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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Bullying eleitoral e fascismo tucano

QUARTA-FEIRA, 6 DE OUTUBRO DE 2010
Reproduzo revoltante relato de Eduardo Guimarães, publicado no Blog da Cidadania:

Estou impressionado com um caso relatado pelo amigo Arnóbio Rocha, tuiteiro com quem dividi os corredores do hospital em que minha filha Victória e Letícia, uma das filhas dele, estiveram internadas ao mesmo tempo há alguns meses.

Esse caso dá uma idéia das barbaridades que estão sendo praticados nesta campanha eleitoral, que pode passar à história como uma das mais sujas que este país já viu depois da redemocratização.

Vale relatar que tudo se deve ao candidato da mídia, bem como a própria, não estarem aceitando limites sobre o que usar para vencer a eleição presidencial.

Arnóbio relata, via Twitter, bullying que uma de suas filhas sofreu na escola em que estuda devido aos seus pais serem eleitores declarados de Dilma Rousseff.

O caso me parece extremamente grave. Inaceitável numa democracia. Este é o primeiro relato de dois que pretendo fazer hoje sobre o clima que o candidato José Serra, o jornal Folha de São Paulo, a Rede Globo, o Estadão e a revista Veja, entre outros, estão impondo ao país.

Arnóbio começa seu relato explicando o que é bullying: “Termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully – «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender”.

Segundo Arnóbio, sua filha de 9 anos estuda em uma escola cristã de classe média de São Paulo e foi vítima de “bulliyng pesado” por “defender Dilma”. Teria sido importunada por coleguinhas cujos pais votaram em Serra, que debochavam dela alegando que o tucano teria “vencido” o primeiro turno e Dilma, “perdido”.

A garota, segundo o relato, teria revidado dizendo que havia “mais eleição” pela frente – bela resposta para uma criança de nove anos. Todavia, naquele momento os coleguinhas começaram a gritar “Dilma Assassina”, e que ela “foi presa”, que “roubava” e que “mata crianças”.

Agora a parte mais revoltante e assustadora: a filha de Arnóbio diz ter sido caçada, encurralada e recebido socos e pontapés, além de os agressores terem pisado na mochila dela enquanto gritavam insultos e deboches.

Quando a mãe da menina foi buscá-la na escola, encontrou a filha aos prantos tentando relatar a agressão que sofrera.

Ainda segundo meu companheiro de hospital – alguém que tem a filha primogênita, de doze anos, sofrendo de leucemia -, este é o perfil dos pais dos alunos da tal escola: curso superior e salários, em média, de R$12 a 15 mil.

Arnóbio ainda assevera que “Nem em 1989 Collor ousou pregar o ódio de forma tão aberta” e que “Transformaram as eleições num inferno, em São Paulo”. E conclui dizendo que “não dá mais para ficar calado”.

Na classe da vítima dessa nova forma de bullying inventada pela campanha de Serra, o “bullying eleitoral”, dos 21 alunos 4 dizem que os pais votam em Dilma e todos estão sendo vítimas dos demais.

Arnóbio não quer revelar o nome da escola, no que julgo que está certo. Mas só até o ponto em que essa instituição tomar providências. Se tal não ocorrer, penso que ele deve tomar uma atitude. Não denunciar essa barbaridade equivale a aceitar ter a sua liberdade de expressão e de opinião desrespeitada.

Aguardemos…
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/bullying-eleitoral-e-fascismo-tucano.html

Campanha de Dilma vai fortalecer "central antiboatos" na web


Do Terra

A campanha de Dilma Rousseff vai reforçar uma "central antiboatos" para frear correntes contra a candidata petista na internet. Na avaliação dos governadores eleitos e do comando político, houve lentidão na resposta aos boatos dirigidos aos evangélicos. A tarefa de reagir a e-mails com notícias falsas estava a cargo do grupo da Pepper Comunicação, em parceria com a empresa americana Blue State.

Segundo o Terra apurou, essa função deve ser transferida para a equipe de Marcelo Branco, responsável pela mobilização da campanha nas redes sociais e nos blogs, além da transmissão ao vivo dos comícios. Entre os motivos para justificar a perda de votos de Dilma, aponta-se uma mensagem com uma falsa declaração da petista em Minas Gerais, de que "nem Cristo" tiraria dela a vitória no primeiro turno. Outras correntes atacavam as convicções da presidenciável sobre o aborto. Num nível abaixo da cintura, alguns e-mails traziam relatos inverídicos sobre a sua vida íntima.

O comando da campanha deve montar uma estrutura mais apropriada à velocidade da disseminação dos boatos. A equipe coordenada por Branco, que realiza diagnósticos diários da rede, estaria afiada para esse trabalho. No esboço original, a Pepper respondia pelo disparo de e-mails e de sms. Os reveses religiosos sugeriram deficiência na comunicação com os internautas e na desmontagem de ataques a Dilma. Desde o início, o site oficial e o Twitter da candidata estão sob responsabilidade da equipe de jornalismo.

Procurado pelo Terra, Marcelo Branco prefere não comentar a estrutura da campanha na web nem falar sobre os erros anteriores ao primeiro turno. Ele apenas expõe: "A estratégia é reforçar e estruturar a central antiboatos, para mobilizar uma reação mais rápida".
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/13558-campanha-de-dilma-vai-fortalecer-qcentral-antiboatosq-na-web

José Serra manda divulgar na web que plano de Dilma inclui perseguir cristãos, legalizar aborto e prostituição

Panfleto pró-TFP circula em reunião de cúpula tucana. José Serra estava presente e mandou fazer baixaria contra Dilma

texto incita militantes a divulgar na web que plano de Dilma inclui perseguir cristãos, legalizar aborto e prostituição

Participantes da reunião de cúpula da campanha de José Serra (PSDB) hoje (6.out.2010), em Brasília, receberam um panfleto com instruções sobre como propagar uma campanha anti-Dilma na internet. Num dos trechos, recomenda aos militantes visitarem o site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, um dos fundadores da TFP ( Sociedade Brasileira de Defesa de Tradição, Família e Propriedade), uma das mais conservadores agremiações do país.

O panfleto basicamente se refere ao PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos), lançado pelo governo Lula no final do ano passado. Eis um dos trechos do panfleto divulgado na reunião tucana:

“O PNDH-3 é um projeto de lei que tem por objetivo implantar em nossas leis a legalização do aborto, acabar com o direito da propriedade privada, limitar a liberdade religiosa, perseguir cristãos, legalizar a prostituição (e onde fica a dignidade dessas mulheres?), manipular e controlar os meios de comunicação, acabar com a liberdade de imprensa, taxas sobre fortunas o que afastará investimentos, dentre outros. É um decreto preparatório para um regime ditatorial”.

O blog estava dentro da sala do centro de convenções Brasil 21 na qual se realizou o encontro tucano. Por volta das 16h10, antes de a imprensa ser admitida no recinto, uma mulher com adesivo de Serra colado no peito distribuiu o bilhete. “Pega e passa”, dizia.

Era do tamanho de um papel A4 dividido ao meio. Mais tarde, uma pequena pilha (cerca de 3 cm de altura) com esses panfletos foi deixada ao lado do local onde era servido café –e a imprensa teve livre acesso. Ao final, o texto recomenda: “Divulgue esta informação através das redes sociais da internet (blogs, Orkut...)”.

TUCANOS MENTE:Segundo as assessorias do PSDB nacional e do candidato José Serra, a confecção do panfleto não tem relação com o partido nem com a campanha tucana. Ainda assim, o papel ficou à disposição de quem tivesse interesse em pegar. Os panfletos só foram retirados um pouco depois de o Blog ter perguntado à cúpula tucana a respeito do assunto.

Eis a íntegra do texto do bilhete:

“Você sabe o que é o PNDH-3? Se você é uma pessoa que pensa em votar na Dilma, conheça bem este projeto antes de votar.

“O PNDH-3 é um projeto de lei que tem por objetivo implantar em nossas leis a legalização do aborto, acabar com o direito da propriedade privada, limitar a liberdade religiosa, perseguir cristãos, legalizar a prostituição (e onde fica a dignidade dessas mulheres?), manipular e controlar os meios de comunicação, acabar com a liberdade de imprensa, taxas sobre fortunas o que afastará investimentos, dentre outros. É um decreto preparatório para um regime ditatorial.

“O que podemos esperar de um governo que tenta atropelar a sua constituição, tratados e convenções internacionais? Não duvide da veracidade dessas informações, pesquise a respeito e voto consciente!

“No próximo dia 3 de outubro, você pode mudar radicalmente o campo de batalha contra o PNDH-3. Para o bem ou para o mal... Tudo vai depender de como se comporá o novo Congresso Nacional depois do resultado das urnas. Mas e muito grande o número de pessoas que ainda não se conscientizaram do momento que atravessamos.

“Se você não fizer nada agora, não adiantará chorar sobre o resultado das urnas. E prepare-se para assistir nos próximos 4 anos uma transformação radical do País. Pense na sua família! O direito de votar é seu , o dever de promover a vida é do povo brasileiro. É através do voto que demonstramos o nosso poder!

“Passe essa informação adiante, não se omita, lute pelos nossos direitos! Depois pode ser tarde demais!

“Vamos eleger os políticos “Ficha Limpa de PNDH-3”. Veja as propostas dos seus candidatos, fique alerta! Divulgue esta informação através das redes sociais da internet (blogs, Orkut...)

“Acesse HTTP://www.ipco.org.br/home/ - Envie o seu cartão amarelo de alerta as deputados e senadores. Faça você também a sua parte, não se omita! Se puder faça cópias deste texto e ajude-nos com este trabalho, imprima os cartazes disponíveis neste site.

“Jesus disse: Eu vim para que todos tenham vida!”.

“Uma democracia sem valores converte-se facilmente num totalitarismo aberto ou dissimulado, como a história demonstra”. João Paulo II”. Do blog de Fernando Rodrigues na UOL.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/10/jose-serra-manda-divulgar-na-web-que.html

Panfleto pró-TFP circula em reunião de cúpula tucana texto incita militantes a divulgar na web que plano de Dilma inclui perseguir cristãos, legalizar

17h29 - 06/10/2010

Participantes da reunião de cúpula da campanha de José Serra (PSDB) hoje (6.out.2010), em Brasília, receberam um panfleto com instruções sobre como propagar uma campanha anti-Dilma na internet. Num dos trechos, recomenda aos militantes visitarem o site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, um dos fundadores da TFP ( Sociedade Brasileira de Defesa de Tradição, Família e Propriedade), uma das mais conservadores agremiações do país.


O panfleto basicamente se refere ao PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos), lançado pelo governo Lula no final do ano passado. Eis um dos trechos do panfleto divulgado na reunião tucana:


“O PNDH-3 é um projeto de lei que tem por objetivo implantar em nossas leis a legalização do aborto, acabar com o direito da propriedade privada, limitar a liberdade religiosa, perseguir cristãos, legalizar a prostituição (e onde fica a dignidade dessas mulheres?), manipular e controlar os meios de comunicação, acabar com a liberdade de imprensa, taxas sobre fortunas o que afastará investimentos, dentre outros. É um decreto preparatório para um regime ditatorial”.


O blog estava dentro da sala do centro de convenções Brasil 21 na qual se realizou o encontro tucano. Por volta das 16h10, antes de a imprensa ser admitida no recinto, uma mulher com adesivo de Serra colado no peito distribuiu o bilhete. “Pega e passa”, dizia.


Era do tamanho de um papel A4 dividido ao meio. Mais tarde, uma pequena pilha (cerca de 3 cm de altura) com esses panfletos foi deixada ao lado do local onde era servido café –e a imprensa teve livre acesso. Ao final, o texto recomenda: “Divulgue esta informação através das redes sociais da internet (blogs, Orkut...)”.


Segundo as assessorias do PSDB nacional e do candidato José Serra, a confecção do panfleto não tem relação com o partido nem com a campanha tucana. Ainda assim, o papel ficou à disposição de quem tivesse interesse em pegar. Os panfletos só foram retirados um pouco depois de o Blog ter perguntado à cúpula tucana a respeito do assunto.


Eis a íntegra do texto do bilhete:


“Você sabe o que é o PNDH-3? Se você é uma pessoa que pensa em votar na Dilma, conheça bem este projeto antes de votar.


“O PNDH-3 é um projeto de lei que tem por objetivo implantar em nossas leis a legalização do aborto, acabar com o direito da propriedade privada, limitar a liberdade religiosa, perseguir cristãos, legalizar a prostituição (e onde fica a dignidade dessas mulheres?), manipular e controlar os meios de comunicação, acabar com a liberdade de imprensa, taxas sobre fortunas o que afastará investimentos, dentre outros. É um decreto preparatório para um regime ditatorial.

“O que podemos esperar de um governo que tenta atropelar a sua constituição, tratados e convenções internacionais? Não duvide da veracidade dessas informações, pesquise a respeito e voto consciente!


“No próximo dia 3 de outubro, você pode mudar radicalmente o campo de batalha contra o PNDH-3. Para o bem ou para o mal... Tudo vai depender de como se comporá o novo Congresso Nacional depois do resultado das urnas. Mas e muito grande o número de pessoas que ainda não se conscientizaram do momento que atravessamos.


“Se você não fizer nada agora, não adiantará chorar sobre o resultado das urnas. E prepare-se para assistir nos próximos 4 anos uma transformação radical do País. Pense na sua família! O direito de votar é seu , o dever de promover a vida é do povo brasileiro. É através do voto que demonstramos o nosso poder!


“Passe essa informação adiante, não se omita, lute pelos nossos direitos! Depois pode ser tarde demais!


“Vamos eleger os políticos “Ficha Limpa de PNDH-3”. Veja as propostas dos seus candidatos, fique alerta! Divulgue esta informação através das redes sociais da internet (blogs, Orkut...)


“Acesse HTTP://www.ipco.org.br/home/ - Envie o seu cartão amarelo de alerta as deputados e senadores. Faça você também a sua parte, não se omita! Se puder faça cópias deste texto e ajude-nos com este trabalho, imprima os cartazes disponíveis neste site.


“Jesus disse: Eu vim para que todos tenham vida!”.


“Uma democracia sem valores converte-se facilmente num totalitarismo aberto ou dissimulado, como a história demonstra”. João Paulo II”.
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Fonte:http://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2010-10-03_2010-10-09.html

GILBERTO GIL VOTA EM DILMA NO 2° TURNO

QUARTA-FEIRA, 6 DE OUTUBRO DE 2010
Gilberto Gil

Estrela do PV, o ex-ministro Gilberto Gil, que fez campanha para Marina Silva (PV), vai votar em Dilma Rousseff (PT) para presidente no segundo turno, informa a coluna Mônica Bergamo, publicada nesta quarta-feira pela Folha (a íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

Segundo a coluna, Gil não deve se envolver na discussão partidária --o PV está rachado e parte da legenda, como Fernando Gabeira (PV-RJ), quer aderir a José Serra (PSDB). Mas, além de votar, o cantor deve tornar evidente seu apoio à petista.

Dilma, por sinal, telefonou para a mulher de Gilberto Gil, Flora, no próprio domingo, 3, dia do primeiro turno da eleição. Flora declarou voto na ex-ministra já na primeira rodada do pleito.

A adesão de Gabeira foi minimizada por setores que apoiam Dilma no Rio de Janeiro: ele teve 20% de votos no Estado --menos do que Serra, que teve 22%.
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Fonte:http://saraiva13.blogspot.com/2010/10/com-pv-rachado-gilberto-gil-declara.html

Serra, FHC e a aversão ao Nordeste


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Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=3RXLe78UrdY&NR=1

Eleições 2010 e os aproveitadores da boa fé da crueldade evangélica

Política
6 de outubro de 2010 às 17:14h
Por Rev. Sandro Amadeu Cerveira*

Talvez eu tenha falhado como pastor nestas eleições. Digo isso porque estou com a impressão de ter feito pouco para desconstruir ou no pelo menos problematizar a onda de boataria e os posicionamentos “ungidos” de alguns caciques evangélicos. [1]

Talvez o mais grotesco tenham sido os emails e “vídeos” afirmando que votar em Dilma e no PT seria o mesmo que apoiar uma conspiração que mataria Dilma (por meios sobrenaturais) assim que fosse eleita e logo a seguir implantaria no Brasil uma ditadura comunista-luciferiana pelas mãos do filho de Michel Temer. Em outras o próprio Temer seria o satanista mor. Confesso que não respondi publicamente esse tipo de mensagem por acreditar que tamanha absurdo seria rejeitada pelo bom senso de meus irmãos evangélicos. Para além da “viagem” do conteúdo a absoluta falta de fontes e provas para estas “notícias” deveria ter levado (acreditei) as pessoas de boa fé a pelo menos desconfiar destas graves acusações infundadas. [2]

A candidata Marina Silva, uma evangélica da Assembléia de Deus, até onde se sabe sem qualquer mancha em sua biografia, também não saiu ilesa. Várias denominações evangélicas antes fervorosas defensoras de um “candidato evangélico” a presidência da república simplesmente ignoraram esta assembleiana de longa data.

Como se não bastasse, Marina foi também acusada pelo pastor Silas Malafaia de ser “dissimulada”, “pior do que o ímpio” e defender, (segundo ele), um plebiscito sobre o aborto. Surpreende como um líder da inteligência de Malafaia declare seu apoio a Marina em um dia, mude de voto três dias depois e a apenas 6 dias das eleições desconheça as proposições de sua irmã na fé.

De fato Marina Silva afirmou (desde cedo na campanha, diga-se de passagem) que “casos de alta complexidade cultural, moral, social e espiritual como esses, (aborto e maconha) deveriam ser debatidos pela sociedade na forma de plebiscito” [3], mas de fato não disse que uma vez eleita ela convocaria esse plebiscito.

O mais surpreendentemente, porém foi o absoluto silêncio quanto ao candidato José Serra. O candidato tucano foi curiosamente poupado. Somente a campanha adversária lembrou que foi ele, Serra a trazer o aborto para dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) [4]. Enquanto ministro da saúde o candidato do PSDB assinou em 1998 a norma técnica do SUS ordenando regras para fazer abortos previstos em lei, até o 5º mês de gravidez [5]. Fiquei intrigado que nenhum colega pastor absolutamente contra o aborto tenha se dignado a me avisar desta “barbaridade”.

Também foi de estranhar que nenhum pastor preocupado com a legalização das drogas tenha disparado uma enxurrada de-mails alertando os evangélicos de que o presidente de honra do PSDB, e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defenda a descriminalização da posse de maconha para o consumo pessoal [6].

Por fim nem Malafaia, nem os boateiros de plantão tiveram interesse em dar visibilidade à notícia veiculada pelo jornal a Folha de S. Paulo (Edição eletrônica de 21/06/10) nos alertando para o fato de que “O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou nesta segunda-feira ser a favor da união civil e da adoção de crianças por casais homossexuais.” [7]

Depois de tudo isso é razoável desconfiar que o problema não esteja realmente na posição que os candidatos tenham sobre o aborto, união civil e adoção de crianças por homossexuais ou ainda a descriminalização da maconha. Se o problema fosse realmente o comprometimento dos candidatos e seus partidos com as questões acima os líderes evangélicos que abominam estas propostas não teriam alternativa.

A única postura coerente seria então pregar o voto nulo, branco ou ainda a ausência justificada. Se tivessem realmente a coragem que aparentam em suas bravatas televisivas deveriam convocar um boicote às eleições. Um gigantesco protesto a-partidário denunciando o fato de que nenhum dos candidatos com chances de ser eleitos tenha realmente se comprometido de forma clara e inequívoca com os valores evangélicos. Fazer uma denúncia seletiva de quem está comprometido com a “iniquidade” é, no mínimo, desonesto.

Falar mal de candidato A e beneficiar B por tabela (sendo que B está igualmente comprometido com os mesmo “problemas”) é muito fácil. Difícil é se arriscar num ato conseqüente de desobediência civil como fez Luther King quando entendeu que as leis de seu país eram iníquas.

Termino dizendo que não deixarei de votar nestas eleições.

Não o farei por ter alguma esperança de que o Estado brasileiro transforme nossos costumes e percepções morais em lei criminalizando o que consideramos pecado. Aliás tenho verdadeiro pavor de abrir esse precedente.

Não o farei porque acredite que a pessoa em quem votarei seja católica, cristã ou evangélica e isso vá “abençoar” o Brasil. Sei, como lembrou o apóstolo Paulo, que se agisse assim teria de sair do mundo.

Votarei consciente de que os temas aqui mencionados (união civil de pessoas do mesmo sexo, descriminalização do aborto, descriminalização de algumas drogas entre outras polêmicas) não serão resolvidos pelo presidente ou presidenta da república. Como qualquer pessoa informada sobre o tema, sei que assuntos assim devem ser discutidos pela sociedade civil, pelo legislativo e eventualmente pelo judiciário (como foi o caso da lei de biossegurança) [8] com serenidade e racionalidade.

Votarei na pessoa que acredito representa o melhor projeto político para o Brasil levando em conta outras questões (aparentemente esquecidas pelos lideres evangélicos presentes na mídia) tais como distribuição de renda, justiça social, direitos humanos, tratamento digno para os profissionais da educação, entre outros temas. (Ver Mateus 25: 31-46) Estas questões até podem não interessar aos líderes evangélicos e cristãos em geral que já ascenderam à classe média alta, mas certamente tem toda a relevância para nossos irmãos mais pobres.

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[1] As afirmações que faço ao longo deste texto estão baseadas em informações públicas e amplamente divulgadas pelos meios de comunicação. Apresento os links dos jornais e documentos utilizados para verificação.
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Fonte:http://www.segundaigreja.org.br/noticias_view.asp?id=340
http://www.cartacapital.com.br/politica/eleicoes-2010-e-os-aproveitadores-da-boa-fe-da-crueldade-evangelica

Eleito no sufoco, Alckmin inicia vingança contra José Serra

O novo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi eleito por uma margem mínima de votos, apenas 0,66% dos votos o livraram de ter que disputar um segundo turno. Agora, ele deve trocar quase todo o secretariado montado por pelo presidenciável tucano José Serra quando comandava o Estado e mantido até hoje pelo atual governador Alberto Goldman no Estado.

Tucanos fiéis a Alckmin na campanha da prefeitura em 2008, quando parte do partido não deu apoio a ele, devem ganhar força no novo governo. Este é o início do que muitos observadores do mundo político avaliam como a "vingança" de Alckmin pelas várias apunhaladas que ele já sofreu de José Serra.

Deixou cicatrizes na relação dos dois tucanos a traição que Serra operou contra Alckmin em 2008. Naquele ano, Serra apoiou a reeleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que havia sucedido Serra depois que ele abandonou a prefeitura para se candidatar ao governo do estado. Alckmin, que disputava a prefeitura pelo PSDB, acabou ficando em terceiro lugar na disputa, numa situação de humilhante derrota política.

Agora, reeleito governador, não precia mais manter as aparências que manteve no primeiro turno da disputa e deve começar sua vingança anti-Serra expurgando do governo estadual os aliados do presidenciável.

Os deputados federais Duarte Nogueira, Edson Aparecido e José Aníbal, que trabalharam em 2008 e 2010 com Alckmin, são cotados para secretarias importantes.

Entre os poucos secretários serristas que podem ser mantidos por Alckmin, estão Andrea Matarazzo, que assumiu a secretaria da Cultura neste ano e trabalhou na campanha do governador, e Paulo Renato, atual secretario de educação e cotado para continuar em outra pasta.

Campanha presidencial

Oficialmente, o discurso que predomina entre aliados de Alckmin é o de que o governador eleito se dedicará integralmente à campanha de Serra neste mês. Nos bastidores, entretanto, alckmistas admitem que ele não tem motivos para se "desdobrar" pelo presidenciável.

Se Serra perder a eleição presidencial, Alckmin pode se sobressair entre os principais líderes do PSDB, ao lado do senador eleito por Minas, Aécio Neves, que também aposta na derrota de Serra para assumir o posto de novo líder da oposição e, assim, fortalecer sua pretensão de disputar a presidência em 2014.

Com agências
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=138705&id_secao=1&sms_ss=twitter&at_xt=4cace0c19d4b6fec,0

Lungaretti: Folha trava batalha para obter munição contra Dilma

Um pedido de vista interrompeu nesta 3ª feira (5) o julgamento do mandado de segurança com que a Folha de S.Paulo tenta obter acesso ao antigo processo de Dilma Rousseff na Justiça Militar. O placar estava empatado em 2 x 2, com nove ministros ainda por votarem.

Por Celso Lungaretti, no blog Náufragos da Utopia

Quem acompanha a atuação do jornal da “ditabranda”, está careca de saber que seu único objetivo é desencavar alguma informação bombástica que possa ser usada pela campanha de José Serra.

O recurso foi protocolado pela Folha no Superior Tribunal Militar depois de a revista Época ter informado que o processo relativo a Dilma, dos idos da ditadura militar, estava indisponível para a imprensa durante o período eleitoral.


A advogada da Folha deixou claro o objetivo da querela jurídica, primeiramente no recurso, ao alegar que os leitores precisavam ter conhecimento do passado de Dilma.

Interrompido o julgamento, ela entregou o ouro de vez: "Tenho a confiança que o tribunal irá proferir a decisão em tempo hábil de informar o cidadão, ou seja, antes do segundo turno das eleições".

O relator Marcos Martins Torres, que não é bobo nem nada, questionou as intenções da Folha: "Talvez [o objetivo] não seja propriamente o de informar, mas possivelmente o de criar um fato político às vésperas das eleições".

Vale destacar, entretanto, que nada disto estaria acontecendo se os petistas situados nos altos escalões governamentais não tivessem ignorado olimpicamente as advertências que fiz em março/2008, quando desmontei denúncias de Elio Gaspari contra antigos resistentes, lastreadas nas informações absolutamente inconfiáveis dos processos da ditadura.

Afirmei que esse entulho autoritário estava merecidamente jogado na lata de lixo da História, não servindo para respaldar acusação nenhuma contra ninguém que combateu o arbítrio instaurado em 1964.

Como a extrema-direita utiliza incessantemente esse lixo ensanguentado para disparar acusações as mais falaciosas contra grandes brasileiros, eu conclamei as autoridades a estabelecerem, de uma vez por todas, que tais processos foram condenados pela História e não podem ser citados como fonte para denegrir os mortos e os sobreviventes daquelas carnificinas.

Preço da omissão

Falei com paredes. E, por conta de sua omissão de dois anos e meio atrás, os grãos senhores do PT são agora obrigados a mover céus e terras para evitar que a Folha faça com Dilma o que os sites e correntes de e-mails da extrema-direita fazem conosco (os veteranos da resistência não presidenciáveis) impunemente, há anos e anos.

Abaixo, relembro minhas principais alegações à época:

"Um regime de exceção utilizou práticas hediondas para investigar a ação dos resistentes que a ele se opunham e os inquéritos assim produzidos serviram para condenar patriotas, heróis e mártires em tribunais militares, com oficiais das Forças Armadas fazendo as vezes de jurados, o que atropelava flagrantemente o direito de defesa.

"O quadro era tão kafkiano que, num julgamento em que fui réu, o advogado de ofício designado para um companheiro apresentou-se completamente embriagado e começou sua peroração não falando coisa com coisa. O juiz auditor o expulsou da sala e mandou que outro advogado de ofício improvisasse a defesa, imediatamente, mal tendo tempo para ler os autos. O julgamento prosseguiu.

"A Lei da Anistia de 1979 sustou os efeitos concretos desses julgamentos e as ações seguintes do Estado brasileiro, como a constituição das comissões de Anistia e de Mortos e Desaparecidos Políticos, evidenciaram que os antes tidos como criminosos passaram a ser considerados, oficialmente, vítimas.

"Enfim, os IPMs foram, tão-somente, a versão que um inimigo apresentava do outro, para dar aparência de legalidade ao que não passava de arbitrariedade, sem compromisso nenhum com a verdade e a justiça.

"... para aqueles militares, a verdade não existia em si. Só lhes interessava a verdade operacional, as versões mais adequadas a seus objetivos na guerra psicológica que travavam.

"...é mais do que tempo da imprensa se compenetrar que, sem uma sentença lavrada por um tribunal na vigência plena do estado de direito, ninguém pode ser apontado taxativamente nos textos jornalísticos como 'terrorista' ou autor de tais ou quais crimes com motivação política.

"Os repórteres, comentaristas, articulistas e editorialistas que agirem de outra forma, estarão coonestando a prática de torturas e os julgamentos realizados por tribunais de exceção".

Risco Serra: em 1995 ele assinou a privatização de FURNAS, ELETROBRAS, CHESF...

06.10.2010
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA
 
Serra assinou decreto para leiloar Itaipu e Angra

Felizmente o processo de privatização fracassou, mas José Serra (PSDB) bem que tentou, assinando o decreto nº 1481/1995 para levar à leilão até geradoras de energia elétrica, quando era Ministro do Planejamento de Fernando Henrique Cardoso.
 
Por esse decreto, até Itaipu seria privatizada (50% sob controle da Eletrobrás). As centrais nucleares de Angra I e II também ficariam sob controle privado. Tucuruí e as hidelétricas do Rio São Francisco também.

Enquanto só pensava em privatizar, deixou de investir nestas estatais, culminando com APAGÃO de 2002. Isto é José Serra.

O decreto foi assinado em 1995, mas Serra não mudou. Treze anos depois, em 2008, quando ele foi governador de São Paulo, levou à leilão a CESP (Companhia Energética de São Paulo), estatal do governo do estado. O leilão fracassou porque não encontrou comprador, mas ele tentou.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/10/risco-serra-em-1995-ele-assinou.html

Assessor de Serra quer mudar modelo de exploração do pré-sal

6 de outubro de 2010 às 13:17
Assessor sugere modelo antigo para pré-sal

Juliana Ennes | VALOR ECONÔMICO

David Zylberstajn, assessor técnico para a área de energia da campanha do candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, disse ontem que aconselha o candidato a desistir da proposta do atual governo de modificar o modelo de concessão de campos de petróleo para o modelo de partilha, no caso dos blocos do pré-sal.

Ele lembrou, no entanto, que o custo político da decisão é somente o candidato quem pode avaliar e é isso que deve nortear a decisão final de se adotar ou não o modelo de partilha no pré-sal.

“A minha opinião é pelo lado técnico, mas dentro do contexto político eu não sei. Eu aconselharia a deixar o que está funcionando bem do jeito que está. Se houvesse justificativa para mudar, tudo bem”, disse Zylberstajn.

O presidente da DZ Negócios com Energia e ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP) acredita que o modelo proposto não traz benefícios para o governo em termos de arrecadação. Além do fato de o governo receber sua parte em petróleo, e não mais em dinheiro.

“Não há nenhuma conta que diga que esse sistema é mais vantajoso financeiramente para o governo. Eu, particularmente, acho que qualquer que seja o governo, ter uma estatal comprando e vendendo petróleo é uma janela para a corrupção. É um modelo completamente estapafúrdio”, disse.

O assessor de Serra acredita que o regime de concessões seja melhor não somente em termos de arrecadação, mas tem também a vantagem de antecipar o recebimento dos recursos. “Você tem o bônus de assinatura. No sistema de partilha, você só vai receber lá na frente. Depois de ter descontado o que gastou com o campo, vai receber sua parte em óleo, que vai ter que ser vendido. Isso só vai gerar alguma coisa lá na frente. Enquanto, hoje, se licitar um campo, o governo coloca dinheiro no Tesouro hoje mesmo”, disse.

Ele lembrou que a obrigatoriedade de que a Petrobras opere ao menos 30% de todos os blocos do pré-sal traz um grande risco. De um lado, para a própria companhia, que fica obrigada inclusive a ter como sócias empresas que ganharem a briga, independentemente do desejo de se fazer uma sociedade. E é também ruim para o país, que fica preso à capacidade da estatal de investir.

Zylberstajn disse que o Rio de Janeiro precisa tomar cuidado para não virar um importador de equipamentos industriais de São Paulo, devido à escassez de mão de obra, a problemas de infraestrutura, aos meios instituicionais e a eventuais incentivos fiscais.
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Fonte: www.viomundo.com.br

Ainda "Estadão":" Espaço só para colunista da direita"

Altamiro Borges,06.10.10

A perseguição à psicanalista teria como motivo artigo publicado por ela na véspera da eleição. O Estadão parece que só aceita colunistas da direita, ligados à seita fascista Opus Dei, ao Instituto Millenium ou aos saudosos da ditadura militar. O artigo de Maria Rita Kehl, intitulado “Dois pesos”, era até cauteloso e, inclusive, fazia elogios ao próprio Estadão. Vale ser lido e relido:


Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E – os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil – tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por “uma prima” do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da “esmolinha” é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de “acumulação primitiva de democracia”.

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

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Fonte: www.altamiroborges.blogspot.com

Vamos votar de forma consciente e decisiva


Estas eleições têm uma importância decisiva para definir o destino do País e dos estados, pois vamos votar para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Ainda existe gente que não sabe o significado que a política tem em suas vidas e desconhece o poder do voto.

Inicialmente, entendemos que os políticos são diferentes, pois representam segmentos distintos da sociedade. Uns defendem apenas os interesses de minorias que compõem o poder econômico. Mas, por outro lado, existem os políticos que defendem os interesses dos trabalhadores, dos servidores e da população excluída

Segundo a CUT Nacional, “Não há duvida de que o Brasil se transformou em outra nação nos últimos oito anos. A decisão do governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva de acreditar na capacidade dos brasileiros permitiu ao país deixar o papel de mero coadjuvante para se tornar um protagonista no cenário mundial.”

Essa transformação possibilitou o crescimento econômico, com melhor distribuição de renda e inclusão social. Os programas sociais estão melhorando a qualidade de vida dos brasileiros. No entanto, ainda existem muitos desafios pela frente. É fundamental continuar apostando nesse processo e não permitir que haja retrocesso

O voto não é apenas uma obrigação e sim um ato de cidadania que fortalece a democracia. Por isso, o voto deve ser valorizado e a escolha dos candidatos deve ser feita de forma consciente. Procure identificar quem tem propostas e práticas coerentes na luta pela melhoria da vida da maioria da população brasileira.

Alguns programas eleitorais nas emissoras de rádio e tv procuram confundir os eleitores divulgando inverdades e promessas mirabolantes. Apesar disso, podemos identificar as diferenças, observando quem fez o quê. Acreditamos que o Brasil e o nosso estado vem melhorando nos últimos anos. Por isso, é hora de decidir pela continuidade desse processo que inclusive permite um maior diálogo com os sindicatos, movimentos sociais e outros organizações da sociedade civil.

Depois de votarmos de forma consciente, não devemos cruzar os braços. Precisamos valorizar mais a política, acompanhar com atenção e critério tudo que ocorre em nossa cidade, estado e país e cobrar dos eleitos os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral.
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Fonte:www.sindsprev.org.br

Leonardo Boff: Por uma aliança entre Marina e Dilma

6 de outubro de 2010 às 12:29
Leonardo Boff apóia aliança entre Marina e Dilma

Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. José Serra representa esse ideário. O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto. É aquí que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos. O artigo é de Leonardo Boff.

Leonardo Boff, na Carta Maior

O Brasil está ainda em construção. Somos inteiros mas não acabados. Nas bases e nas discussões políticas sempre se suscita a questão: que Brasil finalmente queremos?

É então que surgem os vários projetos políticos elaborados a partir de forças sociais com seus interesses econômicos e ideológicos com os quais pretendem moldar o Brasil.

Agora, no segundo turno das eleições presidenciais, tais projetos repontam com clareza. É importante o cidadão consciente dar-se conta do que está em jogo para além das palavras e promessas e se colocar criticamente a questão: qual dos projetos atende melhor às urgências das maiorias que sempre foram as “humilhadas e ofendidas” e consideradas “zeros econômicos” pelo pouco que produzem e consomem.

Essas maiorias conseguiram se organizar, criar sua consciência própria, elaborar o seu projeto de Brasil e digamos, sinceramente, chegaram a fazer de alguém de seu meio, Presidente do pais, Luiz Inácio Lula da Silva. Fou uma virada de magnitude histórica.

Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise econômico-financeira de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. Para facilitar a dominação do capital mundializado, procura-se enfraquecer o Estado, flexibilizar as legislações e privatizar os setores rentáveis dos bens públicos.

O Brasil sob o governo de Fernando Henrique Cardoso embarcou alegremente neste barco a ponto de no final de seu mandato quase afundar o Brasil. Para dar certo, ele postulou uma população menor do que aquela existente. Cresceu a multidão dos excluidos. Os pequenos ensaios de inclusão foram apenas ensaios para disfarçar as contradições inocultáveis.

Os portadores deste projeto são aqueles partidos ou coligações, encabeçados pelo PSDB que sempre estiveram no poder com seus fartos benesses. Este projeto prolonga a lógica do colonialismo, do neocolonialismo e do globocolonialismo pois sempre se atém aos ditames dos paises centrais.

José Serra, do PSDB, representa esse ideário. Por detrás dele estão o agrobusiness, o latifúndio tecnicamente moderno e ideologicamente retrógrado, parte da burguesia financeira e industrial. É o núcleo central do velho Brasil das elites que precisamos vencer pois elas sempre procuram abortar a chance de um Brasil moderno com uma democracia inclusiva.

O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Este projeto se constrói de baixo para cima e de dentro para fora. Que forjar uma nação autônoma, capaz de democratizar a cidadania, mobilizar a sociedade e o Estado para erradicar, a curto prazo, a fome e a pobreza, garantir um desenvolvimento social includente que diminua as desigualdades. Esse projeto quer um Brasil aberto ao diálogo com todos, visa a integração continental e pratica uma política externa autônoma, fundada no ganha-ganha e não na truculência do mais forte.

Ora, o governo Lula deu corpo a este projeto. Produziu uma inclusão social de mais de 30 milhões e uma diminuição do fosso entre ricos e pobres nunca assistido em nossa história. Representou em termos políticos uma revolução social de cunho popular pois deu novo rumo ao nosso destino. Essa virada deve ser mantida pois faz bem a todos, principalmente às grandes maiorias, pois lhes devolveu a dignidade negada.

Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto que deu certo. Muito foi feito, mas muito falta ainda por fazer, pois a chaga social dura já há séculos e sangra.

É aquí que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos. Ela mostrou que há uma faceta significativa do eleitorado que quer enriquecer o projeto da democracia social e popular. Esta precisa assumir estrategicamente a questão da natureza, impedir sua devastação pelas monoculturas, ensaiar uma nova benevolência para com a Mãe Terra. Marina em sua campanha lançou esse programa. Seguramente se inclinará para o lado de onde veio, o PT, que ajudou a construir e agora a enriquecer. Cabe ao PT escutar esta voz que vem das ruas e com humildade saber abrir-se ao ambiental proposto por Marina Silva.

Sonhamos com uma democracia social, popular e ecológica que reconcilie ser humano e natureza para garantir um futuro comum feliz para nós e para a humanidade que nos olha cheia de esperança.

(*) Leonardo Boff é teólogo
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/leonardo-boff-por-uma-alianca-entre-marina-e-dilma.html

Moto-Serra acusa Marina de "mensalão"



No debate da TV Globo no primeiro turno, o demotucano José Serra, irônico e rancoroso, acusou Marina Silva de pertencer ao "governo do mensalão" e disse "você e Dilma tem muitas coisas parecidas". Agora, para abocanhar os votos verdes, o cínico faz rasgados elogios à candidata do PV. Confirma-se a história, conhecida até no ninho tucano, de que Serra não respeita ninguém nas suas ambições. De que é autoritário e destrutivo. Este vídeo deveria ser novamente assistido pelos que votaram em Marina.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/


No debate da TV Globo no primeiro turno, o demotucano José Serra, irônico e rancoroso, acusou Marina Silva de pertencer ao "governo do mensalão" e disse "você e Dilma tem muitas coisas parecidas". Agora, para abocanhar os votos verdes, o cínico faz rasgados elogios à candidata do PV. Confirma-se a história, conhecida até no ninho tucano, de que Serra não respeita ninguém nas suas ambições. De que é autoritário e destrutivo. Este vídeo deveria ser novamente assistido pelos que votaram em Marina.

Dilma tem que conquistar o “voto religioso”:

Publicado em 04/10/2010 Compartilhe Dilma tem que tratar da sua religiosidade


Os colonistas (*) da Globo se excitaram demais com a vitória que significou levar a eleição para o segundo turno.

Devagar com o andor.

O PiG (**) e seus colonistas (*) não levaram a eleição para o segundo turno.

Não foi a Lunus 2010 e a ação conjunta de denúncias, que começaram com a quebra de sigilo do Eduardo Jorge e terminaram com a Erenice.

A Dilma parou de subir e a Marina começou a subir com a questão religiosa.

O aborto.

O ateismo.

A luta política clandestina.

A Bláblárina Silva capitalizou tudo isso, e enrolou numa bandeira “verde”, capitalista.

A Traíra in natura – embora tenha perdido a eleição no Acre.

Ela não ganhou voto porque seja verde, cripto-capitalista ou porque seja da Natura.

E, sim, porque encarnou a “religiosidade”, a evangélica pura, imaculada.

Aquela que não acredita em Darwin.

Esse é o desafio da Dilma.

O Serra não herda isso automaticamente.

O Serra é tão religioso quanto democrata.

Não é Fernando Henrique quem diz que o Serra tem um “demoniozinho” dentro do peito ?

O Ricardo Guedes, da Sensus, me disse neste domingo à tarde que só um fator tirava a vitória da Dilma no primeiro turno.

A “questão religiosa”.

Esse é um voto silencioso, subterrâneo, confessional, que pesquisa de opinião pública não capta.

Fica todo mundo preocupado com a economia, com a reação política à economia e se esquece da “questão religiosa”, quando ela se associa à discussão de valores morais.

Quem melhor pode explicar como isso funciona, hoje, no Brasil, é a deputada federal eleita pelo Rio, Jandira Feghali.

Ela estava praticamente eleita Senadora e, na véspera da eleição, as igrejas do Rio foram invadidas de panfletos que a acusavam de defender o aborto.

Guedes lembrou o que aconteceu na primeira eleição do Bush.

Esqueça a Florida, diz o Guedes, onde houve fraude.

Em muitos outros pontos do país, sem que os institutos de opinião captassem, o eleitor foi para o Bush com medo do casamento gay.

Ao lado de tudo isso, deve haver, também, uma inclinação mais acentuada do voto feminino, da mulher religiosa, que zela e inspira a família.

A Dilma vai ter que levar os líderes religiosos para o palanque.

Explicar de novo o que pensa do aborto.

O Lula tem que relembrar que sempre foi católico devotado.

Falar da D Lindu.

Levar o José de Alencar para o programa eleitoral.

A Bláblárina e seus 19% aplicaram à política brasileira dose cavalar de um fenômeno insólito: a religião.

O bolso não foi a parte mais sensível do corpo do eleitor, no primeiro turno.

Como previu o Conversa Afiada, pode ser pela sacristia que o eleitor de Classe C, que o Lula fortaleceu, comece a votar no Berlusconi.

De novo, por não existir uma Ley de Medios, e, por isso, como não há debate sobre políticas públicas, foi possível enfiar a questão do aborto por debaixo da porta da campanha.

Não vai ser o Serra que vai conquistar esse voto.

Ele vai levar o voto neoliberal da Marina.

Do neoliberal que, no primeiro turno, votou na Marina, porque teve vergonha de votar no Serra.

O “voto religioso” deve ser da Dilma.

De novo, o Lula vai explicar isso a quem votou – por equívoco – na Marina.

Ele faz isso melhor do que ninguém.

Paulo Henrique Amorim


Em tempo: a leitura matinal do PiG (**) me obriga a enfatizar que o PiG (**) não levou a eleição para o segundo turno. Os 19% da Bláblárina não leem o PiG (**), não assistem à GloboNews nem distinguem a urubóloga de uma assombração. Deve ser um eleitor (especialmente eleitora) despolitizado, que, sinceramente, acreditava que a senhora do jatinho de US$ 50 milhões chegaria à Presidência. O PiG (**) pode espinafrar a Dilma, celebrar Onan e pensar que ressuscitou: mas, a eleição é outra. – PHA

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/10/04/dilma-tem-que-conquistar-o-%E2%80%9Cvoto-religioso%E2%80%9D/

PiG foi para o lixo. Religião votou em Marina

Não tem mais PiG (*).

Não tem debate na Globo.

Não tem Erenice.

Não tem Eduardo Jorge.

Não tem jatinho da Natura.

Não tem James Cameron.

Nada disso deu voto à Marina.

O Conversa Afiada tinha dito “Dilma tem que conquistar o voto religioso”.

O jornal Valor foi fazer o que antigamente os jornais faziam: reportagem.

Hoje, como se sabe, o PiG (*) não tem mais reportagem.

Tem opinião.

Ou “reportagem” produzida por uma Central Lunus 2010, para destruir personalidades – de preferência a do Lula.

A pág. A16 do Valor de hoje traz reportagem sobre o voto em Marina em Sabará, Minas; na Grande Recife; em Piquete, no Vale do Paraíba, SP; e em Volta Redonda, no Rio de Janeiro – áreas onde a Marina foi bem votada.

Em Sabará, não houve campanha da Dilma nem do Serra.

O Aécio só pediu voto para o Anastasia.

O vice prefeito é do PV.

Em Piquete, o que decidiu foi a forte religiosidade da região, que abriga a Basílica de Aparecida.

Ali se disseminou o rumor de que Dilma é a favor do aborto.

Em Volta Redonda, segundo o vice do Sergio Cabral, o Pezão, a instrução que líderes religiosos davam era clara: não votar na Dilma.

Em Recife, onde Eduardo Campos derrotou Jarbas de forma esmagadora, Marina se beneficiou do contágio do “segmento evangélico”.

Essa onda não foi “verde”.

Foi religiosa.

Quem acha que é “verde” é a urubóloga, que se abraça à Marina como uma bóia de salvação.

Marina é o último e passageiro vínculo do PiG (*) com o poder real.

Não adianta os malufistas do Bom (?) Dia Brasil dizerem que um assalto a uma carrocinha de pipoca no Paraná é culpa do Lula.

Pode desentocar o Eduardo Jorge.

A Erenice.

O mensalão.

Pode jogar a Globo no limite da desobediência civil – e da cassação da concessão.

Pode esconder as vaias ao Serra.

Pode a Folha (**) dizer que o PT vai tirar o aborto do programa – outra mentira, como demonstrou o Marco Aurélio Garcia.

Não adianta nada.

Esse voto foi para a Marina por mecanismo autônomo, inacessível à pregação Golpista.

Se você chegar em Sabará e perguntar pelo Alexandre Garcia, eles vão pensar que é o açougueiro.

Sorry, Ali Kamel, mas você não está nesse jogo.

Essa batalha se travará num campo já previamente inclinado a favor da Dilma.

Ela precisa de 3 milhões de votos e o Zé Baixaria, de 18 milhões.

A distância entre eles é de um eleitorado de Minas.

Nesse campo inclinado, a luta será entre a pregação visível, ostensiva, pública e transparente da Dilma.

E a treva da baixaria que beneficia o Serra.

De um lado, a disputa do voto dos religiosos, com argumentos que os convençam de que a Dilma apóia o aborto que está na Constituição: em caso de estupro ou de risco de vida.

De outro, a turma que se inspira nos baixios do Serra.

Este ordinário blogueiro sempre disse que a baixaria é a ultima arma do Serra.

Como diz o Ciro, que entende de Serra como ninguém: o Serra não tem escrúpulos: se preciso for, passa com um trator por cima da mãe.

A arma mais eficaz para beneficiar o Serra é a que foi usada no primeiro turno.

Espalhar o medo.

O “tenho medo” da Regina Duarte foi substituído pelo “tenho medo” do aborto.

Era o Golpe do Medo, agora é o Golpe do Aborto.

A essência é a mesma: Golpe.

Como o Bush: “tenho medo do Bin Laden”.

Como enfrentar essa campanha sórdida, subterrânea ?

Aparentemente, a Dilma tomou medidas apropriadas.

Chamou o Ciro para desafiar o Serra no tom apropriado: aos berros.

Serra tinha dito que Ciro era um fósforo apagado.

Apagado ?, como ?, se ainda queima.

Eduardo Campo vai empenhar seus 80% em Pernambuco.

Sergio Cabral e Pezão os seus 65%.

Patrus, católico fervoroso, o homem do Bolsa Família, pode passar em Sabará e falar um pouco da Dilma.

Não precisa falar do Serra, porque, lá, nem o Aécio falou dele.

E os líderes religiosos que conhecem a Dilma, apoiaram a Dilma e agora vão para o horário eleitoral.

É só divulgar o que aconteceu com o Chalita.

Bastou ele romper com o Serra para ser perseguido por uma campanha abjeta nas redes sociais e no Youtube.

Serra está em casa.

É o seu habitat – a vala negra, que também corta a redação da Veja, essa escória, como diz o Ciro.

Agora, uma pergunta: quais são as credenciais para Serra herdar os votos da Marina ?

Credenciais “verdes”, ele não tem: basta respirar às margens dos rios que cortam a cidade de São Paulo.

Evandro Lins e Silva defendeu Samuel Wainer numa batalha judicial que Carlos Lacerda, outro pai do Serra (***), moveu contra ele.

Lacerda assegurava que Samuel tinha nascido na Bessarábia e, portanto, não podia ser dono da Última Hora.

A lei dizia que só brasileiro podia ser dono de jornal.

Evandro tinha lá as dúvidas dele.

Mas, a certa altura, Samuel apareceu com uma testemunha bomba: o rabino que o tinha circuncidado, na Tijuca.

Evandro me contou que, tempos depois, ele soube que o rabino, coitado, tinha caído na lábia do Samuel e mentiu.

Por hipótese, a equipe do Serra pode produzir duas testemunhas bombas, até o fim da eleição.

O membro do PCC que trabalhou para a Dilma.

E São João Batista que o batizou no Jordão.

Ou o rabino que o circuncidou.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(***) Ciro diz que Serra é filhote do FHC. Fora do casamento ?, pergunta este ordinário blogueiro.
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Fonte: http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/10/06/pig-foi-para-o-lixo-religiao-votou-em-marina/

Estadão censura Maria Rita Kehl

QUARTA-FEIRA, 6 DE OUTUBRO DE 2010
Estadão censura Maria Rita Kehl

Por Altamiro Borges

No final da noite desta terça-feira (5) circulou a notícia de que o jornal O Estado de S.Paulo teria demitido a renomada psicanalista Maria Rita Kehl, articulista do diário. Agora, o jornalista Xico Sá informa que “o Estadão não demitiu Maria Rita Kehl, mas exige que ela não escreva mais sobre política. Só psicanálise. Quem explica, Dr. Freud?”. A confirmar qual é versão verdadeira!

Mas, como diz o ditado, “onde há fumaça, há fogo”. Tenha ela sido demitida ou censurada, isto só prova o cinismo dos barões da mídia, que vivem esbravejando sobre a liberdade de expressão e criticando a censura – principalmente para fustigar o governo Lula e para colocar na defensiva os mais vacilantes. Como já ensinou Cláudio Abramo, “a liberdade de imprensa só existe para os donos dos jornais”. O resto é pura bravata sobre neutralidade, imparcialidade e democracia.

Espaço só para colunista da direita

A perseguição à psicanalista teria como motivo artigo publicado por ela na véspera da eleição. O Estadão parece que só aceita colunistas da direita, ligados à seita fascista Opus Dei, ao Instituto Millenium ou aos saudosos da ditadura militar. O artigo de Maria Rita Kehl, intitulado “Dois pesos”, era até cauteloso e, inclusive, fazia elogios ao próprio Estadão. Vale ser lido e relido:


Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E – os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil – tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por “uma prima” do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da “esmolinha” é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de “acumulação primitiva de democracia”.

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

Eugênio Bucci tem algo a dizer?

Ao estimular a reflexão crítica, principalmente da “classe média” emburrecida pela manipulação midiática, Maria Rita Kehl virou alvo da sanha autoritária da famíglia Mesquita. A máscara do Estadão, já borrada por inúmeros outros episódios, caiu de vez. Seu discurso sobre liberdade de expressão é falso, hipócrita. Os barões da mídia confundem “liberdade de imprensa” com liberdade de empresa, dos monopólios, para enganar os ingênuos. Confirmada a perseguição à altiva psicanalista, é urgente o repúdio do Sindicato dos Jornalistas e das entidades democráticas.

Em tempo: Em 2004, a Boitempo Editorial publicou o excelente livro “Videologias”, de autoria de Maria Rita Kehl e Eugênio Bucci. A psicanalista manteve-se na trincheira, refletindo sobre os riscos da manipulação midiática. Já o jornalista hoje é badalado pelos barões da mídia, fazendo críticas ao governo Lula, do qual inclusive fez parte no primeiro mandato. Para ele, Lula é hostil à liberdade de expressão. Perguntar não ofende: ele também será duro na crítica ao Estadão e prestará solidariedade a Maria Rita Kehl?
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/

O Protesto e o abraço. Duas visões de um mesmo fato

05 de outubro de 2010 às 23:55


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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/duas-visoes-de-um-mesmo-fato.html

O Estadão demitiu a jornalista Maria Rita Kehl por escrever artigo elogioso ao Lula

O Estadão demitiu a jornalista Maria Rita Kehl por escrever artigo elogioso ao Lula. E depois é a dilma que é o perigo p/ democracia.

Eis o artigo que motivou a demissão da jornalista Maria Rita Kehl:

SÁBADO, 2 DE OUTUBRO DE 2010
O voto politizado dos mais pobres,
artigo de Maria Rita Kehl publicado neste sábado (2) no Estadão:

Dois pesos...

Maria Rita Kehl

Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.
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Fonte: http://mandacaru13.blogspot.com/2010/10/o-voto-politizado-dos-mais-pobres.html

Consultar Popular: união para barrar Serra

Reproduzo entrevista concedida à jornalista Aline Scarso, da Radioagência NP:

Em entrevista à Radioagência NP, o integrante da coordenação nacional da Consulta Popular, Ricardo Gebrim, discute o cenário do segundo turno para a presidência. De acordo com ele, a campanha entra em uma fase crítica: as forças populares devem buscar unidade pela vitória de Dilma (PT) contra a vitória de José Serra (PSDB) e o retorno da direita ao poder. Gebrim também analisa a votação expressiva de Marina Silva (PV), que conquistou quase 20% dos votos válidos, e diz que houve avanço, ainda insuficiente, na configuração do Congresso Nacional.

O que representa o resultado do 1º turno para as forças populares do Brasil?

Em relação às eleições presidenciais, nós podemos afirmar que não interessou às forças populares a existência de um segundo turno. O melhor desfecho era que Dilma Rousseff fosse eleita no primeiro turno. O segundo turno abre condições e risco para que a direita avance na sua ação ofensiva, com as forças mais reacionárias do último período.

Isso coloca [ao PT e aos movimentos sociais] uma campanha difícil como também irá possibilitar que muitas pressões conservadoras recaiam até mesmo sobre a candidatura Dilma. Então, nesse momento é fundamental que a gente consiga unificar o conjunto dos setores populares, que votaram em outros candidatos, como na Marina, para derrotar o Serra e garantir a vitória na Dilma.

Por que a vitória Dilma é considerada mais promissora para o avanço das forças populares que a vitória do Serra?

Por vários motivos. O primeiro deles é que dá continuidade a um posicionamento geopolítico do Brasil, que não só vem apoiando iniciativas importantes no nosso continente, como possibilitou o apoio em várias situações fundamentais, como no episódio do golpe em Honduras, no apoio das iniciativas continentais que fortaleceram países como a Bolívia, a Venezuela e Equador.

Mas não só no âmbito mundial. A candidatura da Dilma também representa esse leque de força, [que] nesse último período - ainda que não tenha sustentado o programa histórico das transformações - possibilitou que fosse barrado um conjunto de iniciativas ofensiva neoliberal que ficou marcada pelo governo de Fernando Henrique. [Ou seja] as ofensivas das privatizações, a ofensiva contra os direitos trabalhistas. Portanto, nós temos que fazer uma fortíssima campanha para impedir que a direita retome essa condição de força e consiga derrotar esse acúmulo que foi obtido nesses últimos anos.

Como a Consulta avalia a votação obtida pela Marina?

A votação expressiva da Marina é algo que precisa ser melhor compreendida porque a candidatura dela tem vários temas importantes como no papel geopolítico do Brasil, a questão agrária e os direitos trabalhistas. É uma candidatura que se manteve bastante ambígua, para não dizer que em alguns momentos chegou a esboçar várias propostas conservadoras.

Portanto, o voto acumulado pela Marina, embora tenha arrebanhado um conjunto de setores sensíveis ao discurso ambiental e a um processo de desenvolvimento que seja sustentável, também foi um voto que sinalizou um protesto e um descontentamento de uma parcela que se sente frustrada pelo governo Lula não ter avançado e implementado aquelas medidas históricas do programa democrático e popular do PT. O voto da Marina canaliza esse conjunto de eleitores, embora com um discurso bastante ambíguo e incerto.

E qual é a avaliação sobre a composição do Congresso? Nas eleições para o Senado, por exemplo, o PT passou de oito para 14 cadeiras. O DEM tinha 13 e agora tem seis e o PSDB, tinha 14 e agora 11.

Isso sem dúvida é um avanço importante, ainda mais porque o Senado sempre foi o bastião do pólo conservador. Obter um avanço no Senado é um passo importante, mas ainda é um avanço insuficiente, pois ainda existe uma forte presença conservadora na Casa. No quadro geral é uma perspectiva promissora. Também me parece que na Câmara houve certo avanço dos partidos que tem um compromisso histórico das lutas populares.

E qual a expectativa para a campanha presidencial do 2º turno?

Nós estamos ouvindo o conjunto da coordenação nacional e até o momento há uma forte unanimidade de que a gente tenha uma orientação clara e firme de todo esforço militante. Agora é hora de voltarmos à rua, voltarmos com a militância, retomarmos as atividades de campanha e, principalmente, de conseguirmos articular com aqueles setores e aqueles companheiros e companheiras que acabaram votando na Marina ou em outros partidos e propostas não vinculadas à candidatura Serra.

Então é hora de tentar aglutinar esses setores, somar o máximo de energia, porque nós não podemos permitir a vitória do Serra. A vitória do Serra é uma derrota para classe trabalhadora. Por isso que nesse momento temos que procurar esse eleitorado, conversar com ele e demonstrar o perigo de uma vitória da direita. E esse perigo real tem que ser enfrentado de uma forma bastante militante. A campanha nessa fase entra numa fase militante.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/

Bispos promovem "manipulação eleitoral"

Reproduzo artigo de Maria Inês Nassif, intitulado "Regional Sul da CNBB trabalhou contra voto ao PT", publicado no jornal Valor:

Incrustado na Zona Sudeste da cidade de São Paulo, o Parque São Lucas esconde a única igreja do Brasil da Congregação do Oratório São Filipe Neri. Fundada pelo padre Aldo Giuseppe Maschi em meados do século passado, a igreja até hoje realiza missas em latim, abolidas mundialmente pelo Concílio Vaticano II, em 1963. Na sexta-feira, o jovem padre Paulo Sampaio Sandes rezou a missa da tarde, de costas para os fieis, com a concessão ao português de três Aves Marias e uma Salve Rainha. O coro, de cinco beatas, também preferiu o latim.

O padre Paulo faz parte de uma congregação tradicional, é contra o aborto, a união civil de homossexuais e a adoção de crianças por casais de homossexuais. Entendeu a recomendação da Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como uma ordem: expor, na homilia, no dia da eleição, o suposto veto da Igreja Católica à candidata Dilma Rousseff (PT), estendido a todos os candidatos do Partido dos Trabalhadores, e distribuir, na saída da missa, a carta onde explicitamente a regional descarta o voto católico nos candidatos que defendem o aborto, em especial, e nomeadamente, nos petistas. "No dia das eleições eu vou distribuir a carta lá fora, mas a carta é muito explícita em relação aos candidatos, não vou falar o nome deles na homilia", disse o padre, depois da missa, confessando constrangimento com a determinação da Regional. "O próprio Dom Odilo Scherer diz que não devemos falar de nomes de candidatos".

A recomendação da Regional Sul 1, que abrange as dioceses do Estado de São Paulo, foi uma "trama", segundo o bispo de Jales, Demétrio Valentini, da Regional Sul I da CNBB, urdida de forma a induzir os fiéis paulistas a acreditarem que a CNBB nacional impôs um veto aos candidatos do PT nessas eleições. "Estamos constrangidos, pois a nossa instituição [a Igreja] foi instrumentalizada politicamente com a conivência de alguns bispos".

A regional recomendou às paróquias que distribuíssem o "Apelo aos Brasileiros", uma longa carta em que acusa o PT de, mancomunado com o "imperialismo demográfico" representado por fundações norte-americanas que financiam programas de controle familiar, apoiar o aborto, e pediu aos padres que "alertassem" os fiéis para não votarem na candidata a presidente Dilma Rousseff, nem em qualquer outro petista. "A Presidência e a Comissão Representativa dos bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua reunião ordinária, acolhem e recomendam a ampla difusão do apelo a todos os brasileiros e brasileiras elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1", dizem o site da regional e o site da diocese de Guarulhos.

O presidente da Sul 1 da CNBB, Dom Nelson Westrupp, não respondeu a questões que foram enviadas pelo Valor por e-mail por orientação da sua assistente, Irmã Maurinea. O bispo de Guarulhos, Dom Luis Gonzaga, um dos articuladores do movimento antipetista na Igreja, em julho, no artigo "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", recomendou "aos verdadeiros cristãos católicos" não votarem em candidatos que apoiam o aborto e, em especial, recusarem o apoio a Dilma e ao PT.

Do ponto de vista da hierarquia católica, a recomendação e o documento dos dirigentes da Regional Sul da CNBB não têm validade. No dia 16, a Conferência deixou claro isso, numa nota oficial: "Falam em nome da CNBB somente a Assembleia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência. O único pronunciamento oficial da CNBB sobre as eleições/2010 é a Declaração sobre o Momento Político Nacional, aprovada pela 48ª Assembleia Geral da CNBB, deste ano, cujo conteúdo permanece como orientação neste momento de expressão do exercício da cidadania em nosso País", diz.

O cardeal-arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, em 20 de agosto, enviou um comunicado a todos os padres de dioceses esclarecendo que os representantes da Igreja não devem se envolver publicamente na campanha partidária, nem "fazer uso instrumental da celebração litúrgica para expressão de convicções político-partidárias". Sugere que orientem os fiéis a votarem em candidatos afinados com os princípios cristãos, "sobretudo no que diz respeito à dignidade da pessoa e da vida, desde a sua concepção até à sua morte natural", mas alerta para que não indiquem nomes.

Dom Demétrio Valentini, bispo de Jales, foi o bispo que reagiu de forma mais direta e clara ao que chama de "trama" da Regional Sul 1 da CNBB. À sua diocese, tem encaminhado sucessivos artigos contra o documento da regional. "Não é bom para a democracia que alguns decidam pelos outros (...) Mas é pior ainda para a religião, seja qual for, pressionar os seus adeptos para que votem em determinados candidatos, ou proibir que votem em determinados outros em nome de convicções religiosas (...) Portanto, seja quem for, bispo, padre, pastor, ninguém se arrogue o direito de decidir pela consciência do outro, intrometendo-se onde não lhe cabe estar", no artigo "Pela liberdade de consciência", divulgado no dia 19.

A CNBB nacional acabou encerrando sua participação no episódio com a nota em que desautoriza qualquer decisão contrária à da Assembleia Geral, que não vetou candidatos ou partidos. A direção da Conferência está em Roma. Em São Paulo, remanescentes da Igreja progressista estão pasmos. "Nunca houve uma campanha eleitoral com tanta manipulação da religião", lamenta um deles, lembrando que isso aconteceu também, e fortemente, com a Igreja Evangélica.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/

Ex-secretário de Geraldo Alckmin, Gabriel Chalita, também foi vítima de baixaria na internet

Publicado em 05/10/2010

Chalita rompeu com Serra e sofreu o mesmo ataque que a Dilma sofreu

No programa Entrevista Record Atualidades, que vai ao ar hoje, às 22h na Record News, Gabriel Chalita, eleito deputado federal pelo PSB de São Paulo, com 560 mil votos, conta fato estarrecedor.

Nos últimos dias de campanha, ele foi perseguido por uma enxurrada de e-mails difamatórios, que o associavam à defesa indiscriminada do aborto.

Uma campanha similar à que foi diriga contra Dilma Rousseff.

Dilma e Chalita apoiam o que diz a Lei: o aborto só é permitido em caso de estupro ou quando a grávida corre risco de vida.

Chalita teve que retirar do YouTube um vídeo falso que dublava a voz dele num diálogo com Marta Sulpicy, e que ele falsamente defendia o aborto.

É bom lembrar que Chalita foi Secretário de Educação do Governo Geraldo Alckmin e rompeu com o PSDB por causa de José Serra, conhecido também como Zé Baixaria.

Em tempo: Chalita é católico e professor de uma universidade protestante, o Mackenzie.


Paulo Henrique Amorim
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/10/05/chalita-foi-vitima-de-baixaria-na-internet/

Ciro entende de Serra e chama Revista Veja de “escória”


Ciro sabe como tratar o jenio

Extraído do blog Viomundo, de Luiz Carlos Azenha:

Ciro Gomes, ao Brasil Atual:Revista Veja a serviço “da escória brasileira”

(…)
Por: João Peres, Rede Brasil Atual

Brasília – Ciro Gomes está de volta à vida eleitoral? Difícil dizer. O deputado federal assegura que será um cabo eleitoral de Dilma Rousseff na disputa do segundo turno, mas evita entrar em detalhes.

Em se tratando do ex-ministro da Integração Nacional, a única certeza é de que surpresas não são exceção. Em entrevista à Rede Brasil Atual, Gomes garante que não guarda nenhum ressentimento de ter sido preterido pelo presidente Lula na disputa ao Planalto, mas admite ter sentido uma grande tristeza que, garante, já passou.

O deputado, que ficou uma temporada fora do país para curar as mágoas, esteve nesta segunda-feira (4) na reunião que reuniu parte importante da base aliada ao governo na discussão dos rumos da campanha do segundo turno. O ex-ministro mostrou que há uma característica sua que não muda: a língua afiada.

Confira a entrevista:

Qual será seu papel no segundo turno na campanha de Dilma?

Sou cabo eleitoral no Ceará.

E no resto do Brasil? O senhor é uma personalidade de projeção nacional.

Estou 100% à disposição para participar desse debate porque o Brasil está acima de tudo. Todo mundo sabe que fiquei muito triste por ver frustrada minha justa intenção de participar desse debate, mas para mim está tudo superado e o mais importante é ajudar o povo brasileiro a ver com serenidade qual o melhor caminho para o país. E estou seguro que o melhor caminho é a Dilma.

Dilma deixou muito marcado o tom de comparação entre os dois governos (FHC e Lula). E que agora é hora de enfatizar essa comparação. É esse o caminho?

Esse é um dos caminhos, mas é preciso também compreender porque 20% dos brasileiros, tudo gente boa, da melhor intenção, tudo gente progressista, trabalhadora, amada, porque não veio conosco no primeiro turno. Por que foi com a Marina? O que a Marina interpretou? Acho que uma certa frouxidão do PSDB acabou sendo replicada por certa frouxidão do PT, e tem uma parte de nós, brasileiros, que não gostamos dessa frouxidão.

Sei disso porque uma parte dessas pessoas já votou comigo em outras ocasiões. É classe média, estudante, jovens, gente preocupada com alguma intransigência. Não é de intolerância que estou falando, mas de intransigência em matéria de comportamento político.

Uma das questões que se tocou aqui é sobre quanto os boatos espalhados na reta final tiraram votos de Dilma. Esses boatos, ao serem disseminados por parte da imprensa, foram importantes nisso?

Perifericamente. Boato só prospera onde há perplexidades, vácuos, vazios. Como essa questão do aborto. É complexa, é delicada. Interagem com esse assunto questões religiosas, questões morais, éticas, sanitárias, emocionais, psicológicas. Questões terríveis.

E os políticos, por regra, detêm um oportunismo muito rasteiro a respeito deste assunto. Acho que esse é o vácuo. Quando você tem um vácuo e não tem clareza, o boato acaba prosperando mais do que devia.

E, claro, há o papel de uma parte da imprensa brasileira. E isso não é novidade, não temos que nos assustar com isso. Quem se enganou foi quem imaginou que haveria essa cordialidade que eu sempre soube que não haveria. Uma parte da imprensa brasileira tem preferência, o que é legítimo.

Apenas deveríamos ajudar o eleitor brasileiro a saber que a Veja é reacionária. É direito do povo brasileiro saber que a Veja é reacionária. A Veja deve existir, deve fazer o que bem entender. Se passar da conta, temos um sistema democrático que garante reparos no Judiciário, mas nada de ir contra a imprensa. A imprensa é sagrada para nós, democratas.

A Veja passou da conta no primeiro turno?

A Veja? A Veja passa da conta. Vive a serviço do que há de mais espúrio na sociedade brasileira. É isso que a gente deve explicar para as pessoas. Que a Veja tenha longa vida, mas que todos fiquem sabendo que a Veja não é uma observadora neutra da vida brasileira: ela está a serviço dos interesses internacionais, da privataria, da escória brasileira. Isso sempre foi. Desde que a turma de melhor nível saiu, virou isso (referindo-se a jornalistas mais antigos). Um instrumento de achaque.

Para a campanha de Dilma, como é melhor lidar com essa contra-informação?

Falar com o povo. Sincera e humildemente. Falar com o povo. Enfrentar. Isso sou eu que estou falando. Essa cordialidade só ajuda àquelas pessoas que têm as ferramentas clandestinas de mentir contra a vontade popular.

Resta algum ressentimento por ter sido preterido nessa disputa?

Não. Não tive ressentimento em momento algum. Tive muita tristeza, que é mais amargo do que ressentimento. Mas já passou.


Confira vídeo sensacional de como Ciro Gomes chama Serra às falas:


Em tempo 1: Ciro é autor de duas frases:

I- Serra não tem escrúpulo. Se for preciso passa com um trator por cima da cabeça da mãe.

II- Serra numa campanha á garantia de baixaria.

Em tempo 2: o Conversa Afiada concorda com Ciro. Este ordinário blogueiro chama a veja de detrito de maré baixa.
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Fonte: http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/10/05/ciro-entende-de-serra-e-chama-veja-de-escoria/