEITO PSDB DE GOVERNAR...


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Fonte:http://dilmanarede.com.br/ondavermelha/

VEJA AS DIFERENÇAS ENTRE O GOVERNO LULA/DILMA E O GOVERNO FHC/SERRA:


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Fonte:http://dilmanarede.com.br/ondavermelha/

Serra: entreguismo, repressão e atraso


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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/serra-entreguismo-repressao-e-atraso.html

A quebra de sigilo e a briga Serra-Aécio

SEXTA-FEIRA, 22 DE OUTUBRO DE 2010
Reproduzo reportagem de Leandro Fortes, publicada na revista CartaCapital:

Apesar do esforço em atribuir a culpa à campanha de Dilma Rousseff, o escândalo da quebra dos sigilos fiscais de políticos do PSDB e de parentes do candidato José Serra que dominou boa parte do debate no primeiro turno teve mesmo a origem relatada por CartaCapital em junho: uma disputa fratricida no tucanato.

Obrigada a abrir os resultados do inquérito após uma reportagem da Folha de S.Paulo com conclusões distorcidas, a Polícia Federal revelou ter sido o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, então a serviço do jornal O Estado de Minas, que encomendou a despachantes de São Paulo a quebra dos sigilos. O serviço ilegal foi pago. E há, como se verá adiante, divergências nos valores desembolsados (o pagamento teria variado, segundo as inúmeras versões, de 8 mil a 13 mil reais).

Ribeiro Júnior prestou três depoimentos à PF. No primeiro, afirmou que todos os documentos em seu poder haviam sido obtidos de forma legal, em processos públicos. Confrontado com as apurações policiais, que indicavam o contrário, foi obrigado nos demais a revelar a verdade. Segundo contou o próprio repórter, a encomenda aos despachantes fazia parte de uma investigação jornalística iniciada a pedido do então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que buscava uma forma de neutralizar a arapongagem contra ele conduzida pelo deputado federal e ex-delegado Marcelo Itagiba, do PSDB. Itagiba, diz Ribeiro Júnior, agiria a mando de Serra. À época, Aécio disputava com o colega paulista a indicação como candidato à Presidência pelo partido.

Ribeiro Júnior disse à PF ter sido escalado para o serviço diretamente pelo diretor de redação do jornal mineiro, Josemar Gimenez, próximo à irmã de Aécio, Andréa Neves. A apuração, que visava levantar escândalos a envolver Serra e seus aliados durante o processo de privatização do governo Fernando Henrique Cardoso, foi apelidada de Operação Caribe. O nome sugestivo teria a ver com supostas remessas ilegais a paraísos fiscais.

Acuado por uma investigação tocada por Itagiba, chefe da arapongagem de Serra desde os tempos do Ministério da Saúde, Aécio temia ter a reputação assassinada nos moldes do sucedido com Roseana Sarney, atual governadora do Maranhão, em 2002. Naquele período, a dupla Itagiba-Serra articulou com a Polícia Federal a Operação Lunus, em São Luís (MA), que flagrou uma montanha de dinheiro sujo na empresa de Jorge Murad, marido de Roseana, então no PFL. Líder nas pesquisas, Roseana acabou fora do páreo após a imagem do dinheiro ter sido exibida diuturnamente nos telejornais. Serra acabou ungido a candidato da aliança à Presidência, mas foi derrotado por Lula. A família Sarney jamais perdoou o tucano pelo golpe.

Influente nos dois mandatos do irmão, Andréa Neves foi, por sete anos, presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) de Minas Gerais, cargo tradicional das primeiras-damas mineiras, ocupado por ela por conta da solteirice de Aécio. Mas nunca foi sopa quente ou agasalho para os pobres a vocação de Andréa. Desde os primeiros dias do primeiro mandato do irmão, ela foi escalada para intermediar as conversas entre o Palácio da Liberdade e a mídia local. Virou coordenadora do Grupo Técnico de Comunicação do governo, formalmente criado para estabelecer as diretrizes e a execução das políticas de prestação de contas à população. Suas relações com Gimenez se estreitaram.

Convenientemente apontado agora como “jornalista ligado ao PT”, Ribeiro Júnior sempre foi um franco-atirador da imprensa brasileira. E reconhecido.­ Aos 47 anos, ganhou três prêmios Esso e quatro vezes o Prêmio Vladimir Herzog, duas das mais prestigiadas premiações do jornalismo nativo. O repórter integra ainda o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos e é um dos fundadores da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Entre outros veículos, trabalhou no Jornal do Brasil, O Globo e IstoÉ. Sempre se destacou como um farejador de notícia, sem vínculo com políticos e partidos. Também é reconhecido pela coragem pessoal. Nunca, portanto, se enquadrou no figurino de militante.

Em 19 de setembro de 2007, por exemplo, Ribeiro Júnior estava em um bar de Cidade Ocidental, em Goiás, no violento entorno do Distrito Federal, para onde havia ido a fim de fazer uma série de reportagens sobre a guerra dos traficantes locais. Enquanto tomava uma bebida, foi abordado por um garoto de boné, bermuda, casaco azul e chinelo com uma arma em punho. O jornalista pulou em cima do rapaz e, atracado ao agressor, levou um tiro na barriga. Levado consciente ao hospital, conseguiu se recuperar e, em dois meses, estava novamente a postos para trabalhar no Correio Braziliense, do mesmo grupo controlador do Estado de Minas, os Diários Associados. Gimenez acumula a direção de redação dos dois jornais.

Depois de baleado, Ribeiro Júnior, contratado pelos Diários Associados desde 2006, foi transferido para Belo Horizonte, no início de 2008, para sua própria segurança. A partir de então, passou a ficar livre para tocar a principal pauta de interesse de Gimenez: o dossiê de contrainformação encomendado para proteger Aécio do assédio da turma de Serra. O jornalista tinha viagens e despesas pagas pelo jornal mineiro e um lugar cativo na redação do Correio em Brasília, inclusive com um telefone particular. Aos colegas que perguntavam de suas rápidas incursões na capital federal, respondia, brincalhão: “Vim ferrar com o Serra”.

Na quarta-feira 20, por ordem do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, a cúpula da PF foi obrigada a se movimentar para colocar nos eixos a história da quebra de sigilos. A intenção inicial era só divulgar os resultados após o término das eleições. O objetivo era evitar que as conclusões fossem interpretadas pelos tucanos como uma forma de tentar ajudar a campanha de Dilma Rousseff. Mas a reportagem da Folha, enviezada, obrigou o governo a mudar seus planos. E precipitou uma série de versões e um disse não disse, que acabou por atingir o tucanato de modo irremediável.

Em entrevista coletiva na quarta-feira 20, o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, e o delegado Alessandro Moretti, da Divisão de Inteligência Policial (DIP), anunciaram não existir relação entre a quebra de sigilo em unidades paulistas da Receita Federal e a campanha presidencial de 2010. De acordo com Moretti, assim como constou de nota distribuída aos jornalistas, as provas colhidas revelaram que Ribeiro Júnior começou a fazer levantamento de informações de empresas e pessoas físicas ligadas a tucanos desde o fim de 2008, por conta do trabalho no Estado de Minas. A informação não convenceu boa parte da mídia, que tem arrumado maneiras às vezes muito criativas de manter aceso o suposto elo entre a quebra de sigilo e a campanha petista.

Em 120 dias de investigação, disse o delegado Moretti, foram ouvidas 37 testemunhas em mais de 50 depoimentos, que resultaram nos indiciamentos dos despachantes Dirceu Rodrigues Garcia e Antonio Carlos Atella, além do office-boy Ademir Cabral, da funcionária do Serpro cedida à Receita Federal Adeildda dos Santos, e Fernando Araújo Lopes, suspeito de pagar à servidora pela obtenção das declarações de Imposto de Renda. Ribeiro Júnior, embora tenha confessado à PF ter encomendado os do­cumentos, ainda não foi indiciado. Seus advogados acreditam, porém, que ele não escapará. Um novo depoimento do jornalista à polícia já foi agendado.

De acordo com a investigação, a filha e o genro do candidato do PSDB, Verônica Serra e Alexandre Bourgeois, tiveram os sigilos quebrados na delegacia da Receita de Santo André, no ABC Paulista. Outras cinco pessoas, das quais quatro ligadas ao PSDB, tiveram o sigilo violado em 8 de outubro de 2009, numa unidade da Receita em Mauá, também na Grande São Paulo. Entre elas aparecem o ex-ministro das Comunicações do governo Fernando Henrique Cardoso, o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, e Gregório Preciado, ex-sócio de Serra. O mesmo ocorreu em relação a Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil e tesoureiro de campanhas de Serra e FHC.

Segundo dados da PF, todas as quebras de sigilo ocorreram entre setembro e outubro de 2009. As informações foram utilizadas para a confecção de relatórios, e todas as despesas da ação do jornalista, segundo o próprio, foram custeadas pelo jornal mineiro. Mas o repórter informou aos policiais ter disposto de 12 mil reais, em dinheiro, para pagar pelos documentos – 8,4 mil reais, segundo Dirceu Garcia – e outras despesas de viagem e hospedagem. Garcia revelou ao Jornal Nacional, da TV Globo, na mesma quarta 20, ter recebido 5 mil reais de Ribeiro Júnior, entre 9 e 19 de setembro passado, como “auxílio”. A PF acredita que o “auxílio” é, na verdade, uma espécie de suborno para o despachante não confessar a quebra ilegal dos sigilos.

A nota da PF sobre a violação fez questão de frisar que “não foi comprovada sua utilização em campanha política”, base de toda a movimentação da mídia em torno de Ribeiro Júnior desde que, em abril, ele apareceu na revista Veja como integrante do tal “grupo de inteligência” da pré-campanha de Dilma Rousseff. Embora seja a tese de interesse da campanha tucana e, por extensão, dos veículos de comunicação engajados na candidatura de Serra, a ligação do jornalista com o PT não chegou a se consumar e é um desdobramento originado da encomenda feita por Aécio.

A vasta apuração da Operação Caribe foi transformada em uma reportagem jamais publicada pelo Estado de Minas. O material, de acordo com Ribeiro Júnior, acabou por render um livro que ele supostamente pretende lançar depois das eleições. Intitulado Os Porões da Privataria, a obra pretende denunciar supostos esquemas ilegais de financiamento, lavagem de dinheiro e transferência de recursos oriundos do processo de privatização de estatais durante o governo FHC para paraísos fiscais no exterior. De olho nessas informações, e preocupado com “espiões” infiltrados no comitê, o então coordenador de comunicação da pré-campanha de Dilma, Luiz Lanzetta, decidiu procurar o jornalista.

Lanzetta conhecia Ribeiro Júnior e também sabia que o jornalista tinha entre suas fontes notórios arapongas de Brasília. Foi o repórter quem intermediou o contato de Lanzetta com o ex-delegado Onézimo Souza e o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá. O quarteto encontrou-se no restaurante Fritz, localizado na Asa Sul da capital federal, em 20 de abril. Aqui, as versões do conteú do do convescote divergem. Lanzetta e Ribeiro Júnior garantem que a intenção era contratar Souza para descobrir os supostos espiões. Segundo o delegado, além do monitoramento interno, a dupla queria também uma investigação contra Serra.

O encontro no Fritz acabou por causar uma enorme confusão na pré-campanha de Dilma e, embora não tenha resultado em nada, deu munição para a oposição e fez proliferar, na mídia, o mito do “grupo de inteligência” montado para fabricar dossiês contra Serra. A quebra dos sigilos tornou-se uma obsessão do programa eleitoral tucano, até que, ante a falta de dividendos eleitorais, partiu-se para um alvo mais eficiente: os escândalos de nepotismo a envolver a então ministra da Casa Civil Erenice Guerra.

O tal “grupo de inteligência” que nunca chegou a atuar está na base de outra disputa fratricida, desta vez no PT. De um lado, Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte que indicou a empresa de Lanzetta, a Lanza Comunicações, para o trabalho no comitê eleitoral petista. Do outro, o deputado estadual por São Paulo Rui Falcão, interessado em assumir maior protagonismo na campanha de Dilma Rousseff. Essa guerra de poder e dinheiro resultou em um escândalo à moda desejada pelo PSDB.

Em um dos depoimentos à polícia, Ribeiro Júnior acusa Falcão de ter roubado de seu computador as informações dos sigilos fiscais dos tucanos. Segundo o jornalista, o deputado teria mandado invadir o quarto do hotel onde ele esteve hospedado em Brasília. Também atribuiu ao petista o vazamento de informações a Veja. O objetivo de Falcão seria afastar Lanzetta da pré-campanha e assumir maiores poderes. À Veja, Falcão teria se apresentado como o lúcido que impediu que vicejasse uma nova versão dos aloprados, alusão aos petistas presos em 2006 quando iriam comprar um dossiê contra Serra. Em nota oficial, o parlamentar rebateu as acusações. Segundo Falcão, Ribeiro Júnior terá de provar o que diz.

As conclusões do inquérito não satisfizeram a mídia. Na quinta 21, a tese central passou a ser de que Ribeiro Júnior estava de férias – e não a serviço do jornal – quando veio a São Paulo buscar a encomenda feita ao despachante. E que pagou a viagem de Brasília à capital paulista em dinheiro vivo. Mais: na volta das férias, o jornalista teria pedido demissão do Estado de Minas sem “maiores explicações”.

É o velho apego a temas acessórios para esconder o essencial. Por partes: A retirada dos documentos em São Paulo é resultado de uma apuração, conduzida, vê-se agora, por métodos ilegais, iniciada quase um ano antes. Não há dúvidas de que o diá rio mineiro pagou a maioria das despesas do repórter para o levantamento das informações. Ele não é filiado ao PT ou trabalhou na campanha ou na pré-campanha de Dilma.

Ribeiro Júnior pediu demissão, mas não de forma misteriosa como insinua a imprensa. O pedido ocorreu por causa da morte de seu pai, dono de uma pizzaria e uma fazenda em Mato Grosso. Sem outros parentes que ­pudessem cuidar do negócio, o jornalista decidiu trocar a carreira pela vida de pequeno empresário. Neste ano, decidiu regressar ao jornalismo. Hoje ele trabalha na TV Record.

Quando o resultado do inquérito veio à tona, a primeira reação do jornal mineiro foi soltar uma nota anódina que nem desmentia nem confirmava o teor dos depoimentos de Ribeiro Júnior. “O Estado de Minas é citado por parte da imprensa no episódio de possível violação de dados fiscais de pessoas ligadas à atual campanha eleitoral. Entende que isso é normal e recorrente, principalmente às vésperas da eleição, quando os debates se tornam acalorados”, diz o texto. “O jornalista Amaury Ribeiro Júnior trabalhou por três anos no Estado de Minas e publicou diversas reportagens. Nenhuma, absolutamente nenhuma, se referiu ao fato agora em questão. O Estado de Minas faz jornalismo.”

No momento em que o assunto tomou outra dimensão, a versão mudou bastante. Passou a circular a tese de que Ribeiro Júnior agiu por conta própria, durante suas férias. Procurado por CartaCapital, Gimenez ficou muito irritado com perguntas sobre a Operação Caribe. “Não sei de nada, isso é um absurdo, não estou lhe dando entrevista”, disse, alterado, ao telefone celular. Sobre a origem da pauta, foi ainda mais nervoso. “Você tem de perguntar ao Amaury”, arrematou. Antes de desligar, anunciou que iria divulgar uma nova nota pública, desta vez para provar que Ribeiro Júnior, funcionário com quem manteve uma relação de confiança profissional de quase cinco anos, não trabalhava mais nos Diários Associados quando os sigilos dos tucanos foram quebrados na Receita.

A nota, ao que parece, nem precisou ser redigida. Antes da declaração de Gimenez a CartaCapital, o UOL, portal na internet do Grupo Folha, deu guarida à versão. Em seguida, ela se espalhou pelo noticiário. Convenientemente.

O que Gimenez não pode negar é a adesão do Estado de Minas ao governador Aécio Neves na luta contra a indicação de Serra. Ela se tornou explícita em 3 de fevereiro deste ano, quando um editorial do jornal intitulado Minas a Reboque, Não! soou como um grito de guerra contra o tucanato paulista. No texto, iniciado com a palavra “indignação”, o diário partiu para cima da decisão do PSDB de negar as prévias e impor a candidatura de Serra contra as pretensões de Aécio. Também pareceu uma resposta às insinuações maldosas de um articulista de O Estado de S. Paulo dirigidas ao governador de Minas.

“Os mineiros repelem a arrogância de lideranças políticas que, temerosas do fracasso a que foram levados por seus próprios erros de avaliação, pretendem dispor do sucesso e do reconhecimento nacional construído pelo governador Aécio Neves”, tascou o editorial. Em seguida, desfiam-se as piores previsões possíveis para a candidatura de Serra: “Fazem parecer obrigação do líder mineiro, a quem há pouco negaram espaço e voz, cumprir papel secundário, apenas para injetar ânimo e simpatia à chapa que insistem ser liderada pelo governador de São Paulo, José Serra”. E termina, melancólico: “Perplexos ante mais essa demonstração de arrogância, que esconde amadorismo e inabilidade, os mineiros estão, porém, seguros de que o governador ‘político de alta linhagem de Minas’ vai rejeitar papel subalterno que lhe oferecem. Ele sabe que, a reboque das composições que a mantiveram fora do poder central nos últimos 16 anos, Minas desta vez precisa dizer não”.

Ao longo da semana, Aécio desmentiu mais de uma vez qualquer envolvimento com o episódio. “Repudio com veemência e indignação a tentativa de vinculação do meu nome às graves ações envolvendo o PT e o senhor Amaury Ribeiro Jr., a quem não conheço e com quem jamais mantive qualquer tipo de relação”, afirmou. O senador recém-eleito disse ainda que o Brasil sabe quem tem o DNA dos dossiês, em referência ao PT.

Itagiba, derrotado nas últimas eleições, também refutou as acusações de que teria comandado um grupo de espionagem com o intuito de atingir Aécio Neves, no meio da briga pela realização de prévias no PSDB. “Não sou araponga. Quando fui delegado fazia investigação em inquérito aberto, não espionagem, para pôr na cadeia criminosos do calibre desses sujeitos que formam essa camarilha inscrustada no PT.”
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/quebra-de-sigilo-e-briga-serra-aecio.html

Cristiane Santos: “Lula e Dilma nunca me viram, mas sabem que eu existo”

22 de outubro de 2010

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Fonte:http://dilmanarede.com.br/ondavermelha/blogs-amigos/cristiane-santos-lula-e-dilma-nunca-me-viram-mas-sabem-que-eu-existo

Jornal Nacional força a barra com a história da bolinha de papel

22 de outubro de 2010

Alguém se lembra do rosto de marte?
Na década de 70, uma sonda, ao fotografar o planeta vermelho, tirou esta foto aqui:


O caso ficou conhecido como o homem de marte. Na época, surgiu uma série de explicações afirmando que aquilo havia sido uma grande construção de uma civilização inteligente, não poderia ser obra do acaso. Mas era.

Décadas depois e com mais tecnologia, outra sonda voltou ao mesmo local e desvendou o mistério. Eis as imagens reais sobre aquela superfície:


A diferença de fotos foi explicada pelo salto tecnológico das sondas. Na primeira imagem, as condições de fotografia não eram tão evoluídas quanto as de hoje. Mas, e o rosto? Por que havia um rosto ali? A verdade: não havia.

A questão, explicada por cientistas do comportamento, é aquilo que todos nós sabemos: o cérebro humano trabalha por economia. Ao reconhecer certas imagens, automaticamente o cérebro dá uma lógica para aquilo. O que havia em Marte não era e jamais foi um rosto, era um amontoado de luz e sombras que, naquela disposição, fez com que o cérebro humano reconstruísse e identificasse um rosto humano.

Este é um principio muito conhecido por aqueles que trabalham com comunicação. O Jornal Nacional, na edição de hoje, explorou este recurso ao máximo para validar a história de José Serra como vitima do PT na passeata no Rio de Janeiro de ontem a tarde.

Ainda na noite de ontem, o SBT mostrou a única imagem nítida da história. A da bolinha de papel. Hoje foi o dia das piadas no twitter sobre o assunto. Em poucas horas, expressões como #serrarojas e #boladepapelfacts chegaram aos Trending Tópics.

A campanha do tucano também foi rápida em acusar o PT das agressões. Já a campanha de Dilma mostrou mais uma vez a matéria do SBT e a simples bolinha de papel.

Mas a Globo e o Jornal Nacional já haviam armado a sua arapuca contra a Democracia. Em uma matéria de quase 7 minutos, a Globo tenta provar o improvável: que algo realmente havia machucado José Serra.

O padrão de matérias da emissora carioca comporta para o Jornal Nacional uma média de um minuto e meio para cada reportagem. Para tentar prejudicar Dilma e Lula, o Jornal Nacional usou quase 7. Primeiro a reportagem mostrou a matéria de ontem, depois mostrou as críticas de Lula e Dilma à farsa montada por Serra. Só aí veio com a sua explicação esdrúxula: outro objeto havia acertado Serra.

Em televisão, o que prova são as imagens. Sem tê-las, o Jornal Nacional recorreu a uma gravação feita por celular por um repórter da Folha de S. Paulo. A definição das imagens é péssima. Em um dado momento, alguma coisa parece realmente ter acertado o lado direito da cabeça de Serra. A imagem é congelada e programas de computador tentam melhorá-la ao máximo. Tudo em vão.

Quem vê a primeira vez a imagem enxerga algo em um formato oval com um fundo preto no meio. É tudo que é possível enxergar. Eu mesmo assisti a matéria em uma TV LED de 50 polegadas com a definição das imagens em HD. Ainda sim, só enxerguei um objeto oval mais claro com um fundo preto no meio.

Há quem possa dizer: mas é uma bobina de fita crepe, você não está vendo? Realmente não. A Globo usou o mesmo principio do “homem de Marte”. Ontem os tucanos falaram o dia inteiro sobre a bobina que foi atirada em Serra, hoje também. Ao vermos aquela imagem ruim e congelada na tela, o que o nosso cérebro automaticamente tenta ver? Uma bobina.

Mas o Jornal Nacional não explica porque Serra foi embora após um telefonema e porque tocava no lado esquerdo da cabeça (os dois objetos atingiram o lado direito). No final da matéria do SBT, Serra entra na van e acena “feliz” para o público. Não há qualquer expressão de dor e sequer o candidato parece perturbado ou tonto com o acontecimento.

Até quando o jornalismo parcial da Globo vai discutir pequenos fatos desta campanha? Na mesma edição, a matéria do Jornal Nacional que fala da queda do desemprego durou apenas o clássico um minuto e meio. A Globo tentou também “descolar” Amaury Ribeiro Jr. de Aécio Neves e o jornal O Estado de Minas e ligá-lo ao PT. Foram 5 minutos de vídeo. Ele estava de “férias” do jornal, esta foi a explicação do casal 45. Chegou a hora de discutirmos a propostas para o país. Serra não quer e a Globo também não.

No Jornal do SBT, Carlos Nascimento desafiou qualquer um a provar as agressões contra José Serra. O SBT gravou tudo, afirmou o âncora. Mais uma vez, a Rede Globo tenta editar uma eleição no Brasil.

Para ver a matéria do SBT, acesse o link:http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/?c=1199
Abaixo, assista mais um golpe da Globo contra o povo brasileiro:

Fundação estadunidense denuncia esquema golpista patrocinado pela CIA no Brasil

21 de outubro de 2010

Quarenta e seis anos depois do golpe de 1º de abril de 1964, cá nos vemos sob o mesmo cenário de conspirações dos “irmãos” do Norte, que, como sempre, nos veem como macacos em seu quintal.

Lembram-se, os mais “vividos”, da reveladora fala do assessor do democrata Jimmy Carter, de que “não vamos permitir cobras em nosso quintal”, quando da assinatura do acordo nuclear Brasil-Alemanha pelo general Ernesto Geisel, um dos poucos generais nacionalistas que despertaram a ira do até então grande patrocinador da dita cuja.
Foi manchete do Correio do Brasil, conforme link:http://is.gd/gdv64

Ameaça à democracia, sim, é entregar a soberania do povo brasileiro ao grupo que está por trás de Serra – marionetes da CIA, órfãos e viúvas da TFP, da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, e dos grupos neonazistas, os quais, aliás, usam o mesmo expediente do então candidato Collor, que para ganhar popularidade como vítima recorria a conflitos e provocações de rua e as atribuía à militância da esquerda em 1989 -, nem nisso o “mil caras” é original.

Prefiro o critério do decano da intelectualidade brasileira Oscar Niemeyer, que do alto de seus cento e poucos anos continua lúcido e inabalável em suas convicções socialistas e democráticas, ao lado de Chico Buarque de Holanda, Leonardo Boff, Gilberto Gil, Chico César, Dom Pedro Casaldáliga e tantos outros incansáveis defensores desde sempre do povo brasileiro, das liberdades democráticas, da distribuição de renda e da soberania nacional. Alguém, em sã consciência, duvida? Podem até divergir deles, mas não podem (como, aliás, a tucanalhada faz o tempo todo) desqualificá-los, a menos que se trate de fascistas e neonazistas.

Segue a matéria.

Fundação denuncia esquema golpista patrocinado pela CIA no Brasil

Não bastasse o governador eleito do Rio Grande do Sul e ex-ministro da Justiça, Tarso Genro, denunciar “uma campanha de golpismo político só semelhante aos eventos que ocorreram em 1964 para preparar as ofensivas” contra o então governo estabelecido, o jornal da Strategic Culture Foundation(www.strategic-culture.org) – a partir de sua seção norte-americana, especializada em geopolítica – publicou, nesta semana, reflexão na qual avalia o esforço dos setores mais conservadores dos EUA para denegrir as “imaturas” democracias da América Latina e do Caribe.

No artigo intitulado “Elections in Brazil and the US Intelligence Community” (Eleições no Brasil e a comunidade de inteligência dos EUA), assinado pelo analista Nil Nikandrov, a instituição lembra que “o Brasil nunca pediu permissão para afirmar o seu direito à soberania e à posição de independência na política internacional em causa ao longo dos oito anos da presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, e era amplamente esperado que G. Bush acabaria por perder a paciência e tentar domar o líder brasileiro.

Nada disso aconteceu, embora, evidentemente, porque os EUA se sentiram sobrecarregados demais com problemas com a Venezuela para ficar trancado em um conflito adicional na América Latina”.
A Estrategic Cultural Foundation aborda a questão geopolítica mundial

Leia os principais trechos do artigo:

“Falando aos diplomatas e agentes de inteligência na Embaixada dos EUA no Brasil em março de 2010, a Secretária de Estado, Hillary Clinton enfatizou: ‘na administração Obama, estamos tentando aprofundar e alargar as nossas relações com um certo número de países estratégicos e o Brasil está no topo da lista. Este é um país que realmente importa. E é um país que está tentando muito duro para cumprir a sua promessa ao seu povo de um futuro melhor. E assim, juntos, os Estados Unidos e o Brasil tem que liderar o caminho para os povos deste hemisfério”.

“Vale ressaltar que H. Clinton credita ao Brasil nada menos do que o direito de mostrar o caminho para outras nações, embora de mãos dadas com Washington. Para este último, o caminho é o de suprimir as iniciativas socialistas em todo o continente, de se abster de juntar projetos de integração regional a menos que sejam patrocinados pelos EUA, para se opor aos esforços dos populistas que visam formar um bloco latino-americano de defesa, e para impedir a crescente expansão econômica chinesa.

“Os EUA nomeou o ex-chefe do Departamento de Estado de Assuntos do Hemisfério Ocidental e um passaporte diplomático, com uma reputação dúbia Thomas A. Shannon como novo embaixador para o Brasil às vésperas das eleições no país. Ele se esforçou para convencer o presidente do Brasil para alinhar o país com os EUA e a adotar políticas internacionais menos independentes. Washington ofereceu vantagens ao Brasil como maior cooperação na produção de combustíveis renováveis, consentiram em que estabelece uma divisão da Boeing no país, e assinou uma série de acordos com as indústrias de defesa brasileira, incluindo a comissão de 200 aviões Tucano para a Força Aérea dos EUA.

“O presidente Lula não aceitou. Ele teimosamente manteve a parceria com a H. Chavez e Morales J. esteve em Havana e Teerã, condenou o golpe pró-EUA em Honduras, e até mesmo se comprometeu a desenvolver um setor nacional de energia nuclear. Ele propôs Dilma Rousseff – uma candidata séria, para esperar para orientar um curso da mesma forma independente – como seu sucessor. É alarmante para Washington, Dilma era membro do Partido Comunista e integrou a Vanguarda Armada Revolucionária – nomeadamente, com o pseudônimo de Joana d’Arc, na década de 1970. Ela foi traída por um agente do governo, depois presa, torturada sob os métodos que a CIA ensinou na Escola das Américas, e teve que passar três anos na cadeia. Por isso, mesmo décadas depois Rousseff não é a pessoa da qual se possa esperar que seja um grande fã dos EUA.

“A campanha de Dilma ganhou força gradualmente e as sondagens começaram a dar-lhe um lugar na corrida à frente do candidato de direita, José Serra. Jornalistas ‘amigos-da-américa (do norte)’ e agentes da CIA sondaram a sua disponibilidade para forjar um acordo secreto com Washington e então descobriu-se que o plano não teve chance porque Rousseff firmemente prometera fidelidade ao curso do presidente Lula. A CIA reagiu a tentativa de manchar Rousseff, e os meios de comunicação de imediato lançaram o mito sobre o seu extremismo.

Encontraram informantes da polícia, que posaram como “testemunhas” de seu envolvimento em assaltos a bancos para os quais pretendia pegar o dinheiro para apoiar o terrorismo no Brasil. A mídia conservadora travara uma guerra de classificações e elogios em coro pró-EUA, José Serra como o incontestado favorito e Dilma – como um rival puramente nominal.

Estabilizada a situação, no entanto, Dilma Rousseff finalmente emergiu como a líder da campanha, graças a um apoio pessoal do presidente Lula.

“Ainda assim, a pontuação de Rousseff caiu de 3% a 4%, tirando a chance de vencer ainda no primeiro turno das eleições. O resultado do segundo turno dependerá em grande parte os defensores de Marina da Silva Vaz de Lima, do Partido Verde, que ocupou o terceiro lugar nas eleições, com 19% dos votos. A guerra entre os militantes do PV está declarada e Shannon irá tentar de todos os meios para quebrar uma aliança entre Serra e Silva.

“O time de Dilma visivelmente perdeu o tom triunfalista inicial – o segundo turno é um jogo difícil, e o adversário de seu candidato está implicitamente apoiado por um império poderoso e cheio de recursos que é conhecido por ter impulsionado rotineiramente candidatos à esperança para a vitória. A mídia no Brasil – O Globo, as editoras Abril, como Folha de S. Paulo e a revista Veja – estão ocupados em lavagem lavagem cerebral do eleitorado do país.

“A equipe de Shannon está enfrentando a missão de ajudar ‘novas forças’ menos propensas a desafiar Washington e ajudar a obter um controle sobre o poder no Brasil. A CIA emprega ex-policiais brasileiros demitidos de seus cargos por várias razões, para fazer o trabalho de campo como a vigilância, as invasões a apartamentos, roubos de dados de computador, e chantagem. Na maioria dos casos, estes são os indivíduos com tendências ultradireitistas que consideram Serra como seu candidato. Ministérios do Brasil, comunidades de inteligência e complexo militar-industrial estão fortemente infiltradas por agentes dos EUA. A embaixada dos EUA e do pessoal do consulado no Brasil inclui cerca de 40 dentre a CIA, DEA, FBI, agentes de inteligência e do exército, e têm planos para abrir dez novos consulados nas principais cidades do Brasil, como Manaus, na Amazônia.

“Embora o Departamento de Estado dos EUA esteja empenhado em reduzir o tamanho da representação diplomática no mundo, em um esforço para cortar despesas orçamentais, o Brasil continua sendo uma exceção à regra. O país tem um potencial para se estabelecer como uma força contrária na geopolítica para os EUA no Hemisfério Ocidental dentro dos próximos 15 a 20 anos e as administrações dos EUA – tanto republicanos quanto democratas – estão preocupados com a tarefa de impedi-la de assumir o papel”.
Tradução: CdB
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Fonte:http://correiodobrasil.com.br/fundacao-denuncia-esquema-golpista-patrocinado-pela-cia-no-brasil/187036/

Mídia imperialista prega voto em Serra

SEXTA-FEIRA, 22 DE OUTUBRO DE 2010
Reproduzo matéria publicada no sítio Vermelho:

Renomados veículos da imprensa internacional, porta-vozes do capital financeiro, dos grandes monopólios e oligopólios econômicos e dos interesses estratégicos do imperialismo, publicaram reportagens, editoriais e colunas nos últimos dias sobre a eleição presidencial brasileira, pregando abertamente o voto no candidato do PSDB, José Serra.

A revista The Economist, porta-voz do capital financeiro internacional e dos interesses estratégicos do imperialismo, afirma em editorial publicado nesta quinta-feira (21) que o candidato do PSDB José Serra “seria um presidente melhor que Dilma Rousseff".

Na véspera, outro veículo de mídia a serviço dos interesses do grande capital, o diário Financial Times também avaliou que o tucano seria mais recomendável. E dá a receita: O Brasil precisa controlar suas contas públicas. Na opinião do jornal, Serra tem mais competência para isso.

The Economist especula sobre o possível resultado das urnas e diz que “talvez Dilma seja ainda a favorita”. Mas não esconde sua torcida: “Serra reagiu e a eleição está em aberto”.

A revista dos grandes monopólios financeiros derrama-se em elogios sobre o tucano em relação àquilo que, de acordo com seu código de valores neoliberais e conservadores, seriam qualidades: “Serra parece mais convincente... avançaria mais rapidamente no corte de despesas e do déficit fiscal” e teria mais sucesso em “mobilizar o capital privado”.

Tanto a revista como o jornal, macaqueando a mídia conservadora brasileira, pregam abertamente o voto em Serra. The Economist: “Após oito anos sob o PT, o Brasil se beneficiaria de uma mudança no topo do poder”. Financial Times: “A melhora da intenção de voto em Serra tem sido seguida de menores taxas de juros futuros para papéis” brasileiros... “Se os brasileiros acham que estão prontos para viver sob um governo mais austero, podem votar a favor disso”.

Para seu azar, no dia 31 o eleitorado brasileiro, exceção feita aos compatriotas emigrados, que com certeza não lhes darão ouvidos, o povo brasileiro não vota em Londres nem em Washington ou Nova Iorque.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/midia-imperialista-prega-voto-em-serra.html

Promessas de Serra são impraticáveis e contraditórias

22 de outubro de 2010
O jornalista André Siqueira, sub-editor de Economia da revista Carta Capital, decidiu fazer algumas contas e demonstrou objetivamente que o candidato à presidência da República do PSDB, José Serra, não tem como cumprir uma série de promessas que vem fazendo na campanha eleitoral. Em primeiro lugar, Serra teria que rasgar a cartilha de gestão pública de seu partido, que critica os gastos públicos do governo Lula. E nem assim o tucano conseguiria elevar o salário mínimo para 600 reais, instituir um 13° pagamento para o Bolsa Família ou reajustar em 10% as aposentadorias. “É de causar espanto a falta de olhar crítico da mídia para as promessas do candidato José Serra, impraticáveis diante dos paradigmas de gestão tucanos”, escreve Siqueira. Trata-se de um devaneio do candidato, acrescenta.

Vamos aos números analisados por André Siqueira:

“Consta no Orçamento de 2011 a proposta de elevar o salário mínimo para 538,14 reais. Serra propõe desembolsar 61,86 reais a mais por assalariado, para atingir os 600 reais. Apenas essa promessa de campanha custaria, portanto, 12,3 bilhões de reais. O montante é próximo ao orçamento total do programa Bolsa Família, atualmente em 13,7 bilhões de reais. Aliás, criar uma parcela a mais para o programa acrescentaria 1,14 bilhão de reais ao cálculo – em valores correntes. Finalmente, há o reajuste dos benefícios da Seguridade Social. Nesse caso, apelo ao cálculo do economista do Ipea, Marcelo Caetano, que avaliou em 6,2 bilhões de reais o esforço adicional exigido pelo presente oferecido pelo tucano aos aposentados e pensionistas”.

No total, assinala o jornalista da Carta Capital, as promessas de Serra custariam cerca de 19,6 bilhões de reais aos cofres públicos. André Siqueira consultou, então, o especialista em contas públicas, Amir Khair, ex-secretário de Finanças de São Paulo, para indagar sobre a viabilidade das promessas de Serra, que batem de frente, sempre é bom lembrar, com as críticas que o próprio candidato e seu partido fazem ao que consideram ser “excesso de gastos” do governo Lula. Em primeiro lugar, Khair lembra que o gasto federal corresponde a uma parcela de 43% dos desembolsos totais do setor público. O restante fica a cargo das prefeituras e estados. Em segundo, assinala, cerca de 80% do orçamento federal está legalmente engessado com salários e outras obrigações constitucionais.

Considerando a pouca margem de manobra que resta ao Executivo, Khair imagina que um “choque de gestão”, – a receita preferida do PSDB – permitiria um corte de aproximadamente 30%. Seria um “sacrifício extraordinário”, diz o economista, e equivaleria a 2,58% do gasto público nacional, algo em torno de 9,9 bilhões de reais. Ou seja, mesmo se fizesse isso, Serra estaria conseguindo apenas a metade dos recursos necessários para cumprir suas promessas de aumentar o salário mínimo para 600 reais, de reajustar em 10% as aposentadorias e de conceder um 13° pagamento ao Bolsa Família. “E ele continua a criticar o endividamento público. Ao mesmo tempo em que promete elevar gastos sociais, ampliar investimentos e cortar impostos. Como, José?”, indaga o jornalista.
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Fonte:http://www.sejaditaverdade.net/

Ribeiro Júnior relata à PF detalhes de investigação sobre privatizações

Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual
Publicado em 22/10/2010, 18:05

São Paulo – Em depoimento à Polícia Federal, o jornalista Amaury Ribeiro Júnior revela detalhes sobre o livro que pretende publicar a respeito dos processos de privatização da década de 1990, a maioria durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. As investigações foram conduzidas por ele durante passagens por redações de diversos jornais, a partir de 2000. Ele menciona denúncias sobre recursos operados no exterior por Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor de assuntos internacionais do Banco do Brasi, e por Verônica Allende Serra – filha do atual candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB).

No depoimento, cuja íntegra foi divulgada pelo portal de O Estado de S. Paulo, o jornalista sustenta que se centrou na figura de Ricardo Sérgio de Oliveira, apontado como principal "operador" da formação de consórcios para os leilões. O processo teria sido iniciado durante sua passagem pelo jornal O Globo e prosseguido em 2001, quando já trabalhava no Jornal do Brasil.

O início das investigações, sempre segundo o depoimento prestado à PF, ocoreu em um processo que corria na Justiça Estadual de São Paulo ajuizado pela Rhodia do Brasil contra a Calfat, empresa de Ricardo Sérgio. Nos autos, havia uma declaração de renda que mencionava uma empresa sediada em Nova York, chamada Franton Inc.

Dois anos depois, com dados obtidos pela promotoria dos Estados Unidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado e pela Polícia Federal, descobriu que Ricardo Sérgio teria movimentado recursos por meio de doleiros no exterior. Reportagens a respeito foram publicadas na revista IstoÉ, em 2003, o que acarretou processos judiciais por danos morais por parte de Ricardo Sérgio.

No processo, Ribeiro Júnior afirma ter conseguido autorização judicial para acessar dados da CPI do Banestado sobre Ricardo Sérgio. A permissão foi concedida pelo uso de "exceção de verdade", um recurso jurídico que permite acesso a dados sigilosos ou referentes a outros processos judiciais como forma de permitir a defesa.

Embora não tenha voltado a publicar reportagens sobre o assunto, Ribeiro Júnior assegura ter reunido vasto material sobre outras figuras ligadas ao processo de privatização, como Gregório Marin Preciado (marido de uma prima de Serra), Carlos Jereissati (atual dono da Oi) e Ronaldo de Souza (sócio de Ricardo Sérgio).

Pós-2007

Ele afirma, ainda no depoimento à PF, que se aprofundou ainda mais no caso depois de ir trabalhar em O Estado de Minas, em dezembro de 2007, por ter recebido informações de que havia um grupo clandestino de inteligência que estaria seguindo o então governador do estado, Aécio Neves (PSDB). Por isso, ele teria decidido voltar a investigar as privatizações, recorrendo a dados em cartórios, juntas comerciais e órgãos de Justiça.

A partir de então, seu enfoque estava voltado a José Serra. Segundo Ribeiro Júnior, ele teve acesso a procurações e documentos que sugeriam a existência de empresas em paraísos fiscais em nome de Verônica Allende Serra – filha do atual candidato – e Alexandre Bourgeois – genro de Serra. Os dados apontariam, inclusive, que um escritório nas Ilhas Virgens, um paraíso fiscal na América Central, teria sido compartilhado com empresa de Ricardo Sérgio. Ele não apresentou provas à PF a respeito de suas afirmações.

Em depoimento à PF, jornalista nega ter oferecido dossiê a PT

22 de outubro de 2010
Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual

São Paulo - O jornalista Amaury Ribeiro Junior nega, em depoimento à Polícia Federal (PF), ter pedido a violação de sigilos fiscais de pessoas ligadas ao candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB). A investigação de pessoas ligadas ao tucano, com base em documentos de órgãos de Justiça e cartórios, ocorreu a partir de investigações conduzidas por ele quando era funcionário do jornal O Estado de Minas. Ele descarta qualquer oferta de venda de dossiês para o PT e para a pré-campanha de Dilma Rousseff (PT) em abril, como acusam integrantes do PSDB.

Os dados do depoimento revelados parcialmente até a tarde desta sexta-feira (22) foram o que motivou o presidente do PT, José Eduardo Dutra, a afirmar que o PSDB mantém uma "central de espionagem".

No depoimento, cuja íntegra foi divulgada pelo portal de O Estado de S.Paulo, o jornalista alega que investiga as privatizações promovidas pelo governo Fernando Henrique Cardoso há dez anos. Ele se concentra no papel de Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil e apontado como principal "operador" da formação de consórcios para os leilões. Nesse período, ele passou por diferentes empresas jornalísticas, ligadas a redações da revista IstoÉ e dos jornais O Globo, Correio Braziliense e O Estado de Minas – estes últimos dos Diários Associados (clique aqui para ler mais).

Ribeiro Júnior afirma que retomou a investigação depois de dezembro de 2007, quando foi transferido para Minas Gerais. Ele afirma ter descoberto que um grupo ligado a Marcelo Itagiba, ex-delegado e deputado federal pelo Rio de Janeiro, estaria comandando um grupo clandestino de inteligência para seguir o então governador Aécio Neves (PSDB). A central teria por objetivo reunir informações contra o então pré-candidato à Presidência, que postulava a indicação para concorrer ao Palácio do Planalto contra o então governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

Ele não menciona pedidos de quebra de sigilo fiscal. Apesar disso dois depoimentos do despachante Dirceu Garcia atribuem a ele pagamentos pelo serviço. Há menção a um desembolso de R$ 5 mil destinado a garantir o silêncio de Garcia sobre os episódios.

Reunião com PT

A versão de Ribeiro Júnior sobre a reunião com membros do PT é de que se tratou de um encontro para monitorar a sede da pré-campanha de Dilma Rousseff. A avaliação de Luiz Lanzetta, que convocou o jornalista e outros dois agentes, era de que algum membro estaria repassando informações e decisões da pré-campanha para veículos de imprensa. O temor inicial, ainda segundo Ribeiro Júnior, era de que houvesse alguma ação de espionagem do grupo ligado a José Serra

A hipótese foi descartada ainda antes da reunião. Lanzetta teria passado a suspeitar que os "vazamentos" fossem fruto de "fogo amigo", quer dizer, uma ação de pessoas ligadas ao deputado estadual Rui Falcão (SP), que teria interesse em ocupar espaço na campanha em detrimento de Fernando Pimentel (MG), ex-prefeito de Belo Horizonte. Ambos são coordenadores de campanha da Dilma atualmente. Após a reunião, em que à proposta de monitoramento foram incluídas ainda investigações contra Serra, Ribeiro Júnior afirma que a negociação não prosperou.

Além disso, Ribeiro Júnior acusa Rui Falcão de ter "roubado", de um notebook, os dados referentes à investigação do jornalista aos tucanos. A confirmação teria se dado após uma conversa com o jornalista Policarpo Júnior, repórter da revista Veja e autor da reportagem que acusava a existência de uma suposta "central de inteligência" na pré-campanha de Dilma.

olicarpo teria sido procurado depois de Lanzetta avisar a Ribeiro Júnior sobre o novo vazamento, ligado justamente à reunião. Procurado, o repórter de Veja teria descrito as informações do material, repassado por um dirigente petista, que coincidiam com o material de Ribeiro Júnior. A conclusão de que se tratava de Falcão está relacionada à hospedagem no Apart Hotel Melià, em Brasília (DF), onde o deputado estadual teria acesso.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/em-depoimento-a-pf-jornalista-descarta-venda-de-dossie-a-pt

Goiás: Pesquisas apontam empate técnico entre Marconi e Íris

São Paulo – Segundo pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (20), caiu a diferença entre os dois candidatos ao governo de Goiás no segundo turno. Marconi Perillo (PSDB), tem 48% das intenções de voto, ante 44% do peemedebista Íris Rezende.

Brancos e nulos somam 3% e os indecisos, 5%. Foram entrevistados 1.204 eleitores. A pesquisa foi encomendada pela TV Anhanguera e realizada entre os dias 17 e 19, e está registrada no TRE sob o número 52.095/2010. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Vox Populi

Pesquisa Vox Populi também divulgada nesta quarta-feira (20) mostra o tucano com 49% e seu adversário Íris Rezende com 44%. Brancos e nulos somam 3% e indecisos, 5%.

O Vox Populi ouviu 1.200 pessoas entre os dias 16 e 18. A margem de erro é de 2,8 pontos, para mais ou para menos. A pesquisaestá registrada no TSE sob o número 36.305 e no TRE com o número 51.901.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/goias-ibope-aponta-empate-tecnico-entre-marconi-e-iris

PSDB recua no tom sobre agressão, mas move ação contra manifestantes

Legenda foge do embate com Lula, que acusou Serra de mentir sobre agressão
22 de outubro de 2010

São Paulo - O candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB) e lideranças de seu partido baixaram o tom no caso da suposta agressão ao tucano no Rio de Janeiro, na quarta-feira (20). As críticas a Luiz Inácio Lula da Silva e a insistência em afirmar que houve dois objetos atirados contra Serra arrefeceram, mas a legenda de oposição entrou com uma ação na Procuradoria Geral da República (PGR) contra duas pessoas que teriam participado do confronto entre militantes do PT e do PSDB. Ações contra Lula estão descartadas por ora.

"Não se trata de discutir mais de que matéria foi feito o objeto que atingiu a cabeça do candidato José Serra", desviou Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), senador eleito por São Paulo. O partido apega-se à ideia de que a caminhada do tucano foi "brutalmente perturbada" e interrompida por "uma tropa de choque" que teria sido "organizada previamente" para deter Serra.

Na representação na PGR, são acusados o diretor do Sindicato dos Agentes de Combate a Endemias, José Ribamar de Lima, e Sandro Alex de Oliveira Cézar, conhecido como "Sandro mata-mosquito". Eles serão representados pelos artigos 248, 331 e 332 do Código Eleitoral. Esses artigos impedem que se perturbe, inutilize ou altere meios lícitos de propaganda eleitoral e do exercício dela. O pedido é de abertura de inquérito pela Polícia Federal.

Nesta sexta-feira, líderes da coligação reuniram-se na sede da campanha tucana, entre eles o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), e senador Alvaro Dias (PR).

Sérgio Guerra foi questionado se pretendia tomar alguma atitude contra o presidente Lula. Na véspera, acusou Serra de mentir e de ter criado uma farsa durante o confronto entre militantes petistas e tucanos. Ele chegou a comparar o candidato ao goleiro chileno Rojas que, em 1989, simulou ter sido atingido por um foguete no Maracanã, em partida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Acionar Lula na Justiça é uma medida descartada por ora pela oposição.

Serra, em entrevista a jornalistas nesta sexta, em Porto Alegre, manteve o tom ameno. "Lula se comportou como militante", limitou-se Serra. O tucano afirmou ainda que ao dar aval a casos como esse o presidente Lula acaba estimulando que os atos se repitam. Disse que essas agressões são resultado de uma concepção em que os adversários são inimigos e precisam ser destruídos com mentira e violência.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/psdb-recua-no-tom-sobre-agressao-mas-move-acao-contra-manifestantes

Dilma critica tucanos pelo baixo nível da campanha

Durante entrevista coletiva concedida em Belo Horizonte, a candidata Dilma Rousseff afirmou hoje que o propósito de sua coligação é fazer uma campanha de alto nível. Segundo ele, a campanha de José Serra é a maior responsável pelo rebaixamento da discussão de propostas e pela valorização de outros temas, como as acusações sem provas.

“Eu acho que tem que ter muito cuidado em ficar transformando episódios”, disse, ao ser questionada sobre a confusão envolvendo o candidato tucano no Rio de Janeiro. Dilma explicou que também foi vítima de uma tentativa de agressão, ontem em Curitiba, mas não fez acusações levianas e nem transformará isso no assunto central da sua campanha.

“Vocês sabem o peso de uma bola com água jogada do 12º andar? Foi isso que jogaram na minha cabeça ontem em Curitiba. Só não pegou porque eu desviei o corpo. Mas não tinha nenhuma briga nesse momento da bola caindo na minha cabeça. Foi alguém que deliberadamente faz isso. E eu não saí por aí acusando a campanha deles de fazer isso”, afirmou. Para a candidata, o maior objetivo de sua campanha é apresentar propostas ao Brasil.

“Eu pediria a vocês jornalistas que dessem destaque às minhas propostas de parceria com os municípios para obras de saneamento, para a construção de creches e escolas técnicas ao invés de ficarem abordando esses episódios”, concluiu. Acompanhe aqui a cobertura diária da campanha de Dilma pelo Twitter.
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Fonte:http://dilmanarede.com.br/ondavermelha/dilma13/dilma-critica-tucanos-pelo-baixo-nivel-da-campanha

Especialista vê manipulação em imagens de agressão a Serra exibidas pelo Jornal Nacional

Análise quadro a quadro das imagens feitas pelo especialista aponta conclusão distinta da exibida pelo telejornal da Globo (Foto: Reprodução)

Por: Patrícia Ferreira, especial para a Rede Brasil Atual
Publicado em 22/10/2010,

São Paulo - O especialista em videografismo José Antônio Meira afirma, nesta sexta-feira (22), que houve manipulação nas imagens divulgadas na edição de quinta-feira (21) do Jornal Nacional, da TV Globo. A reportagem tratou sobre um segundo objeto que teria atingido a cabeça do candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB), durante confronto entre cabos eleitorais do PSDB e do PT, na zona oeste do Rio de Janeiro.

A emissora sustentava que, depois da bolinha de papel, um rolo de fita adesiva teria atingido a cabeça do candidato, fazendo com que ele sentisse tontura e fosse hospitalizado. Após ter feito uma sequência quadro-a-quadro, em seu próprio computador, Meira não encontrou qualquer vestígio de fita crepe nas imagens. Inicialmente, a análise do coordenador do curso de relações públicas multimídia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi publicada no portal Nova-E.

"Foi golpe baixo em época de eleição", resume, em entrevista por telefone à Rede Brasil Atual. "O que aparece é um artifact, um efeito, que mais pode ser chamado de defeito, resultante de muita compressão de um vídeo digital. Era apenas a cabeça de uma pessoa ao lado do Serra. Se fosse um objeto em movimento, teria aparecido em outros planos sequenciais, chegando, voando, caindo. Não tem nada disso", detalha o especialista..

O vídeo, em qualidade ruim, foi feito por um repórter do jornal Folha de S. Paulo. A verificação quadro-a-quadro pode ser feita por qualquer pessoa, segundo o especialista. Para isso, é necessário ter um programa específico de edição de imagens instalado em um computador, além de placa de vídeo compatível com a tarefa. Por isso, Meira qualifica como "prepotência" a decisão da TV Globo de mostrar imagens com o que ele considera ser uma falsa versão – já que ela poderia ser desmascarada facilmente.

"Na minha opinião, foi manipulação de imagens, o que sempre houve na TV Globo", acusa. "A diferença é que, agora, temos o recurso das redes de relacionamento na internet. A informação está em todo lugar, publicada por qualquer pessoa. Assim, a polêmica ganha uma proporção bem maior. Não dá mais pra se dar ao luxo de manipular na grande mídia e achar que vai ficar por isso mesmo. Estão jogando fora a credibilidade em função do partidarismo”, afirma Meira.

Em nota, a Central Globo de Comunicação atribui a responsabilidade pelo material e pela análise aos autores das imagens e ao perito consultado, Ricardo Molina. Segundo a emissora, as imagens exibidas foram colhidas do SBT e a da Folha.com, "enviadas sem edição ao perito Ricardo Molina".

"A TV Globo se baseou também no relato de sua repórter e de outras testemunhas que relataram ter visto o candidato José Serra ser atingido por um objeto semelhante a um rolo de fita adesiva", prossegue a nota. A emissora afirma que um laudo técnico, "com informações mais detalhadas" está em produção por Molina, "que, também, pode ser procurado para responder as perguntas a nós dirigidas", completa o texto.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/especialista-acusa-manipulacao-em-imagens-exibidas-pelo-jornal-nacional

O dia em que até a Globo vaiou Ali Kamel

22 de outubro de 2010
O chefe conduz a equipe para a vergonha

Passava das 9 da noite dessa quinta-feira e, como acontece quando o “Jornal Nacional” traz matérias importantes sobre temas políticos, a redação da Globo em São Paulo parou para acompanhar nos monitores a “reportagem” sobre o episódio das “bolinhas” na cabeça de Serra.

A imensa maioria dos jornalistas da Globo-SP (como costuma acontecer em episódios assim) não tinha a menor idéia sobre o teor da reportagem, que tinha sido editada no Rio, com um único objetivo: mostrar que Serra fora, sim, agredido de forma violenta por um grupo de “petistas furiosos” no bairro carioca de Campo Grande.

Na quarta-feira, Globo e Serra tinham sido lançados ao ridículo, porque falaram numa agressão séria – enquanto Record e SBT mostraram que o tucano fora atingido por uma singela bolinha de papel. Aqui, no blog do Azenha. você compara as reportagens das três emissora na quarta-feira. No twitter, Serra virou “Rojas”. Além de Record e SBT, Globo e Serra tiveram o incômodo de ver o presidente Lula dizer que Serra agira feito o Rojas (goleiro chileno que simulou ferimento durante um jogo no Maracanã).

Ali Kamel não podia levar esse desaforo pra casa. Por isso, na quinta-feira, preparou um “VT especial” – um exemplar típico do jornalismo kameliano. Sete minutos no ar, para “provar” que a bolinha de papel era só parte da história. Teria havido outra “agressão”. Faltou só localizar o Lee Osvald de Campo Grande. O “JN” contorceu-se, estrebuchou para provar a tese de Kamel e Serra. Os editores fizeram todo o possível para cumprir a demanda kameliana. mas o telespectador seguiu sem ver claramente o “outro objeto” que teria atingido o tucano. Serra pode até ter sido atingido 2, 3, 4, 50 vezes. Só que a imagem da Globo de Kamel não permite tirar essa conclusão.

Aliás, vários internautas (como Marcelo Zelic, em ótimo vídeo postado aqui no Escrevinhador) mostraram que a sequência de imagens – quadro a quadro – não evidencia a trajetória do “objeto” rumo à careca lustrosa de Serra.

Mas Ali Kamel precisava comprovar sua tese. E foi buscar um velho conhecido (dele), o peritoRicardo Molina.

Quando o perito apresentou sua “tese” no ar, a imensa redação da Globo de São Paulo – que acompanhava a “reportagem” em silêncio – desmanchou-se num enorme uhhhhhhhhhhh! Mistura de vaia e suspiro coletivo de incredulidade.

Boas fontes – que mantenho na Globo – contam-me que o constrangimento foi tão grande que um dos chefes de redação da sucursal paulista preferiu fechar a persiana do “aquário” (aquelas salas envidraçadas típicas de grandes corporações) de onde acompanhou a reação dos jornalistas. O chefe preferiu não ver.

A vaia dos jornalistas, contam-me, não vinha só de eleitores da Dilma. Há muita gente que vota em Serra na Globo, mas que sentiu vergonha diante do contorcionismo do “JN”, a serviço de Serra e de Kamel.

Terminado o telejornal, os editores do “JN” em São Paulo recolheram suas coisas, e abandonaram a redação em silêncio – cabisbaixos alguns deles.

Sexta pela manhã, a operação kameliana ainda causava estragos na Globo de São Paulo. Uma jornalista com muitos anos na casa dizia aos colegas: “sinto vergonha de ser jornalista, sinto vergonha de trabalhar aqui”.

Serra e Kamel não sentiram vergonha.
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Discurso histórico. Lula e o preconceito dos vira-latas


Extraído do Blog de Brizola Neto:


Desculpem a demora em postar, mas precisava acabar de editar um trecho do discurso feito por Lula ontem em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Creio que o trecho que selecionei é um dos grandes momentos da história das lutas sociais do povo brasileiro. Curiosamente, foi pronunciado no dia de aniversário da morte de Vargas, o primeiro governante brasileiro que passou a considerar o povo brasileiro personagem de nossa História. O discurso de Lula mostra que, 56 anos depois, o povo brasileiro está às portas de ser, definitiva e irrevogavelmente, protagonista da História brasileira.

Assista o vídeo e divulgue. É uma lição para todos nós, uma fogueira em nossos corações, um desempenar de nossas colunas vertebrais, Um levantar de rosto, confiante, seguro, daqueles que portam uma certeza invencível, uma convicção invulnerável, uma esperança que não se apagará.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/08/25/discurso-historico-lula-e-o-preconceito-dos-vira-latas/

Viva o povo brasileiro!

Otavinho, para Lula: “Como é que o senhor vai governar o Brasil se não fala inglês?”

Em comício no MS, Lula ataca diretor da ‘Folha de S. Paulo’

24 de agosto de 2010
Claudio Leal
Direto de Campo Grande (MS)

No Terra

No comício em Campo Grande (MS), na noite desta terça-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou o publisher da Folha de S. Paulo, Otávio Frias Filho, por um episódio ocorrido em 2002, quando foi cobrado, em almoço no jornal paulista, por não falar inglês. Em elevados decibéis, ao lado dos candidatos Dilma Rousseff e Zeca do PT, Lula criticou os que o viam como “cidadão de segunda classe ou verdadeiro vira-lata”.

“Me lembro como se fosse hoje, quando eu estava almoçando com a Folha de São Paulo. O diretor da Folha de São Paulo perguntou pra mim: “O senhor fala em inglês? Como é que o senhor vai governar o Brasil se o senhor não fala inglês?”… E eu falei pra ele: alguém já perguntou se Bill Clinton fala português? Eles achavam que o Bill Clinton não tinha obrigação de falar português!”, alvejou. A plateia o interrompeu, com gritos e aplausos. “Era eu, o subalterno, o colonizado, que tinha que falar inglês, e não Bill Clinton o português!”.

“Houve uma hora em que eu fiquei chateado e me levantei da mesa e falei: eu não vim aqui pra dar entrevista, eu vim aqui pra almoçar… Levantei, parei o almoço… E fui embora”, prosseguiu. “Quando terminou o meu mandato, Zeca… terminei sem precisar ter almoçado com nenhum jornal! Nunca faltei com o respeito com a imprensa… E vocês sabem o que já fizeram comigo…”, encerrou o presidente.
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Fonte:www.viomundo.com.br

Grande debate político nacional

22 de outubro de 2010

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/humor/grande-debate-politico-nacional.html

Datafolha: Dilma 56%, Serra 44%

22 de outubro de 2010

Dilma estanca sua queda e abre 12 pontos sobre Serra

FERNANDO RODRIGUES, no UOL
DE BRASÍLIA

Pesquisa Datafolha confirma que Dilma Rousseff (PT) estancou sua perda de votos iniciada no final de setembro. A petista voltou a subir e agora tem uma vantagem de 12 pontos sobre José Serra (PSDB) na disputa pela Presidência da República.

Quando se consideram os votos válidos (excluídos brancos, nulos e indecisos), a petista tem 56% contra 44% do tucano. Esses 12 pontos de vantagem estão abaixo do que foi registrado na véspera da eleição do último dia 3, quando o Datafolha fez uma simulação de eventual segundo turno –Dilma tinha 57% contra 43% de Serra.

A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela Rede Globo e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral com o número 36.536/2010. O Datafolha entrevistou ontem 4.037 pessoas em 243 cidades. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos.

Em relação à semana passada, as oscilações dos percentuais totais de votos válidos foram todas no limite da margem de erro. Dilma tinha 54% (com mais dois pontos, foi a 56%). Serra tinha 46% (e deslizou para 44%).

Nos votos totais, Dilma aparece com 50% (tinha 47% há uma semana). Serra tem 40% (contra 41% do levantamento anterior). Os que dizem votar em branco, nulo ou nenhum continuaram estáveis, com 4%. Os indecisos oscilaram de 8% para 6%.

VOTOS DE MARINA

Os votos da terceira colocada no primeiro turno, Marina Silva (PV), registraram um movimento favorável a Dilma nesta semana. A petista cresceu oito pontos nesse grupo, de 23% para 31%.

Ainda assim, Dilma continua bem atrás de Serra entre os “marineiros”. O tucano sofreu uma queda de cinco pontos, de 51% para 46%.

Há poucos eleitores se dizendo disponíveis para os candidatos aumentarem seus percentuais. Segundo o Datafolha, 88% dos brasileiros declaram-se totalmente decididos sobre em quem votar no dia 31. Apenas 10% cogitam mudar de opinião.

O Datafolha registrou também um fenômeno comum nesta época em períodos eleitorais: aumentou a audiência dos comerciais dos candidatos na TV. Nesta semana, 63% afirmaram ter assistido pelo menos uma vez à propaganda –na semana passada, o percentual era de 52%.

O maior número de eleitores que assistem ao horário eleitoral está no Sul (71%). No Nordeste, o percentual é o menor do país, com 61%.

O debate Folha/RedeTV!, realizado domingo passado, foi visto inteiro ou em parte por 25% dos eleitores.

Segundo o Datafolha, entre os que viram ou ouviram falar do encontro, 24% disseram que Serra foi o vencedor, e 23% apontaram Dilma.

Quando se consideram só os que viram na íntegra, o tucano foi apontado como vencedor por 47% contra 37%.

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/datafolha-dilma-56-serra-44.html

Bolinhagate: Daniel Florencio mostra que Serra não reagiu ao rolo de fita do Molina

22 de outubro de 2010

O Daniel Florencio não está afirmando que José Serra não foi atingido duas vezes. Está mostrando apenas que Serra não reagiu ao objeto que o perito Ricardo Molina colocou na
cabeça do candidato, no Jornal Nacional.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/bolinhagate-daniel-florencio-mostra-que-serra-nao-reagiu-ao-rolo-de-fita-do-molina.html

Dilma Rousseff: quem é a candidata do PT à Presidência

Dilma Rousseff

Candidata: Dilma Rousseff (PT)

Nascimento: 14 de dezembro de 1947, em Belo Horizonte (MG)

Estado Civil: Divorciada

Profissão: Economista

Formação: Formada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, trabalhou na FEE (Fundação de Economia e Estatística). Depois, organizou debates no IEPES (Instituto de Estudos Políticos e Sociais) e, com Carlos Araújo, ajudou a fundar o PDT do Rio Grande do Sul.

Histórico de filiações políticas e partidárias: Polop, Colina, VAR-Palmares, PDT e PT
Cargos relevantes: Secretária da Fazenda de Porto Alegre; Diretora-geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Presidente da FEE; Secretária de Minas, Energia e Comunicação; Ministra de Minas e Energia e Ministra Chefe da Casa Civil.

Dilma Rousseff em resumo: quem é a candidata do PT à presidência?

Prestes a terminar seu mandato, que durou oito anos - a completar em dezembro -, o presidente Lula viu-se incumbido a escolher um dos companheiros petistas para a sucessão no Palácio do Planalto. Preferiu olhar para dentro de seu governo e eleger um de seus ministros.

Dilma Rousseff, hoje com 62 anos, já havia sido Secretária de Minas, Energia e Comunicação e Ministra de Minas e Energia, antes de assumir o Ministério da Casa Civil.
Conhecida como "a mãe do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)", a ex-ministra foi a escolhida de Lula, um presidente que tem 85% de aprovação de seu governo e que deu ao PT o comando do País pela primeira vez.

Filha de um búlgaro, Pétar Russév, e de uma mineira, de quem herdou o nome, Dilma viu-se ligada à política desde muito cedo, mesmo não sabendo disso. Seu pai, que se naturalizou brasileiro com o nome Pedro Rousseff, foi ligado aos movimentos de transformações na Europa e deixou à filha o espírito libertário, além do gosto pela leitura.

Dilma Vana Rousseff nasceu sete dias antes do Natal de 1947. Teve uma infância tranquila e sem muitas dificuldades financeiras, com jantares servidos à francesa, em uma casa em Belo Horizonte. Por lá, ao lado dos dois irmãos Igor e Zana, ela ficou até a juventude. Neste período, estudou em colégios particulares de freiras, exclusivos para moças.

Mais tarde, em 1964, ano do golpe militar, Dilma entrou no Colégio Estadual Central. Nesta escola, que era pública e tinha turmas mistas, iniciou a militância na Política Operária (Polop), organização de esquerda com forte presença no meio estudantil, à qual já pertencia seu namorado, Cláudio Galeno. Eles se casariam três anos depois, apenas no civil e sob os olhares de poucos amigos e familiares.

No mesmo ano de seu casamento, em 1967, Dilma ingressou no curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais e aderiu ao Comando de Libertação Nacional (Colina) - organização que combatia a ditadura.

A participação na luta pelo fim da ditadura deixou marcas no corpo e na memória da ex-ministra. Em 1968, Dilma e Galeno começaram a ser perseguidos em Minas - fato que os separou por conta da distância causada pela clandestinidade.

Em Belo Horizonte, a família não sabia que Dilma pertencia aos grupos considerados "subversivos". A informação só veio quando a moça intelectual de óculos foi presa no centro de São Paulo, em 1970.

Antes disso, em 69, ela se tornou membro do VAR-Palmares (fruto da fusão entre Colina e VPR). Lá, ela conheceu aquele que viria a ser seu segundo marido, o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo - com quem mais tarde fundou o PDT no Rio Grande do Sul.

Tortura e fim da ditadura

As sessões de tortura e a prisão duraram por quase três anos. De janeiro de 1970 a dezembro de 1972, Dilma passou os dias nos porões da Operação Bandeirantes (Oban) e do Departamento de Ordem Política e Social (Dops).

Nestes dois departamentos, criados na Ditadura Militar, a jovem de vinte e poucos anos sofreu torturas, de diversas formas, e foi considerada pelos colegas de militância como uma pessoa bastante forte. Ao ser libertada, Dilma voltou à sua casa da infância para se recuperar ao lado da família. Como consequência, desenvolveu hipertiroidismo e depois, hipotiroidismo. Fez tratamento e conseguiu colocar os hormônios "no lugar". Neste período, ela estava dez quilos mais magra e com 25 anos. Em sua ficha do Dops, ela era apontada como "terrorista".

A partir daí, a mineira retomou os objetivos de vida e continuou estudando. Em 73, foi morar em Porto Alegre, onde Carlos Araújo cumpria pena na prisão. Em 74, Araújo foi libertado e retomou a advocacia, enquanto Dilma ingressava na Faculdade de Ciências Econômicas Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 75, ela começa a trabalhar na Fundação de Economia e Estatística (FEE), órgão do governo gaúcho.

Em março de 1977, quando Dilma tinha 29 anos, Paula Rousseff Araújo nasceu. Mãe de primeira viagem, a ex-ministra tinha dificuldade para trocar as fraldas e fazê-la parar de chorar. Estava no último ano de faculdade e se dividia entre os estudos e a filha.

Além de Paula, nasceu também em Dilma a esperança de que o fim da ditadura estava por vir. Ela, então, ao lado do marido, engajou-se na campanha pela Anistia e organizou debates no Instituto de Estudos Políticos e Sociais. Mais tarde, fundou o PDT com Carlos - de quem se separou, após 25 anos de casamento, em 1994.

Câncer e braveza

Considerada pela mídia como um "general", Dilma humanizou-se diante das câmeras ao relatar que estava com câncer linfático, em abril de 2009. A mulher com fisionomia sisuda e bastante séria teve de se submeter às sessões de quimioterapia e logo se recuperou.

A partir daí, começou a aparecer sempre ao lado do presidente Lula, que a considera "uma mulher competente e de fibra". Por outro lado, Dilma, em suas aparições, retribui o carinho e define o presidente como uma pessoa extremamente afetuosa, de quem herdou a capacidade de dialogar. Em 2009, a "mãe do PAC" foi considerada uma das 100 pessoas mais influentes do País pela revista Época.

O ar de "braveza" foi desaparecendo aos poucos, junto às suas mudanças fisionômicas, que começaram em 2008. Ajudada pelas cirurgias plásticas, as linhas de expressão, as olheiras e os olhos caídos deram espaço a um olhar mais vivo, um rosto mais liso e um corte de cabelo mais moderno, definido pelo hair stylist Celso Kamura como "iluminador".
Mas as mudanças não aconteceram só externamente. Ela aprendeu com Lula uma forma mais leve de se comunicar com a população. Vez ou outra Dilma ainda escorrega no "discurso técnico", mas tem evoluído. Hoje, ela sorri mais.

Atualmente, Dilma dedica-se à candidatura a Presidência da República e tem como adversário
direto José Serra (PSDB.
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Fonte:http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4487105-EI15315,00-Dilma+Rousseff+quem+e+a+candidata+do+PT+a+Presidencia.html

José Serra fujão, Dilma Rousseff guerreira

Mensagem do jornalista Pedro Bial:


O Hino Nacional diz em alto e bom tom (ou som, como preferir) que um filho seu não foge à luta. Tanto Serra como Dilma eram militantes estudantis, em 1964, quando os militares, teimosos e arrogantes, resolveram dar o mais besta dos golpes militares da desgraçada história brasileira. Com alguns tanques nas ruas, muitas lideranças, covardes, medrosas e incapazes de compreender o momento histórico brasileiro, colocaram o rabinho entre as pernas e foram para o Chile, França, Canadá, Holanda. Viveram o status de exilado político durante longos 16 anos, em plena mordomia, inclusive com polpudos salários. Foi nas belas praias do Chile, que José Serra conheceu a sua esposa, Mônica Allende Serra, chilena.

Outras lideranças não fugiram da luta e obedeceram ao que está escrito em nosso Hino Nacional. Verdadeiros heróis, que pagaram com suas próprias vidas, sofreram prisões e torturas infindáveis, realizaram lutas corajosas para que, hoje, possamos viver em democracia plena, votar livremente, ter liberdade de imprensa.
Nesse grupo está Dilma Rousseff. Uma lutadora, fiel guerreira da solidariedade e da democracia. Foi presa e torturada. Não matou ninguém, ao contrário do que informa vários e-mails clandestinos que circulam Brasil afora.

Não sou partidário nem filiado a partido político. Mas sou eleitor. Somente por estes fatos, José Serra fujão, e Dilma Rousseff guerreira, já me bastam para definir o voto na eleição presidencial de 2010. Detesto fujões, detesto covardes!
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Fonte: De um amigo, pelo orkut.


Pedro Bial, jornalista.

Tucanos tentam calar a Revista do Brasil

19 de outubro de 2010

PSDB quer liberdade de imprensa só para sua turma

Por Paulo Salvador, da rede Brasil Atual

A Revista do Brasil sofreu mais uma investida do PSDB. Por solicitação dos tucanos, na madrugada desta segunda-feira (18), o ministro Joelson Dias, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu a suspensão de circulação da edição 52, de outubro.

A ação da coligação “O Brasil pode mais”, encabeçada pelo PSDB, de José Serra, foi atendida apenas em parte. Além da Revista do Brasil, suspende a circulação do Jornal da CUT, ano 3, nº 28. Mas três itens cruciais foram negados pelo ministro Dias. A demanda dos advogados tucanos queria silenciar o Blog do Artur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e pedia a busca e apreensão do material mencionado.

O terceiro item negado é emblemático: o PSDB queria que a questão tramitasse em segredo de Justiça. Nenhuma informação sobre o processo poderia ser divulgada, caso o pedido fosse atendido. Isso denota intenções claras do tucanato de ocultar da opinião pública a própria tentativa de restringir, ou censurar, a circulação de informações e opiniões.

A divulgação foi feita pelo site do TSE e repercutiu em sites noticiosos ao longo do dia. A Editora Gráfica Atitude, responsável pela Revista do Brasil, só poderá se pronunciar quando for comunicada oficialmente pelo órgão sobre a decisão do juiz e seus eventuais desdobramentos.

De antemão, agradece as centenas de mensagens de apoio e de solidariedade recebidas ao longo do dia, fruto da mobilização da blogosfera. Qualquer ato dessa natureza – indispor o Judiciário contra às liberdades de imprensa e de expressão – merece no mínimo a condenação de todos os cidadãos que prezam pela democracia e pelo direito à informação.

Diferentemente de panfletos apócrifos destinados a difundir terrorismo, desinformação e baixarias das mais diversas – sejam eles de papel, eletrônicos, digitais ou virtuais –, a Revista do Brasil tem endereço, CNPJ, núcleo editorial e profissionais responsáveis. A transparência do veículo, ao expor sua opinião de forma tão clara quanto rara na imprensa brasileira, e o jornalismo independente e plural que pratica – patrimônio dos trabalhadores aos quais se destina – não merecem ser alvo de qualquer forma de cerceamento.
Quatro anos depois

A edição 52 da Revista do Brasil trazia, à capa, uma foto da candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT), com a chamada “A vez de Dilma: O país está bem perto de seguir mudando para melhor”. A publicação explicita em seu editorial a posição favorável à candidatura Dilma, e traz também reportagem analisando circunstâncias da disputa do segundo turno.

O pedido de restrição de circulação de seu conteúdo assemelha-se a uma investida datada de junho de 2006. À época, o mesmo PSDB encampou pedido de suspensão de distribuição da edição número 1 da revista. Havia ainda a demanda de que a edição deixasse de ser divulgada no site da CUT e do Sindicato dos Químicos.

Repetida a investida, fica latente o lado em que estão as forças aliadas a José Serra. O lado de quem quer liberdade apenas para o tipo de imprensa e de expressão que lhes convém.

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Fonte:http://escrevinhador.com.br/