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domingo, 10 de outubro de 2010

Movimentos progressistas católicos criticam campanha baseada em preconceitos e boatos e manifestam apoio à candidatura governista

Boff e Frei Betto defendem voto em Dilma

Religiosos ligados a movimentos progressistas católicos criticam campanha baseada em preconceitos e boatos e manifestam apoio à candidatura governista

Por: Redação da Rede Brasil Atual
Publicado em 10/10/2010, 19:15
Última atualização às 19:16

São Paulo - Em artigos, duas figuras originárias da Igreja Católica defendem a candidatura governista de Dilma Rousseff (PT). Ambos citam o combate à pobreza e à desigualdade social para pontuar os motivos do apoio. A posição contrasta com a de religiosos, inclusive de bispos da estrutura clerical, que recomendaram oposição a postulantes do PT em função da posição da legenda sobre a descriminalização do aborto.

Para Frei Betto, em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo neste domingo (10), é "difamatória" e "terrorista" a campanha promovida contra Dilma, acusando-a de ser "'abortista' ou contrária aos princípios evangélicos". "Se um ou outro bispo critica Dilma, há que se lembrar que, por ser bispo, ninguém é dono da verdade", atesta (clique aqui para ler o original no jornal, ou aqui para a reprodução)

O frade dominicano foi assessor da Presidência da República nos primeiros anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele sustenta que conhece a candidata governista desde a infância, já que ela era amiga de sua irmã. "Ex-aluna de colégio religioso, dirigido por freiras de Sion, Dilma, no cárcere (durante a ditadura militar), participava de orações e comentários do Evangelho. Nada tinha de 'marxista ateia'", escreveu.

Ele conclui o texto citando passagens do Evangelho em que se prega a ação efetiva a favor dos mais pobres, em vez de ficar "batendo no peito e proclamando o nome de Deus". Frei Betto vê um Brasil menos desigual e com menos pobreza ao final de oito anos de governo Lula, resultados de práticas que ele considera condizentes com os preceitos cristãos.

"Isso o governo Lula tem feito, segundo a opinião de 77% da população brasileira, como demonstram as pesquisas. Com certeza, Dilma, se eleita presidente, prosseguirá na mesma direção", completa.

Projetos diferentes

Leonardo Boff, escritor e teólogo, analisa questões relacionadas aos projetos de país representados pelas candidaturas. Sem mencionar questões religiosas nem relacionadas ao aborto, Boff defende o projeto político do PT por ser construído "de baixo para cima e de dentro para fora". No primeiro turno, o escritor, uma referência na defesa do desenvolvimento sustentável ambiental e socialmente, apoiou Marina Silva (PV).

"(O projeto do PT) quer forjar uma nação autônoma, capaz de democratizar a cidadania, mobilizar a sociedade e o Estado para erradicar, a curto prazo, a fome e a pobreza, garantir um desenvolvimento social includente que diminua as desigualdades", pontua o teólogo. "Esse projeto quer um Brasil aberto ao diálogo com todos, visa a integração continental e pratica uma política externa autônoma, fundada no ganha-ganha e não na truculência do mais forte", completa.

O artigo, publicado na quarta-feira (6), sustenta que o projeto encampado pelo candidato da oposição, José Serra (PSDB) é pautado pelo agronegócio, chamado por ele de "agrobusiness, o latifúndio tecnicamente moderno e ideologicamente retrógrado". Ele qualifica o ideário de "neoliberal", apesar "da derrota de suas principais teses na crise econômico-financeira de 2008".

Na visão de Boff, a candidatura do PSDB defende "o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome".
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/boff-e-frei-betto-defendem-voto-em-dilma

Dilma não comenta pesquisa e diz ser vítima de acusações da época da Guerra Fria

10/10/2010 - 12h56
ANA FLOR
DE SÃO PAULO

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou na manhã deste domingo que tem sido vítima de acusações da época da Guerra Fria e descartou uma virada de direita para se eleger, em referência ao seu opositor na disputa, José Serra, que tem levado o debate neste segundo turno para um campo mais conservador.

Dilma vem sendo alvo de boatos, em especial entre grupos religiosos, de que defende o aborto e de que nem Jesus Cristo tiraria dela a vitória. A candidata vem reiterando sua posição contrária ao aborto e nega ter dito as frases.


A petista visitou na manhã de hoje a Bienal de São Paulo. Ela apresentou propostas para a área da cultura e voltou a falar sobre a disputa presidencial. "Aquela acusação da Guerra Fria, dos anos 50, de quando você queria acusar uma pessoa, você falava que ela comia criancinhas, eu jamais esperei escutar uma coisa dessas e escutei."

Questionada sobre se Serra está levando o debate para um campo conservador, Dilma disse que a disputa não só é "conservadora, como beira todas as manifestações absurdas da Guerra Fria".

Segundo ela, a oposição tenta "pregar" no adversário uma imagem que é ridícula no século 21. Ela afirmou ainda que espera que o debate hoje na Band seja de "alto nível" e esclarecedor.

Sobre a pesquisa Datafolha divulgada hoje, Dilma afirmou que não comentará porque o resultado é um retrato do momento. O levantamento mostra que a petista tem 48% dos votos totais contra 41% de José Serra (PSDB). A diferença entre eles é de sete pontos percentuais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Quando se consideram os votos válidos (excluindo-se brancos e nulos), Dilma tem 54%, e Serra fica com 46%. A diferença entre eles vai a oito pontos percentuais.

Ao falar de cultura, ela fez três propostas que pretende colocar em prática, caso eleita: instalar uma biblioteca, uma sala de cinema e pelo menos um ponto de cultura em cada município do país. Ela ainda comentou sobre as obras de Gil Vicente, que estão na Bienal e mostram o autor apontando uma arma para políticos, como FHC e Lula.

Dilma afirmou que "as pessoas têm o direito de se manifestar livremente e que a cultura não pode ser objeto de censura". Durante a visita de hoje, a petista estava acompanha do ministro da Cultura, Juca Ferreira.
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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/poder/812681-dilma-nao-comenta-pesquisa-e-diz-ser-vitima-de-acusacoes-da-epoca-da-guerra-fria.shtml

O atraso pede seu voto: Aiatolá Serra vai apedrejar a Soninha?

publicada sexta-feira, 08/10/2010 às 10:04 e atualizada sábado, 09/10/2010 às 16:19


A Soninha (que já foi da MTV, e era filiada ao PT) hoje é uma das coordenadoras da campanha do Serra. A Soninha – como tantas mulheres – reconhece – na reportagem reproduzida aí no alto – que já fez aborto. Não o fez porque é um monstro irresponsável. Mas porque tantas vezes essa é a única opção para as mulheres. Quem conhece alguém que já abortou sabe do drama que as mulheres - mas também alguns homens – enfrentam nessa hora.

Serra e Soninha, vamos ser honestos, não são fascistas nem fanáticos religiosos – ou não eram. Serra, quando ministro da Saúde, assinou portaria regulamentando aborto no SUS. Só que Serra não tem limites para chegar ao poder. Na tentativa desesperada de ganhar de Dilma, ele se aliou ao que há de mais atrasado no Brasil. Até TFP (seita de extrema direita que é monarquista , contra o divórcio e contra os gays) está apoiando Serra.

Serra, pra ganhar, aposta no atraso, no pensamento mais conservador. Aposta no preconceito contra as mulheres. Serra quer ganhar votos espalhando que Dilma é “abortista, e quer matar criancinhas” (a própria mulher de Serra disse isso num corpo-a-corpo na rua).

Sei que há muita gente, homens e mulheres, que não gosta da Dilma. Gente que até já votou no PT , mas se decepcionou com o PT. Muita gente nessa situação escolheu no primeiro turno Marina, Plinio ou até Serra. Mas será que esse povo quer o atraso no Brasil? Duvido…

Serra, se vencer (e acho que não vence), trará com ele o preconceito, o atraso, a visão de que “gay é pecador” e “mulher está aí pra procriar, não pra decidir sobre sua saúde”.

Serra não era assim. Mas ficou assim. Serra hoje é o atraso. Não é à toa que, no twitter, Serra virou “#aiatoláSerra”.

Coitada da Soninha.

Quem me deu a dica dessa história da Soninha foi o Altamiro Borges.

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por Altamiro Borges, em seu blog

A campanha José Serra tem adquirido cada vez mais a marca do atraso. Os seus cabos-eleitorais, seja na internet ou nos recintos religiosos, estimulam visões fascistas, preconceituosas e anticientíficas – em especial na questão do aborto. Eles babam de ódio e estimulam os piores instintos, usando da difamação na disputa sucessória.

Quando ministro da Saúde de FHC, José Serra foi criticado pelas mesmas forças conservadoras por aprovar o uso da “pilula do dia seguinte” e por normatizar o aborto nos casos previstos em lei. Agora, sua campanha rasteira ataca Dilma Rousseff, afirmando que ela é a favor do aborto – quando, na verdade, ela disse que esta é uma questão de saúde pública.


Diante desta baixaria, fica a pergunta: será que Serra, caso eleito e com o respaldo das seitas fascistas, mandará prender Soninha Francine, uma das coordenadoras da sua campanha presidencial? Numa entrevista à revista Trip, número 41, em 2005, ela declarou que já tinha feito aborto e que era favorável à sua descriminalização. Soninha é muito próxima de Serra. Ele mandará prendê-la?
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Pastor Samuel Câmara se diz impressionado com Dilma


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Fonte:http://cristaoscomdilma.blogspot.com/2010/10/pastor-samuel-camara-se-diz.html

Dilma recebe apoio de Igrejas Evangélicas


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Fonte:http://www.cristaoscomdilma.blogspot.com/

Pastora Silvania Nunes da Assembléia de Deus explica por que está com Dilma


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Fonte:http://www.cristaoscomdilma.blogspot.com/

Presidente da Sara Nossa Terra, Bispo Rodovalho explica seu apoio a Dilma


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Fonte:http://www.cristaoscomdilma.blogspot.com/

Folha Evangélica entrevista o vice Michel Temer


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Fonte:http://www.cristaoscomdilma.blogspot.com/

Carta de Padre José Comblin a Dom Demétrio Valentini condenando manipulação

Carta de Padre José Comblin a Dom Demétrio Valentini condenando manipulação

CARTA ABERTA A DOM DEMÉTRIO
Querido dom Demétrio

Quero publicamente agradecer-lhe as suas palavras esclarecedoras sobre a manipulação da religião católica no final da campanha eleitoral pela difusão de uma mensagem dos três bispos da comissão representativa do regional Sul I da CNBB condenando a candidata do atual governo e proibindo que os católicos votem nela. Graças ao senhor, sabemos que essa divulgação do documento da diretoria de Sul 1 não foi expressão da vontade da CNBB, mas contraria a decisão tomada pela CNBB na sua ultima assembléia geral, já que esta tinha decidido que os bispos não iam intervir nas eleições. Sabemos agora que o documento dos bispos da diretoria do regional Sul 2 foi divulgado no final de agosto, e durante quase um mês permaneceu ignorado pela imensa maioria do povo brasileiro.

Agora, dois dias antes das eleições, um grupo a serviço da campanha eleitoral de um candidato, numa manobra de evidente e suja manipulação, divulgou com abundantes recursos e muito barulho esse documento, criando uma tremenda confusão em muitos eleitores. Pela maneira como esse documento foi apresentado, comentado e divulgado, dava-se a entender que o episcopado brasileiro proibia que os católicos votasse nos candidatos do PT e, sobretudo na sua candidata para a presidência. Dois dias antes das eleições os acusados já não podiam mais reagir, apresentar uma defesa ou uma explicação. Aos olhos do público a Igreja estava dando o golpe que sempre se teme na véspera das eleições, quando se divulga um suposto escândalo de um candidato. Era um golpe sujo por parte dos manipuladores, já que dava a impressão de que o golpe vinha dessa feita da própria Igreja.

Se os bispos que assinaram o documento de agosto, não protestam contra a manipulação que se fez do seu documento, serão cúmplices da manipulação e aos olhos do público serão vistos como cabos eleitorais.

Se a CNBB não se pronuncia publicamente com muita clareza sobre essa manipulação do documento por grupos políticos sem escrúpulos, será cúmplice de que dezenas de milhões de católicos irão agora, no segundo turno votar pensando que estão desobedecendo aos bispos.

Seria uma primeira experiência de desobediência coletiva imensa, um precedente muito perigoso. Além disso, certamente afetará a credibilidade da Igreja Católica na sociedade civil, o que não gostaríamos de ver nesta época em que ela já está perdendo tantos fiéis.

Se o episcopado católico deixa a impressão de que a divulgação desse documento nessa circunstância representa a voz da Igreja com relação às eleições deste ano, muitos vão entender que isso significa uma intervenção dos bispos católicos para defender o candidato das elites paulistanas contra a candidata dos pobres. Os pobres têm muita sensibilidade e sentem muito bem o que há na consciência dessas elites. Sabem muito bem quem está com eles e quem está contra eles. Vão achar que a questão do aborto é apenas um pretexto que esconde uma questão social, o desprezo das elites, sobretudo de São Paulo pela massa dos pobres deste país. Milhões de pobres votaram e vão votar na candidata do governo porque a sua vida mudou. Por primeira vez na história do país viram que um governo se interessava realmente por eles e não somente por palavras. Não foi somente uma melhoria material, mas antes de tudo o acesso a um sentimento de dignidade. “Por primeira vez um governo percebeu que nós existimos”. Isso é o que podemos ouvir da boca dos pobres todos os dias. Um povo que tinha vergonha de ser pobre descobriu a dignidade. Por isso o voto dos pobres, este ano, é um ato de dignidade. As elites não podem entender isso. Mas quem está no meio do povo, entende.

Os bispos podem lembrar-se de que a Igreja é na Europa o que é, porque durante mais de 100 anos os bispos tomaram sempre posição contra os candidatos dos pobres, dos operários. Sempre estavam ao lado dos ricos sob os mais diversos pretextos. E no fim aconteceu o que podemos ver. Abandonaram a Igreja. Cuidado! Que não aconteça a mesma coisa por aqui! Os pobres sabem, são conscientes e sentem muito bem quando são humilhados. Não esperavam uma humilhação por parte da Igreja. Por isso, é urgente falar para eles.

Uma declaração clara da CNBB deve tranqüilizar a consciência dos pobres deste país. Sei muito bem que essa divulgação do documento na forma como foi feita, não representa a vontade dos bispos do regional Sul 1 e muito menos a vontade de todos os bispos do Brasil. Mas a maioria dos cidadãos não o sabe e fica perturbados ou indignados por essa propaganda que houve.

Não quero julgar o famoso documento. Com certeza os redatores agiram de acordo com a sua consciência. Mas não posso deixar de pensar que essa manipulação política que foi a divulgação do seu documento na véspera das eleições, dava a impressão de que estavam reduzindo o seu ministério à função de cabo eleitoral. O bispo não foi ordenado para ser cabo eleitoral. Se não houver um esclarecimento público, ficará a imagem de uma igreja conivente com as manobras espúrias.

Dom Demétrio, o senhor fez jus à sua fama de homem leal, aberto, corajoso e comprometido com os pobres e os leigos deste país. Por isso, o senhor merece toda a gratidão dos católicos que querem uma Igreja clara, limpa, aberta, dialogante. Demonizar a candidata do governo como se fez, baseando-se em declarações que não foram claras, é uma atitude preconceituosa totalmente anti evangélica.

Queremos continuar confiando nos nossos bispos e por isso aguardamos palavras claras. Obrigado, dom Demétrio.

José Comblin, padre e pecador.
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Fonte:http://www.cristaoscomdilma.blogspot.com/

Serra se descontrola com Jornalista da TV CULTURA

Serra se irritou com pergunta sobre pedágio. Poucos dias depois, Heródoto Barbeiro (jornalista da TV Cultura de São Paulo) foi afastado do programa. Você quer um presidente que age assim com a imprensa? Serra tem o hábito de “pedir cabeça” de jornalista de quem não gosta.

No poder central, seria perigosíssimo para a democracia.


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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

DILMA PRESIDENTA, Guia Eleitoral dos dias 09 e 10 de outubro de 2010



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Fonte:http://www.dilma13.com.br/video/tv-programas/

Contra a calúnia e o terror religioso

Frei Betto, brilhante: a verdadeira Dilma

publicada domingo, 10/10/2010 às 19:54 e atualizada domingo, 10/10/2010 às 19:25
por Frei Betto*

Conheço Dilma Rousseff desde criança. Éramos vizinhos na rua Major Lopes, em Belo Horizonte.
Ela e Thereza, minha irmã, foram amigas de adolescência.

Anos depois, nos encontramos no presídio Tiradentes, em São Paulo. Ex-aluna de colégio religioso, dirigido por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho.
Nada tinha de “marxista ateia”.

Nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar, com violência, os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte.

Em 2003, deu-se meu terceiro encontro com Dilma, em Brasília, nos dois anos em que participei do governo Lula. De nossa amizade, posso assegurar que não passa de campanha difamatória -diria, terrorista- acusar Dilma Rousseff de “abortista” ou contrária aos princípios evangélicos.

Se um ou outro bispo critica Dilma, há que se lembrar que, por ser bispo, ninguém é dono da verdade.
Nem tem o direito de julgar o foro íntimo do próximo.

Dilma, como Lula, é pessoa de fé cristã, formada na Igreja Católica.

Na linha do que recomenda Jesus, ela e Lula não saem por aí propalando, como fariseus, suas convicções religiosas. Preferem comprovar, por suas atitudes, que “a árvore se conhece pelos frutos”, como acentua o Evangelho.

É na coerência de suas ações, na ética de procedimentos políticos e na dedicação ao povo brasileiro que políticos como Dilma e Lula testemunham a fé que abraçam.

Sobre Lula, desde as greves do ABC, espalharam horrores: se eleito, tomaria as mansões do Morumbi, em São Paulo; expropriaria fazendas e sítios produtivos; implantaria o socialismo por decreto…

Passados quase oito anos, o que vemos? Um Brasil mais justo, com menos miséria e mais distribuição de renda, sem criminalizar movimentos sociais ou privatizar o patrimônio público, respeitado internacionalmente.

Até o segundo turno, nichos da oposição ao governo Lula haverão de ecoar boataria e mentiras. Mas não podem alterar a essência de uma pessoa. Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária ao conteúdo da fé cristã e aos princípios do Evangelho.

Certa vez indagaram a Jesus quem haveria de se salvar. Ele não respondeu que seriam aqueles que vivem batendo no peito e proclamando o nome de Deus. Nem os que vão à missa ou ao culto todos os domingos. Nem quem se julga dono da doutrina cristã e se arvora em juiz de seus semelhantes.

A resposta de Jesus surpreendeu: “Eu tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; estive enfermo e me visitastes; oprimido, e me libertastes…” (Mateus 25, 31-46). Jesus se colocou no lugar dos mais pobres e frisou que a salvação está ao alcance de quem, por amor, busca saciar a fome dos miseráveis, não se omite diante das opressões, procura assegurar a todos vida digna e feliz.

Isso o governo Lula tem feito, segundo a opinião de 77% da população brasileira, como demonstram as pesquisas. Com certeza, Dilma, se eleita presidente, prosseguirá na mesma direção.

*Frei Betto é frade dominicano, escritor e jornalista.
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Dois Brasis: O Brasil é um só, mas disputado por dois projetos antagônicos

09/10/2010
Por Emir Sader

Um é o da paralisia econômica, do gigantesco endividamento interno, das dívidas e da submissão ao FMI. O Brasil que foi quebrado três vezes durante o governo FHC-Serra – em 1995, 1997 e 1998 – e quase levaram o país à falência, deixando uma recessão prolongada que só foi superada no governo Lula. O Brasil da carga tributária que subiu de 27 a 35%, dos apagões e do sucateamento da infraestrutura. Aquele Brasil da privataria, que torrou nossas empresas públicas por 100 bilhões de dólares e ainda assim dobrou o endividamento público. O Brasil que mudou o nome da Petrobras para Petrobax, como caminho para privatizá-la e que tem os olhos postos no Pré-Sal, para oferecê-lo às grandes empresas privadas internacionais. É o Brazil do FHC e do Serra, da velha mídia, vinculada aos grandes interesses privados, que tinham se acostumado a dispor do Estado brasileiro a seu bel prazer.

Um Brasil que incrementou a desigualdade, desmontou o Estado, perseguiu os servidores públicos, se submeteu subservientemente aos EUA na política externa. Fez com que a maioria dos trabalhadores brasileiros ficassem submetido à total precariedade, sem carteira nem contrato de trabalho. Um Brasil do colapso das universidades públicas e da proibição da criação de escolas técnicas.

O outro Brasil é o que começou a despontar a partir das ruínas herdadas do governo FHC-Serra. Um Brasil que montou um modelo econômico de desenvolvimento com distribuição de renda. Um Brasil que remontou o Estado e sua capacidade de induzir a expansão econômica e garantir os direitos sociais. Um Brasil que tornou funcionais e virtuosos o crescimento e a distribuição de renda.

Um Brasil do bem, que elevou a auto-estima dos brasileiros, quando os governantes anteriores – Collor, FHC – só jogavam o país e os brasileiros para baixo. Tirou milhões de brasileiros da miséria, propiciando o acesso a bens básicos a grande parte dos brasileiros, excluídos pelas políticas de mercado.

Serra é da Corrente do Mal, que só destrói, que criou três crises durante o governo FHC, que quase destruiu o Brasil e agora quer quer brecar o caminho pelo qual o Brasil avança.

Lula e Dilma são os responsáveis principais por essa estratégia. A derrota da direita e a eleição da Dilma gera as melhores condições para que avancemos no caminho da construção de um Brasil justo, solidário e soberano.
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=562

Voto de cabresto e censitário?! Aqui não!

Nas eleições deste ano, há setores no país que querem voltar a esse tenebroso passado. Desqualificam o voto dos mais pobres. Pergunto a eles: esses não deveriam votar, agora que criaram autonomia para votar de forma diferente à dos patrões? O ideal seria a volta do voto censitário, portanto? E, se tal caminho não se pode percorrer em retorno, voltemos ao voto de cabresto? Há grupos trabalhando novamente a política no Brasil por meio da intimidação, do constrangimento, da coação, do preconceito, da discriminação. O artigo é de Tonho Biondi.


Tonho Biondi*

Morumbi, bairro nobre de São Paulo. Na antevéspera do primeiro turno da eleição presidencial de 2010, um morador da região vai à banca de jornal e resolve fazer política (ou algo próximo a isso) enquanto se arma de suas leituras favoritas. Na hora de acertar a compra das publicações – Veja, Folha e Estadão, claro! - aproveita para avisar aos funcionários da banca de jornal o que eles podem e devem fazer. “Vocês podem votar em qualquer um, mas na Dilma de jeito nenhum. Na Dilma não, hein, não dá para eleger essa mulher!”.

E assim, sem desenvolver qualquer argumento, a não ser o da intimidação, o rapaz se vai. Moço rico, bem arrumado, quase 2 metros de altura, simpático que só ele. Mas destilando preconceito – contra uma candidata, contra a política, contra os próprios eleitores. Esbanjando autoritarismo. Despertando o que há de pior em cada um de nós e em nossa sociedade.

É, meus caros. É assim que a elite brasileira está fazendo política hoje. A cena, infelizmente, foi real. E tive o desgosto de presenciá-la. Foi um dos motivos que me fez participar mais da política nesse segundo turno, em defesa do direito das pessoas em votar nos candidatos que julgarem os melhores para o país. Em defesa da livre consciência. Em defesa dos direitos políticos mais essenciais de cada brasileiro e brasileira.

No Brasil colonial, o voto era censitário. Só votavam os mais ricos. Durante muito tempo, mulheres não podiam votar, ao lado de soldados rasos, indígenas e outros grupos sociais. O voto universal foi um direito conquistado a duras penas e que só se tornou efetivo a partir da segunda metade dos anos 1940, após a queda da ditadura de Vargas. E, mesmo com a ampliação dos grupos que tinham direito a votar, durante longos anos os brasileiros votaram sob medo, constrangimento, controle. Sob o voto de cabresto.

Nas eleições deste ano, há setores no país que querem voltar a esse tenebroso passado. Desqualificam o voto dos mais pobres. Pergunto a eles: esses não deveriam votar, agora que criaram autonomia para votar de forma diferente à dos patrões? O ideal seria a volta do voto censitário, portanto? E, se tal caminho não se pode percorrer em retorno, voltemos ao voto de cabresto?

Na minha visão, é disso que se trata. Há grupos trabalhando novamente a política no Brasil por meio da intimidação, do constrangimento, da coação, do preconceito, da discriminação. A demissão de Maria Rita Kehl do Estadão, por escrever artigo discutindo tais problemas, é situação exemplar e lamentável nesse sentido.

Mas uma coisa é certa. O povo brasileiro, que lutou para derrubar uma ditadura, não se calará tão facilmente. Quem lutou para conquistar sua dignidade e uma vida melhor não aceitará a volta da “lei do mais forte”. Quem quer, realmente, um Brasil melhor, que trabalhe por ele, se organize por ele, participe dos debates e embates por ele. Que não se intimide. E que respeite o direito de todos – bem como respeite cada pessoa, cada eleitor, cada cidadão, cada irmão.

(*) Tonho Biondi, 32 anos, é jornalista e estudante de Direito na USP
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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17045

Espalhe a verdade para eleger Dilma13 Presidente


Combater a ação difamatória contra #Dilma13 é parte estratégica da nossa campanha neste segundo turno. Juntos, vamos fazer a verdade prevalecer e desfazer cada uma das calúnias que circulam por aí.

Se você receber mentiras sobre a Dilma na web ou nas ruas, encaminhe para os e-mails espalheaverdade@dilmanarede.com.br e danyelle@btadvogados.com.br. Esse novo canal de comunicação tem o objetivo de agilizar a nossa militância on-line a esclarecer os fatos.

Como você sabe, nossa candidata tem sido atacada sistematicamente por uma campanha mentirosa. Mas nós acreditamos que a boa luta se faz com verdades. Em respeito ao povo brasileiro, manteremos o debate no nível elevado que praticamos até aqui.

Até o dia 31 de outubro, nossa militância adquire um papel mais importante do que nunca. Converse e divulgue esses endereços para seus amigos. Espalhando a verdade iremos eleger #Dilma13 a primeira mulher presidente do Brasil.

Utilizando as armas do adversário sem copiar sua desonestidade

Postado por LEN às 3:12
Outubro de 2010

Com a divulgação do resultado da primeira pesquisa de intenções de voto para o segundo turno, realizada pelo Datafolha, e com a legítima preocupação com a vantagem modesta divulgada de oito pontos percentuais de Dilma para Serra que não dá tranqüilidade, alguns amigos do twitter se inflamaram e pediram às lideranças do PT mudanças na campanha no sentido de atacar o Serra, hipótese sempre rechaçada por essas lideranças.

Se por um lado eu compreendo a militância no sentido de que a campanha de Dilma deveria citar o Serra como responsável pela campanha difamatória apócrifa que movem contra ela, citando os processos em que ele é réu por calúnia e difamação, por outro acho que as lideranças do partido têm razão por serem refratários à sugestão para atacar diretamente Serra, pois não se pode ter certeza se poderia dar certo, a experiência do primeiro turno foi que Serra patinou e até caiu quando atacou diretamente, ficando com a pecha do adversário que apela, ele só se beneficiou quando terceirizou os ataques para a imprensa e para o submundo da política.

No meio da insatisfação surgiu a idéia de contra-atacar na mesma moeda, não utilizando os métodos anti-republicanos dos comandados de Serra, mas apenas criar uma maneira de desconstruir a imagem mentirosa que a velha mídia tenta fazer dele, sem inventar mentiras ou caluniar o adversário, informando o distinto público de fatos sobre o Serra sonegados pelo noticiário. Como? Reunindo militantes que estejam dispostos a se organizar e preparar uma iniciativa para surpreender o inimigo com suas próprias armas: um folheto reunindo chumbo grosso sobre Serra, que pudesse ser distribuído às vésperas da eleição do segundo turno, sem dar ao adversário tempo para se defender.

Se você acha que a estratégia não é lá muito ética, eu posso argumentar que não vamos usar mentiras nem atribuir posições políticas e filosóficas, e sim informar o fato sonegado, mas prefiro dizer que cansei de ficar reclamando do jogo sujo do adversário e elogiando os aliados pelo Fair Play, não sou a Madre Tereza de Calcutá e não anseio pelo Nobel da paz, o outro lado declarou guerra e fogo não se responde com bandeiras brancas, foram eles que abandonaram a discussão de assuntos importantes para o país

Construindo o folheto do “mal”

Já existe um folheto do bem, mas como o adversário só faz folhetos do mal, não vejo porque não responder à altura. Abaixo eu sugiro alguns tópicos que podem ser incluídos no folheto do “mal” e proponho que fundemos uma organização suprapartidária para assinar o folheto, algo como “Movimento contra o Retrocesso” ou “Movimento em defesa dos avanços sociais”. O tópico está aberto a sugestões, algumas pessoas se animaram no twitter com a idéia e podem repassar e encontrar adeptos. Não se trata de crime. Não pretendemos caluniar ou pregar mentiras contra ninguém, mas fazer o papel de mídia alternativa.

Falta de capacidade do Serra em dialogar com movimentos sindicais levou a cenas de confronto e violência desproporcional contra professores e policiais civis em São Paulo. Política de desvalorização do funcionalismo público com salários degradantes. Em vez de priorizar o diálogo Serra aposta em jogar a opinião pública desinformada contra sindicatos para enfraquecê-los para depois cair com a repressão em cima das manifestações mais inflamadas;

Equívocos administrativos potencializaram os efeitos das enchentes em São Paulo e a abertura de comportas pela Sabesp resultou em alagamento de áreas carentes como o Jardim Pantanal;

Serra é réu em processos de calúnia e difamação. Foi condenado em primeira instância por improbidade administrativa pela sua atuação no governo FHC;
Serra foi o maior incentivador das privatizações da Vale e outras estatais por preços vis que dilapidaram o patrimônio Nacional. A Vale, uma das empresas mais valorizadas do mundo, foi vendida por valor que não corresponde ao lucro de uma ano da empresa. Tucanos ligados ao Serra tentaram mudar o nome da Petrobrás para entregar a empresa por preço ultrajante como fizeram com a Vale;

Serra não cumpre promessas: assinou uma declaração e registrou em cartório fazendo promessa de cumprir o mandato de prefeito até o fim, dois anos depois renunciou para se candidatar a governador;

Enquanto Ministro do Planejamento do governo FHC, Serra deveria planejar o país para o crescimento dos próximos anos, o que não era tão difícil porque o crescimento do PIB era pífio, mas em vez disso planejou o apagão – racionamento de energia que durou meses e quem pagou o preço da incompetência do candidato foi a população;

Enquanto Ministro Da Saúde do FHC, Serra autorizou a compra de ambulâncias superfaturadas, escândalo revelado pela operação sanguessuga realizada pela Polícia Federal, e que teve como principais envolvidos aliados do seu partido o PSDB. Serra aparece em vídeo em cerimônia de entrega de ambulâncias superfaturadas confraternizando com os corruptores;
Serra tem conhecida relação com o banqueiro Daniel Dantas, condenado por tentativa de suborno de delegado federal e que responde a processos de crimes contra o mercado financeiro e evasão de divisas. A Filha de Serra, Verônica foi sócia da irmã de Dantas, também Verônica, em empresa sediada nos EUA que entre muitas atividade, oferecia facilidades em negociações com o governo FHC/Serra e quebrou o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros. Dantas ainda se beneficiou do processo de privatizações, chegando a ser responsável pela troca de um presidente de fundo de pensão realizada por FHC, porque não facilitava a vida do banqueiro;

Embora tente se aproveitar de maneira oportunista do capital político de Marina Silva se fazendo de neo-verde, Serra possui entre seus aliados e apoiadores os maiores desmatadores, grileiros, escravocratas e responsáveis pelo mando dos assassinatos de quem denuncia seus crimes como Chico Mendes, Dorothy Stang ou os fiscais do trabalho que foram mortos em Unaí;

O nome de Serra apareceu na “Lista de Furnas” acusado de receber o montante de sete milhões de Reais para caixa dois da campanha de 2002, oriundos da estatal Furnas administrada por tucanos no Governo FHC. Os valores eram arrecadados pelo então presidente Dimas Toledo junto aos fornecedores de forma ilegal. Dimas Toledo fez a lista para ameaçar envolvidos de colocar a boca no mundo. A lista foi considerada verídica pelo Instituto de Perícia Criminalística, e fornecedores de Furnas à época confirmaram as doações ilegais exigidas pelo Dimas. Os envolvidos negam, no entanto, a história se apresenta robusta até agora;

Serra tem o costume de aliciar veículos de comunicação através de abuso do poder econômico, oferecendo contratos de distribuição desnecessária de jornais sem participar de processo licitatório e depois fazendo com que esses veículos fiquem a sua disposição praticando o jogo sujo e sorrateiro com finalidades eleitoreiras. Serra ataca profissionais de imprensa que o questionam como homem público, chegando a pedir a cabeça de alguns deles quando não pode controlá-los, como por exemplo Maria Rita Kehl, Franklin Martins, Rodrigo Vianna, Luís Nassif e Paulo Henrique Amorim, entre outros desafetos, tentando sufocar o contraditório, algo impensável para quem prega ser alguém que luta pela democracia;

Serra e tucanos fizeram concessões de vias públicas de forma lesiva ao contribuinte, praticando preços exorbitantes e multiplicação de praças de pedágio.

Essa é a base e vocês podem dar suas opiniões se é preciso incluir ou excluir algum tema. Como prometido não possui nenhuma afirmação caluniosa contra Serra e a linguagem é propositadamente comedida para não ser acusado de ser igual ao pessoal dele. Quem gostou da idéia também pode participar. Lembrando que esse é um balão de ensaio, portanto não há garantia que seja colocado em prática, mas pelo menos vamos tentar organizar quem se empolgou com a idéia e partir daí tentar materializá-la. Nada de acusação de Maçonaria, ou postura sobre aborto porque aí sim nos igualaríamos.
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Fonte:http://gmpconsult.com.br/blogdolen/?p=4825

Como Serra e o FHC venderam o Brasil

O Conversa Afiada publica levantamento do Prof. Diron Botelho:




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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/10/08/como-serra-e-o-fhc-venderam-o-brasil/

“Aborto” é o filho bastardo da herança de FHC

O programa da Dilma no horário eleitoral – http://www.dilma13.com.br/verdades – ignorou a calhordice: recusou-se a politizar o aborto.

Comparou Lula a FHC, mostrou quem é, o que fez e o que vai fazer.

Ao contrário, o programa do Serra só tinha “aborto”.

Como se sabe, o jenio não tem uma ideia original.

Amiga navegante baiana sugeriu a seguinte reflexão.

Nas mãos de um inescrupuloso como o Serra – segundo o Ciro Gomes – a herança política e doutrinária do FHC reduziu-se à calhordice – de novo, segundo o Ciro: a politização do aborto.

Serra não tem o que mostrar.

Ele não tem estratégia, plano de voo.

Suas propostas são um Frankenstein construído num curso à distância da Faculdade do Gilmar.

O mais notável pensamento neoliberal, a frondosa árvore onde se penduram Hayek, Roberto Campos, Pinochet, Reagan, Thatcher, Salinas, Fujimori e Menem, toda essa notável tradição de filósofos e estadistas se reduziu a uma calhordice.

O PiG (*) dizia que o Serra, no segundo turno, ia tirar o Farol de Alexandria do armário.

De fato, tirou.

FHC aparece numa galeria, tão rápido quanto se fosse uma figurinha no álbum do Shrek.

O “aborto”, diz a amiga navegante baiana, comprova a irrelevância da oposição brasileira.

A herança do FHC é um conjunto vazio.

acesse o link http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/10/08/como-serra-e-o-fhc-venderam-o-brasil/ para ler “Como Serra e o FHC venderam o Brasil”.

Serra e o FHC, diz o Delfim, conseguiram o milagre de vender o patrimônio e aumentar a divida.

Uns jenios !

A calhordice é o último reduto dos velhacos, diria Samuel Johnson, se conhecesse os brucutus do José Serra.

Clique no link http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/10/08/como-serra-e-o-fhc-venderam-o-brasil/ para ler “como transformar a banda larga num esgoto”.

Clique no link http://www.conversaafiada.com.br/video/2010/10/06/video-chocante-chalita-rompeu-com-serra-e-foi-perseguido/ para ver o depoimento impressionante do Deputado Gabriel Chalita, perseguido de forma sórdida, depois que rompeu com o Serra.

O Aécio também vai comprar a ficha do “aborto” ?

O FHC subscreve o programa de seu filhote na tevê ?

Vamos ver o PSDB defender a Família, a Propriedade e a Tradição ? (Clique aqui para ler sobre o papel da TFP na campanha do Serra)

Quando o CCC entra na parada ?

Os tucanos vão falar de filho fora do casamento ?

É assim que os tucanos pretendem homenagear os Chicago boys, o Pinochet ?

O Serra queria o segundo turno para mostrar quem ele, de fato, é.

Conseguiu.

Clique neste link http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/10/09/serra-nao-muda-de-ideia-e-foi-prefeito-ate-o-fim/ para ler “Ele não muda de idéia e foi prefeito até o fim” .


Paulo Henrique Amorim

Dilma, desmascare sem dó o Serra

Domingo, 10 de outubro de 2010
Reproduzo artigo de Paulo Henrique Amorim, publicado no blog Conversa Afiada:

O programa do Serra no horário eleitoral deste sábado terminou com uma senhora paulistíssima, com jeitão de “amiga” da D. Ruth, a folhear um jornal e insinuar que a Dilma é responsável por tudo o que se atribui à Erenice.

A “amiga” da D. Ruth, portanto, substituiu a denúncia do aborto do programa da manhã.

Das duas, uma.

Ou as pesquisas de qualidade mostraram que o aborto era um tiro no pé.

Ou ele considera que o mal à Dilma já está feito.

Ele fixou a imagem de santarrão e, ela, de criminosa, cúmplice das aborteiras mais inescrupulosas.

O PiG desta manhã de domingo – tanto a Folha quanto o Estadão – anunciam que, nos debates, ele será o “Serrinha é do bem”.

Será o Serrinha santarrão, Tartufo, nas entradas ao vivo no horário eleitoral.

Mas, na hora de o trator passar por cima da cabeça da mãe, o Serra estará em off: virá no fim do horário eleitoral, colado ao programa da Dilma, ou, rotineiramente, o PiG usará o trator por ele.

O PiG se dedica, por ele mesmo, a desconstruir a Dilma.

E a Veja a procurar companheiras de cela da Dilma.

O Conversa Afiada diz isso porque recebeu a informação de que a Veja procurou uma companheira da Dilma de cela.

Só que ela mandou a Veja procurar a Dilma.

Na Veja que está nas bancas, vê-se que ela foi atrás de uma companheira da Dilma, a Tupamara.

Mas deu com os burros n’água, porque o desmentido à reportagem saiu antes de a Veja chegar às bancas.

Mas, a Veja ainda achará o torturador da Dilma, como a Folha achou que o homem trabalhava para os órgãos de repressão e fazia a campana da Dilma.

É uma divisão de trabalho.

O PiG faz o trabalho sujo e o Serra faz o trabalho limpo.

Essa estratégia é a de quem está numa situação de vida ou morte.

Serra dá as últimas braçadas de um afogado.

Ele fará qualquer coisa!

Ele não tem escrúpulos!

No dia 1º. de novembro ele vai ser líder de um partido minoritário, que definha a cada eleição: a UDN de São Paulo.

Ele tem que passar o trator agora.

E a Dilma tem que tirar as luvas.

Tem que responder aos ataques.

A campanha “economicista” já colou.

O Lula pendurou o FHC no pescoço do Serra.

Só que a guerra mudou de trincheira.

Foi para o aborto e a Erenice.

Para a destruição de caráter.

E o Serra, aí, é impune.

Ele pode fazer qualquer coisa, porque o PiG lhe dá refugio, o protege.

Uma primeira providência da Dilma seria, por exemplo, afastar as vozes do Bom Senso, os Moderados e Bem-Pensantes.

O Palocci, por exemplo, que quer ganhar a eleição e continuar a escrever para o Globo.

Ganhar sem sujar as mãos.

O Cardozo, por exemplo.

Ele quer ganhar a eleição sem brigar com ninguém, ir para o Supremo com o apoio do PiG, e ser convidado para jantar com o Daniel Dantas.

Esse é o pessoal “bonzinho” da Dilma.

Que faz qualquer negócio para sair nas paginas amarelas da Veja, dar uma entrevista à urubóloga Miriam Leitão na GloboNews.

Tem que fazer como a Marilena Chauí: não falar mais com o PiG.

Não fosse o precedente do Golpe do Ali Kamel em 2006, seria até uma boa ideia não ir ao debate da Globo.

O único púlpito da Dilma é o horário eleitoral.

E, nele, a Dilma tem que desmascarar o Serra, como recomendam o Mino e o Mauricio Dias na CartaCapital que está nas bancas.

Sobre Valores, e Ética, por exemplo.

Basta pedir à Monica Bérgamo para contar a história do filho que o Fernando Henrique – que bom pai! – levou quinze anos para reconhecer.

Sobre o aborto.

Ir ao site “Amigos do Presidente Lula” e mostrar que o Serra foi o único Ministro da Saúde que assinou portaria para realizar a aborto no âmbito do SUS.

Sobre “eu não mudo de idéia”, sou “coerente”.

Ir ao Conversa Afiada e exibir no horário eleitoral o vídeo em que ele diz ao Boris Casoy que cumprirá o mandato de prefeito e, se não cumprir, que ninguém nunca mais vote nele.

Pegar no Conversa Afiada o documento com o timbre da Folha em que ele diz que vai cumprir o mandato de prefeito até o fim.

A Dilma quebrou o sigilo da filha do Serra, coitadinha.

É só mostrar a reportagem do Leandro Fortes na CartaCapital: a filha do Serra e a irmã do Dantas quebraram 30 milhões de sigilos, numa empresinha que elas tinham.

Por falar nisso, Dilma.

Sem que o Cardozo e o Palocci saibam, detona a filha do Serra e a irmã do Dantas.

Exiba o documento do Governo da Florida que registra a empresa delas em Miami (em Miami!, Dilma, onde se localiza a maior lavanderia do mundo, depois do Banestado).

Quem trouxe a família para a campanha foi ele.

A mulher dele, tão simpática, especialmente de óculos de moldura vermelha.

Foi ela quem disse na Baixada Fluminense que você matava criancinhas.

Sobre a “democracia” e a defesa intransigente da “liberdade de imprensa”, mostre como ele agride jornalistas, especialmente jornalistas mulheres.

Como o Serra agasalhou um terreno que a Globo invadia há onze anos e transformou numa escola técnica para formar quadros para a Globo.

(O Palocci vai ficar nervosíssimo se você fizer isso!)

Reproduza o diálogo dele com o Heródoto Barbero, no Roda Morta, da TV Cultura, sobre pedágio.

E conte que, por causa disso, o Heródoto foi devidamente defenestrado.

Mostre os documentos que a Namaria publicou sobre as assinaturas da Veja, da Folha e do Estadão que ele comprou com o dinheiro do povo de São Paulo para distribuir às escolas.

Essa é a “imprensa livre” dele.

Serra vendeu o Brasil.

Contratar alguém com a voz grave do Celso Freitas e ler, um por um, o nome das empresas que ele vendeu com o FHC.

Ao lado, o logo da empresa.

Uma por uma.

E a frase do Delfim: eles venderam tudo e aumentaram a divida.

Qualquer dona de casa entende isso.

Sobre o “me formei” economista, que ele diz no programa dele.

Cadê o diploma dele, Dilma?

Faça o que a Dra. Cureau não fez: exija o diploma dele.

No Brasil, ele não pode dizer à Justiça Eleitoral – mostre a foto – que é economista, porque ele não tem diploma válido em território nacional.

Ele mente, Dilma.

Mostre o decreto dos genéricos.

Foi o Ministro da Saúde Jamil Haddad quem assinou e, não ele, que se atribui o titulo de “melhor Ministro da Saúde”.

(Quem disse isso foi o amigão dele, o Ministro serrista Nelson Jobim, o da babá eletrônica para agradar o Gilmar Dantas).

Melhor Ministro da Saúde, quem?

Não foi na gestão dele que compraram ambulâncias super-faturadas?

Cadê o Barjas Negri, Dilma?

O Abel, coitado, morreu, mas o Negri poderia dar um depoimento sobre as ambulâncias…

Peça àquele mesmo locutor para ler os votos do Serra contra o trabalhador na Constituinte.

Só votou contra o trabalhador.

O Conversa Afiada já publicou isso e o Artur Henrique da CUT sabe onde achar.

Vá atrás do passado dele.

Que história é essa de aparecer numa foto ao lado do Jango?

Ele fugiu, Dilma.

E diz em off: eu enfrentei os militares e a Dilma, cadê a Dilma?

Diga que enquanto ele fugia você era torturada.

Dilma, como é que um presidente da UNE – que comia criancinhas – vai ao comício do grande comedor de criancinhas – o Jango -, foge para o Chile do comededor de criancinhas, o Salvador Allende, casa com uma Allende, e depois, aparece nos Estados Unidos para “dar aula”?

Que história é essa?

Pergunta ao Gabeira se ele pode entrar nos Estados Unidos.

Por que o Serra entrou e ficou lá numa nice?

Vamos falar da Erenice, Dilma.

Fala do Engavetador Geral da Republica.

Do projeto Sivam.

Da pasta rosa.

Da compra da re-eleição.

Da privataria, como diz o Elio Gaspari.

Mostra aquele exemplar da CartaCapital que transcreve os diálogos do Fernando Henrique com o André Lara Resende: “vamos usar a bomba atômica”.

Do Mendonção com o Ricardo Sérgio de Oliveira: “isso vai dar m …”.

Aquele momento Péricles de Atenas do Governo FHC.

Mostra aquelas fotos do Serra com o martelo dos leilões da privatização, a beijar a Helena de Tróia.

Pede ao Nassif para resumir o livro dele “Cabeças de Planilha”.

Ele conta como o FHC fixou o Real na entrada do Plano, e beneficiou o André e os clientes dele.

(O André jamais processou o Nassif.)

Pede ao Malan para contar que o Serra boicotou o Plano Real e tentou derrubar o Malan.

Dilma, você já percebeu – está no Estadão de hoje, na página 2 – que o Malan defende o FHC, mas não apóia o Serra?

Por que será, hein?

Vamos falar do Ricardo Sergio, Dilma?

Ele foi o chefe da campanha do FHC e do Serra.

Pergunta ao Benjamin Steinbruch quem é o Ricardo Sergio.

Pergunta à família do Antonio Ermírio de Moraes.

E o Preciado?

Lembra do Preciado?

Aquele da privatização do Banespa e da Ilha do Urubu, que o Emiliano José e o Leandro Fortes descreveram tão bem.

Quem entende muito de Preciado é o Fernando Rodrigues, da Folha.

É só mandar buscar as reportagens dele, quando o rabo da Folha ainda não estava preso.

O Amaury Ribeiro preferiu esperar as eleições para lançar o livro dele.

Mas, o Conversa Afiada já divulgou o prefacio do livro do Amaury, o que provocou um “alopramento” generalizado na campanha do Serra.

Ali há informações preciosas (sem trocadilho).

Dilma como é que um homem público, que passou a vida toda com salário de parlamentar, governador e “professor” comprou aquela casinha em que vive?

A casa é dele, Dilma?

Está no Imposto de Renda? Por quanto?

Se ele vier de “mensalão”, devolva com “mensalão tucano de Minas”, Eduardo Azeredo e o “valerioduto” cheio de dinheiro do Dantas (o Palocci e o Cardozo não podem ouvir falar nisso).

Dilma, você já ouviu falar no Flavio Bierrembach?

O Flavio é um homem honrado.

Ele era candidato a deputado com o Serra e acusou o Serra de ladrão.

O Serra foi para cima dele.

Por azar, a ação caiu na mão do Juiz Walter Maierovitch.

Maierovitch chamou o Bierrembach às falas: que historia é essa de chamar alguém de ladrão, sem provas?

O Bierrembach pediu “exceção da verdade” – ou seja, quero provar o que digo.

Maierovitch imediatamente deu ao Bierrembach o direito de provar o que dizia.

Dilma, sabe o que o Serra fez?

Engavetou a ação.

Chama o Bierrembach para contar essa história.

Chama o Maierovitch – e só ligar para a Mara, secretária do Mino, na CartaCapital, que a Mara acha o Maierovitch rapidinho.

E põe uma claquete assim: “O Serra não deixou a Justiça provar que ele não é ladrão”.

Querer ganhar eleição do Serra com o IBGE não basta.

Ele faz e diz qualquer coisa!

Dilma, e o telefonema do Serra para o Gilmar Dantas?

Mostra aquela foto dele no auditório e o voto do Gilmar no dia seguinte.

Esses dois, Dilma, fazem qualquer coisa.

E trate de ganhar a eleição com bastante folga.

Porque essa urna eletrônica sem o papelzinho do Brizola é um convite à fraude.

E se for para o tapetão, o Marco Aurélio de Mello está lá e o Gilmar fica na reserva.

Um perigo!

Sobre o massacre do PiG contra a Petrobrás, para impedir que você use a Petrobrás na campanha.

Dilma, você conhece a história do John Kerry?

O John Kerry combateu no Vietnã e foi condecorado três vezes.

Ele tem a “Purple Heart”, a medalha de que os americanos mais se orgulham.

Ele dirigia missões de destreza e rapidez, nuns barquinhos, os Swifts, com poucos companheiros a bordo.

Uma espécie de SWAT.

Em diferentes ações, Kerry foi ferido, matou um vietcong que o tinha atacado e salvou a vida de subordinados.

Ele foi candidato à Presidência contra o Bush, na segunda vez.

Bush fazia nos debates o “Bushinho paz e amor”.

Bush era “do bem”.

Como “Serra é do bem”.

Mas, por trás, veio o trator – cheio de grana.

Criou-se um grupo auto-intitulado de “Veteranos dos Swift em Busca da Verdade”.

Eles produziram um documentário – com dinheiro de quem, Dilma? – para demonstrar que Kerry não podia ser presidente.

Porque ele mentiu sobre o seu papel no Vietnã.

Que ele não merecia nenhuma daquelas medalhas.

Era um líder inepto.

E, no fundo, no fundo, um covarde.

Os “amigos do presidente Serra” compraram horário nas televisões do interior para exibir o documentário.

(Lá não tem horário eleitoral gratuito.)

Como Kerry tinha dito, ao sentar praça, que era contra a Guerra do Vietnã, ele foi estigmatizado pelos “Veteranos dos Swift”: um Traidor da Pátria, um Vendilhão da Pátria.

Veja bem, Dilma, três medalhas por bravura!

E passou a campanha sem poder invocar seu passado heróico.

O Serra é assim também: capaz de tudo.

O bye-bye Serra forever não se dará mais com a Economia.

Não basta pendurar o FHC no pescoço do Serra.

O Serra levou o jogo para o campo dele – a vala negra.

O da calhordice, como diz o Ciro, um especialista na alma do Serra.

Neste momento, essa história de não “baixar o nível” só funcionaria em eleição para Madre Superiora.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/dilma-desmascare-sem-do-o-serra.html

Ficha falsa: da Folha ao poste na periferia

Reproduzo artigo de Rodrigo Vianna, publicado no blog Escrevinhador:

A ficha falsa da Dilma – publicada pela “Folha” na primeira página – chegou à periferia de São Paulo.

Uma leitora enviou-me as fotos que ela mesmo fez - com a ficha pregada nos pontos de ônibus da zona leste.

Anotem aí: essa é a próxima onda preparada pela campanha de Serra: a Dilma “guerrilheira”. A mídia (“Folha”, “Veja” e “Globo”) ajuda, mas o que vale mesmo é o corpo a corpo – na internet, na boataria que ganha as ruas.

Quando o PT começa a responder um boato, aparece outro. Sempre na defensiva, corre risco real de perder.

A campanha de Dilma demorou a perceber que o perigo – no primeiro turno – não vinha (só) da grande mídia. Mas da boataria conservadora, disseminada pelas igrejas.

A bala de prata não era uma só. Eram várias. E seguem fazendo efeito.

Se, em vez de consultar só pesquisas qualitativas e marqueteiros, a campanha do PT prestase atenção ao que está nos blogs, aqui na internet, teria reagido antes. Escrevi durante 3 semanas sobre a boataria religiosa. Dilma só reagiu a 3 dias da eleição.

Agora, apresentamos aqui as fichas nos postes da periferia. É terrorismo completo.

Quando a “Folha” fez o que fez (e isso depois de ter chamado ditadura de “ditabranda”), a Dilma reagiu – mas de forma moderada. Tinha que ter procesado o jornal e se recusado a receber a “Folha” em qualquer outro evento. Não o fez.

Não se brinca com a direita.

Há uma campanha muito bem montada para entregar o Brasil à direita. Campanha com um pé no Vaticano e outro nos EUA. A ela aderiu Serra – o sujeito que militou na esquerda na juventude.


A biografia de Serra pode-se resumir assim: da AP à TFP.

Mas a Dilma quer fazer campanha boazinha na TV. Devia é mostrar que a direita paulista – que domina a campanha de Serra – não gosta de nordestino. Tinha que mostrar isso na TV. E espalhar pela internet. Até porque é a pura verdade.

Do outro lado, está a maior máquina conservadora desde o golpe de 64.

Se Serra ganhar, com essa coalizão que está ao lado dele, teremos terra arrasada e um clima de conflagração no Brasil.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/ficha-falsa-da-folha-ao-poste-na.html

Marilena Chauí tritura a mídia golpista

DOMINGO, 10 DE OUTUBRO DE 2010
Marilena Chauí tritura a mídia golpista

Reproduzo entrevista concedida ao jornalista João Peres, publicada na Rede Brasil Atual:

Em entrevista exclusiva à Rede Brasil Atual, a professora de filosofia da USP aponta setores ruralistas e classe média urbana como focos de anti-Lula. Ela faz reiteradas críticas à ameaça à liberdade de expressão provocada pela concentração dos meios de comunicação.

Marilena Chauí pensa que a velha mídia está nos seus estertores. A filósofa e professora da Universidade de São Paulo (USP) entende que o surgimento da internet, o crescimento das alternativas e as atuais eleições delineiam o fim de um modelo.

A professora, que deixou de escrever e de falar para a velha mídia por não concordar com a postura de vários desses veículos, entende que a imprensa tem papel fundamental para a ausência de debate de temas-chave nas atuais eleições, alimentando questões que favorecem à candidatura de José Serra (PSDB).

Ela considera que não é possível falar de democracia quando se tem o poder da comunicação concentrado em poucas famílias, sem que a sociedade tenha a possibilidade de contestação. Após ato pró-Dilma Rousseff (PT), na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, no centro da capital paulista, a filósofa manifestou à Rede Brasil Atual que os ruralistas e a classe média urbana são os setores que alimentam o ódio a Lula.

Marilena Chauí aponta, sempre em meio a muitos gestos e a uma fala enfática, que o presidente jamais será perdoado. O motivo? Combateu a desigualdade no país.

Acompanhe a seguir os principais trechos da entrevista:

O único ponto aparente de consenso entre os institutos de pesquisa é quanto à aprovação do governo Lula. Que grupos estão entre os 4% da população que consideram ruim ou péssimo o desempenho do presidente?

É um mistério para mim. Tudo que tenho ouvido, sobretudo no rádio, em entrevistas sobre os mais diversos temas, vai tudo muito bem. Os setores que eu imaginaria que diriam que o governo ruim não são. Surpreendentemente.

Mas há dois setores que são "pega pra capar". Um é evidentemente a agroindústria, mas é assim desde o primeiro governo Lula. Eles formam esse mundo ruralista que o DEM representa. Não são nem adversários, são inimigos. Inimigos de classe.

O segundo setor é a classe média urbana, que está apavorada com a diminuição da desigualdade social e que apostou todas suas fichas na ideia de ascensão social e de recusa de qualquer possibilidade de cair na classe trabalhadora. Ao ver o contrário, que a classe trabalhadora ascende socialmente e que há uma distribuição efetiva de renda, se apavorou porque perdeu seu próprio diferencial. E seu medo, que era de cair na classe trabalhadora, mudou. Foram invadidos pela classe trabalhadora.

Os trabalhadores têm reconquistado direitos e, com isso, setores do empresariado reclamam que há risco de perda de competitividade pelo mercado brasileiro.

Isso é uma conversa para a campanha eleitoral. É coisa da Folha, do Estadão, do Globo, da Veja, não é para levar a sério. E se você for lá e pedir para provar (que perderia competitividade), vão dizer que não falaram, que foi fruto das circunstâncias. Eles sabem que é uma piada isso que estão dizendo, não tem qualquer consistência.

A senhora passou por uma situação parecida à da psicanalista Maria Rita Kehl, agora dispensada pelo Estadão por ter elogiado o governo Lula...

Não foi parecida porque não fui demitida. Eu disse a eles que me recusava a escrever lá. Tanto no Estado quanto na Folha. Tomei a iniciativa de dizer a eles que não teriam minha colaboração.

Quando li o artigo da Maria Rita Kehl, pensei mesmo que poderia dar algum problema. Como é que o Estadão deixou o artigo sair? Era de se esperar que houvesse uma censura prévia.

Agora, se você tomar o que aconteceu nos últimos oito ou nove anos, vai ver que houve uma peneirada e uma parte das pessoas de esquerda simplesmente desistiu de qualquer relação com a mídia. Outras tiveram relação esporádica em momentos muito pontuais em que era preciso se expressar publicamente.

Houve, em um primeiro momento, um deslocamento das pessoas de esquerda para o Estadão, mas um deslocamento que não tinha como durar porque o jornal não tinha como abrigar esse tipo de pensamento.

Desapareceu para valer qualquer pretensão da mídia até mesmo de se oferecer sob uma perspectiva liberal. E sob uma perspectiva democrática. É formidável que no momento em que dizem que nós, do PT, ameaçamos a liberdade de imprensa, eles demitam a Maria Rita.

O que acho, com o segundo turno das eleições de Lula e as eleições da Dilma, é que há um estilo de mídia que está nos seus estertores. O fato de que haja internet e mídia alternativa que se espalha pelo Brasil inteiro muda completamente o padrão.

Passa-se de jornais que tinham função de noticiar para jornais que têm a função de opinar, o que é um contrassenso. A busca pela notícia faz com que não se vá mais em direção ao jornal, vá se buscar em outros lugares.

Em períodos eleitorais, tem sido recorrente a associação entre mídia e partidos políticos. Qual a implicação disso na tentativa de consolidação da democracia?

Isso é o que atrapalha a democracia do ponto de vista da liberdade do pensamento e de expressão. O que caracteriza uma sociedade democrática é o direito de produzir informação e de receber informação, de modo que possa circular, ser transformada. O que se tem é a ausência da informação, a manipulação da opinião e a mentira.

Acabo de ver em um site a resposta do Marco Aurélio Garcia (um dos coordenadores de campanha de Dilma) à manchete da Folha. Como é que a Folha dá manchete falando que Dilma vai tirar a questão do aborto do programa de governo se essa questão não está no programa? É dito qualquer coisa.

Desapareceu o compromisso mínimo com a verdade, o compromisso mínimo com a informação. É uma coisa de partido, puramente ideológica, perversa, de produção da mentira. Isso me lembra muito um ensaio que Hannah Arendt escreveu na época da Guerra do Vietnã. Ela comentava as mentiras que a TV, o rádio e os jornais apresentavam. Apresentavam a vitória no Vietnã, até o instante em que a mentira encontrou um limite tal nos próprios fatos que a verdade teve que aparecer. Ela chamou isso de crise da República, que é quando tem a mentira no lugar da informação. Ou seja, a desinformação. Isso não serve para a democracia.

O governo Lula teve, internamente, a convivência de polos opostos. Talvez tenha sido o primeiro a ter, por exemplo, Ministério de Desenvolvimento Agrário voltado a agricultura familiar e dialogando com o MST e o Ministério da Agricultura, voltado para o agronegócio. O governo e o presidente se saíram bem na tarefa de fazer opostos conviverem?

Sim. E isso é um talento peculiar que o presidente Lula tem, de ser um negociador nato. Como uma boa parte do trabalho do governo foi feita pela Casa Civil, podemos dizer que Dilma Rousseff tem a capacidade de fazer esse trânsito e essa negociação.

Mas como explicar as reações provocadas?

Duas coisas são muito importantes com relação ao atual governo. A primeira é que o governo Lula jamais será perdoado por ter enfrentado a questão da desigualdade social. Lula enfrentou a partir da própria figura dele. O fato de você ter um presidente operário, que tem o curso primário (Lula tem o ensino médio completo), significou a ruína da ideologia burguesa. Todos os critérios da ideologia burguesa para ocupar este posto (Presidência da República), que é ser da elite financeira, ter formação universitária, falar línguas estrangeiras, ter desempenho de gourmet... Enfim, foi descomposta uma série de atrativos que compõem a figura que a burguesia compôs para ocupar a Presidência. Ponto por ponto.

A burguesia brasileira e a classe média protofascista nunca vão perdoar isso ter acontecido. Imagine como eles se sentem. Houve (Nelson) Mandela, Lula, (Barack) Obama, (Hugo) Chávez. É muita coisa para a cabeça deles. É insuportável. É a sensação de fim de mundo.

Tudo que fosse possível fazer para destruir esse governo foi feito. Por que não caiu? Não caiu porque foi capaz de operar a negociação entre os polos contrários. Isso é uma novidade no caso do Brasil porque, normalmente, opera-se por exclusão. O que o governo fez foi operar por entendimento. E a possibilidade de corrigir uma coisa pela outra.

Agora, há milhares de problemas que o próximo governo vai ter de enfrentar. Não podemos cobrar de nós mesmos que façamos em oito ou em 16 anos o que não foi feito em 500. Mas quando se olha o que já foi feito, leva-se um susto. A redução da desigualdade, a inclusão no campo dos direitos de milhões de pessoas, o Luz para Todos, a casa (Minha Casa, Minha Vida), o Bolsa-Família, a (geração de empregos com) carteira assinada... É uma coisa nunca feita no Brasil.

A sra. faz uma avaliação muito positiva do governo. Por que essas medidas não ocorreram antes?

Alguém tinha de vir das classes trabalhadoras para dizer o que precisa fazer no Brasil. Os governos anteriores sequer levavam em conta que isso existia. O máximo que existia era o incômodo de ver essa gente pela rua, embaixo da ponte, fazendo greve, no ponto de ônibus, caindo pelas tabelas na condução pública. Era uma coisa assim que incomodava - (diziam:) "é meio feio, né? É antiestético". O máximo de reação que a presença de classes populares causava era por serem antiestéticos. É a primeira vez que essa classe foi levada a sério.

Eles vão estrebuchar, vão gritar, vão xingar. Vão pintar a saracura, como diria minha mãe. Mas é isso aí. Deixa pintar a saracura que nós ficamos em pé.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/marilena-chaui-tritura-midia-golpista.html

PT, marketing político e guerra assimétrica

DOMINGO, 10 DE OUTUBRO DE 2010

Reproduzo artigo de Luiz Carlos Azenha, publicado no blog Viomundo:

O grande mito da eleição de 2010 no Brasil, até agora, é de que a internet não influiu no resultado. A decisão dos eleitores seria tomada a partir do horário gratuito na TV e dos debates. Discordo. Acho que a eleição foi para o segundo turno por causa da internet.

Vi duas coisas na paradigmática disputa entre Barack Obama e John McCain nos Estados Unidos:

1. O potencial da internet para disseminar mentiras e calúnias por e-mail e nas redes sociais;

2. O potencial do YouTube para criar ondas positivas (Obama girl) e negativas (vídeos “exclusivos”, “bombásticos”, “escondidos pela mídia” etc.)

Não é possível dissociar a rede do contexto em que ela existe: nos Estados Unidos, naquela eleição, os grandes grupos de mídia ainda estavam engatinhando na rede e seu conteúdo ainda era produzido majoritariamente para as plataformas tradicionais (jornal impresso, emissoras de TV, etc).

Brilhou a internet para as táticas de guerrilha virtual.

Com duas diferenças em relação ao que vemos no Brasil, agora.

Nos Estados Unidos, a infraestrutura da banda larga tornava o acesso praticamente universal. Os vídeos rodavam nas casas de todos os eleitores.

No Brasil isso não é fato. O alcance da rede é menor.

Ah, mas existe uma grande diferença no Brasil: as lanhouses. Na periferia das grandes cidades, as lanhouses são mais que lugares para frequentar a internet. São clubes. Onde os jovens se reúnem, jogam uns contra os outros, checam o e-mail e assistem ao vídeos no You Tube. Uns chamam a atenção dos outros para as notícias que recebem. Quanto mais tosco o vídeo ou mais “bombástica” a informação — verdadeira ou mentirosa –, melhor. É assim que os boatos se espalham como fogo, através dos jovens.

A desconexão que eles sentem em relação aos governos, o ímpeto próprio da juventude, a volatilidade de opiniões, o desejo de subverter a ordem — tudo isso conta.

Para muitos destes eleitores, não pesa a “credibilidade” da Folha, que eles não assinam. Pesa a credibilidade dos amigos e parentes nos quais as mensagens se originam. É credibilidade por associação a alguém confiável.

O movimento que levou Marina Silva para o segundo turno teve um componente disso. E foi a internet que deu consistência à expressão dele em diferentes regiões do país e especialmente nas regiões metropolitanas.

Quantos comícios Marina fez presencialmente nos lugares em que foi mais votada?

Para além disso, temos outra grande diferença em relação aos Estados Unidos, que é a diferença de renda.

A elite é identificada não apenas por um padrão de consumo, mas estético.

A estética da elite está presente nas campanhas de Dilma Rousseff e José Serra. São formulações distantes, de centros de poder imaginário (Brasília, São Paulo) na cabeça dos jovens, emitidas por meios eletrônicos (TV, internet).

Daí a importância residual, no Brasil, dos panfletos.

A concretude física lhes confere credibilidade.

A palavra escrita, os desenhos e as charges tem um impacto simbólico que não deve ser desprezado. São a linguagem “do povo”, em anteposição à imagem limpa das superproduções, associada à elite.

O PT, o PMDB e os movimentos sociais dispõem de uma esmagadora vantagem sobre o PSDB/DEM neste campo.

Militância e capilaridade. Juntos, chegam a todos os pontos do Brasil.

Uma vantagem que pode ser decisiva numa eleição apertada.

Mas a vantagem só poderá ser explorada se passos forem dados para superar o abismo que existe entre os de cima (marqueteiros e pesquiseiros) e os de baixo (militantes e eleitores).

A proximidade física entre os militantes e os eleitores (de parentesco, de vizinhança, de bar, de fábrica ou comércio) conta muito nessa hora.

Para os que são de muita informação, informação.

Para os que são de pouca informação, mensagens simbólicas que contenham toda a informação.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/pt-marketing-politico-e-guerra.html

PANFLETO DA CAMPANHA DE SERRA: O aborto da "revista" Veja





Reproduzo artigo de André Lux, publicado no blog "Tudo em cima":

Que a revista Veja não passa de um panfleto da extrema direita tupiniquim, atualmente a serviço da campanha de José Serra, ninguém tem mais dúvida. Por isso não vou chover no molhado. Com o advento da internet e o surgimento da blogosfera progressista, as mentiras, os factóides e a hipocrisia de Veja passaram a ser desmascaradas em questão de dias, depois horas e agora... minutos!

A galera do twitter estava de olho esperando o que o pasquim dos Civita ia aprontar contra Dilma e... bingo: aborto! O objetivo é claro, mostrar que Dilma é "do mal", a favor de "matar criancinhas", além de mentirosa e incoerente.

Mas é mais um tiro no pé. Bastou Veja divulgar a capa "bombástica" que alguém pesquisou e achou outra capa da mesma revista, de setembro de 1997, que trazia uma matéria séria sobre o tema, amplamente favorável à liberação do aborto, com confissões abertas inclusive feitas por celebridades! Confira:


"Nós fizemos aborto"

Mulheres de três gerações enfrentam a lei, o medo e o preconceito e revelam suas experiências

- Andréa Barros, Angélica Santa Cruz e Neuza Sanches


Elas resolveram falar. Quebrando o muro de silêncio que sempre cercou o aborto, oito dezenas de mulheres procuradas por Veja decidiram contar como aconteceu, quando, por quê. Falaram atrizes, cantoras, intelectuais mas também operárias, domésticas, donas de casa. Falaram de angústia, de culpa, de dor e de solidão. Também falaram de clínicas mal equipadas, de médicos sem escrúpulos, de enfermeiras sem preparo, de maridos e namorados ausentes. A apresentadora Hebe Camargo contou que, quando era uma jovem de 18 anos, ficou grávida do primeiro namorado e foi parar nas mãos de uma curiosa que fez a cirurgia sem anestesia nem cuidado. A atriz Aracy Balabanian, a Cassandra do Sai de Baixo, ficou grávida quando estava chegando aos 40 anos e dando fim a um longo relacionamento. Resolveu fazer o aborto, convencida de que a criança não teria um bom pai nem ela seria capaz de criá-la sozinha. Metalúrgica da Força Sindical, a mineira Nair Goulart, 45 anos, fez dois abortos nos anos 70 por motivos econômicos. Ela e o marido, também operário, ganhavam pouco, viviam num quarto de despejo e não teriam meios de educar nenhum filho.

Quando o Congresso brasileiro debate a regulamentação de uma legislação que autoriza a realização de aborto apenas em caso de estupro e de risco de vida para a mãe como está previsto no Código Penal desde 1940 , a disposição das mulheres que falaram a Veja não é apenas oportuna, mas também corajosa. Embora o 1º Tribunal do Júri de São Paulo, o maior do país, já tenha completado mais de uma década sem condenar nenhuma mulher em função do aborto, a legislação estabelece para esses casos penas que vão de um a três anos de prisão. E a maioria delas não fez aborto pelos motivos previstos em lei, mas porque, cada uma em seu momento, cada uma com sua história pessoal, considerou as circunstâncias e concluiu que interromper a gravidez era uma saída menos dolorosa do que ter um filho que não poderia criar".


A reportagem continua no link da revista. Ah, outra coisa importante: a blogosfera também desencavou uma reportagem da revista TRIP de nº 41, na qual Soninha Francine declarou que já tinha feito aborto e que era favorável à descriminalização.

Detalhe: Soninha, ex-esquerdista e atual neocon renascida, é uma das coordenadoras de campanha de José Serra (PSDB). Ela é cotada para ser Ministra de Serra, se ele vencesse, e atua na campanha sobretudo na internet. E é pela internet, através de emails em massa, que partidários de Serra espalham a campanha de ódio e difamação contra Dilma.

Se não me engano, a denúncia foi feita pelo blog Os Amigos do Presidente Lula, que fez questão de comentar: "Nós não somos como eles, e não vamos apedrejar Soninha. O próprio cristianismo ensina que, quem não tiver pecados, que atire a primeira pedra. Vamos só denunciar essa hipocrisia, essa má-fé, o falso testemunho, e esse uso do nome do Senhor em vão, com fins eleitoreiros, pelos partidários de José Serra."

E agora, José Serra? Será que sua esposinha vai sair por aí gritando aos quatro ventos que a Hebe Camargo e Soninha gostam de "matar criancinhas"? Quem viver, verá...
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/o-aborto-da-revista-veja.html

SERRA FOI EXCOMUNGADO POR ARCEBISPO PERNAMBUCANO

No dia 3 de março de 2009, um rumoroso caso envolvendo uma menina de nove anos movimentou os noticiários. A menor, internada em um hospital público de Recife, fora estuprada pelo próprio padrasto e estava grávida de gêmeos, com a vida em iminente perigo. A equipe médica responsável pelo atendimento avaliou a gravidade da situação e, cumprindo as normas, procedeu à interrupção da gravidez. “Há duas indicações legais no abortamento previsto em lei, que é o estupro e o risco de vida. Ela está incluída nos dois e, como médico, a gente não pode deixar que uma menina de 9 anos seja submetida a sofrimento e até a pagar com a própria vida”, disse à imprensa, na ocasião, o médico Olímpio Moraes.

Ao tomar conhecimento do ocorrido, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, entrou em delíquio cósmico: para o sacerdote, teria sido consumado um crime e “um ato inaceitável para a doutrina”. O vigário, então, decidiu excomungar sumariamente da Igreja todas as pessoas que participaram do aborto, exceto a criança.
Os médicos que atenderam – e salvaram – a menina levaram em consideração a Norma Técnica “Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes”, assinada em 1998 por José Serra, então ministro da Saúde. A íntegra do documento pode ser encontrada no site da organização não-governamental CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria. Clique aqui para ler.

Para você ver que esta não é uma questão de “ser ou não ser”, sugerimos a leitura deste artigo do blog Café & Aspirinas.
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Para maiores informações clique no link:http://cloacanews.blogspot.com/2010/10/serra-foi-excomungado-por-arcebispo.html
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Fonte: http://cloacanews.blogspot.com/2010/10/serra-foi-excomungado-por-arcebispo.html

Serra é do mal, representa o atraso

Reproduzo artigo do sociólogo Emir Sader, intitulado "Dois Brasis" e publicado no seu blog no sítio Carta Maior:

O Brasil é um só, mas disputado por dois projetos antagônicos.

Um é o da paralisia econômica, do gigantesco endividamento interno, das dívidas e da submissão ao FMI. O Brasil que foi quebrado três vezes durante o governo FHC-Serra – em 1995, 1997 e 1998 – e quase levaram o país à falência, deixando uma recessão prolongada que só foi superada no governo Lula. O Brasil da carga tributária que subiu de 27 a 35%, dos apagões e do sucateamento da infraestrutura.

Aquele Brasil da privataria, que torrou nossas empresas públicas por 100 bilhões de dólares e ainda assim dobrou o endividamento público. O Brasil que mudou o nome da Petrobras para Petrobax, como caminho para privatizá-la e que tem os olhos postos no Pré-Sal, para oferecê-lo às grandes empresas privadas internacionais. É o Brazil do FHC e do Serra, da velha mídia, vinculada aos grandes interesses privados, que tinham se acostumado a dispor do Estado brasileiro a seu bel prazer.

Um Brasil que incrementou a desigualdade, desmontou o Estado, perseguiu os servidores públicos, se submeteu subservientemente aos EUA na política externa. Fez com que a maioria dos trabalhadores brasileiros ficassem submetido à total precariedade, sem carteira nem contrato de trabalho. Um Brasil do colapso das universidades públicas e da proibição da criação de escolas técnicas.

O outro Brasil é o que começou a despontar a partir das ruínas herdadas do governo FHC-Serra. Um Brasil que montou um modelo econômico de desenvolvimento com distribuição de renda. Um Brasil que remontou o Estado e sua capacidade de induzir a expansão econômica e garantir os direitos sociais. Um Brasil que tornou funcionais e virtuosos o crescimento e a distribuição de renda.

Um Brasil do bem, que elevou a auto-estima dos brasileiros, quando os governantes anteriores – Collor, FHC – só jogavam o país e os brasileiros para baixo. Tirou milhões de brasileiros da miséria, propiciando o acesso a bens básicos a grande parte dos brasileiros, excluídos pelas políticas de mercado.

Serra é da Corrente do Mal, que só destrói, que criou três crises durante o governo FHC, que quase destruiu o Brasil e agora quer quer brecar o caminho pelo qual o Brasil avança.

Lula e Dilma são os responsáveis principais por essa estratégia. A derrota da direita e a eleição da Dilma gera as melhores condições para que avancemos no caminho da construção de um Brasil justo, solidário e soberano.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/serra-e-do-mal-representa-o-atraso.html

Evangélicos pernambucanos reagem:" Sou evangélico,não acredito em boatos, voto em Dilma"



Reação dos que condenam a boataria e sua reprodução

Vários evangélicos pernambucanos reagiram a estratégia eleitoral da direita brasileira em usar a boa fé dos evangélicos, espalhando boatos , que infelizmente muitos não só acreditaram, como foram usados como instrumentos para reproduzir as mentiras e boatos surgidos na internet.

Os evangélicos reunidos, dia 06 de outubro, no centro do Recife, resolveram demonstrar de forma cabal não concordam com esta onda de boataria, como reafirmaram o voto na candidata Dilma, por acreditarem que ela de fato representa a continuidade do projeto do Presidente Lula, como alerta a não votarem em José Serra, por este representar o projeto do Presidente Henrique Cardosoo, do qual foi seu ministro diversas vezes, inclusive ministro da Saúde, que nesta condição assinou várias normas regulamento a prática de aborto no SUS.

Estratégia para esclarecer as mentiras entre os evangélicos

Os líderes religiosos, entre eles, o Pr. Jefferson Meneses, da Igreja Batista em Recife, foi brilhante em expôs as razões pelas quais votar em Dilma.Rebateu de forma contudente a onda de boatos espalhados ,e infelizmente reproduzidos por muitos evangélicos.

Pr. Jefferson lamentou( assista o vídeo acima) que muitos evangélicos venham ajudando a disseminar tais mentiras ao invés de reconnhecer os profundos avanços alcançando pelo governo do presidente Lula que tanto bem fez a todos os brasileiros, e claro também, ao povo evangélicos.

Estava presentes, os pastores Clóvis Almeida( Igreja Batista), Evangelista Orlando Morais( Batista Missionária) além de muitos outros.

Na reunião, foi deliberado a elaboração de um docuemnto repudiando a onda de mentiras capitaneada pelos apoiadores de José Serra. O documento constara uma crítica cristã, biblica e teologica contra os evangélicos que,sem averiguar a veracidade dos boatos, passaram a reproduziz,seja por email, ou verbalmente tais boatos, todos eles já publicamente desmentidos por Dilma.

O documento, será entregue nas portas de diversas denominações evangêlicas em Recife o outras cidades de Pernambuco. Em breve estaremos postando aqui o referido documento.

Presentes também ao encontro e o Vereador do Recife, Luis Eustáquio, vice presidente do Partido dos Trabalhadores, em Pernambuco, e membro da Assembléia de Deus do Recife( Ministério Bélem).A iniciativa deste encontro foi de Luís Eustáquio.

Adesivos para carros e praguinhas

Foi decidido a confecção de vários adesivos para carros com os dizeres: "Sou evangélico, não acredito em boatos. Voto em Dilma".Praguinhas também serão confeccionadas para serem distribuídas a todos os evangélicos que votam em Dilma e condenam a onda de boataria contra a candidata.

Veja abaixo arte do adesivos e praguinhas, que é possível baixar e imprimir:


Adesivo:





Praguinha:





Eis o documento elaborado ao final do encontro:


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Irineu Messias