quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Portal Terra:"Serra se irrita e ameaça deixar entrevista em programa de TV"

Redação Carta Capital
15 de setembro de 2010 às 15:54h
(atualizada às 18h27)

Portal Terra revela bastidores da gravação do programa Jogos do Poder, da CNT. Reproduzimos artigo da jornalista Priscila Tieppo, que conta como aconteceu

O candidato José Serra, ao que parece, está cansado de discutir o escândalo da Receita Federal. Na gravação de programa que vai ao ar hoje, ele desrespeitou a apresentadora Márcia Peltier e chegou a interromper a entrevista. A jornalista Priscila Tieppo, do Portal Terra, conta o que aconteceu:

Por Priscila Tieppo

Em gravação do programa Jogo do Poder, da CNT, o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, se irritou com perguntas sobre a quebra de sigilos de tucanos e pesquisas e ameaçou deixar a entrevista.

Ouça aqui o áudio da discussão entre Serra e Márcia Peltier

O candidato disse que eles “estavam perdendo tempo falando daqueles assuntos”, enquanto podiam dar ênfase aos programas de governo dele. Após a apresentadora Márcia Peltier citar que a quebra de sigilo teria acontecido em 2009, antes do anúncio das candidaturas à presidência, Serra subiu o tom:
- Que antes da candidatura, Márcia? Nós estamos gastando tempo aqui precioso, estamos repetindo os argumentos do PT, que você sabe que são fajutos, estamos perdendo tempo aqui.

Márcia tentou contemporizar, mas não conseguiu acalmá-lo. “A candidata do PT virá aqui?”, perguntou. Após a afirmativa de Márcia, ele retrucou: “então, pergunta para ela”.

“Agora nós vamos falar sobre programas”, tentou prosseguir a apresentadora. Neste momento, Serra levantou-se e ameaçou sair do estúdio. Tentando arrumar o fio do microfone, disse: “eu não vou dar essa entrevista, você me desculpa”.

Márcia insistiu dizendo que eles falariam de programa de governo, mas ele se manteve firme. “Faz de conta que eu não vim”. “Mas porquê, candidato?”, disse, ainda sentada. “Porque não tem nada a ver com pergunta, não é um troço sério. (…) Apaga aqui”. “O que o senhor quer que apague?”, perguntou Márcia. “Apague a TV pra gente conversar”.

Márcia pediu que as câmeras fossem desligadas e as luzes do estúdio apagadas, mas Serra continuou falando: “porque isso aqui está parecendo montado”. “Montado para quem? Aqui não tem isso”, defendeu a jornalista.

O candidato voltou a reclamar da pauta das perguntas – que até então, havia se fixado nos acessos fiscais e sobre as pesquisas. “Me disseram que eu ia falar de política e economia”.

Depois de conversar reservadamente com Márcia e o apresentador Alon Feuerwerker, Serra voltou ao estúdio e respondeu a questionamentos sobre economia, saúde e saneamento básico.

Ao final da gravação, Serra foi questionado pelos jornalistas que estavam no local sobre sua irritação. O candidato negou ter se irritado e afirmou que apenas estava “com estômago ruim” porque não tinha tomado café da manhã.

Segundo a assessoria de imprensa da emissora, as perguntas feitas ao candidatos sobre os assuntos que o incomodaram serão mantidas na edição que irá ao ar nesta quarta-feira (15), às 22h50.

http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4679411-EI15315,00-Serra+se+irrita+e+ameaca+deixar+entrevista+em+programa+de+TV.html
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/politica/serra-se-irrita-e-ameaca-deixar-entrevista-em-programa-de-tv

Mauro Carrara: Os atentados terroristas de setembro de 2010

12 de setembro de 2010 às 0:51
Carta ao Presidente Lula e à Sra. Dilma Rousseff

Os atentados terroristas deste Setembro de 2010

por Mauro Carrara (em nome de muitos, muitos brasileiros)

Senhor presidente, senhora candidata,

Certa vez, ao perceber o limite da tolerância ultrapassado, o diplomata italiano Baldassare Castiglione pronunciou uma frase que incomodou seus colegas e o episcopado romano.

– Perdoando demasiadamente aos que cometem faltas, fazemos uma injustiça contra os que não as cometem.

Baseado nessa sentença, séculos depois, o escritor Émile Zolá escreveu no L’Aurore o célebre artigo J’accuse (Eu acuso), em que aponta os poderosos conspiradores e malfeitores que haviam destruído a reputação e a vida do capitão do exército francês Alfred Dreyfus, injustamente acusado e condenado por traição.

Em seu ácido, duro e brilhante texto, Zolá denuncia cada um dos responsáveis pela produção de falsas provas, assim como a parcela da imprensa que se empenhou em iludir o público e incitar o ódio contra o militar e seus defensores.

O escritor ergue o dedo na direção dos veículos de comunicação que se juntaram à conspiração. Vale recordar o trecho:

– Eu acuso os gabinetes de guerra de terem liderado na imprensa, particularmente no L’Éclair e no L’Écho de Paris, uma campanha abominável para distrair a opinião e encobrir seus erros.

Hoje, no Brasil, assistimos atônitos a uma série de atentados terroristas praticados pela mídia, mais especificamente pelas Organizações Globo, pela Editora Abril (sobretudo por meio da revista Veja), pela Folha de S. Paulo e pelos veículos do Grupo Estado.

Por conta de interesses eleitorais, esses veículos de comunicação converteram-se em núcleos de terrorismo organizado, servindo especialmente aos partidos neoconservadores, o PSDB, de José Serra, e o DEM.

Liderados pelo Instituto Millenium praticam diariamente atentados contra a Democracia e o Estado de Direito.

Caluniam, difamam, injuriam e praticam fraudes, sempre impunemente, sempre arrogantemente, sem que se sejam alcançados pelo braço da lei.

Infelizmente, não há policial, promotor ou magistrado que se ocupe de enquadrar essas gangues e os grupos econômicos que as sustentam.

O cidadão está só, indefeso, pois não vê qualquer reação dos tribunais regulares, da tendenciosa justiça eleitoral, tampouco do Executivo Federal.

Dessa forma, o consórcio Globo-Abril-Folha-Estado segue agredindo barbaramente não somente os bons valores e princípios, mas também todos aqueles que lutam para consolidar a democracia no Brasil.

A seleção maliciosa de temas e a edição criminosa dos textos jornalísticos têm marcado a cobertura das Eleições 2010.

O golpismo irrompe explícito em todos os conteúdos políticos publicados pelas famílias Marinho, Frias, Mesquita e Civita.

Depois da criação do factoide que envolve a Receita Federal, o “Setembro de Fogo” ganhou mais um crime da lavra do “jornalista” Diego Escosteguy, funcionário do panfleto terrorista da família Civita.

Convém lembrar que o mesmo elemento publicou em 28/01/2006 a reportagem “Caixa financia obra da Vila Panamericana sem licitação”, um peça de sabotagem política construída a partir de dados incorretos, incompletos e fantasiosos.

Diego Escosteguy e muitos de seus colegas do bando de Veja deveriam, na verdade, ocupar celas em prisões de segurança máxima, considerada a natureza destrutiva e criminosa do material contaminado que disseminam, semanalmente, para envenenar as relações sociais em nosso país.

Em seu mais recente crime, Veja e Escosteguy mentem, caluniam, difamam, adulteram fatos e agridem covardemente a Sra. Erenice Guerra, funcionária dedicada do Governo Federal, reconhecida por sua competência e reta conduta.

A “reportagem” denominada “O polvo no poder” constitui-se em inacreditável coleção de mentiras, exageros, deduções ilógicas, deturpações e invenções maliciosas, uma bomba midiática destinada a destruir reputações e estimular os setores mais reacionários da sociedade à prática de delitos que rompam a ordem institucional.

O Sr. Leonel de Moura Brizola nos ofereceu inúmeros exemplos de coragem e determinação, especialmente no que tange às ações de combate aos terroristas midiáticos do consórcio Globo-Abril-Folha-Estado.

Nós o vimos lutando bravamente, por exemplo, quando as Organizações Globo tentaram fraudar o resultado da eleição de 1982, no famoso Escândalo Pronconsult.

Cabe-vos, portanto, neste momento decisivo da vida nacional copiar esse modelo de conduta e liderar sem medo uma ação de cidadania que vise a coibir tais ações terroristas e encaminhar juridicamente o enquadramento não somente dos falsos jornalistas, mas também de seus capatazes e dos donos dos latifúndios midiáticos.

Isso requer de vossa parte um imediato J’accuse público de figuras nefastas como Ali Kamel, Eurípedes Alcântara, José Roberto Guzzo, Mario Sabino, Roberto Irineu Marinho, Ruy Mesquita e Otávio Frias Filho.

Ao nomear os mandantes e autores do terrorismo midiático, vacina-se a população brasileira contra a vírus da desinformação.

Além disso, constitui-se precedente para que todos os cidadãos prejudicados pelo consórcio midiático possam engendrar suas defesas e exigir a devida reparação.

Não existe democracia sem que o Direito e a Justiça sejam observados também no labor da informação pública.

Hoje, esse serviço de máxima importância estratégica para o país está controlado por uma malta de coronéis e bandoleiros contratados, cujos crimes têm sido vergonhosamente desconsiderados pelas autoridades do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

Exige-se uma resposta imediata, vigorosa e esclarecedora. E certamente é vossa a voz que o povo ouvirá.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/mauro-carrara-os-atentados-terroristas-de-setembro-de-2010.html

Serra se irrita e ameaça deixar entrevista em programa de TV

15 de setembro de 2010 às 15:35
Serra: Saco vazio não fica em pé

15 de setembro de 2010, do Terra, por sugestão do leitor Nilton Silva

Priscila Tieppo
Direto de São Paulo


Em gravação do programa Jogo do Poder, da CNT, o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, se irritou com perguntas sobre a quebra de sigilos de tucanos e pesquisas e ameaçou deixar a entrevista.

O candidato disse que eles “estavam perdendo tempo falando daqueles assuntos”, enquanto podiam dar ênfase aos programas de governo dele. Após a apresentadora Márcia Peltier citar que a quebra de sigilo teria acontecido em 2009, antes do anúncio das candidaturas à presidência, Serra subiu o tom:
- Que antes da candidatura, Márcia? Nós estamos gastando tempo aqui precioso, estamos repetindo os argumentos do PT, que você sabe que são fajutos, estamos perdendo tempo aqui.

Márcia tentou contemporizar, mas não conseguiu acalmá-lo. “A candidata do PT virá aqui?”, perguntou. Após a afirmativa de Márcia, ele retrucou: “então, pergunta para ela”.

“Agora nós vamos falar sobre programas”, tentou prosseguir a apresentadora. Neste momento, Serra levantou-se e ameaçou sair do estúdio. Tentando arrumar o fio do microfone, disse: “eu não vou dar essa entrevista, você me desculpa”.

Márcia insistiu dizendo que eles falariam de programa de governo, mas ele se manteve firme. “Faz de conta que eu não vim”. “Mas porquê, candidato?”, disse, ainda sentada. “Porque não tem nada a ver com pergunta, não é um troço sério. (…) Apaga aqui”. “O que o senhor quer que apague?”, perguntou Márcia. “Apague a TV pra gente conversar”.

Márcia pediu que as câmeras fossem desligadas e as luzes do estúdio apagadas, mas Serra continuou falando: “porque isso aqui está parecendo montado”. “Montado para quem? Aqui não tem isso”, defendeu a jornalista.

O candidato voltou a reclamar da pauta das perguntas – que até então, havia se fixado nos acessos fiscais e sobre as pesquisas. “Me disseram que eu ia falar de política e economia”.

Depois de conversar reservadamente com Márcia e o apresentador Alon Feuerwerker, Serra voltou ao estúdio e respondeu a questionamentos sobre economia, saúde e saneamento básico.

Ao final da gravação, Serra foi questionado pelos jornalistas que estavam no local sobre sua irritação. O candidato negou ter se irritado e afirmou que apenas estava “com estômago ruim” porque não tinha tomado café da manhã.

Segundo a assessoria de imprensa da emissora, as perguntas feitas ao candidatos sobre os assuntos que o incomodaram serão mantidas na edição que irá ao ar nesta quarta-feira (15), às 22h50. A reportagem do Terra , que se encontrava numa sala vizinha ao estúdio, tem o diálogo gravado.
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http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/serra-saco-vazio-nao-fica-em-pe.html

Sucesso de Dilma deixa mídia em desespero

14 de setembro de 2010
Reproduzo artigo de Mário Augusto Jakobskind, publicado no sítio Direto da Redação:

Não adianta teatralizar a campanha eleitoral, nem ficar na base do samba de uma nota só, como acontece com José Serra e seus correligionários na questão da violação dos segredos das declarações do Imposto de Renda.

O tema está sendo investigado e valeria uma pergunta óbvia: a quem interessa o carnaval midiático? A quem está absolutamente na frente das pesquisas ou a quem toda semana vê reduzido os seus índices percentuais? Respostas devem ser enviadas às redações de O Globo e TV Globo, Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, Veja, entre outras.

Outro fato que está saindo pela culatra para o conservadorismo é a citação a todo momento, negativa, claro, do ex-ministro José Dirceu. Resultado concreto: Zeca Dirceu, filho do “vilão”, está sendo apontado pelos institutos de pesquisa com um dos candidatos a deputado federal dos mais votados do país, algo praticamente inédito em termos de estado do Paraná, onde ele concorre.

Garotinho, ex-governador do estado do Rio, que todo mundo sabe que não é nenhum santo, também foi apontado entre os possíveis candidatos a deputado mais votado do país. Foi linchado por O Globo, com matérias no mínimo discutíveis já que praticamente não foi dado espaço proporcional às acusações.

Antes que algum leitor açodado diga que o autor deste comentário está apoiando este ou aquele candidato, não se pode deixar de constatar fatos concretos. A equipe de Serra no fundo alavancou Zeca Dirceu, enquanto as Organizações Globo mais uma vez demonstram que não estão com a bola toda. Ao longo da história, conspirou contra a ordem constitucional, como em 1964. Hoje não tem respaldo porque os tempos não são mais os da Guerra Fria. E essa constatação independe da confirmação se Garotinho poderá ou não ser candidato.

Quanto às eleições majoritárias, jornais e revistas do Rio e São Paulo, visivelmente orquestrados com a oposição, não dão folga a Dilma Rousseff, mas, como foi dito na semana passada, a cobertura tendenciosa não está surtindo efeito. O dia 3 de outubro está batendo às portas — vamos aguardar o resultado das urnas, que está sendo acompanhado com o máximo interesse em toda a América Latina

Enquanto isso, a Procuradoria da República da Colômbia mandou prender o jornalista William Parra acusando-o de vínculos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, Farc. Parra, de nacionalidade colombiana, está exilado na Venezuela. O jornalista foi chefe da assessoria de imprensa do ex-presidente Ernesto Samper entre 1994 e 1998 e atualmente exercia a função de correspondente da Telesur, o canal de televisão de integração latino-americana.

A acusação do procurador geral da Colômbia Guillermo Mendoza diz que o nome de Parra foi encontrado no computador de Raul Reyes, dirigente das Farc assassinado no Equador pelo governo colombiano. O jornalista nega veementemente a acusação.

Esta informação praticamente não é divulgada pela mídia e não é a primeira vez que isso acontece. Outro jornalista da Telesur, Freddy Munhoz, foi detido em Bogotá em 2006 com as mesmas acusações que estão sendo imputadas a Parra. E sabem o que aconteceu depois de passado o estardalhaço? Munhoz depois teve de ser liberado por total falta de provas.

É o caso de perguntar: onde estão as entidades que se dizem defensoras da liberdade de imprensa na América Latina como, por exemplo, a Sociedade Interamericana de Imprensa? Neste exato momento a SIP está com antenas voltadas para a Argentina, acusando a presidenta Cristina Kirchner de restringir a liberdade de imprensa, quando o certo seria a SIP tirar a máscara e mencionar a liberdade de empresa.

Cristina Kirchner é mesmo a bola da vez do conservadorismo, que chegou a estampar que Nestor Kirchner deu um soco na cara da mulher. A “informação”, sempre entre aspas, se complementava dizendo que ela chegou a cair no chão. Isso aconteceu no ano passado, mas só agora foi divulgado em um livro. Justamente no momento em que os argentinos estão acompanhando a mexida na área midiática feita pelo governo, isso depois de uma ampla discussão pelos mais amplos setores da sociedade.

Em tempo: o jornal Folha de S.Paulo, cujo grupo cedia carros para a repressão no período ditatorial que viveu o Brasil, mandou um enviado especial para Porto Alegre. Objetivo: ouvir a opinião de um agente da ditadura sobre Dilma Roussef.

Nem é necessário transcrever o que disse de negativo. Só este fato serve para ilustrar o desespero que tomou conta das hostes do conservadorismo quanto à provável derrota do discípulo de FHC, José Serra em 3 de outubro próximo. Como se trata de um jornal que considerou o regime anterior como ”ditabranda”, tudo é possível, inclusive a matéria na edição deste domingo.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/09/sucesso-de-dilma-deixa-midia-em.html

Jango, Lula e a imprensa golpista(a mesma que apoiou o golpe militar de 1964)

Reproduzo artigo de Rodrigo Vianna, publicado no blog Escrevinhador:

Releio o indispensável “O Governo João Goulart”, de Luiz Alberto Moniz Bandeira, em edição revista e ampliada – agora pela Editora Unesp. É obra impressionante, pelo volume de documentos e entrevistas que Moniz Bandeira recolheu, a reconstituir a marcha do confronto e do golpismo que abateu Jango.

Lá pelas tantas, no capítulo 10, ele conta o episódio em que Lacerda, “O Corvo”, vai ao “Los Angeles Times”, nos EUA, e anuncia que os militares brasileiros estavam avalaindo o que fazer com Jango, se seria “melhor tutelá-lo, patrociná-lo, colocá-lo sob controle até o término do seu mandato ou destrui-lo agora mesmo”.

Corria o ano de 1963. Jango e os militares “legalistas” que o apoiavam viram na declaração de Lacerda uma senha de que a direita daria o golpe, e tentaram decretar o estado de sítio. Mas o presidente não teve apoio no Congresso para tanto. A ala brizolista do PTB, diz Moniz Bandeira, não queria estado de sítio, queria um processo revolucionário mesmo. Jango prendia-se à legalidade e, sem apoio para atacar os oponentes dentro da Constituição, acabou recuando. Caminhou a passos largos para a deposição.

Ali, se os trabalhistas tivessem atacado, o golpe poderia ter sido debelado. Faltou unidade, combatividade e compreensão do que estava por vir.

A falta de limites e de escrúpulos da oposição a Lula faz-me lembrar essa história de 47 anos atrás. Os tempos são outros, eu sei. Não há Guerra Fria. E hoje a oposição golpista não teria eco em jornais dos EUA – que se derretem em elogios a Lula.

Serra vai mal no papel de Lacerda. Bem que tentou: bateu à porta do Clube da Aeronáutica, feito vivandeira. Mas falta-lhe vivacidade, falta-lhe alma e pulso.

É por isso que a imprensa assumiu o comando da oposição. Segue o mesmo roteiro do pré-64. Os escândalos forjados e o golpismo são explícitos. Colam entre parcelas da classe média – que ainda não se animou a marchas com Deus. Ela virão? Provavelmente, não. Hoje, existem as correntes na internet, os jornalistas apedeutas de esgoto e as capas da “Veja”.

Aliás, Lacerda também não faria sucesso a essa altura do século 21. Procura-se – entre o Jardim Botânico e a Barão de Limeira – um candidato a Micheletti, o líder da quartelada com ares de legalidade em Honduras.

A escalada midiática em 2010 faz necessário relembrar quem é essa gente. Relembrar as manchetes e os textos que eles produziram em 64. É essa a gente que hoje berra em “O Globo”, na “Folha”, no Estadão”. Já berravam em 64.

A velha mídia não tem o poder que tinha em 64, 82, 89 ou até mesmo em 2006. Mas ainda faz algum estrago. Vamos sentir agora, nessas três últimas semanas de bombardeio. Há pelo menos 3 meses, digo humildemente que subestimar o adversário é sempre um erro grave. Quanto mais, adversários desesperados.

Lula poderia tê-los enfrentado a sério no segundo mandato. Preferiu comer pelas beiradas. Agiu certo? Ou titubeou, como Jango em 63?

A história dirá.

Fiquem com o pesadelo e a farsa das manchetes de 64, recolhidas de um post da “Carta Maior” (não deixa de ser também uma forma de homenagear o presidente chileno Salvador Allende, morto em 11 de setembro de 73: ele, como Jango, foi vítima de uma elite perversa e de uma mídia golpista).

“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Ufa!!” (Tribuna da Imprensa – Rio de Janeiro – 2 de Abril de 1964 – jornal de Lacerda, o campeão do golpismo)

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“Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas (…) para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas…” (O Globo – Rio de Janeiro – 2 de Abril de 1964)

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Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade … Legalidade que o caudilho não quis preservar. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas” (Jornal do Brasil – Rio de Janeiro - Abril de 1964, jornal tido como “democrático”)

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(SÃO PAULO REPETE 32) “Minas desta vez está conosco”… “dentro de poucas horas, essas forças não serão mais do que uma parcela mínima da incontável legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições.”

(1o/04/64 –O ESTADO DE SÃO PAULO)–

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“Multidões em júbilo na Praça da Liberdade.
Ovacionados o governador do estado e chefes militares.
O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade” (Estado de Minas, 2 de abril de 64)

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“A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil” (O Povo – Fortaleza – 3 de Abril de 1964)

Nasce a rede de blogueiros do Maranhão

Reproduzo animadora notícia de Rogério Tomaz Jr., publicada no blog Conexão Brasília-Maranhão:

A 3 de setembro de 1939, a Inglaterra e a França declaravam guerra à Alemanha de Hitler.

No 3 de setembro de 2010, uma pequena iniciativa reforça a guerra contra o oligopólio da mídia no Maranhão.

Nesta data circulou o número zero, ainda experimental, do boletim Ê-Maranhão, ação surgida no contexto do Grande Encontro de Blogueiros e Twitteiros Progressistas do Maranhão, realizado na capital São Luís no dia 2 de setembro.

O Ê-Maranhão é uma ação do projeto “Nós de Rede”, apresentado no encontro pelo professor Francisco Gonçalves, chefe do Departamento de Comunicação da UFMA.

O boletim eletrônico Ê-Maranhão divulgará posts dos blogs integrantes do projeto para milhares de e-mails no estado e no Brasil.

A meta mais imediata é distribuir o Ê-Maranhão para 30 mil endereços eletrônicos. Apenas a título de comparação, a circulação somada de todos os jornais de São Luís — que já chegou a ter 11 diários (a maioria nanicos) em circulação, na década passada — não chega a esse número, segundo o jornalista Franklin Douglas, do blog Ecos das Lutas.

Encontro plural

Mais de cem pessoas, entre blogueir@s, twitteir@s, jornalistas, radialistas, publicitári@s, estudantes, militantes políticos e candidatos na atual eleição. Todas as candidaturas ao governo do estado foram convidadas a participar do Encontro e falar sobre suas propostas para a Internet e a comunicação em geral. Apenas a candidata Roseana Sarney não compareceu, embora um de seus marketeiros estivesse presente.

Jackson Lago (PDT), Flávio Dino (PCdoB), Josivaldo Correa (PCB), Marcos Silva (PSTU) e Saulo Arcangeli (PSol), candidatos ao governo, passaram pelo Encontro e deixaram seu recado, além de alguns candidatos ao Senado: Roberto Rocha (PSDB), José Reinaldo Tavares (PSB), também blogueiro, e Luís Carlos Noleto (PSTU).

Entre os participantes, estiveram também jornalistas e blogueir@s do portal iMirante, da família Sarney, do jornal O Imparcial e do Jornal Pequeno. No âmbito nacional, participaram apoiadores das campanhas de várias candidaturas presidenciáveis: Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV), Plínio de Arruda Sampaio (PSol) e Zé Maria (PSTU).

A rede de bloogueiros e twitteiros progressistas do Maranhão definiu como princípios a serem respeitados pelos seus participantes:

- a defesa e a promoção dos direitos humanos;

- a democratização da comunicação e

- a mudança social, econômica e política do Maranhão.


O Ê-Maranhão é a primeira iniciativa de uma rede que tem tudo para se constituir um contraponto ao oligopólio da comunicação reinante no Maranhão, dominado por grupos conservadores, inclusive os que fazem oposição à família Sarney.

O potencial da rede é enorme, mas de nada valerá se ele não for concretizado, como bem observou o professor Chico Gonçalves, um dos principais entusiastas do projeto “Nós de Rede”.

Outras iniciativas estão por vir, inclusive várias oriundas do I Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, realizado em São Paulo(SP), no final de agosto.

Longa vida e muita disposição à rede e aos blogs e twitteir@s que dela participam!
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/

O setembro da direita ainda não terminou

Marcelo Salles
Publicada terça-feira, 14/09/2010

A direita brasileira, cujo ícone maior são as corporações de mídia e os partidos PSDB e DEM, tem uma estratégia bem traçada para setembro: atacar o PT, o governo e Dilma. Se pudéssemos dividir o mês em três partes, diria que os dez primeiros dias foram dedicados a atacar o PT (acusação quebra de sigilos), os dez dias seguintes para atacar a Casa Civil (acusação tráfico de influência) e, no último terço do mês, o ciclo deve se fechar com ataques centrados diretamente na figura da candidata Dilma (acusação de terrorismo e, quiçá, assassinato enquanto resistia à ditadura de 1964).

Nos vinte primeiros dias de setembro, busca-se atingir a imagem do governo e do PT. A acusação de quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas a José Serra e o suposto tráfico de influência na Casa Civil servem para questionar a capacidade de gestão do Partido dos Trabalhadores, bem como a de sua candidata. Seria o aparelhamento do Estado. A mensagem está na esfera do racional. Pode não derrubar votos de imediato, mas produz um estoque que será usado mais adiante, pouco importando se as acusações são caluniosas. O que importa é que o fato político está criado e presente no horário nobre dos telejornais.

No terceiro momento, as acusações deverão se voltar diretamente à Dilma. Não haverá tempo para construir pontes entre o filho de uma ex-assessora e Dilma. Ela será o alvo primário, pouco importando, novamente, se as denúncias serão consistentes ou não. O corajoso passado de Dilma, que enfrentou ao lado de milhares de brasileiros uma ditadura sanguinária, sustentada pelas corporações capitalistas e pelo governo dos Estados Unidos, será transformado pela direita brasileira em ato criminoso. Dilma será apresentada ao povo como uma mulher impiedosa, capaz até de matar para transformar o Brasil numa ditadura comunista. Ela seria, por este raciocínio, a chefe suprema do Estado aparelhado. Os impactos eleitorais de uma mensagem como essa são imprevisíveis.

O terceiro momento, ao contrário dos anteriores, é marcado por forte carga emocional. É aí que a direita espera conseguir os votos necessários para chegar ao segundo turno. E quando o eleitor está diante da urna, sozinho, a emoção fala mais alto. Se essa estratégia será bem sucedida ou não, só o tempo dirá. Mas o fato concreto é que a vitória de Dilma no primeiro turno não está assegurada, como muitos estão dizendo. O setembro da direita ainda não terminou.
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Prefeito baiano desmascara o PIG: PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA

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Terroristas da Palavra

A campanha contra Dilma nas igrejas: prepara-se o terreno para mais ataques
publicada terça-feira, 14/09/2010 às 20:16 e atualizada terça-feira, 14/09/2010 às 20:19


Terroristas da palavra espalham pânico nas igrejas
Publico o ótimo levantamento feito pelo internauta Adriano Schoer. Ele – como esse humilde blogueiro – acha que a eleição não está decidida. Existe uma campanha surda, sem visibilidade, feita na base do terrorismo.

Não é a campanha midiática – essa ficou muito manjada. É a campanha nas igrejas, pelo Brasil afora. Prepara-se o terreno para o último ataque de Serra (com ajuda do PIG). Ninguém hoje tem muitas dúvidas de que esse último ataque – ao longo das próximas duas semanas - terá como objetivo espalhar o pânico, e a dúvida sobre Dilma. Devem ser utilizados episódios da época da ditadura: o bombardeio virá pela internet, por mensagens de SMS, com apoio da velha mídia e da campanha oficial de TV.

A operação começou lá atrás com a ficha falsa na primeira página. Depois, veio a “reportagem” de “Época”, acompanhadas sempre pelas correntes de emails a espalhar pela internet a idéia da Dilma “terrorista”, “comunista”, violenta”.

Enquanto o ataque final não vem, pastores e padres (são minoria, felizmente) fazem o serviço de preparação, como mostra o Adriano…

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ACHO QUE A BALA DE PRATA VIRÁ DISSO AQUI

por Adriano Schoer

Pastores e Padres estão fazendo discurso amplamente golpista em suas igrejas, sobre questões que estão no PNDH-3: aborto, união cívil homeosexual, regularização da atividade de profissional do sexo, etc. Alguns como o Pastor Paschoal Piragine pedem abertamente para que não se voto no PT.

Os vídeos estão circulando amplamente na internet, nas listas de emails das igrejas. Tá na hora de começar com as vacinas para isso. Alguns discursos são amplamente golpistas e raivosos e misturam revolução, ateísmo, nazismo e ditadura.

Descobri isso em conversas dentro de casa.
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Dilma massacra no Ceará. Serra e Marina empatam



No domingo comentei aqui a lavada de Dilma que se anuncia em Minas, governada pelos tucanos, e hoje apareceu outra surra monumental em pesquisa no Ceará, terra de outro tucano ilustre, Tasso Jereissati, que faz campanha para o Senado, sem mencionar o nome de Serra.

Também pudera. Na terceira pesquisa feita pelo jornal O Povo, em parceria com o Datafolha, Dilma subiu de 63% para 65% dos votos válidos, e Serra caiu de 16% para 13%. Considerando a margem de erro de 3 pontos precentuais, o tucano está agora tecnicamente empatado com Marina Silva, que chegou a 8% (tinha 5% na pesquisa anterior, em agosto).

Todas as pesquisas apontam que a maior vantagem de Dilma sobre Serra está no Nordeste, e a pesquisa no Ceará revela que na região o tucano sofrerá uma derrota inesquecível.

Dilma iniciou a série de pesquisas O Povo/Datafolha, com 41%, em meados de agosto; subiu para 63% no fim de agosto, com o impacto do horário eleitoral, quando ficou mais claro que ela é a candidata de Lula, e bateu 65% agora, na sondagem feita nos dias 9 e 10 de setembro.

Serra fez o percurso inverso. Já saiu perdendo na primeira pesquisa, quando tinha 28%, e foi caindo vertiginosamente. Chegou a 16% no fim de agosto e agora está com 13%. A diferença de Dilma para serra no Ceará é de 52 pontos.

O quesito rejeição mostra como Serra é “querido” no Ceará. Deve ser por conta daquela água toda que ele conta ter levado para o Nordeste. Nada menos que 44% dos cearenses dizem que não votam no tucano de jeito nenhum. Dilma tem o menor índice de rejeição no estado, com 11%.

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Fonte: http://www.brizolaco.com/2010/09/dilma-massacra-no-ceara-serra-e-marina-empatam/

Mídia quer fazer de Dilma uma rainha da Inglaterra

14 de setembro de 2010 às 18:05
Por Luiz Carlos Azenha

Estou escrevendo este texto para os novos leitores do blog, que são muitos.


Se vocês não perceberam ainda, temos argumentado faz tempo que alguns grupos de mídia brasileiros estão engajados até a medula na campanha eleitoral de José Serra, do consórcio PSDB/DEM.

Eles não declaram voto em seus editoriais — como faz a CartaCapital e é comum nos Estados Unidos e na Europa.

Ao contrário, eles editorializam o noticiário.

Escolhem manchetes, ângulos e pautas que favorecem a candidatura de José Serra ou que prejudicam — ou pelo menos pretendem prejudicar — a candidatura de Dilma Rousseff. Propagam crises federais — a do saneamento básico, por exemplo — sem tratar das crises estaduais (no caso de São Paulo, o trânsito, os rios poluídos, as enchentes, o metrô lotado, a falta de trens de subúrbio, as deficiências na saúde e na educação).

Os recursos humanos e materiais destes grandes grupos de mídia –Organizações Globo, Folha de S. Paulo, Editora Abril e O Estado de S. Paulo — são concentrados na pauta que interessa a um candidato, em detrimento dos demais.

No sábado a revista Veja publicou uma denúncia contra o governo, o PT e a candidata Dilma Rousseff que foi direto para a propaganda eleitoral de José Serra na TV.

Uma reportagem que tinha como espinha dorsal um contrato não reconhecido — e, portanto, desmentido — pela empresa que teria pago propina. Está aqui.

Na segunda-feira, os três principais jornais do Brasil trouxeram o assunto nas manchetes acima da dobra, aquelas que ficam o dia todo expostas nas bancas de jornal de todo o Brasil.

Filho de ex-braço direito de Dilma trabalhou no governo, disse O Globo.

Irmã de ministra deu aval a contrato sem licitação com governo, disse o Estado de S. Paulo.

Dilma se distancia de Erenice e chama Serra de caluniador, disse a Folha.

A isso os jornalistas chamam “dar pernas a um assunto”. Independentemente de algo de ilegal ter sido feito ou não, o efeito de manchetes múltiplas é o de suscitar dúvidas nos eleitores em um período pré-eleitoral. As manchetes também servem para aparecer na propaganda eleitoral do candidato José Serra. A gente fica sem saber quem alimenta quem.

Foi a campanha de José Serra que distribuiu dossiês de seus investigadores aos jornais? Quem faz a coordenação entre a campanha de José Serra, se essa coordenação de fato existe, e os quatro grupos de mídia acima citados? Por que a “coincidência” das denúncias contra Dilma acontecerem na véspera da eleição? Não há denúncia alguma a ser feita contra José Serra, ou será que nesse caso esses grupos de mídia estão omitindo informações para não influenciar o eleitorado?

Em minha modesta opinião, a essa altura já não se trata apenas de:

1. Forçar um segundo turno; 2. Salvar candidatos da coligação PSDB/DEM nos estados; 3. Tirar antecipadamente a legitimidade de um governo eleito.

Eu diria que o consórcio midiático acima citado trabalha, ao mesmo tempo, para pautar Dilma Rousseff e formar o ministério.

As pautas econômicas dos grandes jornais estão repletas de balões de ensaio sobre medidas econômicas conservadoras que seriam tomadas pela candidata que ainda nem se elegeu!

Tenho comigo que o objetivo da mídia, agora, é fazer uma espécie de primeiro-ministro, “eleito” por ela, para colocar no coração do governo de Dilma Rousseff.

Ela ficaria com o papel de rainha da Inglaterra.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/midia-quer-fazer-de-dilma-uma-rainha-da-inglaterra.html

Erenice Guerra dispara míssil contra o polvo da Veja

As capas da Veja se tornaram tão panfletárias que já não são levadas a sério nem pelos adolescentes.

Neste caso específico, para além de fazer a campanha de Serra nas bancas do Higienópolis, a revista parece que mira na intenção de Dilma Rousseff de manter Erenice Guerra na Casa Civil.

Será que tem o dedo de outros candidatos ao cargo na capa da Veja? Ou será que o Civita quer indicar o primeiro-ministro de um eventual governo Dilma?

Presumo que só saberemos mais detalhes quando Dilma assumir, se for eleita.

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Nota à Imprensa – Casa Civil

Sobre a matéria caluniosa da revista VEJA, buscando atingir-me em minha honra, bem como envolver familiares meus, cumpre-me informar:

1) procurados pelo repórter autor das aleivosias, fornecemos – tanto eu quanto os meus familiares – as respostas cabíveis a cada uma de suas interrogações. De nada adiantou nosso procedimento transparente e ético, já que tais esclarecimentos foram, levianamente, desconhecidos;

2) sinto-me atacada em minha honra pessoal e ultrajada pelas mentiras publicadas sem a menor base em provas ou em sustentação na verdade dos fatos, cabendo-me tomar as medidas judiciais cabíveis para a reparação necessária. E assim o farei. Não permitirei que a revista VEJA, contumaz no enxovalho da honra alheia, o faça comigo sem que seja acionada tanto por DANOS MORAIS quanto para que me garanta o DIREITO DE RESPOSTA;


3) como servidora pública sinto-me na obrigação, desde já, de colocar meus sigilos fiscal, bancário e telefônico, bem como o de TODOS os integrantes de minha família, a disposição das autoridades competentes para eventuais apurações que julgarem necessárias para o esclarecimento dos fatos;

4) lamento, por fim, que o processo eleitoral, no qual a citada revista está envolvida da forma mais virulenta e menos ética possível, propicie esse tipo de comportamento e a utilização de expediente como esse, em que se publica ataque à honra alheia travestido de material jornalístico sem que se veicule a resposta dos ofendidos.

Brasília, 11 de setembro de 2010.

Erenice Guerra


Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/veja-e-a-indicacao-do-primeiro-ministro.html

O sábado “vingativo” de O Globo e as incríveis perguntas da milícia


11 de setembro de 2010 às 12:49
Por Luiz Carlos Azenha

De toda a milícia que compõe hoje em dia as redações dos jornalões brasileiros, a de O Globo é certamente a que tem mais sangue nos olhos.

José Serra, o comandante da milícia, esteve lá.

Dilma Rousseff não foi à sabatina.

Neste sábado o jornal se dedica à vingança: uma página inteira, a 3, dedicada às perguntas que Dilma Rousseff não respondeu, como se isso significasse alguma coisa. O manchetão da capa diz: Serra: Lula ‘deixa roubar’e Dilma é ‘envelope fechado’.

Depois da dobra, O Globo faz plágio da capa de O Estado de S. Paulo e da Folha de S. Paulo, na véspera do primeiro turno de 2006, que tentava associar Lula, como meliante, ao dinheiro dos aloprados:



Nas internas, os colunistas se dedicam a replicar o que disse Serra, como se transformassem as ordens do comando em estratégias de combate.

As Organizações Globo se fecharam completamente dentro de seus próprios muros. Depois de um intenso bombardeio contra a candidata Dilma Rousseff, 24 horas por dia, esperavam que ela se prestasse a legitimar a ação miliciana do jornal.

Pobre leitor.

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Reproduzo, a partir do Tijolaço, o blog do deputado Brizola Neto, as perguntas que dois colunistas de O Globo fariam a Dilma Rousseff, se ela tivesse participado da sabatina:

Merval Pereira: Candidata, a senhora vem sofrendo uma transformação radical, à vista de todos, tanto na fisionomia quanto na ideologia. Qual é a verdadeira Dilma, a gerentona do governo, que já colocou muitos ministros a chorar depois de discussões, ou a mãe gentil do povo brasileiro? A que coloca o chapéu do MST e diz que não trata dos movimentos sociais na base da polícia, ou a que diz que não convém colocar o chapéu do MST e que não tolerará ilegalidades? A que se orgulha de ter participado da luta armada contra a ditadura e foi saudada por José Dirceu como “minha companheira em armas” ou a que nega ter pegado em armas contra a ditadura? A que classificou de “rudimentar” a proposta do então ministro Antônio Palocci de limitar os gastos do governo, ou a que defende o corte de gastos e tem o mesmo Antônio Palocci como coordenador de sua campanha?

Miriam Leitão: O governo tem banalizado o crime de quebra de sigilo fiscal dos líderes da oposição e familiares do candidato José Serra com frases espantosas. O ministro da Fazenda disse que vazamentos sempre acontecem; o presidente Lula perguntou num comício “cadê esse tal de sigilo?”; a senhora declarou que falar disso é desespero e jogo eleitoral da oposição. Tente imaginara situação inversa: os dados da sua filha sendo espionados no órgão que deve zelar pela proteção constitucional do sigilo. O que a senhora sentiria? A senhora considera normal que órgãos do Estado sejam usados para espionar adversários políticos?
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Fonte: http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/o-sabado-vingativo-de-o-globo.html

Dilma, responde a Serra:" O senhor não é melhor que ninguém, candidato"