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domingo, 26 de setembro de 2010

Prognóstico: o papelão e o papel da direita

Análise

publicada sexta-feira, 27/08/2010

Da Carta Maior

O papelão e o papel da direita

Por Flávio Aguiar

Não sabemos ainda o que exatamente vai acontecer nas eleições de outubro. Os prognósticos, para nós das esquerdas – os nós que não nos entravamos nos nossos nós – são muito bons: vitória de Dilma, seja no primeiro ou no segundo turno, estabilização de Marina da Silva, que poderá se livrar da incômoda e completamente auto-centrada política de Gabeira, Plínio mantendo sua dignidade exemplar e, quem sabe, neutralizando o poder de biruta de aeroporto da atuação de Heloisa Helena junto às extremas. Mas tudo isso são prognósticos, a serem passados a limpo pelo crivo de outubro.

Pois é, mas e as direitas? É preocupante o estado das direitas. Estão fazendo um papelão. Essa é a moldura do excelente artigo do Nassif transcrito aqui nesta Carta Maior. Concordo no todo e discordo em parte do artigo. Não se trata de saber se Nassif é neo-tucano ou sei lá que bobagem dessa ordem. Trata-se de pensar no rigoroso problema que ele levanta.
Esse problema é, no fundo, o de observar o jogo político um pouco além do tabuleiro eleitoral. Este, sem dúvida, é importante. Mas o que está acontecendo por debaixo desse tabuleiro, como as engrenagens estão se movendo e como vão atuar sobre as peças do xadrez partidário?

É óbvio que está havendo um descolamento progressivo dessas direitas que hoje atuam ostensivamente, de suas bases tradicionais. Estas estão se movendo sim – não necessariamente para a esquerda, mas para cima. A política do governo Lula, combinando estabilidade financeira, monetária e fiscal com transferência de renda e de foco dos investimentos, está provocando uma ascensão social de monta no país. Isso não significará necessariamente no futuro uma sociedade “mais progressista”. Pode prevalecer, e prevalecerá em parte desse grupo ascensional, que envolve diferentes níveis de renda, o complexo da Arca de Noé: “eu e os meus nos salvamos; agora fechemos as portas, porque aqui não cabe todo mundo”.

As direitas brasileiras – ofuscadas por seus sentimentos oligárquicos no caso da mídia corporativa, ou fascinadas, no caso dos políticos, pela ameaçadora perda do poder governamental por mais alguns anos – não conseguem perceber esse movimento, nem suas possibilidades, nem o que isso representa. Por isso, provavelmente, serão duramente castigadas nas próximas eleições. A frente partidária de direita será pulverizada, se nada de novo acontecer.

Aqui tenho uma discordância com a visão de Nassif, de que isso poderia ser necessariamente ruim. É a chance de surgir, não das cinzas, mas com base naquele novo quadro social emergente, um novo pensamento conservador, renovado e um pouco mais arejado do que o dessas direitas atuais, que deixaram de ser conservadoras para se tornarem amplamente reacionárias, vivendo num mundo virtual em que só elas e seus apaniguados mais empedernidos acreditam. A expressão acabada dessa cegueira é a tentativa de transformar José Serra em “Zé”, mais a favela virtual criada por sua campanha.

Uma direita mais “moderna” – se isso é possível – começaria por se tornar mais independente em relação à mídia corporativa que é autoritária em relação aos mais fracos – o sofrido povinho e o temido povão, que são dois lados da mesma moeda dos seus pesadelos – enquanto corteja e tenta acaudilhar pela representação os mais fortes. Adotaria uma posição mais aberta ao diálogo na América Latina e no mundo inteiro, ao invés de ficar brincando de Guerra Fria à antiga, vendo mocinhos e bandidos em tudo e se pondo no papelão de novo de assumir a defesa da cavalaria americana contra os índios hostis do resto do mundo. uma direita mais moderna prestaria mais atenção no Santos de hoje do que no Uribe de ontem, e digo isso por mais que não tenha qualquer simpatianem empatia pelo primeiro e apenas completa e total antipatia pelo segundo. Trata-se isso sim de fver o que eles representam hoje, qual o seu papel.

Não sei como seria o pensamento dessa “nova direita”, pois certamente não pensaria com nem como ela. Mas seria mais interessante do que isso que aí está.

Sem essa renovação “do lado de lá” as esquerdas tenderão a aprofundar suas divisões, porque a pressão social advinda do novo e mais complexo quadro social emergente assim as pressionará. A velha direita, massacrada, terá a tentação de renovar o cortejo às soluções autoritárias ou ditatoriais. Uma parte das “novas classes” emergentes poderá sair em busca de líderes popularescos, no estilo Berlusconi.

De todo modo, momentos interessantes estarão pintando no horizonte, se Dilma ganhar do jeito que parece que pode ganhar.

PS – Aproveito a oportunidade para comunicar às leitoras e leitores que estou saindo de férias. Volto em setembro. Até.

Flávio Aguiar é correspondente internacional da Carta Maior em Berlim.
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Um dos membros do PIG, declara apoio ao candidato da direita brasileira



Estadão apóia Serra.
Mesmo na ausência dele

Publicado em 26/09/2010

O Estadão escreveu um editorial para confessar, uma semana antes da eleição, o que sempre fez: o Estadão apóia o Serra.

O Tijolaço do Brizola Neto notou que, mesmo nessa hora decisiva em que os conservadores brasileiros devem tomar uma tunda histórica, o Estadão quase não tem o que elogiar do Serra:


O editorial em que o Estadão declara publicamente o apoio a José Serra, a uma semana da eleição, destina sete linhas ao que seriam as qualidades do candidato tucano e nove parágrafos a atacar o presidente Lula e sua gestão, aprovados por 80% dos brasileiros …

Como observou o Blog dos Amigos do Presidente Lula, que a dra Cureau quis calar – veja aqui – o blog notou que o Estadão também é chegado a umas maracutaias, montadas na generosidade de governantes tucanos.

Sem falar nas assinaturas que o Serra comprou para fazer com que os alunos das escolas públicas de São Paulo lessem os editoriais do Estadão.

Clique aqui para ler “Dra Cureau, e as assinaturas que o Serra fez da Folha, do Estadão … ?

O Estadão sempre esteve ao lado do Serra.

Mesmo quando ele não aparece.

Serra ia a Tocantins, não foi, mas o Estadão disse que ele foi.

E, não indo, foi recebido gloriosamente.

Leia, amigo navegante, o que o Estadão é capaz de fazer por ele:


Na agenda de José Serra, parte da última sexta-feira (20/09/2002) seria dedicada a comício em Palmas, capital de Tocantins. Devido ao mau tempo em São Paulo, a visita do presidenciável, marcada para 15h, foi cancelada em cima da hora. No entanto, sua presença no comício liderado pelo governador Siqueira Campos (PFL) foi noticiada pela Agência Estado. Em reportagem veiculada às 13h07 de sexta (duas horas antes do início do evento), a enviada especial da AE afirmava que a passagem de Serra durou menos de quatro horas e chegou a reunir 20 mil pessoas.

(Melhor do que isso só a Folha (*) matar e ressuscitar o Tuma)

O Estadão e o PiG (**) farão pelo Serra qualquer coisa.

Até 4 de outubro.

Daí em diante, não se sabe como o PiG (**) vai tratar o Serra.

Quem nasceu para José Serra não chega a Carlos Lacerda.

Em tempo: ao saber que o Estadão ia sair de trás da hipocrisia e confessar que apóia o Serra desde que ele vivia na Móoca e o pai era feirante, o Otavinho resolveu escrever um mega-editorial na primeira página. Daqueles que o Jorge Serpa escrevia para o Roberto Marinho. O editorial do Otavinho diz que a Folha (*) é imparcial (se tivesse ombudsman, ele se demitiria, diante de tal extravagância). Trata-se, na verdade, de um editorial a favor da “ficha falsa da Dilma” e da Ditabranda. Em resumo, um editorial contra a Ley de Medios.


Paulo Henrique Amorim



(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.


(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/09/26/estadao-apoia-serra-mesmo-na-ausencia-dele/

Plataforma para democratizar a comunicaçã

DOMINGO, 26 DE SETEMBRO DE 2010

Reproduzo a plataforma elaborada pela Frente Paulista pelo Direito à Comunicação e a Liberdade de Expressão, que visa coletar a adesão dos candidatos às eleições de 2010:


Considerando a importância:

• Do fortalecimento de uma mídia plural e democrática, que reflita a diversidade brasileira;

• Do acesso da população à informação e à produção de comunicação e cultura;

• Da garantia da liberdade de expressão e do direito à comunicação para todos e todas;

• E da participação popular na construção de políticas públicas para o setor;

Nós, candidatos ao governo de São Paulo, ao Congresso Nacional e à Assembléia Legislativa de São Paulo nos comprometemos a:

1. Defender a regulamentação dos artigos 220, 221 e 223 da Constituição Federal, que tratam da proibição de monopólios e oligopólios; das finalidades da programação das emissoras de rádio e TV, incluindo a regionalização da produção de conteúdo; e da complementaridade entre os sistemas público, privado e estatal;

2. Promover uma regulação democrática e participativa das concessões públicas de radiodifusão;

3. Apoiar a regulamentação do direito de resposta;

4. Defender a regulamentação da veiculação de publicidade dirigida às crianças, de acordo com a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Código de Defesa do Consumidor;

5. Lutar pela criação do Conselho Nacional de Comunicação, bem como Conselhos Municipais, Estaduais e Distrital, como órgãos reguladores das comunicações, formados por representantes do poder público, dos empresários e da sociedade civil;

6. Defender políticas públicas que garantam o exercício do direito à comunicação da população;

7. Apoiar o desenvolvimento de políticas de incentivo à pluralidade e à diversidade na mídia;

8. Contribuir para o fortalecimento das mídias livres, independentes, alternativas, populares e comunitárias;

9. Apoiar o desenvolvimento de políticas de apoio e incentivo às rádios comunitárias, combatendo sua criminalização;

10. Defender políticas de fomento à produção de conteúdos destinados ao público infanto-juvenil;

11. Lutar pelo desenvolvimento e implementação de recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência nos meios de comunicação;

12. Propor a inserção nos parâmetros curriculares do ensino fundamental e médio conteúdos específicos de educação para a mídia, incluindo a temática dos direitos humanos, e a disciplina de educomunicação;

13. Denunciar e combater as violações dos direitos humanos praticadas pelos meios de comunicação;

14. Defender o acesso à internet e à banda larga como direito, ampliando as políticas de inclusão digital.

Comprometemo-nos ainda a estar em permanente diálogo com as organizações da sociedade civil, movimentos sociais, sindicatos, comunicadores(as) populares, jornalistas, radialistas, estudantes e ativistas da mídia comunitária, livre e alternativa do Estado de São Paulo para o desenvolvimento de ações conjuntas em prol da realização destes compromissos.

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A Frente Paulista pelo Direito à Comunicação e a Liberdade de Expressão (Frentex) é uma articulação que reúne sindicatos, associações civis, rádios comunitárias, imprensa alternativa, movimento populares e organizações da sociedade civil. A plataforma é uma iniciativa para incluir no debate eleitoral o tema do direito à comunicação e a liberdade de expressão, ainda pouco abordado pela maior parte das candidaturas. Ela foi responsável, junto com a Assembléia Legislativa, pela organização e realização da etapa estadual da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), e é composta pelas seguintes entidades:

ABRAÇO - SP • ALTERCOM – Associação Brasil de Empresas e Empreendedores em Comunicação • Aliança Internacional de Jornalistas • AMARC - Associação Mundial de Rádios Comunitárias • AMEJAEB - Associação dos Moradores e Empreendimentos do Jardim Educandário e Butantã • Artigo 19 • Associação Vermelho • Blog da Audiodescrição • Campanha pela Ética na TV - SP • CEDISP - Comitê pela Educação e a Democratização da Informática/SP • CEERT - Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdades • Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé • Centro Camará de Pesquisa e Apoio à Infância e Adolescência • Cidadania e Saúde • Ciranda da Informação Independente • CNTQ - Confederação Nacional dos Trabalhadores Químicos • CONEN/SP - Coordenação Nacional de Entidades Negras/SP • Conselho Regional de Psicologia - SP • Enecos - Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social • Escola de Governo de São Paulo • Escritório Modelo "Dom Paulo Evaristo Arns" - PUC/SP • FLO - Friends of Life Organization • Força Sindical • Fórum Centro Vivo • Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente - SP • Geledés - Instituto da Mulher Negra • Grêmio Ágora da Escola da Vila • Grupo Tortura Nunca Mais/SP • Ilê Asé Orisá Dewi • Instituto Alana • Instituto CEPODH - Centro Popular de Direitos Humanos • Instituto Gens de Educação e Cultura • Instituto Oromilade • Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social • LBL - Liga Brasileira de Lésbicas • Movimento Novos Praianos • Movimento Sindicato É Pra Lutar • Observatório da Mulher • Primado do Brasil - Organização Federativa de Umbanda e Candomblé do Brasil • Projeto Cala-boca já morreu • PROTESTE Associação de Consumidores • Rede Brasil Atual • Revista Debate Socialista • Revista Viração • Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região • Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo • Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes • Sindicato dos Radialistas no Estado de São Paulo • Tenda de Umbanda Luz e Verdade • Tribunal Popular: o estado brasileiro no banco dos réus • Tupã Oca do Caboclo Arranca Toco • UNEGRO/SP - União de Negros Pela Igualdade de São Paulo • União Brasileira de Mulheres • União dos Movimentos de Moradia-SP • UPES-SP União Paulista dos Estudantes Secundaristas.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/09/plataforma-para-democratizar.html

A ação do DEM em defesa dos dois documentos

26 de setembro de 2010
por Luiz Carlos Azenha

Hoje, pela primeira vez, Dilma Rousseff caiu abaixo dos 50% no tracking do Vox Populi. Tem 49%, contra 24% de José Serra. Mas isso ainda representa 57% dos votos válidos. Não se configurou, até agora, nenhuma curva avassaladora, daquelas capazes de transformar o resultado. Segundo turno? Pode até ser. Seis dias são uma eternidade em tempo eleitoral, especialmente com um debate em uma emissora de grande audiência, quase na véspera.

Marina Silva cresce (subiu para 12%) em algumas regiões, como o próprio Marcos Coimbra, do Vox Populi, acentuou em sua entrevista ao Viomundo. E Dilma, que já esteve em 56% no tracking do Vox, está em 49%.

Há, além disso, um dado cujo impacto ninguém consegue imaginar: a exigência de dois documentos para votar.

O fato de que o DEM vai à Justiça contestar a ação do PT indica que o nó do primeiro turno pode estar aí:

26/09/2010 – 17h13
DEM vai questionar ação do PT contra exigência de dois documentos na votação

DE SÃO PAULO

O DEM vai contestar nesta segunda-feira no STF (Supremo Tribunal Federal) uma ação do PT que questiona a lei que exige dois documentos (título de eleitor e outro documento oficial com foto) para que o eleitor vote no dia 3 de outubro.

Segundo o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), o partido entende que a lei é necessária porque é a única forma de acabar com as fraudes na votação.

Maia afirma que é estranho o fato do PT apresentar a ação nove dias antes das eleições.

“Além de confundir o eleitor, a tese do PT também desdenha do fato de que, em decorrência de maciça e eficiente campanha institucional realizada pelo TSE, o eleitor encontra-se suficientemente informado sobre a necessidade de apresentar, no ato de votação, o título de eleitor e um documento oficial com foto”, diz o pedido do DEM,

Na sexta-feira, o diretório nacional do PT entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a lei criada em 2009.

O partido teme que a obrigatoriedade da apresentação de dois documentos aumente a abstenção, principalmente no eleitorado de baixa renda e nas regiões Norte e Nordeste.

A ação foi apresentada pelos advogados do PT, Márcio Thomaz Bastos, Pierpaolo Cruz Bottini e Igor Tamasauskas.

“A exigência conjunta de dois documentos, além de causar previsível confusão, afronta a razoabilidade, a proporcionalidade e a eficiência”, diz o partido no documento.

A ação sustenta ainda que “o eleitor brasileiro está habituado a votar apresentando apenas um documento válido de identificação civil, seja porque confia na seriedade do meio de prova sobre si mesmo que o próprio Estado lhe deu, seja porque confia na seriedade e na exatidão dos cadastros da Justiça Eleitoral”.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/a-acao-do-dem-em-defesa-dos-dois-documentos.html

HILDEGARD ANGEL APOIA DILMA


Hildegard Angel apoia candidatura de Dilma e defende redes sociais

Marina é a nova arma da direita contra Dilma


Desesperada com o desempenho do candidato Zé Ladeira, que cresce cada vez mais como rabo de cavalo - para baixo -, a direita raivosa mobiliza agora todos os instrumentos da mídia decadente para turbinar a candidatura de Marina Silva, num derradeiro recurso para tentar levar a eleição para o segundo turno.

A senha foi dada com a publicação, nesta quinta-feira, da pesquisa Datafolha, na qual, curiosamente, Dilma cai dois pontos, Serra sobe um e Marina dois. E qual é a margem de erro? Dois pontos. Bingo!

Na sequência, os celetistas do PIG passam a utilizar seus espaços "comentando" o resultado da pesquisa de forma uníssona: todos dizem que, embora as oscilações estejam dentro da margem de erro, constata-se que, de fato, Dilma cai, e quem mais sobe é Marina.

Mônica Bergamo, com aquela voz arrastada de quem acabou de tomar Mogadon, chegou a salientar, na Rádio Band News ontem pela manhã, que "Marina cresce não apenas entre os mais ricos, mas também entre a [velha] classe média" (aliás, quanto a este último aspecto, nada a estranhar: a velha classe média é reacionária e adora um golpe - vide 64). A seguir, Mônica passa a comentar os resultados da pesquisa nas principais Capitais, realçando que Marina está empatando e até ultrapassando Serra em diversas cidades. Conclui por lançar a "dúvida" se isto será que capaz de levar a eleição para o segundo turno.

Marina já vestiu o figurino da direita há tempos, desde que começou a papagaiar os argumentos de Serra e dos agentes do PIG sobre a "gravidade das denúncias" na Casa Civil, chegando a dizer no JN algo como "é assim que fazem quando eles governam"(!), esquecendo-se que até ontem era uma "deles".

Com essa, credenciou-se a um convite para a refundação da UDN, que ocorrerá logo após a eleição.
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Fonte:http://armarinhodapolitica.blogspot.com/2010/09/marina-e-nova-arma-da-direita-contra.html

A CARTA DOS BLOGUEIROS PROGRESSISTAS

TERÇA-FEIRA, 21 DE SETEMBRO DE 2010
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A liberdade da internet é ainda maior que a liberdade de imprensa”. Ministro Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF)

.Em 20, 21 e 22 de agosto de 2010, mulheres e homens de várias partes do país se reuniram em São Paulo para materializar uma entidade, inicialmente abstrata, dita blogosfera, que vem ganhando importância no decorrer desta década devido à influência progressiva na comunicação e nos grandes debates públicos.
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A blogosfera é produto dos esforços de pessoas independentes das corporações de mídia, os blogueiros progressistas, designação que se refere àqueles que, além de seus ideais humanistas, ousaram produzir uma comunicação compartilhada, democrática e autônoma. Contudo, produzir um blog independente, no Brasil, ainda é um gesto de ativismo e cidadania que não conta com os meios adequados para exercer a atividade.

Em busca de soluções para as dificuldades que persistem para que a blogosfera progressista siga crescendo e ganhando influência em uma comunicação dominada por oligopólios poderosos, influentes e, muitas vezes, antidemocráticos, os blogueiros progressistas se unem para formular propostas de políticas públicas e pelo estabelecimento de um marco legal regulatório que contemple as transformações pelas quais a comunicação passa no Brasil e no mundo.

Com base nesse espírito que permeou o 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, os participantes deliberaram em favor dos seguintes pontos:

1. Apoiamos o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), de iniciativa do governo federal, como forma de inclusão digital de expressiva parcela do povo brasileiro alijada da internet no limiar da segunda década do século XXI. Esta exclusão é inaceitável e incompatível com os direitos fundamentais do homem à comunicação em um momento histórico em que os avanços tecnológicos na área já são acessíveis em diversos países.

Apesar do apoio ao PNBL, os blogueiros progressistas julgam que esta iniciativa positiva ainda precisa de aprimoramento. Da forma como está, o plano ainda oferece pouco para que a internet possa ser explorada em todas as suas potencialidades. Reivindicamos a universalização deste direito, que deve ser encarado com um bem público. A velocidade de conexão a ser oferecida à sociedade sem cobrança dos custos exorbitantes da iniciativa privada, por exemplo, precisa ser ampliada.

2. Defendemos a regulamentação dos Artigos 220, 221 e 223 da Constituição Federal, que legislam sobre a comunicação no Brasil. Entre outras coisas, eles proíbem a concentração abusiva dos meios de comunicação, estimulam a produção independente e regional e dispõem sobre os sistemas público, estatal e privado. Por omissão do Poder Legislativo e sob sugestão do eminente professor Fabio Konder Comparato, os blogueiros progressistas decidem apoiar o ingresso na Justiça brasileira de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) com vistas à regulamentação dos preceitos constitucionais citados.

3. Combatemos iniciativas que visam limitar o uso da internet, como o projeto de lei proposto pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), o “AI-5 digital”, que impõe restrições policialescas à liberdade de expressão. Defendemos o princípio da neutralidade na rede, contra a proposta do chamado “pedágio na rede”, que daria aos grandes grupos de mídia o poder de veicular seus conteúdos na internet com vantagens tecnológicas, como capacidade e velocidade de conexão, em detrimento do que é produzido por cidadãos comuns e pequenas empresas de comunicação.

4. Reivindicamos a elaboração de políticas públicas que incentivem a blogosfera e estimulem a diversidade informativa e a democratização da comunicação. Os recursos governamentais não devem servir para reforçar a concentração midiática no país.

5. Cobramos do Executivo e do Legislativo que garantam a implantação das deliberações da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), em especial a da criação do imprescindível Conselho Nacional de Comunicação.

6. Deliberamos pela instituição do encontro anual dos blogueiros progressistas, como um fórum plural, suprapartidário e amplo. Ele deve ocorrer, sempre que possível, em diferentes capitais para que um número maior de unidades da Federação tenha contato com esse evento e com o universo da blogosfera.

7. Lutaremos para instituir núcleos de apoio jurídico aos blogueiros progressistas, no âmbito das tentativas de censura que vêm sofrendo, sobretudo por parte de setores políticos conservadores e de grandes meios de comunicação de massas.

São Paulo, 22 de agosto de 2010.
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Fonte:http://cloacanews.blogspot.com/

Ato vibrante por mais liberdade de imprensa reúne 300 no Sindicato dos Jornalistas


Desde os eventos de resistência à ditadura, o auditório Vladimir Herzog, no Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, não recebia tanta gente. O ato contra “o golpismo da mídia e por mais liberdade de imprensa”, na noite da quinta (23), lotou todas as cadeiras, todas as laterais, todos os espaços do auditório, o corredor de acesso ao plenário e as escadarias.

Muita gente teve de ficar do lado de fora, ocupando as duas calçadas da rua Rego Freitas, em frente ao Sindicato, no Centro de São Paulo. O responsável pela iniciativa, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé calcula em mais de 300 pessoas presentes ao evento.

O ato contou com um grande número de jornalistas, quatro Centrais Sindicais (CUT, CTB, Nova Central e CGTB), vários Sindicatos, partidos (PCdoB, PSB e PDT), além de entidades do movimento social, como o MST, e ligadas à democratização da mídia, como a Altercom, que reúne os pequenos empreendedores da comunicação.


Altamiro Borges, jornalista, escritor e coordenador do Barão de Itararé, conduziu os trabalhos, ao lado de José Augusto Camargo, presidente do Sindicato dos Jornalistas. Foi Altamiro quem leu o documento “Pela mais ampla liberdade de expressão”, com a tomada de posição das entidades e quatro pontos estratégicos, aprovado por aclamação.

Lágrimas - O clima no auditório Vladimir Herzog, palco de grandes lutas por liberdade e contra a repressão, era de otimismo e muita emoção. Emoção que encheu de lágrimas os olhos de várias pessoas no momento da fala de deputada e ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina. Para a parlamentar socialista, “os donos da mídia estão tentando uma reação macartista e histérica”. E justificou: “Eles sabem que a sociedade não aceita mais uma mídia que só reflete a voz do dono; eles não se conformam que o governo do primeiro presidente operário esteja dando certo”.

Hino - Alguém da platéia iniciou o canto e o auditório, em peso, entoou, com firmeza e muita emoção, o Hino Nacional Brasileiro, encerrando o ato.

Sindicato - Com o evento da noite de quinta (23), o Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo reafirma a própria história e se recoloca no centro do palco das grandes lutas democráticas da sociedade brasileira.

Por João Franzin
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Fonte:http://www.agenciasindical.com.br/Boletim%20eletr%C3%B4nico/BE%2024092010.html

Lula nunca foi autoritário

Por João Franzin

Como não sou do PT, e raramente voto em candidatos do partido, penso que tenho autoridade para falar sobre o governo Lula.

Primeiro - É um governo legítimo: foi eleito com grande e indiscutível votação;

Segundo - É um governo aprovado: legitimado pelas urnas, duas vezes, e aprovado por cerca de 80% dos brasileiros;

Terceiro - Respeita as leis: mesmo com totais condições de obter um terceiro mandato, Lula respeitou a Constituição. Ao contrário de Fernando Henrique, que rasgou a Constituição que jurara defender e comprou os votos de Ronivon Santiago e de outros deputados;


Quarto
- É um governo tolerante: o governo Lula dialogou com todas as forças políticas representadas no Congresso e atuou obedecendo essa correlação de forças. O governo Lula ampliou os espaços das minorais e fortaleceu as lutas por igualdade (Lei Maria da Penha, Estatuto da Igualdade Racial, Lei das Cotas etc.);

Quinto - É um governo progressista: avançou na democratização do Estado, que está deixando de ser um escritório de negócios de interesses privados para se colocar a serviço de todos os brasileiros (crédito consignado, Bolsa Família, Luz Para Todos, ProUni, aumento real para aposentados e pensionistas, aumento real da o salário mínimo, Minha Casa, Minha Vida, multiplicação dos recursos do BNDES etc.);

Sexto - É um governo legalista: não há um único ato concreto do governo Lula contra os Poderes Legislativo e Judiciário, e todas as prerrogativas individuais próprias de um Estado de Direito estão preservadas.

Portanto, Evaristo Arns (essa vaca sagrada), Hélio Bicudo (esse papa-hóstia), Miguel Reale Júnior (de DNA integralista e ex-ministro de FHC), entre outros, atacam o governo errado e se põem a serviço do conservadorismo e do elitismo da nossa imprensa. O manifesto deles, em vez da fazer história – como fez a Carta aos Brasileiros lida das Arcadas pelo professor Gofredo, se repete, e nem poderia ser diferente, tão somente como farsa. O tom farsesco fica ainda mais flagrante com o ato hoje (23) – e mesmo objetivo – no Clube Militar do Rio: aquele antro de reacionarismo!

João Franzin é jornalista

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Fonte: http://www.agenciasindical.com.br/noticias/3763%20lula%20nunca%20foi%20autoritario.html

Pedro Eugênio 1314 e Isaltino Nascimento 13500



Irineu Messias, em mais uma reunião de campanha para Isaltino Nascimento 13500 e Pedro Eugênio 1314.

Em todas as reuniões enfatizamos também o voto nos candidatos da Frente Popular de Pernambuco, Eduardo Campos 40; Humberto Costa, senador 130 e Armando Monteiro 140.

Lembramos também que , apesar do favoritismo de Dilma Presidente, a mídia golpista tem manipulado, distorcido as informações, para prejudicar sua eleição. É preciso que até o dia 03 de outubro reiteremos nosso voto em Dilma 13, primeira mulher a presidir o Brasil.

Irineu Messias

A mídia tradicional brasileira será derrotada

ALAI, América Latina en Movimiento
2010-09-23
Brasil
Marilza de Melo Foucher


Uma vez mais a mídia tradicional brasileira será derrotada numa eleição presidencial. Ela assumiu nas ultimas eleições de Lula e agora com Dilma, a candidata de Lula, o principal papel de opositor. A chamada grande imprensa brasileira que de grande não tem nada, tendo em vista sua parcialidade, sempre detestou o cidadão Lula e o Presidente Lula. Não se conhece na historia republicana mundial um Presidente que tenha sido tão desrespeitado quanto o Presidente Lula. Nunca se viu tanto racismo, tanto discriminação tanto ódio na boca de certos políticos e jornalistas. Eles tentaram por todos os meios impedir que Lula chegasse ao poder, como Lula persistiu, foi eleito e reeleito para o desespero deles, eles passaram a praticar uma oposição permanente ao governo, sem nenhuma visão critica. Foram incapazes de reconhecer que o governo Lula conseguiu desenvolver um bom trabalho de inclusão social, diminuindo consideravelmente as desigualdades no território brasileiro. Foram também incapazes de reconhecer que hoje o Brasil é exemplo internacional na luta contra a fome, que o Brasil de hoje tem credibilidade internacional.

Eles tentam agora, a todo custo, explorar o sensacionalismo das noticias criando um clima permanente de denúncias sem provas, aliás, esta passou a ser a única estratégia para depreciar, descreditar o governo Lula e sua candidata. Nesses últimos anos o debate político no Brasil perdeu o brilho da racionalidade que exige a boa análise, aquela análise que contextualiza que coloca a nu certas contradições e cujo conteúdo leva o leitor a refletir sobre sua realidade.

A televisão Globo, certas revistas e jornais alimentaram e provocaram sempre o baixo nível do debate político no Brasil e nada ajudaram na construção de uma cidadania política. O pior para essa mídia reacionária, é que o Presidente Lula que tanto lutou pela democratização do Brasil, nunca utilizou da censura, a imprensa escrita, falada e audiovisual sempre teve total liberdade. No fundo eles gostariam de provocar o acirramento para serem censurados, assim eles poderiam acusar o Lula de ditador!

Também para o desespero desse tipo de mídia acostumada a manipular a opinião publica brasileira, um parte da população brasileira passou a ter acesso a outro tipo de informação política via internet, que vai proporcionar outro tipo de debate político, com efeito multiplicador nos centros de formação de opinião, fora do “padrão globo” habitual. Houve também um amadurecimento político no exercício da cidadania. Os brasileiros mesmo sendo críticos a certos projetos do governo Lula reconhecem que o Brasil mudou para melhor e querem a continuidade com Dilma!

O Brasil é hoje uma grande Nação e merece que o jornalismo seja praticado dentro do rigor intelectual necessário. Nada de bajulação, apenas neutralidade necessária para analisar os fatos tais como eles se apresentam. Um jornalismo independente do poder político enaltecerá sem duvida a democracia dessa jovem Nação. Felizmente nos restam alguns jornais e poucas revistas politicamente corretos.

O que fazer seu Zé?

Lamentavelmente José Serra perdeu a capacidade política de participar num debate digno de uma eleição presidencial. Trata-se de um momento propicio pra confrontação de idéias, programas sobre o que cada um tem a propor de melhorias para o povo brasileiro. Quando a política perde seu P MAIUSCULO, a politicagem assume o picadeiro do circo. Ai vira esse triste espetáculo que só enfraquece a jovem democracia brasileira.

O Governador Serra, que viveu exilado no Chile, poderia pelo menos ter uma visão mais digna de um homem político que lutou pela democracia. Ou ele é cego ou ver mal a realidade brasileira, daí não aceita comparar os resultados do governo FHC (que ele participou) com o governo Lula. Daí o desespero e despreparo político de Serra para enfrentar uma conjuntura econômica e política mais propicia ao governo de Lula. Seu comportamento de vampiro que quer sugar sua adversária, gorgolejando palavras ferinas em nada enaltece o modo de exercer um cargo político.

Ele junto com seus aliados da mídia reacionária esquecem que o povo hoje estar vacinado contra o efeito nefasto do padrão Globo, ele espera dos políticos outro tipo de comportamento, o que eles querem são propostas concretas para assegurar o futuro de um Brasil para todos, sem exclusão.

Os eleitores e eleitoras brasileiros(as), votarão de modo civilizado exercendo sua plena cidadania, com capacidade de julgar sobre o que mudou nesses últimos anos de mandatos do governo Lula.

Se o governo Lula cumpriu com suas promessas, e se eles acham que as ações, os projetos desenvolvidos merecem continuidade, eles votarão na Dilma. Caso contrário, eles optarão por outros candidatos. O importante hoje para todos os brasileiros é ocupar os espaços para o exercício da cidadania política e revigorar a jovem democracia.

A POLITICA verdadeira é aquela que enaltece nossa Republica Federativa do Brasil, elevando o nível de participação política dos cidadãos e cidadãs, que ao interiorizar suas normas e valores, dentre estes a ETICA, forjarão uma nação fraterna onde todos (as) poderão usufruir dos frutos de um desenvolvimento integrado, solidário e sustentável. O governo Lula fincou seu alicerce e caberá a cada cidadão e cidadã votando em Dilma a construção desse edifício inacabado. Seremos exigentes no controle social e na participação dessa obra de um Brasil para todos.

Avante companheira Dilma! O Brasil deve continuar crescendo economicamente com justiça social e proteção de seus ecossistemas.

- Marilza de Melo Foucher é doutora em economia e especializada em desenvolvimento territorial integrado e solidário, http://ociocriativommf.blogspot.com
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Fonte:http://www.alainet.org/active/41102〈=es

Breve análise da conjuntura por conta das eleições

Brasil

Elaine Tavares
ALAI, América Latina en Movimiento
2010-09-06

Analisar os oito anos do governo Lula é imprescindível para entender o favoritismo da Dilma neste quadro eleitoral. Para os servidores públicos do campo da educação, isso ainda é mais necessário, uma vez que têm amargado um sindicalismo apático (principalmente a Federação), no mais das vezes apoiando as propostas governamentais para o país e para a educação em geral. Assim, gostaria de levantar alguns elementos que dizem respeito aos trabalhadores públicos das IFES, e também ao povo em geral.

O governo Lula não foi o melhor dos governos. Nem de longe representou aquele pelo qual muito dos trabalhadores, inclusive, lutaram. Poucos meses depois de assumir, foi nos servidores públicos o primeiro golpe, com a Reforma da Previdência, que jogou a vida de todos no buraco, aumentado a idade para a aposentadoria e retirando a paridade no salário. Naquele ano, em 2003, apesar de toda a perplexidade que a proposta de reforma gerou, os servidores foram à greve. Mas, este momento foi também um divisor de águas na categoria.

Como o governo estava muito recente e muitos dos trabalhadores das IFES tinham apostado suas fichas no tabuleiro eleitoral, com o voto no Lula, houve uma natural ruptura na categoria. As assembléias deixavam isso bem claro. Havia uma pequena parte que fazia a crítica pesada ao governo e uma outra parte – a maioria – que acreditava que se a proposta vinha do “companheiro” Lula não poderia ser tão ruim. Foi quando a categoria dos trabalhadores públicos passou a viver uma clivagem que até agora perdura: os governistas e os não-governistas. E foi a maioria lulista que levou os trabalhadores das IFES a saírem da greve, que tinha sido deflagrada contra a reforma da Previdência e terminava de maneira abrupta com uma proposta de lei salarial. Completa loucura.

Conhecendo muito bem por onde se movem os trabalhadores, o governo Lula acenou com uma proposta que chamou de “carreira”, garantindo aumentos sucessivos até 2010. Foi uma jogada de mestre. Apostando no simbólico da “carreira” (por anos esperada) e garantindo ganhos maiores aos trabalhadores de nível superior, o governo conseguiu acabar com a greve e ainda dividir a categoria, fazendo com que as lutas se fragmentassem e perdessem força. A maioria aceitou a proposta e uma lei com nova tabela salarial foi aceita, com todos os buracos que parte dos trabalhadores já haviam denunciado. A lei não apresentava uma carreira de verdade, provocava a divisão da categoria, aumentos diferenciados, problemas com os aposentados, problemas de enquadramento, cargos extintos, falta de racionalização, e outros tantos problemas. Nada adiantaram as denúncias e os avisos. Os sindicatos foram aprovando a proposta e a lei passou a vigorar em 2004.

De lá para cá, no que diz respeito a salário, os trabalhadores não podem se queixar. Houve mudanças significativas, principalmente para os de nível superior que, em alguns casos, praticamente dobraram o vencimento. Nos outros níveis também aconteceram melhorias, muitas delas alavancadas pelo processo de capacitação que teve início em todas as universidades. No que diz respeito às condições de trabalho também teve avanços. O dinheiro jorrou nas universidades, quem pode negar? Vieram as verbas para novos prédios, melhorias nos laboratórios, nas coordenadorias. Aconteceram até concursos para novos trabalhadores, aliviando a terrível carga que se configurava por longos anos. É claro que não resolveu a histórica defasagem e ainda são os trabalhadores das universidades os que recebem os menores salários da esfera federal. Mas, que melhorou, não há dúvidas. O fato de ainda não haver carreira, de muitos trabalhadores estarem enquadrados de maneira injusta, de cargos terem sido extintos e dos aposentados terem sido prejudicados parece não importar muito aos que tiveram ganhos. E isso é típico destes tempos de individualismo e egoísmo. Na cidade onde moro um velho ditado mostra a lógica do capital: “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

Na área da educação superior, o governo Lula criou 14 novas universidades, ampliou as existentes com a expansão de novos campi e ainda criou o Prouni, fato que conseguiu colocar meio milhão de jovens empobrecidos, através de bolsas, nas universidades privadas. Para quem está dentro do processo fica fácil observar as debilidades desta expansão: universidades sem condições estruturais, expansão sem trabalhadores e sem condições de trabalho, e dinheiro público indo para a iniciativa privada. Mas, por mais que se tente, fica muito difícil dizer a uma mãe de um garoto que conquistou a vaga via Prouni, que a universidade que ele está fazendo não é boa e que não vai acrescentar qualidade a sua vida. Ninguém quer saber. O filho está na faculdade e, isso, simbolicamente, tem uma importância tremenda. Se o dinheiro público está migrando para a iniciativa privada, o que é que tem? Isso não é fácil de explicar.

Na política econômica Lula foi pragmático e apostou na idéia de crescimento econômico aos moldes do desenvolvimento do subdesenvolvimento. Aplicou as velhas receitas de juros altos, superávit primário e controle da inflação. Aumentou as exportações e no prazo de dois anos já havia conseguido índices de crescimento econômico. Depois, ampliou o crédito, fazendo com que o consumo aquecesse sem que houvesse explosão. Para os trabalhadores, em vez de salário, abriu a possibilidade do crédito consignado, o que permitiu à classe média as compras tão sonhadas como o carro novo, a televisão de LCD, e a reforma da casa. De quebra, garantiu lucros estratosféricos aos bancos. Mas, para os que conseguem agora ter o que a pedagogia do consumo lhes impõe, que mal tem alguns ganharem com isso? Não é assim no capitalismo? Para os trabalhadores empobrecidos Lula elevou o salário mínimo de 64 para 219 dólares, chegando, em reais, a mais de 500, coisa também considerada estupenda. Ninguém se lembra que o salário mínimo já teve momentos melhores.

No campo social as políticas de transferências de renda foram as mais bem sucedidas em termos de aceitação popular. O Programa Bolsa Família (PBF) garantiu renda mensal de 70 a 140 reais a pessoas que nunca tiveram acesso a nada. O programa Fome Zero permitiu que a comida chegasse à mesa de milhões de pessoas. O Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social (BPC) garantiu o pagamento de um salário mínimo mensal para as pessoas com 65 anos de idade ou mais e as pessoas com deficiência incapacitante para a vida independente e para o trabalho. É certo que estes programas não constituem possibilidade de emancipação para os envolvidos, mas como dizer que não é bom o fato de todo esse povo (mais de 40 milhões) ter renda e comida?

O governo Lula criou o PAC, Programa de aceleração do Crescimento que colocou obras em quase todos os lugares do país. Estradas, hospitais, saneamento, enfim... É o progresso chegando, dizem. Que mal há se, nesse ínterim, as empreiteiras estejam enchendo suas burras, muitas vezes em obras absolutamente desnecessárias e ineficazes? Um exemplo aconteceu na cidade de Florianópolis quando, depois de uma ressaca que derrubou a casa de várias famílias que estavam em área irregular, na beira do mar, o dinheiro do PAC garantiu um muro de contenção que mais destruiu a praia que a salvou. Ou ainda a gigantesca obra de saneamento que pretende colocar um emissário no mar, fazendo escorrer todo o esgoto da ilha numa única praia, acabando com a vida e a beleza natural. É o progresso, mas para quem? Na cantilena da modernidade isso parece que muito pouco importa.

No campo da energia o governo de Lula reativou o Pró-álcool, investiu no biodiesel e ainda descobriu o pré-sal, que pode tornar o país autossuficiente em petróleo. Tudo isso é explorado como coisa boa, como progresso e desenvolvimento. Para quem estava acostumado a ver o país sempre na rabeira do mundo capitalista, isso soa como uma maravilha. Ninguém se importa se o biodiesel acaba com a plantação de comida, ou se o petróleo é o principal poluidor e destruidor planetário. O que aparece, e a mídia insiste em proclamar, é que o país ficará mais rico, mais moderno e, com isso, todos vão crescer. Difícil tarefa desenredar esse novelo. Alguém vai crescer, é certo, mas serão todos em igual medida?

Assim, diante de tantos dados promissores, como discutir com a população e os trabalhadores sobre os pactos que levam o governo a estas ações? Como falar das alianças espúrias com partidos que até ontem eram inimigos ferozes do PT? Se o Brasil está indo bem, quem se importa se o PT está igual ao PSBD, se faz aliança com Collor ou com os bispos da rede Record? A coisa está indo, estamos crescendo, é assim que a maioria pensa, ajudada pela lavagem cerebral televisiva. Fatos como a ocupação das comunidades pobres pelo narcotráfico, a violência da polícia, o crescimento do uso do crack, a marginalidade, a violência, são vistos como falhas no sistema, patologias, doenças, que podem ser curadas com um bom remédio, como por exemplo a polícia bem armada, os presídios mais seguros, os muros mais altos.

Não é sem razão que os que têm feito a crítica ao governo Lula não conseguem quebrar essa barreira de aparente bem estar. É difícil mesmo. Diante da possibilidade de estar em boa situação na sociedade do consumo, coisas como a aprovação dos transgênicos, a construção irracional de mega barragens, ou a má qualidade no ensino soam como bobagens. Daí a incapacidade de tocar o coração e a mente da sociedade com estas demandas. Porque, afinal, o que baliza essas reivindicações é a vontade de constituir um outro tipo de estado. Há um povo que não quer só mais justiça, mais democracia, menos fome. Essa gente quer justiça plena, democracia participativa, corpos saciados. Todos e não só alguns. Mas, diante do que chamam de “mundo possível” estas demandas aparecem como utopias, sonhos bobos de quem não reconhece a beleza da realidade possível.

Assim, chegamos às eleições com esse cenário. Um governo que apostou na melhoria da vida de alguns, quase dentro da lógica do caminhar para um estado de bem estar social, mas sem a inclusão de todos. É um governo social-democrata, que se utiliza de receitas neoliberais, que pratica o paternalismo histórico e que não mexeu absolutamente nada nas questões estruturais. Mas, numa olhada rápida, a vida das gentes melhorou. E o duro é que na comparação com a desgraça que foi o governo FHC, melhorou mesmo. É inegável!

E é aí, nesse cenário que, para os trabalhadores das universidades, e para os demais igualmente, se impõe uma questão vital: que tipo de estado se quer? Que tipo de universidade?

Se a meta é a sociedade do consumo, se o que se almeja é melhorar o posicionamento na escala social, com uma boa casa, um bom carro e um bom plano de saúde, há que apostar nesse projeto que está aí. Que, apesar de aumentar de maneira impressionante a barreira entre os mais ricos e os mais pobres, consegue garantir que boa parte da sociedade esteja entre os “consumidores” em potencial. Um projeto que cria e expande universidades, mas não lhe garante qualidade. Que as coloca na lógica da reprodução colonizada e que não lhes permite a criação do novo. Que aposta na divisão da classe trabalhadora para melhor governar.

Mas, se a meta é a de uma sociedade realmente justa, solidária, cooperativa e socialista este projeto não basta. Ele não é suficiente. Porque se, afinal, a classe média aumentou, ainda restam milhões de pessoas que lutam por vida digna. E, numa proposta de social-democracia, de manutenção do projeto capitalista que mantém o país sempre como periferia do sistema, não há lugar para estes sonhos. Daí ser necessário continuar lutando para a construção de uma outra maneira de organizar a vida. Não é coisa fácil nestes tempos em que tudo parece estar bem. Mas, quem consegue enxergar além do véu da bonança subdesenvolvimentista, não pode esmorecer.

Pode ser difícil insistir em gritar a todo mundo que este ainda não é o melhor dos mundos, que há povos indígenas sendo massacrados, perdendo suas terras, que há camponeses sendo assassinados por conta da violência do latifúndio, que há quilômetros de terras sendo inundados por barragens ineficazes, que há milhões de crianças morrendo nas favelas por conta deste modelo de desenvolvimento, enfim... tantas mazelas... Mas, se realmente se quer um mundo de justiça, não dá para esmorecer. O tempo pode ser de apatia, de aceitação, de estupor. Ainda assim é preciso se manter firmes, gritando, como um profeta maldito. Mas, mais do gritar, há de organizar as gentes, criar núcleos, estudar, desvelar a realidade, para que as pessoas por si mesmas possam ver que isso que aí está não é suficiente. Só que isso significa trabalho, muito trabalho. Coisa que muito pouca gente está disposta a enfrentar.

- Elaine Tavares - jornalista
Existe vida no Jornalismo
Blog da Elaine: www.eteia.blogspot.com
América Latina Livre - www.iela.ufsc.br
Desacato - www.desacato.info
Pobres & Nojentas - www.pobresenojentas.blogspot.com
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Dra. Cureau, investigue as contas da Veja

Altamiro Borges

Na semana passada, a vice-procuradora-geral eleitoral, a controvertida Sandra Cureau, enviou ofício ao jornalista Mino Carta, exigindo informações sobre a revista CartaCapital. Entre outros dados, ela cobra “relação da publicidade do governo federal dos anos 2009/2010, os respectivos contratos, bem como os valores recebidos a esse título”. Cureau dá um prazo de cinco dias para que as informações sejam remetidas, “sob pena de responsabilização nos termos do artigo 8º, parágrafo 3º, da Lei complementar nº75/93, cumulada com o artigo 330 do Código Penal”.

A iniciativa causou estranheza e revolta. Conhecendo a figura, que ganhou notoriedade por sua perseguição implacável ao presidente Lula, ficou a sensação de que ela quer intimidar a única revista de circulação nacional que adota uma linha independente e crítica na imprensa brasileira. Ela alegou que apenas atendeu ao “pedido de um cidadão”, que denunciou que a revista “apóia o governo Lula e a candidatura Dilma e que, para tanto, receberia verbas do governo federal”.

Vamos exigir outras apurações

Mino Carta, um dos jornalistas mais respeitados do país, reagiu com ironia ao pedido de Cureau. “Se ela se dedicasse, porém, à mesma investigação junto às demais editoras de jornais, revistas e outros órgãos da mídia, verificaria, talvez com alguma surpresa, que todos eles têm publicidade de instituições do governo em quantidade muito maior e com valor maior do que CartaCapital”. Ele lembrou ainda do boicote promovido pelo governo FHC. “Fomos literalmente perseguidos pela absoluta ausência de publicidade. Alguém, inclusive na mídia, se incomodou com isso?

A atitude da Dra Cureau é realmente muito estranha. Já que está tão interessada em averiguar a situação da mídia brasileira, bem que ela poderia pedir para abrir as contas da Editora Abril, do Grupo Folha, do Estadão ou das Organizações Globo. Já que basta o “pedido de um cidadão”, os participantes do “ato contra o golpismo midiático e em defesa da democracia”, organizado pelo Centro de Estudos Barão de Itararé, deverão ingressar com pedidos para que vice-procuradora eleitoral investigue a publicidade e outras fontes financeiras dos grupos monopolistas da mídia.

Uma mãozinha para a vice-procuradora

Para agilizar seu trabalho, apresento alguns dados sobre a Editora Abril, que também edita uma revista, a Veja, e que “apóia o candidato José Serra e que, para tanto, recebe verbas do governo estadual”. O levantamento foi feito pelo blog NaMariaNews, uma excelente fonte de informação sobre os negócios do atual governo paulista na área de educação. Numa minuciosa pesquisa aos editais publicados no Diário Oficial, o blog descobriu o que parece ser um autêntico “mensalão” pago pelo tucanato ao Grupo Abril e a outras editoras. Veja algumas das mamatas:

- DO [Diário Oficial] de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara ‘inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola’.

- DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008.

- DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008.

- DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.

- DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data da assinatura: 08/09/2008.

- DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura: 01/10/2008.

- DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.

- DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.

- DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009.

- DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades – Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.

Negócios de R$ 34,7 milhões

Somente com as aquisições de quatro publicações “pedagógicas” e mais as assinaturas da Veja, o governo tucano de José Serra transferiu, dos cofres públicos para as contas do Grupo Civita, R$ 34.704.472,52 (34 milhões, 704 mil, 472 reais e 52 centavos). A maracutaia é tão descarada que o Ministério Público Estadual já acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil número 249 para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola.

Esta “comprinha” representa quase 25% da tiragem total da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do ‘barão da mídia’ Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio ao Grupo Abril. O tucano Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do ‘Guia do Estudante’, outra publicação do grupo. Como observou o deputado Ivan Valente, “cada vez mais, a Editora ocupa espaço nas escolas de São Paulo. Isso totaliza, hoje, cerca de R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada, considerando apenas o segundo semestre de 2008”.

Outros grupos monopolistas beneficiados

Para que a Dra. Cureau não ache que é mania de perseguição contra a asquerosa Veja, também cito alguns dados do blog NaMariaNews sobre a compra de outras publicações. O DO de 12 de maio de 2009, por exemplo, informa que o governo Serra comprou 5.449 assinaturas do jornal Folha de S.Paulo, que desde a ‘ditabranda’ viu desabar a sua credibilidade e perdeu assinantes. Valor da generosidade tucana: R$ 2.704.883,60. Já o DO de 15 de maio publica a compra de 5.449 assinaturas do jornalão oligárquico O Estado de S.Paulo por R$ 2.691.806,00. E o de 21 de maio informa a aquisição de 5.449 assinaturas da revista Época, da Globo, por R$ 1.190.061,60.

Ao invés de perseguir e tentar calar a CartaCapital, a Dra. Sandra Cureau poderia aproveitar seu tempo investigando os poderosos grupos midiáticos do Brasil. Nem daria tanto trabalho assim!

http://altamiroborges.blogspot.com/2010/09/dra-cureau-investigue-as-contas-da-veja.html
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Fonte:http://www.alainet.org/active/41013

Wladimir Pomar: Guerra aberta na última semana da campanha

22 de setembro de 2010 às 22:56

Guerra aberta
Por Wladimir Pomar, no Correio da Cidadania

Se antes poderia haver alguma dúvida, entre alguns setores da campanha Dilma, de que a guerra contra a candidata petista se tornaria aberta, suja e sem qualquer limite, talvez a última semana tenha sido a demonstração clara de que tais dúvidas não passavam de ilusões infantis.

Veja, Globo, Folha de S. Paulo, Estadão e outros órgãos da famosa grande imprensa, o chamado quarto poder, não demonstram qualquer preocupação em serem vistos como a artilharia pesada dessa guerra. Suas manchetes diárias e semanais são sempre, inexoravelmente, a pirita garimpada em investigações cuja credibilidade dificilmente pode ser comprovada. Para quem criou o escândalo da Escola Base e outros, forjados nas cozinhas das redações, que diferença faz criar estes, em que se joga o destino da política que essa grande imprensa defende?

“Cartas abertas”, assinadas por “personalidades” que talvez não saibam que seus nomes estão sendo utilizados, repetem pela Internet os antigos e surrados argumentos anti-Lula e anti-PT, que pareciam enterrados desde 2002. Bolsões reacionários de militares da reserva saem a público para ameaçar golpes. FHC compara Lula a Mussolini e apela a forças ocultas para barrar a caminhada do petismo. E, em drops da imprensa, repetem-se os comentários que sustentam as possíveis semelhanças do governo Lula com Vargas e seu fim.

Se a campanha Dilma e a direção do PT continuarem ignorando esse conjunto de sinais de desespero de uma direita reacionária que tinha como certa sua volta ao governo, o caminho para o segundo turno e até para uma derrota podem estar traçados. Essa direita não vai se contentar com a saída de Erenice da Casa Civil e quase certamente jogará novos pacotes podres sobre a mesa, na expectativa de que o governo, o PT e a campanha Dilma continuem cometendo erros, e ignorando a natureza da atual ofensiva oposicionista.

Os dados do Instituto Datafolha, divulgados no dia 16/9, parecem moldados de forma que o PT e a campanha Dilma continuem acreditando que vencerão no primeiro turno, sem necessidade de qualquer reação maior. Dilma marcou 51% das preferências eleitorais, enquanto Serra se manteve com 27% das intenções de voto, e Marina seguiu com 11%. Aparentemente, o melhor dos mundos.

No entanto, podem-se descobrir algumas surpresas nessa pesquisa, desde que se coloque de lado a euforia e se busquem as tendências reais. Entre os eleitores bem informados, a intenção de votos em Dilma desceu para 46%, enquanto em Serra subiu para 33%, e em Marina para 14%. Com isso compreende-se por que a grande imprensa vem martelando incessantemente para ‘informar’ o eleitorado sobre os ‘fatos’ que tem criado nos bastidores, mesmo que tais ‘fatos’ não passem de falsificações. Se conseguir que o conjunto do eleitorado se deixe convencer por essas informações falsas, o segundo turno estará configurado.

É significativo que Dilma tenha caído na preferência do eleitorado, em caso de segundo turno, em estados como Rio Grande do Sul e Paraná, assim como em Brasília. E que sua subida em outros estados e cidades importantes tenha se mantido dentro da margem de erro. Este pode ser um sinal de que o ritmo de crescimento da candidatura Dilma foi afetado pelas denúncias e escândalos criados pela aliança do tucano-pefelismo com a grande imprensa, embora ainda não de forma avassaladora.

Nos próximos quinze dias antes das eleições, se a campanha Dilma e o PT não forem suficientemente ágeis para criar mobilizações massivas, passar ao contra-ataque na diferenciação entre seu projeto político e o projeto de Serra e Marina, e gerar fatos políticos de repercussão, a corrosão da candidatura Dilma pode chegar àquele nível procurado pelo quarto poder.

Feito isso, a grande imprensa continuará convencida de que é capaz de moldar a opinião pública com mentiras e falsificações, da mesma forma que Goebbels e outros gurus da comunicação de massa acreditavam. E, certamente, configurado o segundo turno, virá com armas ainda mais letais. Se a meta da campanha Dilma é evitar que isso aconteça, esta é a semana decisiva para revirar o jogo.

Wladimir Pomar é analista político e escritor.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/wladimir-pomar-guerra-aberta-na-ultima-semana-da-campanha.html

Contra a velha mídia: Um Tijolaço certeiro do velho Brizola

Publicada sábado, 25/09/2010

O amigo navegante Mirabeau Leal – sempre atento, apesar de não ser escoteiro – envia-me um texto emocionante de Leonel Brizola. Texto de um visionário, escrito em 1993, muito antes da internet e desse explícito bombardeio midiático que assola o Brasil.

Os mais novos talvez não saibam, mas como Brizola foi bloqueado pelas Organizações Globo durante seus dois governos no Rio, resolveu comprar espaço próprio para falar diretamente com o público: eram os “Tijolaços”, colunas que ele fazia publicar semanalmente nos jornais cariocas.

O Blog Tijolaço (mantido pelo deputado Brizola Neto) é homenagem a essa iniciativa pioneira do velho Brizola.

Confiram o texto, enxuto e certeiro, sobre o poderio da velha mídia e sobre a mistificação em torno das privatizações.



OS NOVOS EXÉRCITOS

por Leonel Brizola, em junho de 1993

Se quiséssemos caracterizar estes últimos decênios da história humana, sem dúvida, deveríamos chamá-los de idade da mídia, dos meios de comunicação – a propaganda, os jornais, as revistas, as agências e os sistemas de rádio e televisão. Nestes tempos, vem sendo a mais poderosa arma de dominação dos povos, isto é: a servidão consentida, através da mente humana. Tão poderosa que foi capaz de vencer e desintegrar um gigante como a União Soviética.

As máquinas de comunicação, que conquistam e impõem sistemas de dominação e exploração das nações ricas sobre as pobres, são os exércitos e as armadas destes tempos. Têm o poder de criar um ambiente no qual o falso parece verdadeiro.

Por exemplo: o neoliberalismo – que não passa do velho conservadorismo com nova roupagem – é uma doutrina que vem das nações poderosas. É o que convém àqueles países: que as raposas (no caso, elas próprias) passem a ter toda liberdade dentro do galinheiro.

Outro exemplo é o dessas chamadas privatizações, que o futuro irá demonstrar que foi uma época de oligarquias impatrióticas, que promoveram a malversação e o enriquecimento ilícito, em prejuízo do patrimônio público. Tudo sob a mistificação de que privatizar seria a grande solução salvadora para nós, países pobres.

A verdade, entretanto, nunca morre dentro do ser humano, cuja vida, mesmo sob o mais impenetrável dos obscurantismos, é uma busca permanente e até compulsiva deste valor supremo de nossa existência. É uma questão de mais ou menos tempo.

A verdade acaba por prevalecer, mesmo quando um avassalador monopólio de comunicação mantém toda uma Nação nas trevas.
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Fonte:http://escrevinhador.com.br/

IstoÉ: A onda vermelha toma conta do país








25 de setembro de 2010 às 12:13
Por Octávio Costa e Sérgio Pardellas, da IstoÉ

Na esteira da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência, uma onda vermelha está tomando conta do País. No início da corrida eleitoral, essa imagem foi cunhada pelos estrategistas da campanha do PT para motivar a militância. Mas, agora, tornou-se realidade. As pesquisas de opinião revelam a supremacia dos candidatos governistas na maioria dos Estados, o que poderá garantir a um eventual governo Dilma ampla maioria na Câmara e no Senado. Surfando numa maré mais favorável do que aquela que levou o ex-metalúrgico Lula ao Palácio do Planalto em 2002, os candidatos da base aliada aos governos estaduais lideram as eleições em 19 das 27 unidades da Federação. Na disputa pelas cadeiras do Senado, a onda vermelha é tão volumosa que deverá eleger 58 dos 81 representantes e deixar sem mandato quadros históricos da oposição. Na Câmara, os partidos governistas devem conquistar 401 dos 513 assentos.

“Acho que vamos assistir a uma vitória esmagadora dos partidos da coalizão do governo”, prevê o presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social, Geraldo Monteiro.


Não bastasse a liderança em 21 Estados, Dilma está na frente de José Serra (PSDB) em locais em que Lula foi derrotado pela oposição em 2006. Apesar da oscilação registrada na última semana, a ex-ministra está perto da vitória em antigos redutos oposicionistas como São Paulo, Santa Catarina e Paraná. Na maioria dos Estados em que ela lidera as pesquisas, os candidatos que apoia também estão na dianteira. Bons exemplos são o Rio de Janeiro e a Bahia, onde os governadores Sérgio Cabral (PMDB) e Jaques Wagner (PT) são favoritos para se reeleger no primeiro turno. Como exceções aparecem Minas Gerais, com Antonio Anastasia (PSDB) na liderança, e São Paulo, onde Geraldo Alckmin (PSDB) supera Aloizio Mercadante (PT). No Paraná, a onda vermelha já proporcionou uma grande virada. As últimas pesquisas mostram que o tucano Beto Richa, antes favorito ao governo, perdeu o primeiro lugar para Osmar Dias (PDT). Reviravoltas também têm ocorrido na disputa para o Senado. Até então cotado para uma das vagas do Rio, Cesar Maia (DEM) foi ultrapassado pelo ex-prefeito de Nova Iguaçu Lind berg Farias (PT). No Amazonas, Arthur Virgílio perdeu o segundo lugar para Vanessa Grazziotin (PCdoB). Em Pernambuco, Marco Maciel (DEM), segundo colocado atrás de Humberto Costa (PT), foi ultrapassado por Armando Monteiro Neto (PTB).

A inédita sintonia fina entre Executivo e Legislativo, a partir de 2011, trará benefícios para o Brasil. Caso se confirme a sólida maioria no Congresso do possível futuro governo Dilma Rous seff, o Brasil terá finalmente a chance de aprovar as mudanças estruturais que se fazem necessárias há anos, como as reformas política e tributária. “A agenda congressual a partir do ano que vem exigirá a votação das reformas. Com maioria no Legislativo e vontade política, será possível avançar nessas questões”, afirma David Fleischer, cientista político da UnB. Outro aspecto importante é a possibilidade da formação de uma concertação política, composta por partidos aliados chancelados pelo desejo popular. Desde a redemocratização do País, os governos construíram suas maiorias pelas artes do fisiologismo e das políticas do toma-lá-dá-cá, numa espécie de balcão de negócios em pleno Congresso. Nesse novo cenário, queiram ou não, deputados e senadores serão levados a participar de uma ação conjunta, na qual é de esperar que os objetivos políticos se sobreponham à visão patrimonialista do mandato.

Há quem afirme que a concentração de poder nas mãos do Executivo, com o Legislativo dócil à vontade do Planalto, pode permitir uma recaída autoritária. O temor não se justifica. Não há ambiente no Brasil para esse tipo de surto. As instituições são sólidas e democráticas, e não há espaço para mudanças constitucionais em benefício de um partido, como aconteceu na história do México, onde o PRI controlou a vida política por 71 anos, graças ao domínio da máquina pública. “O que aconteceu no México foi muito diferente. O PRI chegou ao poder quando a economia mexicana, a sociedade e os políticos eram muito rudimentares e eles forjaram instituições para guiar o desenvolvimento em todas as áreas. Já o PT emergiu no momento em que a economia e as instituições já estavam consolidadas”, compara o brasilianista Peter Hakim, presidente do Interamerican Dialog.

Contrariando todas as evidências, intelectuais e setores da elite, em São Paulo divulgaram, na semana passada, um manifesto em defesa da democracia e da liberdade de expressão. Um dia depois, o Clube Militar, no Rio de Janeiro, instituição marcada pelo apoio ao antigo regime de exceção que infernizou o País por 20 anos, promovia um inusitado painel de debates para discutir também supostos riscos à democracia no País. Tanto o documento do grupo de intelectuais quanto os debates dos militares ficaram a um passo de questionar a própria legitimidade da eleição de Dilma, em razão da participação do presidente Lula na campanha. Ambos não levaram em conta que a legitimidade brota das urnas. Embora o eleitor manifeste maciçamente sua intenção de votar pela continuidade das políticas oficiais, a opinião pública não vem sendo espelhada na ação de alguns agentes do processo político. O que parece ter sido esquecido no manifesto oposicionista de tendências golpistas é que a democracia é exercida pelo voto.

O temor de uma vaga autoritária por parte do governo é deslocado da realidade. Não reflete o momento que o Brasil vive. Não há sinais concretos de que o presidente Lula tenha atentado contra a liberdade de imprensa. Ele vem fazendo apenas críticas pontuais, direito que não pode ser negado a qualquer cidadão, muito menos ao presidente. De resto, desde a luta contra a ditadura, Lula mostrou-se defensor intransigente das liberdades democráticas. “É incrível como as pessoas ficam empurrando o Lula para o chavismo, quando ele tem permanentemente se recusado a cruzar essa fronteira”, rebate o ex-ministro Delfim Netto, com a ironia de sempre. Delfim tem razão. A não ser que o observador da cena nacional, assustado com a onda vermelha, queira ver chifre em cabeça de cavalo.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/istoe-a-onda-vermelha-toma-conta-do-pais.html

MAIS FOTOS DO ATO CONTRA O GOLPISMO DA MÍDIA






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Extraído do blog do Miro: http://altamiroborges.blogspot.com/
Fotos de Ivan Trindade, publicadas no blog Falando Sozinho

Marina Silva e as novas florestas

Reproduzo artigo de Gilson Caroni, publicado no blog Viomundo:

O verdadeiro mestre não é somente o professor que sabe dar a aula com a lição na ponta da língua – é, sobretudo, aquele que sabe fazer discípulos. Quanto ao discípulo, é este mais do que o aluno que aproveita a lição na sala de aula. Na verdade, corresponde ao prolongamento do mestre, retendo-lhe o fascínio pelo resto da vida, como se o saber do professor continuasse a acompanhá-lo além do curso, alongando-lhe a presença.

Cortejada pela grande imprensa como possibilidade de levar a eleição para o segundo turno, Marina parece bailar nas decisões hamletianas: faz que vai e volta do meio para trás como cantilena do Grande Sertão. Já não convida mais seu coração para dar batalha. Quando está madura a oportunidade de colocar o Brasil na trilha das aspirações populares, a “cabocla de tantas malárias e alergias” coloca-se como linha auxiliar de uma elite desprovida de projeto de consenso para o país.

Rifando sua biografia, tergiversa sobre questões caras ao campo democrático-popular do qual, até bem pouco tempo, foi militante expressiva. A mulher que apostava na organização do povo como único agente capaz de resolver seus próprios problemas, elegendo suas prioridades e lutando para atingi-las, deu lugar a uma “celebridade” que, pretextando buscar um novo espaço político, reproduz o discurso dos editoriais reacionários. Deixou de dar valor ao partido político, ao sindicato, aos movimentos populacionais, às ações associativas. Esqueceu que são essas as instâncias capazes de superar um modo de vida que não corresponde às expectativas reais dos seres humanos de verdade.

Sua candidatura busca cobrir um vazio que não existe. Hoje, todos reconhecem que o crescimento econômico deve ser visto como condição necessária, mas não suficiente, do desenvolvimento social. O governo petista criou as condições políticas para o surgimento de uma nação que efetivamente combate a miséria e a pobreza extremas, implementando princípios econômicos que aumentaram a oferta de emprego e a remuneração condigna de trabalho.

Há oito anos, a visão progressista contempla valores ambientais imprescindíveis à saúde e ao bem-estar do ser humano, não isentando, como muitos querem crer, as elites regiamente capitalizadas nos tempos do consórcio demo-tucano. Sendo assim, onde estaria a novidade, e até mesmo a necessidade da agenda de Marina Silva?

Equilíbrio ambiental e desenvolvimento sustentável são elementos indispensáveis ao futuro do país. Exigem do movimento ecológico uma reformulação radical que o torne matriz de uma nova esquerda. A Amazônia é um exemplo. Seu desmatamento é obra conjunta de latifundiários, grandes empresários e empresas mineradoras. São os inimigos a serem confrontados prontamente. É essa a perspectiva da “doce” Marina e seus aliados recentes?

Quando em entrevista a uma revista semanal, a ex-ministra do Meio Ambiente disse: “Tenho um sentimento que mistura gratidão e perda em relação ao PT. Sair do partido foi, para mim, um processo muito doloroso. Perdi quase 3 quilos. Foi difícil explicar até para meus filhos. No álbum de fotografias, cada um deles está sempre com uma estrelinha do partido. É como se eu tivesse dividido uma casa por muito tempo com um grupo de pessoas que me deram muitas alegrias e alguns constrangimentos. Mudei de casa, mas continuo na mesma rua, na mesma vizinhança“. Marina mistura oportunismo e desorientação espacial.

A senadora do PV sabe que, uma vez derrubada, a floresta não se recompõe. Que tipo de “empates” se propõe travar com as alianças escolhidas? O partido que a convidou para bailar sobrevive de parcerias antagônicas a sua antiga história de combatividade, coerência e superação. Como nas matas degradadas, a política tem fios de navalha onde tudo perde a cor e dificilmente se refaz. A rua e a vizinhança são decorrências geográficas de escolhas caras. No caso de Marina, tudo mudou.

Chico Mendes reafirmava que “se descesse um enviado dos Céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta, até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Então eu quero viver”.

Por sua discípula isso está cada vez mais improvável.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/

Ato vibrante pela liberdade de imprensa

SÁBADO, 25 DE SETEMBRO DE 2010

Reproduzo artigo de João Franzin, publicado no sítio da Agência Sindical:

Desde os eventos de resistência à ditadura, o auditório Vladimir Herzog, no Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, não recebia tanta gente. O ato contra “o golpismo da mídia e por mais liberdade de imprensa”, na noite da quinta (23), lotou todas as cadeiras, todas as laterais, todos os espaços do auditório, o corredor de acesso ao plenário e as escadarias.

Muita gente teve de ficar do lado de fora, ocupando as duas calçadas da rua Rego Freitas, em frente ao Sindicato, no Centro de São Paulo. O responsável pela iniciativa, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé calcula em mais de 300 pessoas presentes ao evento.

O ato contou com um grande número de jornalistas, quatro Centrais Sindicais (CUT, CTB, Nova Central e CGTB), vários Sindicatos, partidos (PCdoB, PSB e PDT), além de entidades do movimento social, como o MST, e ligadas à democratização da mídia, como a Altercom, que reúne os pequenos empreendedores da comunicação.

Altamiro Borges, jornalista, escritor e coordenador do Barão de Itararé, conduziu os trabalhos, ao lado de José Augusto Camargo, presidente do Sindicato dos Jornalistas. Foi Altamiro quem leu o documento “Pela mais ampla liberdade de expressão”, com a tomada de posição das entidades e quatro pontos estratégicos, aprovado por aclamação.

Lágrimas

O clima no auditório Vladimir Herzog, palco de grandes lutas por liberdade e contra a repressão, era de otimismo e muita emoção. Emoção que encheu de lágrimas os olhos de várias pessoas no momento da fala de deputada e ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina. Para a parlamentar socialista, “os donos da mídia estão tentando uma reação macartista e histérica”. E justificou: “Eles sabem que a sociedade não aceita mais uma mídia que só reflete a voz do dono; eles não se conformam que o governo do primeiro presidente operário esteja dando certo”.

Hino

Alguém da platéia iniciou o canto e o auditório, em peso, entoou, com firmeza e muita emoção, o Hino Nacional Brasileiro, encerrando o ato.

Sindicato

Com o evento da noite de quinta (23), o Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo reafirma a própria história e se recoloca no centro do palco das grandes lutas democráticas da sociedade brasileira.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/