segunda-feira, 30 de agosto de 2010

ISALTINO NASCIMENTO 13500, DEPUTADO ESTADUAL

Serra diz que PT criou uma 'república sindicalista'


Em encontro com militares no Rio de Janeiro, candidato tucano afirmou ser contra a retomada da discussão da 'Lei da Anistia'

Falando a militares da reserva e reformados, em palestra no Clube da Aeronáutica, no Rio de Janeiro, o candidato tucano José Serra comparou o governo Lula ao de João Goulart, deposto no golpe de 1964, referindo-se a “uma república sindicalista”.

“Em 64, não sei se os senhores já estavam nas Forças Armadas, mas uma grande motivação da derrubada de Jango era a ideia, equivocada, de uma ‘república sindicalista’. Não tinha menor possibilidade, tal a fraqueza (do governo)... Mas eles (PT) fizeram agora uma república sindicalista. Não pelo socialismo, estatismo, mas para curtir”, afirmou ao grupo de cerca de 200 associados dos clubes militares.

Serra era presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) à época e discursou no comício da Central do Brasil, em 13 de março de 64, considerado um momento-chave para o golpe.

De acordo com Serra, o governo petista tem característica de “ocupação militar”, pelo loteamento de cargos na administração pública. “Quase a totalidade da administração pública está tomada, na prefeitura de São Paulo também era assim. O PT tem características, sem ironias, de ocupação militar. É um Exército que tem que ser acomodado. Tudo é hierarquizado, loteado”, disse.

Em tema caro aos militares, que rendeu polêmica ao atual governo, Serra afirmou ser contrário à retomada da discussão sobre a “Lei da Anistia”. “Eles reabriram a questão da anistia, que ao meu ver é um equívoco. Uma coisa é o conhecimento do que aconteceu... A lei pegaria a gente dos dois lados”.

Perguntado sobre por que não citava o sucesso do Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, privatizações bem sucedidas na gestão tucana de Fernando Henrique Cardoso, antecessor de Lula, e porque FHC não participava mais ativamente de sua campanha, Serra afirmou que esses temas “não comovem a população”.

Fonte: Rapahel Gomide, iG Rio de Janeiro | 27/08/2010 18:46,posta no blog: www.escrevinhador.com.br

Weissheimer: Serra abraça discurso da ditadura militar e dá show de deslealdade

Por Marco Aurélio Weissheimer, em RS Urgente
29 de agosto de 2010

Em queda livre nas pesquisas e conduzindo uma campanha cada vez mais desorientada, José Serra parece ter perdido também toda a compostura. O candidato tucano à presidência da República tornou-se uma caricatura de si mesmo e não hesita sequer em rasgar a própria biografia. O episódio mais recente desse espetáculo melancólico de auto-destruição política é o discurso que Serra fez para militares da reserva e reformados, no Clube da Aeronáutica, no Rio de Janeiro. Serra comparou o governo Lula ao de João Goulart, deposto pelo golpe militar de 1964. Segundo ele, Lula construiu uma “república sindicalista”, expressão usada pelos golpistas contra o governo constitucional de João Goulart. “Eles (PT) fizeram agora uma república sindicalista. Não pelo socialismo, estatismo, mas para curtir”, disse.



Serra, cabe lembrar, era presidente da União Nacional de Estudantes (UNE) em 1964 e discursou no comício da Central do Brasil em defesa da “república sindicalista” que agora refere, criticamente, para tentar ganhar apoio de militares (ver vídeo acima). Como se isso não bastasse, Serra fez outra média com os militares e criticou a retomada da discussão sobre a Lei da Anistia. “Eles reabriram a questão da anistia, que ao meu ver é um equívoco. Uma coisa é o conhecimento do que aconteceu. A lei pegaria a gente dos dois lados”. Além disso, o candidato deu um show de deslealdade ao falar de seu companheiro de partido, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Indagado sobre a ausência de FHC e do Plano Real em seu programa, Serra respondeu que “esses temas não comovem a população”.

Está se transformando em uma figura grotesca e constrangedora.