segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Sem orgulho e cabeça erguida, não há vitória em combate

POSTADO POR BRIZOLA NETO



Demorei a escrever sobre o debate porque queria arrumar bem as idéias e não me deixar levar pelo entusiasmo de quem viu Dilma Rousseff reagir como só as pessoas de bem podem reagir à indignidade.

Não quis tomar os outros por mim e deixar que minha satisfação política com a combatividade de minha candidata contaminasse o raciocínio que, embora frio, todos temos de ter sobre a relação custo x benefício de cada atitude, neste trecho decisivo da disputa eleitoral.

Hoje, porém, pude refletir mais friamente.
O debate de ontem, embora numa televisão aberta, foi voltado para um público que “já tinha candidato”. Mais ainda, para os que se consideram simpatizantes de uma candidatura e assumem uma posição ativa na disputa eleitoral.

Não é possível pensar algo diferente de um debate com audiência restrita a 4% dos telespectadores.

Mas que audiência! Uma audiência capaz de ser ativa, de assumir uma bandeira, uma causa, um combate.

Do nosso lado – e vocês podem ver nos comentários postados ao longo da semana – havia certo nervosismo, uma ansiedade e até um inconformismo de ficarmos na posição de presas de uma campanha de calúnias e de baixarias.

Do lado adversário, a empolgação de quem contava – e, aliás, com farta propaganda disso nos jornais “amigos” – com uma adversária abatida, desanimada, na defensiva diante de tantos e tão baixos ataques.

O que se viu, porém, foi uma Dilma cheia de energia e coragem. Que não se intimidou e, a cada agressão, devolvia o golpe sem sorrisinhos falsos, mas com a dureza que corresponde àquilo que está em jogo.

Lembrei-me de um trecho bíblico, no livro de Mateus, quando Cristo expulsa do templo os fariseus.

Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês dão a Deus a décima parte até mesmo da hortelã, da erva-doce e do cominho, mas não obedecem aos mandamentos mais importantes da Lei, que são: o de serem justos com os outros, o de serem bondosos e o de serem honestos. Mas são justamente essas coisas que vocês devem fazer, sem deixar de lado as outras.

Guias cegos! Coam um mosquito, mas engolem um camelo!
Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês lavam o copo e o prato por fora, mas por dentro estes estão cheios de coisas que vocês conseguiram pela violência e pela ganância.

Sim, porque este país é sagrado e sagrados são os direitos do seu povo, e é isso que está foi mercadejado e se pretende mercadejar outra vez.

É preciso que cada um de nós tenha esta convicção, que cada um de nós se absorva deste entendimento, que tenha orgulho da causa pela qual lutamos, que vai muito além de um Governo ou de cargos nele.

Eleição não é concurso de miss e de boas maneiras. Política envolve paixão e indignação. Dilma bateu forte em Serra e o colou o tempo todo ao governo de Fernando Henrique Cardoso, que é a antítese do governo Lula.

O povo brasileiro sabe o que significaram os oitos anos de FHC e é importante que seja lembrado do papel relevante de Serra naquele governo, principalmente na venda do patrimônio público brasileiro. A insistência de Dilma incomodou Serra, que chegou a pensar sobre o que perguntaria a ela em determinado momento, pois sentia que estava nas cordas.

Dilma deixou claro que o interesse deles é o de vender o nosso petróleo, entregar o pré-sal.

Faltou apenas uma palavra: entreguista. Esta é a marca, o estigma de Caim que a traição lhe estampou à testa.

De qualquer forma, publico aí em cima os trechos editados pela campanha e peço que todos revejam – ou assistam, os que não puderam ver - e se abeberem do valor de nossa causa, do orgulho de lutarmos pelo que lutamos, do sentido que há em amar e defender esta país e, com isso, amar e defender nossos irmãos, não apenas da mentira e da mistificação, mas do que elas encobrem: a escravização e a miséria para o nosso povo.

Agora, espero que Lula, o comendante deste combate, desembainhe a espada e lidere o povo brasileiro. Vimos, ontem, que ele escolheu bem, muito bem, a energia de quem, em nome desta nação, liderará a luta de que ele se tornou um símbolo diante dos olhos da população.

Mas ainda volto ainda ao debate, para outros comentários.
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Fonte:http://www2.tijolaco.com/

A “neutralidade” e o “purismo” sórdido



O blog de Josias de Souza, sob o pretexto de noticiar uma baixaria que está circulando na internet, ajuda a espalhá-la. Porque acusações de caráter sexual, ou têm uma autoria a quem possa ser atribuída – e imputada a devida responsabilidade – ou não se divulga.
Dar curso a notícia que se sabe falsa, mesmo dizendo - e sem a devida ênfase – que é falsa é fazer o jogo do boateiro anônimo e covarde.
Se, amanhã, algum anônimo fizer afirmações falsas de teor sexual contra José Serra, todos os que o divulgarem estarão metidos no jogo sujo.
E tenho certeza que o jornalista será o primeiro a não expor um homem a tal sordidez.
Esperava-se, no mínimo, o mesmo em relação a uma mulher.

Mas na hora em que se trata do que disse – e disse mesmo, saiu publicado nos jornais, sem desmentido – a mulher de José Serra, o cuidado é outro. Primeiro, ao falar que a difusão de panfletos associando Dilma ao aborto está em curso, diz que “teria sido distribuído em templos evangélicos do Rio”, enquanto o seu próprio jornal afirma que estes panfletos foram distribuídos até na reunião do PSDB. E a declaração de Monica Serra, cuja notícia reproduzo aqui do site do Estadão, sem que tivesse havido desmentido ou pedido de desculpas, é tratada no condicional.

“Sua esposa, Mônica Serra, disse o seguinte: ‘A Dilma é a favor da morte de criancinhas’.” (a fala de Dilma)

Mônica teria dirigido o comentário a um eleitor, durante caminhada pelas ruas de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense (RJ). Coisa do mês passado.

Serra esquivou-se de responder. Presente à platéia da TV Bandeirantes, Mônica não se deu por aludida. Disse que não sabe do que Dilma está falando.”

Quer dizer, fica tudo sem uma posição. Não é uma suposição, boato, nem mesmo é uma acusação. É um fato, uma declaração pública, não desmentida. Mas é tratada com indulgência fraternal.

Eu gostaria de saber como reagiria a nossa purista mídia diante de um coluna que, depois de abordar boatos mentirosos sobre uma suposta homossexualidade do candidato da direita, abordasse uma declaração pública de um dirigente da campanha de Dilma de que Serra ” é a favor de matar as criancinhas”. Tenho certeza que haveria – com justíssima razão – uma enorme grita contra a irresponsabilidade de quem o fizesse.

Mas contra Dilma, vale tudo, inclusive a sordidez disfarçada de “neutralidade”.
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Fonte:http://www2.tijolaco.com/28650

A Folha de S. Paulo e os arquivos da ditadura

Reproduzo artigo de Eduardo Guimarães, publicado no Blog da Cidadania:

Tem tudo que ver com a história da grande imprensa brasileira a próxima aposta da Folha de São Paulo para difamar a adversária do candidato que apóia tacitamente. Ao tentar resgatar o processo que a ditadura militar abriu contra Dilma Rousseff para justificar seu encarceramento, o jornal revela que, mais uma vez, tornar-se-á porta-voz dos ditadores.

É evidente que um processo aberto por uma ditadura para dar ares de legitimidade a um crime de lesa-humanidade como é prender e torturar uma garota de 19 anos só pode conter as acusações mais terríveis contra a vítima dessas sevícias.

Ou alguém acha que a ditadura teria prendido e torturado a tantos sob acusações de ordem meramente política e ideológica? É óbvio que Dilma sofrerá, em pleno regime democrático, acusações que lhe foram feitas pelos pervertidos que impuseram duas décadas de regime de exceção ao Brasil. Nessas acusações, obviamente que lhe serão atribuídos crimes sérios.

Hoje, um daqueles jornais que caminharam de braços dados com a violação da democracia no Brasil tenta resgatar as acusações dos ditadores àquela pós-adolescente de óculos grossos que teve coragem que muito marmanjo não teve ao suportar a tortura sem dar aos torturadores o que queriam.

A organização criminosa dirigida pela famiglia Frias anuncia neste sábado, com pompa e circunstância, que “O Ministério Público Militar deu parecer favorável à Folha no mandado de segurança protocolado pelo jornal no STM (Superior Tribunal Militar) para ter acesso ao processo que levou Dilma Rousseff à prisão durante a ditadura militar (1964-1985)”.

Perfeito! O que simbolizaria melhor uma campanha eleitoral tão imunda se não o candidato da direita mandar a sua máquina de propaganda difundir as justificativas mentirosas de uma ditadura para prender e torturar a adversária dele?

Não tenho a menor dúvida de que os mesmos militares de pijama que vivem dando declarações golpistas estão pressionando seus contatos na Justiça Militar para torturar uma vez mais uma de suas muitas vítimas.

Ah, e para quem não sabe, o papelório já está liberado. Há boatos de que a Folha já sabe seu conteúdo. O material será usado pelo PIG enquanto Serra posará de bonzinho.

Sugiro que a campanha de Dilma comece a preparar o público para o que virá. As pessoas precisam ser alertadas de que a ditadura, para prender aqueles garotos e garotas que a enfrentavam, era preciso acusá-los de crimes sérios, tais como roubo, assassinato etc.

Mas, para tanto, a campanha petista teria que começar a denunciar já esse comportamento degenerado e partidário da Folha, esse esforço malévolo do jornal de José Serra para resgatar da lata de lixo da história acusações viciadas, usadas como justificativas para prender e seviciar uma garota de 19 anos.

O histórico de inércia do PT nesta campanha permite prever que assistirá sentado à utilização dessa estratégia suja de Serra de dar voz a mentiras de uma ditadura assassina. Mas não se preocupe, leitor. Conhecendo o PT, quando for tarde demais para responder à altura, daí o partido acorda. Mesmo sendo tarde demais.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/folha-e-os-arquivos-ditaduras.html

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A tática fascista da campanha de Serra

SEGUNDA-FEIRA, 11 DE OUTUBRO DE 2010

Cartazes difamatórios contra Dilma;tática para ganhar votos de qualquer jeito.

Reproduzo artigo de Renato Rovai, publicado no sítio da Revista Fórum:

O cartaz que você vê é uma das piores peças de campanha da história da democracia pós ditadura militar. Talvez o ataque a Lula com o caso Miriam Cordeiro esteja no mesmo nível.

Mas esta campanha contra Dilma tem um componente mais sórdido. É uma campanha de desconstrução histórica da luta por democracia no Brasil. A luta de uma mulher corajosa que enfrentou os militares e seus canhões, está sendo transformada na saga de uma terrorista má que assaltava bancos.

E quem ajuda a difundir essa farsa histórica não é a campanha de um ex-defensor da ditadura. É a de alguém que esteve do outro lado do balcão.

Serra decidiu fazer aliança não com Deus, mas com o demônio para tentar ganhar esta eleição.

O cartaz que pesquei no blog RS Urgente, do Marco Weissheimer, é a prova mais cabal disso.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/tatica-fascista-da-campanha-de-serra.html

13 razões para votar em Dilma no segundo turno

Notícias / Eleições 2010 | 18:2108/10/2010
13 razões para votar em Dilma no segundo turno

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A candidata Dilma Rousseff venceu o primeiro turno com 47 milhões de votos de brasileiros e brasileiras que acreditam na continuidade dos avanços dos últimos anos.

Neste segundo turno, Dilma reafirma seus compromissos com a população e pretende fazer muito pelo Brasil, como erradicar a miséria, gerar mais empregos, melhorar a educação, saúde e segurança pública.

Conheça aqui as 13 razões para votar em Dilma no segundo turno:

1. FIM DA MISÉRIA – Com Lula, 36 milhões de pessoas entraram para a classe média e 28 milhões saíram da pobreza absoluta. Dilma vai aprofundar esse caminho e lutar para acabar com a miséria no país.

2. MAIS EMPREGOS – O Brasil nunca gerou tantos empregos como agora. Dilma – que coordenou o PAC e o Minha Casa, Minha Vida, programas que levam obras e empregos a todo o país – é a garantia de que o mercado de trabalho vai continuar crescendo para todos.

3. MAIS REAJUSTES SALARIAIS – Com Lula, o salário mínimo sempre teve reajustes bem acima da inflação e houve aumento da massa salarial em geral. Dilma vai manter e aperfeiçoar essa política que tem ajudado a melhorar a vida de tantas famílias, em todo país.

4. MAIS BOLSA FAMÍLIA – Agora, existe candidato fingindo que é a favor do Bolsa Família, mas o povo brasileiro sabe: só Dilma garante o fortalecimento desse e de outros programas sociais criados por Lula.

5. MAIS EDUCAÇÃO – Lula criou o ProUni, mais universidades e escolas técnicas do que qualquer outro governo. Dilma vai seguir abrindo as portas da educação para todos. Com ela, serão construídas escolas técnicas em municípios com mais de 50 mil habitantes e em cidades-pólo.

6. MAIS SAÚDE – Lula ampliou o Saúde da Família, implantou o Samu 192, as Farmácias Populares e o Brasil Sorridente. Dilma já garantiu: vai criar 500 Unidades de Pronto Atendimento – as UPAs 24 horas. E 8.600 novas Unidades Básicas de Saúde – as UBS. Tudo para o bem estar da família brasileira.

7. MAIS SEGURANÇA – Lula está fazendo um investimento inédito na segurança pública, com o Pronasci, que tem, entre suas prioridades, o policiamento comunitário, a inclusão do jovem e a parceria com a sociedade. Dilma vai ampliar essa ação, usando como modelo as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que estão livrando várias comunidades do Rio de Janeiro do domínio do tráfico de drogas.

8. MAIS COMBATE AO CRACK – Dilma vai combater a praga do crack com autoridade, carinho e apoio. Apoio para impedir que mais jovens caiam nessa armadilha fatal. Carinho para cuidar dos que precisam se libertar da dependência. E autoridade para combater e derrotar os traficantes.

9. MAIS CRECHES – Dilma quer garantir mais tranquilidade para as famílias que trabalham e não têm onde deixar os filhos. Por isso, já assumiu o compromisso de construir 6 mil creches e pré-escolas em todo o país.

10. MAIS MORADIAS POPULARES – Juntos, Lula e Dilma criaram o Minha Casa, Minha Vida, que está realizando o sonho da casa própria de muita gente. Dilma vai ampliar o programa, garantindo mais 2 milhões de moradias populares para quem mais precisa.

11. MAIS APOIO AO CAMPO – Nossos agricultores nunca tiveram tanto apoio para produzir e crescer na vida. Dilma – que criou o Luz para Todos, levando energia para milhões de lares brasileiros – é a certeza de que esse trabalho vai seguir em frente, tanto para o agronegócio como para a agricultura familiar.

12. MAIS CRÉDITO – Lula criou o crédito consignado e facilitou o acesso da população a várias linhas de crédito. É por aí que Dilma vai seguir para continuar beneficiando toda a população.

13. MAIS RESPEITO AO BRASIL – Com Lula, o Brasil pagou sua dívida com o FMI e passou a ser um país respeitado em todo o mundo. O país vai realizar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Dilma quer o Brasil assim: forte, independente e cada vez mais admirado aqui e lá fora.
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Fonte:http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/eleicoes-2010-11/13-razoes-para-votar-em-dilma-no-segundo-turno-24421.html

"O Governo Lula e o novo papel do Estado Brasileiro"

Presidente Lula


O livro "O Governo Lula e o novo papel do Estado Brasileiro", de Glauco Faria, mostra ao leitor o que mudou e como ocorreu a reorientação do papel do Estado após a vitória do presidente Lula.

No mês em que completa três anos, a Biblioteca Digital da Fundação Perseu Abramo oferece este volume para ser baixado gratuitamente. Basta acessar: http://is.gd/fXyBI

E a equipe #dilmanarede fará uma série de postagens baseadas na obra, começando com a Remodelação do Estado.

Com o governo Lula, iniciou-se a reconstrução do Estado, com democracia e forte presença da sociedade. Segundo o autor, "hoje, a atuação estatal vem sendo fortalecida especialmente naqueles segmentos em que já havia a sua participação, com reforço do setor bancário, da área energética, do setor de infraestrutura e outros", o que inverteu a lógica do pensamento único, dominante nos anos 90.

O texto aponta ainda a participação no enfrentamento da crise econômico-financeira iniciada em 2008, nos Estados Unidos, como mudança no papel do Estado. "Pela primeira vez, desde 1980, o País enfrentou um início de recessão, especialmente no setor industrial, que não veio acompanhada de aumento da pobreza". Já no governo Fernando Henrique, houve aumento da pobreza, durante a crise financeira de 1998 e 1999.

Fica clara, então, a diferença entre o projeto de Lula e FHC: "o que diferenciou essa crise (de 2008) das anteriores foi justamente o fato de o Estado ter assumido uma postura de enfrentamento, com a promoção de políticas públicas anticíclicas (ações voltadas para evitar superaquecimento ou subaquecimento da economia, conforme o cenário), um diferencial em relação ao que foi feito em períodos anteriores".
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Fonte:http://dilmanarede.com.br/ondavermelha/noticias/acompanhe-a-serie-sobre-o-governo-lula-e-o-novo-papel-do-estado-brasileiro

No 1º debate, Dilma reage e dá novo tom à campanha no 2º turno

"Cuidado com as mil caras, Serra". Esse foi um dos motes do primeiro debate do segundo turno entre os candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). A petista não ficou na defensiva. Ao contrário, acuou o tucano em vários pontos: da campanha de calúnias na internet às privatizações no governo Fernando Henrique Cardoso, passando pela venda do banco Nossa Caixa para o Banco do Brasil.

Por: Ricardo Negrão, no Rede Brasil Atual


Dilma lembrou a participação de Mônica Serra em episódios de desvirtuação da campanha: "Sua esposa, disse que a Dilma é a favor da morte de criancinhas". Depois complementou: "Isso é ódio, coisa que o Brasil não tem". Serra não respondeu.

O tucano também se calou quando, ainda no primeiro bloco, Dilma o instigou a falar sobre o assessor Paulo Vieira de Souza, que é acusado de desaparecer com R$ 4 milhões da campanha do tucano.

Ao contrário de Serra, Dilma se mostrou firme em dois assuntos polêmicos: o caso Erenice e o aborto.

"Concordo com a regulamentação. São 3,5 milhões de mulheres que praticam aborto em condições precárias. O que vamos fazer com essas mulheres, atender ou prender?"
Privatizações

Outro tema bastante presente no debate. A petista observou que o assessor do tucano e ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), David Zylbersztain se manifestou ser a favorável à privatização do pré-sal.

A petista também citou a tentativa de divisão da Petrobras para ser negociada em partes, ainda no governo FHC.

Serra tentou sair do tema privatizações da era FHC defendendo a da telefonia. "O Brasil hoje tem 190 milhões de telefones ", disse o tucano, que finalizou: "A era do PT seria a era do orelhão". Dilma, em seguida rebateu: "O meu Brasil não é do orelhão, é o da banda larga".

Outra tentativa de privatização bastante discutida foi a da Nossa Caixa, banco estadual de São Paulo. Dilma acusou o tucano de querer vender o banco e disse que o governo federal foi atrás para que a instituição não fosse vendida a empresas internacionais. Serra disse que a compra da Nossa Caixa fortaleceu o BB. Dilma rebateu que a compra do BB foi o iniciativa do governo Lula, porque Serra iria vender de qualquer jeito.

Dilma também questionou seu adversário sobre a continuidade de programas do governo Lula, como o Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, entre outros. "Vou continuar tudo o que deve ser continuado", disse Serra, sem nominar quais seriam esses programas.

Serra também teve de responder sobre programas do governo de São Paulo, como a dos salários dos policiais, combate às drogas e educação.
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=139060&id_secao=1

Manuela d'Ávila: Uma análise inicial sobre o debate da Band

Manuela d'Ávila é Deputada Federal pelo Pc do B do Rio Grande do Sul

Quero escrever algumas linhas sobre o que assisti no debate de ontem. Alguns exclamarão: “como assim?!? Ela já tem candidata! É óbvio que concordará com o que Dilma disse.” A esses respondo: me sinto com o mesmo direito de análise que tem, por exemplo, o jornal Estadão (a diferença é que eles declararam o voto em Serra após 60 dias de cobertura pretensamente neutra. Eu sou Dilma desde que ela é candidata) .

Esse formato de debate não abre tanto espaço para a discussão de propostas concretas. São feitos para o enfrentamento de projetos. Talvez por isso não sejam muitos os votos disputados em debates. Alguns especialistas afirmam que os candidatos participam com dois objetivos centrais: o primeiro é condensar a base de apoio, dar argumentos para quem já decidiu o voto; o segundo é não perder votos. Eu incluiria outros: responder dúvidas legítimas dos eleitores; desconstruir determinadas imagens e opiniões.

Ontem gostei da participação de minha candidata no debate. Primeiro porque usou o espaço mais nobre da eleição, a televisão, para desconstruir a campanha baixíssima feita contra ela.

Quando Dilma teve coragem de pautar o tema do aborto, tirou o tema do submundo da eleição (cartazes e panfletos anônimos, montagens de internet etc.) e o teve a possibilidade de esclarecer aos cidadãos. Afinal, o uso que determinados setores tem feito desse tema é assustador. Primeiro porque ela e Serra têm exatamente a mesma opinião. A lei atual, de 1940, deve ser cumprida, garantindo que o SUS dê segurança para mulheres que correm risco de vida na gravidez ou que sejam vitimas de estupro. Mesmo que ambos tivessem outra opinião, deveriam submeter na forma de projeto de lei, ao Congresso Nacional. Porque fazem essa campanha, então? Porque esse tema desperta paixões nas pessoas. E as paixões estão localizadas fora da racionalidade. As pessoas ouvem e nem questionam: qual a posição do outro? Isso é possível? Também usam porque sabe que, por Dilma ser mulher, isso “pega”. Homens, a princípio, por não terem útero, não são chamados a refletir sobre o aborto. Ou seja, também é uma pauta que surge para aproveitar os traços culturais ainda machistas de setores da sociedade.

Mesmo no ambiente de confronto (que não é o ideal para propostas serem apresentadas) Dilma conseguiu politizar o debate. Ao insistir no tema das privatizações trouxe a tona mais do que o governo Fernando Henrique (escondido por Serra). Fez com diferenças centrais entre dois projetos aparecessem. Muitos cidadãos afirmam na época das eleições: “todos os programas são iguais! Todo mundo diz que vai melhorar a saúde, a educação, a segurança.”

Sim. Isso é, em parte, verdade. Na TV muitos programas partidários podem soar parecidos. Mas na essência são muitos distintos. As privatizações são “a cara” dessas diferenças. “Por que?”, alguns podem perguntar. Porque expressam o tipo de Brasil que queremos. De todos ou de poucos. Público ou privado. Serra diz que esse é um tema do passado. Não é verdade. Foi também um tema do passado. Aliás, eu mesma comecei a fazer política para combater o processo de privatização da universidade pública. Mas este tema não está superado. Vejamos o Pré-sal.

Nós defendemos que esse dinheiro deve ser a alavanca para o desenvolvimento de nosso país de maneira estruturante. Custear a educação, pesquisas cientificas, por exemplo. Se o petróleo acaba, devemos transformar esse dinheiro em coisas que não acabam, ou seja, na melhoria da capacitação de nosso povo! Isso é futuro. É decisão do próximo presidente. A turma do Serra defende a privatização da exploração dessa riqueza natural brasileira. Dilma, que foi Secretaria e Ministra de Minas e Energia defende que o recurso do Pré-sal é público.

Aliás, o tamanho político de cada candidatura foi resumido de maneira brilhante pelo Senador Sergio Guerra (Presidente do PSDB). Disse ele: “Aborto é tema de interesse nacional, privatização é tema do PT”.

Porque digo que ele foi brilhante? Porque de fato, apesar de Dilma e Serra terem a mesma opinião sobre o aborto, os tucanos tentam fazer desse tema (de forma passional e machista) o tema da campanha. Não querem comparar os governos, não querem dizer o que pensam sobre o Estado Nacional e o patrimônio público. Não querem assumir compromissos com a destinação dos recursos do Pré-sal. Ele entregou a estratégia da campanha deles! Não debater política, projeto. Por fim gostaria de comentar outro detalhe, não menos importante, do que assisti ontem na televisão e acompanhei pelas redes sociais, como o twitter.

A caracterização que Serra tentou pendurar em Dilma. Qualquer palavra dita, ele a caracterizava de “agressiva”. Isso também é parte da estratégia de debates. Repetir algo muitas vezes para que as pessoas passem a refletir sobre o assunto. Mas quando algo é artificial é fácil ser identificado. E ele deixou claro isso. Dilma perguntou: “qual garantia que o senhor vai manter os programas sociais do governo Lula?”. Devo confessar que nem entendi porque ela levantou a bola para ele. Eu apenas responderia: “a garantia é a minha palavra”, qualquer coisa dessa natureza. Ele não respondeu (provavelmente porque não queira assumir compromissos com essas políticas) e ainda me saiu com a seguinte frase: “Estou impressionado com o nível de agressividade da Dilma”.

Qual agressividade nessa pergunta? Nenhuma. O que Serra tentou fazer, mais uma vez, foi usar o machismo de setores de nossa sociedade contra Dilma. Nossa cultura avançou muito. Prova disso é que mais de 60% do eleitorado brasileiro votou nas duas mulheres para presidente da República. Mas conheço bem esse tipo de adjetivação. Mulheres são adjetivadas na política. Homens muito menos. Lembro quando conquistamos meu mandato de vereadora.

Na mesma eleição um jovem homem elegeu-se. O locutor do rádio dizia: “quem esta entrando é aquela jovem bonitinha”. Quanto ao homem afirmava: “é um jovem competente com origem no movimento estudantil”. Casualmente militávamos na mesma universidade. Eu na oposição, ele na situação. Eu havia feito mais votos. Mas era a bonitinha. Cada vez que subimos na tribuna indignadas somos tachadas de histéricas. Eles são convictos e ficam perplexos. Nós temos a vida pessoal vasculhada (somos “sapatonas”, como li ontem no twitter sobre Dilma; mantemos relações sexuais com alguém para chegar onde chegamos...). Eles? Bem, ninguém tem nada com a vida pessoal, devemos nos preocupar com a vida pública.

Nós mulheres, em todos os espaços, estamos acostumadas a enfrentar isso. As mulheres políticas não sofrem nem mais, nem menos do que outras milhares de mulheres. Mas ao chamar, de maneira repetitiva e descontextualizada, Dilma de “agressiva”, Serra usou essa velha tática. Velha tática que nossa sociedade tenta superar. Sei que muitos gostariam de outro tipo de debate. Por isso, acho que os melhores são aqueles com temas a serem enfrentados pelos candidatos (um bloco para educação, outro para desenvolvimento, outro para trabalho e renda). Às vezes, cidadãos e cidadãs são chamados a perguntas. Noutras vezes os jornalistas cumprem esse papel. Mas isso não torna o debate de ontem menos importante.

Não podemos cair no papo de que o debate, por ter esse nível de enfrentamento, não serviu para nada. Serviu sim. Para confrontarmos elementos do projeto de País, para trazermos questões ao debate, para vermos o baixo nível que alguns chegam. Se a gente vai atrás do que cada um já fez na vida pública, se debatermos o currículo da Dilma e do Serra (o Currículo inteiro, não apenas quantas vezes concorreram eleições, mas onde cada um esteve e que posição teve em cada momento decisivo da história e do presente do Brasil), se a gente faz esse exercício, procura, busca, pesquisa, vai entender exatamente porque Dilma é mais preparada.

Não apenas para os debates. Ela é mais preparada para governar o Brasil. Porque representa a superação de velhas táticas políticas, representa um projeto, não esconde posições, não esconde erros e acertos do Governo do presidente Lula.

Não fomos perfeitos. Evidente que não. Mas começamos uma bela caminhada de transformações no Brasil. E os avanços só podem ser feitos por quem acredita nesse caminho. Caminho de soberania, de direitos, de educação. Caminho de combate da miséria e da desigualdade. Caminho da solidariedade e de sonhos. De superações. De igualdade entre homens e mulheres. Caminho do amor. E não do ódio.
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=139083&sms_ss=twitter&at_xt=4cb35be12f63e7b3,0

VOCÊ VOTARIA EM QUEM SEMPRE VOTOU CONTRA SEUS DIREITOS?


Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=xkg-ohOLBcw&NR=1&feature=fvwp

NÃO DEIXE VOLTAR Á PRESIDÊNCIA,QUEM FEZ TANTO MAL AO BRASIL!


Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=4UUm9C-o0vE&NR=1

Dilma denuncia campanha caluniosa do PSDB


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Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=wXwqxRqeR24&feature=player_embedded

José Serra quer privatizar o Pré-sal, diz ex genro de FHC

11 de outubro de 2010


O assessor técnico para a área de energia da campanha de José Serra (PSDB) à Presidência da República, David Zylbersztajn, disse que aconselha o candidato a desistir da proposta do atual governo de modificar o modelo de concessão de campos de petróleo para o modelo de partilha, no caso dos blocos do pré-sal.

Ele lembrou, no entanto, que o custo político da decisão é somente o candidato quem pode avaliar e é isso que deve nortear a decisão final de se adotar ou não o modelo de partilha no pré-sal.

"A minha opinião é pelo lado técnico, mas dentro do contexto político, eu não sei. Eu aconselharia a deixar o que está funcionando bem do jeito que está. Se houvesse justificativa para mudar, tudo bem", disse Zylbersztajn.

O presidente da DZ Negócios com Energia e ex-presidente da ANP acredita o novo modelo proposto não traz benefícios para o governo em termos de arrecadação. Além do fato de o governo receber sua parte em petróleo, e não mais em dinheiro.

"Não há nenhuma conta que diga que esse sistema é mais vantajoso financeiramente para o governo. Eu, particularmente, acho que qualquer que seja o governo, ter uma estatal comprando e vendendo petróleo é uma janela para a corrupção. É um modelo completamente estapafúrdio", disse.

O assessor de Serra acredita que o regime de concessões seja melhor não somente em termos de arrecadação, mas também tem a vantagem de antecipar o recebimento dos recursos. "Você tem o bônus de assinatura. No sistema de partilha, você só vai receber lá na frente. Depois de ter descontado o que gastou com o campo, vai receber sua parte em óleo, que vai ter que ser vendido. Isso só vai gerar alguma coisa lá na frente. Enquanto, hoje, se licitar um campo, o governo coloca dinheiro no Tesouro hoje mesmo", disse.

Ele lembrou que a obrigatoriedade de que a Petrobras opere ao menos 30% de todos os blocos do pré-sal traz um grande risco. De um lado, para a própria companhia, que fica obrigada inclusive a ter como sócias empresas que ganharem a briga, independentemente do desejo de se fazer uma sociedade. E é também ruim para o país, que fica preso à capacidade da estatal de investir.

Zylbersztajn disse que o Rio de Janeiro precisa tomar cuidado para não virar um importador de equipamentos industriais de São Paulo, devido à escassez de mão de obra, a problemas de infraestrutura, aos meios institucionais e a eventuais incentivos fiscais. Valor Econômico
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Fonte:http://osamigosdapresidentedilma.blogspot.com/2010/10/jose-serra-quer-provatizar-o-pre-sal.html

Vídeo sensacional: Ciro mostra como Serra vendeu São Paulo


Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/video/2010/10/06/video-sensacional-como-o-ciro-chama-o-serra-as-falas/

PAULO PRETO, O "Homem-bomba" do PSDB vira preocupação da campanha de Serra

Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, teria “fugido” com R$ 4 mi da campanha tucana
Serra é questionado sobre “calote” de homem
de confiança do PSDB na campanha e se cala


Ernesto Rodrigues/Agência EstadoSerra é questionado sobre “calote” de homem
de confiança do PSDB na campanha e se cala
Do R7


A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, trocou o estilo defensivo que marcou o primeiro turno da campanha e subiu o tom das críticas e cobranças contra o adversário José Serra (PSDB), no debate da TV Bandeirantes no último domingo (10). A mudança pegou Serra de surpresa. Num dos momentos mais tensos do confronto, logo no primeiro bloco, a petista colocou o tucano contra a parede ao questioná-lo sobre um “calote” de R$ 4 milhões do homem de confiança do PSDB, o engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto ou Negão.


- É bom você lembrar, eu fico indignada com a questão da Erenice, mas você devia lembrar também o Paulo Vieira de Souza, seu assessor que fugiu com R$ 4 milhões.

Serra não respondeu à pergunta e não voltou ao assunto. Assessores e pessoas próximas ao candidato tucano estranharam as críticas de Dilma e o tom da presidenciável petista.

Em agosto, reportagem da revista IstoÉ trouxe a denúncia do calote e informou ainda que Paulo Preto tem uma relação estreita com Aloysio Nunes, tucano que acabou de obter uma vaga no Senado por São Paulo e era chefe da Casa Civil de Serra. Não por acaso, o senador recém-eleito deixou o debate de domingo entre os segundo e terceiro blocos e saiu falando ao telefone evitando falar com jornalistas.

“As relações de Aloysio e Paulo Preto são antigas e extrapolam a questão política. Em 2007, familiares do engenheiro fizeram um empréstimo de R$ 300 mil para Aloysio. No final do ano passado, o ex-chefe da Casa Civil afirmou que usou o dinheiro para pagar parte do apartamento adquirido no bairro de Higienópolis e que tudo já foi quitado”, diz a reportagem da IstoÉ.

A revista diz que “segundo dois dirigentes do primeiro escalão do PSDB, o engenheiro arrecadou “antes e depois de definidos os candidatos tucanos às sucessões nacional e estadual”. Os R$ 4 milhões seriam referentes apenas ao valor arrecadado antes do lançamento oficial das candidaturas, o que impede que a dinheirama seja declarada, tanto pelo partido como pelos doadores”, relata a revista

A IstoÉ diz ainda que “até abril, Paulo Preto ocupou posição estratégica na administração tucana do Estado de São Paulo”. Foi diretor de engenharia da Dersa, estatal responsável por obras como a do Rodoanel, “empreendimento de mais de R$ 5 bilhões, e a ampliação da marginal Tietê, orçada em R$ 1,5 bilhão – ambas verdadeiros cartões-postais das campanhas do partido”. Mas, segundo a reportagem, “Paulo Preto foi exonerado da Dersa oito dias depois de participar da festa de inauguração do Rodoanel”. A portaria, publicada no Diário Oficial em 21 de abril, não explica os motivos da demissão, “mas deputados tucanos ouvidos por IstoÉ asseguram que foi uma medida preventiva. O nome do engenheiro está registrado em uma série de documentos apreendidos pela Polícia Federal durante a chamada Operação Castelo de Areia, que investigou a construtora Camargo Corrêa entre 2008 e 2009.”

A reportagem da revista ouviu tucanos que o acusaram de ter arrecadado os tais R$ 4 milhões em nome do PSDB para as campanhas eleitorais deste ano e de não ter levado o dinheiro ao caixa do comitê do presidenciável Serra. A IstoÉ também ouviu Paulo Preto, que nega a arrecadação de recursos e diz que virou “bode expiatório”.

O engenheiro não é filiado ao PSDB, mas tem uma longa trajetória ligada aos governos tucanos. A revista conta que ele ocupou cargos no segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso e, em São Paulo, atuou na linha 4 do Metrô, no Rodoanel e na marginal Tietê.

Outra acusação que pesa sobre o “homem-bomba” tucano, segundo definição da revista Veja, é o envolvimento do seu nome na operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, que investigou a empreiteira Camargo Corrêa entre 2008 e 2009. Embora não tenha sido indiciado, Paulo Preto é citado em uma série de documentos. Um dos papéis indica que o ex-diretor da Dersa teria recebido quatro pagamentos mensais de pouco mais de R$ 400 mil, o que ele nega.

Paulo Preto foi exonerado da diretoria da Dersa em abril deste ano quando Alberto Goldman assume o governo de São Paulo no lugar de Serra. Em entrevista à IstoÉ, o ex-diretor diz que até hoje não foi informado sobre o motivo da demissão.
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Fonte:http://noticias.r7.com/eleicoes-2010/noticias/-homem-bomba-do-psdb-vira-preocupacao-da-campanha-de-serra-20101011.html

MOTIVO DA BAIXARIA DA REVISTA VEJA CONTRA DILMA: ROBERTO CIVITA, DONO DA REVISTA VOTA EM SERRA

SEGUNDA-FEIRA, 11 DE OUTUBRO DE 2010

Chefão da Veja confessa apoio a Serra

Por Altamiro Borges

Na semana passada, durante o MaxiMídia – Fórum Internacional de Marketing e Comunicação, em São Paulo, o presidente do Conselho da Editora Abril, Roberto Civita, defendeu abertamente o ativismo político dos meios de comunicação e elogiou o Estadão, que manifestou seu apoio ao demotucano José Serra em editorial. Segundo reportagem do Portal Imprensa, no painel “Papo de CEO”, o capo da famíglia Civita confessou o que só os ingênuos não sabiam:

“O jornal [Estadão], assim como a maioria da imprensa, tem seguido durante toda a cobertura das eleições a premissa de que José Serra tem melhores condições que Dilma para assumir a presidência do Brasil”. O chefão da Abril, que edita a escrota Veja, afirmou que “considera mais difícil os meios de comunicação assumirem uma cobertura neutra sobre a política no país. Civita também defendeu no encontro a liberdade de imprensa e criticou qualquer autorregulamentaçao por parte dos veículos. ‘Cada empresa deve se regulamentar’, concluiu”, relata o Portal.

O promíscuo “ativismo político”

A confissão de Roberto Civita deveria servir de puxão de orelha para muitas pessoas – inclusive “inocentes” jornalistas – que ainda acreditam numa pretensa neutralidade da mídia. A revista Veja, “assim como a maioria da imprensa”, tem lado. Defende, aberta ou sutilmente, interesses políticos e econômicos de classe da elite burguesa. Na disputa presidencial em curso, ela aposta todas as suas fichas em José Serra, sem qualquer escrúpulo ou imparcialidade.

No caso da Veja, seu “ativismo político” ocorre inclusive por motivos comerciais bem sinistros. Os tucanos mantêm uma relação promíscua, que cheira corrupção, com a famíglia Civita. Uma simples Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) poderia até levar ao fechamento desta editora, por suas relações patrimonialistas que sugam os cofres públicos. Se a Dra. Sandra Cureau, vice-procuradora regional eleitoral, fosse mais séria, as contas da Abril resultariam num escândalo.

O “mensalão” pago pelos tucanos

Repito, até a exaustão, um levantamento feito pelo blog NaMariaNews, uma excelente fonte de informação sobre os negócios do atual governo paulista na área de educação. Numa minuciosa pesquisa aos editais publicados no Diário Oficial, o blog descobriu o que parece ser um autêntico “mensalão” pago pelo tucanato ao Grupo Abril. Veja algumas das mamatas:

- DO [Diário Oficial] de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara ‘inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola’.

- DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008.

- DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008.

- DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.

- DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data da assinatura: 08/09/2008.

- DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura: 01/10/2008.

- DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.

- DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.

- DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009.

- DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades – Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.

Negócios de R$ 34,7 milhões

Somente com as aquisições de quatro publicações “pedagógicas” e mais as assinaturas da Veja, o governo tucano de José Serra transferiu, dos cofres públicos para as contas do Grupo Civita, R$ 34.704.472,52 (34 milhões, 704 mil, 472 reais e 52 centavos). A maracutaia é tão descarada que o Ministério Público Estadual já acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil número 249 para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola.

Esta “comprinha” representa quase 25% da tiragem total da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do ‘barão da mídia’ Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio ao Grupo Abril. O tucano Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do ‘Guia do Estudante’, outra publicação do grupo. Como observou o deputado Ivan Valente, “cada vez mais, a Editora ocupa espaço nas escolas de São Paulo. Isso totaliza, hoje, cerca de R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada, considerando apenas o segundo semestre de 2008”.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/chefao-da-veja-confessa-apoio-serra.html

O PSDB e os nordestinos

Serra: escola ruim é culpa dos “migrantes”

publicada segunda-feira, 11/10/2010 às 02:50 e atualizada segunda-feira, 11/10/2010 às 02:09

Eu ainda trabalhava na Globo, em 2006, quando Chico Pinheiro e Carla Vilhena fizeram uma bela entrevista no SPTV 1 (noticiário local que vai ao ar na hora do almoço) com José Serra – então, candidato a governador pelo PSDB. Entrevista dura, com perguntas firmes, mas respeitosas. E agiram assim, igualmente, com todos os candidatos a governador.

No meio da entrevista, Serra deixou escapar uma frase curiosa: culpou os “migrantes” pela falta de qualidade da escola paulista. Um tremendo ato falho. A elite paulista – e parte dos tucanos – nutre preconceito pelos nordestinos.

A entrevista pode ser vista aqui. O trecho sobre os “migrantes” está aos 5 minutos e 45 segundos.

O povo simples do Nordeste, e os nordestinos que vivem em todo o país, merecem saber disso, merecem assistir essa entrevista.

É preciso entender o que é hoje o núcleo duro do PSDB (que já não guarda relação com o ideário generoso – ainda que moderado – de Covas, Montoro e outros): é um partido voltado e dominado pela elite paulista.

PSDB é São Paulo. PSDB é a elite de São Paulo que não gosta de nordestino.

E o Serra, na entrevista de 2006, revela isso.

No dia da eleição mesmo, último 3 de outubro, minha irmã recebeu mensagem de uma conhecida (filha da classe média paulistana), que dizia o seguinte: “Pena que Tiririca não ofereceu passagem para os eleitores dele voltarem ao estados de origem. Seria um milhão a menos de ‘pessoas’ em São Paulo”.

Esse é o pensamento de boa parte dos eleitores do PSDB em São Paulo. Se pudessem, mandariam os nordestinos de volta.

Você não precisa gostar da Dilma ou do PT para votar contra Serra no segundo turno. Basta compreender que tipo de interesse Serra representa.

Voltando à entrevista de 2006, lembro bem: Serra saiu do estúdio da Globo furioso. Talvez por isso, pouco tempo depois, numa outra entrevista que iria ao ar no SP-TV 2 (edição da noite), o jornalista Carlos Tramontina recebeu ordens expressas do Rio de Janeiro, para cortar as perguntas duras. Aliás, recebeu do Rio exatamente as perguntas que deveriam ser feitas. A equipe do jornal ficou muito chateada, lembro bem. Porque até ali todas as entrevistas tinham sido feitas com liberdade – como aquela do Chico e Carla Vilhena.

Mas é que a Globo, sob Ratzinger, virou sucursal do projeto serrista de poder. Ou seria o contrário?
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Que Dilma é essa ? A Dilma

A presidenta da Ley dos Medios


Convenhamos, amigo navegante, que, dos jornais do PiG (*), o Globo é o mais eficaz dos Golpistas – disparado.

Os outros dois, flores provinciais, carecem da agudeza do Globo.

Uma questão de tradição, talvez.

O Roberto Marinho foi um Golpista sempre mais competente que o “seu” Frias ou qualquer dos Mesquita.

Ou porque a Globo tem mais, muito mais a perder.

Ontem, domingo, por exemplo, a certa altura, o Faustão estava em terceiro lugar no IBOPE (que também é Globope – não fosse, onde estaria o Faustão …).

Só o Serra salva a Globo.

A Globo sabe disso.

(E a Dilma também.)

Na pág. 3 de hoje, o Globo se pergunta, angustiado: “Que Dilma é essa ?”.

E responde: “ … petista parte para o ataque direto a Serra, que revida (só se for no debate da Globo, porque ontem não foi – PHA).

Ele não revidou nem quando a Dilma atacou a mulher dele.

Pois é, amigo navegante, a Dilma é a Dilma de sempre.

A sorte do Globo, do PiG (*) e do Serra – é tudo uma coisa só – é que o debate da Band não deve ter muito efeito eleitoral.

A audiência da Band chegou a cair para 2 pontos.

É a velha Band de sempre.

Mas, deve ter efeito sobre o comportamento dos dois – Serra e Dilma – daqui para frente.

Dilma vai para cima do Serra.

Aquele modelito que o Serra tentou construir – ela não passa de uma marionete do Lula – não cabe mais.

A outra consequência será inibir a baixaria.

A aborteira que come criancinha, a guerrilheira furiosa, o satanás de saias – tudo o que a baixaria do Serra construir – ele e aquela amiga da D. Ruth, no horário eleitoral, com aquele adorável sotaque paulissstísssimo (**) – tudo o que ele tentar contra a Dilma terá resposta.

Ficou claro que a Dilma vai para cima: nos debates e no horário eleitoral.

O que vai sobrar para o Serra ?

Mais baixaria.

Produzida pelo PiG (*), nas trevas.

E vai sobrar também o Fernando Henrique, com quem o Serra vai se afundar, um amarrado no outro.

E re-fundar a UDN de São Paulo.

(Da qual o Aécio não fará parte.)

E mais.

A Dilma sabe do que fala.

Aquela história de marionete …

A Dilma prova que participou do Governo Lula de dentro, fez o dever de casa, botou as coisas para funcionar.

Ela tem segurança porque domina os números, os temas – Luz para Todos, Minha Casa, ProUni, PAC, PAC 2 …

E mais: a baixaria agora vai ser exposta sob os holofotes dos debates.

Todo mundo vai ver.

Dilma vai trazer a Veja, a Folha, o Estadão e a Globo para o debate.

O PiG, os marqueteiros do Serra, os colonistas bradam em coro: isso vai ser prejudicial.

O marqueteiro do Serra, outra deidade provincial, disse que a Dilma falou para a militância e, não, para o eleitorado.

Como o PT é o partido mais bem avaliado, só aí ela ganha o jogo.

O problema é o Serra, que, desde 2002, tem 30% dos votos: não tem eleitorado nem militância.

Clique aqui para ler “Dilma trucidou o Serra. Ele é o homem de mil caras”.

Veja também os principais trechos do debate e constate: “ele não defendeu a mulher dele; como vai defender a mulher dos outros ?”

Que Dilma é essa ?

A presidenta que vai fazer a Ley dos Medios.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Lá em Marechal, esse sotaque faz o maior sucesso. A Maria Inês Nassif, como sempre, já demonstrou como o brasileiro – fora de São Paulo (***) – gosta desse paulissstisssmo.

(***) Amigo navegante, se você tem o dissabor de ler a Folha


(****), repare que ela acentua uma pseudo-predominância do Nordeste no eleitorado da Dilma. Trata-se de uma ”agregação” grosseira, diriam os colonistas da Folha. Juntar as regiões num bloco só é perder a perspectiva do que acontece dentro de cada região e no país. A Dilma ganhou em Minas e no Rio. E aí, Otavinho ?. Mas, isso, amigo navegante, serve a um propósito: sedimentar o espírito separatista que dorme, à flor da pele, no coração da elite paulista.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/10/11/que-dilma-e-essa-a-dilma/

HÉLIO JAGUARIBE, FUNDADOR DO PSDB:"Dilma vai ganhar"

Reproduzo aqui uma parte da entrevista de Hélio Jaguaribe, um dos fundadores do PSDB e eleitor de Serra. Para ler a entrevista inteira é só clicar neste link:http://www.viomundo.com.br/politica/jaguaribe-pt-encampou-a-social-democracia.html

Serra versus Dilma

Não vejo com má vontade a vitória da Dilma. Vou votar em Serra, mas quem vai ganhar é a Dilma. Lula tem uma capacidade de mobilização política impressionante.


Dilma

Vitória da Dilma significa consolidação da posição centro-esquerda. Ela vai ter grande empenho em acelerar o desenvolvimento. Governo atual é um pouco parado. Lula manipula tendência de esquerda, temperada por conduta de centro. Dilma tem mais liberdade de uma posição avançada de centro-esquerda.

Radicais do PT

Tem um grupo que está no entorno da Dilma que terá influência, mas não vão ser diretores dela não. As posições anti-Dilma costumam dizer que ela é mera carcaça.

Eu não acho que ela seja um pau-mandado não. É mulher com muita iniciativa, muito inteligente. (José) Dirceu não vai ser dono do poder não. Quem pensa que DIlma é pau-mandado está enganado.

Serra presidente?

Vai perder. Serra e Dilma tem conteúdo programático muito parecidos. Última mulher a dirigir o Brasil foi a princesa Isabel, durante ausência do príncipe. Fez abolição da escravatura.

Simbolicamente acho muito interessante. Sinal de que o Brasil está superando o machismo político que é uma coisa muito negativa. Vai dar muito prestígio ter uma mulher à frente da República.

Imagem do Brasil

Imediatamente melhora. Uma mulher de centro-esquerda como a nossa amiga vai criar imagem muito positiva.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/jaguaribe-pt-encampou-a-social-democracia.html

EVANGÉLICOS: A VERDADE LIBERTA, NÃO ACREDITE EM BOATOS

Abaixo , texto escrito pelos líderes evangélicos no dia 06.10.10 , em Recife, PE. O texto deixa claro também o apoio à candidata Dilma, pelo compromisso dela em levar adiante os avanços do governo do presidente Lula.Clique nas imagens para uma melhor leitura.


Irineu Messias

BLOG DO MIRO: Dom Demétrio e o desmonte de uma falácia

11.10.2010
Do BLOG DO MIRO,10.10.10

Reproduzo artigo de Dom Demétrio Valentini, bispo de Jales (SP), publicado no sítio da Adital:

A questão do aborto está sendo instrumentalizada para fins eleitorais. Esta situação precisa ser esclarecida e denunciada.

Está sendo usada uma questão que merece toda a atenção e isenção de ânimo para ser bem situada e assumida com responsabilidade, e que não pode ficar exposta a manobras eleitorais, amparadas em sofismas enganadores.

Nesta campanha eleitoral está havendo uma dupla falácia, que precisa ser desmontada.

Em primeiro lugar, se invoca a autoridade da CNBB para posições que não são da entidade, nem contam com o apoio dela, mas se apresentam como se fossem manifestações oficiais da CNBB.

Em segundo lugar, se invoca uma causa de valor indiscutível e fundamental, como é a questão da vida, e se faz desta causa um instrumento para acusar de abortistas os adversários políticos, que assim passam a ser condenados como se estivessem contra a vida e a favor do aborto.

Concretamente, para deixar mais clara a falácia, e para urgir o seu desmonte:
A Presidência do Regional Sul 1 da CNBB incorreu, no mínimo, em sério equívoco quando apoiou a manifestação de comissões diocesanas, que sinalizavam claramente que não era para votar nos candidatos do PT, em especial na candidata Dilma.

Ora, os Bispos do Regional já tinham manifestado oficialmente sua posição diante do processo eleitoral. Por que a Presidência do Regional precisava dar apoio a um documento cujo teor evidentemente não correspondia à tradição de imparcialidade da CNBB? Esta atitude da Presidência do Regional Sul 1 compromete a credibilidade da CNBB, se não contar com urgente esclarecimento, que não foi feito ainda, alertando sobre o uso eleitoral que está sendo feito deste documento assinado pelos três bispos da presidência do Regional.

Esta falácia ainda está produzindo conseqüências. Pois no próprio dia das eleições foram distribuídos nas igrejas, ao arrepio da Lei Eleitoral, milhares de folhetos com a nota do Regional Sul 1, como se fosse um texto patrocinado pela CNBB Nacional. E enquanto este equívoco não for desfeito, infelizmente a declaração da Presidência do Regional Sul 1 da CNBB continua à disposição da volúpia desonesta de quem a está explorando eleitoralmente. Prova deste fato lamentável é a fartura como está sendo impressa e distribuída.

Diante da gravidade deste fato, é bem vindo um esclarecedor pronunciamento da Presidência Nacional da CNBB, que honrará a tradição de prudência e de imparcialidade da instituição.

A outra falácia é mais sutil, e mais perversa. Consiste em arvorar-se em defensores da vida, para acusar de abortistas os adversários políticos, para assim impugná-los como candidatos, alegando que não podem receber o voto dos católicos.

Usam de artifício, para fazerem de uma causa justa o pretexto de propaganda política contra seus adversários, e o que é pior, invocando para isto a fé cristã e a Igreja Católica.

Mas esta falácia não pára aí. Existe nela uma clara posição ideológica, traduzida em opção política reacionária. Nunca relacionam o aborto com as políticas sociais que precisam ser empreendidas em favor da vida.

Votam, sem constrangimento, no sistema que produz a morte, e se declaram em favor da vida.

Em nome da fé, julgam-se no direito de condenar todos os que discordam de suas opções políticas. Pretendem revestir de honestidade, uma manobra que não consegue esconder seu intento eleitoral.

 

Diante desta situação, são importantes, e necessários, os esclarecimentos. Mais importante ainda é a vigilância do eleitor, que tem todo o direito de saber das coisas, também aquelas tramadas com astúcia e malícia.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/dom-demetrio-e-o-desmonte-de-uma.html




















Pastor da Universal anuncia apoio à petista

Domingo, 10 de Outubro de 2010 00:00
GILBERTO PRAZERES

Primeiro suplente da coligação Frente Popular de Pernambuco na Câmara Federal, o pastor Vilalba de Jesus (PRP) anunciou, na última sexta-feira, apoio à candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República, nesse segundo turno, em detrimento aos questionamentos feitos à petista sobre sua visão religiosa, além da discussão movida em torno do seu posicionamento sobre o aborto.
Com recall de 39.200 votos obtidos neste pleito, o religioso, em visita à Folha de Pernambuco, afirmou que espera que esse entendimento seja seguido pelos seus eleitores e fiéis, da Igreja Universal do Reino de Deus, que o acompanham.

“Falo como suplente. É a minha visão, é a visão do povo que lidero”, afirmou Vilalba de Jesus, ressaltando que, na Região Metropolitana do Recife (RMR), há cerca de 50 mil fieis da igreja, onde congrega.

Ele também adiantou que, provavelmente, no próximo dia 23, será realizado um ato com lideranças da Igreja Universal, com lo cal ainda a definir, para referendar o alinhamento com a postulação petista. “Vamos con vidar o governador Eduardo Campos (PSB) para participar desse ato. Esperamos poder contar com a presença dele durante o encontro”, destacou. Vilalba lembrou que o seu partido já apoiava a candidatura de Dilma no primeiro turno e que agora é o momento de reafirmar essa posição. “Estávamos apoiando antes e nessa hora reforçamos que estamos com a Dilma”, pontuou.

O religioso criticou duramente a utilização da religião no debate político pela campanha do presidenciável José Serra. Para Vilalba, o segundo turno deveria ser o momento para dis cutir questões de maior “impacto”. “Esqueceram de discutir muita coisa importante. Era para se estar falando em saúde, educação e emprego”, bateu, ressaltando que o debate sobre o aborto ganhou destaque demais. “Eu acho que deram uma ênfase grande demais a essa discussão. Não era para se estar discutindo sobre isso”, firmou.

Para fortalecer o seu argumento, Vilalba defendeu que a descriminalização do aborto é um tópico a ser discutido pelos agentes que compõem o Congresso Nacional e não pelo comandante do Executivo. “Cabe ao Congresso e não ao presidente esse assunto. Dilma não pode responder sobre o aborto. O Congresso é quem deverá fazer isso”, indicou.

Com relação a sua expectativa de ingressar na Câmara Federal, Vilalba revelou que espera chegar ao parlamento já no início da próxima legislatura. Ele entende que dos 20 deputados federais governistas, pelo menos um deverá ser convocado para ocupar um ministério ou mesmo uma secretaria do Governo do Estado, abrindo espaço assim para o seu ingresso no parlamento federal.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/596041?task=view

O PT não precisa inventar a roda. É só copiar Obama

5 de outubro de 2010 às 14:10
por Luiz Carlos Azenha

O PT não precisa fazer muito para combater a boataria via internet.

É só copiar o que fez Barack Obama, nos Estados Unidos, em 2008.

Aliás, o site FightTheSmears continua no ar.

Por que isso é importante? Porque as pessoas precisam de um link na internet, que contenha todas as respostas da campanha, com o objetivo de disseminar informação (neste caso, contrainformação).

Na campanha de Obama, até e-mails acusando a mulher do candidato de gastar rios de dinheiro com o frigobar de um hotel rolaram!

Como o democrata se baseou fortemente na militância digital, tudo o que fez foi facilitar o trabalho dos que se dispuseram a combater a boataria.

No site, há um endereço para que sejam enviados os e-mails de conteúdo calunioso.

E há um link em que a campanha de Obama identificava claramente quem eram os responsáveis pelos e-mails.

Investigar e buscar a origem dos boatos é essencial para efeito de ações na Justiça, por calúnia, difamação ou crimes eleitorais.

A campanha de Obama foi absolutamente agressiva na defesa do candidato e de sua campanha.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/pt-nao-precisa-fazer-muito-e-so-copiar-o-obama.html

SERRA E OS NORDESTINOS

Em entrevista, Serra deixa escapar: falhas das escolas paulistas devem-se aos “migrantes”. A elite paulista, se pudesse, mandava os nordestinos de volta pra casa. PSDB é São Paulo. Eleitor tucano típico, em São Paulo, acha Lula é um “nordestino analfabeto”. O povo nordestino sabe quem é Serra? Sabe como pensam os tucanos paulistas?

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Fonte:http://www.rodrigovianna.com.br/

Dilma joga pra militância, com firmeza; Serra apanha: pedirá cabeça da petista?

Debate quente na "Band"
Publicada segunda-feira, 11/10/2010 às 01:53 e atualizada segunda-feira, 11/10/2010 às 01:21

Apontado como “líder satanista” (na imunda boataria pró-Serra, que inundou a internet nas últimas semanas), Michel Temer (o vice de Dilma) foi quem analisou com mais calma e conteúdo o debate, numa entrevista rápida ainda dentro do estúdio da “Band”: a atuação da Dilma “vai jogar nas ruas a militância”.

O debate foi isso. Audiência baixa, cerca de 3 pontos. Quem tava acompanhando? O público mais ligado em política – dos dois lados. Dilma falou pra militância. E acho que surpreendeu positivamente a todos.

A turma do PT – meio ressabiada, porque esperava liquidar tudo no primeiro turno, e porque não via reação da campanha à onda difamatória das últimas semanas – recebeu uma injeção de ânimo.

Em vez de bater pesado no horário político gratuito (visto por um público mais amplo, que poderia rejeitar a estratégia mais dura) Dilma deu as respostas no debate – visto pela militância. Foi estratégia inteligente, certeira.

Serra, ao que parece, não esperava por isso. Engoliu em seco várias vezes. E acusou o golpe, falando que Dilma estava “agressiva”. Machismo puro. Mulher quando enfrenta é “agressiva”. Ele quer princesinha? Vai buscar na MTV…

O tucano é mal acostumado – como sabemos. Tem à sua volta uma imprensa amiga, que não o incomoda. E quando aparece um jornalista ou outro a fazer pergunta “inconveniente”, ele liga pra Redação e pede a cabeça do repórter. Ou, então, confisca as fitas (como fez depois de uma entrevista pra Márcia Peltier, na CNT).

Ao fim do debate, eu olhava pro Serra (que parecia aturdido e contrariado por apanhar tanto), e pensava comigo: será que ele vai ligar pro Lula e pedir a cabeça da Dilma?

Durante uma panfletagem no Rio, há poucas semanas, Serra botou a mulher dele (não a Soninha, mas a Mônica) pra acusar Dilma de “matar criancinhas”: é o papo sujo do aborto. Quando ficou frente a frente com Dilma, nesse domingo, ele não sustentou a frase. Fugiu. E não defendeu a mulher oficial. Covardia típica de machão mal-resolvido. Ainda por cima, não gostou da Dilma “agressiva”. Tá mal acostumado com certas apresentadoras e jornalistas “amigas”…

No conteúdo, Dilma foi bem ao desmascarar a campanha de calúnias, e ao marcar na testa de Serra o rótulo de “privatista”. Tão incomodado Serra ficou que, naquela entrevista rápida pós-debate, fez questão de dizer “sou defensor das empresas estatais”.

Sentiu o golpe.

Mauricio Stycer, ótimo repórter do UOL, postava no twitter pouco depois do encerramento: “Petistas comemoram e tucanos criticam estratégia de Dilma”.

Esse também é um bom resumo.

Os petistas gostaram de ver a candidata firme – o que deve ter incendiado a militância pra reta final.

Já os tucanos não gostaram do Serra acuado. Acostumados a bater na surdina, a usar pastores e padres para os ataques mais vis, e a se esconder no anonimato da internet, os líderes do serrismo choravam: pôxa, essa doeu.

Tenho a impressão que a onda de otimismo virou de lado. Esse debate volta a lançar otimismo para o lado lulo-dilmista. E projeta sombras para o lado dos tucanos.

Vocês – que me acompanham aqui – sabem que eu tenho lado e não escondo. Mas nem por isso brigo com os fatos. Quando a boataria religiosa veio pesada, eu falei que isso podia dar segundo turno. Assim como deixei claro que Dilma apanhar calada era o caminho pra derrota. Agora, vejo uma fase nova.

Essa campanha já teve vários momentos:

- no início do ano, os tucanos menosprezaram Dilma, espalharam que ela não tinha personalidade, e era um “poste”; o menosprezo fez com que fossem surpreendidos pela arrancada de Dilma dos 15% aos 50% nas pesquisas;

- em setembro, foi o PT que menosprezou a capacidade de reação dos tucanos e de seus aliados midiáticos; denúncias e boatos levaram votos pra Marina, garantindo segundo turno;

- com o segundo turno, já se ouvia na internet o discurso dos tucanos “ah, o PT perdeu uma eleição ganha; agora Serra vai crescer até a vitória, Dilma está perdiada, e a eleição está no papo”.

Os tucanos (com o segundo turno) sentaram na cadeira antes da hora. A soberba parece ter castigado Serra nesse domingo. Ele entrou no debate confiante demais. Apanhou até ficar tonto.

E, agora, vai ser difícil virar a onda de novo.

A turma dele vai tentar – com mais baixaria. Mas o recurso vai ficando gasto. Dilma recuperou a inciativa. Pra quem já tem 10 pontos de vantagem, trata-se de um passo gigantesco rumo à vitória.

Será uma eleição difícil até o fim. Mas Dilma recuperou o favoritismo inconteste. E, agora, sem a soberba que deu errado no primeiro turno.

É o quadro que vejo nessa segunda-feira, a 20 dias da eleiçâo.
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Fonte: www.escrevinhador.com.br

Tucanos são os defensores da privatização


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Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=WqlCjnv6aV4&feature=channel

ABORTO: DILMA DESMACARA SERRA EM DEBATE NA BAND

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PAULO PRETO:O TUCANO DE 4 MILHÕES DE REAIS

10.10.2010

Um tucano bom de bico

Quem é e como agia o engenheiro Paulo Vieira de Souza, acusado por líderes do PSDB de ter arrecadado dinheiro de empresários em nome do partido e não entregá-lo para o caixa da campanha


Sérgio Pardellas e Claudio Dantas Sequeira

Nas últimas semanas, o engenheiro Paulo Vieira de Souza tem sido a principal dor de cabeça da cúpula tucana. Segundo oito dos principais líderes e parlamentares do PSDB ouvidos por ISTOÉ, Souza, também conhecido como Paulo Preto ou Negão, teria arrecadado pelo menos R$ 4 milhões para as campanhas eleitorais de 2010, mas os recursos não chegaram ao caixa do comitê do presidenciável José Serra.

Dinheiro sem origem declarada

Como se trata de dinheiro sem origem declarada, o partido não tem sequer como mover um processo judicial. “Ele arrecadou por conta própria, sem autorização do partido. Não autorizamos ninguém a receber dinheiro de caixa 2. As únicas pessoas autorizadas a atuar em nome do partido na arrecadação são o José Gregori e o Sérgio Freitas”, afirma o ex-ministro Eduardo Jorge, vice-presidente nacional do PSDB. “Não podemos calcular exatamente quanto o Paulo Preto conseguiu arrecadar.

Sabemos que foi no mínimo R$ 4 milhões, obtidos principalmente com grandes empreiteiras, e que esse dinheiro está fazendo falta nas campanhas regionais”, confirma um ex-secretário do governo paulista que ocupa lugar estratégico na campanha de José Serra à Presidência.

Segundo dois dirigentes do primeiro escalão do partido, o engenheiro arrecadou “antes e depois de definidos os candidatos tucanos às sucessões nacional e estadual”.

Os R$ 4 milhões seriam referentes apenas ao valor arrecadado antes do lançamento oficial das candidaturas, o que impede que a dinheirama seja declarada, tanto pelo partido como pelos doadores. “Essa arrecadação foi puramente pessoal. Mas só faz isso quem tem poder de interferir em alguma coisa. Poder, infelizmente, ele tinha. Às vezes, os governantes delegam poder para as pessoas erradas”, afirmou à ISTOÉ Evandro Losacco, membro da Executiva do PSDB e tesoureiro-adjunto do partido, na quarta-feira 11.

O suposto desvio de recursos que o engenheiro teria promovido nos cofres da campanha tucana foi descoberto na segunda-feira 2. Os responsáveis pelo comitê financeiro da campanha de Serra à Presidência reuniram-se em São Paulo a fim de fechar a primeira parcial de arrecadação, que seria declarada no dia seguinte à Justiça Eleitoral.

Levaram um susto quando notaram que a planilha de doações informava um montante muito aquém das expectativas do PSDB e do esforço empenhado pelos tucanos junto aos doadores: apenas R$ 3,6 milhões, o equivalente a um terço do montante arrecadado pela candidata do PT, Dilma Rousseff. Ciosos de seu bom trânsito com o empresariado, expoentes do PSDB não imaginavam ter recolhido tão pouco. Sinal de alerta aceso, deflagrou-se, então, um processo de consulta informal às empresas que já haviam se comprometido a contribuir.

O trabalho de checagem contou com a participação do tesoureiro José Gregori e até do candidato José Serra e logo veio a conclusão: Paulo Preto teria coletado mais de R$ 4 milhões, mas nenhum centavo foi destinado aos cofres do partido, oficialmente ou não. Iniciava ali o enredo de uma história nebulosa com potencial para atingir o seio do PSDB às vésperas das eleições presidenciais.

“Além de representar uma quantia maior do que a arrecadada oficialmente até agora, o desfalque poderá atrapalhar ainda mais o fluxo de caixa da campanha”, explica um tucano de alta plumagem, que já disputou quatro eleições pelo partido.

Homem de confiança do PSDB,ocupou vários cargos no governos tucanos

Segundo ele, muitas vezes as grandes empreiteiras não têm como negar contribuições financeiras, mas, nesse caso, ganharam um forte argumento: basta dizer que já contribuíram através do engenheiro, ainda que não o tenham feito. Até abril, Paulo Preto ocupou posição estratégica na administração tucana do Estado de São Paulo.

Ele atuou como diretor de engenharia da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), estatal paulista responsável por algumas das principais obras viárias do País, entre elas o Rodoanel, empreendimento de mais de R$ 5 bilhões, e a ampliação da marginal Tietê, orçada em R$ 1,5 bilhão – ambas verdadeiros cartões-postais das campanhas do partido.

No caso do Rodoanel, segundo um dirigente do PSDB de São Paulo, cabia a Paulo Preto fazer o pagamento às empreiteiras, bem como coordenar as medições das obras, o que, por força de contrato, determina quanto a ser pago às construtoras e quando. No Diretório Estadual do partido, nove entre dez tucanos apontam a construção do eixo sul do Rodoanel como a principal fonte de receita de Paulo Preto.

Amigo do peito do de Aloysio Nunes Ferreira, senador eleito pelo PSDB de São Paulo

Outro político ligado ao Diretório Nacional do PSDB explica que a função do engenheiro na Dersa aproximou Paulo Preto de empreiteiras como Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Mendes Júnior, Carioca e Engevix. Losacco, um dos coordenadores das campanhas de Serra e de Geraldo Alckmin em 2006, afirma que o elo principal de Paulo Preto com o PSDB é Aloysio Nunes Ferreira, ex-secretário da Casa Civil de Serra e atual candidato do partido ao Senado por São Paulo. O próprio engenheiro confirma uma amizade de mais de 20 anos com Aloysio (leia entrevista abaixo).

De acordo com um importante quadro do PSDB paulista, desde 2008 Paulo Preto estava “passando o chapéu” visando ao financiamento da pré-candidatura de Aloysio ao governo do Estado. “Não fizemos nenhuma doação irregular, mas o engenheiro Paulo foi apresentado como o ‘interlocutor’ do Aloysio junto aos empresários”, disse à ISTOÉ o diretor de uma das empreiteiras responsáveis por obras de remoção de terras no eixo sul do Rodoanel.

Geraldo Alckmin acabou se impondo e obtendo a legenda para disputar o governo estadual, mas até a convenção do partido, em junho, a candidatura de Aloysio era considerada uma forte alternativa tucana, pois contava com o apoio do então governador José Serra e da maioria dos secretários. O engenheiro, segundo um membro da Executiva Nacional do partido, agia às claras junto a empresários e a prefeitos do interior de São Paulo.

Falastrão, contava vantagens aos companheiros e nos corredores do Palácio dos Bandeirantes. Prometia mundos e fundos num futuro governo Aloysio. E quando Aloysio deixou a Casa Civil de Serra, muitos passaram a torcer por sua exoneração, o que aconteceu sob a batuta do governador Alberto Goldman. Losacco, que foi secretário-geral do PSDB paulista até 2007, afirma que desde 2008 alertava a cúpula do partido sobre os movimentos de Paulo Vieira na Dersa. “Esse tipo de pessoa existe na administração pública. Tem a facilidade de achacar e não tem o menor controle.

Todo mundo já sabia há muito tempo disso”, conta o dirigente tucano. Diante desses alarmes, a cúpula do partido chegou a cogitar a saída dele da estatal rodoviária há mais de um ano. Mas recuou. “O motivo (do recuo) eu não sei. Deve ter um motivo. Mas no governo às vezes você não consegue fazer tudo o que você quer. Você tem contingências que o obrigam a engolir sapo. E eu acho que esse deve ter sido o caso. Agora, de alguma maneira essa coisa toda vai ter que ser apurada.

Sabemos da seriedade que o governo tem, mas infelizmente fica sujeito a esse tipo de gente”, acrescentou Losacco. Segundo o tesoureiro-adjunto do PSDB, o empresário acaba cedendo, pois “entende que o cara tem a caneta e que pode atrapalhar os negócios”. Os motivos que teriam levado Paulo Preto a dar o calote no PSDB ainda estão envoltos em mistério. Mas, entre os tucanos, circula a versão de que o partido teria uma dívida com o engenheiro contraída em eleições passadas. Na entrevista concedida à ISTOÉ, Paulo Preto nega que tenha feito qualquer tipo de arrecadação e desafia os caciques tucanos a provar essas denúncias. “Acho muito pouco provável que isso tenha acontecido sem que eu soubesse”, disse Aloysio à ISTOÉ. “Não posso falar sobre uma coisa que não existiu, que é uma infâmia”, completou.

Outros desvios de dinheiro...

No PSDB, porém, todos pelo menos já ouviram comentários sobre o suposto desvio praticado por Paulo Preto nos cofres tucanos. “Fiquei sabendo da história desse cara ontem”, disse o deputado José Aníbal (SP), ex-líder do partido na Câmara, na terça-feira 10. “Parece mesmo que ele sumiu. Desapareceu. Me falaram que ele foi para a Europa. Vi esse cara na inauguração do Rodoanel.”

De fato, depois de deixar a Dersa, o engenheiro esteve na Espanha e só voltou ao Brasil há poucos dias. Na cúpula do PSDB, porém, até a semana passada poucos sabiam que Paulo Preto havia retornado e o tratavam como “desaparecido”. As relações de Aloysio e Paulo Preto são antigas e extrapolam a questão política. Em 2007, familiares do engenheiro fizeram um empréstimo de R$ 300 mil para Aloysio.

No final do ano passado, o ex-chefe da Casa Civil afirmou que usou o dinheiro para pagar parte do apartamento adquirido no bairro de Higienópolis e que tudo já foi quitado. Apontado como um profissional competente e principal responsável pela antecipação da inauguração do rodoanel, Paulo Vieira de Souza chegou a ser premiado pelo Instituto de Engenharia de São Paulo em dezembro de 2009. O engenheiro não é filiado ao PSDB, mas tem uma história profissional ligada ao setor público e há 11 anos ocupa cargos de confiança nos governos tucanos.

No segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi assessor especial da Presidência e trabalhou quatro anos no Palácio do Planalto, como coordenador do Programa Brasil Empreendedor. Em São Paulo, também atuou na linha 4 do Metrô e na avenida Jacu Pêssego, ambas obras de grande porte e também cartões-postais das campanhas tucanas, a exemplo do rodoanel e da marginal Tietê. Paulo Preto foi exonerado da Dersa oito dias depois de participar da festa de inauguração do Rodoanel, ao lado dos principais líderes do partido. A portaria, publicada no “Diário Oficial” em 21 de abril, não explica os motivos da demissão do engenheiro, mas deputados tucanos ouvidos por ISTOÉ asseguram que foi uma medida preventiva.

Operação "Castelo de Areia"

O nome do engenheiro está registrado em uma série de documentos apreendidos pela Polícia Federal durante a chamada Operação Castelo de Areia, que investigou a construtora Camargo Corrêa entre 2008 e 2009. No inquérito estão planilhas que listam valores que teriam sido pagos pela construtora ao engenheiro. Seriam pelo menos quatro pagamentos de R$ 416,5 mil entre dezembro de 2007 e março do ano seguinte. Apesar de o relatório de inteligência da PF citar o nome do engenheiro inúmeras vezes, Paulo Preto não foi indiciado e, em janeiro, o inquérito da Operação Castelo de Areia foi suspenso por causa de uma liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça.

O temor dos tucanos é que durante a campanha eleitoral a liminar seja suspensa e a Operação Castelo de Areia volte ao noticiário. Outro episódio envolvendo o ex-diretor da Dersa foi sua prisão em flagrante, em junho deste ano, na loja de artigos de luxo Gucci do Shopping Iguatemi, em São Paulo. Solto um dia depois, ele passou a responder em liberdade à acusação de receptar um bracelete de brilhantes avaliado em R$ 20 mil. Paulo Preto e o joalheiro Musab Fatayer foram à loja para avaliar o bracelete, que pretendiam negociar. Desconfiado da origem da joia, o gerente da loja, Igor Augusto Pereira, pediu para que o engenheiro e Fatayer aguardassem.

Receptador de objetos roubados?

Ao cruzar informações sobre o bracelete negociado, o gerente da Gucci descobriu que aquela joia havia sido furtada da loja em 7 de maio. Em seu depoimento, o gerente da Gucci disse para a polícia que foi Paulo Preto quem entregou o bracelete para que ele o avaliasse. O ex-diretor da Dersa alegou ter recebido a joia de Fatayer e que estava disposto a pagar R$ 20 mil por ela. O eventual prejuízo provocado por Paulo Preto pode não se resumir ao caixa da campanha. Um dos desafios imediatos da cúpula tucana é evitar que haja também uma debandada de aliados políticos, que pressionam o comando da campanha em busca de recursos para candidaturas regionais e proporcionais. Além disso, é preciso reconquistar a confiança de eventuais doadores, que se tornarão mais reticentes diante dos arrecadadores do partido.
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Edição de subtítulos por Irineu Messias

O ódio de um Padre

10.10.20
Alfredo Bessow, jornalista e escritor

Impressiona o ódio ferrenho, cego (algum ódio não cega?) e totalmente fora de nexo que é propagada pelas redes sociais, mormente twitter, por alguém que se apresenta como ‘padre’. Trata-se do papel perverso e vergonhoso de um tal Pe. Rodrigo Flaibam (@pe_rodrigo) Ass. de Comunicação da Arquidiocese de Campinas. De modo covarde, vil e desrespeitoso, está usando a sua condição de padreco para atacar Dilma, disseminando mentiras. Tenho dúvidas acerca da formação destes padrecos, porque pelo que dizem, pelo que praticam (pedofilia, inclusive), parece que não apenas não leram a Bíblia como ainda se esmeram em blasfemar contra a Palavra de Deus.

Me pergunto: onde está a CNBB? Me pergunto: o que foi feito da CNBB? Virou um covil de covardes? Virou um antro a proteger os desvios de condutas morais de padres?
Saudades dos tempos nos quais havia na Igreja Católica um contraponto ao obscurantismo e que era representado (o contraponto) pelos padres da chamada Teologia da Libertação.
Ainda bem para a humanidade que um dia existiu Lutero, que, mesmo sendo católico na sua origem, teve a capacidade de libertar o mundo da escuridão e do obscurantismo que sempre nortearam a Igreja Católica.

Aqui no Brasil, é de louvar o papel que a Igreja Universal está fazendo, tendo a coragem de publicamente denunciar o bandiditismo de alguns que se escondem de modo covarde por trás de uma batina ou na condição de supostos ‘pastoires’ – tendo como mestres do pensamento o povo da Opus Dei e da TFP.

Em tempo: sou Luterano. Sou Dilma. Sou Agnelo.
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Fonte:http://passelivreonline.wordpress.com/2010/10/10/o-odio-de-um-padre/

Debate na Band: Dilma desmontou Serra

11.10.10
Alfredo Bessow, jornalista e escritor

Acompanhei o debate ao lado de um ferrenho serrista, destes que apenas a imensa amizade nos faz ser condescendente ao ponto de não interná-lo para um tratamento psiquiátrico. Ele é daqueles que acreditam que Serra e FHC são santos, que o PCC é criação do PT e que até o avião da Gol foi derrubado pelo Lula em 2006 e por isso fez bem o Kamel em não colocar o assunto no Jornal Nacional – mesmo já sendo do conhecimento da editoria…

Pois bem. Ele já tinha desistido de votar na turma do Roriz. E agora está tomando outra garrafa de vinho na tentativa de entender o que está acontecendo com o seu presidente – visto que ele só se refere ao Serra como ‘presidente’.

Mostra-se desconsolado. Atendendo pedido dele incluive tuitei para o Nassif para ver como está a audiência da Band por conta do debate. Ele teme que o massacre acabe por enterrar o esforço que a grande mídia fez nos primeiros dias depois do 1º turno de dar uma sobrevida ao Serra.
Ele se mostra desocnsolado. Serra não tem proposta e nem resposta. Serra, o preparado, não sabe nada, titubeia ao extremo. Acostumado a mentir, teme agora usar sua arma preferencial porque pela forma como Dilma está afiada e consistente, será desmascarado.

Até agora, Serra não conseguiu responder coisa com coisa. Deixou todo mundo pendurado no pincel, meu amigo devora queijos, copas e vai sorvendo o cabernet argentino como quem engole o próprio desencanto.

Parou de falar. tem os olhos perdidos. Tenho a impressão de que não escuta mais o que Serra fala.

Qual o marido que seria capaz de deixar a esposa publicamente em maus lençóis? Serra não teve como defender a espsoa. E olha que a Dilma ainda nem perguntou da quebra do sigilo bancário que a filha dele orquestrou junto com a filha do Dantas.

Percebe-se que o arsenal de ataque de Dilma é imenso. Nas respostas de Serra, transparece o ódio e o rancor que são típicos de tucanos – e todos os jornalistas que já o entrevistaram sabem bem disso. Ele parece menino criado pela vó: se for contrariado, fica com birra e sai brigando, xingando, esbravejando.

Tenho para mim que este pode ter sido o primeiro e único debate do 2º turno. Não acredito que o Serra tenha ânimo para uma nova rodada. A depender do ânimo qaue vislumbro no meu amigo, pressinto que os dois – Serra e o José – estão contando os minutos para terminar o debate. Para chorar no colo das respectivas esposas.

Os blocos se sucedem. EDu que temia ver a minha futura presidenta ser massacrada pelo Serra, percebo que ele está igual aquele treinador que grita, esbraveja, esperneia ao aldo do gramnado mas só consegue transmitir a imagem de um palhaço, de um desequilibrado.
Não conseguiu colocar Dilma nem uma vez em situação de apuro. Não conseguiu colar nada em Dilma, enquanto irá levar para casa o simpático apelido de ‘mil caras’. Ele vai trocando de assunto como aquele sujeito que não tem conversa e tenta achar alguém com quem compartilhar as angústias existenciais. Para cada pergunta formulada pelo Serra, Dilma contrapõe argumentos claros, informações precisas.

Ao memso tempo em que fui pegar uma nova garrafa de vinho, aproveitei e passei na estante para pegar um livro do Miguel de Unamuno que vou começar a ler depois do debate. “Do sentimento trágico da vida”, foi publicado em 1913 – já o li uma vez. Não sei porque, mas vendo o Serra fiquei com vontade de lê-lo outra vez. E agora, ao ler o post do Noblat no twitter, me dei conta de que eles estão ansiosos querendo que o debate termine.
Como eu já falei: Serra é o típico menino criado pela vó.

Reclama, choraminga, esperneia. O retrato mais fiel deste debate da Band é que ele (Serra, o preparado) sai arrazado. Meu amigo que se chama José, já chamou a esposa. Tá pensando em ir para casa. Discute futebol.

Para encerrar, uma tuitada lapidar do Emir Sader: “O problema do Serra não é que circulem a ficha falsa dele. Mas que nós façamos circular a verdadeira”. Este é o problema do Serra: com qual das mil caras ele vai chegar em casa?
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Fonte:http://passelivreonline.wordpress.com/2010/10/11/debate-na-band-dilma-desmontou-serra/