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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Emir Sader: “Marina é a falência do movimento ecológico brasileiro”

Marina Silva

1 de outubro de 2010 às 15:08
por Conceição Lemes

Pesquisa divulgada pelo Datafolha na terça-feira, 28, colocou em cheque, de novo, a credibilidade do instituto, que já andava baixa. Dizia que Dilma Rousseff (PT) caíra três pontos percentuais em relação ao levantamento realizado na semana anterior, quando tinha 49%. O candidato José Serra (PSDB) teria mantido 28% e Marina Silva (PV), subido de 13% para 14%.

“Enquanto as pesquisas em geral dão 10% de vantagem para Dilma em relação à soma dos outros candidatos, o Datafolha deu 4%. Enquanto o Datafolha cogita o segundo turno, Sensus, Vox Populi e Ibope continuam jurando que vai dar Dilma no primeiro turno”, disse, em entrevista ao Viomundo, o sociólogo-político Emir Sader. “O mínimo que se pode dizer é que, na margem de erro, está havendo manipulação.”

Ao ser indagado sobre o que faremos até a reta final da campanha, Emir brincou: “Lexotan”. Depois, falando sério, afirmou: “Quem está empenhado num candidato, intensificar o trabalho. Mas, sobretudo, tentar desmentir os boatos, as falsidades que andam espalhando por aí”.

Eis a segunda parte da entrevista que nos concedeu.

Viomundo — Que falsidade o senhor destacaria?

Emir Sader – A mídia está passando uma imagem platônica da Marina, que não tem nada a ver. Na hora em que teve de enfrentar uma luta concreta, ela ficou contra os povos indígenas.

Viomundo – O senhor se refere à acusação de biopirataria feita à empresa do vice?

Emir Sader – Exatamente. O registro de frutas tropicais da Amazônia feito, com fins comerciais, pela Natura, cujo presidente [Guilherme Leal] é o vice da chapa verde. A Marina ficou do lado dele contra os interesses e os saberes naturais dos povos indígenas, dos povos da Amazônia, ao dizer que a Justiça é que decidiria.

Tenho dúvidas sobre a “preocupação” ecológica da empresa. Qual a política salarial dela? Qual a política para exploração dos recursos naturais? Qual a política da propriedade intelectual? Eu não vejo nada de significativo na prática social dela, que pudesse ter um caráter ecológico. A questão ecológica não é só preservar a floresta e os animais em extinção. Essa visão é muito pobre, reducionista.

Curiosamente, até sair do governo Lula, a Marina era o diabo para a imprensa. Dizia que ela era quem mais prejudicava os projetos econômicos com suas picuinhas ideológicas. Essa mesma mídia, agora, exalta a Marina, numa clara instrumentalização, que ela aceita de bom grado. Quando se fala da Marina real, do Serra real, aí é que se vê a verdadeira dimensão deles.

Viomundo – Quem é a Marina real?

Emir Sader – No Fórum Social Mundial, ouvimos o tempo todo que a questão ecológica é transversal. Ou seja, assim como na época anterior da esquerda se achava que a questão capital-trabalho cruzava tudo, a ecologia cruzaria tudo.

Logo, a graça da campanha da Marina seria fazer uma campanha em que ecologia cruzasse tudo. Só que ela deixou de ter uma agenda própria, passou a reagir a partir do denuncismo da direita, do bloco tucano-udenista. Chegou a dizer que a violação dos sigilos bancários da filha e do genro do Serra provocava fragilidade na sociedade brasileira. Tomara que fosse essa a nossa fragilidade. Para nós, o que fragiliza a sociedade brasileira é a violência, o desemprego, a miséria, a injustiça…

Nessa campanha, Marina só assumiu posições equidistantes do cerne da questão ecológica. Ela não desenvolveu no governo nem fora uma concepção ecológica do desenvolvimento. O discurso dela não quer dizer nada.

Ao falar de Belo Monte, por exemplo, ela emenda “mas a energia limpa…” Só que Belo Monte é energia limpa. A Marina não tem coragem de se colocar a favor de projetos como Belo Monte, mas também não tem capacidade de elaborar projetos alternativos. Acho que a Marina é a falência do movimento ecológico brasileiro.

Viomundo — Mesmo?

Emir Sader – Sim. O discurso dela pode parecer coerente no papel, mas quando você questiona, é um vazio profundo. O estado brasileiro como é que vai ser? Qual o modelo desenvolvimento que propõe? Qual o papel do mercado interno? E da exportação? Como seria a política externa brasileira? E as políticas sociais?

São questões cruciais sobre as quais ela não tem nada a dizer — nem contra nem a favor do que está sendo feito. Nada.

Peguemos os transgênicos, uma questão grave. O que a Marina tem a dizer hoje? Vai acabar com eles, com exportação de soja e com a Monsanto? O discurso dela s acaba sendo um blefe, já que os segmentos dos transgêncis são totalmente aparelhados pela direita, que hoje a apóiam.

Está na hora de provar a transversalidade da questão ecológica. Não vejo nada disso na campanha da Marina. Onde está a questão ecológica, estruturando o conjunto da plataforma dela? Não tem.

Ela fala em terceira via, mas qual é a política de emprego dela? Qual a política de salários? Qual a política de crédito? Não tem nada. Ela não tem nada a dizer nem dos programas essenciais do governo, como o microcrédito, o Luz para Todos, o crédito consignado. É só blábláblá. O que aparece, para quem está olhando a campanha, é um esvaziamento da transversalidade da questão ecológica.

Viomundo – A mesma mídia que apedrejava a Marina, hoje a enaltece. O Serra nem fala. Para alavancar a candidatura dele e liquidar a da Dilma, a “grande” imprensa assassinou o jornalismo durante essa campanha…

Emir Sader — A questão não é ser a favor ou contra o Lula ou a Dilma. Quando você tem um governo com 80% de aprovação e olha a imprensa, uma coisa não corresponde à outra. A cobertura não reflete a formação democrática e pluralista da opinião pública. Eu não queria que falasse bem, eu gostaria que existisse o pluralismo, os pontos de vista realmente existentes na sociedade. Por outro lado, no governo Lula, avançamos pouco na questão mídia.

Viomundo – Que avaliação o senhor faz da política de comunicação do governo?

Emir Sader – Houve um fracasso enorme. Daí a dificuldade de governar. Se deixou criar um denuncismo, centrado em escândalos, reais ou não, desproporcional, que acaba falsificando o próprio debate político, ou seja, o que mudou na sociedade brasileira para melhor ou para pior. Às vezes dá a impressão de que o governo é um poço de escândalo. O que não é verdade. Isso se deve ao fracasso da política de comunicação do governo.

O interessante é que a massa da população sabe dessa manipulação. Tanto que vota a favor do governo, apesar da mídia. Nós temos de democratizar, desconcentrar, ainda três coisas fundamentais: o dinheiro, a terra e a palavra. São monopólios privados. Não haverá sociedade democrática sem se democratizar essas instâncias.

Viomundo – E o Judiciário?

Emir Sader – É muito ruim que tenha pessoas que se comportam como o Gilmar Mendes e a doutora Sandra Cureau. Estão tão empenhados politicamente que desmoralizam ainda mais o Judiciário. São personagens que refletem a arbitrariedade da Justiça, que deveria ser um órgão justo. Por isso, a reforma do Estado é fundamental. Acho que o Judiciário tem de estar submetido a um controle social.

Há alguns dias a Folha, em editorial, disse que todo poder tem de ter limite. E quem coloca limite no poder mídia monopólica? Quem coloca limite ao Judiciário?

Isso não vai cair do céu. Tem de ser definido em uma instância democrática. A doutora Cureau, como disse a Dilma, tem o direito de se manifestar como cidadã. Mas, ao dizer que o Lula está se empenhando ao máximo para eleger a Dilma, ela poderia dizer também que a imprensa está fazendo o máximo para eleger o Serra.

Acho que estão extrapolando o papel do Judiciário. Fazer uma leitura política de intenções é uma atitude totalmente indevida em relação aos juízes.

Viomundo – Para terminar, o que representa a eleição deste domingo?

Emir Sader — O que está em jogo é o governo Lula. No domingo, o povo vai decidir se o governo Lula foi um parêntese e, aí, as elites tradicionais voltam ao poder. Ou se o governo Lula vai ser uma ponte para a gente construir um país justo, solidário e soberano, tarefa que apenas começamos a fazer. Acho que o povo está optando claramente pela continuação do processo, apesar da direita espernear através dos seus órgãos da mídia.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/entrevistas/emir-sader-marina-e-a-falencia-do-movimento-ecologico-brasileiro.html

Uma cobertura cidadã das eleições 2010

SEXTA-FEIRA, 1 DE OUTUBRO DE 2010
Reproduzo comunicado de Renato Rovai, publicado em seu blog na Revista Fórum:

Nós da Revista Fórum, a Flimultimidia e a turma organizada em torno do sempre alerta Sérgio Amadeu, com o apoio do Centro de Estudos Barão de Itararé, decidimos colocar no ar uma transmissão deste processo final da eleição.

Desde amanhã pela manhã estaremos ao vivo no site www.48hdemocracia.com.br comentando a reta final da campanha, a votação e no domingo à noite fazendo a análise dos resultados.

A idéia é fazer uma cobertura colaborativa que permita à blogosfera uma informação qualificada.

Abaixo, leia um texto que escrevemos pra ajudar na mobilização. Ajude a divulgar. Aqui no meu blogue estarei fazendo a transmissão ao vivo e fazendo análises políticas.

A internet tem cumprido um papel fundamental no processo eleitoral brasileiro.

O esperado “efeito obama”, de produzir uma campanha pela rede que substituísse todas as outras mídias, não ocorreu. Mas foi por meio da blogosfera, do Twitter, das redes sociais, que muita gente teve acesso à verdade, principalmente se levarmos em consideração a oposição que os maiores veículos de comunicação do país têm feito às candidaturas que não se identificam com o seus projetos.

Queremos que continue assim. Por isso, nesta reta final, reunimos um grupo de jornalistas, ativistas e blogueiros para produzir uma cobertura cidadã das eleições.

Montamos um estúdio na sede da Revista Fórum e iremos transmitir sábado e domingo, em tempo integral, debates, conversas, análises e informações produzidas pela rede, de forma colaborativa.

Usaremos esse poderoso instrumento de comunicação descentralizado para ofertar aos cidadãos uma alternativa em relação aos grandes meios. Com isso, a verdade pode mais uma vez prevalecer.

Queremos também ser um ponto-de-encontro virtual e presencial para as pessoas que têm o que dizer e que são a grande maioria deste país.

Vamos exercitar a democracia e a liberdade de expressão que vigora hoje no Brasil como em nenhum outro momento de nossa história.

Junte-se a nós, de várias maneiras.

Ligue para a gente pelo Skype: Quarentaeoitohoras_Democracia

Qualquer dúvida e sugestão, escreva para 48horasdemocracia@gmail.com

Nas redes sociais, adote a #hashtag: #48hvotobr

Altamiro Borges, Renato Rovai, Rodrigo Savazoni e Sérgio Amadeu.
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Fonte: http://altamiroborges.blogspot.com/
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Datadvinhador: Dilma – 51% dos válidos

Margem de erro
publicada sexta-feira, 01/10/2010 às 19:00 e atualizada sexta-feira, 01/10/2010 às 21:36
Datadvinhador projeta decisão no olho mecânico

Quando Dilma ultrapassou Serra, e chegou a 55% dos votos totais, muita gente deu a eleição por liquidada no primeiro turno. Chato que sou, segui a alertar: não se deve menosprezar o poder de reação de gente desesperada.

A velha mídia perdeu, sim, boa parte de seu poder. Mas e daí? Já não conseguem virar 20% ou 30% dos votos. Mas eu lembrava que, se virassem 6% ou 7%, isso já poderia garantir segundo turno. O bombardeio midiático intenso – com “escândalo da Receita”, ”escândalo na Casa Civil” e “ameaças à democracia” – fez algum estrago na classe média. Mas isso ainda era pouco: por isso, criou-se o terrorismo religioso.

Marina, evangélica e angelical, estava aí pra receber esses votos.

Há 15 dias, disse eu aqui (ok, esse é um papo chato demais, de tiozinho – “eu avisei”! – mas não resisto) que o estrago causado por essa campanha difusa conservadora não tinha sido bem dimensionado pelo PT. Só agora, na reta final, Dilma reagiu. Reuniu lideranças religiosas, acionou Lula.

Acontece que parte da sangria já aconteceu. A reação do PT veio. Foi forte, competente. Mas um pouco tardia. É minha avaliação. E meus amigos são testemunhas: falo nisso há 3 semanas, pelo menos!

A somatória de balas de prata fez o serviço.

Sejamos honestos e evitemos torturar os números, porque eles não têm culpa: Dilma, que chegara a 55% no tracking do Vox Populi, agora tem 48%. Ok, o DataFolha parece ter exagerado quando deu Dilma com 46% no início dessa semana. Depois, corrigiu para 47%.

Agora, os números de DataFolha e Vox Populi estão muito próximos, quase convergem:

- DataFolha (quinta) – Dilma 47%, Serra 28%, Marina 14%;

- Vox (tracking de sexta) - Dilma 48%, Serra 27%, Marina 12%.

- Ibope (quarta) – Dilma 50%, Serra 27%, Marina 13%.

Detalhe: a pesquisa do Ibope é de quarta-feira. Nova pesquisa (entre hoje e amanhã) pode apontar Dilma mais próxima dos 48%.

Agora, vamos ao que interessa.

Fatos novos podem surgir até domingo? Podem. Há um silêncio estranho nas redações. O nível de paranóia atinge níveis altíssimos. Imagina-se que a “Veja” trará mais um petardo contra Dilma. Mas isso deve mudar pouca coisa (atinge só quem já é antilulista). O que pode mudar alguma coisa pra valer é a TV Globo – se Ratzinger entrar pra valer na campanha, hoje e sábado.

Serra parece não apostar em nada disso. Torce para que a inércia faça seu trabalho, e para que as balas de prata lançadas ao longo de um mês (terrorismo religioso, denúncias de corrupção e de riscos para democracia) sigam fazendo o serviço lentamente.

Serra torce, ainda, para uma abstenção maior no Nordeste. Pelos números do Sul e do Sudeste, Dilma está bem na frente – mas não o suficiente pra vencer no primeiro turno. O que ainda garante a vitória no primeiro turno é o Nordeste.

Imaginem que a inércia das denúncias já feitas e a abstenção façam ainda algum estrago na votação de Dilma. Digamos que ela sofra uma redução grande – de 4 pontos.

Ainda assim, Dilma teria 44% ou 45% dos votos totais. Serra teria que chegar a 30% dos totais (hoje, tem 27% ou 28%), e Marina teria que ir a 15% dos totais (hoje, tem 13% ou 14%) para haver segundo turno.

Impossível? Não. Mas hoje é a hipótese menos provável. Até porque o quadro nos Estados segue amplamente favorável ao lulismo.

Por isso - depois de amplo levantamento quantitativo e de sólidas pesquisas qualitativas – o “Datadvinhador” (instituto mantido por esse blog) aposta hoje numa decisão em primeiro turno, mas por margem muito estreita.

Nos votos válidos (descontados brancos e nulos), o Datadvinhador projeta os seguintes números: Dilma 51%, Serra 31%, Marina 16%, Plinio 1% e Outros 1%.

A margem de erro é de 5 pontos para mais ou para menos. Ou não.

E você, amigo navegante, aposta no que?
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br

Beto Richa converte o PSDB numa legenda sem nexo

do internauta Messias Franca de Macedo, no blog Escrevinhador
1 de outubro de 2010 às 21:10

O tucanato alardeia há semanas o desejo incontido do PT de impor controles aos meios de comunicação.

Em vídeo levado à web, o PSDB instilou a suspeita de que, eleita, Dilma Rousseff será engolida pelos radicais do PT.

Na peça, os petistas raivosos foram representados por rottweilers.
Um ator vestido de Lula segura os cães. E o locutor insinua que Dilma não vai segurar.

Pois bem. O comportamento de Beto Richa, o tucano que concorre ao governo do Paraná, roubou do discurso do PSDB todo o nexo.

Sob a plumagem de Richa escondia-se um totó insuspeitado.
Em sucessivos recursos à Justiça Eleitoral, Richa logrou impor a censura aos institutos de pesquisa.

Já censurou o Ibope, o Vox Populi e o Datafolha. A última investida ocorreu na noite passada.

Contratado por uma repetidora paranaense da Globo, a RPC TV, o Datafolha divulgaria nesta sexta (30) uma nova sondagem.
Acionado pelos advogados da coligação de Richa, o juiz Nicolau Konkel Júnior, do TRE-PR, censurou os dados.

Enquanto as pesquisas lhe sorriam, Richa as alardeava na propaganda eleitoral. Quando os númeos azedaram, passou a escondê-los.

Richa parece agora convencido de que pesquisas tem apenas duas serventias: orientar o candidato e desorientar os eleitores.

A foto lá do alto, clicada nesta quarta (29), foi levada à rede por um internauta de Londrina (PR). Identifica-se como 84odi.

Em nota no twitter, ele repassou o retrato à repórter Cynara Menezes, que cuidou de passá-lo adiante.

Lê-se na imagem: “Beto lidera todas as pesquisas”. Seguem-se dados velhos. Números cuja atualização a censura do candidato bloqueia.

De duas uma: ou o PSDB interrompe o lero-lero em defesa da liberdade de imprensa ou segura o totó do Paraná.

Lula vociferou contra os jornais, que acusa de “partidários”. O PT, de fato, sonha com o controle social da mídia.

Mas, por ora, o único a lambuzar o bico no cerceamento ao direito do brasileiro à informação foi o tucano Beto Richa, aliado de José Serra.
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Fonte: http://www.escrevinhador.com.br/

Dilma foi a única a apresentar propostas concretas


01.10.2010

A candidata pela coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff, participou do último debate entre os candidatos à presidência nessa noite, na TV Globo, e mais uma vez demonstrou que é a postulante mais preparada para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela foi a única a apresentar propostas concretas para os problemas do país e a dizer como pode implantá-las - e não apenas fazer promessas irreais ou discursos vazios.

Dilma explicou, por exemplo, como fará para ampliar o número de moradias populares até 2014 com o programa Minha Casa, Minha Vida, que prevê a construção de 2 milhões de habitações em todo país. Foi a única a apresentar proposta clara em relação à segurança pública. E também apresentou soluçõs para reduzir a informalidade no mercado de trabalho no país, lembrando o recorde absoluto na criação de empregos no governo Lula.

“A Dilma foi disparada a melhor, a mais preparada a mais capacitada e que vai liderar o Brasil, pegar o bastão do presidente Lula e fazer o país continuar crescendo e distribuindo renda”, analisou o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que concorre à reeleição no estado.

Vantagem nas pesquisas

Segundo ele, Dilma lidera as pesquisas de intenção de voto justamente por pautar sua campanha com propostas claras para o desenvolvimento do Brasil. Cabral disse ter orgulho de saber que ela tem ampla vantagem sobre os adversários no Rio de Janeiro.

“Ela está ganhando essa luta por centrar sua campanha em propostas e assumir os compromissos de continuidade do governo Lula, aperfeiçoando no campo do desenvolvimento, da infraestrutura e da distribuição de renda", afirmou Cabral. "Por isso, ela vai ganhar a eleição. E tenho muito orgulho que aqui no Rio o povo do Rio de Janeiro estar dando uma forte liderança para ela.”

Para o presidente do PT, José Eduardo Dutra, o debate foi excelente porque a candidata respondeu a todas as questões formuladas pelos adversários. “Foi excelente. Um debate de alto nível e a Dilma não deixou perguntas sem respostas. E agora é partir para os dois últimos dias ainda mobilizando a militância para tentar decidir a eleição no domingo”, convocou.

Um dos coordenadores da campanha de Dilma, o deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) afirmou que o debate ficou centrado nas propostas dos candidatos e isso vai ajudar o eleitor indeciso a definir seu voto pela candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando.

Debate de alto nível

Ao final do debate, Dilma concedeu uma breve entrevista coletiva e disse que gostou da oportunidade de debater em alto nível com os demais candidatos. “É contribuição para democracia que o Brasil tenha esse desempenho nas eleições. Somos uma das maiores democracias do mundo. Sem dúvida a maior democracia do mundo emergente", comentou.

Segundo ela, "nós podemos ter orgulho desse país estar sendo transformado com distribuição de renda, inclusão social e as pessoas subindo de vida na mais perfeita normalidade, sem atritos e sem nenhuma alteração na sólida democracia que ajudamos a construir nesses últimos anos”.

Herança de Lula

Questionada sobre o papel que Lula terá no seu eventual governo, a candidata voltou a dizer que além de aliada do presidente, ela é amiga pessoal dele. E isso torna a relação dos dois especial.
“Vai ser um governo que tem a mesma inspiração em relação ao projeto que vamos desenvolver. Eu tenho absoluto respeito pelo presidente Lula e, sobretudo, uma grande amizade. Trabalhamos juntos e enfrentamos muitos obstáculos e superamos desafios. Para mim é um orgulho ter conseguido o que conseguimos", finalizou.

"Ele [Lula] é um líder de primeira linha e qualquer presidente da República, não só do Brasil, gostaria muito de tê-lo como amigo como eu tenho. Sou objeto de uma certa inveja por aí”, disse, brincando.
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Fonte:http://www.dilma13.com.br/noticias/entry/dilma-foi-a-unica-a-apresentar-propostas-concretas/

CAIU A MÁSCARA: FOLHA DE S.PAULO CONTRA A LIBERDADE DE IMPRENSA!

Censura do Otavinho

Justiça tira site do ar: “Falha de S. Paulo” não pode, jornal esculhambador pode!


O Beto Richinha não quer pesquisa que aponte derrota dele. Assim, ele não brinca de eleição.

A “Folha” quer esculhambar todo mundo. Mas não quer ser esculhambada. Assim, o Otavinho não brinca.


É a democracia dessa gente.

O site “Falha de S. Paulo” foi retirado do ar, a pedido do jornal. Era um site que brincava com as barbaridades cometidas pela “Folha”.

Recentemente, a “Folha” “matou” o Tuma. Antes, tinha botado ficha falsa na capa, manchete mentirosa sobre conta de luz. Esculhambação geral. Por que não pode um site brincar com isso?

A “Folha” aderiu ao lulo-chavismo de linha coreana?

Fiquem adevrtidos: Beto Richa e Otavinho, vocês querem segurar a represa que vai arrebentar, botando o dedinho na rachadura (eu sou um blogueiro sujo, por isso posso escrever essas coisas: dedinho na rachadura). Não vai adiantar nada, Otavinho.

Você e o Beto Richa caíram no ridículo.

Fiquem advertidos!

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Fonte: http://www.escrevinhador.com.br/

ISALTINO NASCIMENTO 13500, VOTA DILMA 13, EDUARDO 40, HUMBERTO 130 E ARMANDO 140!

ISALTINO NASCIMENTO 13500, SEMPRE AO LADO DOS TRABALHADORES

ISALTINO NASCIMENTO 13500, AGRADECE A TODOS QUE APOIAM A SUA REELEIÇÃO

LULA E SUA "BALA DE PRATA" A FAVOR DE DILMA

Luiz Carlos Azedo com Norma Moura
luizazedo.df@diariosassociados.com.br

Bala de prata

Dilma Rousseff (PT), ontem, disparou sua bala de prata. Não foi nenhum dossiê aloprado contra a filha de José Serra nem declarações de renda do alto tucanato. Foi o último depoimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as inserções da campanha na TV, no qual ele conclama os eleitores a não acreditar nas críticas e nas acusações feitas contra a petista pela oposição:

"Eu estou vendo acontecer com a Dilma o que aconteceu comigo no passado, quando pessoas saíram do submundo da política mentindo a meu respeito. Dizendo que eu iria fechar as igrejas e mudar a cor da bandeira. Ganhei as eleições e o que aconteceu? Mais liberdade religiosa, mais respeito à vida, mais democracia, mais comida na mesa, melhor salário. Isso foi o que eu fiz pelo Brasil, e é isso que Dilma vai continuar fazendo", disse Lula, ao pedir voto para a candidata oficial.

Engana-se, porém, quem pensa que Dilma disparou contra o tucano José Serra. Atirou em Marina Silva (PV), cujo crescimento nas pesquisas, graças aos votos evangélicos,ameaça levar a eleição para o segundo turno. A pesquisa Datafolha divulgada ontem mostra Dilma com 47% das intenções de voto, Serra com 28% e Marina Silva (PV) com 14%. Plínio de Arruda Sampaio e os demais candidatos somam 2%. Resultado: uma diferença de três pontos. Tudo na margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

Valeu Se tem uma coisa da qual o presidente Lula não se arrepende nessa eleição é o seu apoio à reeleição do senador Marcelo Crivella, do PRB, no Rio de Janeiro, contra a vontade do governador Sérgio Cabral (PMDB), um aliado de primeira hora. Essa é a ponte com a Igreja Universal do Reino de Deus, que mobiliza pastores e fiéis em socorro a Dilma Rousseff (PT) para conter a sangria de votos da petista no mundo evangélico. Marina Silva (PV), que polemiza com Dilma sobre a questão do aborto, é crente da Assembleia de Deus e subtrai votos da petista, mas o líder de sua igreja, Manoel Ferreira, também apoia a petista.

Faxina O deputado distrital Chico Leite (foto), do PT-DF, quer promover uma limpeza ética no futuro Governo do Distrito Federal (GDF). Defende a aplicação da Lei da Ficha limpa para o preenchimento dos cargos comissionados do GDF. Caso o petista Agnelo Queiroz seja eleito governador, pretende criar um órgão encarregado de fazer a faxina nos cargos comissionados, desde os mais baixos escalões até oscargos de chefia. Quem tiver ficha suja ficará fora do governo.

Depois Estados em que é praticamente certo que haverá segundo turno: Amapá, entre Lucas Barreto (PTB) e Jorge Amanajás (PSDB); Piauí, entre Wilson Martins (PSB) e João Vicente Claudino (PTB); Rondônia, entre João Cahulla (PPS) e Expedido Júnior (PSDB); Roraima, entre Neudo campos (PP) e José Anchieta (PPS); Santa Catarina, entre Raimundo Colombo (DEM) e Angela Amin (PP).

Chapão A coligação de Agnelo Queiroz (PT) pretende eleger de cinco a seis dos oito deputados federais do Distrito Federal. A disputa é feroz entre os cabeças de chapa: José Antônio Reguffe (PDT), Geraldo Magela (PT), Augusto Carvalho (PPS), Paulo Tadeu (PT), Érica Kokay (PT) e Roberto Policarpo (PT). Alguém pode sobrar.

Inflação O Banco Central divulgou, ontem, que a taxa de inflação deste ano deve cair de 5,4% para 5%. No ano que vem, a meta é ter uma inflação de 4,6%.

Reservas Dos 34 ministérios e secretarias da Presidência do governo Lula - é isso mesmo, são 34 ministros-, apenas 11 estão sendo chefiados por políticos. Os outros são ocupados por ministros interinos, que ficaram no cargo depois que os titulares foram tocar as respectivas campanhas nos estados. O chefe de gabinete Gilberto Carvalho; a coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Miriam Belchior; o ministro da Fazenda, Guido Mantega; o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo; e o ministro da Comunicação, Franklin Martins, tocam o barco.

Encrencas A Polícia Federal (PF) mobilizou 60% do efetivo para atuar durante as eleições deste ano. A maior parte desse efetivo vai para cinco estados que já têm um histórico conturbado durante as votações: Pará, Amazonas, Alagoas, Rio Grande do Norte e Distrito Federal. Além do efetivo nos estados, a PF enviará mais 175 policias para tentar evitar maiores problemas nessas regiões.

No cafezinho

Caminhada / Marina Silva faz caminhada, hoje, no centro de São Paulo, com concentração às 11h no Viaduto do Chá. A petista avalia que pode crescer no principal colégio eleitoral do país tirando votos de Dilma e de Serra para chegar ao segundo turno.

Ponte área / Dilma pretende votar em Porto Alegre e acompanhar a apuração em companhia do presidente Lula no Palácio do Alvorada. A dúvida é se dá uma esticada a São Paulo para acompanhar a votação percorrendo seções eleitorais.

Fim de papo / Serra despediu-se do horário eleitoral ao lado da família e com a Bíblia nas mãos, num esforço de se apresentar como um homem comum, capaz de realizar grandes coisas para o país. Foi pura água com açúcar numa campanha que na internet ainda é pau puro.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/10/01/politica7_0.asp

Datafolha começa a ajustar os números

30 de setembro de 2010

O Datafolha que vai ser divulgado daqui a pouco vai começar a ajustar seus números.

Dilma terá 47%, Serra, 28%, e Marina, 14%.

Só Dilma sobe 1 ponto. O resto continua como dantes.

Ou seja, eles vão poder dizer que se inverteu a tendência de queda da candidata petista, mas que a realização de um segundo turno ainda está na margem de erro.

De qualquer forma, vale analisar um dado da pesquisa: Marina não cresceu. Alguém pode estar se pergunando: e a onda verde, o que aconteceu?

Eu suspeito que não tenha chegado a ser assim uma onda. E considero que a previsão feita aqui de que Marina teria em torno de 15% vai se concretizar.

Agrego à análise uma história enviada agora há pouco por um amigo via torpedo. Ela talvez explique até porque Serra voltou a crescer na pesquisa IG/Vox.

“Molecada classe média discutindo política na mesa (de um bar de SP) ao lado.

Debatem sobre se devem votar em Serra ou Marina. Maioria é pró-Marina.

Mas eis que um deles põe o dedo na ferida: ‘Se no segundo turno terei que votar no Serra, por que agora tenho de disfarçar e votar na Marina.”‘

Isso também pode acontecer com aqueles que pensam em votar em Marina agora, mas votariam em Dilma caso o segundo turno fosse contra Serra.

Atualizando: Pelo jeito a Folha cansou de ser furada por blogues como este e está divulgando os votos válidos e não os totais. Por esse novo método o tucano José Serra cai um ponto da última pesquisa para essa. Isso tem a ver com os chamados arredondamentos decimais. Os votos válidos são Dilma, 52%, Serra, 31%, Marina, 15%.
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/blog/2010/09/30/datafolha-comeca-a-ajustar-os-numeros/

DILMA PRESIDENTE, ULTIMO GUIA ELEITORAL,30.09.10

Dilma sai vitoriosa do debate da Globo

30 de setembro de 2010 às 22:08

Dilma foi a grande vencedora do último debate no primeiro turno desta eleição realizado ontem pela TV Globo.


Foi a grande vencedora por alguns motivos:

1) Não perdeu o debate;

2) Se saiu bem em momentos complicados, como no momento em que a platéia tucana ensaiou uma gargalhada numa de suas falas;

3) O seu principal adversário foi mal e levou uma troletada de Marina quando foi falar das urbanizações de favelas paulistas como exemplo para o Brasil;

4) Marina, de quem se esperava muito, até teve bons momentos, mas se perdeu do meio pra frente do debate e ainda levou uma boa lambada de Serra;

5) Fez um encerramento perfeito. Falou de forma humana dos programas sociais relevantes do governo e agradeceu a …Deus;

6) Foi a grande vitoriosa, porque não perdeu. E quem está na frente, quando não perde, ganha.

Leia na sequência a análise que fui fazendo bloco a bloco enquanto o debate acontecia.

Primeiro Bloco

Os candidatos pareciam não estar preparados para polemizar a partir dos temas propostos. Isso levou o debate a ser frio neste primeiro bloco. Ponto pra Dilma que precisa apenas empatar o jogo.

Plínio se mantém na mesma estratégia de todos os debates anteriores. Buscando ser irônico com os adversários. Neste primeiro bloco já mandou uma provocação para Serra quando foi informado que teria de perguntar sobre impostos para o tucano: “Ah, ele gosta de impostos..”

Marina está séria. E com um discurso em tom firme. Difícil avaliar, tamanha a falta de emoção, mas talvez tenha se saído um pouco melhor do que os outros candidatos. Nada, porém, significativo.

Segundo bloco

O debate estava em marcha lenta e de repente Plínio decidiu fazer campanha para os candidatos a deputados federais do PT quando tinha de fazer uma pergunta pra Dilma. Perguntou por que ela não falava do seu partido e na volta pediu votos nominalmente pra o Ivan Valente, Chico Alencar e Luciana Genro e pra todos os candidatos do partido.

A palavra voltou para Dilma que começou a falar da campanha e dos recursos utilizados nela. Quando disse que declarava todos os gastos e que depois suas contas seriam abertas para a população uma parte do auditório (provavelmente tucana) começou a dar altas gargalhadas na platéia.

Dilma não se intimidou e tranquilamente interrompeu sua fala e disse: “lamento muito as gargalhadas daqueles que se utilizam de outras práticas”.

Dificilmente essa sua reação firme e inspirada não será o destaque da noite.

Até por conta disso o debate deve esquentar neste próximo bloco.

Terceiro bloco

Errei na previsão. Pensei que aquele clima da gargalhada e a tirada de Dilma pudessem dar uma levantada no debate. Não deram. Frio, frio, friozinho…

O destaque desse bloco foi a triturada que Marina deu em Serra quando ele lhe perguntou sobre habitação.

Na sua réplica, Serra falou da qualidade da urbanização de favelas em São Paulo que, segundo ele, poderiam servir de exemplos para o país.

Marina, na tréplica, começou a listar comunidades que visitou em São Paulo e onde a situação, segundo ela, era vergonhosa. Tem toda a razão.

Nos outros confrontos, nada relevante. Dilma foi um pouco melhor que Marina no debate com ela, mas nada signficativo.

E Plínio, infelizmente, está muito mal neste debate. Como também foi mal na Record.

Não está inspirado e nem conseguindo fazer um discurso relevante. Em todas as perguntas fala sobre a dívida. Reduz todas as questões do país a que se deixe de pagá-la.

Desse jeito o PSoL não vai sair nem com 1% deste pleito. Isso não é bom, mas talvez seja educativo.

Quarto bloco

Este foi o bloco da irritação de Serra com Marina. Onde ele mandou um “não use sua régua para medir o comportamento dos outros”. E acrescentou: “você fica falando que eu sou igual a Dilma, mas eu poderia dizer que iguais são vocês. Você, por exemplo, estava no governo e não saiu dele na época do mensalão”.

Marina não pôde reagir a essa fala do tucano porque ele que finalizava o embate entre os dois.

Nos outros embates entre candidatos, nada empolgou.

Mas nas despedidas finais, Dilma e Plínio foram muito melhores do que Marina e Serra.

Na verdade, Marina foi a pior dos quatro nessa fala final. Ela que tinha tudo pra fazer um discurso emocional, fez uma fala tentando vender sua ida pro segundo turno. Seus publicitários mandaram muito mal. Quando se quer vender algo não se deve ficar forçando a venda. Isso é básico. É preciso convencer o “comprador” de um outro jeito.

Na fala de Dilma ela destacou todos os programas sociais do governo Lula, abordando o lado humano dessas ações. E agradeceu a…Deus.

Este agnóstico blogueiro tem que reconhecer que a fala foi adequada.

Infelizmente o Brasil ainda não conseguiu separar Igreja e Estado na construção democrática.

E não dá pra tentar resolver isso no meio de uma eleição
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/blog/

Um retrospecto do efeito das campanhas nas pesquisas.

Enviado por Gunter Zibell, sex, 01/10/2010 - 02:08

Creio que agora só haverá divulgação de pesquisas no sábado dia 02 (Ibope e Datafolha, além dos trackings.) A Datafolha, em tese, por pesquisar só nos dias 01 e 02, registrará o impacto do debate final, previsto para ser uma batalha decisiva e que resultou em apenas mais um. Mas foi surpreendente a ausência de aplausos para Serra ao final.

Uma retrospectiva destes dois meses. Penso que em função dos números das pesquisas, não importa o instituto, pois o fenômeno medido e as tendências são os mesmos, podemos dividir o período da campanha em fases de duas a três semanas:

a) Pré-campanha, resultando em uma posição inicial favorável para Dilma : 43/31/9/1/16(indecisos) [sempre resultados médios arredondados de 3 ou 4 institutos em datas próximas. A intenção é olhar para a “floresta”.]

b) 17/08 a 06/09 : campanha televisiva bem sucedida e rápido crescimento de Dilma. O auge da campanha petista foi visto no tracking Vox Populi do dia 06/09 (56% das intenções, 64% dos válidos), mas o que fica registrado na memória são os números das pesquisas detalhadas, que ficaram em 51/27/9/1/13. Dilma cresceu 8 pp em função de indecisos (-3) e de lulistas que citavam Serra (-4), completando assim o processo de “transferência”.

c) 07/09 a 20/09 : reação da oposição (PSDB/PV.) Após 2 semanas de caso “sigilo”, Serra não se beneficiou diretamente, as posições permaneceram inalteradas ou levemente desfavoráveis para ele : 51/25/11/1/12. Mas no início houve uma significativa redução de Dilma no tracking Vox Populi, ou seja, “denuncismo” traz divindendos eleitorais e impediu-se um maior aprofundamento da “onda vermelha”. Maior efeito houve nos extratos superiores de renda e escolaridade, melhorando 2 pp para Marina, e também pode ter havido o caminho Serra > Dilma > Marina em segmentos diferentes.

d) 21/09 a 30/09 : decréscimo limitado de Dilma (nova denúncia : caso Erenice, capa da Veja de 18.09, e as promessas de benefícios de Serra serviram como substitutos de campanha propositiva de oposição), provavelmente de votos pouco convictos; outra redução de indecisos, devolução limitada para Serra e outro crescimento de Marina. As posições médias ficaram em 48/27/13/1/11. Movimentos às vezes contraditórios entre classes e regiões.

Em votos válidos, o impacto para Dilma é um pouco maior pela redução dos indecisos. A evolução 43 > 51 > 51 > 48 traduz-se em 51 > 58 > 58 > 54, ou seja, um crescimento de 7 pp, depois reduzido a 3 pp nos votos válidos após todo esse tempo. 8 pontos de vantagem não é pouco, mas provavelmente menos que o esperado pelo governo, que gostaria de reproduzir os 60% ou mais de Lula nas outras eleições, e que estavam refletidos no percentual de espontâneos para o campo lulista na maior parte do tempo. Por outro lado, é muito mais do que a oposição, que não acreditava no “plebiscito”, temia.

Não parece que se reverterá o quadro de vitória de Dilma já no 03/out., o qual já era detectado no início do ano nas pesquisas espontâneas, desde maio nas pesquisas estimuladas para 2º turno, nas pesquisas convencionais para 1º turno desde antes da campanha. Mas, se a eleição for para 2º turno, a projeção de vitória governista continua. Sem o denuncismo, mas também sem debate propositivo, o continuísmo teria sido contundente e a vitória de Dilma poderia ser eventualmente muito expressiva (13 em cada 20 votos, no lugar dos agora esperados 11 em cada 20 votos.)

Não se configurou “virada azul”. Ela poderá haver somente com 2º turno, pois ficou visível nas pesquisas a grande identidade do eleitor de Marina com o de Serra, pois a transferência de Serra para Marina, na única pesquisa de 2º turno com ela, foi quase total. De Marina para Serra é maior que dela para Dilma. Enfim, Marina se posiciona mais como 3ª. via, mas eleitoralmente é uma opção ao PSDB/DEM, menos anti-petista. Levemos em conta que o PV é “governo” em quase todos os estados, não importa quem governe...

Também parece que perdeu fôlego a “onda verde”. O crescimento tem sido oscilante e em espasmos. Marina talvez chegue a uns 15-17% de votos válidos, mas isso não tira de Dilma pontos o suficiente para forçar um 2º turno, nem leva Marina a 2ª. colocada. Ela deveria ter atacado mais Serra ao longo do processo todo, pois se tirasse 5 pp de Serra e mais 3 pp de Dilma chegaríamos a 45/22/22(Marina)/1/10, o que lhe teria sido muito conveniente. Mas, com pouco tempo de TV e atrasando-se na estratégia, muito improvável agora.

O Datafolha sempre foi “menos dilmista” que Vox Populi. A razão principal é que sua amostragem dá peso maior a determinados segmentos sócio-econômicos. Pode estar errado agora no que se refere a intenções de votos, mas, por outro lado, foi quem chegou mais perto do resultado final em 2006 e fica menos sujeito aos problemas de abstenção e falta de documento com foto (ainda necessário.) Isso é que é ter “nervos de aço” : manter persistentemente uma metodologia que leva a resultados fora da curva (Ibope, Sensus e Vox Populi são mais parecidos entre si que qualquer deles com Datafolha, mesmo com o conhecimento de candidatos já completado.) A aposta deve ser que os problemas citados sejam tão grandes que no final irá acertar sozinho.

Pontos pró-Dilma vis-a-vis Lula 2006 :

- rejeição de Serra é maior, situação contrária a Lula vs Alckmin; a curva recente de Serra tem pouca inclinação, ao contrário da de Alckmin;

- continuísmo ainda mais arraigado : as denúncias perderam impacto e, de resto, não se comparam a mensalão ou Lunus ou aloprados;

- a soma de Serra e Marina continua igual ao que era antes da campanha, 40%;

- há diferença maior entre gêneros que em 2006, ou seja, pode ser mais fácil mulheres agora decidirem por Dilma que homens por Serra/Marina, dependerá da interação familiar. Na Datafolha de 27/09 os homens optaram em 64% por Marina ou Dilma, versus 27% por Serra e preconceito de gênero não parece ser um componente nesta eleição (felizmente, a meu ver, independente de partidarismo);

- a intenção de voto ainda é regionalizada e classista, mas menos do que em 2006.

Caso haja 2º turno :

- aqui Serra teria uma vantagem : ele herda mais da metade dos votos de Marina, enquanto Lula herdou quase tudo de H. Helena & C. Buarque;

- por outro lado, não deve haver mais muito para Serra falar, senão já teria sido usado até agora, e Dilma teria um mês para rebater, já com 18 ou 19 governadores e 40 senadores eleitos por seu campo (lembremos que as eleições de senador em 2006 foram um desastre para PT e PMDB.)

- Lula continuará em campanha de qualquer modo, pois haverá alguns estados a decidir;

- a estabilidade nas pesquisas para 2º turno é muito grande, Dilma sempre entre 54 e 65%, Serra sempre entre 35 e 46%.

O que intriga um pouco nas pesquisas é ver as oscilações, na ordem de 10% (20% em termos de vantagem), nas preferências nos segmentos escolarizados e de maior renda, indicação de que o processo informação-decisão política nesses segmentos é também deficiente. Não há, para um grupo expressivo de pessoas, convicção sólida em programas de governo, quer sejam neoliberais, estado-indutores ou ecossustentáveis.

Muitos nesses estratos “dilmaram” e logo depois “marinaram” apenas em função de propagandas, de forma muito volúvel. Esperava que essas parcelas da população fossem as mais estáveis em determinação de voto, em função de um conhecimento sedimento ao longo dos anos, mas o que sucedeu foi o contrário.
***http://www.advivo.com.br/blog/gunter-zibell/um-retrospecto-do-efeito-das-campanhas-nas-pesquisas
Fonte:

Em 4 denúncias, Folha erra em uma e mente em 3

Enviado por luisnassif, sex, 01/10/2010 - 01:28
Por Jorge Furtado

É difícil manter a serenidade frente ao péssimo jornalismo praticado pela Folha de S. Paulo. Das 4 irregularidades já apuradas na massaroca de denúncias do jornal contra o governo Lula, 3 eram mentira pura e simples:

1. O tal contrato intermediado por Rubnei Quícoli, a única fonte da Folha para algumas das calúnias que publicou (ver: http://www.casacinepoa.com.br/o-blog/jorge-furtado/cara-da-folha-de-s-paulo) era mentira, não passou de um delírio e tentativa de chantagem feito por um picareta, acolhido pela Folha. Não é possível afirmar se o malabarismo do texto do jornal para manter sua farsa pró-Serra é má-fé ou apenas incompetência, provavelmente uma mistura das duas coisas: "Como a Folha mostrou, o representante da EDRB, Rubnei Quícoli, afirma que... " A Folha mostrou que o picareta afirma que... Cruzes!

2. O "suborno do Tamiflu" inventado pela Veja também era mentira: "não se vislumbrou qualquer oportunidade para a alegada cobrança de propina", diz a CGU.
***
Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/em-4-denuncias-folha-erra-em-uma-e-mente-em-3

BISPO MANOEL FERREIRA DÁ DEPOIMENTO EM FAVOR DE DILMA



Fonte:http://www.youtube.com/dilmanaweb#p/u/15/zHR5THppiKk

O Cristão e a Política

Hely Ferreira,cientista político.

Nos últimos tempos tem crescido a participação de cristãos evangélicos na política nacional. Mas essa participação, infelizmente, não tem sofrido impacto de maneira positiva. Durante o ápice do Império Romano, o nascimento do Cristianismo causou incômodo, principalmente pelas idéias de Jesus. O receio de perder o poder fez com que Roma adotasse uma postura com os cristãos semelhante ao sabor de absinto.

O pensamento medieval através da Patrística e da Escolástica revisitou através dos seus principais expoentes o pensamento platônico e aristotélico respectivamente. Os escritos hegeliano afirmam que com a Reforma Protestante, o homem moderno teve a oportunidade de discordar do que até então era apresentado como idéia única em relação ao cristianismo.

É bem verdade que Lutero não teve uma postura admirável no que diz respeito à Revolta dos Camponeses. Por outro lado, bem mais participativo na política, Calvino criou uma forma de governo que, segundo estudiosos, fora o primeiro modelo político moderno, tendo exercido influência em sua época, ao ponto de com Knox na Escócia, fez nascer à expressão presbiteriana, por ser o governo dos presbíteros. No Brasil, a presença do governo holandês em Pernambuco era possível vislumbrar uma atuação do protestantismo na política local.

Os “anos de chumbo” promoveram uma apatia na grande maioria dos protestantes aqui no Brasil, e não esquecendo a conivência de muitos com o sistema. Adotando uma postura antagônica ao que se tinha antes de 1964. Durante o processo da redemocratização alguns lampejos foram vistos da participação de alguns protestantes, mas infelizmente, nada de grande relevância, a não ser a prorrogação do mandato do Senhor José Sarney por método não muito republicano.

Estamos prestes a mais uma festa cívica, e com ela torna-se necessário vencer alguns desafios, vejamos: romper com estigma do corporativismo da bancada evangélica no Congresso Nacional; participar ativamente da política nacional; votar em candidatos que realmente tenham compromissos em defender o melhor para o povo; não utilizar o voto como moeda de troca visando beneficiar a si ou a Igreja a qual é membro ou congregado; entender e aceitar que estamos em um Estado Democrático de Direito e não em uma Teocracia.

P.S. Este artigo é um resumo da palestra proferida na IPB do bairro de Beberibe.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-cidadania/594080-o-cristao-e-a-politica

Supremo decide que eleitor só precisará de documento com foto para votar

30/09/2010 - 16h43

Camila Campanerut
Do UOL Eleições
Em Brasília


Plenário do Supremo Tribunal Federal

Por oito votos a dois, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram nesta quinta-feira (30) que o eleitor precisará de um documento com foto na hora da votação. O plenário julgou uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) apresentada pelo PT, que pedia que a Corte derrubasse a exigência de apresentação de dois documentos para votar -o título de eleitor e outro, com foto.

O PT argumentava que a ausência do título acabaria “por cassar o exercício da cidadania do eleitor”. A ação é resultado da preocupação da sigla na candidatura de Dilma Rousseff e da possibilidade de um grande número de abstenção na camada de baixa renda, que vota na petista, principalmente no eleitorado das regiões Norte e Nordeste.

O que ficou decidido

Para votar: É obrigatório documento de identificação
com foto

- Só o título de eleitor não será aceito

Em seu voto, a ministra-relatora do caso, Ellen Gracie, ponderou que a dupla documentação era “desnecessária”. “Entendo que não é cabível que coloque como impedimento ao voto do eleitor (...) [Assim] a ausência do título de eleitor não impediria o exercício do voto”, disse.

O voto foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello, para conceder a liminar nesse sentido.

Antes da conclusão da decisão, a ministra frisou que, com a decisão, o documento “não se torna inútil”, apenas dispensável. “Quem trouxer o título, será atendido com mais celeridade (...) Segue-se exigindo ambos os documentos, mas a ausência do título não impede o direito de votar.”

A argumentação contrária de Mendes é que “uma liminar a três dias da eleição” seria um fator de “desestabilização do processo eleitoral”.

Já Peluzo, contrariado por fazer parte da minoria, disse: “acabou de ser decretada, a partir de hoje, a abolição do título eleitoral”.

Vale lembrar

O prazo para solicitar a segunda via do título de eleitor terminou nesta quinta-feira.

Para as eleições deste ano, 135.804.433 brasileiros estão aptos a votar para presidente, governador, senador, deputado estadual, federal e distrital, segundo o TSE.
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Fonte:http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/09/30/supremo-aprova-acao-do-pt-eleitor-so-precisara-de-um-documento-para-votar.jhtm

Alerta máximo na reta final!


Estou vendo muita gente preocupada com o sobe e desce das pesquisas eleitorais, mas tenho sérias razões para acreditar que esse não deve ser o foco de nossa atenção daqui até domingo.
Não devemos nos iludir com a relativa calmaria dos últimos dias. Nem nos esquecer da experiência de eleições passadas – entre as quais a de 1989 e a de 2006.
Enfrentamos em 2010 uma oposição que repete as práticas golpistas da velha UDN, reproduzindo a mesma aliança espúria com setores da imprensa carioca e paulista.
Seu método principal tem sido o de espalhar mentiras, calúnias e difamações, ora fabricando escândalos contra nós, ora espalhando boatos infames pela internet, ora ligando o PT a casos com os quais não temos qualquer relação – como na pane do Metrô de SP ou nos fatos recentes ocorridos no Tocantins.
De um modo geral, a investida tem surtido pouco efeito, mas nada indica que tenham jogado a toalha. Suspeito que tenham guardado os ataques mais pesados para a antevéspera do pleito, quando já não haverá o horário eleitoral para que possamos esclarecer a população.
Meu pressentimento aponta para algumas balas de prata que já devem estar no tambor.
Não me surpreenderei, por exemplo, se ocorrerem atos de sabotagem contra o sistema elétrico nacional, de maneira a provocar apagões localizados ou generalizados. Isso respingaria direto em nossa candidata, que foi ministra do setor.
Também não descarto a fabricação de depoimentos de encomenda para ligar o PT a atividades ilegais, como o crime organizado e o tráfico de drogas. Já aconteceu outras vezes; pode muito bem acontecer de novo agora.
Portanto, companheiras e companheiros, tratemos de manter a tropa em alerta máximo, com o ouvido atento e os olhos bem abertos. O histórico udenista mostra que a guerra suja é sempre uma possibilidade. Devemos estar preparados para enfrentá-la.
Fonte: Blog Mandacaru 13
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Fonte:http://www.sejaditaverdade.net/

Dilma preside debate da Globo. Serra não foi. Estava no telefone

O debate da Globo seria “decisivo”.

Segundo o PiG (*) e seus colonistas (**), no debate da Globo o jenio ia trucidar a Dilma.

Foi o oposto.

Dilma desmoralizou a platéia tucana, quando riu por ela dizer que todas as doações da campanha estavam registradas.

Dilma fica melhor quando vai para o ataque.

Não tem nenhum Ricardo Sérgio nas finanças da campanha da Dilma.

Dilma explicou muito bem o papel das UPPs no combate à violência urbana.

Dilma explicou os planos de expansão das ferrovias.

E, mais importante, ela explicou por que vai fazer um Governo de coalizão com o PMDB.

Dilma falou como Presidenta.

O Serra não foi ao debate.

Quando conseguiu se articular, além da manifestação autônoma de seu dedo anular direito, o jenio não foi mais do que um “prático em contabilidade”, como diz o meu amigo mineiro.

O amigo navegante se perguntaria – se conseguiu ficar até o fim – o que a Bláblárina Silva fez ali, além de enunciar o óbvio: tudo é “muito grave” !

Como ela explicaria que um anúncio da Natura entrou no break comercial do debate ?

Esquisito, não, amigo navegante ?

E o Serra ?

O que ele tem a oferecer ?

Por que ele quis ser Presidente, além de querer ser ?

Esse tipo de debate não vai a lugar nenhum.

Amanhã, este Conversa Afiada pretende comparar o debate presidencial no Brasil e nos Estados Unidos, por exemplo.

Candidato não sabe fazer pergunta.

Quem sabe fazer pergunta é jornalista.

Mas, no Brasil, os candidatos e os partidos precisaram se proteger dos jornalistas, invariavelmente partidários e, na maioria, tucanos.

Deu nisso.

Um debate inócuo.

Em 2002, o Serra também anunciou que ia esmagar o Lula no debate final da Globo.

De fato, conseguiu.

O Serra esmagou o Lula na eleição por 39% a 61%.

Foi o que aconteceu agora.

O Serra massacrou a Dilma.

E vai perder no primeiro turno.

O Serra, desde 2002, tem 30%.

Bye-bye Serra forever.

Em tempo: Serra criou o Bolsa Família, o genérico, o programa anti-Aids, a bússola, a energia a vapor, o telescópio e o avião. A Lei da Gravidade, porém, é concepção original do Fernando Henrique.

Em tempo 2: falta esperar o que o Ali Kamel vai fazer na edição do debate. E o que o Lula poderia fazer, se o Kamel manipulasse a edição.

Em tempo 3: ninguém perguntou ao Serra sobre o telefonema ao Gilmar. Não deixe de votar na trepidante enquete: o que acontece se você telefonar para o Gilmar.

Em tempo 4: aos 20 minutos desta sexta-feira, Serra era um caco. A máscara da derrota. As olheiras, finalmente, se encontraram com as gengivas. Um encontro triunfal.


Paulo Henrique Amorim



(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/10/01/dilma-preside-debate-da-globo-serra-nao-foi-estava-no-telefone/

Candidato do PSDB tenta censurar jornal em SP

Por: Fábio M. Michel, Rede Brasil Atual
Publicado em 30/09/2010, 19:00
Última atualização às 19:52

São Paulo – O ex-prefeito São Bernardo do Campo e candidato a deputado federal pelo PSDB William Dib tentou junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) uma ação judicial para apreender uma edição do jornal ABCD Maior, que circula nas cidades da região do Grande ABC paulista. O motivo é a publicação de uma matéria considerada pelo candidato prejudicial à sua campanha.

É a segunda denúncia que envolve políticos do PSDB e a tentativa de censurar informações consideradas desfavoráveis a suas candidaturas. A outra ocorreu no Paraná, onde o deputado a governador Beto Richa obteve liminar judicial para impedir a divulgação de pesquisas de intenção de voto do Datafolha.

Leia aqui:

>> Entidades condenam censura pedida pelo PSDB do Paraná

Em sua edição 249, lançada na terça (28), o ABCD Maior traz uma reportagem sobre o resultado de um auditoria feita pelo Denasus (Departamento Nacional de Auditoria/SUS), ligado ao Ministério da Saúde, concluída em julho passado, que comprovou que a gestão Dib firmou contratos fraudulentos de prestação de serviços, por meio da secretaria de Saúde de São Bernardo.

Na semana passada, Dib foi notificado de que a prefeitura atual cobra dele a devolução de pouco mais de R$ 160 milhões, referentes a irregularidades nos contratos com a empresa Home Care Medical Ltda. Essa mesma empresa já esteve no centro de denúncias em 2008, por formação de quadrilha e licitações fraudulentas com hospitais de 29 municípios de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Segundo o editor do jornal, Walter Venturini, as suspeitas de que Dib tentaria impedir a publicação da reportagem começaram na noite da segunda (27), quando um delegado da cidade, Victor Lutti, ligou para a redação pedindo para confirmar se o jornal publicaria a conclusão da auditoria do Denasus. Em seguida, Lutti dirigiu-se à sede do jornal acompanhado pela advogada Elizabeth Spolidoro e por um assessor de Dib.

"Eles disseram para que não publicássemos a matéria, mas escutamos a versão deles e incluímos na reportagem", diz Venturini. "E hoje (quinta, 30) pela manhã chegou por fax a notificação do pedido de busca e apreensão, assinado pela advogada Elizabeth Spolidoro, e da retirada da matéria do nosso site", completa.

A assessoria de imprensa de Dib foi procurada, mas não atendeu as ligações da reportagem. No início da tarde, porém, o TRE decidiu que a ação pedida por Dib havia sido rejeitada e o jornal continua circulando normalmente.

Leia abaixo e no site do ABCD Maior a reportagem que o candidato do PSDB tentou censurar:

CONTRATO DE SAÚDE É CONTESTADO
Por: Renan Fonseca (renan@abcdmaior.com.br)

Auditoria do Ministério da Saúde aponta contratação irregular; William Dib pode ter de devolver R$ 160 milhões
A Prefeitura de São Bernardo vai entrar na Justiça com pedido de devolução de mais de R$ 160 milhões gastos em contrato com a Home Care Medical Ltda. na gestão do ex-prefeito William Dib (PSDB). O Denasus (Departamento Nacional de Auditoria/SUS), ligado ao Ministério da Saúde, concluiu em julho documento que apresenta processos fraudulentos na contratação da empresa, bem como as prestações de contas da Secretaria de Saúde na época.

A auditoria (nº 7551) aponta como responsáveis pela contratação da empresa os ex-secretários de Saúde, Wilson Narita Gonçalves, Walter Cordoni, que acumulou o cargo de diretor geral dos hospitais, e o ex-prefeito William Dib. A reportagem não conseguiu contato com Gonçalves e Cordoni. O Ministério da Saúde confirmou a auditoria, mas não quis falar.

De acordo com Euclides Garroti, assessor de William Dib, não há contrato firmado entre a Home Care e o ex-prefeito. “À época, a Home Care possuía contrato com a Fundação do ABC, conveniada da Prefeitura de São Bernardo.” A advogada Elizabeth Sibinelli Spolidoro afirmou que maiores esclarecimentos serão prestados após tomar conhecimento da auditoria da Denasus.

Licitação facilitada - A Home Care foi responsável pela administração de insumos médicos e distribuição de medicamentos para o Hospital Municipal de Urgência, Hospital de Ensino e Pronto-Socorro Central. A auditoria, realizada entre 13 de outubro e 10 de novembro de 2009, sustenta que houve “montagem de processos licitatórios” durante a concorrência para gerir a rede farmacêutica municipal. “Isso implica dizer que funcionários que prepararam o processo licitatório facilitaram para que a Home Care ganhasse a concorrência”, explicou o gerente de auditoria da Secretaria de Saúde e correspondente municipal do Denasus, Nelson Nisembaun.

Além disso, não foram apresentados documentos sobre o fornecimento de medicamentos e a chegada dos fármacos ao destino. Soma-se à constatação da auditoria aditamentos de 125% no contrato com a empresa, sendo que por lei alterações do tipo poderiam ser feitas em até 25% do valor da contratação.

Formação de quadrilha - Empresários da Home Care Medical foram denunciados em 2008 por formação de quadrilha e composição de fraudes em licitações com hospitais de 29 municípios de São Paulo e Rio de Janeiro. Hospitais de Mauá e São Caetano estavam na lista de denúncias.

“Os auditores recomendaram que a Prefeitura peça aos responsáveis pela contratação, os secretários de Sáude durante o período e o prefeito da época, William Dib, a devolução do montante mal administrado”, ressaltou Nisembaun. A devolução do dinheiro deve ser feita após formalização de processo na Justiça, que deve julgar o caso.

Ao todo, foram gastos R$ 160.630.140,65 durante os sete anos em que a Home Care operou o sistema farmacêutico na cidade. Com o dinheiro, seria possível construir e equipar um Hospital de Clínicas e mantê-lo por seis meses ou 29 UPAs (Unidade de Pronto-Atendimento).

A auditoria foi encomendada em 2008 pelo Conselho Municipal de Saúde. Membros do conselho explicaram que, até então, a prestação de contas do município na área não era feita de forma “clara e transparente”. O documento foi expedido para a Secretaria Municipal de Saúde em 4 de agosto e até o momento os gestores o estavam analisando. Agora, a documentação volta para as mãos dos conselheiros de Saúde, que vão discutir o assunto na próxima sessão, em 19 de outubro.

“Após a reunião, vamos encaminhar a auditoria para a Procuradoria Geral do Município e solicitar ao órgão denúncia oficial nas esferas fiscais: Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Contas da União e aos Ministérios Públicos Estadual e Federal”, anunciou o presidente do Conselho, Jorge Harada. Contudo, a Secretaria de Saúde informou que vai providenciar nas próximas semanas a denúncia em todos os órgãos citados pelo conselheiro.
****
Fontes:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/outro-candidato-do-psdb-tenta-censurar-jornal-em-sp
http://abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=24069

Fiquem advertidos! Correa atentou contra o direito de golpe; imprensa brasileira precisa se manifestar!

publicada quinta-feira, 30/09/2010 às 16:16 e atualizada quinta-feira, 30/09/2010 às 16:56

Seguimos no aguardo de nota da ANJ, do Instituto Millenium e das bravas famílias defensoras da democracia (Civita, Frias, Marinho), sobre os graves acontecimentos do Equador.

Mas sabemos que não vão decepcionar os homens bons desse Brasil. O que sobrou de oposição em nossa bendita Terra de Santa Cruz precisa vir a público e se pronunciar.

A nota já estaria até redigida, revela uma fonte desse Escrevinhador:

“Senhor Correa e povo equatoriano

Os senhores – que nas últimas horas se mobilizaram contra as legítimas manifestações de militares e policiais – fiquem advertidos: não toleraremos qualquer ataque ao legítimo direito de golpe; um direito hereditário e intransferível.

O presidente desse nosso país co-irmão, infelizmente dominado por doutrinas alienígenas, lançou-se com fúria contra as tropas indefesas, obrigando o dispositivo militar a agir com rigor. É o relato que recebemos da imparcial imprensa equatoriana, irmanada em nossa sacrossanta parceria na SIP – a Sociedade InterAmericana de Imprensa.

Diante do quadro cáotico, consequência do vezo autoritário do regime comandado pelo senhor Correa, os homens bons do Brasil exigem que o Itamaraty suspenda imediatamente o apoio ao governo equatoriano, liberando o exército da brava nação andina para agir com rigor contra essa corja de malfeitores que foi às ruas apoiar o regime proto-comunista de linha cubano-chavista.

Nas melhores tradições brasileiras, lembramos que o golpe é um direito. O livre-empreendedorismo brasileiro não vai aceitar que esse direito seja cassado por um regime populista, inculto e incauto.

Qualquer governo terá de violar cláusulas pétreas da Constituição na aventura temerária de achincalhar o legítimo direito de golpe.


Estejam advertidos!”
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Fonte: http://escrevinhador.com.br/

Opera Mundi: Crise política no Equador

30 de setembro de 2010 às 14:55
30/09/2010 – 12:55 | Redação* | São Paulo

do Opera Mundi

Atualizada às 14h25

Um grupo de 800 policiais fechou o aeroporto Mariscal Sucre de Quito e as principais estradas de acesso à capital, Quito, para protestar contra o veto da Assembleia Nacional à Lei de Serviço Público. Com a decisão, bonificações e promoções são eliminadas.

O presidente do Equador, Rafael Correa, foi ao local para tentar dialogar com os policiais, mas precisou deixar o aeroporto quando policiais atiraram bombas de gás lacrimogênio.

Segundo o site do jornal El Universo, Correa foi levado ao Hospital Metropolitano, na capital, onde foi atendido. Ele teria sido atingido por garrafadas, de acordo com notícia veiculada pelo Canal Uno de televisão.

Os manifestantes queimaram pneus e atiraram pedras e afirmaram que não vão sair dali até que o governo demonstre possibilidade de negociar.

As informações são da Telesur e da agência equatoriana de notícias Andes. Correa buscava encontrar uma solução para o conflito, mas a equipe oficial de segurança tirou o presidente dali.

Segundo o coordenador nacional do MPD (Movimento Popular Democrático, partido de esquerda que faz oposição a Correa), Stalin Vargas, os serviços de internet e de telefone celular não estão funcionando bem no país.

Ao Opera Mundi, ele disse não acreditar na possibilidade de que um golpe de Estado esteja em andamento e que não há manifestação de fechamento do Assembleia, apesar dos protestos.

A manifestação dos policiais está sendo apoiada por operários, professores e estudantes, segundo Vargas.

Assim ao vídeo feito pela emissora equatoriana NTN24, que mostra cenas dos protestos na capital:

Correa indicou hoje (30/9) que analisa a hipótese de dissolver o Congresso Nacional e convocar eleições antecipadas. A informação é da ministra de Política, Doris Solís, depois de uma reunião com Correa.

O presidente estuda adotar um mecanismo, autorizado pela Constituição equatoriana, denominado “morte cruzada”, que lhe dá poderes de dissolver o Congresso quando há ameaças ao desenvolvimento do país, entre outras circunstâncias.

Ainda hoje está prevista sessão no Parlamento e o tema deve ser o principal assunto das discussões. O Congresso equatoriano é formado por 100 membros, eleitos diretamente, para um período de quatro anos. Os parlamentares representam quatro regiões distintas do país.

A Lei de Serviço Público, que levou à manifestação dos policiais, faz parte de uma reforma dos serviços públicos do país. Segundo reportagem da Telesur, ele não conseguiu ser ouvido. “Uma pena que os atores da pátria se comportem desta maneira”, afirmou Correa diante dos manifestantes.

O ministro de Segurança do Equador, Miguel Carvajal, afirmou em entrevista coletiva que acreditam na possibilidade de situação se resolver em breve.

“Acreditamos que a situação gerada pela falta de informações dos oficiais será resolvida e que tudo voltará à normalidade em breve”, disse à imprensa.

Houve enfrentamento entre pessoas que defendem o presidente e aqueles que integram o protesto dos policiais na Praça da Independência, informou a repórter da Rádio Nacional, do Equador, que está ao vivo no local

*Com Telesur, Andes e Agência Brasil
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Fonte: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/opera-mundi-crise-politica-no-equador.html

Tracking Vox: Dilma mantém 55% dos votos válidos

30 de setembro de 2010 às 17:48

A três dias da ida às urnas, cenário da disputa permanece estável na medição diária realizada pelo instituto

Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo | 30/09/2010 17:22

Faltando apenas três dias para as eleições, o cenário da disputa presidencial permanece estável, dando à candidata do PT, Dilma Rousseff, 55% dos votos válidos no tracking Vox Populi/Band/iG. A conta, que exclui os votos nulos e em branco, mantém a perspectiva de uma vitória da petista ainda no primeiro 1°turno, segundo o Vox Populi. Se a eleição fosse hoje, o tucano José Serra teria 29% dos votos válidos e a candidata do PV, Marina Silva, 13%.

Para vencer no primeiro turno, a candidata do PT precisa obter 50% dos votos válidos mais um.
Quando é analisado o total de intenções de voto, Dilma continua com 49%, mesmo patamar registrado nos últimos cinco dias. O candidato do PSDB, José Serra, aparece na segunda colocação, mantendo 26% da preferência do eleitorado, mesmo índice registrado na medição de ontem.

Marina também continuou com 12% das intenções de voto na medição de hoje, mesmo patamar do dia anterior. Os outros candidatos, juntos, alcançaram 1% dos entrevistados pelo instituto. Ainda segundo o Vox Populi, 4% dos entrevistados pretendem votar em branco no próximo domingo e 8% se declaram indecisos.

No atual cenário, Dilma mantém dez pontos de vantagem em relação à soma de todos os adversários. O melhor cenário para a candidata petista é o Nordeste, onde ela tem 64% das preferências – contra 18% de Serra e 7% de Marina.

No Sudeste, onde Dilma chegou a ter 48% das intenções de voto há dez dias, o índice chega agora a 42%. Ela oscilou um ponto percentual positivo em relação a ontem, tirando um ponto da candidata do PV, Marina Silva, que oscilou de 16% para 15%.

O maior avanço de Dilma na comparação com a medição de ontem foi no Sul, onde ela passou de 46% para 49%, oscilando além da margem de erro. Nessa mesma região Serra passou de 36% para 32% e Marina se manteve com 6%.

O tracking Vox/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente. A pesquisa é registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 27.428/10.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/tracking-vox-dilma-mantem-55-dos-votos-validos.html

Rafael Correa denuncia tentativa de golpe: “Me sinto sequestrado”

30 de setembro de 2010 às 16:39

do Opera Mundi

O presidente do Equador, Rafael Correa, denunciou que a rebelião policial que sitiou a capital do país, Quito, nesta quinta-feira (30/9), é uma tentativa de golpe e disse ter receio de ser assassinado.

Se algo acontecer comigo, saibam que meu amor pela pátria é infinito e que amarei eternamente minha família, e que tudo terá valido a pena”, declarou.

Em discurso ao vivo transmitido pela Rádio Pública do Equador, o presidente disse que se sente “sequestrado” e contou que dispararam bombas de gás lacrimogêneo em sua direção , por isso ele foi hospitalizado. Segundo ele, a bomba passou a centímetros de seu rosto. Outro artefato teria provocado um ferimento em sua perna, e o presidente foi levado para o Hospital da Polícia Nacional, em Quito.

“Estão me dizendo que o hospital está cercado, que estão revistando ambulâncias que saem e chegam, e que ninguém poderia sair nem entrar. Se isso for verdade, seria o sequestro do presidente da repúbica, o que seria algo extremamente grave. Seria traição à pátria”, afirmou.

Falando à rádio de dentro do hospital, de onde disse não ter visão do lado de fora, Correa acusou setores da oposição de terem enganado os policiais sobre os efeitos da nova lei do funcionalismo público.

“Espalharam a eles que íamos cortar o soldo pela metade, mas na verdade dobramos, e é justamente isso o que estabelece a nova lei! A lei estabelece que o Ministério do Trabalho definirá compensações para os policiais que têm de trabalhar horas extras. Inventaram uma mentira verossímil, e lamentavelmente os policiais foram ludibriados. Mas, por mais, que se tenham enganado as pessoas, é inadmissível que tenham ignorado os apelos a manter a ordem pública”, afirmou o presidente.

Entre os possíveis responsáveis pela suposta tentativa de golpe, o presidente Rafael Correa mencionou seu antecessor no cargo, Lucio Gutiérrez, derrubado por uma revolta popular em 2005.

“Está claríssimo de onde vêm essas intenções desestabilizadoras. São pessoas que estão tentando um golpe de estado porque não podem ganhar nas urnas”, disse.

Correa disse que, assim que possível, vai voltar para negociar e chamou os policiais de covarde por terem “apontado contra o presidente”.

“Impediram as pessoas de respirarem”, disse. “É impressionante: nossa força pública alvejou o presidente!”, desabafou.

Apesar de condenar a insurreição e de expressar confiança na “maioria” da corporação, que “sabe o carinho que temos por ela”, o presidente deu a entender que teme pela própria vida.

“O máximo que posso perder é a vida, e perderei com custo se for para salvar a democracia. Prefiro estar morto do que preso. Se quiserem, venham aqui e me deem um tiro, mas não derrubarão a república. Como disse [o poeta chileno Pablo] Neruda, ‘poderão cortar as flores, mas não poderão impedir que chegue a primavera’”, afirmou Correa.

Em discurso na praça pública, o chanceler do país, Ricardo Patiño, afirmou que pessoas estariam tentando invadir o hospital para “atacar a integridade física” do presidente e conclamou a população a rumar para o prédio e libertar Correa.

“Companheiros valentes aqui presentes, vamos juntos resgatar o presidente!”, pediu Patiño.

Ainda de acordo com a emissora, chanceleres de outros países estariam indo para o Equador para ajudar a mediar a crise. Um jornalista da rádio teria sido espancado e asfixiado por rebelados, mas já estaria socorrido.

No Equador, além das forças armadas, que reafirmaram sua subordinação ao presidente, que, pela Constituição (assim como no Brasil, no EUA e várias repúblicas democráticas), é o comandante supremo das forças armadas. Além disso, os prefeitos de cidades de porte médio como San Lorenzo e San Domingo expressou apoio ao presidente.

O governo da Espanha soltou uma nota oficial condenando uma suposta tentativa de golpe e declarou apoio incondicional ao governo eleito de Rafael Correa.
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Fonte: www.viomundo.com.br

Dallari: “Decisão de Gilmar Mendes prova que ele não tinha condições de ser ministro do STF”

30 de setembro de 2010 às 14:41

Atualização às 16h55: Gilmar Mendes devolveu o processo e o julgamento foi retomado nessa tarde. Por 8 votos a 2, o STF derrubou a exigência de dois documentos para votar. Será necessário apresentar um mas com foto. Gilmar Mendes e César Peluso votaram contra.

por Conceição Lemes

Ontem à tarde os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se reuniram para julgar a ação direta de inconstitucionalidade (ADI), reivindicando o fim da exigência da apresentação de dois documentos para votar nas eleições do próximo domingo.

O placar estava 7 a 0. Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor. Foi quando o ministrro Gilmar Mendes pediu vista do processo, e o julgamento interrompido.

Mais tarde circulou a informação de que a decisão de Mendes foi após conversar com o candidato José Serra (PSDB), que lhe telefonou.

Reportagem publicada hoje pela Folha confirma a conversa, testemunhada pelos repórteres. A Folha divulga na primeira página: “Após ligação de Serra, Mendes para julgamento de ação do PT”. Segundo a matéria, Serra chamou Gilmar de “meu presidente”.

Conversamos agora por telefone com o jurista Dalmo Dallari, professor emérito da Faculdade de Direito da USP, sobre os dois fatos.


Viomundo –O que o senhor achou da decisão do Gilmar Mendes?

Dalmo Dallari – Lamentável, não importa com que ele tivesse conversado. Do ponto jurídico, é uma decisão totalmente desprovida de fundamento. Seguramente causou prejuízo imenso à instituição. Foi péssimo para a imagem do STF.

Viomundo — O pedido de vistas do processo ocorre quando há alguma dúvida a ser dirimida. Havia alguma?

Dalmo Dallari -- Razão jurídica, nenhuma. Razão extra, não sei.

Viomundo — O que ocorrerá agora?

Dalmo Dallari – A repercussão foi tão negativa que possivelmente ele devolverá até amanhã o processo para o STF.

Viomundo — O ministro Gilmar Mendes conversou com o candidato Serra antes de tomar a decisão. Qual a implicação jurídica disso?

Dalmo Dallari – Eu vi as reportagens, elas insinuam a conversa. Mas, eu como advogado, raciocino em cima de provas. Só depois de tê-las é que posso me manifestar.

Viomundo — Em 2002, o senhor fez um artigo, publicado originalmente na Folha de S. Paulo, criticando a indicação de Gilmar Mendes para o STF. O senhor disse que ele “degrada o Judiciário”. E agora?

Dalmo Dallari – A decisão de ontem demonstra que eu tinha razão. Ele não tinha condições de ser ministro do STF. Hoje estou convencido de que ele não tem a seriedade e imparciliadade indispensáveis para um juiz.

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Extraído do Viomundo antigo. Publicado em 11 de julho de 2008.

DALLARI SOBRE GILMAR MENDES: DEGRADAÇÂO O DO JUDICIÁRIO

FOLHA DE SÃO PAULO, EM 8 DE MAIO DE 2002

SUBSTITUIÇÃO NO STF

Degradação do Judiciário

DALMO DE ABREU DALLARI

Nenhum Estado moderno pode ser considerado democrático e civilizado se não tiver um Poder Judiciário independente e imparcial, que tome por parâmetro máximo a Constituição e que tenha condições efetivas para impedir arbitrariedades e corrupção, assegurando, desse modo, os direitos consagrados nos dispositivos constitucionais.

Sem o respeito aos direitos e aos órgãos e instituições encarregados de protegê-los, o que resta é a lei do mais forte, do mais atrevido, do mais astucioso, do mais oportunista, do mais demagogo, do mais distanciado da ética.

Essas considerações, que apenas reproduzem e sintetizam o que tem sido afirmado e reafirmado por todos os teóricos do Estado democrático de Direito, são necessárias e oportunas em face da notícia de que o presidente da República, com afoiteza e imprudência muito estranhas, encaminhou ao Senado uma indicação para membro do Supremo Tribunal Federal, que pode ser considerada verdadeira declaração de guerra do Poder Executivo federal ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil e a toda a comunidade jurídica.

Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. Por isso é necessário chamar a atenção para alguns fatos graves, a fim de que o povo e a imprensa fiquem vigilantes e exijam das autoridades o cumprimento rigoroso e honesto de suas atribuições constitucionais, com a firmeza e transparência indispensáveis num sistema democrático.

Segundo vem sendo divulgado por vários órgãos da imprensa, estaria sendo montada uma grande operação para anular o Supremo Tribunal Federal, tornando-o completamente submisso ao atual chefe do Executivo, mesmo depois do término de seu mandato. Um sinal dessa investida seria a indicação, agora concretizada, do atual advogado-geral da União, Gilmar Mendes, alto funcionário subordinado ao presidente da República, para a próxima vaga na Suprema Corte. Além da estranha afoiteza do presidente -pois a indicação foi noticiada antes que se formalizasse a abertura da vaga-, o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país.

É oportuno lembrar que o STF dá a última palavra sobre a constitucionalidade das leis e dos atos das autoridades públicas e terá papel fundamental na promoção da responsabilidade do presidente da República pela prática de ilegalidades e corrupção.

É importante assinalar que aquele alto funcionário do Executivo especializou-se em “inventar” soluções jurídicas no interesse do governo. Ele foi assessor muito próximo do ex-presidente Collor, que nunca se notabilizou pelo respeito ao direito. Já no governo Fernando Henrique, o mesmo dr. Gilmar Mendes, que pertence ao Ministério Público da União, aparece assessorando o ministro da Justiça Nelson Jobim, na tentativa de anular a demarcação de áreas indígenas. Alegando inconstitucionalidade, duas vezes negada pelo STF, “inventaram” uma tese jurídica, que serviu de base para um decreto do presidente Fernando Henrique revogando o decreto em que se baseavam as demarcações. Mais recentemente, o advogado-geral da União, derrotado no Judiciário em outro caso, recomendou aos órgãos da administração que não cumprissem decisões judiciais.

Medidas desse tipo, propostas e adotadas por sugestão do advogado-geral da União, muitas vezes eram claramente inconstitucionais e deram fundamento para a concessão de liminares e decisões de juízes e tribunais, contra atos de autoridades federais.

Indignado com essas derrotas judiciais, o dr. Gilmar Mendes fez inúmeros pronunciamentos pela imprensa, agredindo grosseiramente juízes e tribunais, o que culminou com sua afirmação textual de que o sistema judiciário brasileiro é um “manicômio judiciário”.

Obviamente isso ofendeu gravemente a todos os juízes brasileiros ciosos de sua dignidade, o que ficou claramente expresso em artigo publicado no “Informe”, veículo de divulgação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (edição 107, dezembro de 2001). Num texto sereno e objetivo, significativamente intitulado “Manicômio Judiciário” e assinado pelo presidente daquele tribunal, observa-se que “não são decisões injustas que causam a irritação, a iracúndia, a irritabilidade do advogado-geral da União, mas as decisões contrárias às medidas do Poder Executivo”.

E não faltaram injúrias aos advogados, pois, na opinião do dr. Gilmar Mendes, toda liminar concedida contra ato do governo federal é produto de conluio corrupto entre advogados e juízes, sócios na “indústria de liminares”.

A par desse desrespeito pelas instituições jurídicas, existe mais um problema ético. Revelou a revista “Época” (22/4/ 02, pág. 40) que a chefia da Advocacia Geral da União, isso é, o dr. Gilmar Mendes, pagou R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público -do qual o mesmo dr. Gilmar Mendes é um dos proprietários- para que seus subordinados lá fizessem cursos. Isso é contrário à ética e à probidade administrativa, estando muito longe de se enquadrar na “reputação ilibada”, exigida pelo artigo 101 da Constituição, para que alguém integre o Supremo.

A comunidade jurídica sabe quem é o indicado e não pode assistir calada e submissa à consumação dessa escolha notoriamente inadequada, contribuindo, com sua omissão, para que a arguição pública do candidato pelo Senado, prevista no artigo 52 da Constituição, seja apenas uma simulação ou “ação entre amigos”. É assim que se degradam as instituições e se corrompem os fundamentos da ordem constitucional democrática.


Nota do Viomundo: Dalmo de Abreu Dallari, 79, advogado, é professor emérito da Faculdade de Direito da USP. Foi secretário de Negócios do município de São Paulo (administração Luiza Erundina).

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Fonte: www.viomundo.com.br