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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Campanha de Dilma combate “telemarketing da calúnia”

19.10.10

Eleitores e eleitoras de vários estados vêm recebendo diariamente ligações telefônicas com propaganda negativa contra a candidata Dilma Rousseff. Hoje, os advogados da coligação Para o Brasil Seguir Mudando entraram com um requerimento para abertura de inquérito na Polícia Federal, que vai apurar as denúncias e apontar os eventuais responsáveis.

A intenção é identificar os responsáveis pelo serviço de telemarketing, cuja ação configura crime eleitoral por conta das calúnias e difamações ditas nos telefonemas. Até agora, a campanha de Dilma recebeu dezenas de denúncias sobre ligações para vários estados, entre eles Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Todas as pessoas informaram que o número de telefone que faz as ligações tem código 48, da região de Florianópolis (SC).

O "telemarketing da calúnia" foi denunciado na semana passada por meio de uma reportagem dos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas. Trata-se de um novo procedimento dos adversários de Dilma, que espalharam uma série de boatos por e-mails e panfletos contra a candidata nos últimos meses. Clique aqui para saber mais.

Como denunciar

Os desmentidos de boatos, calúnias e difamações podem lidos aqui. Se você receber algum destes telefonemas com propaganda negativa contra Dilma, entre em contato aqui com o site Dilma13 ou deixe um comentário abaixo ou escreva aqui para a seção "Em nome da verdade".

Entre em contato com a central antiboato da campanha pelo e-mailespalheaverdade@dilmanarede.com.br ou pelo telefone (61) 4062- 0808, de Brasília. Em outros estados, confira aqui a lista de telefones para fazer as denúncias.

Enquanto a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral investigam o caso do "telemarketing da calúnia", os blogueiros e usuários do Twitter passaram o dia de hoje alertando as pessoas para as ligações ilegais contra Dilma. O blog Escrevinhador reuniu uma série de casos que podem lidos aqui.

Acompanhe aqui a cobertura diária da campanha de Dilma pelo Twitter.

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Fonte:http://www.dilma13.com.br/noticias/entry/campanha-combate-telemarketing-da-calunia/

Thomaz Bastos: atitude do PSDB reflete "certeza de que vão perder"

19.10.10
FILIPPO CECILIO
VAGNER MAGALHÃES
Direto de São Paulo,Redação Terra

O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos afirmou na noite desta terça-feira (19) que as atitudes da campanha do PSDB durante o segundo turno refletem "a certeza de que vão perder, isso é fruto do medo, medo de perder, medo de encarar a candidata do governo que tem a maior aprovação popular da história do País".

Thomaz Bastos participou ao lado de outros inúmeros integrantes da claque de Dilma Rousseff de um ato de leitura de um manifesto elaborado por educadores, juristas e intelectuais a favor da candidata petista, dentre os signatários do documento estão Celso Bandeira de Mello, Dalmo Dallari e Fábio Konder Comparato. Apesar da intenção do evento, aos invés de educadores, juristas e intelectuais, a mesa foi formada majoritariamente por políticos da coligação petista. O ato ocorreu no TUCA, teatro da PUC de São Paulo.

Estavam sentados ao lado do ex-ministro Michel Temes (PMDB), Eduardo Suplicly(PT), Marta Suplicy, Aloizio Mercadante (PT), José Genuíno (PT), Luiza Erundina (PSB), Protógenes Queiroz (PCdoB), José Eduardo Cardoso (PT), e Frei Beto.

Dilma não pôde participar porque estava em um comício de campanha realizado em Goiás, mas gravou uma mensagem em vídeo que foi transmitida para os presentes.

Cada um dos políticos citados teve a sua oportunidade de ir ao microfone e repetir o script petista de atacar José Serra, o governo FHC e as privatizações.

Márcio Thomaz Bastos afirmou que para que Dilma vença a eleição, basta "apenas traduzir nas urnas o sentimento do povo brasileiro".
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Fonte:Portal Terrra: http://is.gd/g8YmP

Homem é autuado em São Paulo por distribuir material anti-Dilma

19.10.10
O acusado foi identificado como Celmo Felski e tinha 150 panfletos semelhantes ao encontrado na Gráfica Pana, com o logo da CNBB

Um homem identificado como Celmo Felski foi autuado nesta terça-feira em Campos do Jordão (Vale do Paraíba – SP), por distribuir panfletos com mensagens de acusação contra a candidata do PT, Dilma Rousseff, e o partido dela.

Foto: Reprodução

Panfleto apócrifo da CNBB descoberto em uma gráfica da zona sul de São Paulo. 150 exemplares do material foram apreendidos pela polícia de Campos do Jordão, em SP

Segundo a delegacia de Campos do Jordão, os 150 panfletos eram semelhantes aqueles que foram apreendidos pela Polícia Federal no último sábado na Editora Gráfica Pana, no bairro do Cambuci, na capital paulista.
Com assinatura da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o material prega o votocontra a candidata do PT por suposto apoio à legalização do aborto.

No último domingo, a CNBB divulgou uma notadesautorizando qualquer material político com o nome da entidade e explicando que as mensagens descobertas na gráfica não correspondiam a opinião da entidade.
De acordo com a polícia, Celmo Felski foi denunciado pelo deputado estadual Carlinhos Almeida (PT) e pelo presidente da Câmara Municipal de Campos do Jordão, Sebastião Aparecido César (DEM).
O acusado foi visto distribuindo o material contra Dilma no centro comercial de Campos e foi denunciado também por eleitores que receberam os panfletos da mão de Felski.
A polícia de Campos diz que o acusado foi identificado em sua casa e enquadrado na lei 4737/65 do código eleitoral por difamação e propaganda eleitoral irregular.
Celmo Felski é diretor do Hospital São Paulo, de Campos do Jordão. Ele foi ouvido pela polícia e liberado. Os panfletos foram apreendidos pelo delegado de plantão.

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Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/homem+e+autuado+em+sao+paulo+por+distribuir+material+antidilma/n1237807094973.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

DILMA PRESIDENTE, GUIA ELEITORAL,19.10.10(noite)


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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/13910-programa-eleitoral-de-dilma-noite-1910

Oposição promove 'campanha de ódio', afirma Dilma em comício

Em Goiânia, candidata criticou uso de temas religiosos na disputa eleitoral
'No Brasil pessoas de todas as crenças convivem fraternamente', disse.
do G1, em Goiânia e em São Paul
o

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou na noite desta terça-feira (19), em comício em Goiânia ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a oposição promove uma campanha de "ódio" ao abordar temas religiosos.

"Hoje criaram uma campanha de ódio, uma campanha que usa do ódio e aproveita, tentando criar uma coisa que o Brasil jamais permitiu. O Brasil sempre foi o Brasil da convivência, da tolerância, da paz", afirmou a candidata, que apontou o "uso de calúnias, mentiras e de expedientes não adequados" pelos adversários.

"Em todas as eleições em que os nossos adversários começam a temer a derrota [fazem] o uso de falsidades, o uso de calúnias, mentiras, o uso de expedientes não adequados, mas sobretudo, criam medos", afirmou.

Dilma citou ainda a "convivência fraterna" entre religiões no país. "No Brasil católicos, evangélicos, espíritas, pessoas de todas as crenças convivem de forma fraterna. Aqui nós temos uma cultura da paz. Nós não podemos deixar que nos transformem em um país cheio de ódio. Quando há o ódio todo mundo perde e ninguém ganha", disse.

"E ao ódio nós vamos responder com gestos de amor. Mostrando o que é o amor nesse país, é o Bolsa Família, o Luz para Todos, o Minha Casa, Minha Vida, e esse projeto de um Brasil grande que nos vamos construir", completou a candidata.
O discurso de 20 minutos da ex-ministra da Casa Civil teve outras referências à religião. Ao agradecer ao público, Dilma destinou um cumprimento aos "padres e pastores aqui presentes". Também disse que vencerá a eleição "graças a Deus e graças a esse povo generoso".

Como na intervenção posterior de Lula, Dilma comparou a eleição a uma escolha entre modelos, referência frequente nos discursos no segundo turno. "Temos de escolher entre um país que nós sabemos que mudou ou voltar para trás", disse.
Citou números de criação de empregos e disse que as 14,7 milhões de vagas formais criadas sob Lula representam a "metade de todos os empregos criados" na história do país.

Ao falar de educação, incluiu o PSDB ao lado do DEM como partidos que questionaram o ProUni (Programa Universidade para Todos) na Justiça. "O partido dos nossos adversários, o PSDB, e seu aliado, o DEM, entraram no STF para acabar com o ProUni. Porque eles não têm generosidade, não olham para o povo trabalhador e para a oportunidade que demos quando criamos o ProUni", disse.

Dilma também sugeriu que a oposição possa privatizar a exploração das reservas de petróleo da camada do pré-sal. "Nós não vamos deixar que eles privatizem o pré-sal, porque o pré-sal é o nosso passaporte para o futuro.", disse.

Lula cita Deus e reforça discurso da polarização

Fechando o comício, o presidente Lula também fez referências a Deus ao pedir votos para Dilma. "Agradeço muito a Deus por ter chegado onde cheguei."

Também reforçou o discurso de polarização com a oposição ao apontar a disputa de projetos políticos opostos na eleição. "A gente não pode esquecer o Brasil que nós recebemos deles em 2003. Era o Brasil da privatização, do FMI, do desemprego, da desesperança, da falta de oportunidades. E nós mudamos", afirmou.

Ao pedir votos para Iris Rezende (PMDB), Lula disse que "a gente não é obrigado a aguentar mentira o tempo todo" e criticou o PSDB, sigla de Marconi Perillo, que concorre contra Rezende.

"Porque os tucanos têm o bico grande, eles são espertos. Eles têm o bico grande para uma lábia bonita", afirmou.

Candidata completa 24 comícios com Lula na campanha

Dilma venceu por margem estreita a votação no primeiro turno em Goiás, com 42,23% dos votos válidos, ante 39,48% de José Serra (PSDB).

Já o candidato ao governo apoiado pelo PT, Iris Rezende (PMDB), ficou em segundo lugar, com 36,37% dos votos válidos, e disputa o segundo turno com Marconi Perillo (PSDB), que venceu com 46,32% dos votos válidos.

O comício em Goiânia foi o 24º com participação de Dilma e Lula desde o início oficial da corrida presidencial, em julho.

Lula também já subiu em palanques com Dilma nesta campanha no Rio de Janeiro (RJ), Garanhuns (PE), Curitiba (PR, dois comícios), Belo Horizonte (MG), Osasco (SP), Mauá (SP), São Bernardo do Campo (SP), Campo Grande (MS), Salvador (BA), Recife (PE), Foz do Iguaçu (PR), Valparaíso (GO), Betim (MG), Joinville (SC), Juiz de Fora (MG), Campinas (SP) e Porto Alegre (RS, dois comícios), São Paulo, Ceilândia (DF), Teresina (PI) e Ananindeua (PA).
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Fonte:http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/10/oposicao-promove-campanha-de-odio-afirma-dilma-em-comicio.html

O sonho de Serra? Assista o vídeo e descubra.


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Fonte:http://cafezados.blogspot.com/2010/10/o-sonho-do-serra-dilma13.html

PSDB COM RAIVAS DAS PESQUISAS

19 de Outubro de 2010, por Vanessa -

São Paulo – O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), chamou de “sem vergonha” a pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira (19). O levantamento mostra Dilma Rousseff (PT), candidata à Presidência da República, com 12 pontos percentuais de vantagem sobre José Serra (PSDB).

Segundo a agência Reuters, ele criticou o instituto de pesquisa. “O Vox Populi não acertou nada. Enganou os brasileiros”, acusou Guerra. “Procurou interferir na vontade deles. Se ficarmos calados diante de fatos como esses, quero dizer a vocês que a nossa democracia não está bem protegida”, acrescentou o coordenador da campanha tucana.

Pelo Vox Populi, Dilma Rousseff tem 51% das intenções de voto, ante 39% de Serra.
Considerando apenas os votos válidos (sem nulos, brancos e indecisos), a petista fica com 57% e o tucano, com 43%.

Apesar do questionamento, Guerra disse que a coligação que apoia Serra não vai acionar a Justiça sobre os números divulgados. Ele afirma que o Vox Populi também faz pesquisas sob encomenda para o PT. A empresa também foi contratada, durante o primeiro turno, para levantamentos para o PSDB de Minas Gerais, em cuja capital está a sede do Vox Populi.

O diretor do instituto de pesquisa, Marcos Coimbra, também foi alvo dos ataques do
presidente do PSDB. “A gente vai ganhar esta eleição. O Marcos Coimbra não vai eleger o presidente da República. Ele não é o povo, quem vai eleger o presidente da República é o povo brasileiro”, disse. Procurados pela Rede Brasil Atual, os diretores da empresa não se manifestaram, mas prometeram uma posição a respeito para mais tarde.

Pesquisas divulgadas na semana passada também apontaram vantagem para Dilma, em
patamar menor. O Sensus indicou os dois candidatos com empate técnico – Dilma com 46,8%das intenções de voto, ante 42,7% de Serra. O Ibope apresentou Dilma e Serra com 49% e43%, respectivamente. O Datafolha deu placar de 47% a 41%.

Apesar das críticas dirigidas ao Vox Populi, todos os institutos de pesquisa constataram percentuais diferentes dos apurados no primeiro turno. Datafolha, Ibope, Vox Populi e Sensus apontagem Dilma Rousseff com 50% ou mais, embora ela tenha obtido 47% dos votos em 3 de outubro.
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Fonte:http://dilmanarede.com.br/ondavermelha/blogs-amigos/psdb-com-raivas-das-pesquisas

TERÇA-FEIRA, 12 DE OUTUBRO DE 2010

Para você, que não votou na Dilma

Você não votou na Dilma no primeiro turno. Também não pretende votar nela no segundo turno. Não apenas você não vai votar nela, como você tem alertado sobre os perigos de se votar na candidata petista. Você tem suas razões para achar que o voto em Dilma não é o melhor para o Brasil.

Eu não penso como você. Entendo que o melhor voto para o Brasil é o voto em Dilma Roussef, e não em José Serra.

A principal razão que, no meu ponto de vista, justifica o voto em Dilma não é uma única razão. Na verdade, são 53 milhões de razões: entre 2003 e 2008, foram 21 milhões de brasileiros que deixaram a miséria e outros 32 milhões que ascenderam à classe média. Os números dos que chegaram à classe média correspondem mais ou menos ao total de torcedores do Flamengo, e os que saíram da pobreza correspondem aproximadamente à torcida do Corinthians. É isso mesmo: o número de brasileiros que melhoraram de vida na Era Lula é um pouco menor que a soma das torcidas do Flamengo e do Corinthians. A pobreza extrema no país foi reduzida à metade nos anos Lula. Esse salto não se deveu apenas ao bom momento econômico. Isso é fruto de medidas específicas do Governo Federal, tais como o Bolsa Família e o Bolsa Escola.

Você chama esses programas de assistencialistas, de demagogia paternalista. Na sua concepção liberal de “Estado mínimo”, esses programas não têm justificativa. Mas os países socialmente mais justos foram aqueles em que o Estado assumiu um papel ativo na promoção do bem estar social. Você condena os programas brasileiros, mas, quando vem à Europa, você se embasbaca dizendo que a Suécia ou a Dinamarca é que são países “de verdade”, pois se importam com seus cidadãos. Os programas sociais brasileiros são irrisórios se comparados aos de países da Europa ocidental. Por que você etiqueta os programas assistencialistas suecos de “justos” e os brasileiros de “demagógicos”? O número de programas de suporte social de um país como a França é muito superior que o do Brasil. Para você ter uma idéia, aqui eu recebo uma ajuda de moradia, fornecida pelo governo francês a todo estudante que paga aluguel, seja ele francês ou não. Isso custa uma grana preta aos cofres franceses.

Certa vez, comentei com um colega no trabalho que recebia essa ajuda. Nunca vou me esquecer do que ele falou: “puxa, nem sabia que isso existia aqui na França. Sou classe média, não preciso desse auxílio, mas fico feliz de saber que os impostos que eu pago servem para ajudar estudantes como você”. Isso é civismo. É impensável ouvir isso da classe média brasileira, notória pelo seu acivismo. O que se ouve deles é que “a classe média é explorada”. Você deveria é ficar feliz de saber que parte de seus impostos são destinados a ajudar os brasileiros que podem menos. Votar em Dilma é votar na continuidade desses programas. É a garantia de que mais compatriotas irão melhorar de vida. Ou você acha que vai manter esses programas um cara cujo vice propôs punir quem dá esmolas e que chamou o Pronasci de “bolsa-bandido”? Um cara cuja esposa chamou o Bolsa Família de “bolsa vagabundagem”? Você acha que esse senhor tem capacidade de diálogo com os mais desprovidos? Um cara que diz não entender os sotaques de goianos, mineiros e pernambucanos? Um cara que, como bem observou Idelber, inventou a favela de plástico? Um cara que diz para uma eleitora na favela “Não posso conversar agora. A senhora não poderia me mandar um fax?”? Esse senhor não demonstra ter canais de comunicação com os pobres. Serra diz que vai manter os programas sociais. Só que eu não confio no que Serra diz. Aliás, não confio sequer no compromisso que ele assume por escrito em cartório.

Foi sob o Governo Lula que a economia brasileira conheceu um período de crescimento expressivo, inclusive durante a crise mundial. Conheço seu argumento: “Lula continuou o que FHC fez”. Só que o próprio FHC reconheceu recentemente que a gestão econômica do PT tem méritos próprios. Insistir na tese de que tudo de bom da economia brasileira não tem sequer uma contribuição da equipe econômica de Lula, mas apenas de FHC e do Plano Real, tem tanto sentido quanto dizer que a pujança da indústria automobilística brasileira nos dias atuais é mérito de apenas um homem: JK.

Não foi apenas na gestão econômica que a gestão Lula foi primorosa. Há que se destacar a revitalização do sistema universitário público. Comparar a gestão Lula com Paulo Renato é como comparar o Barcelona ao Madureira. Foi nos anos FHC que o ensino superior privado conheceu fulgurante expansão – na maior parte das vezes, sem a contrapartida da qualidade – rifando vagas universitárias a mega grupos empresariais. Ao mesmo tempo, as universidades federais entraram em processo de sucateamento: Paulo Renato cortou verbas, restringiu concursos para professores e funcionários, priorizou a expansão do ensino privado, não promoveu uma política de assistência estudantil. Fiz o curso médico na UFMG durante os anos FHC. O descaso governamental provocava greves recorrentes (a de 1998 foi marcante) e provocou inclusive o fechamento do Hospital das Clínicas da UFMG, pelo simples motivo de que a verba federal não era repassada: centenas e centenas de alunos, além de milhares de pacientes carentes, sofreram com o fechamento do hospital. Hoje, o campus da UFMG tem outra cara: prédios novos e modernos foram inaugurados (Economia, Farmácia, Odontologia, Engenharia). A Cynthia Semíramis concorda comigo. Lula investiu no ensino superior: criou 14 universidades federais e outras dezenas e dezenas de escolas técnicas, muitas delas em regiões menos desenvolvidas do país. Foi a política de Lula que permitiu a criação, por exemplo, do Instituto de Neurociências de Natal, que já está aí, repatriando pesquisadores e fazendo pesquisa em alto nível.

Cargos docentes foram criados e a carreira universitária foi valorizada, em flagrante contraste com a ativa promoção da penúria que marcou a gestão Paulo Renato. Tudo isso propiciou que os mestres e doutores formados no Brasil ocupassem cargos na universidade brasileira, evitando o brain drain que por tantos anos sangrou a academia brasileira. O salto na pesquisa brasileira desde a eleição de Lula é bastante expressivo. Em 2003, os investimentos em ciência e tecnologia foram de 21,4 bilhões de reais; em 2008, já atingiam R$ 43,1 bilhões. Paralelamente, houve notável aumento da produtividade científica brasileira: as publicações em peer-review journals saltaram de 14.237 em 2003 para 30.415 em 2008. Subimos da 17ª posição no ranking da SCImago, em 2000, para a 14ª, em 2008. Passamos países com maior tradição de pesquisa, como a Suíça e a Rússia. A política de pesquisa do Governo Lula foi elogiada inclusive pela Nature, uma das revistas científicas mais importantes do mundo (aí, Tio Rei, coloque mais essa na lista do jornalismo chapa-branca). Eu não voto em José Serra porque não quero que a universidade e a pesquisa brasileiras sejam sucateadas novamente. Não merecemos outro Paulo Renato.

Você diz que o governo do PT é anti-democrático, que ele coíbe a liberdade de expressão e que ele ameaça a liberdade de imprensa. Você acha que o PSDB representa uma proposta democrática.

Discordo nos dois pontos. Houve declarações atrapalhadas do governo no que diz respeito à imprensa, e não aprovo a atitude de Lula no episódio Larry Rother. Mas daí a dizer que governo do PT é antidemocrático e que cerceia a liberdade de imprensa vai uma distância muito grande. Nem mesmo o FHC sustenta que o Lula é stalinista – só aloprados como Olavão e o Tio Rei é que alimentam besteiras assim. Se, como você diz, o PT censura a imprensa a seu favor e coloca um monte de jornalista chapa-branca nas redações de todo o país, olha, então o PT tem que aprimorar seus métodos. Dê uma olhada nas últimas capas da revista semanal de maior circulação do país, ligue a TV no principal canal, ou visite um dos blogs políticos mais acessados e veja (ops!) se há algum indício de que o PT tolhe quem fala mal dele e quem aponta as lambanças do partido. Aí você diz que, no governo Lula, tentou-se criar o Conselho Nacional de Jornalismo e que isso era uma tentativa ditatorial de controlar a liberdade de imprensa. Se isso é ditadura, sua lista de governos anti-democráticos deve incluir também países em que o Conselho já existe, como a França e a Inglaterra, como bem lembra Jânio de Freitas. Você critica a TV Brasil, dizendo que o governo não tem que manter canal de TV. Diga isso a um francês. Ele vai lhe dizer que na França não existe um canal de TV nacional que seja público. Existem cinco.

Eu também li o editorial do Estadão, dizendo que Dilma é “O mal a evitar”, por representar uma ameaça à democracia e à liberdade de imprensa. Você achou bonita essa defesa do “Estado de Direito”, né? Por que o Estadão nunca fez um editorial como esse quando o Brasil efetivamente vivia sob uma ditadura, nos anos de chumbo? Por que, dias depois desse editorial, esse mesmo órgão que se põe como baluarte da democracia plural demitiu sumariamente uma colunista que apoiou o Bolsa Família?

E será que o PSDB é tão comprometido assim com a democracia constitucional e com a liberdade de expressão? E os arapongas da Abin na gestão FHC? De qual partido é Eduardo Azeredo, que propôs uma lei de controle da internet que é carinhosamente chamada de AI-5 digital? De qual partido é Yeda Crusius, que mobilizou a PM gaúcha para espionar uma deputada de oposição, inclusive suas crianças (via Idelber)? De qual partido é Beto Richa, que censurou sete pesquisas eleitorais, um blog e até um twitter? E o que dizer do Serra, que telefonou a Gilmar Mendes para que ele tomasse a decisão que o PSDB preferia, no que diz respeito aos documentos necessários à votação: isso é respeito às instituições democráticas?

Você reprova a política externa do Lula, dizendo que ele desonra a democracia brasileira, privilegiando o diálogo com regimes fechados e ditatoriais. Então me responda: onde estava sua indignação quando FHC condecorou o ditador peruano Alberto Fujimori com a Ordem do Cruzeiro do Sul?

Você vê com maus olhos as alianças políticas do governo Lula e acha que isso é um argumento forte para não votar no PT. Eu também não gosto do Sarney, do Collor, do Calheiros, do Temer, do Hélio Costa. Preferiria que eles estivessem longe do poder. Mas já passamos da idade de acreditar em purismo ideológico, né? Isso é coisa de adolescente que descobre a política.

Fazer política é fazer alianças, muitas das quais difíceis de serem engolidas. Vai me dizer que você gostava de ver o sociólogo da Sorbonne de mãos dadas com o PFL de ACM e Cia? Você gostava de ver o Renan Calheiros como Ministro da Justiça do FHC? Bem, talvez você nem sequer goste do Índio da Costa… Bem vindo à real politik, mon ami.

E sim, você vai me falar da corrupção na gestão petista. É verdade. No que diz respeito ao combate à corrupção o governo Lula não foi virtuoso – longe disso. Houve mesmo bastante corrupção. O mensalão existiu, não foi invenção. Mas, será que a oposição é impoluta e pode mesmo posar de moralmente superiora? Lembra-se do Mensalão Mineiro e do Azeredo? Do Ricardo Sérgio de Oliveira, caixa do alto tucanato, que levou R$ 15 milhões na privatização da Vale? Dos R$ 400.000 a cada deputado que votou a favor da reeleição? E o esquema de corrupção e espionagem, revelado no escândalo dos grampos durante a privatização da Telebrás, envolvendo FHC, o presidente do BNDES (André Lara Resende) e Luiz Carlos Mendonça de Barros (ministro das Comunicações de FHC)? E a farra do Proer? E o favorecimento ilícito da Raytheon na instalação do SIVAM ? E a endinheirada relação entre Chico Lopes (ex-presidente do BC) e o banqueiro Salvatore Cacciola? E Eduardo Jorge, assessor pessoal de FHC, envolvido em diversas negociatas, inclusive em “caixa dois” para a reeleição de FHC? Por favor, não me venha com essa conversa de que o PSDB não compactua com a corrupção.

Eu vou concordar com você que o Brasil precisa de investimento em infra-estrutura: portos, rodovias, aeroportos. Mas será que o governo que impôs à população brasileira o racionamento de energia é mesmo o mais preparado para conduzir esses avanços em infra-estrutura? Acho que não.

Mas talvez nenhuma dessas questões sobre economia, educação e gestão pública importem para você. Talvez o que mais lhe opõe à candidatura de Dilma Roussef sejam questões religiosas. Pode ser, por exemplo, que você se oponha à política petista em defesa dos direitos civis dos homossexuais. Você chama isso de “tentativa de implantação de uma ditadura gay no Brasil”. É engraçado ouvir que existe ditadura gay no Brasil das mulheres fruta, das dançarinas de axé, da erotização infantil, das peladonas do carnaval, das bancas em que pululam revistas masculinas de orientação heterossexual.

Fique tranqüilo, essas coisas vão continuar acontecendo e ninguém está propondo instituir o monopólio da G Magazine entre as revistas de entretenimento adulto (fugiremos juntos do Brasil quando isso acontecer, ok?). Estamos falando em estender a uma pequena parcela da população os direitos civis desfrutados pela maioria. Nenhum governo do mundo tem poder para forçar alguém a assumir determinada sexualidade, porque os determinismos neurobiológicos da sexualidade passam ao largo da legislação dos homens – do contrário, eu acharia que os labradores machos lá do sítio da minha família só montam um no outro porque o governo PT apóia a causa homossexual (e eu desconfio que meus labradores não entendem muito bem o que seja o PL122). A questão aqui é apenas garantir que a expressão de determinado comportamento sexual não seja discriminada. Isso não é forçar a população a ser homossexual, nem calar heterossexuais. O prefeito de Paris é gay, assim como o de Berlim e a Primeira Ministra da Islândia. Eu, heterossexual, não sofro por morar em uma cidade governada por um gay.

Aproveitando o tema, permita-me uma pergunta: o que aconteceria se, ao invés de se mobilizarem maciçamente contra o “casamento gay”, os evangélicos se movessem por coisas que importam, como metrôs, ensino público, bons hospitais e punição a corruptos? Por essas e outras, é que indicadores como mortes violentas, saneamento básico e crianças nas escolas são bem melhores em Paris do que em São Gonçalo, cidade do Brasil com maior concentração de evangélicos.

A luta contra a miséria e os embates por educação, transporte e hospitais de qualidade não parecem sensibilizar evangélicos – mas se dois marmanjos querem juntar escovas de dentes no mesmo copo do banheiro, aí eles entram na briga, né? Essa miopia política acívica atrasa o país. O Brasil seria bem melhor para todos se os evangélicos batalhassem politicamente por coisas que realmente importam – e isso certamente não inclui ajustar o mundo aos estritos códigos comportamentais que defendem.

Há o aborto também. Você está certo: a Dilma é a favor do direito ao aborto (este vídeo é como batom na cueca, não tem o que discutir). Mas preste atenção: estamos tratando de uma eleição presidencial, não de um plebiscito sobre o aborto. E você sabe: o presidente não tem poder para assinar um papel e legalizar o aborto por conta própria, sem aprovação do Congresso, como se estivesse assinando uma ordem para comprar canetas Bic para escolas públicas. A discussão e a legislação sobre aborto são matéria do Congresso, não do presidente. Não misture as coisas. Não entre na onda dos que estão transformando essa eleição em um plebiscito.

O Brasil melhorou muito sob a égide de Lula. A imprensa mundial, dos veículos mais à esquerda aos mais à direita (tá aqui o Figaro que não me deixa mentir) saúda os avanços na Era Lula. Você dirá, com razão, que toda unanimidade é burra. Sim, é verdade. Mas isso não significa que toda forma de discordância seja inteligente. Não é inteligente negar que, nos anos Lula, o Brasil se tornou um país socialmente mais justo e menos desigual. Isso é negar os fatos. E negar os fatos nunca é inteligente.

Você pode até não votar na Dilma, por razões várias. Eu, de minha parte, prefiro apoiar quem tem feito do Brasil um lugar melhor para o maior número possível dos filhos deste solo: os brasileiros.

Fonte: A Terceira Margem do Sena - Esse texto tem muito haver com o blog, mas em alguns pontos temos um outro olhar, porém é um texto consistente e de grande valor para reflexão na escolha do candidato que vai de fato contribuir com o Brasil.

O REINO DE JOSÉ SERRA

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Por Roni Chira,
do blog O que será que me dá?
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O que esperam receber de José Serra os neonazistas, a TFP e os Skinheads em troca de todo esse lodo que lançam do esgoto de suas mentes sobre os eleitores mais desavisados? Será que esses valentões que fazem fisicultura de dia e atacam mendigos, nordestinos e gays à noite acreditam realmente que teriam algum espaço num suposto governo de José Serra? Depois de vender a alma a todos os demônios e a vergonha na cara a todos os mercadores de escrúpulos, Serra não tem mais nada a perder. Daria um calote seguido de um pé no traseiro em cada um deles. Eles se acham feras? Serra é o demo encarnado! E se falarem muito alto, manda a polícia descer o cacete neles. Como fez com os professores de SP.

O que essa gente não entende é que o Serra dá de dez a zero neles em know-how de picaretagem. É vetereano, eles franguinhos. Se for eleito, não vai cumprir nenhuma das promessas que fez a essa quadrilha de recalcados. Vai fingir que não é com ele.

Também não sei o que a mulher do Serra combinou com os aiatolás, talibãs e outros fanáticos que estão berrando nos ouvidos e na consciência da gente simples, que têm fé sincera no coração. Mas sei que ele não vai cumprir. Vai deixar esses pastores falsificados falando sozinhos no gramado do Alvorada. O que eles pensam? Aqui não é o Irã, nem Afeganistão nem Iraque. Aqui a mulata dança nua em cima do trio elétrico e o povo aplaude. Pensam que Serra vai dar-lhes algum Ministério? Que vai levá-los à sério? Vai sonhando, vai!

E os verdes então? Pensam que ele vai construir pracinhas com canteiros cheios de florzinhas? Logo ele e o PSDB que cimentaram e impermeabilizaram toda São Paulo? Que vivem cortando árvores pra duplicar avenidas que os paulistas usam pra queimar gasolina em filas quilométricas enquanto os pobres se espremem no “Maior Programa de Expansão do Metrô de São Paulo”? Em 3 anos de mandato (ao contrário do resto dos governantes mortais, os mandatos do Serra duram 3 anos – o quarto é reservado para a campanha eleitoral do próximo degrau), fez 5 quilômetros, 500 filmes de publicidade e 5 milhões de cartazes sobre um metrô fantasma, eternamente “em construção”. Ninguém viu até hoje. Tem uma nova linha, mas só com duas paradas: Paulista – Faria Lima (para o pessoal dos jardins, claro!). Duas estações só. Vai e vem. E só funciona meio período. As duas estações são chiques, têm esteira rolante, arquitetura futurista… Futurista mesmo: mais 50 anos de PSDB em SP e terminam o resto da linha. E o paulista se acha europeu…

E a Marina? Serra tem um ódio mortal dessa mulher. Sabe lá o que é você ter que bajular alguém que você sempre desprezou? Seja como petista, seja como nortista? Ela, o Chico Mendes e todos aqueles camponeses, naturebas e indiozinhos protetores da floresta que tanto incomodaram o agronegócio. As balas que mataram Chico Mendes não saíram do revólver de Serra, mas do conceito de governar dele. Serra odeia a Marina Silva. Odeia porque teve que comer na mão dela. Porque a vida dele estava na mão dela. Se for eleito, vai passar reto por ela. Fingir que não conhece.
A Dilma é diferente. Ele respeita. Secretamente, é claro. Sabe que só chegou até aqui jogando sujo e passando o trator por cima da própria mãe… Sabe que Dilma tem diplomas de verdade. E os dele são papéis velhos e não valem nada no Brasil. E sabe da falta de ar, engolindo seco, cada vez que ela partiu pra cima dele como onça que ela também é. Sabe que, no mano a mano, tomaria uma surra monumental. Precisou da Globo, de todos os jornais e revistas da imprensa, da esposa, da filha, dos neonazistas, da TFP, dos Skinheads, dos falsos padres, bispos e pastores, dos professores das escolas particulares, das gráficas clandestinas, do guru, dos 4% cães raivosos, do ministro golpista do supremo, do banqueiro ladrão, dos 4 maiores portais da Internet, dos milhares de mercenários contratados pra defecar o lodo nas caixas postais do mundo inteiro e das 23 horas e 50 minutos diários de todas as emissoras de TV do país, para conseguir alcançar a Dilma – que só tem 10 minutos por dia na TV.

E o PV – Partido dos Vendidos? Estão lá, o Gabeira e o Penna, comprando cargos e promessas com as moedas da Marina. Vai dar o que pro Caveira – ops, Gabeira? O Ministério da Cannabis? E ao Penna – que em seu “auge gerencial” organizou a Feira da Vila Madalena? Ah….. Não enche! Vai lá, marca hora pra falar com o sub do sub do sub do Kassab…

Será que essa gente não entende? Ou se faz de besta mesmo? Serra tá vendido para os mega negociantes de petróleo desde criancinha. Não negocia migalhas. Se conseguir ser eleito, vai sentar no gabinete e assinar pilhas de papéis regulamentando o fatiamento do Pré-Sal. É essa sua missão na vida [grifo do CN]. O resto é vaidade pessoal, álbum de fotografia pra boi dormir. E o país receberia aquela mixaria simbólica de sempre das privatizações. Mixaria que não deu pro FHC construir uma única faculdadezinha sequer! Como é fácil vender o que não é nosso… não é mesmo Fernandinho? Por que não privatiza a droga da sua fazenda? Naquela época, Serra e FHC pagavam os juros da dívida com o FMI com esse trocadinho das privatizações pingando todo mês – só pra conseguir mais crédito. E de joelhos, sem dar um pio – sexo oral! Quem fazia as transações de gente grande eram as Mônicas. A Serra e a Dantas – não é mesmo, Amaury Ribeiro Jr.? Davam assessoria para os saqueadores do patrimônio público brasileiro. Vendiam um produto único no mercado: Informações Privilegiadas – marca “Filha de Ministro”.

O ProUni? Não duraria seis meses. Seria taxado de inconstitucional e abolido. No lugar do ProUni teria o ProTec – um curso intensivo para serviçal de paulista rico. Diploma universitário pra emergente? Nem a pau! Vai viver de bico pro resto da vida. Toma o diploma de encanador e não amola! Aliás, desmontar a educação dos que não podem pagar é um dos maiores talentos de Serra. Mostrou isso em São Paulo. É obstinado com isso. Talvez seja porque seus diplomas não valham nada no Brasil. Ou inveja do Lula. É como querer destruir todos os Lulas que existem no Brasil – só porque este Luis Inácio foi mais esperto e competente do que eles dois juntos. Ou porque Lula tornou-se o maior mito que o Brasil já teve em toda sua história. 81% de ótimo presidente, depois de 8 anos de artilharia direto no fígado? 81% e subindo! Não tem pra ninguém. Inveja não mata, corrói a alma – o que é bem pior. E dá insônia, certo Zé?

No Reino de Serra, o Bolsa Família estaria garantido. Sem aumento e sem saída. Trancaria as 60 milhões de pessoas do Bolsa-Família no próprio Bolsa-Família. E jogaria a chave fora. Vão comer farinha com novela por mais 500 anos. Que se danem. Serra governaria um outro país: O Sul Maravilha. Governaria é modo de dizer. Eles não trabalham. Terceirizam.

E o Zé-presidente do Braxil, ops – Brazil visitando os governantes do resto do mundo? Todos sabendo – olho-no-olho – como ele mergulhou no esgoto da baixaria pra se eleger e deixou os picaretas de Wall Street saquearam o país dele. Vai ver o Serra é chileno naturalizado desde a “fuga espetacular”, em 64. Imaginem ele se esforçando pra pronunciar “tanc iu” com aquele inglesinho de “chicano” que não tem jeito de disfarçar. O mesmo inglês do FHC: inglês de colonizado. Até nisso Lula é superior. Fala português com todo o mundo. Eles que se virem pra traduzir.
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Com estrago feito, CNBB agora se afasta de panfletos

18 de outubro de 2010
CNBB reconhece erro ao posicionar-se contra Dilma
TATIANA FÁVARO – Agência Estado

O Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), grupo representante das dioceses do Estado de São Paulo, reconheceu hoje ter errado em posicionar-se politicamente contra o PT e a candidata Dilma Rousseff em nota intitulada “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, feita pela Comissão em Defesa da Vida e endossada pela direção da seção paulista da CNBB.

“O erro foi a apresentação de sigla partidária. Esse erro realmente foi colocado, isso não poderia ter acontecido. Você pode fazer uma nota, mas a partir do momento que você cita nome, cita partido, realmente você fere as pessoas. Com humildade, as pessoas reconheceram e vamos adiante, é preciso olhar para a frente”, afirmou o bispo de Limeira, d. Vilson Dias de Oliveira, responsável pela Pastoral da Comunicação do Regional Sul 1.

Após a ressonância do conteúdo da nota propagada à revelia dos bispos pela internet, pelas paróquias, comunidades, igrejas e as ruas, não somente do Estado de São Paulo, os bispos católicos do Regional Sul 1 da CNBB divulgaram hoje nota oficial para esclarecer que “não indicam nem vetam candidatos ou partidos e que respeitam a decisão livre e autônoma de cada eleitor”. “Agora não podemos tapar o sol com a peneira a essa altura dos fatos. O documento (“Apelo aos a todos os brasileiros e brasileiras”) existiu, foi revisto, tirado do ar (internet) e, com essa nota, eliminado”, afirmou d. Vilson.

A pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Polícia Federal (PF) apreendeu hoje ao menos 1 milhão de panfletos com o conteúdo produzido pela Comissão em Defesa da Vida, em uma gráfica no bairro Cambuci, em São Paulo. O material, com a logomarca da CNBB e as assinaturas do presidente, vice-presidente e secretário-geral do Regional Sul 1, recomenda aos eleitores votos somente a candidatos ou candidatas de partidos contrários à descriminalização do aborto.

Embora não citem o nome de Dilma, os panfletos apontam o PT como apoiador do terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela então ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto. O material teria sido encomendado pela Diocese de Guarulhos. O bispo de Guarulhos, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, não foi encontrado para falar sobre o assunto.

Nota

A nota divulgada hoje pela Regional Sul 1 diz que o grupo “desaprova a instrumentalização de suas declarações e notas e enfatiza que não patrocina a impressão e a difusão de folhetos a favor ou contra candidatos”. O documento foi produzido e assinado por cerca de 50 bispos em uma reunião privada realizada na noite de ontem, em Indaiatuba (SP). Os bispos estavam na Vila Kostka, casa de retiros na qual ocorreu uma assembleia com lideranças diocesanas paulistas.

D. Vilson informou que não cabe à CNBB apurar se a ordem para a impressão dos panfletos anti-Dilma teria partido mesmo da diocese de Guarulhos. “Pode haver punição, mas aí é da nunciatura com o bispo”, afirmou d. Vilson. A nunciatura apostólica funciona como a embaixada da Santa Sé no País. O núncio apostólico (representante do Vaticano) no Brasil é d. Lorenzo Baldisseri. “Se a polícia apreendeu e se vai ser descoberto se foi ele (o bispo de Guarulhos), ou foi um serrista ou sei lá eu quem foi que fez, quem está patrocinando, isso é a investigação que vai dizer. A CNBB faz questão de dizer que ela está fora disso”, disse.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/com-estrago-feito-cnbb-agora-se-afasta-de-panfletos.html

Quem são os "investidores" que ouviram FHC

TERÇA-FEIRA, 19 DE OUTUBRO DE 2010
Reproduzo artigo de Carlos Lopes, publicado no jornal Hora do Povo:

Depois de mais de trinta anos em que Serra mostrou-se, reiteradamente, um mentiroso sem escrúpulos, é inútil discutir, como se fosse sério, algo que ele fala. Serra não apresenta programas, apresenta mentiras. Seu verdadeiro programa só é revelado, como dizia um velho senador, “nas cafuas onde a lepra social se junta”.

Na mesma hora em que Serra jurava ser apaixonado pelas estatais (depois de ser responsável por 109 privatizações), seu velho protetor, Fernando Henrique Cardoso, juntava uma centena e meia de “investidores” estrangeiros para falar sobre as oportunidades que um governo Serra abriria para a privatização da Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Eletrobrás, etc., etc., etc.

Nunca houve, no Brasil, um candidato a presidente mais mentiroso. E ainda há quem tenha birra do Maluf. Comparado com Serra, Maluf merece ser canonizado.

Assim, Serra promete R$ 600 de salário-mínimo, sem dizer qual é a sua política para o salário-mínimo. Lula e Dilma têm uma política: a de valorizá-lo crescentemente. Mas Serra não apresenta nenhuma, pois a sua é aquela que praticou como ministro, governador e prefeito: arrochar os salários, e, se possível, acabar com o salário-mínimo, que sempre achou um atraso.

Nem vamos falar desse ridículo 13º para o Bolsa Família, partindo de quem sempre odiou o Bolsa Família, pois, como disse sua mulher, “as pessoas não querem mais trabalhar e ficam ensinando isso aos filhos”. Onde será que ela ouviu tais considerações, a ponto de achar normal externá-las em público?

A mesma coisa pode-se dizer em relação aos 10% para os aposentados. Qual a política de Serra para as aposentadorias? Ele não diz nada sobre isso porque é a mesma que apoiou e aplicou no governo Fernando Henrique: achatá-las, chamar os nossos idosos de vagabundos e depredar a Previdência pública. A sua posição jamais diferiu do seu guia: a de arrasar a Previdência pública.

O primeiro a divulgar a reunião de Fernando Henrique com os “investidores”, ainda na noite de domingo, foi o veterano jornalista mineiro Laerte Braga: “O evento é fechado, o assunto é a privatização da Petrobrás, de Itaipu e do Banco do Brasil, além de outras ‘oportunidades’ de negócios. FHC está assumindo o compromisso de venda dessas empresas em nome de José Serra. Cada um dos investidores recebeu uma pasta com dados sobre o Brasil, artigos de jornais nacionais e internacionais e descrição detalhada do que José Serra vai vender se for eleito. E além disso os investidores estão sendo concitados a contribuir para a campanha de José Serra, além de instados a pressionar seus parceiros brasileiros e a mídia privada a aumentar o tom da campanha contra Dilma Rousseff”.

Braga citava uma das frases de Fernando Henrique aos estrangeiros: “Se deixarmos passar a oportunidade agora jamais conseguiremos vender essas empresas”.

Enquanto isso, Serra dizia na TV que é mais estatista do que Luís XIV, que é contra a privatização de qualquer empresa, que é tudo calúnia do pessoal da Dilma - e outras mentiras.

A incredulidade com que alguns receberam a notícia divulgada por Laerte Braga, se desfez quando, na segunda-feira, o Click Foz, um portal de notícias de Foz do Iguaçu, entrou em contato com o gerente do hotel, que confirmou “um evento com a participação do ex-presidente ontem, e disse ainda que a reunião foi fechada e contou com a participação de vários estrangeiros”.

A reunião foi tão fechada que – exceto, naturalmente, os seus participantes e o hotel - ninguém em Foz do Iguaçu sabia da presença de Fernando Henrique.

Também na segunda, funcionários do hotel disseram ao jornalista Luiz Carlos Azenha que “um grupo de investidores estrangeiros esteve hospedado, para participar de um evento. A funcionária sugeriu que uma consulta fosse feita à assessoria do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”.

A assessoria de Fernando Henrique, respondendo à jornalista Conceição Lemes, divulgou, só então, a seguinte declaração do grande eleitor de Serra: “Fiz, sim, uma palestra em Foz do Iguaçu, para um grupo de jovens investidores de São Paulo, Tarpon, que lidam especialmente com fundos de pensão de universidades e professores. Havia mais de cem pessoas presentes, e os temas discutidos nada tinham a ver, obviamente, com as infâmias propaladas. Tratou-se de mais uma palestra na qual eu reafirmo a minha confiança no futuro do Brasil, aliás, como disse lá, ganhe quem ganhar!”.

A reunião era tão secreta que não constava da agenda de Fernando Henrique. Nunca se viu tanto segredo para manifestar a confiança no futuro do Brasil! Sobretudo por quem nunca teve alguma.

Quem eram os ouvintes de Fernando Henrique, enquanto seu pupilo berrava na TV que era invenção que ele é a favor de privatizar a Petrobrás e suas co-irmãs?

O organizador, Raphael Eckmann, é funcionário da Tarpon Investimentos, que se diz uma “empresa brasileira”. O nome da empresa é retirado de uma cidade da Flórida. Eckmann já foi gerente comercial da Globosat, mas, antes disso, era empregado da Câmara Americana de Comércio e “analista-senior” da Binswanger Management Corporation, um grupo da Pennsylvania, dedicado a intermediar a compra de empresas, que tem como “clientes” (“apenas para citar uns poucos”, segundo o seu site) a Motorola, Shell, Intel, ExxonMobil, Nextel, Crown Cork & Seal, Hoechst, Comcast e Wal-Mart.

Outra presença – que dificilmente pode ser chamada de “jovem” investidor ou jovem qualquer outra coisa – é Alice W. Handy, fundadora e presidente da Investure. Esta empresa é uma LLC [limited liability company], algo que só existe nos EUA, e que pode ser descrita, mais ou menos, como uma ONG da especulação. Mas a Investure não é qualquer ONG especulativa: é um braço do Rockefeller Brothers Fund. A senhora Handy é funcionária da Fundação Rockefeller - e já foi secretária do Tesouro da Virgínia.

Outro nome na plateia de Foz do Iguaçu: Keith Johnson – um redator do “The Wall Street Journal”, o que dispensa maiores apresentações.

Por fim, Anjum Hussain - um especialista em “investir” dinheiro dos fundos de pensão americanos, atualmente “diretor de gerenciamento de risco” de uma administradora de fundos.

Essa gente não foi a Foz do Iguaçu ouvir Fernando Henrique falar da sua confiança no Brasil. Estão se lixando para isso. E não ouviram que “ganhe quem ganhar” é a mesma coisa, até porque se há algo que Fernando Henrique sabe, é que isso não é verdade – e por isso está apoiando Serra.

Eles foram lá para ver que vantagens teriam se apoiassem Serra – e sabe-se que apoio esse pessoal fornece. Que vantagens poderiam ter, antes de qualquer outra, senão levar as estatais que não conseguiram levar no governo de Fernando Henrique?

No Brasil não existe obstáculo para que eles comprem empresas privadas. Têm comprado mais do que interessa ao nosso país, e, para isso, não precisam sair da Pennsylvania, da Virgínia ou de Nova Iorque. Então, para que vir ao Brasil? Não seria para ouvir alguma xaropada de Fernando Henrique – pois, com magnatas e executivos, ou ele fala algo que interesse a eles ou nem vão aparecer. E apareceram 150, atraídos como formigas por açúcar.

Em suma, Fernando Henrique estava pedindo dinheiro para a campanha de Serra – expondo qual o seu verdadeiro programa: a privatização
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/quem-sao-os-investidores-que-ouviram.html

A HORA DA ESCOLHA,por Silvio Caccia Bava

18 de outubro de 2010
Silvio Caccia Bava: A hora da escolha

A campanha eleitoral do PSDB e das elites conservadoras neste ano traz características surpreendentes, porque consideradas superadas há muito tempo. É um renascer conservador que usa de todos os métodos, manipula, distorce, falseia, na tentativa de seduzir o eleitor sem dizer a que veio sem apresentar sequer um programa de governo.

Temas como a crença em Deus, o aborto, a liberdade de imprensa, a corrupção, dominam a agenda eleitoral e, em si, já demonstram que não é o futuro do Brasil que os preocupa, mas desclassificar e derrotar seus adversários por quaisquer meios. E é tal a manipulação que, neste momento eleitoral, apresentam estes temas como se fossem da alçada de decisões da Presidência da República, o que não é verdade.

A separação entre a Igreja e o Estado é um dos princípios que funda o Estado moderno, que também é assegurada na Constituição de 1988 e em todos os países ocidentais. Crer ou não em Deus, ter ou não uma religião, são temas da vida privada, de foro pessoal, e assim devem continuar para garantir o respeito à diversidade e pluralidade culturais, fundamentos da democracia e da paz, ou voltaremos aos tempos das inquisições e da fogueira para sacrificar os hereges.

A descriminalização do aborto não é uma “política para matar criancinhas”, como declara solertemente a oposição. É uma questão de saúde pública que se propõe para evitar a morte de milhares de mulheres, condenadas a enormes riscos ao realizarem seus abortos de forma precária e clandestina, sem qualquer apoio do poder público. E é importante frisar que também aqui, neste caso, a decisão por adotar estas políticas não é da Presidência da República, mas sim do Congresso Nacional.

A questão da corrupção, ela sempre esteve presente na política brasileira, na democracia das elites, que se servem deste expediente na defesa de interesses privados, afrontando a dimensão pública e o interesse coletivo. Se é verdade que os expedientes do “dá lá, toma cá”, estão presentes também no atual governo, o que é lamentável e demanda uma reforma política para instituir controles democráticos efetivos sobre Executivo, Legislativo e Judiciário, não dá para o PSDB posar de vestal, basta lembrar as denúncias da compra de votos que permitiram a FHC modificar a Constituição e ter seu segundo mandato.

Esta agenda eleitoral, fundamentalista e despolitizada, que não trata das questões que importam para o futuro do país, só ganhou importância pelo destaque que a mídia lhe deu – TVs e jornais – que atuaram de maneira articulada, impondo sua versão dos fatos e tentando transformá-la em realidade. Nunca é demais lembrar que uma das questões centrais da democratização de nosso país é retirar do controle de apenas 9 famílias estes meios de comunicação. A tão propalada ameaça à liberdade de imprensa nada mais é que a defesa deste oligopólio, que por sua vez representa o conservadorismo, agora mais radical neste fim de campanha eleitoral.

Assistimos a um deslocamento ideológico onde o PSDB passa a ocupar o lugar do DEM, e o PT o lugar do PSDB. Esta situação abriu um espaço à esquerda no espectro político. Se Marina tivesse se aliado aos pequenos partidos à esquerda, que nasceram como dissidências do PT, poderíamos ter tido uma opção eleitoral à esquerda, mas este não foi o caso, como se pode ver com o alinhamento informal do PV à candidatura do PSDB. Marina paga agora o preço de sua ingenuidade.

A expressiva votação de Tiririca para deputado federal combina com a despolitização desta campanha e com um sentimento de rejeição pela política e pelos políticos de importantes setores da população, que desconfiam da falsidade das campanhas eleitorais e desta manipulação midiática. Afinal, como as candidaturas à presidência prometem mais creches, escolas, saúde, se estes equipamentos e serviços são responsabilidade dos governos municipais? Por que não falam de cambio, política externa, integração regional, projeto de desenvolvimento?

A verdade é que as candidaturas se dobraram à lógica das pesquisas eleitorais e das estratégias de marketing. Falam o que o eleitor quer ouvir. Prometem como sempre prometeram, a cada eleição. O importante nas condições atuais é construir critérios para avaliar as opções. E um deles pode ser o de comparar os governos que estes dois partidos realizaram e avaliar não só o quanto cumprem de suas promessas, mas o que fizeram pelo povo brasileiro.

Embora eles não estejam enunciados com clareza, existem dois projetos para o Brasil em disputa. O do PT é a continuidade de um processo de crescer favorecendo as grandes empresas nacionais e redistribuindo alguma (pouca) riqueza, permitindo a inclusão dos mais pobres. É a isso que se chama social democracia, uma antiga bandeira do PSDB. Já o projeto do PSDB é radical no sentido de favorecer o livre mercado, como se estivéssemos nos anos 90… E o livre mercado não tem nenhum projeto de desenvolvimento autônomo para o Brasil e nem se preocupa com o interesse público. Não é preciso dizer que esta opção só favorece as elites tradicionais, que se transformam em sócias menores do capital internacional, quando o fazem. Nesse caso, nossas riquezas irão beneficiar outros senhores e a desigualdade aumentará.

Mas, mesmo com estas condições que deixam tanto a desejar, temos que fazer uma escolha. Para muitos não será uma escolha pela sua identidade pessoal com um projeto político. Terá de ser uma avaliação em função das opções concretas. Falo especialmente para os que votaram em Marina no primeiro turno, para os que anularam o voto, para os que se abstiveram.

Silvio Caccia Bava
Diretor e Editor Chefe , Le Monde Diplomatique

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/silvio-cacca-bava-a-hora-da-escolha.html

Artistas e intelectuais lembram 1989

Reproduzo reportagem de Gilberto Maringoni, publicada no sítio Carta Maior:

Chico Buarque avisou que não falaria. Brincava: viera como papagaio de pirata ao ato de apoio de artistas e intelectuais à candidatura de Dilma Rousseff, no teatro Casa Grande, Rio de Janeiro, na noite de segunda (18). Mas acabou caindo em uma provocação de Leonardo Boff e fez um brevíssimo discurso, que já está em todos os sáites, blogues e tuíteres pela rede:

“Venho aqui reiterar meu apoio entusiasmado à campanha da Dilma, essa mulher de fibra, que já passou por tudo, não tem medo de nada. Vai herdar o senso de justiça social, um marco do governo Lula, um governo que não corteja os poderosos de sempre, não despreza os sem-terra, os professores e os garis”.

Emendou com um parágrafo: “A forma de Lula governar é diferente. O Brasil que queremos não fala fino com Washington e nem grosso com Bolívia e Paraguai. Por isso, é ouvido e respeitado no mundo todo”.

E brincou: “Nunca antes na História desse país houve algo assim".

Aplausos, risos e charangas.

“É Dilma, é Dilma sim/ porque eu não penso só em mim!”

Final de campeonato

O clima era de final de campeonato, com bandeiras e agitação, como há muito as campanhas não exibiam.

É provável que um palco tão amplo e representativo do mundo da cultura no Brasil só tenha paralelo com a rede de apoiadores da campanha Lula de 1989. Quase duas mil pessoas lotaram platéia, corredores, mezaninos, hall de entrada e a calçada da casa de espetáculos, enquanto uma chuva intermitente desabava sobre a cidade. No palco, entre outros, estavam Oscar Niemeyer, Chico Buarque, Rosemary, Alcione, Ziraldo, Fernando Morais, Elba Ramalho, Renato Borgehetti, Yamandu Costa, Hugo Carvana, Leci Brandão, Alceu Valença, Paulo Betti, Marco Aurélio Garcia, Chico César, João Pedro Stédile, Antonio Grassi, Sergio Mamberti e muitos outros.

O sociólogo Emir Sader, um dos organizadores, sintetizou: “Este é um ato daqueles que votaram e apoiaram diferentes candidatos no primeiro turno e que se reúnem para defender conquistas. O outro lado representa o caminho do obscurantismo”.

Para a professora de Filosofia Marilena Chauí, aquela era uma sagração da democracia. Do alto da tribuna, puxou da bolsa o panfleto da campanha José Serra, no qual estava escrito “Jesus é a verdade e a fé”. Sem titubear, emendou: “Este folheto é obsceno; obsceno religiosa e politicamente. Ele ataca o núcleo da democracia republicana, que é o Estado laico”. Em meio a aplausos, finalizou: “A minha geração viu um negro na presidência da África do Sul, um índio na presidência da Bolívia, um negro presidente dos Estados Unidos, um operário dirigindo o Brasil e verá uma mulher presidir o nosso país”.

Motivações

Uma das grandes motivações do ato foi a ofensiva midiática fundamentalista que tomou conta da reta final da campanha eleitoral, aproveitando-se de erros e tropeços da candidatura Dilma. De uma disputa que aparentava ser um passeio para o governo, existe agora uma batalha voto a voto, que toma conta de setores de esquerda e mesmo daqueles que se desiludiram com a ação oficial e saíram em busca de uma terceira via no primeiro turno.

No Casa Grande, a convergência era o tom. Lia de Itamaracá levantou a platéia ao entoar “Essa ciranda quem me deu foi Lia, que mora na ilha de Itamaracá”. Não era um ato propriamente, era uma celebração.

Aproveitando o clima, Beth Carvalho parodiou o sucesso de Zeca Pagodinho, cantando: “Deixa a Dilma me levar/ Dilma leva eu, Dilma leva eu (...)/ Sou feliz e agradeço/ Por tudo o que você me fez”.

Leonardo Boff era talvez a expressão maior do caráter plural do ato. Apoiador de Marina Silva, ele optou por Dilma no segundo turno e pronunciou um emocionado discurso de 25 minutos. “Se com Lula, a esperança venceu o medo”, lembrou, “com Dilma, a verdade vai vencer a mentira”. Para Boff, esta eleição é mais do que o confronto entre dois candidatos, representa o confronto entre duas idéias de Brasil. “Se a oposição ganhar, teremos imensos retrocessos”. E com palavras duras, sintetizou o clima do país: “O que as classes dominantes não permitem é que um filho da pobreza, um peão como Lula, chegue à presidência. Gostariam que Lula ficasse na fábrica, produzindo para eles”.

Antes da fala de Dilma, foi lido o poema Os filhos da paixão, de Pedro Tierra, sob silêncio absoluto. Um de seus trechos diz:

“Queremos um país onde não se matem as crianças/ que escaparam do frio, da fome, da cola de sapateiro./ Onde os filhos da margem tenham direito à terra,/ ao trabalho, ao pão, ao canto, à dança,/ às histórias que povoam nossa imaginação, às raízes da nossa alegria”.

Dilma fala

O cenário estava pronto. Anunciada como futura Presidente da República Federativa do Brasil, Dilma falou por 37 minutos. Para quem a viu nervosa e tensa no dia anterior, no debate da Rede TV!, ali estava outra pessoa. À vontade, com a palavra fluindo fácil, a candidata percorreu temas complexos, como política energética, relações internacionais, alocação de recursos, papel do Estado, educação, cultura, saúde e outros com desenvoltura.

Começou falando: “Vejo aqui um pedaço de minha vida. As músicas de minha juventude, os livros que li em vários tempos. Vejo aqui muitos que lutaram em décadas antigas”. Lembrou dos anos iniciais de sua militância, da prisão e das opções feitas. “Comecei a sonhar nos anos 1960. Era um sonho de um Brasil que tinha de mudar, um Brasil que tinha de ser diferente. Sonhamos revoluções e aprendemos a perder. Quem perde adquire uma imensa capacidade de resistir. Eu me formei na vida política perdendo. Tenho muito orgulho de minhas derrotas. Foram derrotas de uma vida correta”.

A certa altura, voltou-se para temas concretos. Lembrou mais uma vez que o governo FHC queria mudar o nome da Petrobras para Petrobrax. Esmiuçou os modelos de exploração da riqueza subterrânea. “O governo passado preferiu um modelo conhecido como concessão. Quem encontrasse o óleo, era seu dono. Manter o modelo anterior significa privatizar o pré-sal!”

Ao mencionar a importância do desenvolvimento, recuperou uma idéia cara aos economistas heterodoxos: “Nós mudamos alguns tabus. O principal deles é de que o país não poderia crescer distribuindo renda. Hoje isso parece óbvio, mas nunca foi óbvio. Por trás desse tabu está uma visão mercantil do Brasil. Uma visão que incorpora uma parte da população nos benefícios da modernidade e pouco se importa com a outra parte”. Para ela, esta é a distinção entre sua candidatura e a dos adversários. “Não podemos aplicar no Brasil teorias de outros países que nem mesmo eles aplicam em casa”.

Ao desenhar o futuro do Brasil, Dilma afirmou: “Nós seremos uma nação desenvolvida. Mas não queremos ser os Estados Unidos da América do Sul, onde uma grande parte da população negra está na cadeia e uma parte da população branca pobre mora em trailers e não tem acesso às condições fundamentais de sobrevivência digna. Por isso nós somos hoje respeitados no mundo. E vamos ser mais, pois ninguém respeita um país que deixa parte de seu povo na miséria”.

No fim do ato, a chuva havia parado. Apesar do entusiasmo, todos ali sabem de uma coisa: ainda há ainda muita campanha pela frente até 31 de outubro.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/artistas-e-intelectuais-lembram-1989.html

Publicidade na Revista do Brasil: resposta à Folha

19 de outubro de 2010 / 09:14

Leia a reportagem publicada pela Folha de S. Paulo nesta terça-feira (19/10): “BB e Petrobras custeiam revista da CUT pró- Dilma“. Veja abaixo a resposta enviada pela Petrobras ao jornal:

A Petrobras veicula seus anúncios e campanhas publicitárias em diversos meios de comunicação, como TV, Rádio, Jornais, Revistas e Internet para fortalecer a imagem da empresa. No caso do meio revista, nossos anúncios são veiculados em diversos veículos, de vários segmentos, tais como Veja, Época, IstoÉ e Carta Capital, Época Negócios, Bravo e Auto Esporte.

A veiculação de anúncios na Revista do Brasil possibilita à companhia divulgar suas ações para um público formador de opinião dos principais sindicatos de todo o país, nos diversos setores da economia – como indústria, energia, bancos, saúde e educação. A tiragem mensal da revista é de 360.000 exemplares.



Fonte:http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/?p=31050

TRABALHADORES DA SEGURIDADE SOCIAL SE MOBILIZAM POR DILMA !

Olá Companheiros (as),

Como já devem ter visto, hoje os jornais estão estampando a noticia de que os jornais da Cut e a Revista do Brasil tiveram sua distibuição suspensas pelo TSE, à pedido da coordenação da campanha do Serra. Tentaram inclusive tirar do ar o blog do Arthur Henrique, presidente da Cut.

Isso porque o governo Lula, foi e é acusado de querer tirar a liberdade de expressão!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Como podem ver existe uma diferença muito grande entre o discurso e a prática. O presidente Lula defende tanto a liberdade de expressão que permitiu inclusive que lhe faltassem com o respeito, poruqe foi exatamente isso que fizeram o tempo todo com ele e, agora o PSDB vem querer calar a voz dos trabalhadores através dos seus meios de comunicação.

A nossa resposta PRECISA ser a DILMA eleita Presidente da Republica no dia 31 de outubro

Tenho certeza que todos estamos empenhados nesta batalha, pois a nossa militância, a nossa concepção ideológica, a nossa construção de vida, de sociedade, de país, de classe trabalhadora nos faz ter absoluta clareza do quanto se faz importante vencermos essa eleição.

E quando digo vencermos essa eleição, não é absolutamente porque somos ou seremos governistas, mas o que está em jogo são as nossas vidas, as nossas expectativas, os nossos sonhos, o nosso futuro, de nossos familiares e do nosso país.

Por isso, quero fazer um convite à todos (as):

-Vamos nesta reta final dar tudo de nós,

-Vamos voltar aos velhos tempos, quando éramos nós que saíamos ás ruas em busca de voto;

-Vamos mostrar que o VERMELHO da bandeira do PT, não é sómente uma cor mais forte que o azul e amarelo dos tucanos,
mas é um VERMELHO que simboliza, VIDA, GARRA, PAIXÃO;

-Vamos com a disposição que sempre tivemos e temos nas horas em que somos provocados;

-Vamos juntos defender este país que pela primeira vez em toda a sua historia, nos últimos 8 anos começou um processo novo. Um processo de verdadeira democratização, inclusão social, reconhecimento de cada cidadão, possibilitando que TODOS tenham as condições de não apenas sonhar, mas de transformar esse sonho em realidade.

Temos consciencia dos muitos problemas que hoje já poderiam ter sidos resolvidos durante esses 8 anos em nosso ramo e não o foram, porém nem por isso deixaremos de ter responsabilidade no processo em curso, ao contrário, sabemos de que lado estamos, do lado dos trabalhadores (as).

A direita se realinhou e tem vindo para cima, usando de todas as baixarias, afinal além de disputar com os partidos de coalisão, está disputando com seu maior inimigo que é o PT, e pior ainda, com uma MULHER, afinal vivemos ainda num país machista, mas nós vamos enfrenta-los!

Posso estar enganada, mas o que está em jogo agora, é muito maior do que quando ganhamos a eleição com Presidente Lula em 2002! Não podemos permitir que o PSDB volte a comandar junto com DEM este país.

Portanto, limpem de vez suas agendas, busquem dentro de si mesmo aquela velha chama que sempre nos impulsionou, vista sua armadura de luta e vamos atrás de conversar com o maior numero de pessoas e convence-las a votar no projeto que começou com Lula e agora vai dar continuidade com a Dilma.

Temos no site da CNTSS, vários artigos de diversas pessoas, contestando o PSDB/DEM, a sua prática, o mal que eles causaram ao pais (é só ver quem eram eles no passado) e o quanto seriam prejudial no futuro. Portanto para todas as investidas, sobre quaisquer aspectos, há com certeza argumentos, material de sobre para que possamos dialogar com a sociedade, com os trabalhadores, esclarecendo e melhor ainda, mostrando definitivamente quem é o SERRA, o que e quem de fato ele representa.

Aqui em SP, tivemos uma reunião do setorial de saúde e da secretaria sindical em 14/10 e aprovamos as seguintes atividades, as quais solicitamos que TODOS OS COMPANHEIROS DE SP, coloquem em suas agendas, divulguem, mobilizem e participem e, para os companheiros dos demais estados, estejam à vontade para também se organizarem, tomando esta agenda como base.

Vamos enviar email, torpedos para todos quantos conhecermos;

Vamos fazer artigos para veiculos de comunicaçao por internet, jornais e outros;

Vamos frequentar (aqueles que assim o desejarem) as missas e os cultos, para dialogarmos com os que tiverem à frente, no caso destes se utilizarem desses espaços para caluniarem e/ou confundirem as pessoas;

Solicitar à coordenação nacional de saúde da Dilma, o panfleto nacional para adequarmos aos nossos estados- No caso de SP já esta sendo elaborado pelo companheiro CID;

Organizar um manifesto dos dirigentes em apoio à Dilma;

SP- Porta dos Hospitais - de 19 à 30 de outubro das 6:30 hs às 9:00 hs

SP- Dia 22/10, das 6:30 às 9:00 horas - DIA ESTADUAL DE PANFLETAGEM na entrada dos equipamentos de saúde;

SP- Dia 22/10, das 10:00 às 14:00 horas - Radio BOMDILMA, no parque Trianon. Todos os nossos dirigentes devem ir e participarem.

SP- Dia 22/10 às 16:00 horas - Dia da Saúde na Av. Paulista - bandeiraço, panfletagem - todos de branco e levem muita gente;

SP- Dia 28/10 às 6:30 horas - Panfletagem do funcionalismo público nas proximidades do Hospital do Servidor Publico - IAMSPE

SP- DIA 29/10 às 16:00 horas - Dia da Saúde na Av. Paulista - bandeiraço, panfletagem - todos de branco e levem muita gente.

Se organizem em seus estados, faltam poucos dias, chamem os demais sindicatos do nosso ramo, não vamos esperar mais, vamos fazer acontecer!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

"QUE NINGUÉM DUVIDE DA CAPACIDADE DE LUTA DOS (AS) TRABALHADORES (AS) DA SEGURIDADE SOCIAL"



Um grande abraço,

Maria Aparecida Faria
Presidenta Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social

Fonte: Recebido através de email.