quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Centrais sindicais na campanha pró-Dilma

QUINTA-FEIRA, 14 DE OUTUBRO DE 2010
Reproduzo matéria publicada no sítio Vermelho:

As seis maiores centrais sindicais do país dão largada nesta quinta-feira (14) à campanha pela eleição de Dilma Rousseff (PT). Após evento realizado no fim da tarde de sexta-feira na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, filiado à Força Sindical, dirigentes sindicais intensificaram o contato com integrantes do comitê eleitoral de Dilma, definindo dois eixos de atuação: negociar com o governo o reajuste real do salário mínimo no ano que vem e iniciar desde já a defesa da candidatura.

Em reunião realizada ontem no espaço onde funcionara o comitê de campanha de Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, representantes das seis entidades e de movimentos sociais acordaram em iniciar hoje uma larga campanha de rua.

A partir desta quinta, duas turmas de sindicalistas se revezarão em São Paulo, das 7h às 14h e daí às 19h, percorrendo pontos públicos como praças e estações de metrô com panfletos e jornais. Na sexta-feira (15), as centrais participarão de comício da campanha de Dilma em São Miguel Paulista (SP) onde entregarão à candidata a "Agenda da classe trabalhadora", documento aprovado em assembleia promovida no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, para cerca de 23 mil sindicalistas presentes.

O documento, originalmente idealizado para ser entregue a todos os candidatos, só chegará a Dilma. Artur Henrique, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior do país, resume: "Ela é a única capaz de encampar as necessidades da classe trabalhadora, então não faz sentido entregar o documento a quem não fará nada com ele".

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) já anuncia em seu portal: "CTB é Dilma no 2º turno", em nota de convocatória para o comício pró Dilma que acontecerá nesta sexta-feira (15), em São Paulo. O ato ocorrerá na Praça do Forró, em São Miguel Paulista e contará com a presença da candidata Dilma Rousseff, que já confirmou presença.

Campanha de peso


A campanha que as centrais iniciam esta semana em São Paulo contará com arsenal de peso. A área de comunicação da Força Sindical têm pronto um jornal que será disparado para sindicatos e em pontos públicos em que Paulinho, quarto deputado federal mais votado em São Paulo, com 267 mil votos, surge defendendo voto em Dilma.

O jornal, que terá circulação de 5 milhões de exemplares, contará também com textos que "desestimulam o voto" em Serra. O jornal começará a ser impresso hoje. Há dúvidas apenas em relação ao expediente do jornal, isto é, se será algo apenas da Força Sindical ou se as outras centrais assinarão. A CUT também prepara jornal próprio.

"Essas promessas do Serra são pura demagogia. Todo mundo sabe que ele não gosta de trabalhador e nosso papel, agora, é informar a classe trabalhadora disso", diz Paulinho.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/centrais-sindicais-na-campanha-pro.html

Serra diz que é a favor da união civil homossexual, mas casamento é com as igrejas

14/10/2010
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CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO


O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou nesta quinta-feira que é a favor da união civil das pessoas do mesmo sexo. No entanto, disse que o casamento é uma questão ligada à religião.

"Acho que a questão do casamento propriamente dito está ligada às igrejas. A união em torno dos direitos civis já existe, inclusive, na prática, no Judiciário. Eu sou a favor do efeito do direito. Outra coisa é o casamento, que tem o componente religioso. Cabe a igreja decidir sua posição", afirmou o tucano.

Hoje, ele participou de um fórum das ONGs de combate a Aids em São Paulo, onde assinou um termo de compromisso.

Questionado sobre a carta que a adversária Dilma Rousseff (PT) pretende divulgar sobre o aborto, Serra preferiu não responder.

"Ela tem os problemas dela. Ela diz uma coisa, depois diz outra coisa", afirmou o tucano.

Ontem, Dilma disse que se comprometeu a estudar a divulgação de uma carta dizendo que não irá mexer na legislação sobre o aborto e que considera o casamento entre homossexuais uma questão das igrejas.

As questões religiosas, como o aborto e casamento gay, têm pautado o debate eleitoral e foram consideradas um dos motivos que levaram a disputa para o segundo turno.
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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/poder/814522-serra-diz-que-e-a-favor-da-uniao-civil-homossexual-mas-casamento-e-com-as-igrejas.shtml

A direitona mostra organização para chegar ao poder: “Nossa marca é crise” moral

14 de outubro de 2010 às 14:56
por Luiz Carlos Azenha

O resultado do segundo turno é uma incógnita. Tudo pode acontecer. O eleitorado já demonstrou, às vésperas do primeiro turno, que é volátil.

Dilma Rousseff chegou a atingir 56% da preferência (no tracking do Vox Populi) faltando duas semanas para a eleição.

Desde então, no entanto, vem caindo. Está claro que o governo, a candidata, os assessores dela e o PT subestimaram a campanha subterrânea movida não somente, mas principalmente através da internet. Uma campanha científica, provavelmente adotada por recomendação do tal consultor indiano, que deixou o Brasil antes que suas digitais fossem parar na Polícia Federal.

As técnicas empregadas pela oposição se parecem muito com as utilizadas pela campanha de John McCain, nos Estados Unidos, contra Barack Obama, como descrevi em artigo de 26 de abril de 2010: objetivam deslocar o eixo do debate do racional para o emocional, estimulando medos, preconceitos e oferecendo um “salvador da pátria”.

Esta campanha continua enquanto você lê este texto. O eixo dela se desloca para assuntos novos, que ainda não foram saturados no bombardeio virtual. De Dilma, a abortista, para a guerrilheira que pede indenização milionária; de Dilma, apoiadora das FARC, para a candidata que é mera figurante de uma profecia segundo a qual ela morre e assume o vice satanista (é a nova, entre os evangélicos).

Esta campanha tem o dom de deslocar o debate das questões que realmente importam para o futuro do Brasil. Tem o dom de afastar o debate das questões econômicas e dos projetos de governo. Como é que José Serra, se eleito, governaria com minoria na Câmara ou no Senado? Que benesses ofereceria para atrair apoio? Seria obrigado a lotear a máquina pública?

Todas estas questões, pertinentes, não figuram no debate eleitoral. O objetivo, que está sendo conseguido pela direitona, é criar no eleitorado um intenso nojo da política e das eleições. De tal forma que as pessoas não discutem, não debatem, nem participam. O cenário ideal para uma midiocracia com leves toques teocráticos.

Nos últimos dias, por conta do feriado, acompanhando mais de perto a moderação dos comentários do blog, pude notar como os trolls da direitona agem de forma coordenada e inteligente. Não me refiro a antigos comentaristas conservadores do Viomundo, como a Orsola Ronzoni ou o Rodrigo Leme. Falo dos que aparecem de vez em quando, utilizando IPs nunca registrados por aqui. Assim que um tema novo é colocado no blog, são os primeiros:

1. Pregando o voto nulo;

2. Desqualificando o autor do texto;

3. Mudando de assunto;

4. Dizendo que votam na Dilma, mas que a eleição está perdida;

5. Oferecendo links que desviam leitores (no caso do Ciro Gomes, apontando para um vídeo no You Tube em que ele discute com um jornalista).

É preciso reconhecer, portanto, que além da campanha sórdida há também uma campanha aparentemente sofisticada e bem gerida.

Ou seja, do ponto-de-vista meramente político (eleição, afinal, se ganha com voto), na internet José Serra fez 2 a 0.

Hoje, três ações aparentemente isoladas me chamaram a atenção.

O Ministério Público Eleitoral, da dra. Cureau, entrou com ação contra Paulo Henrique Amorim, do Conversa Afiada, por publicar um e-mail de um partidário de Dilma Rousseff.

Está no site do TSE.

O link para o post aparece aqui.

A mesma dra. Cureau deu parecer favorável a um pedido da campanha de Serra que acusa a TV Record de ter colocado no ar uma reportagem jornalística pró-Dilma (sobre o padrão de votação em São Paulo, cidade na qual Serra teve maioria no centro mas perdeu na periferia).

Nas campanhas da direitona que testemunhei pessoalmente sempre houve essa conjugação: medo + intimidação.

Desfazer redes, desligar pessoas, desconectar.

E impor uma pauta única, onde não haja espaço para questionar de forma legítima — e jornalística — a imagem santa de um candidato (Paulo Preto quem?)

Ah, sim, quanto à terceira ação, encontra-se num post de um blogueiro da Folha, que pela segunda vez tenta ligar Dilma ao homossexualismo, a partir da pergunta de um repórter não identificado, feita no Piauí.

Acompanhem comigo: o boato nasceu em um blog apócrifo, com uma acusação lançada de forma verrosímil.

Primeiro o boato se espalhou nos subterrâneos das redes sociais, por e-mail e via twitter.

Agora, associado a um grande jornal, ele se cristaliza na superfície e pode ser disseminado com ares de credibilidade. Coloca a candidata na defensiva para os próximos debates.

Até 31 de outubro o objetivo contínuo será: acusar + intimidar + deslocar o debate para o campo do moralismo, de valores subjetivos e emocionais.

Vocês viram o documentário Our Brand is Crisis, sobre a atuação de marqueteiros dos Estados Unidos na campanha que elegeu Gonzalo Sanchez de Losada, com uma base de apoio político frágil, na Bolívia, em 2002?

Está tudo lá:










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Fonte:http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/a-direitona-mostra-organizacao-para-chegar-ao-poder-nossa-marca-e-crise-moral.html

Tony Chastinet: O caminho da boataria (com direito a simpatizante do nazismo)

14 de outubro de 2010 às 0:30

Tony Chastinet: O caminho da boataria (com direito a simpatizante do nazismo)
por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador

Não é difícil rastrear os caminhos da boataria que atingiu Dilma Rousseff, poucas semanas antes do primeiro turno. A campanha do PT parece não ter levado a sério a ameaça. E a boataria e as calúnias prosseguem.

O jornalista Tony Chastinet – colega com quem tive o prazer de dividir o prêmio Vladimir Herzog em 2007, e com quem produzi a série de reportagens sobre as centrais clandestinas de tortura durante a ditadura – fez um levantamento minucioso sobre a origem de um desses e-mails caluniosos. Não precisou de dinheiro, nem de ferramentas especiais. Usou basicamente o “Google”. Gastou alguns minutos e usou a experiência de quem já investigou dezenas e dezenas de picaretas em suas reportagens investigativas.

Tony Chastinet descobriu que o email partiu de gente ligada à extrema-direita. Gente com nome, sobrenome e endereço. Confiram…

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O CAMINHO DA CALÚNIA

por Tony Chastinet

Recebi ontem à noite um daqueles e-mails nojentos e anônimos, que estão circulando na internet, com calúnias contra a candidata Dilma Roussef. Decidi gastar alguns minutos para tentar identificar os autores. Consegui, e repasso abaixo as informações sobre os autores da baixaria – incluindo as fontes da pesquisa.

Há um e-mail circulando na internet com o seguinte título: “Candidatos de esquerda”. Na mensagem há uma série de calúnias contra Dilma, e o pedido para se votar no Serra. Também recomenda a leitura do site www.tribunanacional.com.br.

Entrei na página e de cara me deparei com aquela foto montada da Dilma ao lado de um fuzil. Uma verdadeira central de calúnias ligada à extrema direita. Vejam uma amostra neste link http://www.tribunanacional.com.br/v2/editorial/a-terrorista/.

O e-mail foi enviado para minha caixa postal na noite de domingo. O remetente é um tal de Ingo Schimidt (ingo@tribunanacional.com.br). O site está registrado na Fapesp em nome do “Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares”.

Essa associação tem CNPJ (026.990.366/0001-49), está localizada na SCRN, 706-707, Bloco B, Sala 125, na Asa Norte, em Brasília. O responsável pelo site chama-se Nei Mohn. Em uma pesquisa superficial na internet, descobre-se que ele foi presidente da “Juventude Nazista” em 1968. Era informante do Cenimar e suspeito de atos de terrorismo na década de 80 (bombas em bancas de jornais e outros atentados feitos pela tigrada da comunidade de informações). Também foi investigado por falsificar o jornal da Igreja Católica, atacando religiosos que denunciavam torturas, assassinatos e desaparecimentos (vejam abaixo nas fontes).

Nunca foi investigado e sequer punido pelas barbaridades que aprontou. Para isso, contou com a proteção dos militares e da comunidade de informações para abafar os escândalos e investigações.

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/tony-chastinet-o-boato-que-partiu-da-direita.html

Acorde com a futura presidenta Dilma! Brasil13

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Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=7Aya-K-SWNU

Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores

Pedro Lima
(Economista e Professor da UFRJ)

Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; e que também não entende de economia; pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.
Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos [14 universidades públicas e entendeu mais de 40 campi], e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade [meio milhão de bolsa para pobres em escolas particulares].

Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 291 dólares [valores de janeiro de 2010], e não quebrou a previdência como queria FC.
Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG-Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis [maior programa de energia alternativa ao petróleo do planeta].
Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8 [criou o G-20].

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu; mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a
todos.

Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no S upremo (desmoralizado por brancos) uma mulher no cargo de primeira ministra, e que pode inclusive, fazê-la sua sucessora.
Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC; antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir; hoje o PAC é um amortecedor da crise.
Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre [como também na linha branca de eletrodomésticos].

Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais; é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual [o melhor do mundo para o Le Monde, Times, News Week, Financial Times e outros...].

Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com George Bush - notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Barack Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador;.. é amigo do tal John Sweeny [presidente da AFL-CIO - American Federation Labor-Central Industrial Congres - a central de trabalhadores dos Estados Unidos, que lá sim, é única...]e entra na Casa Branca com credencial de negociador e fala direto com o Tio Sam lá, nos "States".

Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa é autor da [maior] mudança geopolítica das Américas [na história].

Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas; faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.

Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.
Lula, que não entende nada de nada;.. é bem melhor que todos os outros...!

Pedro Lima * |
Economista e professor de economia da UFRJ

DESCULPE OS NAO-LULAS MAS COMO RECEBO MUITOS E-MAILS IRONIZANDO,
DEBOCHANDO E FALANDO HORRORES DELE
ACHO QUE TENHO O DIREITO DE ENVIAR UM UNICO E-MAIL QUE FALE BEM DESSE
MARAVILHOSO ANALFABETO.
OS NÚMEROS ESTÃO AÍ PARA CONFIRMAR. AINDA BEM QUE NEM TODOS OS BRASILEIROS SÃO TÃO INGRATOS.

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Postado por Irineu Messias

DILMA PRESIDENTE, GUIA ELEITORAL,13.10.2010


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Fonte:http://www.dilma13.com.br/audio/categoria/radio-programa/

CIRO VAI PRA CIMA, SEM BAIXARIA

Por que a campanha da Dilma não pode fazer isso que Ciro fez em cinco minutos de entrevista? Desconstruiu os tucanos e lembrou que Serra ajudou FHC a afundar o Brasil. Ciro fez isso tudo sem baixaria, sem boato, mas com coragem e firmeza.

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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Internauta cria site alternativo para "manter" Falha de S.Paulo no ar

Enviado por luisnassif, ter, 05/10/2010
Por Marco St.

Nesse dia 5 a Folha voltou aos ataques contra o governo Lula e a candidatura Dilma. Para contrabalançar isso, uma boa notícia:
Do Comunique-se
Izabela Vasconcelos

O site Falha de S.Paulo, que faz uma paródia do jornal Folha de S.Paulo, saiu do ar, mas isso não impede que seu conteúdo continue disponível na web. Um internauta, que não se identifica na página, criou no dia 01/10 o endereço http://falhadespaulo.tumblr.com, com os prints da tela do original www.falhadespaulo.com.br, que desde o dia 03/10 está totalmente fora do ar. O site foi retirado por decisão da 29ª Vara Cível de SP que no dia 30/9 atendeu pedido da Folha. A página estava no ar há apenas 20 dias.

"Criamos este endereço com printscreens do site para impedir que a Folha, com sua liminar absurda, tirasse do ar toda referência a ele; e pra mostrar pra quem não conhecia que a reação daFolha é completamente despropositada. E se deletarem esse, criaremos outro e outro e outro. Não à censura!!", diz o post do site alternativo.

Lino Bocchini, um dos autores do site original, nega que ele ou o irmão, Mario, tenham envolvimento na criação da página alternativa.
Além da página hospedada no tumblr, plataforma de blog, o Boteco Sujo também traz prints do site original, e provoca com o título "Censura eu, Folha!". O autor do blog ainda diz que a advogada do jornal "vai ter muito trabalho para conseguir censurar a todos".

Para retirar o site do ar, a Folha alegou que os autores faziam "uso indevido da marca" do jornal. De acordo com Taís Gasparian, advogada do veículo, a Folha não questiona a sátira, nem o nome do site, mas o "uso da marca".

Sobre a multa diária de R$ 1.000, caso Lino e Mario Bocchini descumpram a determinação, Taís acredita que o valor é baixo para este caso. "A Folha, como qualquer outra empresa, deve preservar a sua marca (...) Geralmente, nesses casos, o juiz aplica uma multa de R$ 100 mil", afirmou ao Consultor Jurídico.
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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/sobre-o-falha-de-s-paulo

Petrobrás responde a homem de Serra. Eles iam vender a Petrobrás

Publicado em 13/10/2010
O Davizinho e o chefe: eles querem meter a mão no pré-sal
O Conversa Afiada publica post do Blog da Petrobras:

Presidente da Petrobras responde a David Zylbersztajn


“Para o governo FHC, a Petrobras morreria por inanição. Os planos do governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso eram para desmontar a Petrobras e vendê-la”, diz o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo. “Em 2003, quando a atual diretoria assumiu a gestão da Petrobras, havia em curso um plano claro de desmonte e esvaziamento de setores estratégicos da Companhia. Se essa tendência não fosse interrompida e revertida, a Petrobras praticamente extinguiria sua atividade de exploração, porque suas áreas exploratórias para buscar novas reservas de petróleo estavam se reduzindo, suas refinarias seriam desmembradas e as plantas de energia elétrica dariam prejuízos, sem perspectivas de recuperação do capital investido. A engenharia e a pesquisa e desenvolvimento da Petrobras seriam extintos”. As afirmações são do presidente da Petrobras em resposta às declarações de David Zylbersztajn, presidente da Agência Nacional do Petróleo no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Para o presidente da Petrobras, não restam dúvidas quanto aos objetivos do governo anterior de “preparar” a Petrobras para ser privatizada. “Gradativamente, todas as atividades da Petrobras estavam sendo preparadas para serem passadas para a iniciativa privada, com a exacerbação do conceito de unidades de negócio, praticamente autônomas”, completou, numa breve análise do quadro que a atual gestão encontrou na Petrobras em 2003 e das conseqüências maléficas que a privatização da maior empresa da América Latina traria para a economia brasileira.
José Sergio Gabrielli diz que a Petrobras teve sua participação nos leilões de novas áreas exploratórias limitada pelo Governo, para atrair outras empresas privadas na aquisição dessas novas áreas, ficando, portanto, fora da disputa por novos campos. Sem novas áreas, a sustentabilidade da Petrobras estaria completamente comprometida, contando com mais 4 ou 5 anos de atividade exploratória e deixando toda a riqueza do subsolo brasileiro para empresas estrangeiras. Já no início de 2003, no primeiro Plano Estratégico da Companhia da atual gestão, esse processo foi totalmente revertido: a Petrobras voltou a disputar áreas novas, dobrou suas reservas, e ampliou significativamente o portfólio exploratório, hoje com investimentos em exploração de mais de US$ 4 bilhões, enquanto em 2002 esses investimentos foram de menos de US$ 500 milhões.
A Petrobras, frisa o presidente da empresa, perdia substantivamente em competência, economia, valor, inteligência. “Além dos aspectos econômicos, o desmonte da Companhia transformada em um conjunto de unidades de negócios trazia perdas em tecnologia, engenharia, pessoal”. Limitava-se o crescimento do Cenpes, o maior centro de pesquisas aplicadas da América Latina e um dos maiores do mundo, e da engenharia básica da Companhia, na “ilusão” de que toda a ciência, tecnologia e engenharia poderiam ser “adquiridas no mercado”. A gestão posterior a 2003 modificou essa tendência, fortalecendo a engenharia da empresa e seu sistema de pesquisa e desenvolvimento, além de estimular a criação de redes temáticas, que articulam centenas de pesquisadores de dezenas de universidades e instituições de pesquisa no país.

“Na área de geração de energia elétrica, com as termoelétricas a gás natural, não foi diferente. Os contratos, no governo Fernando Henrique Cardoso, garantiam lucros aos empresários donos das térmicas, ficando todo suprimento, pendências, problemas e financiamento do prejuízo para a Petrobras. Os investimentos em refino, mesmo para melhoria da qualidade dos nossos produtos e para aumentar a capacidade de processamento do petróleo brasileiro nas refinarias estava limitado. Nos últimos oito anos esse panorama se transformou e os investimentos no setor de refino cresceram. Hoje estão programadas cinco novas refinarias a serem construídas. Em 2002 não havia investimentos em biocombustíveis e hoje a Petrobras é uma das maiores produtoras de biodiesel e etanol”, diz o presidente.

Em relação ao novo marco regulatório para o pré-sal, Gabrielli também contestou as palavras de Zylbersztajn. Ele diz que o regime de concessões atrai empresas privadas que aceitam o risco de encontrar petróleo em áreas de alto risco exploratório em troca de altos retornos futuros no caso de descobertas. “Para o pré-sal, o risco exploratório é mínimo e o sistema de partilha de produção, em discussão no Congresso, permite, como o próprio nome indica, uma melhor divisão (partilha) entre as empresas e o Governo dos ganhos futuros das potenciais descobertas. Defender o regime de concessões para o pré-sal é defender que a maior parte dos ganhos da atividade sejam apropriados pelo setor privado e nesse sentido é defender, sim, a privatização do pré-sal”, conclui Gabrielli.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/10/13/petrobras-responde-a-homem-de-serra-eles-iam-vender-a-petrobras/

Dilma: tornei pública uma grande central de boatos

Publicado em 11/10/2010

A candidata Dilma Rousseff disse hoje, em Aparecida do Norte (SP), que a discussão no debate da Band foi de alto nível, com exposição clara de pontos de vista e sem elevar o tom de voz. “Quando a gente é assertiva sobre posições, o debate fica mais claro.”

Segundo ela, o candidato José Serra “tem a mania de subestimar as pessoas e se achar superior a elas. Esperavam que eu não defendesse minhas posições, que eu não apresentasse minhas propostas, que eu não criticasse a visão estratégica dele? Mas o debate é para isso”.

Dilma acrescentou: “Vocês mesmos [jornalistas] pedem todos os dias que façamos um debate de ideias. Então vamos fazer um debate de ideias e não utilizar os boatos, calunias e mentiras como método de campanha política”.

Dilma lamentou a postura do adversário tucano, que ataca por “ouvir dizer” e alimenta uma central de boatos e calúnias, como a Justiça Federal reconheceu recentemente.

“Eu passei quase três meses sendo acusada de quebra de sigilo fiscal e agora está claro que [aquilo] foi um esquema mercantilista dentro da Receita sem razões eleitorais. Está clara a calúnia que sofri. Inclusive um juiz aceitou a acusação e denunciou o candidato José Serra por essa prática”, disse.

“Eu passei muito tempo calada e quando vi o tamanho que tinha tomado a central organizada de boatos resolvi tornar isso público e compartilhar com a população. Eu não fui para a Internet responder por boatos, estou fazendo de forma aberta”, completou.
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Fonte:http://www.dilma2010.blog.br/dilma-tornei-publica-uma-grande-central-de-boatos/

Dilma adverte Serra sobre campanha de calúnias

11.10.2010

No primeiro debate entre os candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais, a candidata Dilma Rousseff advertiu seu adversário do PSDB, José Serra, sobre a campanha que tenta atingir sua candidatura com calúnias e difamações.

Dilma lembrou a acusação sem provas de envolvimento de sua campanha com a quebra de sigilo de pessoas ligadas ao PSDB, o que levou Serra a responder um processo na Justiça por calúnia e difamação.

“Você tem de ter cuidado para não ter mil caras, Serra, porque a última mentira e calúnia contra mim ocorreu no caso em que vocês diziam que a minha campanha tinha aberto sigilo. Hoje você é réu em crime de calúnia e difamação. Você está dando os primeiros passos na questão da ficha limpa”, alertou a candidata, no debate da Rede Bandeirantes.

Em 21 de setembro, o Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça Eleitoral a instauração de inquérito pela Polícia Federal para que o candidato José Serra seja ouvido sobre as acusações feitas contra a campanha de Dilma Rousseff de envolvimento com a quebra do sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB. O objetivo do pedido é que Serra apresente provas de suas acusações que de Dilma e o PT “atentaram contra a democracia” e praticaram “jogo sujo”, “espionagem” e “chantagem”.

Para Dilma, uma candidatura à presidência da República tem por objetivo engrandecer o Brasil, discutindo valores e projetos para o Brasil. “A única coisa que seu vice, Índio da Costa, faz é criar e organizar grupos para me atingir até com questões religiosas, num país que é conhecido por sua tolerância”, lamentou.

Dilma repudiou a acusação feita pela esposa do candidato, Monica Serra, que declarou, em evento com o vice Índio da Costa. Ela disse que a candidata seria "a favor de matar criancinhas". “Acho gravíssima a frase da sua senhora. O Brasil está habituado com o processo de tolerância, em que árabes e israelenses sentam à mesma mesa. Este país não tem ódio religioso, nem étnico, nem cultural. Evangélicos e católicos estudam nas mesmas escolas. Repudio esta campanha que está sendo feita.”

Aborto

Dilma lembrou ainda que, como ministro da Saúde, José Serra regulamentou o aborto no SUS (Sistema Único de Saúde) para que as mulheres não morram por tentarem interromper a gravidez com métodos primitivos. “Estou sendo acusada de coisas que você regulamentou, como o acesso ao aborto no SUS.
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Fonte:http://www.dilma13.com.br/noticias/entry/dilma-adverte-serra-sobre-campanha-de-calunias/

As diferenças entre os dois candidatos à presidência do Brasil

Publicado em 14/10/2010
Maressa Vieira, Engenheira e Professora 14.10.2010

O acompanhamento de tão importante decisão a ser tomada e que definirá o perfil do Brasil por quatro anos – o voto, uma eleição requisita atenção especial do eleitor. Especial porque aqui se deposita a esperança de que o Brasil siga nesta rota de crescimento, de fortalecimento como país, em que há melhoria da vida das pessoas.

O que se espera dos candidatos é um grande empenho voltado a promover melhorias reais nos campos da saúde, educação e segurança social, salientando que a construção de um país melhor para todos nós depende da união e esforço coletivo e assim tenhamos as reformas garantidas para conduzir o país em direção ao futuro.

Os grandes centros urbanos em especial enfrentam mais dificuldades, mas a insegurança se espalha pelo país, vitimando principalmente muitos jovens que se deixam conduzir pelos caminhos das drogas e se envolvem nos mais diversificados problemas.

Há neste campo um desafio enorme: avaliação da situação atual, encaminhamento aos centros de reabilitação agregado ao envolvimento familiar, além de possibilitar uma formação nesta mesma unidade para que ele se sinta capaz, útil e com perspectivas de exercer uma função que o conduza a uma vida com maior dignidade, sem esquecer do acompanhamento, de essencial valor nos primeiros tempos.

Apesar de persistirem no Brasil diferenças sociais há de se convir que os resultados obtidos já este ano demonstram que podemos almejar um país competitivo, o que em certa medida tende a refletir a realidade registrada na recente subida dos índices de geração de emprego e estamos convencidos de que iremos seguir nesta linha de continuidade para atingir objetivos que nos permita viver com mais qualidade.

No entanto, é importante observarmos fatores que merecem atenção especial como educação e é necessário que metas sejam estabelecidas para se alcançar um sistema educacional de qualidade – escola em tempo integral e com formação profissional - e saúde pública, com a implantação de um novo sistema ou aprimoramento do atual, pois há de se considerar que, obviamente, a maioria da população carece de um atendimento mais eficaz.

Além disso, o novo governo deve visualizar o futuro de modo significativo, investindo na superação de problemas recorrentes, como a questão da violência contra a mulher, cujos índices são exorbitantes, mesmo com a Lei Maria da Penha em vigência. Será imprescindível uma proposta de fortalecimento de leis a fim de se punir efetivamente crimes contra a mulher e no geral.

A história eletiva no Brasil evidenciou largamente que, apesar do conhecimento da realidade do país, das diferenças regionais, há muito que investir no sentido de gerar a transformação necessária para o fortalecimento da igualdade, da justiça e da garantia dos direitos individuais e coletivos. Também se registra que o eleitor não sabe votar, mas ele sabe distinguir nitidamente quem fez um bom trabalho pelo país e que quando um governo fracassa a responsabilidade também é de quem escolhe.

Com confiança, registremos as diferenças entre os dois candidatos, as quais serão determinantes para o Brasil e definamos a força da mulher que agrega valores e seriedade para com o futuro do país, com transparência e ciente dos desafios a vencer. O Brasil, seguramente, seguirá no caminho certo a partir desta escolha.
Postado por Kelly Girão
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Fonte:http://www.dilma2010.blog.br/as-diferencas-entre-os-dois-candidatos-a-presidencia-do-brasil/

FOLHA DE S.PAULO CONTRA A LIBERDADE DE IMPRENSA!

ITEM DE COLECIONADOR: peça já e receba grátis seu exclusivo flyer da censura!

Na época em que podíamos crticar a Folha, nos bons tempos pré-censura, fizemos flyers de divulgação do nosso site. (Jurídico/Folha: mais uma prova de que perdíamos, e não ganhávamos dinheiro com o blog). Agora eles se tornaram um exclusivo souvenir da censura da Folha ao Falha! Como estamos com ameaça de multa ns costas, escondemos trechos do flyer na foto abaixo, mas você pode receber em casa um, sem censura e inteiramente grátis! É só mandar nome e endereço para desculpeanossafalha@gmail.com. Garanta já sua lembrança exclusiva da censura sem gastar nada! A postagem é cortesia do Otavinho!

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Fonte:http://desculpeanossafalha.com.br/

Por que a Folha não investiga o Serra?

QUARTA-FEIRA, 13 DE OUTUBRO DE 2010
Reproduzo artigo de Brizola Neto, publicado no blog Tijolaço:

A Folha de S. Paulo está conduzindo, como todos sabem, uma intensa ação judicial para obter acesso à íntegra do processo de Dilma Roussef movido pela ditadura, com material obtido sob tortura e num regime de exceção.

A Folha defendeu, em editorial, o seu interesse com estas palavras:

“É da essência republicana que a biografia de um candidato se exponha ao exame até mesmo impiedoso da opinião pública. Trata-se, afinal, de alguém que pretende assumir o comando do país.”

Seguindo o mesmo raciocínio, a sociedade tem, então, o direito de exigir que a Folha procure e exponha, para “o exame impiedoso da opinião pública”, os autos do processo movido na Justiça Eleitoral de São Paulo, em 1988, onde o candidato José Serra, - “alguém que pretende assumir o comando do país” – busca reparação ao fato de ter sido acusado pelo seu então colega de partido, Flávio Bierrenbach, de ter entrado pobre e saído rico do governo Montoro, onde foi secretário de Estado.

A acusação foi feita na televisão e Serra iniciou um processo por calúnia, injúria e difamação contra Bierrenbach. Este, então, solicitou ao juiz da 2a Zona Eleitoral, então o Dr.Wálter Maierovitch, o que se chama exceção da verdade, ou seja, o direito de provar que não é calunioso ou difamante o que havia sido afirmado. O juiz atendeu e, então, Serra tentou reduzir o processo ao de injúria, que juridicamente não comporta a comprovação de ser verdadeiro o que se afirmou.

O processo passou a arrastar-se e, finalmente, prescreveu. Mas está lá, no TRE de São Paulo, com a prova que se exige em processos relativos ao horário eleitoral, que é a fita do que foi veiculado.

A matéria, da revista CartaCapital, em 2002, está reproduzida em diversos blogs e pode ser lida aqui.

Flávio Bierrenbach não é um “consultor” condenado por estelionato. É ministro aposentado do Superior Tribunal Militar, o mesmo ao qual a Folha exige os dados de Dilma Rousseff. E não chegou lá nomeado por Lula, mas por Fernando Henrique Cardoso, em 1999. É alguém, portanto, digno da credibilidade e de isenção política em relação ao atual Governo.

Aliás, a Folha tem pleno conhecimento do processo e das acusações de Bierrenbach.

Publicou, em 2002, uma matéria onde dizia que o depoimento de Bierrenbach ia ser levado ao ar pela campanha de Ciro Gomes e até transcreveu parte do que ele dizia:

“Com esse objetivo, deve ir ao ar ainda hoje no horário eleitoral gratuito um depoimento em que o ex-deputado Flávio Bierrenbach acusa o tucano. “Entrou pobre na Secretaria de Planejamento do governo Montoro. Saiu rico”, diz ele.”

Portanto, a Folha de S. Paulo, se não quiser que seu editorial defendendo que a “essência republicana” seja ter conhecimento de tudo o que se disse – até pelos torturadores e receptadores, como foi o caso do sr. Rubnei Quicoli – sobre “ alguém que pretende assumir o comando do país”, está na obrigação de publicar o que o Ministro Bierrenbach disse sobre José Serra. Até porque foi dito num processo judicial em pleno regime de liberdades, e não papéis manchados de sangue do período da tortura e da bestialidade.

Ou, então, deve confessar a seus leitores que pratica o padrão Rubens Ricúpero de jornalismo: o que é bom (para Serra) a gente mostra; o que é ruim a gente esconde.


Reproduzo artigo de Brizola Neto, publicado no blog Tijolaço:

A Folha de S. Paulo está conduzindo, como todos sabem, uma intensa ação judicial para obter acesso à íntegra do processo de Dilma Roussef movido pela ditadura, com material obtido sob tortura e num regime de exceção.

A Folha defendeu, em editorial, o seu interesse com estas palavras:

“É da essência republicana que a biografia de um candidato se exponha ao exame até mesmo impiedoso da opinião pública. Trata-se, afinal, de alguém que pretende assumir o comando do país.”

Seguindo o mesmo raciocínio, a sociedade tem, então, o direito de exigir que a Folha procure e exponha, para “o exame impiedoso da opinião pública”, os autos do processo movido na Justiça Eleitoral de São Paulo, em 1988, onde o candidato José Serra, - “alguém que pretende assumir o comando do país” – busca reparação ao fato de ter sido acusado pelo seu então colega de partido, Flávio Bierrenbach, de ter entrado pobre e saído rico do governo Montoro, onde foi secretário de Estado.

A acusação foi feita na televisão e Serra iniciou um processo por calúnia, injúria e difamação contra Bierrenbach. Este, então, solicitou ao juiz da 2a Zona Eleitoral, então o Dr.Wálter Maierovitch, o que se chama exceção da verdade, ou seja, o direito de provar que não é calunioso ou difamante o que havia sido afirmado. O juiz atendeu e, então, Serra tentou reduzir o processo ao de injúria, que juridicamente não comporta a comprovação de ser verdadeiro o que se afirmou.

O processo passou a arrastar-se e, finalmente, prescreveu. Mas está lá, no TRE de São Paulo, com a prova que se exige em processos relativos ao horário eleitoral, que é a fita do que foi veiculado.

A matéria, da revista CartaCapital, em 2002, está reproduzida em diversos blogs e pode ser lida aqui.

Flávio Bierrenbach não é um “consultor” condenado por estelionato. É ministro aposentado do Superior Tribunal Militar, o mesmo ao qual a Folha exige os dados de Dilma Rousseff. E não chegou lá nomeado por Lula, mas por Fernando Henrique Cardoso, em 1999. É alguém, portanto, digno da credibilidade e de isenção política em relação ao atual Governo.

Aliás, a Folha tem pleno conhecimento do processo e das acusações de Bierrenbach.

Publicou, em 2002, uma matéria onde dizia que o depoimento de Bierrenbach ia ser levado ao ar pela campanha de Ciro Gomes e até transcreveu parte do que ele dizia:

“Com esse objetivo, deve ir ao ar ainda hoje no horário eleitoral gratuito um depoimento em que o ex-deputado Flávio Bierrenbach acusa o tucano. “Entrou pobre na Secretaria de Planejamento do governo Montoro. Saiu rico”, diz ele.”

Portanto, a Folha de S. Paulo, se não quiser que seu editorial defendendo que a “essência republicana” seja ter conhecimento de tudo o que se disse – até pelos torturadores e receptadores, como foi o caso do sr. Rubnei Quicoli – sobre “ alguém que pretende assumir o comando do país”, está na obrigação de publicar o que o Ministro Bierrenbach disse sobre José Serra. Até porque foi dito num processo judicial em pleno regime de liberdades, e não papéis manchados de sangue do período da tortura e da bestialidade.

Ou, então, deve confessar a seus leitores que pratica o padrão Rubens Ricúpero de jornalismo: o que é bom (para Serra) a gente mostra; o que é ruim a gente esconde.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/por-que-folha-nao-investiga-o-serra.html

JN da TV Globo nada fala sobre Paulo Preto

QUINTA-FEIRA, 14 DE OUTUBRO DE 2010
Reproduzo comentário de Luiz Carlos Azenha, publicado no blog Viomundo:

O Jornal Nacional escondeu, mais uma vez, o Paulo Preto.

Nenhuma reportagem investigativa, nenhuma entrevista a respeito, absolutamente nada. Nem um segundinho sequer.

Presumo que o PT já sabia que seria assim, nesta campanha: Erenice, 1.435 manchetes e reportagens investigativas; Paulo Preto quem?

Porém, hoje me chamou a atenção a paginação do jornal.

O JN deu longa cobertura ao resgate dos mineiros, com todos os detalhes religiosos (crucifixos, orações, etc).

Break para a propaganda eleitoral.

Propaganda de José Serra com apelo “religioso”.

Propaganda de Dilma Rousseff.

Bloco policial.

Cobertura eleitoral, com José Serra falando em “união nacional”, à chilena.

Pesquisa com queda de Dilma e ascensão de Serra, comparando um Ibope de segundo turno hipotético com o Ibope de um segundo turno real.

Pano rápido.

É conferir para ver se existe nisso algum padrão kameliano.
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Fonte: www.altamiroborges.blogspot.com

É hora de Lula, sem protelações

13 de outubro de 2010

Fiquei apreensivo, hoje, depois de ver o programa de Dilma na televisão. Poderia fazer muitas observações, a começar do óbvio que seria criar um bloqueio de separação do programa de Serra que, todo mundo sabe, usa e abusa da técnica de terminar com uma baixaria sempre que antecede o de Dilma. Mas não, começa com aquelas cenas aéreas, já cansadas e batidas. Posso até ser primário, por não ser especialista em técnicas de propaganda e cinema, mas se a linha agora é comparar, temos de ser coerentes desde o primeiro minuto, colocar um “freio de arrumação” do tipo “agora acabou a hora da baixaria e da promessa furada; começa aqui o programa do Brasil que mudou de verdade, o programa de Lula e Dilma, para o Brasil seguir em frente”.

Acho que as coisas têm de ser abordadas mais diretamente, e Dilma reagir exigindo o respeito que merece e tem direito. E falar, como a gente diz aqui no Rio, “na lata”:

- Olha, vocês não sabem o que estou passando para não dizer o que certas pessoas mereciam ouvir. Estão me desrespeitando como pessoa, como mulher, como mãe e como avó. O problema é que eles não têm a coragem de enfrentar o Lula, de criticar o Governo Lula, de dizer que são inimigos do Lula e acham mais fácil tentar atingir a minha honra. Mas se eles acham que eu vou entrar neste esquema de baixaria, podem tirar o cavalo da chuva. Porque eu não estou aqui para fazer teatrinho, e o que eu tenho para garantir o que digo são os oito anos do governo do qual eu participei, com muita honra, e eles não tem para mostrar, porque fizeram parte de um Governo que saiu vendendo o Brasil, que demitiu trabalhadores, que arrochou os salários e que tinha de pedir a bênção do FMI.

E estamos conversados. Dilma não tem que parecer boazinha, nem docinha com esta gente. O povo sabe que a estão atacando e ela, sem baixar o nível, tem todo o direito de reagir.

Mas, na essência, o que está está faltando – e acho inexplicável – é a entrada em cena do ator principal desta história. Dilma não estaria ali se não fosse a candidata do Lula e, se é a candidata do Lula, ele não pode ser tolhido – pelos políticos ou pelos marqueteiros – de estar ali, falando claro e direto como sabe falar.

Que ninguém se iluda, os adversários de Dilma fogem, desde o início da campanha, de se apresentarem como adversários do Lula, como o são.

Lula, portanto, não pode deixar de fazer isso se tornar claro. Dilma já teve tempo e oportunidades – e o fez, com sobras – de mostrar que tem identidade, capacidade e preparo para governar.

Agora é a hora da onça beber água, definitivamente. Esta batalha do segundo turno não pode prescindir mais do general. Se a vencermos, venceremos com ele e por ele. Mas se nos arriscamos a perder, pela sua ausência, ele perderá também. Se os inimigos do Brasil, que não têm escrúpulos de qualquer ordem, abocanharem o poder, é a ele, Lula, e não a Dilma, que desejarão destruir ante o povo brasileiro.

Escrevi, que com o debate da Band – e será assim no próximo, escrevam – Dilma nos fez recuperar as energias depois do desapontamento de não vencermos – e todos sabemos à custa de que expedientes sórdidos isso aconteceu – no primeiro turno. Os votos que permaneceram com Dilma, quase o suficiente para a vitória no primeiro turno, não ficaram por serem suscetíveis de se perderem com a campanha de sujeiras. Ficaram porque são votos valentes e lúcidos e só se poderá perdê-los pelo desânimo e por concessões que nos tirem a altivez e o orgulho de sermos parte desta mudança no Brasil.

Agora, o povo brasileiro precisa olhar e ver seu líder, sem medo e sem temores, chamando-o para a batalha.Precisamos ver Lula falando diretamente: se vocês confiam no que eu fiz, confiem em Dilma como eu confio. Quem confia no Lula, vota na Dilma.

E veremos dizer isso, logo e já, tenho certeza.
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Fonte:www2.tijolaço.com

Os caminhos da calúnia:Boateiro tem nome e sobrenome: email contra Dilma partiu da extrema-direita

Publicada quarta-feira, 13/10/2010 às 20:21
Não é difícil rastrear os caminhos da boataria que atingiu Dilma Rousseff, poucas semanas antes do primeiro turno. A campanha do PT parece não ter levado a sério a ameaça. E a boataria e as calúnias prosseguem.

O jornalista Tony Chastinet – colega com quem tive o prazer de dividir o prêmio Vladimir Herzog em 2007, e com quem produzi a série de reportagens sobre as centrais clandestinas de tortura durante a ditadura – fez um levantamento minucioso sobre a origem de um desses e-mails caluniosos. Não precisou de dinheiro, nem de ferramentas especiais. Usou basicamente o “Google”. Gastou alguns minutos e usou a experiência de quem já investigou dezenas e dezenas de picaretas em suas reportagens investigativas.


Tony Chastinet descobriu que o email partiu de gente ligada à extrema-direita. Gente com nome, sobrenome e endereço. Confiram…


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O CAMINHO DA CALÚNIA

por Tony Chastinet

Recebi ontem à noite um daqueles e-mails nojentos e anônimos, que estão circulando na internet, com calúnias contra a candidata Dilma Roussef. Decidi gastar alguns minutos para tentar identificar os autores. Consegui, e repasso abaixo as informações sobre os autores da baixaria – incluindo as fontes da pesquisa.

Há um e-mail circulando na internet com o seguinte título: “Candidatos de esquerda”. Na mensagem há uma série de calúnias contra Dilma, e o pedido para se votar no Serra. Também recomenda a leitura do site www.tribunanacional.com.br.

Entrei na página e de cara me deparei com aquela foto montada da Dilma ao lado de um fuzil. Uma verdadeira central de calúnias ligada à extrema direita. Vejam uma amostra neste link http://www.tribunanacional.com.br/v2/editorial/a-terrorista/.

O e-mail foi enviado para minha caixa postal na noite de domingo. O remetente é um tal de Ingo Schimidt (ingo@tribunanacional.com.br). O site está registrado na Fapesp em nome do “Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares”.

Essa associação tem CNPJ (026.990.366/0001-49), está localizada na SCRN, 706-707, Bloco B, Sala 125, na Asa Norte, em Brasília. O responsável pelo site chama-se Nei Mohn. Em uma pesquisa superficial na internet, descobre-se que ele foi presidente da “Juventude Nazista” em 1968. Era informante do Cenimar e suspeito de atos de terrorismo na década de 80 (bombas em bancas de jornais e outros atentados feitos pela tigrada da comunidade de informações). Também foi investigado por falsificar o jornal da Igreja Católica, atacando religiosos que denunciavam torturas, assassinatos e desaparecimentos (vejam abaixo nas fontes).

Nunca foi investigado e sequer punido pelas barbaridades que aprontou. Para isso, contou com a proteção dos militares e da comunidade de informações para abafar os escândalos e investigações.

Prossegui na pesquisa e descobri que o filho de Nei, o advogado Bruno Degrazia Möhn trabalha para um grande escritório de advocacia de Brasília contratado por Daniel Dantas para representar o deputado federal Alberto Fraga (DEM) em ação no TCU movida pelo deputado para tentar impedir a compra de ações da BRT/OI pelos fundos de pensão.

Interessante essa ligação entre a extrema direita, nazistas e Daniel Dantas. Mas tem mais.

No registro do site ainda há outros dois nomes apontados como responsáveis pela página: Antonio Afonso Xavier de Serpa Pinto e Zoltan Nassif Korontai.

Serpa Pinto trabalha na Secretaria da Fazenda de Mato Grosso. Korontai é responsável pelo site http://www.projetovendabrasil.com.br. É um negócio estranho como pode ser visto na página da internet. Ele atua na área de tecnologia e fez concurso para analista de sistemas no TRE do Paraná.

O cadastro do site dele está em nome da CliqueHost Internet Hosting e Eletro Eletrônicos (CNPJ 008.144.575/0001-90 – Avenida Doutor Chucri Zaidan, 246, SL 18, São Paulo). O responsável chama-se Frederich Resende Soares Marinho.

Marinho é consultor de informática e trabalha em Piraúba (MG). Há uma série de reclamações de que ele vendeu hospedagens de site e não entregou o serviço. Ele é membro da Assembleia de Deus em Sorocaba.

Outro dado interessante: Ingo coloca um link no e-mail para quem não quiser mais receber as mensagens. Esse link aponta para o seguinte endereço: ingo.newssender.com.br. Newssender é um serviço de marketing eletrônico (leia-se spam) registrado e vendido pela Locaweb Serviços de Internet S/A. O curioso é que é o mesmo provedor que hospeda o site do candidato tucano.

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Fontes da boataria contra Dilma:

Tribuna Nacional – Dados do Registro.br

domínio: tribunanacional.com.br

entidade: Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares

documento: 026.990.366/0001-49

responsável: Nei Möhn

2 – Nei Mohn

Matéria Veja de 1980 – http://www.arqanalagoa.ufscar.br/pdf/recortes/R06814.pdf

Matéria da Isto É de 1982 – http://www.arqanalagoa.ufscar.br/pdf/recortes/R03648.pdf

3 – Filho de Nei

Bruno Degrazia Möhn (OAB/DF 18.161)

Trabalha no escritório Menezes e Vieira Advogados Associados – http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia_articuladas.aspx?cod=11457 – artigo defesa ppp

Escritório contratado por Dantas no caso BRT – http://www.anapar.com.br/noticias.php?id=6602

4 – Antonio Afonso Xavier de Serpa Pinto

Funcionário da secretaria estadual da fazenda de mato grosso

http://app1.sefaz.mt.gov.br/Sistema/Legislacao/legislacaopessoa.nsf/2b2e6c5ed54869788425671300480214/88e35b271696c3bf0425738500423ded?OpenDocument

5 – Zoltan Nassif Korontai

Site dele – http://www.projetovendabrasil.com.br/?pg=calculadora-de-ivestimento&p=253

Dados do registro.br

domínio: projetovendabrasil.com.br

entidade: CliqueHost Internet Hosting e Eletro Eletrônicos L

Paulo Preto: novas denúncias revelam mar de lama no governo Serra

3 de outubro de 2010 às 21:37
Vermelho: PT pede apuração das maracutaias do Paulo Preto

A bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo concedeu entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (13) para revelar novas suspeitas de casos de corrupção envolvendo o chamado “homem-bomba” do PSDB, o engenheiro Paulo Vieira de Souza, também conhecido como Paulo Preto. Integrande do grupo do agora senador eleito Aloysio Nunes Ferreira, Preto era homem de confiança dos tucanos paulistas até que foi acusado de sumir com quatro milhões de reais do “caixa 2″ da campanha de Serra.

As maracutais envolvendo o ex-presidente da Dersa, Paulo Preto, já eram bastante conhecidas nos bastidores do mundo político. Matérias da revista Veja (clique aqui para ler) e da revista IstoÉ (leia aqui) já tinham trazido à tona graves suspeitas sobre o engenheiro que ocupou cargos de grande importância no governo paulista na gestão do então governador José Serra (PSDB). Mas o nome de Paulo Preto foi jogado sob holofotes mais intensos depois que a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, durante o debate da Rede Bandeirantes, no último domingo (10), citou o desvio de R$ 4 milhões do caixa de campanha de José Serra. O dinheiro teria sido arrecadado por Paulo Preto junto a empreiteiras e depois sumido.

Durante o debate e no dia seguinte, o candidato José Serra disse que não conhecia Paulo Vieira de Souza, mas depois voltou atrás. Nesta terça-feira (12), durante evento em Aparecida do Norte, Serra saiu em defesa do ex-presidente da Dersa e disse que ele é inocente e também que já foi eleito o Engenheiro do Ano.

Denúncias sufocadas pelos tucanos

Com o nome de Paulo Preto ganhando espaço na mídia, a bancada do PT resolveu reapresentar algumas denúncias envolvendo não só Paulo Vieira de Souza mas também o ex-governador José Serra e o atual presidente da Dersa, José Max Reis Alves.

As denúncias de tráfico de influência, desvio de dinheiro público e improbidade administrativa endossam a representação que os deputados petistas devem encaminhar nesta quinta-feira à Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo. São denúncias que já circularam pela Assembléia Legislativa de São Paulo mas foram sufocadas pela maioria governista aliada aos tucanos.

Agora, com o assunto ocupando a pauta eleitoral, os deputados petistas têm esperança que as denúncias sejam finalmente investigadas.

Paulo Preto tem estreitas ligações políticas e pessoais com Aloysio Nunes Ferreira Filho, ex-secretário da Casa Civil de São Paulo e senador eleito pelo PSDB em São Paulo. Vieira de Souza e Aloysio se conhecem há mais de 20 anos. Quando, no ano passado, o tucano sonhou em ser o candidato de seu partido ao governo de São Paulo, Vieira de Souza foi apresentado como seu “interlocutor” junto ao empresariado. A proximidade entre os dois é tão grande que a família dele contribuiu para que o ex-secretário comprasse seu apartamento.

Trajetória repleta de episódios nebulosos

“Trata-se de uma trajetória repleta de episódios nebulosos”, disse o líder da Bancada do PT, Antonio Mentor, em referência a Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto.

Segundo Mentor, antes de sair da Dersa, no final de 2009, Preto foi ainda acusado de favorecimento na indicação da própria filha, a advogada Priscila Arana de Souza Zahran, para o Escritório Edgard Leite Advogados Associados, que defende a Dersa e as mesmas construtoras que deveriam ser fiscalizadas pela estatal, no Tribunal de Contas da União e Tribunal de Contas do Estado.

Deputado eleito e presidente do PT Estadual, Edinho Silva, destacou o acesso a informações privilegiadas que a advogada tinha, ao atuar em um escritório que atendia empreiteiras fiscalizadas por se próprio pai. “É evidente o conflito de interesses”, explicou Edinho.

As empreiteiras atendidas pelo escritório onde trabalha a filha do ex-presidente da Dersa atuaram nas principais obras viárias do Estado, como o Rodoanel, a Nova Marginal e a extensão da Avenida Jacu-Pêssego. Paulo Vieira de Souza era o responsável, por exemplo, por autorizar o pagamento a estas empreiteiras.

“O contrato mais emblemático refere-se à extensão da Avenida Jacu-Pêssego. Nós, da Bancada do PT, fomos até a Dersa, por causa das desapropriações que a obra iria provocar. Paulo Preto foi acintoso, violento e ameaçador”, relatou o deputado Adriano Diogo.

Festa de R$ 1 milhão e ameaça a padre

O estilo do ‘tocador de obras’ do ex-governador José Serra também aparece nas festas que ele promove. “A festa de aniversário que ele realizou em março de 2009, na Casa das Caldeiras, custou R$ 1 milhão, e teve direito até a camelos e odaliscas”, denunciou o líder da Bancada do PT.

O deputado Adriano Diogo relatou ainda um episódio que mostra o estilo truculento do tucano Paulo Preto. Segundo Diogo, durante uma reunião para tratar dos interesses de centenas de famílias que estavam ameaçadas de despejo por causa das obras da avenida Jacú Pêssego, Paulo Preto lançou ameaças e grosserias contra o padre Franco Torresi, que estava na reunião como representante das comunidades ameaçadas de perder suas casas. “O Paulo Preto nos recebeu a contra-gosto e foi super grosseiro. Contou que durante o governo FHC ocupou cargos na área penitenciária e dirigindo-se ao padre Torresi fez um comentário em tom de ameaça. Disse que se tivesse conhecido o padre na época da ditadura, teria o colocado no pau (de arara, instrumento de tortura) e o padre não estaria ali enchendo o saco”, relatou Diogo.

A fama de arrogante e truculento de Paulo Preto é confirmada por um ilustre tucano. O atual governador de São Paulo, Alberto Goldman, chegou a escrever um e-mail a José Serra reclamando do estilo de Paulo Preto. Na mensagem, Goldman diz que o ex-diretor da Dersa é incontrolável, “vaidoso” e “arrogante”.

Vínculo com o esquema PC Farias

A representação dos deputados petistas também pede à Procuradoria investigação sobre o atual presidente da estatal, José Max Reis Alves, que já integrava a diretoria da DERSA na gestão de Paulo Vieira de Souza e foi acusado de participar do Esquema PC Farias, a máfia que atuou durante o Governo Collor, no início da década de 90.

Esta é a segunda representação que a Bancada do PT envia à Justiça sobre o ‘caso Paulo Preto’. O primeiro pedido de investigação, formulado em maio de 2009, está vinculado à Operação Castelo de Areia da Polícia Federal. “Estive reunido na semana passada com o Procurador (Fernando Grella Vieira) e o caso tramita em segredo de Justiça”, explicou o deputado Antonio Mentor.

De redação,
Cláudio Gonzalez

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/vermelho-pt-pede-apuracao-das-maracutaias-do-paulo-preto.html