sábado, 16 de outubro de 2010

Lula volta a criticar elites em discurso na capital mineira

Por Eduardo Kattah, especial para O Estado de S.Paulo, estadao.com.br, 16/10/2010

BELO HORIZONTE - Ao participar de uma extensa carreata em Belo Horizonte ao lado da presidenciável petista Dilma Rousseff o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou ontem o discurso contra as elites. Em discurso na praça Sete, na região central da cidade, ponto final da carreata, Lula reclamou do comportamento de moradores do bairro Mangabeira, uma das regiões mais nobres da capital onde teve início o ato e está localizada a residência oficial do governador do Estado, Antonio Anastasia (PSDB).

'Lá tinha pessoas que faziam assim para nós', disse Lula para uma plateia de cerca de quatro mil pessoas, segundo a Polícia Militar, repetindo gesto com o polegar para baixo. 'Eu diria para vocês que eu fico constrangido porque aquelas pessoas ricas foram as pessoas que mais ganharam dinheiro no meu governo. Aquelas pessoas, na verdade, o que elas não conseguiram superar foi o preconceito', disse Lula reiterando a oposição entre elite e povo.

Segundo Lula, além do preconceito Dilma enfrenta nas eleições o `medo de que uma mulher venha a ganhar a disputa'. O presidente pediu mobilização e ressaltou que, caso eleita, a petista 'será a primeira presidente de Belo Horizonte'. As origens mineiras de Dilma foram insistentemente ressaltadas durante o ato político.

Na carreata, que percorreu bairros da zona Sul até a região central, Dilma foi apresentada pelos locutores oficiais como uma belo-horizontina que poderá chegar à presidência. A candidata fez questão de ressaltar o que chamou de `compromisso sagrado' com Minas Gerais. 'Se Deus quiser, eu vou ser a primeira mineira presidente do Brasil', discursou. 'Esta terra em que eu vi pela primeira vez a luz da vida. Esta terra que me ensinou o valor da liberdade, da justiça e do desenvolvimento. Esta terra de JK (Juscelino Kubitschek), de Tancredo Neves, de Tiradentes, é uma terra abençoada. Vou honrar essa herança mineira que tenho'.

Antes da carreata, em contato com a imprensa, Dilma classificou como absurdo a declaração do adversário José Serra (PSDB)que acusou o governo Lula de fazer uso político e defender a remodelação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A crítica do tucano foi em referência ao episódio do vazamento de dados pessoais de estudantes inscritos no exame. Dilma rebateu afirmando que o crime cometido contra o Enem está sendo investigado e disse que a crítica de Serra é um ataque indireto ao Programa Universidade para Todos.
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Fonte:http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/artigo.aspx?cp-documentid=25973080

Lula retirou a tampa do esgoto, diz o livro "O Governo Lula e o Combate à Corrupção"

Da Livraria da Folha

Para o autor de "O Governo Lula e o Combate à Corrupção", Jorge Hage, "o que o governo Lula fez foi retirar a tampa do esgoto e revelar a sujeira que se escondia abaixo da superfície. Tudo o que agora exala do que há de podre estava aí acumulado e abafado havia muito tempo."

Divulgação

Livro argumenta que lutar contra a corrupção é "possível"
O livro aposta em uma leitura rápida, direta e informativa. Com 80 páginas, apresenta estatísticas e explicações sobre a ação repressiva do governo aos crimes do colarinho branco nos últimos anos. Além disso, salienta a importância da criação do Portal da Transparência (www.portaltransparencia.gov.br), site no qual qualquer cidadão pode fiscalizar os gastos do dinheiro público.

Segundo Hage, "o elemento novo no tocante à corrupção praticada no Brasil é que agora ela está sendo investigada e revelada de modo sistemático e eficaz. Por essa razão, há uma maior percepção do problema pela sociedade."

O título é o primeiro volume da coleção "Brasil em Debate", publicado pela Fundação Perseu Abramo. A editora, fundada em 1997, foi responsável por "Lula, o Filho do Brasil", obra que serviu de fundamento biográfico para o filme de Fábio Barreto.

Leia um trecho de "O Governo Lula e o Combate à Corrupção".

1 O governo Lula, desde 2003, em cumprimento a um de seus compromissos de campanha, adotou a decisão política fundamental de investir no fortalecimento dos órgãos de controle e de investigação, tais como a Controladoria-Geral da União (CGU), a Polícia Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e o Departamento de Recuperação de Ativos do Ministério da Justiça (DRCI/MJ). Isso se traduziu, concretamente, por exemplo, no incremento substancial do número de policiais e de auditores, na recomposição salarial dessas categorias, no reequipamento desses órgãos e, mais importante, na absoluta independência de atuação dessas instituições;

2 A decisão política de abrir as portas e as informações do Poder Executivo ao amplo exame do Ministério Público, de modo que este pudesse melhor cumprir sua função constitucional, bem ao contrário do que ocorria até então, conforme é público e notório. Será que alguém já esqueceu que no governo anterior, o procurador-geral da República permaneceu no cargo por oito anos e ganhou a alcunha de "engavetador-geral da República?". No atual governo, ao contrário, o Executivo, por meio da CGU, celebrou inúmeros convênios de parceria e deu início a um intercâmbio permanente de informações com o Ministério Público. Além disso, neste governo, os procuradores-gerais da República escolhidos foram, sempre, os indicados pelo voto da categoria e deram todas as mostras de sua total autonomia, como o país inteiro tem testemunhado;

3 A imprensa jamais teve tamanha liberdade de acesso às informações sobre as investigações e sobre a execução dos gastos públicos, mercê do aumento cada vez maior da transparência na administração federal (conforme detalhado adiante). Além disso, não há como negar que jamais os meios de comunicação tiveram tamanha disposição e interesse pelo jornalismo investigativo, o que é bom para a democracia e pode ser explicado, em parte, pelo fato de que, pela primeira vez, o Poder Executivo Federal não se encontra nas mãos do mesmo campo de forças sociais e econômicas, detentoras da propriedade das empresas de comunicação;

4 A radical mudança na forma de operação dos organismos de controle do Estado, que passaram a atuar de forma integrada e articulada, embora cada um no seu papel: a CGU, a Polícia Federal, o Ministério Público, o Tribunal de Contas da União, o COAF, a Receita Federal, o DRCI/MJ, entre outros;

5 A criação de um Sistema de Correição da Administração Federal, com uma corregedoria setorial em cada ministério e uma corregedoria geral na CGU. Às corregedorias competem a condução e o acompanhamento dos processos administrativos disciplinares, que visam à responsabilização de agentes públicos federais que cometem irregularidades.

Quando, antes de 2003, o povo brasileiro viu a Polícia Federal prendendo tantas pessoas envolvidas em corrupção, independentemente das altas funções que ocupem em qualquer dos três Poderes da República?
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Fonte:

Garcia diz por que tema das privatizações incomoda Serra

Por Marco Aurélio Garcia*, na Folha de S.Paulo

No primeiro debate televisivo do segundo turno desta campanha eleitoral, José Serra mostrou-se incomodado quando o tema das privatizações foi colocado por Dilma Rousseff. Serra quis dar ao debate da questão um significado eleitoreiro, talvez pensando que seja mais um "trololó" da esquerda, como gosta tanto de dizer.

Não é assim. Quando a sociedade brasileira é convocada para decidir os destinos do país nos próximos anos, nada mais natural que o papel do Estado em nosso projeto nacional de desenvolvimento seja devidamente debatido.

A questão das privatizações emergiu no governo Collor de Mello, dormitou no interregno Itamar Franco e ganhou força durante o período FHC.

Correspondeu a período marcado não só pela "débâcle" dos regimes comunistas europeus e pela deriva social-democrata como pelo aparente êxito da proposta neoliberal que vicejava na Inglaterra de Thatcher e no Chile de Pinochet.

As teses sobre a diminuição do papel do Estado -quando não da necessidade do Estado mínimo- que acabaram por bater, ainda que tardiamente, nas costas brasileiras refletiam um otimismo desenfreado sobre o papel dos mercados na regulação econômica e financeira. Elas espelhavam também o grande fascínio exercido pela "globalização" produtiva, mas sobretudo financeira, em curso.

Ao considerar, de certa forma, irrelevantes a produção e os mercados nacionais, elas acabavam por minimizar o papel desempenhado pelos Estados nacionais.

Os governantes teriam de ser apenas gerentes de políticas mundialmente acordadas pelos grandes centros econômicos. Ficariam relegados a replicar orientações macroeconômicas de fora, que viabilizassem novo desenho geoeconômico e, evidentemente, geopolítico.

FHC não hesitou em proclamar o advento de um "novo Renascimento" mundial, ainda que fosse obrigado a reconhecer que alguns milhões de brasileiros iriam ficar obrigatoriamente fora deste suposto ciclo de prosperidade.

Complementando o ajuste que aqui e lá fora foi praticado, trataram de liberar o Estado de pesados fardos -as estatais-, que supostamente o impediam de cumprir suas funções. Ficava a dúvida sobre quais seriam essas "funções".

Não por acaso usou-se na propaganda a favor das privatizações a imagem de um elefante em um local fechado. As estatais não passavam de um trambolho que impedia o desenvolvimento do país.
No altar dessas crenças foram sacrificadas importantes empresas nacionais. Os cerca de US$ 100 bilhões conseguidos no processo de privatização comandado pelo ministro José Serra se esfumaram.

O país aumentou consideravelmente sua dívida interna e se tornou muito mais vulnerável internacionalmente, como ficou claro quando as crises mexicana, asiática e russa levaram o Brasil sucessivamente à beira do abismo.

Perversidade maior desse processo foi o uso de vultuosos recursos do BNDES para financiar as empresas estrangeiras que entraram nas privatizações. Resumindo a originalidade brasileira: privatizou-se com dinheiro do Estado brasileiro.

Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, em 2008, no início da grande crise econômica mundial, o presidente Lula afirmou ter chegado a "hora da política", a hora do Estado. Os meses que se seguiram deram a essa fala toda a sua significação.

Por ter barrado as privatizações, fortalecido as estatais e dado a elas um papel estratégico no desenvolvimento nacional, o Brasil pôde enfrentar, como poucos países, a tempestade financeira que se abateu sobre o mundo.

Os bancos públicos, a Petrobras e as estatais do setor elétrico foram fundamentais nesse processo.
Portanto, não estamos diante de um debate que opõe dinossauros a modernos. O que está em jogo é o interesse nacional.

*Marco Aurélio Garcia é assessor especial de política externa da Presidência da República e coordenador do programa de governo de Dilma Rousseff (PT). Foi secretário de Cultura do município de São Paulo (gestão Marta Suplicy).
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=139404&id_secao=2

Mensagem de Andrea Loparic, que militou na AP ao lado de Serra e subscreveu o manifesto pró-Dilma dos professores de filosofia (via @Katoui):

Mensagem de Andrea Loparic, que militou na AP ao lado de Serra e subscreveu o manifesto pró-Dilma dos professores de filosofia (via @Katoui):

Oi, Paulo, Renato e demais amigos,


Entregamos o manifesto a Dilma, Marilena e eu. Antes do evento, eu pude falar com Dilma e entregar uma pasta com as mais de 700 assinaturas que imprimi hoje, por volta das 13 horas. Depois fomos para o auditório. Entrei junto com a Marilena, mas não deu pra ler nosso manifesto. Tinha muita gente pra falar, o pessoal da organização queria que a Marilena falasse, Marilena queria que eu lesse, no fim eu disse a Marilena que ela melhor ela ir e ler pelo menos alguns trechos ( minha sugestão era os dois últimos, sobre a universidade e sonre o estado laico). Ela concordou, mas não deu mais tempo. Dai Marilena passou o papel para Dilma - que mencionou e agradeceu no discurso que fez logo em seguida.

Bem, agora algumas impressões pessoais. Eu só conhecia a Dilma de televisão. Então, minha grande surpresa foi a acolhida doce e carinhosa. Isso eu não esperava encontrar. Esperava encontrar uma mulher durona, que recebesse o papel e logo fosse tratar com gente mais importante. Nada disso. Me abraçou, me olhou nos olhos, me disse "que bom que é uma mulher também que veio trazer o manifesto". E ficou claramente feliz quando eu disse a ela que quem teve a iniciativa foram colegas da UFRGS, que a acompanhavam de longa data.

(Mencionei seu nome, Renato, como o nosso escrevinhador!!!) Isso foi logo antes de entrarmos no auditório. Havia muita gente, me puseram na segunda fila do palco, junto com a Marilena. Começaram os discursos. No fim o dela, confirmando o que eu já pensava - que é alguem muito competente e que acredita no que diz e faz. Lá estava falando de improviso. Havia muita gente simples no auditório, muito professor do ensino primário e médio e muito sindicalista. Dilma se deu a tarefa de explicar a eles por que um governo não pode se limitar a cuidar da educação pública primária e média. Por que um governo que cuida da população, em particular da população pobre, precisa investir na educação superior, na pósgraduação e na pesquisa - tanto aplicada como de base. Foi uma beleza ouvir isso. Eu, apesar de lulista (pelo peso da balança), ficava algo incomodada com certas tiradas de Lula que pareciam fazer o elogio da ignorância . Agora estou de alma lavada: teremos alguém que sabe o que valem os intelectuais e cientistas. Foi muito bom ter ido. Encontrei e pude conversar um pouco com gente que não via há um bom tempo. Quem se interessou mesmo pelo nosso manifesto foi o Eduardo Suplicy. Prometi que mandaria uma cópia pra ele hoje
à noite.

Outra coisa que me impressionou foi a tranquilidade com a qual Dilma está encarando a onda de boatos. Não parece estar com raiva, apenas tenta entender o que realmente está por trás e por que e como esse tipo de atitude está se orquestrando e difundindo.

Ah! Vamos ler o manifesto num ato pro Dilma que haverá na Faculdade de Filosofia da USP no dia 25 às 18 horas. Lá, com certeza conseguiremos ler o texto inteiro.

Para finalizar, não acho que o fato de não ter lido o manifesto teve maior importância. Tenho a impressão que nosso manifesto precisa circular nos jornais e na internet, é onde ele pode ter mais efeito. Acho que, nesse evento, o objetivo principal foi cumprido.

Bem, é o relato, ainda quente, pois acabo de chegar de volta em casa.

Beijos para todos vocês,

Andrea
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Fonte:http://twishort.com/abwgf. Postado no Twitter por Antonio Luiz Costa:http://www.cartacapital.com.br/author/Aluiz

Serra é criticado por padre durante missa em Canindé e Tasso toma as dores

16.10.10 17:26
Por: Érico Firmo

Muita confusão durante a missa que José Serra (PSDB) acompanhou há pouco em Canindé, no Sertão Central do Ceará.

O repórter Ítalo Coriolano informa que, durante a missa, o padre mostrou panfleto com ataques da campanha de Serra a Dilma Rousseff (PT) e criticou a postura. Instaurou-se, então, uma enorme confusão.

Tasso Jereissati (PSDB) foi tomar satisfações com o padre, a quem chamou de petista.
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Fonte:http://blog.opovo.com.br/politica/serra-e-criticado-por-padre-durante-missa-em-caninde-e-tasso-toma-as-dores/

Gráfica recebe encomenda de bispo para imprimir 2,1 mi de panfletos anti-Dilma

BRENO COSTA
DE SÃO PAULO

Uma gráfica no bairro do Cambuci, região sudeste da capital paulista, estava imprimindo, na manhã deste sábado, panfletos com um texto de um braço da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) contra o PT e a presidenciável Dilma Rousseff.

Segundo o contador da gráfica, Paulo Ogawa, a encomenda foi feita pela Diocese de Guarulhos (SP). Em julho, o bispo da cidade, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, foi pivô de uma polêmica mobilização contra a petista.

Os papéis são idênticos aos distribuídos em Aparecida (SP) e Contagem (MG) no feriado do último dia 12, durante missas em homenagem ao Dia de Nossa Senhora Aparecida. Eles fazem um “apelo” para que os eleitores não votem em quem é a favor da descriminalização do aborto.

Ogawa, que é pai do dono da Pana Editora e Gráfica, afirma que um assessor do bispo, chamado Kelmon, encomendou a impressão de 2,1 milhões de panfletos –1 milhão no primeiro turno e 1,1 milhão no segundo.

De acordo com o contador, o assessor queria imprimir 20 milhões de panfletos. No entanto, a gráfica não aceitou a encomenda por falta de capacidade.

A gráfica foi descoberta pelo diretório estadual do PT. O deputado estadual Adriano Diogo (PT) afirmou já ter entrado em contato com a direção nacional da campanha de Dilma. Segundo o presidente do PT paulista, Edinho Silva, os advogados da campanha irão à Justiça Eleitoral para impedir a continuidade da impressão.

E “Dilma é vítima de 27 anos de pontificado de João Paulo II”.

Paulo Henrique Amorim
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/10/16/a-igreja-do-golpe-grafica-imprime-panfletos-contra-dilma/

Relembre: para Serra, educação ruim de SP é culpa das crianças nordestinas

Publicado em 12/10/2010
Serra durante entrevista ao SPTV,da Rede Globo.

Por: Fábio M. Michel, Rede Brasil Atual

São Paulo - Quando deixou a prefeitura de São Paulo para se candidatar a governador, Serra deu sua versão para o mau desempenho da educação do estado. "São Paulo tem muita migração, é um problema", referindo-se diretamente à população pobre, em sua maioria de origem nordestina, residente em São Paulo e foram dadas durante entrevista ao SPTV 1ª Edição, da Rede Globo.

Veja aqui a entrevista completa de Serra à Globo. As declarações sobre a responsabilidade pela má qualidade do ensino começam por volta dos 5min30s.

Na mesma entrevista, os apresentadores do telejornal cobram do então candidato as razões por ele ter quebrado a promessa de que cumpriria o mandato de prefeito até o fim e explicações para ataques do crime organizado atribuídos à facções criminosas, que havia sido recentemente cometidos.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/relembre-para-serra-educacao-ruim-de-sp-e-culpa-das-criancas-nordestinas

Isto É: Serra deve explicações à sociedade brasileira


Serra em foto junto com Paulo Preto, que, depois, disse desconhecer

16 DE OUTUBRO DE 2010

A edição deste final de semana da revista Isto É, traz reportagem sobre as relações entre o candidato José Serra e o engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto. “Como candidato à presidência da República, José Serra deve explicações mais detalhadas à sociedade brasileira”, diz a abertura da matéria.

Essas explicações, acrescenta, se referem a um nome umbilicalmente ligado à cúpula do PSDB, mas de pouca exposição pública até dois meses atrás”. Leia a reportagem completa da revista em anexo no fim desse texto.

Em agosto deste ano, a Isto É publicou publicou denúncia segundo a qual o engenheiro Paulo Souza, ex-diretor da estatal Dersa no governo tucano em São Paulo, era acusado por líderes do PSDB de ter desaparecido com cerca de R$ 4milhões que teriam sido arrecadados deforma ilegal pela campanha tucana.

O assunto voltou ao debate público, quando Dilma Rousseff pronunciou o nome de Paulo Preto no debate realizado pela Rede Bandeirantes, no dia 10 de outubro. Serra manteve-se em silêncio e não respondeu a pergunta. No dia seguinte, negou conhecer o engenheiro, posição que durou apenas algumas horas diante de uma clara ameaça feita por Paulo Preto via imprensa. A Isto É reconstitui o roteiro das declarações de Serra:

"Na segunda-feira 11, em Goiânia (GO), em sua primeira manifestação sobre o caso, o candidato do PSDB negou conhecer o engenheiro. “Não sei quem é o Paulo Preto. Nunca ouvi falar. Ele foi um factoide criado para que vocês (jornalistas) fiquem perguntando.” A declaração provocou uma reação imediata. Na terça-feira 12, a “Folha de S.Paulo” publicou uma entrevista em que o engenheiro, oficialmente um desconhecido para Serra, fazia ameaças ao candidato tucano. “Ele (Serra) me conhece muito bem. Até por uma questão de satisfação ao País, ele tem que responder. Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam este erro”, disparou Paulo Preto. Serra demonstrou ter acusado o golpe.

Horas depois da publicação da entrevista, em evento em Aparecida (SP), o candidato recuou. Com memória renovada, saiu em defesa do ex-diretor do Dersa. Como se jamais tivesse tratado deste assunto antes, Serra afirmou: “Evidente que eu sabia do trabalho do Paulo Souza, que é considerado uma pessoa muito competente e ganhou até o prêmio de engenheiro do ano. A acusação contra ele é injusta. Ele é totalmente inocente. Nunca recebi nenhuma acusação a respeito dele durante sua atuação no governo”. Aos eleitores, restou uma dúvida: em qual Serra o eleitor deve acreditar?

Naquele que diz não conhecer o engenheiro ou naquele que elogia o profissional acusado pelo próprio PSDB de desviar R$ 4 milhões da campanha? As idas e vindas de Serra suscitam outras questões relevantes às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais: por que o tema lhe causou tanto constrangimento? O que Serra teria a temer para, em menos de 24 horas, se expor publicamente emitindo opiniões tão distintas sobre o mesmo tema?"

O que falta explicar

A reportagem da Isto É aponta sete pontos que precisam ser explicados nesta história. São eles:

1. De onde vieram os R$ 4 milhões que Paulo Vieira de Souza é acusado de desviar das campanhas tucanas?

2. O que manteve o engenheiro Paulo Preto à frente das principais obras do Estado, mesmo depois de ser definido pelo então vice-governador, Alberto Goldman, como “incontrolável”?

3. Por que o ex-secretário de Transportes, Mauro Arce, a quem o Dersa é vinculado, não afastou Paulo Preto, se ele também foi avisado por Goldman sobre as atitudes do engenheiro?

4. Por que Paulo de Souza foi exonerado quando Goldman assumiu o governo?

5. Por que, após o caso vir a público, os tucanos se mantiveram em silêncio por dois meses?
6. O tesoureiro-adjunto do PSDB-SP, Evandro Losacco, diz que Paulo de Souza tinha poder para pedir dinheiro em nome do partido. Quem deu esse poder a ele?

7. Por que o candidato José Serra disse inicialmente que não conhecia o engenheiro e, após ser ameaçado por Paulo Preto, apresentou outra versão e afirmou tratar-se de um profissional competente?

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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=6&id_noticia=139429&sms_ss=twitter&at_xt=4cba0709587ec5d9,0

Conflito campal entre polícias é marca da política de segurança de Serra, diz analista


Especialista aponta que batalha em frente ao Palácio dos Bandeirantes interrompeu esforço antigo de integração de polícias

Por: João Peres, Rede Brasil Atual
Publicado em 02/08/2010

São Paulo – Para especialistas, o conflito entre policiais civis e militares de São Paulo representa uma piora sensível da política de segurança pública do governo estadual. A condução convencional deu lugar a novos entraves. Em 16 de outubro de 2008, policiais civis, em greve havia 31 dias, realizavam um protesto em direção ao Palácio dos Bandeirantes, residência oficial do então governador paulista, José Serra, hoje candidato à Presidência da República pelo PSDB.

Mas o encontro com a Polícia Militar resultou em um enfrentamento transmitido para todo o Brasil e com repercussão internacional. Na ocasião, a batalha em campo aberto foi analisada pelo Times Online, da Grã Bretanha, em função do alerta das Nações Unidas de que deveria ser revertida a situação de baixos salários da polícia brasileira.

» Combate às causas sociais da violência é centro da política de segurança federal, diz especialista

Serra preferiu não receber os policiais civis, dando mostras de inflexibilidade. A Polícia Militar, como fez ao longo da gestão do agora candidato à frente do estado, cumpriu a ordem de reprimir movimentos reivindicatórios. A diferença é que, desta vez, do outro lado estavam homens igualmente armados e que carregam, entre si, o peso de disputas por espaço. O resultado imediato foi de 24 feridos e manchas na imagem da política de segurança estadual.

A longo prazo, os efeitos são piores. Renato Sérgio de Lima, secretário-geral do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, lembra que foi prejudicado todo e qualquer esforço de integração das polícias. A divisão histórica é vista como um dos fatores para explicar os altos índices de criminalidade no estado, já que a comunicação entre policiamento ostensivo e investigativo fica prejudicada.

Lima lembra que, durante a gestão de Mário Covas, a primeira que o PSDB teve em São Paulo, foi feito um esforço grande na melhoria deste intercâmbio. “Se é que os governos posteriores não abandonaram isso, na prática deram menos ênfase, tiveram uma administração mais tradicional da polícia”, analisa. Ele refere-se aos seis anos de gestão de Geraldo Alckmin e três de José Serra.

O que vinha com problemas agravou-se. O especialista entende que os fatos de 2008 significam um enorme refluxo nos esforços empreendidos desde a década anterior. “É extremamente emblemático que, quando as reformas não ocorrem de uma maneira definitiva, ao menor sinal, podem retroceder muito. É uma quebra de confiança, uma fragilização da política de integração que vinha sendo conduzida há muitos anos.”

Luiz Flávio Sapori, ex-secretário de Segurança Pública de Minas Gerais e secretário-executivo do Instituto Minas pela Paz, entende que o setor de investigação vinha avançando na polícia paulista, com melhoria na resolutividade de casos. Mas, de 2008 para cá, a situação mudou. “Isso por conta do acirramento dos conflitos corporativos entre as duas polícias, que teve o ápice no enfrentamento em frente ao palácio de governo. Isso afeta a motivação policial na ponta, bem como aumenta a distância entre os trabalhos da polícia ostensiva e da polícia investigativa. À medida que esse trabalho é distante, antagônico, a eficiência na repressão ao crime diminui.”

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidades/conflito-campal-entre-policias-e-marca-da-politica-de-seguranca-de-serra-diz-analista

Os jornalistas e a volta da Santa Inquisição

SÁBADO, 16 DE OUTUBRO DE 2010
Reproduzo artigo de Leonardo Sakamoto, publicado em seu blog:

No dia 10 de maio de 1933, montanhas de livros foram criadas nas praças de diversas cidades da Alemanha. O regime nazista queria fazer uma limpeza da literatura e de todos os escritos que desviassem dos padrões impostos. Centenas de milhares queimaram até as cinzas.

Einstein, Mann, Freud, entre outros, foram perseguidos por ousarem pensar diferente da maioria. A Alemanha “purificou pelo fogo” as idéias imundas deles, da mesma forma que, durante a Contra-Reforma, a Santa Inquisição purificou com fogo a carne, o sangue e os ossos daqueles que ousaram não concordar com suas idéias. A opinião pública e parte dos intelectuais alemães se acovardaram ou acharam pertinente o fogaréu nazista, levado a cabo por estudantes que apoiavam o regime. Deu no que deu.

Hoje, colegas da imprensa me contam histórias de membros de igrejas e templos do interior pedindo a seus fiéis que destruam livros que tratem de direitos humanos – agindo, provavelmente, sem o aval das cúpulas de suas denominações. Que se livrem de tudo o que não tenha a ver com a visão violenta e, portanto, errada que eles têm do amor. Demorou, mas veio. O pessoal que sente saudades da Idade Média saiu do armário.

Será que, no afã de contestar propostas presentes no III Programa Nacional de Direitos Humanos, parte da imprensa conseguiu finalmente cristalizar a imagem idiota que “direitos humanos” é coisa de defender bandido, matar crianças e proibir as pessoas de terem fé?

Direitos humanos diz respeito exatamente ao contrário. Considerando que todas as pessoas nasçam iguais e livres, por todas compartilharem da raça humana, elas merecem ser tratadas com dignidade e respeito.

Se pegarem todos os Programas Nacionais dos Direitos Humanos, de FHC a Lula, verão que eles tratam de liberdade religiosa e de associação, do direito à saude, à educação, à cultura, a ter uma identidade, a andar livremente, de falar e defender posições sem ser agredido, de não ter medo de passar fome ou de viver na miséria, de poder participar do processo político, de eleger e ser eleito, do direito a não ser expulso de sua casa, do direito à segurança, à integridade do seu corpo, a um julgamento justo, de não ser tratado como animal. De encontrar no outro um semelhante e tratá-lo como tal.

Não importa em quem você vote, não importa quem você queira no poder. Mas não deixe os mesmos ventos que sopraram em 1933 se espalharem pelo Brasil do início do século 21. Estratégias eleitorais acordaram um monstro - algumas pessoas das próprias campanhas já perceberam a besteira que fizeram, mas a espiral negativa agora gira por si e só uma ação combinada dos dois lados faria ela parar.

Esse monstro, a Intolerância, continua sendo alimentado a cada dia, pelo ódio, pelo irracional. Argumentos já não fazem efeito. O problema é que ele não vai parar no dia 31 de outubro, e quando tiver devorado o pouco de dignidade que conseguimos garantir às minorias, virá atrás das míseras liberdades individuais de todos, que não corresponderem à fé professada por alguns. Nós, como jornalistas, temos um dever de evitar alimentá-lo, sob o risco de sermos, ao final, cúmplices de tudo isso.

Estamos vivendo algo que não tem cara de eleições e sim de Contra-Reforma, agora com a participação de setores Protestantes e de grupos Católicos que foram perseguidos e torturados séculos atrás. Quem diria.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/os-jornalistas-e-volta-da-santa.html

Ambientalistas que votaram em Marina farão ato público de apoio a Dilma

16 de outubro de 2010
Ricky Mascarenhas
Do Blog do Ricky – Sem Mais Delongas

Ambientalistas baianos reúnem-se nesta terça-feira (19), a partir das 20 horas, no restaurante Pós-Tudo (Rio Vermelho) em ato público em apoio à candidatura Dilma Rousseff, à Presidência da República. Durante o evento será lido um manifesto elaborado por lideranças de entidades do movimento socioambiental pela continuidade do projeto do governo Lula e com as reivindicações para o próximo mandato presidencial.

Entre os movimentos que participarão do ato encontram-se os que apoiaram a candidatura de Marina Silva durante o primeiro turno e migraram para a campanha da coligação “Para o Brasil seguir mudando”. De acordo com uma das organizadoras, Lila Silva (foto), o objetivo é tornar claro para a sociedade, especialmente eleitores de Marina, que a pauta ambiental e o desenvolvimento sustentável também são bandeiras da atual administração e de Dilma Rousseff.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, confirmou presença no ato que tem como organizadores o secretário do meio ambiente do PT na Bahia, Júlio Rocha, o presidente estadual do PT, Jonas Paulo, e o secretário estadual de Meio Ambiente, Eugênio Splenger. Eles darão coletiva à imprensa às 8 horas do dia 19 no Hotel Catarina Paraguaçu, também localizado no bairro do Rio Vermelho.
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Fonte:http://blogdadilma.blog.br/2010/10/ambientalistas-que-votaram-em-marina-farao-ato-publico-de-apoio-a-dilma.html

BOATOS CONTRA DILMA PARTIU DE GRUPOS DE EXTREMA DIREITA E GRUPO NEONAZISTAS

Publicado originalmente no blog Escrevinhador, de Rodrigo Vianna
16.10.2010

Não é difícil rastrear os caminhos da boataria que atingiu Dilma Rousseff, poucas semanas antes do primeiro turno. A campanha do PT parece não ter levado a sério a ameaça. E a boataria e as calúnias prosseguem.

O jornalista Tony Chastinet – colega com quem tive o prazer de dividir o prêmio Vladimir Herzog em 2007, e com quem produzi a série de reportagens sobre as centrais clandestinas de tortura durante a ditadura – fez um levantamento minucioso sobre a origem de um desses e-mails caluniosos. Não precisou de dinheiro, nem de ferramentas especiais. Usou basicamente o “Google”. Gastou alguns minutos e usou a experiência de quem já investigou dezenas e dezenas de picaretas em suas reportagens investigativas.

Tony Chastinet descobriu que o email partiu de gente ligada à extrema-direita. Gente com nome, sobrenome e endereço. Confiram…

O CAMINHO DA CALÚNIA

por Tony Chastinet

Recebi o ntem à noite um daqueles e-mails nojentos e anônimos, que estão circulando na internet, com calúnias contra a candidata Dilma Roussef. Decidi gastar alguns minutos para tentar identificar os autores. Consegui, e repasso abaixo as informações sobre os autores da baixaria – incluindo as fontes da pesquisa.

Há um e-mail circulando na internet com o seguinte título: “Candidatos de esquerda”. Na mensagem há uma série de calúnias contra Dilma, e o pedido para se votar no Serra. Também recomenda a leitura do site www.tribunanacional.com.br.

Entrei na página e de cara me deparei com aquela foto montada da Dilma ao lado de um fuzil. Uma verdadeira central de calúnias ligada à extrema direita. Vejam uma amostra neste link http://www.tribunanacional.com.br/v2/editorial/a-terrorista/.

O e-mail foi enviado para minha caixa postal na noite de domingo. O remetente é um tal de Ingo Schimidt (ingo@tribunanacional.com.br). O site está registrado na Fapesp em nome do “Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares”.

Essa associação tem CNPJ (026.990.366/0001-49), está localizada na SCRN, 706-707, Bloco B, Sala 125, na Asa Norte, em Brasília. O responsável pelo site chama-se Nei Mohn. Em uma pesquisa superficial na internet, descobre-se que ele foi presidente da “Juventude Nazista” em 1968. Era informante do Cenimar e suspeito de atos de terrorismo na década de 80 (bombas em bancas de jornais e outros atentados feitos pela tigrada da comunidade de informações).

Também foi investigado por falsificar o jornal da Igreja Católica, atacando religiosos que denunciavam torturas, assassinatos e desaparecimentos (vejam abaixo nas fontes).

Nunca foi investigado e sequer punido pelas barbaridades que aprontou. Para isso, contou com a proteção dos militares e da comunidade de informações para abafar os escândalos e investigações.

Prossegui na pesquisa e descobri que o filho de Nei, o advogado Bruno Degrazia Möhn trabalha para um grande escritório de advocacia de Brasília contratado por Daniel Dantas para representar o deputado federal Alberto Fraga (DEM) em ação no TCU movida pelo deputado para tentar impedir a compra de ações da BRT/OI pelos fundos de pensão.

Interessante essa ligação entre a extrema direita, nazistas e Daniel Dantas. Mas tem mais.
No registro do site ainda há outros dois nomes apontados como responsáveis pela página: Antonio Afonso Xavier de Serpa Pinto e Zoltan Nassif Korontai.

Serpa Pinto trabalha na Secretaria da Fazenda de Mato Grosso. Korontai é responsável pelo site http://www.projetovendabrasil.com.br. É um negócio estranho como pode ser visto na página da internet. Ele atua na área de tecnologia e fez concurso para analista de sistemas no TRE do Paraná.

O cadastro do site dele está em nome da CliqueHost Internet Hosting e Eletro Eletrônicos (CNPJ 008.144.575/0001-90 – Avenida Doutor Chucri Zaidan, 246, SL 18, São Paulo). O responsável chama-se Frederich Resende Soares Marinho.

Marinho é consultor de informática e trabalha em Piraúba (MG). Há uma série de reclamações de que ele vendeu hospedagens de site e não entregou o serviço. Ele é membro da Assembleia de Deus em Sorocaba.

Outro dado interessante: Ingo coloca um link no e-mail para quem não quiser mais receber as mensagens. Esse link aponta para o seguinte endereço: ingo.newssender.com.br. Newssender é um serviço de marketing eletrônico (leia-se spam) registrado e vendido pela Locaweb Serviços de Internet S/A. O curioso é que é o mesmo provedor que hospeda o site do candidato tucano.

Fontes:

Tribuna Nacional – Dados do Registro.br
domínio: tribunanacional.com.br
entidade: Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares
documento: 026.990.366/0001-49
responsável: Nei Möhn

2 – Nei Mohn
Matéria Veja de 1980 – http://www.arqanalagoa.ufscar.br/pdf/recortes/R06814.pdf
Matéria da Isto É de 1982 – http://www.arqanalagoa.ufscar.br/pdf/recortes/R03648.pdf

3 – Filho de Nei
Bruno Degrazia Möhn (OAB/DF 18.161)
Trabalha no escritório Menezes e Vieira Advogados Associados – http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia_articuladas.aspx?cod=11457 – artigo defesa ppp

Escritório contratado por Dantas no caso BRT – http://www.anapar.com.br/noticias.php?id=6602

4 – Antonio Afonso Xavier de Serpa Pinto
Funcionário da secretaria estadual da fazenda de mato grosso
http://app1.sefaz.mt.gov.br/Sistema/Legislacao/legislacaopessoa.nsf/2b2e6c5ed54869788425671300480214/88e35b271696c3bf0425738500423ded?OpenDocument

5 – Zoltan Nassif Korontai
Site dele – http://www.projetovendabrasil.com.br/?pg=calculadora-de-ivestimento&p=253
Dados do registro.br
domínio: projetovendabrasil.com.br
entidade: CliqueHost Internet Hosting e Eletro Eletrônicos L

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Fonte:http://www.kaosenlared.net/noticia/brasil-o-caminho-da-calunia

Ex-aluna de Monica Serra: "eu não esperava tanta repercussão"

16 de outubro de 2010 • 16h49 • atualizado às 16h58

BRUNA CAROLINA CARVALHO
Direto de São Paulo

A bailarina Sheila Canevacci Ribeiro, ex-aluna de Monica Serra - esposa de José Serra (PSDB) - na Universidade de Campinas (Unicamp), e responsável por tornar público no Facebook que Monica teria feito um aborto na época da ditadura militar, afirmou em entrevista ao Terra por telefone que se sente "muito assediada" e não esperava que seu post fosse gerar repercussão. "Eu estou me sentindo o Mike Taison quando mordeu a orelha do outro...", disse Sheila ao se referir a uma luta de boxe quando Tyson agrediu de forma ilegal o adversário Evander Holyfield.

O jornal Folha de S.Paulo publicou, neste sábado (16), reportagem intitulada "Monica Serra contou ter feito aborto, diz ex-aluna", assinada pela colunista Monica Bergamo. Um dia depois do debate da TV Bandeirantes, na última segunda-feira (11), Sheila postou em seu perfil no Facebook um texto que escreveu para "deixar minha indignação pelo posicionamento escorregadio de José Serra" em relação ao tema aborto. Sheila também deu entrevista ao Correio do Brasil.

Durante a entrevista, Sheila contou que se considera "uma pessoa muito frágil". Mas, ao assistir ao debate e ouvir a candidata à presidência do PT, Dilma Rousseff, dizer que Monica havia "falado que ela Dilma era comedora de criancinhas e o Serra ter ficado calado, não ter falado nada, zero, me indignei". Para a bailarina, a sensação foi de "inquietude" e, por isso, escreveu uma reflexão no site de relacionamento pessoal.

Perguntada pela reportagem do Terra se era filiada a algum partido político, a ex-aluna de Monica explicou: "não sou. Não gosto de política partidária. Gosto de política cidadã, que foi exatamente essa que eu fiz". A bailarina, que pretende votar na petista no segundo turno das eleições, disse também não temer por represálias. "Estou recebendo mais ou menos cinco mil mensagens de apoio para 50 de retaliação. Estranhamente, meus amigos me falam: 'ah não liga'. Mas, para mim, as cinco mil mensagens e as 50 contam".

Sheila não soube informar se o tucano paulista teve algum envolvimento na decisão do aborto na época. "Eu não sei de nada disso e nem se soubesse eu ia querer falar. Eu não estou fazendo uma apuração, nem buscando provas e nem denunciando nada", contou.
Leia abaixo a entrevista:

Terra: Em qual ambiente se deu esse relato sobre o aborto de Monica Serra? Vocês estavam em aula?

Sheila: Eu estou me sentindo o Mike Tyson quando mordeu a orelha do outro... Estou sendo muito assediada, não esperava. Mas confirmo tudo o que foi dito no Correio do Brasil e na Folha de S. Paulo.

Terra: Como era a relação de Monica com as alunas?
Sheila: Ótima relação. Uma relação de professor, quando é bom, é uma relação que transpassa a própria humanidade. A universidade tem essa função, falar sobre as coisas.

Você fala sobre aborto, ditadura, sorvete, gatinhos, tudo. Não foi uma coisa confessional. Acabou surgindo... tem um monte de gente me atacando falando que eu expus a Monica Serra. Se você reler, vai ver que eu sou muito preocupada com a intimidade das pessoas. Não é que uma pessoa presidenciável não pode fazer o aborto. Do meu ponto de vista, não tem problema algum.

Terra: Foi uma confissão? Ela contou como se sentia em relação a esse assunto?

Sheila: Eu acho que ela escorregou numa coisa meio terapêutica. É muito importante deixar claro que o contexto era de ditadura militar. Era o assunto do exílio, da ditadura militar e o aborto dentro disso. Quando eu escrevi meu relato eu estava indignada por causa do debate da TV Bandeirantes. Como eu sou canadense, eu acho normal discutir as coisas. E meu próprio lado brasileiro ficou assustado. Eu não quero ser a garota que denunciou a Monica Serra. Eu sou a garota que está preocupada com a cidadania e com a saúde pública.

Terra: Você sabe se o marido dela, José Serra, teve algum envolvimento nessa decisão de abortar? Ele sabia?

Sheila: Eu não sei de nada disso e nem se soubesse eu ia querer falar. Eu não estou fazendo uma apuração, nem buscando provas e nem denunciando nada. Eu não sei, e mesmo se soubesse, não gosto de entrar nesse assunto. O que é problema meu é minha cidadania.

Terra: Você esperava essa repercussão?

Sheila: Zero. Não esperava e nem entendi. Me chocou porque eu não estava acompanhando as coisas do segundo turno, nem sei o que aconteceu.

Depois do primeiro turno eu decidi que não queria acompanhar nada. Porque eu já tinha decidido que ia votar na Dilma. Mas mais do que por isso eu não gosto de baixaria, não gosto de violência. Quando eu assisti ao debate eu estava praticamente vazia de informação. Então, quando eu vi a Dilma falando que a Mônica Serra tinha falado que ela era comedora de criancinhas e o Serra ter ficado calado, não ter falado nada, zero, me indignei. Ficou aquela inquietude. Eu escrevi uma reflexão. Eu e meu marido, que é antropólogo, sempre escrevemos reflexões e colocamos no Facebook.

Terra: Você reafirma que não é filiada a nenhum partido?

Sheila: Não sou. Não gosto de política partidária. Gosto de política cidadã que foi exatamente essa que eu fiz.

Terra: Você disse à Folha de S. Paulo que votaria em Dilma Rousseff no segundo turno. Quais são os motivos da sua objeção por José Serra?

Sheila: Para mim, é inimaginável votar no Serra. Ele representa para mim o pior retrocesso para o Brasil desde as Diretas Já. Primeiro de tudo, um político que está num debate e fica se esquivando o tempo todo, tratando os brasileiros como imbecis. A Dilma ficou muito nervosa no debate. Mas prefiro uma pessoa que fica emocionada do que uma pessoa que não existe. Eu também votaria na Dilma por ela ser uma mulher.

Terra: Você sente medo de sofrer alguma represália?

Sheila: Não. Estou recebendo mais ou menos cinco mil mensagens de apoio para 50 de retaliação. Estranhamente meus amigos me falam: 'ah não liga'. Mas pra mim as 5 mil e as 50 contam... todas que estão se espelhando no que eu fiz. Tanto essas como as que estão me julgando, são sintomas, todas eu escuto.

Terra: Mas você sente medo?

Sheila: Eu tenho medo? Não. Eu sou dona de um fato e de um relato. Só. Não sou eu que tenho que ter medo, vou te responder com uma pergunta: Eu estou na ditadura militar ou a ditadura militar já acabou no Brasil?

Terra: A Monica, durante o relato, você se lembra se ela contou detalhes?

Sheila: Que eu me lembre não. Era uma coisa assim... esquece que a Monica Serra é a Monica Serra. Estava numa aula com uma professora que você gosta, que todo mundo gosta, tinham umas oito ou dez alunas. Não é o clima de ficar contando detalhes, não tem nada a ver, ela estava triste.

Terra: Ela estava triste quando contou?

Sheila: Muito triste.

Terra: Era um trauma?

Sheila: Sim, muito. Mas não lembro muito bem. Isso aconteceu há quase 20 anos. Não lembro de detalhes.

Eu queria deixar claro que respeito a privacidade das pessoas, mas quando uma pessoa é uma pessoa pública ela tem outro tipo de responsabilidade ética. A opinião dela importa. Se um candidato já fez ou não fez aborto, ou se tem alguma coisa da vida pessoal dele que entre em jogo, não me importa. O que me importa é o discurso contraditório.

Uma coisa que eu fiquei feliz com esse bafafá todo é que abriu uma discussão sobre o aborto. Os brasileiros têm uma imagem de si, a priori eles se assustam e com o susto nem conversam. Pra relembrar que até uma pessoa militante como é o caso da Monica Serra e da Benedita da Silva, mesmo essas mulheres já passaram por um aborto. Esse assunto tem que ser separado da religião. No caso da Monica Serra, ela é contra, ela estava na ditadura, pela sua própria lógica deveria ser presa, porque ela diz que é crime. Uma mulher que faz aborto não merece sofrer o aborto e ir presa.
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Fonte:http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4738564-EI15311,00-Exaluna+de+Monica+Serra+eu+nao+esperava+tanta+repercussao.html

A baixaria continua:um milhão de panfletos anti-Dilma são encontrados em gráfica

16 de outubro de 2010 •
VAGNER MAGALHÃES
Direto de São Paulo

Membros do PT paulista encontraram, na tarde deste sábado (16), em uma gráfica do bairro do Cambuci, região central de São Paulo, cerca de 1 milhão de folhetos impressos contra o PT, creditados à Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A carta, intitulada "Apelo a todos os brasileiros e brasileiras", pede que nas próximas eleições os eleitores deem seus votos somente a candidatos ou candidatas de partidos contrários à descriminalização do aborto. A carta lembra que o PT manifestou apoio incondicional ao terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos, assinado pelo atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto. Esse material seria distribuído neste domingo em igrejas dos bairros do Paraíso e da Barra Funda, em São Paulo, e na cidade de Guarulhos.

O pai do dono da gráfica, Paulo Ogawa, que estava no local, afirmou que os panfletos foram solicitados pela Mitra Diocesana de Guarulhos.

Os mesmos panfletos já haviam circulado entre fiéis no primeiro turno das eleições. No feriado do último dia 12, eles ainda foram distribuídos em Aparecida (SP) e Contagem (MG).

O deputado estadual reeleito Adriano Diogo (PT) está no local e acionou a Polícia Federal para verificar a autenticidade do material e para que a gráfica informe quem fez a solicitação. No momento, a gráfica continua fechada.
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Fonte:http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4738483-EI15315,00-SP+um+milhao+de+panfletos+antiDilma+sao+encontrados+em+grafica.html

Em MG, Lula critica elite e fala em "preconceito e medo"


Dilma faz carreata com Lula e o vice José Alencar em Belo Horizonte (MG)
16/10/2010
Rayder Bragon
Especial para o UOL Eleições

Ao lado de Dilma Rousseff (PT), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (16) em Belo Horizonte que as "elites" não conseguiram superar o preconceito de ver um metalúrgico presidente da República. “Agora é preconceito e medo de uma mulher ganhar as eleições”, afirmou.

A afirmação foi após carreata com a presidenciável, que teve início no bairro Mangabeiras, onde fica a residência oficial do governador de Minas Gerais e onde o presidente foi recebido por um grupo que sinalizava com polegares virados para baixo.

Lula afirmou que, naquele local, “mora o povo mais rico de Belo Horizonte”. Em seguida, referindo-se aos sinais de reprovação a sua presença, rebateu: “Eu diria para vocês que eu fico constrangido. Aquelas pessoas ricas foram as pessoas que mais ganharam dinheiro no meu governo. Aquelas pessoas, na verdade, o que eles não conseguiram superar foi o preconceito der ver um metalúrgico chegar à Presidência.”

Segundo Lula, o “preconceito dessa parcela da população se transformou em medo”. O presidente discursou para cerca de 4.000 pessoas em cima de um carro de som na praça Sete, na capital mineira, após a carreata que percorreu 13 pontos da cidade.

Lula também questionou Dilma se ela tinha percebido a diferença entre elite e o povo. “É com esse povo, Dilma, que você vai ganhar as eleições. (...) E você vai governar este país e Minas Gerais”, completou.

Em seguida, o presidente conclamou a todos “a não ter trégua” e pediu a todos para sair às ruas da cidade com suas bandeiras e camisetas. “Mineiro que é mineiro, mineira que é mineira, não trai o seu torrão”, finalizou.

Dilma também tentou reforçar sua origem mineira, dizendo que Minas pode voltar a ocupar a Presidência, desta vez, com uma mulher.
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Fonte:http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/16/em-mg-lula-critica-elite-e-fala-em-preconceito-e-medo.jhtm

Após discurso político, conta de José de Abreu no Twitter é apagada

Poucas horas depois de usar o Twitter para declarar apoio a Dilma Rousseff (PT) e chamar José Serra (PSDB) de “fascista”, a conta do ator José de Abreu foi apagada.

Utilizando a TwitCam, um serviço de vídeo, o ator expôs suas opiniões sobre o quadro eleitoral por cerca de duas horas na noite de sexta-feira. Na manhã desta sábado, quem procurava pela conta de Abreu, @zebigorna, era informado que ela não existe.

O ator não deu explicações, até o momento, sobre o que ocorreu.

Abreu reuniu uma audiência de cerca de 10 mil pessoas durante sua conversa sobre política. Além das críticas a Serra, também chamou o seu candidato a vice, Índio da Costa, de “surfistinha do Rio de Janeiro”.

Defendeu a legalização da maconha, “como o Fernando Henrique”, e criticou “a onda conservadora que tomou de assalto o Brasil”. “Tenho 64 anos, cinco filhos e quatro netos. É incrível ver jovens tão reacionários, atrasados, e devem até fumar um baseadinho, ficar aqui me criticando. Hipocrisia é fogo.”

Diversos internautas perguntaram ao ator durante a transmissão se ele não estava bêbado. Abreu respondeu que estava bebendo uma cerveja apenas.

O ator também foi questionado sobre a Rede Globo. Observou que é funcionário da emissora há mais de 30 anos e que respeita a proibição de não aparecer na televisão fazendo campanha política. “Eu não estou na TV, estou no Twitter”, observou.

Abreu disse que está escalado para trabalhar na próxima novela das 9, “Insensato Coração”, de Gilberto Braga, com estreia prevista para janeiro. “A não ser que vocês liguem pra Globo reclamando que eu sou comunista fdp. Mas a Globo não vai fazer isso.”
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Fonte:http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2010/10/16/depois-de-ato-politico-conta-de-jose-de-abreu-no-twitter-e-apagada/

Política de Serra no governo de SP para servidores públicos desmente promessa de campanha, diz Diap

Circular de novembro de 2009, quando Serra era governador, mostra veto a aumento para servidores. Segundo o presidente da CUT, se eleito, Serra manteria mínimo sem reajuste por quatro anos

Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual
Publicado em 14/10/2010


As práticas do governo Serra em SP vão contra suas promessas de campanha. Na greve dos professores, nada de negociação e polícia nas manifestações (Foto acima: Divulgação Apeoesp)

São Paulo – Na gestão de José Serra (PSDB) como governador paulista, a orientação para a negociação salarial de servidores em 2009 previa veto a reajustes acima da inflação e orientava a redução de direitos. Um ofício circular da chefia da Casa Civil de novembro de 2009, recuperado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), traz 21 itens restritivos a aumentos. As práticas contrastam com promessas de campanha do candidato, na visão do Diap.

Na propaganda eleitoral, Serra promete elevar o salário mínimo para R$ 600 e ainda aumentar em 10% o benefício de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). "São palavras ao vento de quem quer ganhar a batalha eleitoral a qualquer custo", sustenta o órgão, em nota. Para Artur Henrique, presidente nacional da CUT, o caso é emblemático do "jeito José Serra de governar".

Na gestão de Serra, atual candidato à Presidência da República, o governo estadual recomendou a adoção de abonos "para compensar a supressão ou redução de vantagens praticadas pelas entidades". Na prática, isso significa substituir direitos por abonos, que podem variar de ano para ano. Em relação a reajustes, foram proibidos aumentos acima do Índice de Preços ao Consumidor ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe). Isso significa veto a aumentos reais.

Para Artur, em época da eleição, o candidato do PSDB apresenta uma "pauta falsa", para convencer o eleitorado. "Mas quando esteve no governo do estado, reduziu o poder aquisitivo de trabalhadores – principalmente do setor público e de empresas estatais", critica, em entrevista à Rede Brasil Atual. "É a mesma política implementada pelo governo Fernando Henrique Cardoso quando foi governo por oito anos", avalia o sindicalista. "(Isso vai) na contramão do que defendemos e do que foi feito no governo Lula, que é aumentar a renda dos trabalhadores", sustenta.

O sindicalista vê a prática de não negociar com servidores públicos como um exemplo de que, caso chegue à Presidência, Serra não promoveria o fortalecimento do funcionalismo público como promete na campanha. "(O PSDB) passou os oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso e os 16 no estado de São Paulo destruindo carreiras do setor público, da saúde, da educação e das empresas públicas que ainda restaram", critica.

Artur atribui ao aumento da renda, por meio de reajustes para trabalhadores – com destaque para o salário mínimo –, como uma das chaves para o atual aquecimento da economia. O cenário é apontado como um dos principais responsáveis pela rápida reação do Brasil à crise de 2008. A avaliação é de que, com mais dinheiro, setores como o do comércio e de serviços são aquecidos pelo consumo interno, o que fomenta a produção industrial, fazendo a economia girar.

Em relação ao salário mínimo, o presidente da CUT lembra que, enquanto um acordo foi firmado entre o governo federal e centrais sindicais para promover uma política de valorização permanente do salário mínimo até 2023, durante os oito anos em que o PSDB esteve à frente da Presidência da República a posição foi diferente. "Serra diz que vai aumentar o salário mínimo para R$ 600, mas com certeza manteria o valor pelos próximos quatro anos se ganhasse a eleição", suspeita.

Constituinte

O Diap lembra ainda que, como deputado constituinte, Serra comportou-se como um "fiscalista". Isso significa que ele privilegia uma legislação trabalhista mais flexível, em que negociações de cada categoria definem o patamar mínimo de contratações. Em questões como estabilidade do trabalho, jornada de trabalho máxima de 40 horas semanais e direito à comissão de fábrica, o atual candidato à Presidência posicionou-se de maneira contrária.

Em votações como aumento real para o salário mínimo, direito de greve, estabilidade do dirigente sindical, adicional de um terço de férias e aviso prévio proporcional, Serra optou por abstenções. A nota atribuída pelo Diap à atuação de Serra como constituinte foi 3,75 – em uma escala que vai até 10.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/serra-como-governador-com-servidores-publicos-desmente-promessa-de-campanha-diz-diap

Trabalhadores, religiosos, estudantes e movimentos sociais se somam no apoio a Dilma

Por: João Peres, Rede Brasil Atual
Publicado em 16/10/2010
Foto: Gerardo Lazzari)

São Paulo
– A candidatura governista à Presidência da República somou importantes apoios nesta reta final de campanha. Após diversos setores acadêmicos declararem que não querem o retorno das políticas neoliberais, linha representada pelo candidato José Serra (PSDB), foi a vez de trabalhadores, líderes religiosos, estudantes e movimentos sociais mostrarem que desejam a continuidade.

Nesta sexta-feira (15), a candidata Dilma Rousseff (PT) recebeu, primeiramente, o apoio de profissionais da área de educação. O incentivo mais forte, no entanto, veio mais tarde, durante comício em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo. O multitudinário evento marcou o início de uma série de ações que tentam frear o crescimento do adversário do PSDB, e mostrar que a vitória tucana significaria o retorno às políticas dos anos 1990.

Trabalhadores e estudantes, além de reafirmarem o desejo de continuidade, entregaram à candidata os compromissos que esperam ver cumpridos ao longo dos próximos quatro anos. Para as centrais sindicais, os pontos principais são a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e a manutenção da política de valorização do salário mínimo – este último ponto já acordado.

Artur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), pontuou que querem transformar em derrota a vitória de Dilma no primeiro turno e convocou a militância a conquistar, nas ruas, os votos necessários para triunfar no dia 31 de outubro. “Essa proposta de salário mínimo de R$ 600 é para acabar com a política de valorização, que acertamos com o governo até 2023”, afirmou, a respeito da promessa eleitoral de Serra. Artur e outros discursantes da noite lembraram que, no período FHC, não houve uma política para o mínimo, que acabou defasado. O deputado Paulo Pereira da Silva, da Força Sindical, classificou de demagogia a proposta do tucano.

Religião

O ato ocorreu em meio à tentativa da campanha de reverter o estrago gerado pelos boatos em torno da candidata, em especial a questão do aborto. Por isso, as falas foram abertas por líderes religiosos, que lembraram a importância de o país seguir no caminho da redução das injustiças.

O discurso mais enfático foi do Padre Júlio Lancelotti, fortemente aplaudido ao afirmar que é preciso afastar o “demônio da injustiça”. “Queremos escolher o caminho que defenda os pobres, que livre as pessoas da escravidão. Não usamos a palavra de Deus para fazer acordo com a mentira e com a maldade.” Com um público bastante receptivo, o padre pediu que se orasse o Pai Nosso, no que foi prontamente atendido pela multidão.

Mulheres pioneiras
Movimentos sociais apoiam candidatura de Dilma(Foto: Gerardo Lazzari)
Outra que aumentou a empolgação dos presentes foi a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP). A parlamentar fez um discurso inflamado em que lembrou que São Miguel tem bastante “cabeça chata e pescoço curto”, referência a nordestinos como ela e o presidente Lula.

Erundina lembrou que foi a zona leste paulistana que a elegeu prefeita no fim da década de 1980. “Adivinha quem derrotei?”, perguntava a deputada, que recebia das massas a resposta em uníssono: “Maluf”. “E quem mais eu derrotei? Derrotei Serra. Derrotei Serra. Derrotei Serra”, vibrava, afirmando que agora chegou mais uma “desaforada para a desforra”.

Para Erundina, é a hora da segunda grande revolução neste país, que em 2002 elegeu um “cabeça chata” para a Presidência.

– Fez ou não fez um bom governo?

– FEZ – clamava a massa

– Vocês querem continuar?

– SIM

– Vamos eleger a primeira mulher para presidente. Vamos ou não vamos?

– VAMOS

– Quem é essa mulher?

DILMA, DILMA, DILMA – era o grito que se ouvia da multidão.

Os oradores do comício deixaram claro que não se pode perder de vista que Serra, apesar de não ser próximo das massas, tem a seu favor a velha mídia. Wagner Gomes, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, considera que há uma campanha “dia e noite” a favor do tucano. “Quero saber que apoio popular tem José Serra. Queria que a imprensa mostrasse algum comício do Serra.”

O presidente Lula também chamou atenção, de maneira indireta, para o tema. “Queria dizer, para a imprensa anotar, que é uma vergonha a campanha do nosso adversário em ataques à companheira Dilma Rousseff. É uma vergonha o preconceito contra a mulher.”

Professor

O comício voltou a reunir os candidatos da base aliada em São Paulo, vencedores ou não das eleições de 3 de outubro. Aloizio Mercadante, que se candidatou ao governo paulista, elencou problemas da gestão de Serra no estado, focando especialmente na questão da educação devido ao Dia do Professor, celebrado nesta sexta.

“Como tratou o professor no governo deles? 100 mil professores sem concurso. E quando foram reivindicar, receberam cacetete e borrachada”, destacou, lembrando da repressão policial aos docentes da rede pública estadual que fizeram greve este ano. “Não vem agora fazer demagogia e prometer porque você nunca respeitou o professor”.

O vereador paulistano Netinho (PCdoB), derrotado na disputa ao Senado, lembrou que aqueles que “abriram as portas” das universidades para os negros foram Dilma e Lula. De acordo com dados divulgados recentemente pelo IBGE, o acesso de “pretos” (nomenclatura do instituto) ao ensino superior quadruplicou no período.

Marta Suplicy, eleita para o Senado pelo PT, lamentou a campanha de difamação contra a ex-ministra, a quem classificou de “uma mulher de garra”. “Quem passa pelo que essa mulher passou enfrenta tudo.”

A noite foi de estreia do novo jingle de campanha. Em tom de música popular brasileira, a música apresenta um homem que comemora a mudança vista em sua vida nos últimos anos: trabalho, comida na mesa, lazer. O evento terminou ao som de "Hoje posso sonhar / Meu Brasil tá querendo Dilma / Meu Brasil tá querendo continuar."
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/trabalhadores-religiosos-estudantes-e-movimentos-sociais-se-somam-no-apoio-a-dilma

Para vice do PV, proposta do PSDB parece feita "nas coxas"

Alfredo Sirkis considerou propostas dos candidatos fracas, mas carta do PSDB é classificada de pífia e negligente

Por: Redação da Rede Brasil Atual
Publicado em 16/10/2010, 14:53
Última atualização às 14:53


São Paulo - O vice-presidente do PV, Alfredo Sirkis, analisou em seu blogue as cartas de intenções de PT e PSDB aos verdes. Na avaliação do dirigente, as propostas dos partidos são fracas, entretanto o conteúdo apresentado pelo PSDB é classificado por Sirkis de "pífio". "Dá impressão de negligência, de ter sido feito 'nas coxas'", dispara.

Ao longo da análise, Sirkis aumenta o tom das críticas e afirma que o PSDB cometeu uma "gafe monumental" ao defender o voto distrital. "O distrital é a morte dos pequenos partidos como o nosso. Nossa proposta é o distrital misto (sistema alemão). Deve ter sido por conta da pressa ou do descaso...", argumenta o dirigente.

Outro ponto crítico anotado por Sirkis é a política de segurança pública do PSDB. "...os tucanos não identificam claramente a questão da falta de dedicação exclusiva dos policiais em função de salários aviltados e da cultura do "bico" como uma questão central", condena o dirigente.

Por outro lado, Sirkis acredita que a candidata do PT aceitou "ir mais longe" na questão do código florestal. "No documento, os tucanos ficam aquém inclusive do colocado na conversa. Não falam de reserva legal e tornam ainda mais imprecisos seus limites em relação às APPs (áreas de proteção ambiental)", avaliou.

Ele também considera descaso dos tucanos com a plataforma programática dos verdes o fato de Sérgio Guerra assinar a proposta do PSDB, no lugar de José Serra. "Finalmente, o texto do PT é assinado pela própria Dilma enquanto o do PSDB leva a assinatura de Sérgio Guerra", cita.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/para-vice-do-pv-proposta-do-psdb-parece-feita-nas-coxas

Guerra de Quarta Geração: “Aniquilar, controlar ou assimilar o inimigo”

Quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Guerra de quarta geração

Cuidado, seu cérebro está sendo bombardeado…

por Manuel Freytas, no Gaceta en Movimiento, reproduzido em espanhol pelo Pedro Ayres em seu blog e traduzido pelo Viomundo

A quarta guerra mundial já começou. Enquanto você descansa, enquanto você consome, enquanto você goza os espetáculos oferecidos pelo sistema, um exército invisível está se apoderando de sua mente, de sua conduta e de suas emoções. Sua vontade está sendo tomada por forças de ocupação invisíveis sem que você suspeite de nada. As batalhas já não se desenrolam em espaços distantes, mas em sua própria cabeça. Já não se trata de uma guerra por conquista de territórios, mas de uma guerra por conquista de cérebros, onde você é o alvo principal. O objetivo já não é apenas matar, mas fundamentalmente controlar. As balas já não se dirigem apenas a seu corpo, mas às suas contradições e vulnerabilidades psicológicas. Sua conduta está sendo checada, monitorada e controlada por especialistas.
Sua mente e sua psicologia estão sendo submetidas a operações extremas de guerra de quarta geração. Uma guerra sem frentes nem retaguardas, uma guerra sem tanques nem fuzis, onde você é, ao mesmo tempo, a vítima e o algoz.

1. A guerra de quarta geração

Guerra de quarta geração (Fourth Generation Warfare – 4GW) é o termo usado pelos analistas e estrategistas militares para descrever a última fase da guerra na era da tecnologia da informação e das comunicações globalizadas.

Em 1989 começou a formulação da teoria da 4GW quando William Lind e quatro oficiais do exército e dos fuzileiros navais dos Estados Unidos produziram o documento “O rosto da guerra em transformação: até a quarta geração”. Naquele ano, o documento foi publicado simultaneamente na edição de outubro da Military Review e na Marine Corps Gazette. Embora no início da década de noventa a teoria não tenha sido detalhada, nem tenha ficado expresso claramente o que se entendia por 4GW, o conceito foi logo associado à guerra assimétrica e à guerra antiterrorista.

William Lind escreveu seu esboço de teoria no momento em que a União Soviética já havia sido derrotada no Afeganistão e iniciava seu colapso inevitável como sistema de poder mundial.

Portanto, a Guerra de Quarta Geração era visualizada como uma hipótese de conflito emergente do pós-Guerra Fria, tanto que alguns analistas relacionam seu ponto de partida histórico com os atentados terroristas de 11 de setembro [de 2001] nos Estados Unidos.

Quanto à evolução das fases de guerra até a quarta geração, foi descrita assim:

Fase inicial: Arranca com a aparição das armas de fogo e alcança sua expressão máxima com as guerras napoleônicas. As formações de infantaria e a “ordem” no campo de batalha constituem seus principais objetivos e o enfrentamento entre massas de homens, sua essência. A Guerra de Primeira Geração corresponde aos enfrentamentos com táticas de linhas e colunas.

Segunda fase: Começa com o advento da Revolução Industrial e a disponibilidade no campo de batalha dos meios capazes de deslocar grandes massas de pessoas e disparar poderosos projéteis de artilharia. O enfrentamento de potência contra potência e o emprego de grandes recursos constituem a marca essencial desta geração. A Primeira Guerra Mundial é seu exemplo paradigmático.

Terceira fase: Caracteriza-se pela busca da neutralização da potência do inimigo mediante a descoberta dos flancos débeis, com a finalidade de anular a capacidade de operação, sem necessidade da destruição física do inimigo. A Guerra de Terceira Geração foi desenvolvida pelo exército alemão no conflito mundial de 1939-1945 e é comumente conhecida como “guerra relâmpago” (Blitzkrieg). Não se baseia na potência de fogo, mas na velocidade e surpresa. Esta etapa se identifica com o emprego da guerra psicológica e táticas de infiltração na retaguarda do inimigo durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1991, o professor da Universidade Hebraica de Jerusalém Martin van Creveld publicou um livro intitulado “A transformação da guerra”, que daria sustento intelectual à teoria da 4GW.

O autor afirma que a guerra evoluiu até o ponto em que a teoria de Clausewitz se tornou obsoleta.

Van Creveld prevê que no futuro as bases militares serão substituídas por esconderijos e depósitos e o controle da população se efetuará mediante uma mistura de propaganda e terror.

As forças regulares serão transformadas em algo diferente do que tem sido tradicionalmente, assinala van Creveld. Ele também prevê o desaparecimento dos principais sistema de combate convencionais e a conversão das guerras em conflitos de baixa intensidade (também chamadas Guerras Assimétricas).

A versão antiterrorista

Depois dos ataques terroristas de 11 de setembro [de 2001] nos Estados Unidos, a Guerra de Quarta Geração se complementa com o uso do “terrorismo midiatizado” como estratégia e sistema avançado de manipulação e controle social.

Produz-se pela primeira vez o uso sistematizado do “terrorismo” (realizado por grupos de operação infiltrados na sociedade civil), complementado pela Operações Psicológicas Midiáticas orientados para o aproveitamento social, político e militar do fato “terrorista”. A Guerra Antiterrorista (uma variação complementar da Guerra de Quarta Geração) confunde as fronteiras tradicionais entre “front amigo” e “front inimigo” e situa como eixo estratégico de disputa a guerra contra um inimigo universal invisível, disseminado por todo o planeta: o terrorismo.

A lógica do “novo inimigo” da humanidade, identificado com o terrorismo depois de 11 de setembro, se articula operacionalmente a partir da “Guerra Antiterrorista”, que compensa a desaparição do “inimigo estratégico” do capitalismo no campo internacional da Guerra Fria: a União Soviética.

A “guerra preventiva” contra o “terrorismo” (como veremos mais adiante) produz um salto qualitativo na metodologia e nos recursos estratégicos da Guerra de Quarta Geração a serviço dos interesses imperiais da potência hegemônica do sistema capitalista: Estados Unidos.

A guerra entre potências, expressa no confronto Leste-Oeste, desaparece com a União Soviética e é substituída, a partir do 11 de setembro, pela “Guerra Antiterrorista” liderada por todas as potências e pelo império (Estados Unidos) contra apenas um inimigo: o terrorismo “sem fronteiras”.

O desenvolvimento tecnológico e informativo, a globalização da mensagem e a capacidade de influir na opinião pública mundial converteram a Guerra Psicológica Midiática na arma estratégica dominante da 4GW, em sua variação “antiterrorista”.

As operações com unidades militares são substituídas por operações com unidades midiáticas e a ação psicológica substitui as armas no teatro da confrontação.

Desta maneira, a partir do 11 de setembro a “Guerra Antiterrorista” e a “Guerra Psicológica” formam as duas colunas estratégicas que sustentam a Guerra de Quarta Geração, com os meios de comunicação convertidos em novos exércitos de conquista.

2. Guerra Psicológica (ou Guerra sem fuzis)

Na definição conceitual atual, a coluna vertebral da Guerra de Quarta Geração se enquadra no conceito de “guerra psicológica”, ou “guerra sem fuzis”, que foi assim chamada, pela primeira vez, nos manuais de estratégia militar da década de setenta.
Em sua definição técnica, “Guerra Psicológica” ou “Guerra Sem Fuzis” é o emprego planejado da propaganda e da ação psicológica orientadas a direcionar condutas, em busca de objetivos de controle social, político ou militar, sem recorrer ao uso das armas.

Os exércitos militares são substituídos por grupos de operação descentralizados, especialistas em insurgência e contrainsurgência e por especialistas em comunicação e psicologia de massas.

O desenvolvimento tecnológico e informático da era das comunicações, a globalização da mensagem e as capacidades para influenciar a opinião pública mundial converteram as operações de ação psicológica midiática na arma estratégica dominante da 4GW.

Como na guerra militar, um plano de guerra psicológica está destinado a: aniquilar, controlar ou assimilar o inimigo.

A guerra militar e suas técnicas se revalorizam dentro de métodos científicos de controle social e se convertem em uma eficiente estratégia de domínio sem o uso das armas.

Diferentemente da guerra convencional, a Guerra de Quarta Geração não se desenvolve em teatros de operação visíveis. Não há frentes de batalha com elementos materiais: a guerra se desenvolve em cenários combinados, sem ordem aparente e sem linhas visíveis de combate; os novos soldados não usam uniformes e se misturam aos civis. Já não existem os elementos da ação militar clássica: grandes unidades de combate (tanques, aviões, soldados, frentes, linhas de comunicação, retaguarda, etc.)

As bases de planejamento militar são substituídas por pequenos centros de comando e planejamento clandestinos, desde onde se desenham as modernas operações táticas e estratégicas.

As grandes batalhas são substituídas por pequenos conflitos localizados, com violência social extrema e sem ordem aparente de continuidade.

As grandes forças militares são substitutídas por pequenos grupos de operação (Unidades de Guerra Psicológica) dotados de grande mobilidade e de tecnologia de última geração, cuja função é detonar acontecimentos sociais e políticos mediante operações de guerra psicológica.

As unidades de Guerra Psicológica são complementadas por Grupos de Operação, infiltrados na população civil com a missão de detonar casos de violência e conflitos sociais.

As táticas e estratégias militares são substituídas por táticas e estratégias de controle social, mediante a manipulação informativa e a ação psicológica orientada para direcionar a conduta social em massa.

Os alvos já não são físicos (como na ordem militar tradicional), mas psicológicos e sociais. O objetivo já não é a destruição de elementos materiais (bases militares, soldados, infraestrutura civil, etc.), mas o controle do cérebro humano.

As grandes unidades militares (barcos, aviões, tanques, submarinos, etc.) são substituídas por um grande aparato midiático composto pelas redações e estúdios de rádio e de televisão.

O bombardeio militar é substituído pelo bombardeio midiático: os símbolos e as imagens substituem as bombas, mísseis e projéteis do campo militar.

O objetivo estratégico já não é somente o poder e controle de áreas físicas (populações, territórios, etc.), mas o controle da conduta social em massa.

As unidades táticas de combate (operadores da guerra psicológica) já não disparam balas mas símbolos direcionados a conseguir o objetivo de controle e manipulação da conduta de massa.

Os tanques, fuzis e aviões são substituídos pelos meios de comunicação (os exércitos de quarta geração) e as operações psicológicas se constituem em arma estratégica e operacional dominante.

3. O Alvo

Na Guerra sem Fuzis, a Guerra de Quarta Geração (também chamada Guerra Assimétrica), o campo de batalha já não está no exterior, mas dentro de sua cabeça.

As operações já não se traçam a partir da colonização militar para controle um território, mas a partir da colonização mental para controlar uma sociedade.

Os soldados da 4GW já não são militares, mas especialistas de comunicação em insurgência e contrainsurgência, que substituem as operações militares pelas operações psicológicas.

Os projéteis militares são substituídos por símbolos midiáticos que não destroem o corpo, mas anulam sua capacidade cerebral de decidir por si próprio.

Os bombardeios midiáticos com símbolos estão destinados a destruir o pensamento reflexivo (informação, processamento e síntese) e a substituí-lo por uma sucessão de imagens sem relação com tempo e espaço (alienação controlada).

Os bombardeios midiáticos não operam sobre sua inteligência, mas sobre sua psicologia: não manipulam sua consciência, mas seus desejos e temores inconscientes.

Todos os dias, durante 24 horas, há um exército invisível que aponta para sua cabeça: não utiliza tanques, aviões nem submarinos, mas informação direcionada e manipulada por meio de imagens e notícias.

Os guerreiros psicológicos não querem que você pense na informação, mas que consuma informação: notícias, títulos, imagens que excitam seus sentidos e sua curiosidade, sem conexão entre si.

Seu cérebro está submetido à lógica de Maquiavel: “Dividir para conquistar”. Quando sua mente se fragmenta com notícias desconectadas entre si, deixará de analisar (o que, porque e para que cada informação) e se converterá em consumidor. Quando você consome mídia sem analisar os ques e os porquês, os interesses do poder imperial se movem por trás de cada notícia ou informação jornalística você está consumindo Guerra de Quarta Geração, de ordens psicológicas direcionadas através de símbolos.

As notícias e as imagens são mísseis de última geração que as grandes cadeias midiáticas disparam com precisão demolidora sobre os cérebros convertidos em teatro de operações da Guerra de Quarta Geração.

Quando você consome notícias com “bin Laden”, “Al Qaeda”, “terrorismo muçulmano”, sua mente está consumindo símbolos de medo associados ao terrorismo, “delinquencia organizada”, “vândalos”, “grevistas”.

O mesmo acontece no México quando se diz “Atenco” [localidade mexicana conhecida por ter resistido a uma ação de despejo], “macheteros” [que usam machetes, símbolo dos campesinos mexicanos], “privilegiados do SME” [o combativo Sindicato dos Eletricitários do México], “zapatistas”, “professores” e um grande catálogo de etc. Enquanto isso seu cérebro está servindo de teatro de operações para a Guerra de Quarta Geração lançada para controlar as sociedades em escala local e global.

Quando você consome a mídia sem analisar os porques e para ques ou os interesses do poder imperial que se movem por trás de cada notícia ou informação jornalística, você está consumindo a Guerra de Quarta Geração.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/guerra-de-quarta-geracao-aniquilar-controlar-ou-assimilar-o-inimigo.html

Esclarecimentos sobre o PNDH-3

Publicada sexta-feira, 15/10/2010
por Juliana Sada

Diante dos diversos ataques da imprensa e dos políticos conservadores à terceira versão do Plano Nacional de Direitos Humanos, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República publicou uma nota explicando os pontos polêmicos e esclaracendo algumas inverdades.

Chega em bom tempo. Texto originalmente publicado aqui

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Esclarecimentos sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3

Tendo em vista a divulgação de informações equivocadas, distorcidas e inverídicas sobre a terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3, esclarecemos:

1. O PNDH-3 segue o que estabelece a Constituição Federal e atende à recomendação da Conferência de Viena da ONU (1993), atualizando os programas de Direitos Humanos lançados em 1996 e 2002;

2. O PNDH-3 não é uma lei, mas um roteiro para a Administração Pública Federal visando à promoção e defesa dos Direitos Humanos no país formalizado por decreto presidencial, assim como as duas edições anteriores do programa;

3. O PNDH-3 é resultado de um processo histórico e democrático, com propostas debatidas e aprovadas na 11ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos (2008) e em dezenas de outras conferências com ampla participação da sociedade civil;

4. O PNDH-3 foi aprovado pelo decreto nº 7.037 de 21 de dezembro de 2009 e alterado pelo decreto nº 7.177 de 12 de maio de 2010, que promoveu ajustes no texto em alguns pontos, dentre os quais:

* Aborto: o PNDH-3 não trata da legalização do aborto. A redação diz: “Considerar o aborto como tema de saúde pública, com garantia do acesso aos serviços de saúde” (Diretriz 9, Objetivo Estratégico III, ação g);

* Religião: o PNDH-3 preza pela liberdade e tolerância religiosa. A redação do capítulo sobre o tema diz: “Respeito às diferentes crenças, liberdade de culto e garantia da laicidade do Estado” (Diretriz 10, Objetivo Estratégico VI);

* Propriedade: o PNDH-3 trata da questão da mediação de conflitos agrários e urbanos, dentro da previsão legal e procedimento judicial. Eis a redação: “Propor projeto de lei para institucionalizar a utilização da mediação das demandas de conflitos coletivos agrários e urbanos, priorizando a oitiva do Incra, institutos de terras estaduais, Ministério Público e outros órgãos públicos especializados, sem prejuízo de outros meios institucionais;

* Mídia: o PNDH-3 reitera a liberdade de expressão e de comunicação, respeitando os Direitos Humanos. A principal ação prevista neste tema tem a seguinte redação: “Propor a criação de marco legal, nos termos do art. 221 da Constituição, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados” (Diretriz 22, Objetivo Estratégico I, ação a).
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Os aproveitadores da boa fé e da credulidade

8 de outubro de 2010 às 11:43
ELEIÇÕES 2010 E OS APROVEITADORES DA BOA FÉ E DA CREDULIDADE EVANGÉLICA

Rev. Sandro Amadeu Cerveira (02/10/10)

do site da Segunda Igreja

Talvez eu tenha falhado como pastor nestas eleições. Digo isso porque estou com a impressão de ter feito pouco para desconstruir ou no pelo menos problematizar a onda de boataria e os posicionamentos “ungidos” de alguns caciques evangélicos. [1]

Talvez o mais grotesco tenham sido os emails e “vídeos” afirmando que votar em Dilma e no PT seria o mesmo que apoiar uma conspiração que mataria Dilma (por meios sobrenaturais) assim que fosse eleita e logo a seguir implantaria no Brasil uma ditadura comunista-luciferiana pelas mãos do filho de Michel Temer. Em outras o próprio Temer seria o satanista mor. Confesso que não respondi publicamente esse tipo de mensagem por acreditar que tamanha absurdo seria rejeitada pelo bom senso de meus irmãos evangélicos. Para além da “viagem” do conteúdo a absoluta falta de fontes e provas para estas “notícias” deveria ter levado (acreditei) as pessoas de boa fé a pelo menos desconfiar destas graves acusações infundadas. [2]

A candidata Marina Silva, uma evangélica da Assembléia de Deus, até onde se sabe sem qualquer mancha em sua biografia, também não saiu ilesa. Várias denominações evangélicas antes fervorosas defensoras de um “candidato evangélico” a presidência da república simplesmente ignoraram esta assembleiana de longa data.

Como se não bastasse, Marina foi também acusada pelo pastor Silas Malafaia de ser “dissimulada”, “pior do que o ímpio” e defender, (segundo ele), um plebiscito sobre o aborto. Surpreende como um líder da inteligência de Malafaia declare seu apoio a Marina em um dia, mude de voto três dias depois e à apenas 6 dias das eleições desconheça as proposições de sua irmã na fé.

De fato Marina Silva afirmou (desde cedo na campanha, diga-se de passagem) que “casos de alta complexidade cultural, moral, social e espiritual como esses, (aborto e maconha) deveriam ser debatidos pela sociedade na forma de plebiscito” [3], mas de fato não disse que uma vez eleita ela convocaria esse plebiscito.

O mais surpreendentemente, porém foi o absoluto silêncio quanto ao candidato José Serra. O candidato tucano foi curiosamente poupado. Somente a campanha adversária lembrou que foi ele, Serra a trazer o aborto para dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) [4]. Enquanto ministro da saúde o candidato do PSDB assinou em 1998 a norma técnica do SUS ordenando regras para fazer abortos previstos em lei, até o 5º mês de gravidez [5]. Fiquei intrigado que nenhum colega pastor absolutamente contra o aborto tenha se dignado a me avisar desta “barbaridade”.

Também foi de estranhar que nenhum pastor preocupado com a legalização das drogas tenha disparado uma enxurrada de-mails alertando os evangélicos de que o presidente de honra do PSDB, e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defenda a descriminalização da posse de maconha para o consumo pessoal [6].

Por fim nem Malafaia, nem os boateiros de plantão tiveram interesse em dar visibilidade a noticia veiculada pelo jornal a Folha de São Paulo (Edição eletrônica de 21/06/10) nos alertando para o fato de que “O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou nesta segunda-feira ser a favor da união civil e da adoção de crianças por casais homossexuais.” [7]

Depois de tudo isso é razoável desconfiar que o problema não esteja realmente na posição que os candidatos tenham sobre o aborto, união civil e adoção de crianças por homossexuais ou ainda a descriminalização da maconha. Se o problema fosse realmente o comprometimento dos candidatos e seus partidos com as questões acima os líderes evangélicos que abominam estas propostas não teriam alternativa.

A única postura coerente seria então pregar o voto nulo, branco ou ainda a ausência justificada. Se tivessem realmente a coragem que aparentam em suas bravatas televisivas deveriam convocar um boicote às eleições. Um gigantesco protesto a-partidário denunciando o fato de que nenhum dos candidatos com chances de ser eleitos tenha realmente se comprometido de forma clara e inequívoca com os valores evangélicos. Fazer uma denuncia seletiva de quem esta comprometido com a “iniqüidade” é, no mínimo, desonesto.

Falar mal de candidato A e beneficiar B por tabela (sendo que B está igualmente comprometido com os mesmo “problemas”) é muito fácil. Difícil é se arriscar num ato conseqüente de desobediência civil como fez Luther King quando entendeu que as leis de seu país eram iníquas.

Termino dizendo que não deixarei de votar nestas eleições.

Não o farei por ter alguma esperança de que o Estado brasileiro transforme nossos costumes e percepções morais em lei criminalizando o que consideramos pecado. Aliás tenho verdadeiro pavor de abrir esse precedente.

Não o farei porque acredite que a pessoa em quem votarei seja católica, cristã ou evangélica e isso vá “abençoar” o Brasil. Sei, como lembrou o apóstolo Paulo, que se agisse assim teria de sair do mundo.

Votarei consciente de que os temas aqui mencionados (união civil de pessoas do mesmo sexo, descriminalização do aborto, descriminalização de algumas drogas entre outras polêmicas) não serão resolvidos pelo presidente ou presidenta da república. Como qualquer pessoa informada sobre o tema, sei que assuntos assim devem ser discutidos pela sociedade civil, pelo legislativo e eventualmente pelo judiciário (como foi o caso da lei de biossegurança) [8] com serenidade e racionalidade.

Votarei na pessoa que acredito representa o melhor projeto político para o Brasil levando em conta outras questões (aparentemente esquecidas pelos lideres evangélicos presentes na mídia) tais como distribuição de renda, justiça social, direitos humanos, tratamento digno para os profissionais da educação, entre outros temas. (Ver Mateus 25: 31-46) Estas questões até podem não interessar aos líderes evangélicos e cristãos em geral que já ascenderam à classe média alta, mas certamente tem toda a relevância para nossos irmãos mais pobres.

NOTAS

[1] As afirmações que faço ao longo deste texto estão baseadas em informações públicas e amplamente divulgadas pelos meios de comunicação. Apresento os links dos jornais e documentos utilizados para verificação.

[2] http://www.hospitaldalma.com/2010/07/o-cristao-verdadeiro-nao-deve-votar-na.html

[3] http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/marina+rebate+declaracoes+de+pastor+evangelico+silas+malafaia/n1237789584105.html. Ver também http://www1.folha.uol.com.br/poder/805644-lider-evangelico-ataca-marina-e-anuncia-apoio-a-serra.shtml

[4] http://blogdadilma.blog.br/2010/09/serra-e-o-unico-candidato-que-ja-assinou-ordens-para-fazer-abortos-quando-ministro-da-saude-2.html

[5] http://www.cfemea.org.br/pdf/normatecnicams.pdf

[6] http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=856843&tit=FHC-e-intelectuais-pedem-legalizacao-da-maconha

[7] http://www1.folha.uol.com.br/poder/754484-serra-se-diz-a-favor-da-uniao-civil-e-da-adocao-de-criancas-por-gays.shtml

[8] http://www.eclesia.com.br/revistadet1.asp?cod_artigos=206

Como nossa página não oferece o recurso de postar comentário diretamente nesta parte convido aos que desejarem faze-lo a enviar um email para segundaigreja@segundaigreja.org.br em nome do Rev. Sandro que publicaremos com prazer.

Fonte: Segunda Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/os-aproveitadores-da-boa-fe-e-da-credulidade.html

A CNBB virou comitê central do Serra?

16 de outubro de 2010 às 14:12
Por Emílio Carlos Rodriguez Lopez*

A Dom Luciano Mendes de Almeida, o amigo verdadeiro dos pobres.

Participo de movimentos na Igreja Católica, desde 1979. Primeiro, na Pastoral de Juventude, onde me tornei coordenador da região Leste 1 da Arquidiocese de São Paulo, na ocasião coordenada por Dom Paulo Evaristo Arns. Lá conheci Dom Luciano Mendes de Almeida e o vi, muitas vezes, ceder a sua cama para um mendigo dormir ou repartir o pão. Este homem foi durante os anos críticos do final da ditadura um exemplo de moderação, o que falta hoje entre os atuais bispos.

Durante cinco anos fui coordenador do projeto de formação política e comunicação da região Leste 1. Na década de 80, ajudei na campanha de Plínio de Arruda Sampaio a deputado federal e a governador, participei da campanha de Chico Whitacker para vereador e do Plenário Pro Participação Popular na Constituinte e na campanha contra a revisão da Constituição. Também fui um dos coordenadores da Juventude Universitária Católica.

Tenho dois filhos lindos consagrados à Nossa Senhora de Fátima e agradeço a intercessão de Nossa Senhora Aparecida por salvar a vida da minha filha, que com sete dias de existência passou por uma cirurgia cardíaca e mais quarenta e cinco dias na UTI. Por tudo isso e, ainda amar a vida, sempre fui contra o aborto.

Nos últimos tempos, estou assistindo atônito e envergonhado o apoio ostensivo de bispos paulistas ao candidato à Presidente da República, José Serra. O pretexto de tal apoio seria a posição deste cidadão ser contrário ao aborto e defensor da vida. Oras, mesmo para defender esta causa santa não há a necessidade de tanto alarde e exploração mal intencionada do assunto, visto que os quatro principais candidatos têm posição contrária a esta prática.

Recentemente, a Regional Sul-1 da CNBB lançou um manifesto anti-Dilma, acusando-a de defender o aborto. A complacência da CNBB fez com que setores conservadores usassem a autoridade eclesiástica para cercear o direito ao voto dos católicos e, além dos mais, permitiu que se espalhassem boatos maldosos e caluniosos contra uma pessoa.

Esta campanha foi organizada pela Opus Dei, que funciona como um partido clandestino dentro da Igreja Católica contra o PT e Dilma e a favor de Serra. Esse grupo tem como premissa à defesa da vida. Para eles, a Opus Dei, o ato de viver se resume a nascer. Desse modo, para a Opus Dei reduzir a miséria e melhorar as condições de vida de milhões de brasileiros não é promover a vida. Assim como, para eles, também não é promover a vida dar condições para o povo comer carne e ter emprego.

Esta concepção restrita da defesa da vida esconde a intenção da Opus Dei de usar a religião para fins políticos eleitorais e transformar o altar em local de comício para dominar o Brasil. A Opus Dei é uma organização católica de extrema direita que não aceita pobres entre seus membros e que apoiou a ditadura fascista na Espanha e em muitas outras partes do mundo, inclusive no Brasil. Além dos tentáculos econômicos poderosos que levaram a práticas de lavagem de dinheiro no Banco Ambrosiano – caso da Máfia da P2 -, domina Faculdades na Espanha e tem representantes em diversos veículos da mídia, inclusive da brasileira

Por tudo isso, não é possível tolerar que falsos democratas e amantes de ditaduras façam da defesa da vida um pretexto para atacar da forma mais vil um ser humano, lançando sobre uma mulher um leque de grosserias e inverdades.

Essa cabala, aliás, age como o arcebispo de Recife ao excomungar uma menina de 9 anos de idade que foi violentada e daria luz a uma criança. Ocorre que se tivesse o bebê ela poderia falecer durante o parto, visto que fisicamente não tem condições de ter uma criança. Essa menina que já havia sofrido enorme violência ao ser estuprada foi excomungada pelo religioso, assim como toda a equipe médica. Este drama humano mostra a hipocrisia de uma Igreja mais preocupada em punir do que em amar ao próximo. Se a menina morresse, não seria também atentar contra a vida? Quantas mulheres não passam por essa difícil situação e não encontram uma só palavra de amor. Provavelmente só ouvem rancor e ódio, além de sentir o preconceito.

Quem age contra uma criança excomungando-a também age inquisitoriamente contra uma mulher, cujo único pecado é amar os pobres e querer continuar o trabalho do atual presidente que está gerando a prosperidade para os brasileiros e concretizando a vida em abundância, ou seja, concretizar o ideal bíblico da terra onde corre leite e mel. Isto a Opus Dei, uma organização elitista, voltada para os ricos, não perdoa. Por isso, odeiam tanto o Lula e o PT.

Por último, há uma diferença entre o Cristo que carrego dentro de mim e o desta gente. A Opus Dei e setores elitistas da Igreja são os continuadores dos fariseus, doutores da lei, que segundo Jesus Cristo usavam a religião como arma de dominação sobre os mais pobres. Eles se esquecem que Jesus vivia no meio dos mais pobres e humildes, nasceu na manjedoura e não em berço de ouro. Por que será que um simples pescador foi o sucessor de Cristo? E não se esqueçam de que as mulheres, as mais oprimidas naquele tempo, ficaram com Jesus até o fim, entre elas estava uma prostituta, Maria Madalena. Ah, não foram os sumos sacerdotes e os fariseus que condenaram Jesus a morrer na cruz?

Enfim, coberto de cinzas, para expressar a minha vergonha como católico praticante, pergunto que religião é esta que semeia o ódio e não o amor, como manda Jesus?

Observação: Se quiserem me excomungar, como ameaçou o padre da Canção Nova (ele pensa que estamos na Idade Média), excomunguem. Ao menos, saberei que estou seguindo os passos de outros santos, como São Francisco que sofreu processo de heresia pelo Papado na Idade Média, por pedir uma Igreja simples e despojada de bens materiais.

* Emílio Carlos Rodriguez Lopez, mestre em História Social pela Universidade de São Paulo
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/emilio-lopez-cnbb-virou-comite-central-do-serra.html