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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O que representa esta derrota da direita

Do Blog do Miro
Reproduzo artigo de Emir Sader, publicado em seu blog no sítio da Carta Maior:

A direita tinha sido vitoriosa ao longo da história brasileira, desde 1964. Nesse momento interrompeu um governo que democratizava o país do ponto de vista econômico, social e político, incentivava a consciência nacional e a identidade cultural brasileira, para instaurar uma ditadura militar, que promoveu o maior processo de concentração de renda que o Brasil já tinha conhecido.

Esgotada a ditadura, a direita conseguiu limitar os alcances da democratização, que reinstaurou um regime político liberal, mas sem afetar os pilares das relações de poder no Brasil: não foi democratizada a posse da terra, o poder dos bancos, das grandes corporações, da mídia. Esgotado também o impulso democratizador, durante o governo Sarney, foi implementado o modelo neoliberal, primeiro com Collor e depois, diante da queda deste, no governo Itamar, com FHC. Nova e grande vitória da direita, ainda mais que conseguiu que algum proveniente da oposição à ditadura se responsabilizasse por impor esse modelo – que caracteriza a direita no mundo contemporâneo.

O triunfo de Lula, caso este tivesse sido cooptado e mantido o modelo herdado de FHC, teria sido também outra vitória, indireta, com a mão do gato, para a direita. Se a versão da ultra esquerda tivesse sido certa, o Lula teria revigorado o neoliberalismo, dando-lhe umas mãos de cal de políticas assistencialistas e controlando o movimento popular. Teria sido o melhor administrador do neoliberalismo.

Mas a realidade não foi essa. O modelo foi readequado, o Estado retomou sua função de indutor do crescimento econômico, que foi recolocado em pauta, depois de ter sido abolido pelo governo FHC. Instaurou-se ao longo do mandato do Lula um modelo de desenvolvimento econômico e social, alterando, pela primeira na história brasileira, a desigualdade social – e de forma significativa.

A política externa assumiu a soberania nacional como principio fundamental, deslocou o eixo das alianças do norte para o Sul do mundo, privilegiando em particular os processos de integração regional e contribuindo para a construção de um mundo multipolar.

A direita conseguiu sobreviver com o governo Lula, seus interesses não foram profundamente afetados, mas perderam o manejo direto do Estado, das estatais, a promiscuidade com a presidência e viram, ao contrário dos seus gostos, o Estado utilizar recursos para políticas sociais, desenvolver relações de fraternidade política com países vizinhos, limitar o espaço do mercado, amplamente estendido na década anterior.

A direita econômica prefere o Serra, mas sem o extremismo da direita política. De qualquer forma, ambas serão derrotadas com a vitória da Dilma e de um projeto nacional, de uma sociedade de inclusão, de um governo para todos. Estavam acostumados a se valer do Estado a seu bel prazer para seus próprios interesses.

A direita partidária e midiática – hoje confundida – é a maior derrotada. Perdeu capacidade de influência, sai com os seus partidos e seus órgãos da imprensa reduzidos à sua mínima expressão. Ainda mais que os órgãos da mídia, depois do ano de Copa do Mundo e de eleições e da nova crise de legitimidade destas eleições, depois da descida para a metade da tiragem em uma década, devem ter outra queda grave, com a conseqüente crise financeira.

Os partidos opositores sofrerão uma grande crise de identidade, devendo se diferenciar entre os negociadores – tipo Aécio – e os extremistas, como o DEM e políticos remanescentes como Tasso Jereissatti, deslocados pela derrota e pelo sucesso do governo Lula.

Sofrem este ano a maior derrota política em décadas, com perspectiva de um lento e prolongado processo de recomposição, que ainda não parece delinear o perfil novo que venham a assumir.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/

EBC: A Folha não entende de baterias de câmera

Folha de São Paulo errou de novo: suposto adesivo em cameras do NBR eram efeito da troca de baterias
22 de setembro de 2010 às 8:08

O jornal Folha de S. Paulo errou, em sua edição hoje (21/09), ao publicar duas fotografias sugerindo ocultação da camera do Canal NBR com adesivo branco, ao ser utilizada em gravação de evento eleitoral da candidata Dilma Roussef, com participação do presidente Luiz Inacio Lula da Silva. Na fotografia de evento oficial, a câmera exibe na parte posterior um quadrado azul, que seria a logomarca do canal. Na foto ao lado, captada em evento eleitoral, a câmera exibe no mesmo local um quadrado branco, que seria um adesivo de disfarce. Na verdade, o cinegrafista teve que trocar a bateria descarregada por uma outra, de fabricante diferente, e com placa de identificação da marca em cinza-prata, o que na foto à distância apareceu com a cor branca.

Esta diferença de cores entre as placas de marca foi destacada nas fotografoas publicadas pela Folha com um circulo vermelho. As fotografias publicadas, assinadas pelo reporter fotografico Lula Marques, foram captadas a uma distância que não permite a perfeita visibilidade das placas metálicas das baterias. O recurso de ampliação, entretanto, poderia ter esclarecido a dúvida da reportagem da Folha, se ela tivesse existido. Mas o Jornal já estav a convencido, desde a véspera, quando afirmou que o canal NBR procurava ocultar a logomarca de suas cameras com adesivos.

Uma bateria de câmera televisiva dura, em média, 40 minutos. A bateria que aparece na foto, intitulada pela Folha como “oficial”, é da marca Sony. A bateria mostrada na outra foto, intitulada pelo jornal como “eleitoral”, é da marca Varizoom. As duas baterias são diferentes na marca, na cor (cinza escuro e mais claro), no tamanho e na espessura.

Para restaurar a verdade, a EBC está reproduzindo as fotografias do jornal, editadas lado a lado, e fotografias que mandou fazer das câmeras, das baterias e das câmeras com as baterias, a uma distância semelhante àquela em que foram tomadas as fotografias da Folha de São Paulo, obtendo o mesmo efeito.







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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/ebc-a-folha-nao-entende-de-baterias-de-camera.html

Dificilmente o destino da eleição será revertido; na ficção, o público não gosta de inverter papéis já definidos

São Paulo, domingo, 19 de setembro de 2010
FERNANDA TORRES

QUANDO AYRTON Senna morreu, Alain Prost veio ao Brasil carregar o caixão do seu mais aguerrido oponente. Em entrevista, o campeão francês de Formula 1 declarou que, sem Ayrton Senna, não teria sido a metade do corredor que foi.

A aprovação do Lula é tão grande, sua capacidade de eleger Dilma Rousseff tão acachapante, a presença do PT no Congresso promete ser tão avassaladora, que resta a pergunta: quem será o Ayrton Senna do PT nos próximos 12 anos? Se é que vai existir algum.

Aécio Neves e Eduardo Campos apontam como opções de pedigree. Campos acredita que a oposição não tenha encontrado um discurso que faça sentido para a população. Ele tem razão.

Até agora, todas as suspeitas ligadas à ética na política, aos arapongas do sigilo fiscal e aos lobbies de gabinete, se mostraram, temo a palavra, elitistas.

A esperança dos concorrentes é que a suposta "taxa êxito" do filho de Erenice e seu afastamento da Casa Civil rendam algo mais do que manchetes de jornal.

Por enquanto, nada foi capaz de se equiparar ao argumento de Lula na TV, bem iluminado, lindo de morrer posicionado à frente de um gabinete inglês de leitura, afirmando que mais de 20 milhões de pessoas saíram da linha da miséria no seu governo.

O individualismo partidário do PSDB, a falta de carisma do DEM e o receio de que um poder tão absoluto se concentre nas mãos de um só partido empurraram grande parte da imprensa para o papel da oposição.

Os escândalos dessa semana saíram das Redações.

Coincidentemente, Dirceu deu a entender em uma palestra privada que é preciso encontrar maneiras de se defender da impunidade caluniosa do jornalismo, contra a qual, segundo ele, não há defesa.

O ex-ministro deu nome ao seu principal adversário; aquele que, como Senna para Prost, fará o PT ir além dele mesmo. Se vencer mais essa crise, assim como aconteceu no mensalão, sairá intocável dessas eleições.

É fascinante a maneira como o partido reage de forma proativa à qualquer acusação. Dilma elogiou a decisão de Erenice de se afastar do cargo para facilitar as apurações, deu nobreza ao gesto da companheira.

Diante de uma suspeita, o governo manda 20 outras de volta e ainda promete abrir processos e extirpar descontentes.

Jamais abandona a posição do herói.

Lula conseguiu um feito extraordinário: a aprovação das duas pontas da pirâmide social: as classes C e D e o topo dos grandes empresários. Seu maior nível de rejeição se encontra na faixa do meio, a pequena e alta burguesia, ou classe média.

Falar mal do PT é assumir o incômodo lugar da elite burguesa. Uma atitude suicida. É tomar para si a posição do vilão.

Dificilmente o destino desta eleição será revertido. As próximas pesquisas serão o tudo ou nada desse folhetim.

Na ficção, pelo menos, o público não gosta de inverter os papéis já estabelecidos.

FERNANDA TORRES é atriz
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Fonte: Folha de S. Paulo

Por que a mídia resolveu jogar sujo?

TERÇA-FEIRA, 21 DE SETEMBRO DE 2010
Do Blog do Miro

Reproduzo artigo de Vinicius Wu, publicado no sitio Carta Maior:

Revisitemos as declarações de Serra e de diversos articulistas da grande mídia simpáticos à sua candidatura ao longo de 2009 e início deste ano. Sem esforço, perceberemos que sua estratégia eleitoral baseava-se na tese do “contraste de biografias”. Inebriado por sua vaidade, Serra alimentou a certeza de que a comparação de sua trajetória política com a de Dilma seria a senha para a vitória. Ocorre que o povo brasileiro rejeitou a fulanização do debate. Optou por contrastar os projetos de Brasil disponíveis e sepultou as pretensões tucanas nestas eleições.

Mas o drama da oposição não termina aí. Afinal, estamos diante de um processo ainda mais complexo, que está na origem da impotência política da oposição hoje. Diante do atual cenário, tiveram de optar entre a resignação diante da derrota e o surto golpista que assistimos nos últimos dias. Compreender os motivos que desencadearam este processo é o que buscaremos nas próximas linhas.

Mudança do léxico político brasileiro

As eleições de 2010 encerram a profunda alteração do léxico político brasileiro em curso desde o embate eleitoral de 2002. A crise do paradigma neoliberal possibilitou uma mudança radical dos termos e dos conceitos através dos quais se organiza a luta política no país.

Se nas eleições de 1994 e 1998 o debate eleitoral orbitava em torno do tema da “estabilidade”, desde 2002 vivemos um profundo deslocamento do debate em direção aos temas do desenvolvimento, da inclusão social e distribuição de renda. Ou seja, a disputa política passou a se desenvolver a partir de temas estranhos ao receituário neoliberal. Esta foi a grande derrota política do bloco conservador proporcionada pela vitória de Lula em 2002.

Portanto, o debate político nacional nos últimos anos passou por uma verdadeira metamorfose que desencadeou: 1. Uma mudança de problemática: da manutenção da estabilidade econômica e do ajuste fiscal para a busca do desenvolvimento e da justiça social; 2. uma alteração da lógica argumentativa: a defesa das privatizações e do enxugamento do Estado cedeu lugar ao combate às desigualdades e ampliação do alcance das políticas públicas e; 3. uma mudança de conceitos: crescimento econômico, papel indutor do Estado, distribuição de renda, cidadania etc. passam a integrar, progressivamente, o discurso de todas as correntes políticas do país.

Este é o grande legado político da “Era Lula” e diante do qual as respostas da direita brasileira foram absolutamente insuficientes até aqui.

O novo protagonismo dos pobres

Paralelamente ao processo supramencionado, foi sendo desenvolvida uma nova consciência das camadas populares no país, que identificaram em Lula a expressão viva de seu novo protagonismo. O operário do ABC paulista alçado à condição de Presidente mais popular da história da República é a síntese perfeita da nova condição política dos “de baixo”.

Ao afirmar recentemente que “nós” somos a opinião pública, o Presidente Lula não está cedendo a nenhuma tentação autoritária, como desejam alguns mal intencionados articulistas da grande mídia. O que está em jogo é o fim da tutela dos “formadores de opinião” sobre a formação da opinião nacional. Este é o motivo do desespero crescente da mídia monopolista do centro-sul do país.

Há uma revolução democrática em curso no Brasil e ela altera profundamente a forma como os pobres se relacionam com a política. O país vivencia uma inédita e profunda reestruturação de seu sistema de classes. As implicações deste processo para o futuro da nação ainda não são mensuráveis.

A grande mídia e a oposição não compreenderam que o país entrou em um novo período histórico e, desta forma, correm o risco de ficarem falando sozinhas por um bom tempo.

As pessoas não estão votando em personalidades, como supunham os próceres da campanha Serra. Estão votando no futuro - no seu futuro e no futuro do país.

A disputa eleitoral de 2010 não ficará marcada pelo “confronto de biografias”. Esta é a eleição da aposta no “Devir-Brasil” no mundo, como sugere Giuseppe Cocco. O país recompôs a esperança em seu futuro e deseja ser grande. Os brasileiros querem continuar mudando e, principalmente, melhorando suas vidas.

E o eleitor brasileiro não está “inebriado pelo consumo” como afirmou, revoltado, um dos mais preconceituosos articulistas da grande mídia. Os seres humanos fazem planos, sonham, imaginam uma vida melhor para si e para seus filhos. As pessoas estão sim - e é absolutamente legitimo que o façam - votando com a cabeça no seu próximo emprego; no seu próximo carro ou eletrodoméstico; no seu próximo empreendimento; na faculdade dos seus filhos; em seus filhos... É uma opção consciente. Não querem retroagir, preferem a continuidade da mudança conduzida por Lula, por mais que esperneiem os articulistas sempre bem pagos da grande mídia.

A “Conservação” da mudança

Talvez, nem o próprio Presidente Lula tenha se dado conta de uma outra - e também decisiva - derrota imposta ao bloco conservador. Trata-se da apropriação e ressignificação de um dos conceitos mais caros ao neoliberalismo.

Lula tomou para si a primazia da estabilidade. A defesa da estabilidade (quem diria?!) passa ser tarefa da esquerda brasileira. Mas não a estabilidade neoliberal, e sim uma nova estabilidade; a da continuidade da mudança.

O slogan da campanha Dilma não poderia ter sido mais adequado: “Para o Brasil seguir mudando”. Esta é a perfeita síntese da opinião popular no atual período; continuar mudando para que permaneçam abertas – e se ampliem – as possibilidades de mobilidade social, de emancipação e prosperidade econômica. A mensagem é simples e foi acolhida pela maioria do povo brasileiro: “conservar” a mudança e não retroagir.

A “venezuelização” do comportamento da grande mídia

Derrotados em seus próprios conceitos; perplexos diante de uma ampla maioria que lhes vira as costas (só 4% da população rejeitam Lula); impotentes diante de uma nova realidade, que se impõe diante de seus olhos, só lhes resta o golpe, que não tem força pra dar.

E se não podem “restaurar a democracia” à força, resta-lhes, então, trabalhar para que a disputa política no próximo período se dê em outros termos. Como imaginam que estarão livres da força de Lula a partir de Janeiro de 2011, iniciam uma virulenta campanha de difamação, deslegitimação e questionamento da autoridade daquela que deverá ser a primeira Presidenta do país.

Desejam fazer do Brasil uma nova Venezuela, onde posições irreconciliáveis travam uma luta sem tréguas, instaurando um clima de instabilidade e insegurança generalizado. Querem que oposição e governo não dialoguem. Preferem a radicalização ao entendimento. Concluíram que esta é a única maneira de derrotar as forças populares no futuro. Precisam retirar de nossas mãos o primado da estabilidade. Querem, de fato, venezuelizar o Brasil.

Mal se deram conta de que quase ninguém sairá vencedor em Outubro confrontando-se com Lula. Em todas as regiões do país, candidatos oposicionistas bem sucedidos resolveram absorver Lula e o sucesso de seu governo. Raros serão os candidatos oposicionistas que vencerão com discurso de oposição.

A “venezuelização” que pretendem esbarrará na força política que se assenta na emergência de um novo Brasil, que estamos a construir, e na fé de nosso povo em um futuro diferente daquele que imaginaram as oligarquias deste país.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/

Ainda há tempo para o Golpe. O PiG é incansável


Deve ser duro depender do Roberto Freire. A coisa deve estar feia

Faltam quatro domingos para o PiG (*) e o Serra (são a mesma coisa) tentarem detonar a Dilma.

Neste fim de semana, a tropa de choque do Serra não poderia ser mais significativa.

Lá estavam: Roberto Freire (que não elege um vereador em Recife); o Índio; Álvaro Dias (que o Serra deletou sumariamente); e o Eduardo Jorge, que a mediocridade tucana promoveu à condição de Grão Cavalheiro.

O Blog do Nassif chega a imaginar que o jenio, o PiG (*) e esses Quatro Cavalheiros do Apocalipse tentarão reabrir o dossiê da Dilma guerrilheira.

O Nassif acredita que, na verdade, como aconteceu quando o jornal nacional omitiu o desastre da Gol, a punhalada será perpetrada na sexta-feira que anteceder a eleição.

Para que a Dilma não possa mais responder ao jornal nacional no horário eleitoral.

Foi assim no “primeiro Golpe já houve; só falta o segundo“.

A Época foi ao fundo do poço da vida guerrilheira da Dilma – clique aqui para ver.

E não trouxe nada lá de dentro.

A Folha (**) já produziu uma ficha falsa.

Deu com os burros n’água – e talvez ainda tome um processo judicial pelas fuças.

E a Folha (**) insiste.

Foi a Superior Tribunal Militar para desencavar o passado da Dilma.

Poderia aproveitar a viagem e deseterrar o passado do “seu” Frias”, quando colaborava com os torturadores do regime militar.

Falta pouco tempo, mas ainda há muito tempo para o Golpe.

Como prevê o Farol de Alexandria, em memorável artigo, hoje, no Estadão – clique aqui para ler “Estadão desmoraliza FHC na mesma página“.

Diz o Farol: “estamos decidindo (o Farol gosta de um gerúndio – PHA) se queremos correr o risco de um retrocesso democrático (sic) em nome do personalismo paternal (sic) (e amanhã, quem sabe, maternal)… Há tempo ainda para derrotá-lo. Eleição se ganha no dia”.

Ele é um jenio, esse pai do jenio.

Só quem acredita que pesquisa ganhe eleição é o discípulo dele, o jenio.

Que usou o Datafalha e o Globope para passar com um trator por cima do Aécio.

Amigo navegante, todo cuidado é pouco.

O Gilmar Dantas (***) é suplente do Tribunal Superior Eleitoral.

A procuradora é a Dra Cureau, um exemplo comovente de imparcialidade.

(A sra já recebeu o diploma do Serra ? A sra. soube que sumiu o Caixa (2 ?) do Serra ? )

E o Marco Aurélio de Mello é titular do TSE.

Todo cuidado é pouco.

O PiG (*) é incansável.

Eleição se ganha no dia.

Quem se sentou de véspera na cadeira não foi a Dilma, foi o jenio, o pai do jenio …


Paulo Henrique Amorim



(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(***) Clique aqui para ver como um eminente colonista (****) do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista (****) da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

(****) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

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Fonte: http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/09/05/ainda-ha-tempo-para-o-golpe-o-pig-e-incansavel/

Desespero: Velha mídia quer guerra aberta e total

Publicada terça-feira, 21/09/2010

Com o candidato da imprensa desnorteado, sem programa e sem rumo, restou a ele e ao aparato midático que o apóia o apelo ao medo.

Arnaldo Jabor agora deu para pregar a guerra. Que é isso, companheiro? Outro dia vi o Jabor no cinema. Deveria ter me dirigido a ele, e dado um cascudo no pescoço dele? O que é isso? A raiva é capaz de coisas incríveis.

“Carta Maior” recolheu alguns exemplos de ódio, a escorrer das páginas de decadentes jornais brasileiros. Confiram:

DISPOSITIVO MIDIÁTICO LANÇA ORDEM UNIDA

na Carta Maior

EDITORIAL ESTADÃO, 21-09: “… sem o menor pudor Lula alimenta no eleitorado de baixa renda e pouca instrução – seu público-alvo prioritário – o sentimento difuso de que quem tem dinheiro e/ou estudo está do “outro lado”, nas hostes inimigas. Mas a verdade é que o paladino dos desvalidos nutre hoje uma genuína ojeriza por uma, e apenas uma, categoria especial de elite: a intelectual, formada por pessoas que perdem tempo com leituras e que por isso se julgam no direito de avaliar criticamente o desempenho dos governantes. Por extensão, uma enorme ojeriza à imprensa….”

ARNALDO JABOR, 21-09: “…Lula não é um político – é um fenômeno religioso. De fé. Como as igrejas que caem, matam os fiéis e os que sobram continuam acreditando. Com um povo de analfabetos manipuláveis, Lula está criando uma igreja para o PT dirigir, emparedando instituições democráticas e poderes moderadores.(…)A única oposição que teremos é o da imprensa livre, que será o inimigo principal dos soviéticos ascendentes. O Brasil está evoluindo em marcha à ré! Só nos resta a praga: malditos sejais, ó mentirosos e embusteiros! Que a peste negra vos cubra de feridas, que vossas línguas mentirosas se transformem em cobras peçonhentas que se enrosquem em vossos pescoços, e vos devorem a alma. Os soviéticos que sobem já avisaram que revistas e jornais são o inimigo deles.Por isso, “si vis pacem, para bellum”, colegas jornalistas. Se quisermos a paz, preparemo-nos para a guerra…”


CAETANO VELOSO, 20-09: “É como se fosse assim uma população hipnotizada. As pessoas não estão pensando com liberdade e clareza…”

MERVAL PEREIRA, Globo, 21-09: ” … popularidade de Lula hoje lhe dá essa sensação de poder absoluto. Daí a desqualificar a grande imprensa e querer influenciar diretamente o eleitorado, sobretudo o das regiões mais pobres do país, através dos programas assistencialistas, e a tentativa de controle da mídia regional através de verbas de publicidade.[...] Para os que não se submetem a essa política, fica cada vez mais evidente que um eventual governo Dilma vai tentar aprovar no Congresso uma legislação especial que permita o controle dos meios de comunicação através dos mais diversos conselhos, o chamado controle social da mídia, a exemplo do que já acontece na Venezuela de Chávez e a Argentina dos Kirchner está tentando.A reação desmesurada da candidata oficial a uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo que mostrou problemas em sua gestão à frente de uma secretaria no governo do Rio Grande do Sul dá bem a medida de sua tolerância à livre circulação de notícias críticas..”
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OBS: Prezados leitores, fiz questão de postar também, os comentários feitos por um internauta.
Irineu Messias


Comentários para “Velha mídia quer guerra aberta e total”

Lucio disse:
21 de setembro de 2010 às 20:51
“É como se fosse assim uma população hipnotizada. As pessoas não estão pensando com liberdade e clareza”

Dá para levar a sério alguém que escreve isso? Esse aí deve sua vida à mídia intelectualóide.Mas ele ,claro ,não enxerga isso.Será talvez hipnotizado pelos o que fizeram-no acreditar ser uma obra de arte? Bem possível.

Responder
Lucio disse:
21 de setembro de 2010 às 20:57
Pensando bem, quem liga para o que diz ou escreve Caetano Veloso? Passei minha vida até aqui sem que não fizesse a menor diferença qualquer coisa que ele tenha dito seja lá em que época fosse.Me perdoem os admiradores, fãs (vão me achar estranho: não sei o que é “ser fã”) mas para mim não quer dizer nada. Sempre “torci o nariz” para essa história de artista em política.Dizem que tiveram papel importante na ditadura, mas se tiveram não ficou vestígio pra mim.
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Alô sindicalista: vá ao ato do dia 23

Reproduzo artigo de João Franzin, publicado no sítio da Agência Sindical:

Sou do tempo em que o auditório Vladimir Herzog era palco da resistência democrática e local de reunião de artistas, intelectuais, sindicalistas e de todos que punham suas energias em prol da reconquista da democracia e, depois, de causas coletivas não menos nobres.

Na próxima quinta (23), a partir das 19 horas, o auditório de proporções modestas, mas de grande envergadura histórica, volta a ter peso, porque vai reunir gente – gente com ideias. E a ideia básica que encherá de energia aquele local, na rua Rego Freitas, 530, sobreloja, Centro de São Paulo, é de discutir que mídia é essa que está aí, mais uma vez, tentando conduzir o processo eleitoral brasileiro, e a serviço de uma candidatura, e candidatura conservadora.

Vão se reunir lá, por força de um gesto iniciado pelo jornalista e escritor Altamiro Borges (do blog do miro e do Barão de Itararé), sindicalistas, líderes políticos, lideranças comunitárias e também vários blogueiros, que vêm ajudando a formar uma rede de mídia resistente, de combate e de denúncias do abuso da grande imprensa.

Eu digo que nós, acima dos partidos, das candidaturas e das opções ideológicas, devemos estar lá na quinta à noite, questionando esse poder espúrio que a grande mídia julga ter, para dizer que estamos atentos e não aceitaremos que a história (como fez Lacerda lá em 1954 contra Getúlio) se repita como farsa e tente impor seus interesses sobre o interesse coletivo.

Não custa lembrar que essa mídia aí levou Getúlio ao suicídio em 1954; criou a histeria que levou à ditadura em 1964; inventou Collor em 1989 e depois o derrubou; tentou inviabilizar o governo Lula; e agora tenta atingir a candidatura Dilma.

Sindicalistas e demais seguidores deste nosso site ou boletim eletrônico: todos ao Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, quinta, 23, a partir das 19 horas.

Denúncia, crítica, debate, tudo bem. Golpismo, nunca mais!
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Fonte: http://altamiroborges.blogspot.com/

Não deixe o Brasil voltar para trás!



Contribuição de amigos, como esse material enviado por Marco Palmanhani e Maria Dias, nos remetem a pensar e questionar sobre o modelo de comunicação que temos.

Como acreditar que essa “grande imprensa” que está aí busca legitimar a democracia se o dono do veículo coloca a atividade jornalística como instrumento a favor de seus interesses, sejam eles ecônomicos, políticos ou partidários? Como exigir independência, ética e confiança se a imprensa se converteu em um negócio comercial, produzindo notícias como se fossem mercadorias? Como acreditar na imparcialidade, se nós, do movimento sindical e social, sofremos na pele a falta de respeito e compromisso com a pluralidade e o debate de ideias? Como acreditar e exigir o debate democrático se muitas vezes ele é posto a favor do candidato a Presidente da República que o veículo apoia?

Os questionamentos estão colocados. Não deixemos o Brasil caminhar para trás.
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Fonte: Extraído do Blgo do Artur Henrique: http://arturcut.wordpress.com/2010/09/18/nao-deixe-o-brasil-voltar-para-tras/

CUT contra o golpismo midiático

Reproduzo entrevista concedida ao jornalista Leonardo Wexell Severo, publicada no sítio da CUT:

Na próxima quinta-feira (23), a partir das 19 horas, centrais sindicais, movimentos sociais e blogueiros progressistas realizam no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo um ato “Em defesa da democracia e contra o golpismo midiático”.

Organizado pelo Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé, o evento já tem confirmada a presença da CUT e das várias centrais sindicais, além da UNE, do MST e representantes de partidos populares.

Em entrevista para o Portal do Mundo do Trabalho, o secretário nacional de Administração e Finanças da CUT, Vagner Freitas, ex-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT), sublinha a relevância da manifestação, “no momento em que os grandes conglomerados privados de mídia atuam para tentar manipular a disputa eleitoral, se comportando não como meio de comunicação ou imprensa, mas como partido político, em favor do candidato da privatização, do arrocho salarial e da precarização de direitos”.

Nesta reta final da disputa eleitoral, a mídia decidiu ir para o tudo ou nada, pisando no acelerador da manipulação em favor da candidatura demotucana. Qual a sua avaliação sobre tamanho destempero?

Estamos num momento em que os grandes conglomerados privados de mídia atuam para tentar manipular a disputa eleitoral, se comportando não como imprensa, meios de comunicação, mas como partido político a favor do candidato da privatização, do arrocho salarial e da precarização de direitos. Frente ao que chamam de incapacidade da candidatura demotucana de fazer oposição ao governo Lula, a Folha de S.Paulo cobra até em editorial que se explicite a divergência, incentivando a busca da desqualificação do PT, de Lula, de Dilma, requentando questões passadas ou promovendo factóides midiáticos referentes a pessoas do governo.

Empunham então, abertamente, a bandeira da candidatura da reação neoliberal, mas, do alto da sua hipocrisia, com “imparcialidade”…

Assumem o papel de partido político, pois acham que o PSDB não está conseguindo cumprir. Em vez de orientar, propiciando ao eleitor uma análise imparcial dos programas e propostas de cada partido, a chamada grande mídia adota uma postura partidarizada. Isso tem a ver com as visíveis dificuldades do PSDB e do DEM para sustentar sua visão neoliberal privatista, de redução de salários e direitos, de desvalorização dos serviços e dos servidores públicos.

A mídia venal tenta identificar a luta pela democratização da comunicação com cerceamento da imprensa. O que achas disso?

Mais do que absurdo, é ridículo tentar imputar às centrais e movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação o comportamento que sempre foi deles, de negação de espaço ao contraditório. Somos completamente favoráveis à liberdade de expressão, esta é a nossa história, de combate à ditadura. O PT e a CUT cresceram neste momento junto com a luta por liberdades democráticas, pela ampliação de espaços para a sociedade ter voz. Infelizmente, o que temos hoje é uma ditadura da mídia sobre a opinião pública, uma tentativa de modelar gostos e vontades em favor dos interesses do grande capital. Agora, liberdade de imprensa não significa que tudo possa ser divulgado e nada possa ser questionado.

A mídia não é um quarto poder e deve estar, como tudo na democracia, sujeito a questionamentos, não é uma bula papal. As pessoas devem arcar com o que dizem, responder pelos seus atos, inclusive juridicamente. Ninguém pode sair por aí acusando sem provas. Do contrário, qualquer um poderia mentir, difamar e caluniar impunemente. Infelizmente, muitas vezes por omissão da Justiça, isso é o que acaba ocorrendo. Este é um outro ponto, o papel do judiciário, que não pode ter candidatura ou preferência.

É público e notório que a mídia venal tem um candidato. Como vês este alinhamento?

Eu não tenho problema nenhum com o fato da grande mídia ter um candidato, mas acho que deveria explicitar ao invés de tentar camuflar. Na Europa e nos EUA é assim: grandes jornais assumem abertamente sua posição e dialogam com o leitor de forma clara, alinhados. Aqui, reafirmo, o problema é que não deixam espaço para o contraditório, pois estão todos afinados com a mesma visão, o que tem empobrecido o debate.

E pelo que se pode projetar das ruas, esses setores golpistas serão derrotados novamente. Como disse o presidente Lula, em 2002, ao vencer, que o povo derrotou a opinião pública. Na verdade, a opinião publicada…

O fato é que a mídia não está conseguindo se contrapor ao projeto democrático popular desenvolvimentista em curso, que recuperou o papel do Estado, que dialoga com os movimentos sociais, com um patamar mais coletivo de organização da sociedade e da economia, que prioriza a nossa soberania. O outro lado é o projeto político dos grandes conglomerados internacionais, do retrocesso, da submissão ao estrangeiro.

E o que dizer de profissionais que se comportam como meros papagaios do dono do jornal ou da emissora, tentando desqualificar a manifestação da próxima quinta-feira como “ato contra a imprensa”?

Esta avaliação divulgada por alguns setores nada mais é do que uma exposição do seu rancor, pois obviamente não somos nós que impedimos a livre expressão, que deixamos de levar informação, que criminalizamos movimentos sociais. Por isso, o nosso mais profundo e rotundo repúdio a esta faceta golpista da grande mídia que, independentemente de quem vença as próximas eleições, precisará ser democratizada.

Pelo noticiário, esta mídia tenta vender a ideia de que a população eleger a maioria da coalizão que apoia o presidente Lula é ser contra a democracia, que o fato do governo se preocupar prioritariamente com os mais necessitados e dialogar com trabalhadores e empresários é populismo, e outros absurdos. Felizmente, com a nossa mobilização, organização e consciência, é uma página que será virada, para o bem da informação de todos os brasileiros.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/

Imprensa no centro do debate eleitoral

TERÇA-FEIRA, 21 DE SETEMBRO DE 2010

Reproduzo artigo de Ricardo Kotscho, publicado no blog Balaio do Kotscho:

Sou de um tempo muito antigo, como vocês sabem, quando a imprensa ainda publicava notícias. No momento em que a própria imprensa vira notícia, como está acontecendo agora na campanha eleitoral, alguma coisa está errada.

“Em evento, Dilma acusa Folha de parcialidade”, destaca a Folha de S. Paulo, em sua primeira página desta terça-feira.

Manchete do site do jornal O Globo abrindo o dia: “Após ataques de Lula, MST e centrais sindicais se juntam contra a imprensa”. Várias entidades do movimento social, informa o jornal carioca, marcaram para quinta-feira, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, um “Ato contra o golpismo midiático”.

Até os quartéis já entraram na roda. Na mesma quinta-feira, no Rio de Janeiro, foi marcado pelo Clube Militar, tradicional reduto das fardas mais reacionárias, um debate sobre “A democracia ameaçada: restrições à liberdade de expressão”. Jornalistas convidados: os democratas Reinaldo Azevedo, da Veja, e Merval Pereira, de O Globo.

O clima que se vive neste momento decisivo da campanha presidencial de 2010, a apenas 11 dias das eleições, pode ser resumido no convite para o ato de São Paulo:

“Conduzida pela velha mídia, que nos últimos anos se transformou em autêntico partido político conservador, essa ofensiva antidemocrática precisa ser barrada”.

A escalada da radicalização, que colocou a imprensa no centro do debate eleitoral como parte e não apenas testemunha do processo, começou há cerca de quatro semanas, quando as pesquisas mostraram um quadro estabilizado, indicando decisão no primeiro turno, baseada a trilogia de capas do “polvo” da revista Veja e a série de reportagens da Folha para desconstruir a imagem e a campanha da candidata Dilma Rousseff.

O auge se deu no último fim de semana, com o discurso do presidente Lula, num comício em Campinas, em que ele fez seu mais violento ataque à grande imprensa nesta campanha.

“Nós somos a opinião pública (…) Não vamos derrotar apenas nossos adversários tucanos. Vamos derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como partido político e não têm coragem de dizer que são um partido político”.

Na segunda-feira, no Rio, a própria candidata Dilma, acusada pelo jornal de favorecer uma empresa em 1994, também perdeu a paciência com a Folha e partiu para o ataque:

“Eu queria fazer um protesto veemente contra a parcialidade do jornal Folha de S. Paulo. Eu fui julgada pelo Tribunal de Contas do Estado e todas as minhas contas foram aprovadas (…) A matéria é parcial e de má fé!”, acusou ela, de dedo em riste, em seu primeiro desabafo na campanha.

Curioso é que, enquanto subia a temperatura no confronto entre o PT e a imprensa, o candidato tucano José Serra se afastava do tiroteio, preferindo apresentar novas promessas ao eleitorado a cada dia. A mais recente foi oferecer o 13º aos beneficiários do Bolsa Família.

Serra já tinha prometido dobrar este benefício e elevar o salário mínimo para R$600, além de asfaltar a Transamazônica e construir 400 quilômetros de metrô. Como ninguém da imprensa lhe indagou de onde virão os recursos, caso seja eleito, o candidato parece ter gostado da nova estratégia.

Melhor assim. O clima de beligerância dos últimos dias não contribui para melhorar a nossa democracia nem as nossas vidas. Está na hora de todo mundo baixar a bola e deixar o eleitor decidir com tranquilidade o que ele quer para o futuro do país.

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CUT contra o golpismo midiático

Reproduzo entrevista concedida ao jornalista Leonardo Wexell Severo, publicada no sítio da CUT:

Na próxima quinta-feira (23), a partir das 19 horas, centrais sindicais, movimentos sociais e blogueiros progressistas realizam no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo um ato “Em defesa da democracia e contra o golpismo midiático”.

Organizado pelo Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé, o evento já tem confirmada a presença da CUT e das várias centrais sindicais, além da UNE, do MST e representantes de partidos populares.

Em entrevista para o Portal do Mundo do Trabalho, o secretário nacional de Administração e Finanças da CUT, Vagner Freitas, ex-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT), sublinha a relevância da manifestação, “no momento em que os grandes conglomerados privados de mídia atuam para tentar manipular a disputa eleitoral, se comportando não como meio de comunicação ou imprensa, mas como partido político, em favor do candidato da privatização, do arrocho salarial e da precarização de direitos”.

Nesta reta final da disputa eleitoral, a mídia decidiu ir para o tudo ou nada, pisando no acelerador da manipulação em favor da candidatura demotucana. Qual a sua avaliação sobre tamanho destempero?

Estamos num momento em que os grandes conglomerados privados de mídia atuam para tentar manipular a disputa eleitoral, se comportando não como imprensa, meios de comunicação, mas como partido político a favor do candidato da privatização, do arrocho salarial e da precarização de direitos. Frente ao que chamam de incapacidade da candidatura demotucana de fazer oposição ao governo Lula, a Folha de S.Paulo cobra até em editorial que se explicite a divergência, incentivando a busca da desqualificação do PT, de Lula, de Dilma, requentando questões passadas ou promovendo factóides midiáticos referentes a pessoas do governo.

Empunham então, abertamente, a bandeira da candidatura da reação neoliberal, mas, do alto da sua hipocrisia, com “imparcialidade”…

Assumem o papel de partido político, pois acham que o PSDB não está conseguindo cumprir. Em vez de orientar, propiciando ao eleitor uma análise imparcial dos programas e propostas de cada partido, a chamada grande mídia adota uma postura partidarizada. Isso tem a ver com as visíveis dificuldades do PSDB e do DEM para sustentar sua visão neoliberal privatista, de redução de salários e direitos, de desvalorização dos serviços e dos servidores públicos.

A mídia venal tenta identificar a luta pela democratização da comunicação com cerceamento da imprensa. O que achas disso?

Mais do que absurdo, é ridículo tentar imputar às centrais e movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação o comportamento que sempre foi deles, de negação de espaço ao contraditório. Somos completamente favoráveis à liberdade de expressão, esta é a nossa história, de combate à ditadura. O PT e a CUT cresceram neste momento junto com a luta por liberdades democráticas, pela ampliação de espaços para a sociedade ter voz. Infelizmente, o que temos hoje é uma ditadura da mídia sobre a opinião pública, uma tentativa de modelar gostos e vontades em favor dos interesses do grande capital. Agora, liberdade de imprensa não significa que tudo possa ser divulgado e nada possa ser questionado.

A mídia não é um quarto poder e deve estar, como tudo na democracia, sujeito a questionamentos, não é uma bula papal. As pessoas devem arcar com o que dizem, responder pelos seus atos, inclusive juridicamente. Ninguém pode sair por aí acusando sem provas. Do contrário, qualquer um poderia mentir, difamar e caluniar impunemente. Infelizmente, muitas vezes por omissão da Justiça, isso é o que acaba ocorrendo. Este é um outro ponto, o papel do judiciário, que não pode ter candidatura ou preferência.

É público e notório que a mídia venal tem um candidato. Como vês este alinhamento?

Eu não tenho problema nenhum com o fato da grande mídia ter um candidato, mas acho que deveria explicitar ao invés de tentar camuflar. Na Europa e nos EUA é assim: grandes jornais assumem abertamente sua posição e dialogam com o leitor de forma clara, alinhados. Aqui, reafirmo, o problema é que não deixam espaço para o contraditório, pois estão todos afinados com a mesma visão, o que tem empobrecido o debate.

E pelo que se pode projetar das ruas, esses setores golpistas serão derrotados novamente. Como disse o presidente Lula, em 2002, ao vencer, que o povo derrotou a opinião pública. Na verdade, a opinião publicada…

O fato é que a mídia não está conseguindo se contrapor ao projeto democrático popular desenvolvimentista em curso, que recuperou o papel do Estado, que dialoga com os movimentos sociais, com um patamar mais coletivo de organização da sociedade e da economia, que prioriza a nossa soberania. O outro lado é o projeto político dos grandes conglomerados internacionais, do retrocesso, da submissão ao estrangeiro.

E o que dizer de profissionais que se comportam como meros papagaios do dono do jornal ou da emissora, tentando desqualificar a manifestação da próxima quinta-feira como “ato contra a imprensa”?

Esta avaliação divulgada por alguns setores nada mais é do que uma exposição do seu rancor, pois obviamente não somos nós que impedimos a livre expressão, que deixamos de levar informação, que criminalizamos movimentos sociais. Por isso, o nosso mais profundo e rotundo repúdio a esta faceta golpista da grande mídia que, independentemente de quem vença as próximas eleições, precisará ser democratizada.

Pelo noticiário, esta mídia tenta vender a ideia de que a população eleger a maioria da coalizão que apoia o presidente Lula é ser contra a democracia, que o fato do governo se preocupar prioritariamente com os mais necessitados e dialogar com trabalhadores e empresários é populismo, e outros absurdos. Felizmente, com a nossa mobilização, organização e consciência, é uma página que será virada, para o bem da informação de todos os brasileiros.

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Por que a mídia resolveu jogar sujo?

Reproduzo artigo de Vinicius Wu, publicado no sitio Carta Maior:

Revisitemos as declarações de Serra e de diversos articulistas da grande mídia simpáticos à sua candidatura ao longo de 2009 e início deste ano. Sem esforço, perceberemos que sua estratégia eleitoral baseava-se na tese do “contraste de biografias”. Inebriado por sua vaidade, Serra alimentou a certeza de que a comparação de sua trajetória política com a de Dilma seria a senha para a vitória. Ocorre que o povo brasileiro rejeitou a fulanização do debate. Optou por contrastar os projetos de Brasil disponíveis e sepultou as pretensões tucanas nestas eleições.

Mas o drama da oposição não termina aí. Afinal, estamos diante de um processo ainda mais complexo, que está na origem da impotência política da oposição hoje. Diante do atual cenário, tiveram de optar entre a resignação diante da derrota e o surto golpista que assistimos nos últimos dias. Compreender os motivos que desencadearam este processo é o que buscaremos nas próximas linhas.

Mudança do léxico político brasileiro

As eleições de 2010 encerram a profunda alteração do léxico político brasileiro em curso desde o embate eleitoral de 2002. A crise do paradigma neoliberal possibilitou uma mudança radical dos termos e dos conceitos através dos quais se organiza a luta política no país.

Se nas eleições de 1994 e 1998 o debate eleitoral orbitava em torno do tema da “estabilidade”, desde 2002 vivemos um profundo deslocamento do debate em direção aos temas do desenvolvimento, da inclusão social e distribuição de renda. Ou seja, a disputa política passou a se desenvolver a partir de temas estranhos ao receituário neoliberal. Esta foi a grande derrota política do bloco conservador proporcionada pela vitória de Lula em 2002.

Portanto, o debate político nacional nos últimos anos passou por uma verdadeira metamorfose que desencadeou: 1. Uma mudança de problemática: da manutenção da estabilidade econômica e do ajuste fiscal para a busca do desenvolvimento e da justiça social; 2. uma alteração da lógica argumentativa: a defesa das privatizações e do enxugamento do Estado cedeu lugar ao combate às desigualdades e ampliação do alcance das políticas públicas e; 3. uma mudança de conceitos: crescimento econômico, papel indutor do Estado, distribuição de renda, cidadania etc. passam a integrar, progressivamente, o discurso de todas as correntes políticas do país.

Este é o grande legado político da “Era Lula” e diante do qual as respostas da direita brasileira foram absolutamente insuficientes até aqui.

O novo protagonismo dos pobres

Paralelamente ao processo supramencionado, foi sendo desenvolvida uma nova consciência das camadas populares no país, que identificaram em Lula a expressão viva de seu novo protagonismo. O operário do ABC paulista alçado à condição de Presidente mais popular da história da República é a síntese perfeita da nova condição política dos “de baixo”.

Ao afirmar recentemente que “nós” somos a opinião pública, o Presidente Lula não está cedendo a nenhuma tentação autoritária, como desejam alguns mal intencionados articulistas da grande mídia. O que está em jogo é o fim da tutela dos “formadores de opinião” sobre a formação da opinião nacional. Este é o motivo do desespero crescente da mídia monopolista do centro-sul do país.

Há uma revolução democrática em curso no Brasil e ela altera profundamente a forma como os pobres se relacionam com a política. O país vivencia uma inédita e profunda reestruturação de seu sistema de classes. As implicações deste processo para o futuro da nação ainda não são mensuráveis.

A grande mídia e a oposição não compreenderam que o país entrou em um novo período histórico e, desta forma, correm o risco de ficarem falando sozinhas por um bom tempo.

As pessoas não estão votando em personalidades, como supunham os próceres da campanha Serra. Estão votando no futuro - no seu futuro e no futuro do país.

A disputa eleitoral de 2010 não ficará marcada pelo “confronto de biografias”. Esta é a eleição da aposta no “Devir-Brasil” no mundo, como sugere Giuseppe Cocco. O país recompôs a esperança em seu futuro e deseja ser grande. Os brasileiros querem continuar mudando e, principalmente, melhorando suas vidas.

E o eleitor brasileiro não está “inebriado pelo consumo” como afirmou, revoltado, um dos mais preconceituosos articulistas da grande mídia. Os seres humanos fazem planos, sonham, imaginam uma vida melhor para si e para seus filhos. As pessoas estão sim - e é absolutamente legitimo que o façam - votando com a cabeça no seu próximo emprego; no seu próximo carro ou eletrodoméstico; no seu próximo empreendimento; na faculdade dos seus filhos; em seus filhos... É uma opção consciente. Não querem retroagir, preferem a continuidade da mudança conduzida por Lula, por mais que esperneiem os articulistas sempre bem pagos da grande mídia.

A “Conservação” da mudança

Talvez, nem o próprio Presidente Lula tenha se dado conta de uma outra - e também decisiva - derrota imposta ao bloco conservador. Trata-se da apropriação e ressignificação de um dos conceitos mais caros ao neoliberalismo.

Lula tomou para si a primazia da estabilidade. A defesa da estabilidade (quem diria?!) passa ser tarefa da esquerda brasileira. Mas não a estabilidade neoliberal, e sim uma nova estabilidade; a da continuidade da mudança.

O slogan da campanha Dilma não poderia ter sido mais adequado: “Para o Brasil seguir mudando”. Esta é a perfeita síntese da opinião popular no atual período; continuar mudando para que permaneçam abertas – e se ampliem – as possibilidades de mobilidade social, de emancipação e prosperidade econômica. A mensagem é simples e foi acolhida pela maioria do povo brasileiro: “conservar” a mudança e não retroagir.

A “venezuelização” do comportamento da grande mídia

Derrotados em seus próprios conceitos; perplexos diante de uma ampla maioria que lhes vira as costas (só 4% da população rejeitam Lula); impotentes diante de uma nova realidade, que se impõe diante de seus olhos, só lhes resta o golpe, que não tem força pra dar.

E se não podem “restaurar a democracia” à força, resta-lhes, então, trabalhar para que a disputa política no próximo período se dê em outros termos. Como imaginam que estarão livres da força de Lula a partir de Janeiro de 2011, iniciam uma virulenta campanha de difamação, deslegitimação e questionamento da autoridade daquela que deverá ser a primeira Presidenta do país.

Desejam fazer do Brasil uma nova Venezuela, onde posições irreconciliáveis travam uma luta sem tréguas, instaurando um clima de instabilidade e insegurança generalizado. Querem que oposição e governo não dialoguem. Preferem a radicalização ao entendimento. Concluíram que esta é a única maneira de derrotar as forças populares no futuro. Precisam retirar de nossas mãos o primado da estabilidade. Querem, de fato, venezuelizar o Brasil.

Mal se deram conta de que quase ninguém sairá vencedor em Outubro confrontando-se com Lula. Em todas as regiões do país, candidatos oposicionistas bem sucedidos resolveram absorver Lula e o sucesso de seu governo. Raros serão os candidatos oposicionistas que vencerão com discurso de oposição.

A “venezuelização” que pretendem esbarrará na força política que se assenta na emergência de um novo Brasil, que estamos a construir, e na fé de nosso povo em um futuro diferente daquele que imaginaram as oligarquias deste país.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/

Artur Henrique: PSDB tentou barrar circulação da Revista do Brasil e imprensa ignorou

21 de setembro de 2010 às 18:14
PorArtur Henrique, no seu blog

O ato político Contra o Golpismo Midiático e em Defesa da Democracia, que jornalistas e movimentos sociais vão realizar na próxima quinta, dia 23, a partir das 19h no Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, já está incomodando a grande imprensa.

Colunistas já disseram ‑ e repórteres que estão nos entrevistando hoje sobre o tema dirão amanhã – que estamos organizando o ato em função das recentes declarações de Lula contra a imprensa. Outros já disseram que o governo pretende nos usar, o movimento sindical, para atacar a imprensa.

Nada disso.

Primeiro, a organização do ato foi uma iniciativa do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, após uma reunião entre alguns de seus integrantes, como Rodrigo Vianna, Altamiro Borges, Luiz Carlos Azenha e Paulo Henrique Amorim. A reunião ocorreu na semana passada, muito antes do comício de Lula em Campinas.

A idéia me foi transmitida no início da semana passada, por telefone, pelo Altamiro. Ele, em nome do Barão de Itararé, estava convidando os movimentos sociais a participar. A CUT topou na hora. Motivo: o ato era para responder às novas baixarias que, já sabíamos, a imprensa certamente iria preparar para a reta final da campanha antes do primeiro turno.

Segundo, o ato não é contra a imprensa. É contra o comportamento golpista de uma certa parte da imprensa, que notadamente está trabalhando de maneira árdua para ajudar a oposição ao governo Lula e à candidatura Dilma. Deixando de lado as regras básicas de apuração, abandonando completamente o princípio da pluralidade e apelando a figuras e valores desrespeitosos aos direitos e avanços sociais.

Por fim, lembro aqui de que os partidos DEM/PSDB entraram com uma ação judicial para impedir a circulação do primeiro número da Revista do Brasil, só pelo fato de trazer Lula como matéria de capa. A revista, hoje consolidada após mais de quatro anos, já saía à época com 360 mil exemplares.

Nesse episódio, a imprensa não se comoveu nem protestou contra um suposto ataque à liberdade de expressão.

* Artur Henrique é presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/artur-henrique-psdb-tentou-barrar-circulacao-da-revista-do-brasil-e-a-imprensa-nao-se-comoveu.html