quinta-feira, 30 de setembro de 2010

3 de outubro: a chance do povo brasileiro

É hora de sonhar
publicada quarta-feira, 29/09/2010 às 09:49 e atualizada quarta-feira, 29/09/2010 às 18:14

por Marcelo Salles

“Acorda. É hora de sonhar”
(pixação num muro de La Paz)

Caminho pelas ruas de La Paz e percebo algo em comum entre o garçom do Café Alexander, o motorista de táxi e o professor universitário. Todos conhecem bem o Brasil, seu clima, suas belezas naturais e até mesmo nuances políticas. Não duvido que o mesmo ocorra em outros países latino-americanos. Somos um gigante, temos dimensões continentais, quatro colheitas por ano, abundância em recursos naturais, parque industrial diversificado, uma população de 200 milhões de habitantes, forte mercado interno e uma economia que caminha para a quinta maior do mundo.

Por essas razões, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, em 2007: “Para onde for o Brasil vai a América Latina”.

Há um dado relevante nessa história. O conhecimento dos três paceños acima citados não se deu pelas vias tradicionais de acesso à informação. Um assiste documentários pela Telesur – que em La Paz está disponível na TV aberta, outro se informa pela internet e o terceiro já passou um tempo trabalhando em São Paulo. Mais uma coincidência: os três admiram o presidente Lula, “um homem do povo”, dizem, assim como se referem a Evo Morales. Ambos os líderes têm cerca de 80% de aprovação popular. Nos Andes e no Nordeste, regiões mais pobres de Bolívia e Brasil, esses índices chegam a 90%.

Essa aprovação não decorre de uma espécie de burrice inata do povo pobre, como fazem parecer alguns direitistas. O povo, ao contrário do que imaginam, não é burro. Pode ser pragmático, mas burro não é. O cidadão não precisa ter curso superior para perceber a superioridade do governo Lula em relação ao governo anterior. Os avanços são muitos, a começar pela economia, pela política externa, pelo aumento real do salário mínimo, entre outros. Uma área em especial merece ser sublinhada: 21 milhões de brasileiros saíram da pobreza extrema e 30 milhões ingressaram na classe média. Num país como o Brasil, esse avanço pode significar mandar as duas filhas para a quermesse de domingo, pois já é possível comprar o segundo vestido da família. Na Bolívia, além do avanço na economia e do aumento real do salário mínimo, o atual governo simplesmente erradicou o analfabetismo.

Na reta final da campanha presidencial que vai decidir os rumos da América Latina, o foco dos ataques da direita esteve justamente nos meios de comunicação. Em cinco dias o jornal O Globo dedicou dois editoriais para atacar o que ele, o jornal, imagina que o PT fará com a imprensa, enquanto a revista Veja, de maior circulação nacional, publicou reportagem de capa sobre as supostas violações da liberdade de expressão do presidente Lula e do PT. Na internet, circula campanha do PSDB que compara os petistas a cães raivosos, em que se coloca a dúvida se num eventual governo Dilma a presidenta teria forças para segurá-los. Some-se a esses fatos recentes o AI-5 Digital, do senador tucano Eduardo Azeredo, que propõe a censura na internet; o editorial da Folha de S. Paulo do último domingo, e outro texto em que o jornalão defende o fechamento da TV Brasil; as perguntas dóceis para o candidato da direita no Jornal Nacional, da TV Globo, e a inquisição contra Dilma no mesmo veículo.

O fato inegável, que a todo instante é negado pelas corporações de mídia, é muito simples: com a democratização da informação, os povos latino-americanos modificaram seu comportamento. Esse processo, mais lento em uns países, mais acelerado em outros, está em curso na América Latina. Nessa perspectiva, a esquerda luta para avançar, enquanto a direita se empenha em conter as mudanças. A comunicação é a primeira fonte de poder, é a matriz. Sempre foi assim, em todos os períodos da história. Numa época a Igreja centralizava o conhecimento e, com ele, detinha o controle social. Hoje são as empresas que possuem concessões de radiodifusão e/ou mídia impressa. A ameça, os hereges do século 21, são os produtores e reprodutores de informação alternativa.

Um exemplo: Telesur e TV Brasil exibem documentários latino-americanos. São filmes que retratam a vida dos povos do nosso continente, que mostram as nossas caras, nossos costumes, nossas vidas. Nada dessa massificação global a que as “sessões da tarde” ainda estão presas. Isso, aos poucos, vai alterando nossas percepções, nossas formas de ver o mundo e também nosso modo de agir, sentir, pensar e viver. Se nos sentimos atores principais de nossas histórias, então nós é que vamos fazê-las. Não vamos deixar que ninguém faça por nós.

O muro que vi pixado em La Paz é de uma incrível conexão com a realidade. Na Bolívia, com o governo Evo os povos originários ocupam os espaços da administração pública que antes lhes eram negados. A esmagadora maioria dos paceños se sente participante da “Revolução Democrática”, no dizer do presidente Evo Morales. É por isso que ele afirma que “os índios não vão mais sair do palácio”. O povo, antes escravizado, torturado, assassinado, chegou ao poder. E, lá, democratizou o acesso à produção e à distribuição da informação. O sonho virou realidade.

No dia 3 de outubro de 2010, o povo brasileiro terá sua chance de mostrar que acordou. De afirmar que não quer mais ser governado pela direita, pelos capatazes de outrora, pelos representantes do imperialismo. Esses, donos das corporações de mídia, injetarão doses diárias de sonífero até o dia da votação. Ou talvez mentiras, ódio, qualquer coisa que prejudique a continuidade do governo Lula. Nós, da esquerda, temos que estar a postos e mostrar que o tempo do chicote acabou. Ainda dá tempo de sair às ruas e pixar: “Acorda, é hora de sonhar.”

Marcelo Salles, jornalista, é colaborador do jornal Fazendo Media e da revista Caros Amigos, da qual foi correspondente em La Paz entre 2008 e 2009. No twitter, é @MarceloSalles
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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Intimidades entre imprensa e ditadura

Colunista
publicad quarta-feira, 29/09/2010 às 09:34 e atualizada quarta-feira, 29/09/2010 às 14:13

Por Flamarion Maués

Já há certo tempo vem ficando muito clara, às vezes mesmo explícita, a intimidade entre donos de veículos de comunicação da grande imprensa, jornalistas em posição de comando nesses veículos e setores políticos conservadores e de direita no Brasil. É lógico que isso não é uma novidade na nossa história, ao contrário, vem de longe.

Neste artigo, apresento um dos momentos em que essa intimidade e colaboração foi mais direta – durante a primeira etapa do governo Geisel, entre 1974 e 1977. Para isso utilizo informações da pesquisa realizada por Celina Rabello Duarte.

Em entrevista que me concedeu sobre o seu livro Tortura: A história da repressão política no Brasil, publicado em julho de 1979 pela editora Global, o jornalista Antonio Calos Fon dizia: “O Golbery praticamente pautava a imprensa brasileira na época, especialmente a Veja. Na verdade, a condição sine qua non para a contratação dos editores de política na época era saber se se relacionavam bem com ele. Tem muito medalhão da imprensa hoje que começou assim”. Fon se refere a Golbery do Couto e Silva, ministro-chefe do Gabinete Civil durante todo o governo Geisel (1974-1979) e parte do governo Figueiredo (até o começo de agosto de 1981), e um dos mais importantes formuladores das decisões políticas do período militar, principalmente nos anos 1970. E o momento do qual ele fala é o início da abertura política, no começo do governo Geilsel (1974-1979).

Essa estreita relação entre alguns dos maiores veículos de comunicação do país e o principal articulador político do governo ditatorial da época foi muito bem estudada e documentada no trabalho da cientista política Celina Rabello Duarte, em sua dissertação de mestrado Imprensa e redemocratização no Brasil: Um estudo de duas conjunturas, 1945 e 1974-1978, defendida na PUC-SP em 1987.

Nesse trabalho a autora mostra, a partir de entrevistas com vários jornalistas dos mais importantes veículos de comunicação do país nos anos 1970, como a grande imprensa teve um papel de destaque no processo de abertura política iniciado no governo Geisel. Para o novo governo, era interessante uma certa liberalização da imprensa, com o fim da censura nos principais veículos de comunicação, desde que isso se desse dentro dos marcos do projeto de abertura proposto. Dessa forma, boa parte da grande imprensa foi, de certa forma, instrumentalizada pelos interesses políticos do grupo de Geisel – e até mesmo se engajou nesse projeto –, cuja principal cabeça pensante era o general Golbery.

Segundo Celina Rabello Duarte, “Antes de [Geisel] tomar posse [em 1974], seus principais assessores reuniram-se por diversas vezes com jornalistas proeminentes e donos de jornais, a quem apresentavam o projeto político do novo governo e garantiam que a censura seria brevemente suspensa” (p. 90). Estes assessores eram o general Golbery, o ministro da Justiça Armando Falcão, o major Heitor Ferreira de Aquino (assistente de Golbery de 1964 a 1967 no SNI e secretário particular de Geisel de 1972 a 1979, na Petrobrás e na Presidência da República) e Humberto Barreto (amigo de Geisel e seu secretário de Imprensa de 1974 a 1977).

Sempre segundo Celina Duarte, “Dos contatos realizados entre os assessores mais diretos do general Geisel e os homens de imprensa, formou-se, no Rio de Janeiro e em São Paulo, um grupo de jornalistas influentes, completamente engajado no projeto político do governo. Esse grupo detinha especial influência nos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil, e nas revistas Veja e IstoÉ. Esses jornalistas chegavam a participar da elaboração de projetos e estratégias políticas junto com o grupo palaciano” (p. 101).

A simpatia e a adesão da imprensa se explicavam pelo fato de o governo Geisel defender um projeto de liberalização política, se comparado ao governo Médici – ainda que esse não fosse o único fator, nem talvez o principal. “Entre 1976 e 1977 quando a ‘linha dura’ passa a pressionar mais abertamente, a simpatia vai se transformando cada vez mais em apoio. Havia naquele momento um sentimento de que era importante defender o projeto de distensão contra aqueles setores que pretendiam o endurecimento do regime”, continua Duarte (p. 102).

“O ponto nevrálgico dessa disputa [entre a linha dura e o grupo Geisel] estava na questão dos direitos humanos. Para cumprir o projeto de distensão era imprescindível coibir os abusos nessa área, pois não seria possível a coexistência de ambos. Ao mesmo tempo, a divulgação deles enfraquecia a linha militar radical” (Duarte, p. 105).

A morte sob tortura do jornalista Vladimir Herzog nas dependências do DOI-CODI de São Paulo em 25 de outubro de 1975 agravou a situação de disputa dentro do governo e deixou claro para aqueles setores da imprensa que “o governo Geisel e o projeto de distensão estavam seriamente ameaçados por um golpe militar de direita” (Duarte, p. 109). Esse raciocínio se baseava na idéia de que o assassinato de Herzog faria parte de um movimento dos setores mais radicais do regime de desafio ao projeto de abertura, ou seja, de tentar fazer prevalecer as posições dos que defendiam a manutenção do aparelho repressivo e de cerceamento estrito à oposição. É nesse momento que se “estabeleceu uma aliança tácita entre jornalistas e empresários da imprensa e destes com o grupo Geisel. [...] É a partir do caso Herzog que a imprensa passa a funcionar, para o governo, como uma contra-operação, um fator de equilíbrio para neutralizar as áreas mais radicais do sistema” (Duarte, p. 108 e 110).

“Não resta dúvida de que a maioria dos órgãos de imprensa soube se posicionar nos meandros desse conflito. Nos momentos de liberdade, souberam investir na questão dos direitos humanos e na necessidade de redemocratização do regime. E esta investida era, pelo menos naquele momento, oportuna para o grupo Geisel. Segundo opinião de Walder de Góes, em nossa entrevista, muitas das denúncias de arbitrariedades dos órgãos de segurança teriam sido estimuladas por Geisel ‘justamente para lhe permitir uma ação mais desenvolta contra esses bolsões radicais’” (Duarte, p. 116).

Celina Duarte conclui que “A imprensa liberalizada cumpriu um papel especialmente eficiente, enquanto fator neutralizador dos setores de ‘linha dura’ na disputa pelo poder. Ao noticiar e divulgar movimentações desses setores, impediu a formação de esquemas golpistas. Ao revelar as violências cometidas pelos órgãos de segurança, logrou sensibilizar a opinião pública em apoio ao grupo Geisel e a seu projeto político em contraposição às intenções continuístas daqueles setores militares” (Duarte, p. 88-89). Este último aspecto da conclusão de Duarte deve ser muito relativizado, uma vez que parece claro que o grupo Geisel também tinha intenções continuístas.

Pode-se até considerar que a causa defendida por estes veículos de comunicação em parceria com Golbery e Geisel era uma boa causa, ou seja, enfraquecer os setores mais reacionários dos militares e apoiar a abertura política. Mas, ao mesmo tempo, tal relação mostra uma intimidade e proximidade que colocam em xeque qualquer tipo de independência dessa mesma imprensa em relação ao governo da época. E deixam claro que a ação da grande imprensa é sempre muito direcionada e interessada, voltada para objetivos bem determinados.

PS: A dissertação de Celina Duarte trabalha com a interpretação de que a imprensa foi um dos elementos da disputa entre “duros” e “moderados” no governo Geisel. Mas é importante assinalar que existem discussões que apontam as insuficiências dessa abordagem (“duros” X “moderados”) para entender as disputas de poder durante a ditadura, mas que não cabem no espaço deste artigo. No caso do trabalho de Duarte, parece-me que, independentemente das gestões governo/imprensa encaixarem-se de fato nessa disputa, as informações que ele revela deixam claro que houve uma continuada articulação para que setores da imprensa atuassem de modo favorável ao grupo de Geisel nas disputas internas de governo.

Fontes:
DUARTE, Celina Rabello. Imprensa e redemocratização no Brasil: Um estudo de duas conjunturas, 1945 e 1974-1978. Dissertação de mestrado, PUC-SP, 1987.

MAUÉS, Flamarion. “A tortura denunciada sem meias palavras: um livro expõe o aparelho repressivo da ditadura”. In: SANTOS, Cecília MacDowell; TELES, Edson Luís de Almeida e TELES, Janaina de Almeida (Orgs.). Desarquivando a Ditadura: memória e Justiça no Brasil. São Paulo, Hucitec, p. 110-134.

KUCINSKI, Bernardo. A síndrome da antena parabólica: ética no jornalismo brasileiro. São Paulo, Editora Fundação Perseu Abramo, 1998.

Flamarion Maués é editor de livros e historiador.

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Fonte:http://www.escrevinhador.com.br/

Supremo em crise: Maierovitch e o impeachment de Gilmar Mendes

Publicada quinta-feira, 30/09/2010 às 13:55 e atualizada quinta-feira, 30/09/2010 às 13:57

Reproduzo texto do brilhante jurista Walter Maierovitch, publicado no blog dele, no Terra.

NOS CORREDORES DO SUPREMO, FALA-SE EM IMPEACHMENT DE GILMAR MENDES

por Walter Maierovitch

A matéria apresentada pelo Jornal Folha de S. Paulo é de extrema gravidade. Pelo noticiado, e se verdadeiro, o ministro Gilmar Mendes e o candidato José Serra tentaram, por manobra criminosa, retardar julgamento sobre questão fundamental, referente ao exercício ativo da cidadania: o direito que o cidadão tem de votar.

Atenção: Gilmar e Serra negam ter se falado. Em outras palavras, a matéria da Folha de S.Paulo não seria verdadeira.

Pelo que se infere da matéria, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes interrompeu o julgamento do recurso apresentado pelo PT. Pela ação proposta, considera-se inconstitucional a obrigatoriedade do título eleitoral, acrescido de um documento oficial com fotografia.

O barômetro em Brasília indica alta pressão. Pressão que subiu com o surpreendente pedido de “vista” de Mendes. E que chegou no vermelho do barômetro com a matéria da Folha. Ligado o fato “a” (adiamento) com o “b” (pedido de Serra), pode-se pensar no artigo 319 do Código Penal: crime de prevaricação.

Já se fala entre políticos, operadores do Direito e experientes juristas, caso o fato noticiado na Folha de S.Paulo tenha ocorrido e caracterizado o pedido de Serra para Gilmar “parar” o julgamento, em impeachment do ministro.

O impeachement ecoa na “rádio corredor” do Supremo. E por eles circulam ministros e assessores.

Com efeito. O julgamento da ação proposta pelo PT transcorria sem sobressaltos. Não havia nenhuma dificuldade de ordem técnica-processual. Trocando em miúdos, a matéria sob exame dos ministros não tinha complexidade jurídica. Portanto, nenhuma divergência e com dissensos acomodados e acertados.

Sete ministros já tinham votado pelo acolhimento da pretensão apresentada, ou seja, ao eleitor, sem título eleitoral, bastaria apresentar um documento oficial, com fotografia. A propósito, a ministra Ellen Gracie observou que a exigência da lei “só complica” o exercício do voto.

O que surpreendeu, causou estranheza, foi o pedido de vistas de Gilmar Mendes. Como regra, o pedido de vistas ocorre quando a matéria é de alta complexidade. Ou quando algum ministro apresenta argumento que surpreende, provocando a exigência de novo exame da questão. Isso para que quem pediu vista reflita, mude de posição ou reforce os argumentos em contrário.

Também causou estranheza um pedido de vista de matéria não complexa, quando, pela proximidade das eleições, exigia-se urgência.

Dispensável afirmar que não adianta só a decisão do Supremo. É preciso tempo para a sua repercussão. Quanto antes for divulgado, esclarecido, melhor será.

Terceiro ponto: a votação no plenário do STF se orientava no sentido de que a matéria era de relevância, pois em jogo estava o exercício da cidadania. A meta toda era, como se disse no julgamento, facilitar e não complicar o exercício da cidadania, que vai ocorrer, pelo voto, no próximo domingo, dia das eleições.

Um pedido de vista, a esta altura, numa questão simples, em que os sete ministros concluíram que a lei sobre a apresentação de dois documentos para votar veio para complicar, na realidade, dificultava esse mencionado exercício de cidadania ativa (votar).

O pedido de vista numa questão que tem repercussão, é urgente e nada complexa, provocou mal-estar.

Os ministros não querem se manifestar sobre a notícia divulgada pela Folha, uma vez que, tanto José Serra quanto Gilmar Mendes negaram. Mas vários deles acham que a apuração do fato, dado como gravíssimo, se for verdadeiro, é muito simples. Basta quebrar o sigilo telefônico.

Pano rápido. Como qualquer toga sabe, a matéria da Folha de S.Paulo é grave porque envolve, caso verdadeira, uma tentiva de manipulação que prejudica o direito de cidadania. Trata-se de um ministro do Supremo, que tem como obrigação a insenção. Serra e Mendes desmentiram. A denúncia precisa ser apurada pelo Ministério Público e, acredita-se, que a dra Cureau não vai deixar de apurar e solicitar, judicialmente, a quebra dos sigilos telefônicos de Serra e Mendes.

A única forma de se cassar um ministro do Supremo, já que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não tem poder correcional sobre eles, é o impeachment. Ministros do Supremo só perdem o cargo por impeachment.

O único caminho, quando se trata de grave irregularidade, de crime perpetrado — e esse caso, se comprovado, pode ser caracterizado como crime —, é o impeachment.

Na historiografia judiciária brasileira nunca houve impeachment de ministro do STF. Já houve cassação pela ditadura militar, e por motivo ideológico.
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Fonte: http://www.viomundo.com.br/politica/burburinho-serra-ligou-para-gilmar-mendes-que-suspendeu-julgamento.html

Ligação Serra-Gilmar pode melar a eleição

A revelação espantosa de que Gilmar e Serra se falaram antes de Gilmar impedir que o Supremo decidisse a forma de votar, leva a uma interpretação inevitável.

É o Golpe !

O Golpe consistiria em:

- confundir o eleitor;

- confundir os mesários;

- confundir os juizes;

- provocar milhões de pedidos de impugnação;

- melar a eleição

Já que Serra não conseguirá ganhar a eleição, melhor não realizá-la.

É um raciocínio do nosso Putin, convertid0 à extrema direita, na companhia do DEMO e de seu Juiz, Gilmar Dantas (*).

É uma interpretação irremediável.

Antes, esse Conversa Afiada achou que José Serra queria ganhar com 6 votos: os 6 votos do Tribunal Superior Eleitoral.

Agora, ele atingiu a perfeição: ganhar a eleição com 1 voto.

Reunir Serra e Gilmar na mesma eleição só podia dar nisso.


Paulo Henrique Amorim

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/09/30/ligacao-serra-gilmar-pode-melar-a-eleicao/

Após ligação de Serra, Gilmar Mendes para sessão sobre documentos para votar


Serra fala ao celular com o ministro Gilmar Mendes em auditório onde se reuniu com entidades de servidores

30.09.10
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MOACYR LOPES JUNIOR
CATIA SEABRA
FOLHA DE SÃO PAULO

Após receber uma ligação do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes interrompeu o julgamento de um recurso do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos na hora de votar.

Serra pediu que um assessor telefonasse para Mendes pouco antes das 14h, depois de participar de um encontro com representantes de servidores públicos em São Paulo. A solicitação foi testemunhada pela Folha.

No fim da tarde, Mendes pediu vista, adiando o julgamento. Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor.

Gilmar Mendes e Serra negam ter conversado
Gilmar Mendes pede vista e interrompe julgamento sobre obrigatoriedade de documentos
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A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos é apontada por tucanos como um fator a favor de Serra e contra sua adversária, Dilma Rousseff (PT).

Moacyr Lopes Junior/Folhapress

Serra fala ao celular com o ministro Gilmar Mendes em auditório onde se reuniu com entidades de servidores
A petista tem o dobro da intenção de votos de Serra entre os eleitores com menor nível de escolaridade.

Após pedir que o assessor ligasse para o ministro, Serra recebeu um celular das mãos de um ajudante de ordens. O funcionário o informou que o ministro do STF estava do outro lado da linha.

Ao telefone, Serra cumprimentou o interlocutor como "meu presidente". Durante a conversa, caminhou pelo auditório onde ocorria o encontro. Após desligar, brincou com os jornalistas: "O que estão xeretando?"

Depois, por meio de suas assessorias, Serra e Mendes negaram a existência da conversa.

Para tucanos, a exigência da apresentação de dois documentos pode aumentar a abstenção nas faixas de menor escolaridade.

Temendo o impacto sobre essa fatia do eleitorado, o PT entrou com a ação pedindo a derrubada da exigência.

O resultado do julgamento já está praticamente definido, mas o seu final depende agora de Mendes.

Se o Supremo não julgar a ação a tempo das eleições, no próximo domingo, continuará valendo a exigência.

À Folha, o ministro disse que pretende apresentar seu voto na sessão de hoje.

Antes da interrupção, foi consenso entro os ministros que votaram que o eleitor não pode ser proibido de votar pelo fato de não possuir ou ter perdido o título.

Votaram assim a relatora da ação, ministra Ellen Gracie, e os colegas José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello.

Para eles, o título, por si só, não garante que não ocorram fraudes. Argumentam ainda que os dados do eleitor já estão presentes, tanto na sessão, quanto na urna em que ele vota, sendo suficiente apenas a apresentação do documento com foto.

"A apresentação do título de eleitor não é tão indispensável quanto a do documento com fotografia", afirmou Ellen Gracie.

O ministro Marco Aurélio afirmou que ele próprio teve de confirmar se tinha consigo seu título de eleitor. "Procurei em minha residência o meu título", disse. "Felizmente, sou minimamente organizado."

A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos foi definida em setembro de 2009, quando o Congresso Nacional aprovou uma minirreforma eleitoral.

O PT resolveu entrar com a ação direta de inconstitucionalidade semana passada por temer que a nova exigência provoque aumento nas abstenções.

O advogado do PT, José Gerardo Grossi, afirmou que a exigência de dois documentos para o voto é um "excesso". "Parece que já temos um sistema suficientemente seguro para que se exija mais segurança", disse.

Colaboraram FELIPE SELIGMAN e LARISSA GUIMARÃES, da Sucursal de Brasília
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Folha:http://www1.folha.uol.com.br/poder/806923-apos-ligacao-de-serra-gilmar-mendes-para-sessao-sobre-documentos-para-votar.shtml

FOLHA DE PERNAMBUCO:Isaltino Nascimento é o deputado estadual mais atuante


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Fonte: http://isaltinopt.com.br/campanha/

BISPO MACEDO:Dilma é vítima de mentiras espalhadas pela internet


28.09.09
Bispo Macedo

Recebi recentemente um e-mail, destes que em princípio parecem ter o nobre intuito de nos alertar para algo grave. A mensagem dizia que a candidata à Presidência da República, Dilma Roussef, teria afirmado: “Nem mesmo Cristo querendo, me tira essa vitória”. O spam, com texto pobre, dizia: “Após a inauguração de um comitê em Minas, Dilma é entrevistada por um jornalista local...” Como as informações eram muito vagas (um comitê em Minas; um jornalista local), saí em busca de algo mais consistente, como um vídeo da suposta declaração ou ao menos uma gravação em áudio, mas não encontrei nada. Assim, tive certeza que se tratava de mais uma mentira.

Se os cristãos fossem tão ágeis e eficientes para usar as ferramentas modernas da comunicação na pregação do Evangelho, assim como parecem ser para disseminar boatos, certamente muitas almas seriam ganhas para o Senhor Jesus.

Quem pensa que está prestando algum serviço ao Reino de Deus, espalhando uma informação sem ter certeza de sua veracidade, na verdade, está fazendo o jogo do diabo.

O Senhor Jesus não precisa de advogados, nem de assessores de comunicação que saiam em “defesa” de Seu Nome. Ele precisa de verdadeiros cristãos, que entendam, vivam e preguem a Verdade.

Devemos observar que pessoas mal intencionadas têm procurado confundir muitos cidadãos com mentiras mal elaboradas, a fim de atrapalhar o trabalho sério de alguns candidatos. Pense nisto.

Nestes dias que antecedem as eleições, devemos observar se a plataforma dos candidatos em quem pretendemos votar, não pode vir a prejudicar a Igreja. Use seu voto de forma consciente e responsável.
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Fonte: Blog do Bispo Macedo:http://bispomacedo.com.br/blog/

Edir Macedo divulga carta em apoio a candidatura de Dilma

29/09/2010 - 18h23

FOLHA DE SÃO PAULO

O líder da Igreja Universal do Reino de Deus, o bispo Edir Macedo, publicou na internet uma carta em defesa da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

Líder nas pesquisas, Dilma é alvo de ataques de católicos e evangélicos sob a acusação de que defende o aborto. Em sua carta, Macedo diz que a petista é vítima de mentiras e acusou autores de spam de fazer "o jogo do diabo".

Na carta, Edir Macedo nega ainda que Dilma tenha afirmado que nem mesmo Cristo tiraria dela sua vitória.

Ao falar dos ataques contra Dilma via email, o bispo afirma que "se os cristãos fossem tão ágeis e eficientes para usar as ferramentas modernas da comunicação na pregação do Evangelho, assim como parecem ser para disseminar boatos, certamente muitas almas seriam ganhas para o Senhor Jesus".

"Quem pensa que está prestando algum serviço ao Reino de Deus, espalhando uma informação sem ter certeza de sua veracidade, na verdade, está fazendo o jogo do diabo", criticou.

"O Senhor Jesus não precisa de advogados, nem de assessores de comunicação que saiam em "defesa" de Seu Nome. Ele precisa de verdadeiros cristãos, que entendam, vivam e preguem a Verdade".
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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/poder/806780-edir-macedo-divulga-carta-em-apoio-a-candidatura-de-dilma.shtml

FOLHA DE PERNAMBUCO: Pesquisas apontam para vitória(de Dilma) já em 3 de outubro

30.09.10

SÃO PAULO (AE) - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff (PT), se mantém com 55% dos votos válidos e ganharia no primeiro turno se a eleição fosse hoje, segundo pesquisa Ibope divulgada ontem. O levantamento, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), indica que Dilma não perdeu eleitores nos últimos dias, diferentemente do que apontou o instituto Datafolha ontem.
Em relação aos votos totais, a petista tem 50%, mesmo índice da pesquisa Ibope/Estado/TV Globo concluída no último dia 24. O tucano José Serra (PSDB) oscilou um ponto porcentual para baixo, de 28% para 27%, enquanto Marina Silva (PV) passou de 12% para 13%.

Outra pesquisa divulgada ontem, do instituto Sensus, também mostrou Dilma com 55% dos votos válidos - os efetivamente direcionados aos candidatos, excluídos nulos e em branco. Para conquistar a Presidência já no próximo domingo, a petista precisará de, no mínimo, 50% mais um dos votos válidos.

Segundo o Ibope, a quatro dias da eleição, Dilma lidera em todas as regiões do País. No Nordeste, ela tem o dobro de intenções de voto em relação aos adversários somados (63% contra 31%). O principal reduto de Serra é a Região Sul, onde obtém 35% das preferências. Ainda assim, está nove pontos atrás da principal adversária. Marina alcançou 15% nas Regiões Sudeste e Norte/Centro-Oeste - índice insuficiente para ameaçar Serra na segunda colocação. O tucano, nas duas regiões, aparece com 26% e 29%, respectivamente

A performance da petista é melhor nos municípios pequenos, com menos de 20 mil eleitores, onde alcança 53% das intenções de voto. Nas cidades com mais de 100 mil votantes, seu índice é de 48%. Quanto menor a renda do eleitorado, mais simpatizantes da governista. Dilma tem 64% das preferências entre os brasileiros com renda familiar de até um salário mínimo. Na faixa acima de dez salários, o apoio à petista cai para 27%. O segmento de renda mais alta é o único em que Dilma não lidera de forma isolada - ela está empatada tecnicamente com Marina 29% e atrás de Serra (33%).
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Fonte: http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/593864

FOLHA DE PERNAMBUCO: Lula rebate boatos no guia

30.09.10
BRASÍLIA (AE) - A campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência deflagrou ontem uma ofensiva para diluir a onda de boatos contra a petista que se disseminou, principalmente na internet, e que alarmou lideranças religiosas que apoiam sua candidatura. O principal trunfo dessa ofensiva são as inserções gravadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já começaram a ser veiculadas, em que ele defende sua candidata dos boatos.

Nas inserções de 30 segundos, que vão ao ar no rádio e na televisão durante a programação diária, Lula defende Dilma dos boatos que tentam denegrir sua imagem e pede ao eleitor para não se deixar levar pelas ilações. Lula lembra, ainda, que também foi vítima de campanhas difamatórias nas últimas vezes em que concorreu à Presidência. A gravação já está sendo veiculada pelas rádios e vai ao ar na televisão às 18h.

Os boatos que mais preocupam a campanha são de que Dilma seria favorável ao aborto e teria declarado que “nem Jesus Cristo” lhe tira a vitória no primeiro turno. Ontem, ela se reuniu com líderes das Igrejas Católica e Evangélica para desmentir essas ilações e reafirmar sua posição “em defesa da vida” e das religiões cristãs. “Como católica, jamais usaria o nome de Cristo em vão”, enfatizou a petista.

Dilma Rousseff evitou comentar o resultado da pesquisa Ibope, divulgada ontem. Essa pesquisa apontou vantagem de nove pontos de Dilma sobre os demais candidatos. Ao contrário da pesquisa Datafolha divulgada ontem, o Ibope reafirma as chances da petista de vencer no primeiro turno. “Isso a diferença entre as pesquisas já aconteceu outras vezes nessa campanha. Algumas pesquisas davam empate, outras mostravam variação para mais”, esquivou-se a candidata.

“A grande pesquisa é aquela que começa na manhã do dia 3, vai até as 5 horas, e a gente que é um País desenvolvido não fica horas a fio apurando eleição. Teremos antes da meia noite o resultado eleitoral. Quer melhor que isso?”, concluiu.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/593865

Declarações de Dilma sobre Jesus Cristo – mais um email falso

22.09.10
POSTADO NO BLOG SEJA DITA VERDADE

Em 1966 a quase desconhecida revista DateBook trouxe uma das mais polêmicas entrevistas da história do jornalismo. Nela, o beatle John Lennon afirmava com todas as letras: “ Nós (os Beatles) somos mais populares que Jesus Cristo”. A frase causou enorme polêmica entre os cristãos de todo o mundo e várias formas de boicote foram organizadas contra os quatro garotos de Liverpool.

Esta história serviu de mote para mais um email falso contra Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência da República. Para jogar Dilma contra grupos religiosos, foi atribuída à candidata a seguinte frase: “nem mesmo Cristo querendo, me tira essa vitória”.

A frase falsa teria sido dita, segundo o email falso, a uma jornalista local logo após a inauguração de um comitê da candidata em Minas Gerais. O mesmo email e alguns vídeos ainda tentam ligar Dilma à legalização do aborto, a candidata jamais falou algo parecido.

Como se prova que a declaração é falsa?

Fazendo algo semelhante ao que fez Carla Perez há alguns anos. Quando começou a fazer sucesso como apresentadora, Carla Perez foi alvo da inveja de muita gente. De uma hora para a outra, foi atribuída a ela uma “suposta” entrevista mais ou menos assim:

REPÓRTER: Carla, qual é o seu hobby preferido?

CARLA PEREZ : Aquele rosinha que eu tenho lá no hotel…

Carla Perez foi eficaz em desmentir o boato. Comprou espaços em jornais da Bahia e publicou o seguinte anúncio: dou um carro 0 km para quem tiver a cópia da suposta entrevista. É claro que ninguém jamais ganhou o carro e a calúnia foi provada.

Do mesmo modo, firmo aqui o compromisso de abrir este blog para publicar na íntegra a reportagem em que Dilma fala sobre Jesus Cristo, com as críticas à candidata, ao PT e até a mim, se quiserem.

Quanto a humildade de Dilma sobre a sua vitória, deixo aqui a entrevista da candidata ao Jornal da Globo. Prestem bem atenção na segunda pergunta que é feita e a resposta de Dilma:

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Fonte:http://www.sejaditaverdade.net/blog2/?p=2010

STF vai garantir o direito de voto para todos

29.09.10
Nenhuma lei pode se sobrepor à soberania popular e esta se exerce pelo voto livre e universal de cada cidadão e cidadã. Se a lei, por defeito do processo legislativo – do qual eu não me excluo como congressista- criou um obstáculo que pode inviabilizar esse exercício essencial deste poder do eleitor, o remédio correto e constitucional é a sua anulação ou adequação pela corte suprema do país.

Parabéns à maioria dos ministros do STF que, independente de qualquer outra questão, afastaram o perigo de que um cidadão ou cidadã brasileira ser impedido de votar simplesmente, creiam, porque perdeu ou esqueceu o título de eleitor ou um documento de identidade.

Os mesários, a grande maioria de funcionários públicos experientes, tem todos os recursos necessários para cotejar nome, filiação, inscrição eleitoral e a própria assinatura – que vem impressa nas folhas de votação – e estabelecer a identidade correta do eleitor. Em caso de dúvida fundada, ele tem o poder de pedir a verificação deste documento.

Já disse aqui que algum “espertinho” fraudador pode até, por hipótese, votar duas vezes, uma por si e outra no lugar de alguém que saiba estar impedido de comparecer por morte, doença ou viagem. É verdade, mas o que representarão 10, 20 ou até 100 destes tipos em um universo de milhões de eleitores, pois se tratam de eleições estaduais e de um pleito nacional.

Grave, mesmo, seria vermos dezenas ou até centenas de milhares de brasileiros que, por não portarem o título naquele momento, fossem impedidos de votar.

Venceu a interpretação de que o voto é sagrado e universal e não pode ser ameaçado por uma exigência burocrática exagerada.

PS: O placar no STF já estava 7 a 0 a favor do fim da exigência de dois documentos para votar, quando o ministro Gilmar Mendes pediu vistas e adiou a decisão que já está numericamente assegurada. O ministro prometeu levar o processo novamente ao plenário amanhã.



29.09.10
Tracking também desmoraliza Datafolha

As pesquisas CNI-Ibope e CNT-Sensus já tinham desmentido o Datafolha em seu esforço para levar a eleição para o segundo turno, e o tracking Vox Populi/Band/IG pôs a pá de cal ao mostrar o cenário inalterado, com vitória de Dilma no primeiro turno.

Segundo o rastreamento divulgado hoje, Dilma tem 49%; Serra, 26%, e Marina, 12%. Os votos brancos e nulos são 3% e os indecisos, 9%. Com isso, a vantagem de Dilma sobre a soma dos adversários é de 11 pontos percentuais, e se forem considerados apenas os votos válidos, chega a 12 pontos, arrendondando os índices (56,32% para Dilma, o que daria 56%; 29,88% para Serra, que chegaria a 30%, e 13,79% para Marina, alcançando 14%).

Dilma tem 49% no tracking há quatro dias, o que comprova sua estabilidade e desmente a queda que o Datafolha verificou em sua pesquisa de um dia só. Serra variou de 24% para 26% nos últimos quatro dias, e Marina voltou aos 12% que tinha no dia 26.

O tracking Vox/Band/iG conta com 2.000 entrevistas, sendo que um quarto dessa amostra é renovada diariamente. O rastreamento vem sendo feito desde o primeiro dia de setembro e em nenhum momento Dilma deixou de vencer a eleição no primeiro turno.
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Fonte:http://www2.tijolaco.com/

Dilma reune-se com católicos e evangélicos para reafirmar compromissos, sua posição contra o aborto e desmentir boatos


29.09.10
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, recebeu na manhã desta quarta-feira, 29, em Brasília, vários líderes das religiões católica e evangélica.

O objetivo foi deixar claro suas posições e compromissos, e desfazer uma onda de boatos disseminada contra ela, inclusive atribuindo frases que ela nunca disse.

Ao lado de nomes expressivos da Igreja Católica, como Gabriel Chalita, e da Igreja Evangélica, como o Pastor Manoel Ferreira e o senador Marcelo Crivella, Dilma voltou a declarar que professa a fé católica e não defende o aborto: "A instituição Presidência da República é laica, mas eu, pessoalmente, sou católica", afirmou a candidata.

Nos últimos dias, vem sendo espalhado na internet e entre fiéis de igrejas católicas e evangélicas em todo o País boatos mentirosos de que a petista seria favorável ao aborto e pretendia fechar templos.

Outro boato mentiroso bastante disseminado pela internet, atribuía a Dilma a declaração de que nem Jesus Cristo tiraria a vitória dela.

"Quero dizer, em especial, que lamento a campanha difamatória que fazem contra mim dizendo que estou utilizando o nome de Cristo pra falar que nem ele me derrotaria nas urnas. Isso é um absurdo, uma calúnia, uma vilania contra mim", afirmou Dilma.

"Como cristã, jamais usaria o nome de Cristo em vão", arrematou.

Nesse momento, foi aplaudida pelas lideranças religiosas que assistiram à coletiva.

Além de reafirmar sua posição contrária ao aborto, Dilma discordou da candidata do PV, Marina Silva. No debate realizado pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Marina declarou-se favorável a um plebiscito para discutir o aborto.

"Não sou a favor de plebiscito nesta questão porque acho que plebiscito divide este País. O que ganhar ou perder? Vai todo mundo perder, porque seja qual for o resultado, o outro lado não vai gostar".

Por fim, a candidata reafirmou que já se comprometeu com os líderes religiosos de que, se for eleita, o Executivo federal não vai enviar ao Congresso nenhum projeto de lei para mudar a legislação em vigor sobre o aborto (Com informações da Agência Estado).
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Fonte: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

Uma onda de solidariedade uniu a nova mídia

Estou aqui, meio apatetado, olhando as estatísticas de acesso ao site. Chegamos perto de 60 mil acessos em um único dia. Isso é 50% a mais do que ocorre em condições normais. E não foi apenas o tijolaco.com, mas algo que ocorreu em todos os blogs de esquerda, ao ponto de alguns, como o Escrevinhador, de Rodrigo Vianna, terem ficado fora do ar por “excesso” de acessos.

Claro que, com a aproximação das eleições, todos vínhamos crescendo. E, como eu já disse aqui, com algo que a imprensa convencional não conhece: o fato de sermos solidários, não concorrentes. Se alguma competição há, é a de fazer mais e melhor, mas não a de “tomarmos” leitores uns dos outros. Apoiamo-nos uns aos outros, porque sabemos das dificuldades – e um destes exemplos, um dos mais bonitos, vai ser o tema de meu próximo post – que cada um de nós enfrenta.

Mas hoje, explodiu na rede um onda de solidariedade. Ao terror provocado pelo Datafolha, cada um de nós procurou reagir buscando informações, análises, fatos.

Eles, mais uma vez está provado, já não podem tudo contra nós.

Eles já não podem tudo – embora ainda possam muito – contra o povo brasileiro.

A “onda” de solidariedade que nos uniu e nos deu forças para lutar mais e melhor, tem um poder que nem mesmo nós sabemos dimensionar.

Mas temos de acreditar nela, porque nós acreditamos nas coisas boas, lúcidas e espontâneas.

Vamos aumentá-la, amanhã. Em lugar de 60 mil aqui – e, talvez, de 600 mil na rede – que sejamos 100 mil e um milhão. Não sei se o servidor aguentará – “bateu pino” várias vezes hoje – , mas vamos tentar.

Chegamos a um hora em que todo nosso esforço, embora nos sugue o corpo e a alma, ainda é pouco.

Porque pelo povo brasileiro, como no poema de Camões sobre Jacó e Raquel, maior este esforço seria, se não fosse , para tão grande amor, tão curta a vida


1) Blog do Luis Nassif: http://www.advivo.com.br/luisnassif

2) Blog do Brizola Neto: http://www.tijolaco.com

3) Blog dos Amigos do Presidente Lula: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com

4) Blog do Paulo Henrique Amorim: www.conversaafiada.com.br

5) Blog do Azenha: http://www.viomundo.com.br

6) Revista Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br

7) Blog Balaio do Kotscho: http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho

8) Blog do Miro: http://altamiroborges.blogspot.com

9) Blog da Maria Fro: http://mariafro.com.br/wordpress/

10)Fundação Perseu Abramo: http://www.fpabramo.org.br

11) Intersindical: http://www.intersindical.org.br/

12) Portal Vermelho: http://www.vermelho.org.br

13) Blog Buteco do Edu: http://butecodoedu.blogspot.com/

14) Blog Seja Dita a Verdade: http://www.sejaditaverdade.net/blog2/?cat=395

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Fonte:Blog do Brizola Neto: http://www.tijolaco.com

Mídia tentará associar Dilma ao PCC

QUINTA-FEIRA, 30 DE SETEMBRO DE 2010

Reproduzo matéria bombástica publicada no blog do sempre bem informado Paulo Henrique Amorim:

O Conversa Afiada reproduz texto que recebeu de amigo navegante. Perceba a possível conexão entre o teor do texto e a notícia veiculada em Brasília:

A “bala de prata” é a maior fraude da história política do Brasil.

Indivíduos do capital e da região de Sorocaba, com diversas passagens pela polícia (roubos, receptação, assaltos à mão armada, seqüestros etc.) foram contatados por políticos ligados ao PSDB local através de um elemento intermediário com trânsito mútuo;

Foram informados de que “prestariam serviços” e levados até um shopping da cidade de São José do Rio Preto;

Lá mantiveram encontro com outras três pessoas, descritas como “muito importantes”, e receberam um adiantamento em dinheiro vivo;

Não se tratava de qualquer encomenda de morte, assalto ou ato criminoso tão comum para os marginais recrutados;

Imediatamente, tais bandidos foram levados até o Rio de Janeiro, a um bairro identificado como Jardim Botânico, onde ficaram confinados por dois dias;

Uma equipe de TV, num estúdio particular, gravou longa entrevista com os bandidos. O script era o seguinte: “somos do PCC, sempre apoiamos o governo Lula e estamos com Dilma”. Não fugiu disso, com variações e montagens em torno de uma relação PCC/Lula/PT/Dilma;

Os bandidos recrutados também foram instruídos a fazer ligações telefônicas para diversos comparsas que cumprem penas em penitenciárias do Estado de São Paulo. A ordem era clara: simular conversas que “comprovassem” a ligações entre o PCC e a campanha de Dilma;

Tudo foi gravado em áudio e vídeo;

A farsa começou a ser desmontada quando o pagamento final pelo serviço veio aquém do combinado;

Ao voltarem para São Paulo, alguns dos que gravaram a farsa decidiram, então, denunciar o esquema, relatando toda a incrível história acima com riqueza de detalhes;

As autoridades já estão no encalço da bandidagem. De toda a bandidagem;

A simulação seria veiculada por uma grande emissora de TV e por uma revista depois do término do horário eleitoral, causando imenso tumulto e comoção, sem que a candidata Dilma Rousseff, os partidos que a apóiam e o próprio governo Lula tivessem o tempo de denunciar a criminosa armação;

Essa é a “bala de prata”. Já se sabe seu conteúdo, os farsantes e o custo, além dos detalhes. Faltam duas peças: quem mandou e quem veicularia (ou ainda terá o desplante de veicular?) a maior fraude da história política brasileira;

Com a palavra, as autoridades policiais.

A propósito, o amigo navegante enviou essa “nota” extraída da imprensa de Brasilia:

29/09/2010 – www.claudiohumberto.com.br

Almoço global

A Rede Globo oferece em São Paulo almoço vip, nesta quinta, data do último debate presidencial, a Leandro Daiello, superintendente local da Polícia Federal – que anda atarefada com inquéritos de Erenice & cia.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2010/09/midia-tentara-associar-dilma-ao-pcc.html

CARTA ABERTA à NAÇÃO - do Presidente Nacional das Assembléias de Deus Ministério de Madureira

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O Presidente do Conselho Nacional de Pastores do Brasil – CNPB e Presidente Nacional das Assembléias de Deus Ministério de Madureira, Bispo Doutor Manoel Ferreira, publicou Carta à Nação Brasileira, condenando a boataria cruel e mentirosa com intuito irresponsável de difamar e plantar dúvidas contra a candidatura de Dilma Rousseff:


O documento original está neste link abaixo (da Convenção Nacional das Assembléias de Deus no Brasil Ministério de Madureira):

http://www.conamad.com.br/portals/13/cartaanacaobrasileira.pdf

Segue a transcrição:

CARTA ABERTA À NAÇÃO BRASILEIRA

Na condição de Presidente do Conselho Nacional de Pastores do Brasil – CNPB; Presidente Nacional das Assembléias de Deus Ministério de Madureira; de Deputado Federal e homem de Deus compromissado com a verdade, sinto-me no dever de respeitosamente esclarecer:

1) Com relação à boataria cruel e mentirosa que permeia os meios de comunicação, principalmente a internet com intuito irresponsável de difamar e plantar dúvidas concernente à candidatura de Dilma Rousseff, tenho a dizer que em momento algum a afirmação “nem Cristo impede ...”, saiu dos lábios da senhora Dilma Rousseff, sendo portanto, mera ficção e sórdida mentira da parte desses autores.

2) Em reunião no dia 24 de julho próximo passado, na Sede Nacional das Assembléias de Deus no Brasil em Brasilia-DF, na presença de mais de 3.000 (três mil) pastores e líderes de todos os Estados do Brasil e Distrito Federal e, com a participação de 14 denominações evangélicas mais representativas do segmento religioso do país foi firmado um compromisso público de que todos os temas que envolvam conceitos de fé e princípios ético-religiosos serão sempre de iniciativa do poder legislativo – Congresso Nacional – e nunca por iniciativa do poder executivo; sendo esta candidatura a única a se comprometer de forma expressa e pública com estes princípios. Afirmou inclusive a candidata Dilma Rousseff, ser defensora da valorização da vida, da família e dos seus conceitos fundamentais.

3) Portanto, tudo que passar disso é mera invenção e mentira de pessoas descompromissadas com a verdade.

Reitero neste momento a nossa posição de apoio total e irreversível à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República Federativa do Brasil, com a certeza de que estamos no rumo certo do sucesso, do desenvolvimento, da melhoria de vida das pessoas, da valorização da família, dos princípios éticos cristãos, sendo estes inequivocamente a base para a vitória que todos queremos os quais são defendidos reiteradamente por Dilma Rousseff.

Atenciosamente,

Bispo Doutor Manoel Ferreira

GUIA ELEITORAL DE DILMA PRESIDENTA.28.09.2010

LULA E DILMA: Depois do cara a gente vota na coroa


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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/video/2010/08/24/depois-do-cara-a-gente-vota-na-coroa/

Segundo turno vai irmanar São Paulo ao Brasil

Enquanto a mídia se dedica a fabricar a esperança de um segundo turno, no mundo real é a verdade que consolida a possibilidade de uma vitória popular de tal maneira acachapante que, no dia 4 de outubro, todas as esperanças deste país estejam com os olhos postos em São Paulo, para assistir a queda da “Casa-Grande” tucana instalada no Palácios dos Bandeirantes. O povo, o povão trabalhador e honrado de São Paulo, ruge surdo como um vulcão que está prestes a romper a crosta elitista que sufoca a vocação brasileira de São Paulo.

Nosso orgulho, nossa metrópole, caldeirão de raças e línguas que se fundou pelo desejo de milhões de imigrantes, vindos de toda parte do Brasil, de toda parte do mundo. Mais do que tangidos pela pobreza, atraídos pelo invencível desejo humano de alcançar uma vida digna, a grande São Paulo prepara-se para romper o muro de preconceito que há décadas suas poderosas oligarquias constroem para separá-la do Brasil.

O esforço final que cada um de nós, em todos os rincões deste país, faz pela vitória de Dilma no primeiro turno significa também a nossa contribuição a essa São Paulo que desejamos como líder, como exemplo, para todo Brasil. Vejam que maravilha, durante um mês no segundo turno das eleições estaduais, o povo de São Paulo estará ouvindo todo povo brasileiro dizer-lhe: venham, venham, venham nos ajudar com a grande São Paulo a fazer um Brasil enorme.

É isso que as elites não compreendem. Não conseguem entender que não haverá futuro para o Brasil se esse futuro não for para todos os brasileiros. Não conseguem, porque são mesquinhos e limitados. Não sabem que é impossível ser feliz atrás de grades, de cercas, construindo prisões aos milhares, porque a cada muro, a cada grade, a cada cela, somos todos que ficamos prisioneiros.

Toma em tuas mãos, povo paulista, toma em tuas mãos trabalhadoras a rédea de teu futuro e venha com o Brasil dos seus pais, dos seus avós, dos seus ancestrais, fazer o país dos seus filhos.
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Fonte: http://www2.tijolaco.com/27832

SUJEIRA SEM FIM:A TESTEMUNHA BOMBA DO PIG É PARA ASSOCIAR DILMA AO PCC

publicada quarta-feira, 29/09/2010 às 21:47 e atualizada quarta-feira, 29/09/2010 às 21:54

Paulo Henrique Amorim revela os detalhes do que pode ser a maior armação golpista de véspera de eleição. Quase inacreditável. Mas eu já não duvido de mais nada. Essa turma, do lado de lá, está fora de controle.

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A TESTEMUNHA BOMBA DO PIG É PARA ASSOCIAR DILMA AO PCC

por Paulo Henrique Amorim

Indivíduos do Capital e da região de Sorocaba, com diversas passagens pela polícia (roubos, receptação, assaltos à mão armada, seqüestros etc.) foram contatados por políticos , através de um elemento intermediário com trânsito mútuo;

Foram informados de que “prestariam serviços” e levados até um shopping da cidade de São José do Rio Preto;

Lá mantiveram encontro com outras três pessoas, descritas como “muito importantes”, e receberam um adiantamento em dinheiro vivo;

Não se tratava de qualquer encomenda de morte, assalto ou ato criminoso tão comum para os marginais recrutados;

Imediatamente, tais bandidos foram levados até o Rio de Janeiro, a um bairro identificado como Jardim Botânico, onde ficaram confinados por dois dias;

Uma equipe de TV, num estúdio particular, gravou longa entrevista com os bandidos. O script era o seguinte: “somos do PCC, sempre apoiamos o governo Lula e estamos com Dilma”. Não fugiu disso, com variações e montagens em torno de uma relação PCC/Lula/PT/Dilma;

Os bandidos recrutados também foram instruídos a fazer ligações telefônicas para diversos comparsas que cumprem penas em penitenciárias do Estado de São Paulo. A ordem era clara: simular conversas que “comprovassem” a ligações entre o PCC e a campanha de Dilma;

Tudo foi gravado em áudio e vídeo;

A farsa começou a ser desmontada quando o pagamento final pelo serviço veio aquém do combinado;

Ao voltarem para São Paulo, alguns dos que gravaram a farsa decidiram, então, denunciar o esquema, relatando toda a incrível história acima com riqueza de detalhes;

As autoridades já estão no encalço da bandidagem. De toda a bandidagem;

A simulação seria veiculada por uma grande emissora de TV e por uma revista depois do término do horário eleitoral, causando imenso tumulto e comoção, sem que a candidata Dilma Rousseff, os partidos que a apóiam e o próprio governo Lula tivessem o tempo de denunciar a criminosa armação;

Essa é a “bala de prata”. Já se sabe seu conteúdo, os farsantes e o custo, além dos detalhes. Faltam duas peças: quem mandou e quem veicularia (ou ainda terá o desplante de veicular?) a maior fraude da história política brasileira;

Com a palavra, as autoridades policiais.

A propósito, o amigo navegante enviou essa “nota” extraída da imprensa de Brasilia:

29/09/2010 | 00:00 – www.claudiohumberto.com.br
Almoço global
A Rede Globo oferece em São Paulo almoço vip, nesta quinta, data do último debate presidencial, a Leandro Daiello, superintendente local da Polícia Federal – que anda atarefada com inquéritos de Erenice & cia.

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Fonte:http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/a-bala-de-prata-andou-pelo-jardim-botanico-ph-amorim-revela-bastidores-do-golpe.html

DILMA DESMENTE:" NUNCA USEI O NOME DE CRISTO EM VÃO". Assista o vídeo e divulgue; diga não à difamação e à mentira!


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Fonte:http://www.dilma13.com.br/video/encontro-de-dilma-com-lideres-cristaeos/

Lula faz alerta contra boatos


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Fonte: http://www.dilma13.com.br/video/lula-faz-alerta-contra-boatos/

Internet é usada para difundir mentiras contra Dilma


28.09.2010

Estamos chegando à reta final da campanha. Faltam apenas cinco dias para irmos às urnas e elegermos Dilma Rousseff presidente. As pesquisas continuam mostrando a liderança da nossa candidata e apontam para uma possível vitória no 1º turno.

Mas, diante desse cenário de vitória, inúmeras mentiras em relação a Dilma têm sido inventadas e espalhadas na internet. A baixaria mais recente diz respeito a um e-mail que atribui a ela uma falsa declaração. Segundo o e-mail, Dilma teria dito que “nesta eleição, nem mesmo Cristo me tira essa vitória; as pesquisas comprovam o que eu estou dizendo, vou ganhar no primeiro turno”.

Dilma jamais disse isso. E nunca reconheceu uma vitória antecipadamente. Ao contrário, ela tem dito que pesquisa não ganha eleição, que eleição se ganha na urna. No mês de julho, em Curitiba, Dilma deu a seguinte declaração: “Ninguém pode subir no salto alto e sair por aí achando que já ganhou. Até o dia 3 de outubro, muita água vai rolar debaixo da ponte”.

No dia 21 de agosto, em Mauá (SP), Dilma novamente falou: “Eleição a gente não ganha com pesquisa. Eleição a gente ganha respeitando o voto do povo brasileiro. Peço para vocês muita atenção, muito empenho e muita garra, porque de hoje até o dia 3 nós vamos disputar cada voto.”

Outro tipo de e-mail baixaria é aquele que procura fazer campanha negativa contra a Dilma, espalhando mentiras para disseminar o medo entre a população. Como dizer, por exemplo, que o PT é contra a liberdade de culto e a liberdade de imprensa.

Já vimos este filme em outras eleições e, como bem definiu o presidente Lula em 2002, naquele ano “a esperança venceu o medo”. E vai ser assim novamente agora, com a eleição de Dilma presidente.

Em todos os eventos de que tem participado, Dilma demonstra coerência e valores como responsabilidade, compromisso e, principalmente, respeito ao eleitor e aos adversários.

É isso o que tem norteado a campanha de nossa candidata. É inadmissível que queiram vencer as eleições com base em calúnias e difamações.

Não se deixe enganar.

Denuncie a baixaria na internet!

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Fonte:http://www.dilma13.com.br/noticias/entry/golpe-baixo-internet-e-usada-para-difundir-mentiras/

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Weissheimer: Campanha contra “censura” do PT foi baseada em declaração inexistente

29 de setembro de 2010

Campanha sobre “censura do PT” falsificou notícia

Jornais, redes, sites e canais de TV reproduziram uma mesma matéria dias atrás sobre uma suposta declaração de José Dirceu na Bahia. Segundo a matéria, ele teria “criticado o excesso de liberdade de imprensa no Brasil”. Vídeo com a fala de José Dirceu mostra que ele não só não disse isso, como afirmou exatamente o contrário. “Não existe excesso de liberdade; para quem já viveu em ditadura não existe excesso de liberdade”. Declarações falsificadas ajudaram a alimentar a campanha sobre uma suposta ameaça à liberdade de imprensa no país. Os mesmos órgãos de imprensa que participaram dessa farsa silenciam sobre dois casos concretos de censura, protagonizados pelos tucanos José Serra e Beto Richa.


Marco Aurélio Weissheimer, na Carta Maior

Os grandes jornais, rádios e redes de TVs do Brasil publicaram dias atrás uma notícia falsa e mentirosa que deu base a uma burlesca cruzada cívica contra uma suposta ameaça à liberdade de imprensa no país, partindo do PT e do governo Lula. No dia 14 de setembro, o jornal O Estado de São Paulo publicou matéria intitulada “Na BA, José Dirceu critica excesso de liberdade de imprensa no Brasil”. Um trecho da “reportagem”:

Em palestra para sindicalistas do setor petroleiro da Bahia, na noite desta segunda-feira, 13, em Salvador, o ex-ministro da Casa Civil e líder do PT José Dirceu criticou o que chamou de “excesso de liberdade” da imprensa. “O problema do Brasil é o monopólio das grandes mídias, o excesso de liberdade e do direito de expressão e da imprensa”, disse.

As declarações atribuídas a José Dirceu são falsas. Mais grave ainda: ele disse exatamente o contrário: “Não existe excesso de liberdade; para quem já viveu em ditadura não existe excesso de liberdade”.

A mesma matéria falsa e mentirosa foi reproduzida por dezenas de outros veículos de comunicação em todo o Brasil. Algum desmentido? Algum “erramos”? Nada. Do alto de uma postura arrogante e cínica, os editores desses veículos seguiram reproduzindo a “notícia”.

Um outro exemplo, no mesmo contexto da suposta ameaça à liberdade de imprensa que estaria pairando sobre a vida democrática do país. Há dois escandalosos casos concretos de censura registrados na campanha até aqui: ambos foram protagonizados por tucanos. O candidato José Serra exigiu que fossem apreendidos os arquivos de vídeo que registraram sua discussão com a jornalista Márcia Peltier, durante entrevista na CNT. O “democrata” Serra se irritou com as perguntas, ameaçou abandonar o programa e exigiu que as fitas fossem entregues à sua equipe, o que acabou acontecendo. O outro caso ocorreu agora no Paraná, onde o candidato do PSDB ao governo do Estado, Beto Richa, conseguiu proibir na Justiça a divulgação de pesquisas eleitorais.

Onde está a indignação e a ira dos jornalistas, juristas e intelectuais que denunciaram o “mal a ser evitado”? O vídeo acima mostra que as práticas da chamada grande imprensa estão ultrapassando o âmbito da manipulação editorial e ingressando na esfera do crime organizado. É um absurdo que jornalistas que se julguem sérios e que respeitem a profissão que abraçaram sejam cúmplices e/ou omissos diante desse tipo de coisa.

O PT e os partidos e organizações sociais que apóiam a candidatura de Dilma Rousseff poderiam convidar jornalistas internacionais para acompanhar o que está acontecendo no Brasil e divulgar para o resto do mundo esse tipo de prática.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/weissheimer-campanha-contra-pt-foi-baseada-em-falsa-declaracao.html

AVANÇAR SEMPRE. RETROCEDER JAMAIS !

24.09.2010
Maria Aparecida - presidente da CNTSS/CUT

Estamos às portas das eleições e precisamos de muita lucidez para continuar caminhando, a passos largos, para as mudanças estruturais, mudança estas que vem sendo implantadas nos últimos oito anos e que tem transformado o nosso país.

Segundo dados do IBGE e do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) o Brasil eliminará a miséria e reduzirá a pobreza a apenas 4% da população até 2016. O trabalho mostra que, entre 1995 e 2008, 12,8 milhões de brasileiros saíram da condição de pobreza absoluta e no caso da pobreza extrema, o contingente que deixou essa condição no mesmo período foi de 12,1 milhões de pessoas.

Os números representaram uma queda de 33,6% na taxa de pobreza absoluta, que ficou em 28,8% da população em 2008. Já a proporção de miseráveis, estimada em 10,5% da população em 2008, reduziu quase 50% em relação a 1995.

São milhões de brasileiros que saíram da linha da pobreza absoluta, aliás, miseráveis, antes nem eram considerados como cidadãos, não tinham identidade. Hoje não só tem identidade como passaram a ter acesso aos meios de consumo como qualquer outro cidadão brasileiro, acesso ao emprego, a educação e a saúde. Tudo isso foi possível, em grande parte aos programas de Políticas Públicas implantadas no Governo Lula.

Precisamos continuar investindo nestes projetos que permitem que a cada dia centenas de novas pessoas possam resgatar sua dignidade através da inclusão social, podendo de fato e de direito viver em uma democracia com dignidade e garantia de seus direitos.
Da mesma forma, precisamos de políticas adequadas e mais justas que permitam que nossos trabalhadores possam na sua velhice, após anos de trabalho, viver com mais segurança, saúde e lazer.

O projeto Democrático Popular que foi implantando nestes últimos oito anos vem promovendo estas mudanças e tem que continuar para que possamos consolidar as políticas públicas que queremos para a Seguridade Social e garantir que este Brasil já não tão jovem, como na década de 70, possa ser um país cada vez melhor.

A CUT Nacional em sua plataforma para as Eleições 20910, lançada em maio último, resultado de cinco anos de debates e reflexões, trás uma estratégia muito bem articulada para o enfrentamento dos grandes temas nacionais e em um de seus eixos: Igualdade, Distribuição de Renda e Inclusão Social, tem como proposta Consolidar o Sistema de Seguridade Social brasileiro, inclusivo e estável, segundo os preceitos constitucionais de 1988, assegurando a concretização dos seus princípios e fontes estáveis de financiamento, abarcando os muitos desdobramentos da seguridade além das nossas bandeiras históricas de lutas.

Em dezembro estaremos sediando a I Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Sistemas Universais de Seguridade Social, e estaremos, entre os mais importantes objetivos ,permitir diálogo equitativo entre governos, instituições acadêmicas, agências intergovernamentais, movimentos populares, sociais, sindicais e de trabalhadores em geral, sobre o desenvolvimento de sistemas universais de seguridade social como alternativa para países e regiões, estimulando outros países a adotarem sistemas universais, integrais e equitativos como alternativa válida, ética e factível no processo de reformas nacionais e nos processos de integração regionais; como é o nosso SUS- Sistema Único de Saúde e SUAS- Sistema Único de Assistência Social . Muitos outros temas coligados de extrema importância estarão também sendo abarcados nesta conferência.

O retrato do Brasil hoje, constata as grandes mudanças que estão ocorrendo, mudanças estruturais e os vários desafios ainda por vencer, nos deixando convictos de que o projeto em curso em nosso país que tem tido a frente durante esses 8 anos o Presidente Lula é o mais correto e o mais adequado para a grande maioria da nossa sociedade, sociedade essa que convivemos e trabalhamos no nosso dia-a-dia. Estamos no caminho certo, o que precisamos agora, além de consolidar o projeto no governo federal, elegendo quem vai dar continuidade e mais, ampliá-lo, é trazê-lo também para os nossos estados elegendo governadores que defendam esse mesmo projeto, com o mesmo compromisso e, não nos esquecendo que o Legislativo precisa ser composto por defensores tanto quanto nós dessas políticas.

Afinal, essa tem sido nossa maior bandeira de luta, de desenvolvimento para o país, com políticas públicas, justiça e inclusão social, com democracia participativa para construirmos um Brasil de todos.
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Fonte:http://www.cntsscut.org.br/pagina.asp?pagina=noticia&acao=lerNoticia&id=2631

O Golpe, Capítulo 995: como o jn vai usar o Datafalha

Registre-se, em primeiro lugar, que a Bláblárina Silva é colonista (*) da Folha (**).

(O Gabeira, também, mas deixou de ser chic citar o Gabeira, coitado.)

Clique aqui para ler “Por que a Globo trocou o Serra pela Marina – ou a escolha de Lucia”.

Este Conversa Afiada já apresentou um “Manual do Golpe, ou a testemunha bomba do Ali Kamel”.

A primeira fase desta etapa final do Golpe, em sua 995ª. versão, é a manipulação do Globope e do Datafalha.

Saiu hoje, na primeira página, o Datafalha que o jornal nacional utilizará para tentar levar a eleição para o segundo turno.

O Datafalha, já se sabe, está fora da curva das pesquisas.

O Datafalha tem problemas de amostra.

O Datafalha entrevista mais eleitores do Serra do que da Dilma.

Entrevista por telefone.

E há duvidas sobre se entrevista os eleitores ou se os submete a uma sessão de tortura.

O Datafalha anabolizou o Serra até onde pode, ajudou a destruir a candidatura presidencial do Aécio, e, só depois, sob a pressão da Vox e da Sensus, entrou “na linha”.

O Datafalha volta hoje a sair da “da linha”.

Ele não tem nada a ver com o que diz, todo dia, o tracking da Vox.

(Ou seja, Dilma tem 49 contra 37, soma do jenio com Bláblárina…)

Mas, isso não tem importância.

O Datafalha não é para medir a intenção do eleitor.

O Datafalha é para municiar o jornal nacional do Ali Kamel.

E para dar o Golpe.

Como dizia o Caetano, antes de trabalhar para a Globo: assisto ao jornal nacional não para saber o que aconteceu, mas para saber o que o jornal nacional quer que eu pense que aconteceu.

Agora, é tudo ou nada !

Levar a eleição para o segundo turno e, lá, como Lázaro, o jenio ressuscitar.

O interessante na “pesquisa” do Datafalha é que o jenio, “a elite da elite”, transformou-se num ser inanimado.

Clique aqui para ler “E diziam que ele ia virar nos debates”.

O Datafalha registra a fantástica experiência de uma “onda verde”, sob a liderança de uma candidata que não consegue articular três idéias além do óbvio, a Bláblárina Silva.

Um Tiririca de rico.

Será, como diz o amigo navegante, a “candidata laranja”: se levar a eleição para o segundo turno, quem disputa é outro.

O Datafalha registra hoje um fenômeno inaudito, se comparado com o que acabou de dizer o Marcos Coimbra, da Vox, para quem a “Dilma vence de Norte a Sul, de Leste a Oeste”:


Hoje, Dilma lidera em todas as regiões do país, jogando por terra as análises que imaginavam que as eleições consagrariam um fosso entre o Brasil “moderno” e o “atrasado”. Era o que supunham aqueles que leram, sem maior profundidade, as pesquisas, e acreditavam que Serra sairia vitorioso no Sul e no Sudeste, ficando com Dilma o voto do Nordeste, do Norte e do Centro-Oeste. Não é isso que estamos vendo.

Ela deve vencer em todos os estados, em alguns com três vezes mais votos que a soma dos adversários. Vence na cidade de São Paulo, na sua região metropolitana e no interior do estado. Lidera o voto das capitais, das cidades médias e das pequenas. É a preferida dos eleitores que residem em áreas rurais.

As pesquisas dão a Dilma vantagem em todos os segmentos socioeconômicos relevantes. É a preferida de mulheres e homens (sepultando bobagens como as que ouvimos sobre as dificuldades que teria para conquistar o voto feminino), de jovens e velhos, de negros e brancos. Está na frente entre católicos, evangélicos, espíritas e praticantes de religiões afro-brasileiras.

Vence entre pobres, na classe média e entre os ricos (embora fique atrás de Serra entre os muito ricos). Lidera entre beneficiários do Bolsa Família e entre quem não recebe qualquer benefício do governo. Analfabetos e pessoas que estudaram, do primário à universidade, votam majoritariamente nela.


Ou seja, o Datafalha desta terça feira, no Capitulo 995º. do Golpe do PiG (***) é a última versão da ficha falsa da Dilma.

Paulo Henrique Amorim

Em tempo: amiga navegante (muito inteligente) Marilia envia trecho de artigo de João Quartim de Moraes, professor universitário, pesquisador do marxismo e analista político:


De caso pensado (porque bobos não são), os donos dos jornais e os plumitivos a seu serviço confundem o poder de imprimir com a liberdade de expressão. Nos jornais em que eles mandam, só se escreve o que eles deixam, só se expressa o que eles permitem. As “notícias” que divulgam são tão manipuladas quanto a escolha de seus articulistas e colunistas. A maioria destes defende compactamente, alguns agressivamente, o ponto de vista e os interesses da direita liberal/pró-imperialista. Como porém a importância de um jornal está diretamente relacionada com o número de seus leitores, os magnatas da mediática “abrem espaço” para opiniões diferentes, persuadindo os ingênuos de que são “pluralistas”. Entre os colaboradores mais ou menos (em geral mais para menos do que para mais) “alternativos” figuram dois políticos defensores do verde: F. Gabeira e Marina Silva, articulistas da Folha dita branda.

Mas o apoio unânime que Marina tem recebido por parte do cartel mediático não há de ser principalmente motivado pelo desejo de proteger os micos-leões dourados, lobos-guará e outras espécies em extinção. Mesmo porque ela é, como dizem os gringos, “only the second best” da direita bicéfala (PSDEMB). O problema é que o candidato desta, “the first best”, continua sem fôlego para subir a serra de um eventual 2º turno; a última esperança da direita é que a candidata da “onda verde” arranque uns pontinhos suficientes para deixar Dilma aquém de 50,01% dos votos válidos, impedindo-a de ser eleita logo no primeiro turno.
Em tempo 2: a propósito da “queda da Dilma, para o Datafalha:


Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial – Dia das Crianças 2010

Menor desemprego, maior renda e crédito levam o varejo a apostar no melhor Dia das Crianças dos últimos 6 anos, mostra Serasa Experian

Pesquisa com 1.007 executivos do varejo, realizada de 8 a 15 de setembro, aponta o otimismo do setor com Dia das Crianças 2010; pequenas empresas estão menos otimistas

São Paulo, 28 de setembro de 2010 – A Pesquisa Serasa Experian de Perspectiva Empresarial para o Dia das Crianças 2010 mostra que os varejistas brasileiros estão entusiasmados com a data. São 57% dos entrevistados que acreditam no aumento do faturamento de seu negócio nesta data de 2010, na comparação com 2009. É a maior parcela desde o início da pesquisa em 2005. No Dia das Crianças 2009, havia 49% de empresários otimistas.

Neste ano, as grandes empresas do varejo estão capitaneando as opiniões positivas, de acordo com 76% de seus empresários. Nas médias empresas, são 66% e nas pequenas 54%.

Na análise regional, o Nordeste tem um otimismo destacado. 72% de seus varejistas acham que vão ampliar seu faturamento no Dia das Crianças 2010 em relação à mesma data de 2009.

(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/09/28/o-golpe-capitulo-995-como-o-jn-vai-usar-o-datafalha/

Seja Dita Verdade: A campanha de e-mails falsos

28 de setembro de 2010 às 21:37

Para facilitar a divulgação nesta última semana de campanha, fiz uma compilação dos emails falsos que circulam nesta campanha sobre Dilma Rousseff e seus respectivos desmentidos. Cada link remete ao leitor ao texto em questão. Espalhem, é importante:

A morte de Mário Kosel Filho: http://migre.me/1pfAb

A Ficha Falsa de Dilma Rousseff na ditadura http://migre.me/1pfCc

O porteiro que desistiu de trabalhar para receber o Bolsa-Família http://migre.me/1pfEJ

Marília Gabriela desmente email falso http://migre.me/1pfSW

Dilma não pode entrar nos Estados Unidos http://migre.me/1pfTX

Foto de Dilma ao lado de um fuzíl é uma montagem barata http://migre.me/1pfWn

Lula/Dilma sucatearam a classe média (B) em 8 anos: http://migre.me/1pfYg

Email de Dora Kramer sobre Arnaldo Jabor é montagem http://migre.me/1pfZH

Matéria sobre Dilma em jornais canadenses é falsa: http://migre.me/1pg1t

Declarações de Dilma sobre Jesus Cristo – mais um email falso: http://migre.me/1pg2F

Fraude nas urnas com chip chinês – falsidade que beira o ridículo: http://migre.me/1pg58

Vídeo de Hugo Chaves pedindo votos a Dilma é falso: http://migre.me/1pg6c

Matéria sobre amante lésbica de Dilma é invenção: http://migre.me/1pg7p
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/seja-dita-verdade-a-campanha-de-e-mails-falsos.html

Presidente do PT convoca militância para garantir vitória de Dilma no domingo

28/09/2010

Nesta reta final da campanha, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, divulga carta convocando a militância petista para ir às ruas e garantir a vitória de Dilma Rousseff no próximo domingo (3) e assim eleger o terceiro governo democrático e popular do Brasil.

Leia abaixo a íntegra do documento:

COM DILMA PARA A VITÓRIA EM 3 DE OUTUBRO

Carta do presidente José Eduardo Dutra à militância do PT


Companheiras e companheiros,

Chegamos à reta final de um processo eleitoral histórico, que fará de Dilma Rousseff a primeira mulher presidente do Brasil.

Com Dilma, no próximo domingo teremos a oportunidade de eleger o terceiro governo popular e democrático do Brasil.

É o momento de confirmar a opção pela mudança, que a sociedade brasileira fez ao eleger o presidente Lula pela primeira vez, em 2002.

É o momento de garantir as conquistas acumuladas nos últimos oito anos; e de avançar ainda mais na construção de um país melhor, mais desenvolvido e socialmente mais justo.

A candidatura da companheira Dilma Rousseff é a certeza de que esse projeto vai prosseguir nos próximos anos.

Ela foi construída sobre uma sólida base de apoio social ao governo do presidente Lula.

Em torno dela formou-se um amplo arco de alianças, agregando todas as forças políticas que nos ajudaram a construir o projeto de desenvolvimento com distribuição de renda e ampla inclusão social.

Dilma Rousseff representa o Brasil que se transforma, que é amado por seu povo e respeitado em todo o mundo.

Ao longo dessa campanha, Dilma defendeu este projeto nos comícios, nas ruas, nos debates, nos programas de rádio e tevê.

De nossos adversários, que não têm proposta, não têm discurso, não têm representatividade, tudo o que ouvimos foi uma campanha de mentiras, falsidade e golpes baixos.

Vamos vencê-los no voto, mais uma vez.

Vamos dar a eles mais uma lição de democracia.

Vamos confirmar nas urnas o que já se sente nas ruas, nas fábricas, nas escolas, na internet: é Dilma vitoriosa no primeiro turno das eleições.

É nessa hora, nesses últimos dias de campanha, que a militância do PT vai fazer a diferença mais uma vez.

Eu me dirijo a vocês, como presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, para convocar a militância mais aguerrida do Brasil.

Você, que tem uma estrela vermelha no peito, pegue sua bandeira, reúna os companheiros, vá para as ruas defender nossa candidata, a candidata do PT e do presidente Lula.

Distribua nossas mensagens pela rede, acione o tweeter, siga nossos blogs, combata as mentiras e os boatos que os adversários espalham.

Vamos mostrar a eles que temos o melhor projeto, a melhor candidata, a melhor aliança.

E vamos mostrar, mais uma vez, que temos algo que nenhum outro partido tem: a militância mais apaixonada desse país.

É a nossa militância que vai fazer a diferença na reta final. Vamos pras ruas, vamos para decidir. Vamos fazer História mais uma vez.

Vamos com garra e determinação, com amor pelo Brasil, com a força do PT.

Vamos para a vitória no dia 3 de outubro!

José Eduardo Dutra
Presidente Nacional do PT

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Fonte:http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/eleicoes-2010-11/presidente-do-pt-convoca-militancia-para-garantir-vitoria-de-dilma-no-domingo-22681.html

Jatinho de Tasso Jereissati em queda

TERÇA-FEIRA, 28 DE SETEMBRO DE 2010
Por Altamiro Borges

O Instituto Datafolha divulgou hoje (28) pesquisa sobre intenção de voto no Ceará. Para governador, não há novidades. Cid Gomes (PSB) deve vencer com folga no primeiro turno. A disputa esquentou mesmo foi para o Senado. O antes imbatível Tasso Jereissati, um dos tucanos mais raivosos da política nacional, despencou na pesquisa. No início da campanha eleitoral, ele aparecia com 59% das intenções de voto. Agora, está com 44%.

Já os candidatos da base de apoio de presidente Lula cresceram de forma sustentável nas últimas semanas. Eunício Oliveira (PMDB), que iniciou a jornada com 25% dos votos, subiu para 44%, num inédito empate com o tucano. Já José Pimentel (PT) soma agora 36%. A presença de Lula no horário eleitoral na TV, pedindo votos para os dois aliados, é apontada como fator determinante deste impressionante virada de jogo.

Inimigo das forças progressistas

Tasso Jereissati continua com chances de se reeleger, mas seu jatinho apresenta forte turbulência. O sempre petulante senador, que lembra os velhos coronéis, deve estar com enjôo. Nos últimos oito anos, ele ficou famoso por sua “valentia” contra o governo Lula e contra tudo o que há de progressista na sociedade. Atacou os “vândalos do MST”, os “pelegos do sindicalismo” e o “ditador populista” Hugo Chávez.

Num dos seus vários bate-bocas no Senado, quando criticado por ter usado R$ 469 mil dos cofres públicos para abastecer seu jatinho particular, ele esbanjou arrogância ao dar seus berros: “O jato é meu, é meu... O dinheiro é meu, é meu”. A cena foi transmitida ao vivo pela TV Senado e fez sucesso no Youtube. Agora, seu jatinho está em queda livre.

“Pega o beco galeguim”

Caso o grão-tucano não seja reeleito, a juventude cearense deverá sair novamente às ruas, desta vez para comemorar. No final de agosto, ela realizou passeata pelo centro de Fortaleza com a palavra de ordem “chegou a hora. Agora sim, pega o beco galeguim”, que é como o senador “branquela, de zói azul” é conhecido no estado. A manifestação irreverente serviu para criticar o ex-governador, que privatizou várias empresas estatais e nunca tratou como prioridade as áreas sociais, e também para denunciar o atual “senador da direita”.

Ela foi organizada pela União da Juventude Socialista (UJS), Centro Socorro Abreu, Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza, Juventude do PT, Juventude Pátria Livre, União Nacional dos Estudantes, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Movimentos pela Livre Orientação Sexual e Associação Cearense dos Secundaristas. Agora, elas já se preparam para comemorar uma possível derrota do “coroné”.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/

Heloisa Helena e a vingança de Lula


Por Altamiro Borges

A vingança é maligna. Eleita senadora pelo PT, em 2002, a alagoana Heloisa Helena se tornou uma das vozes mais estridentes contra o governo Lula. Já no processo traumático da contra-reforma da previdência, ela e mais três deputados deixaram a legenda petista para fundar o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), em junho de 2004. Logo depois, na chamada crise do “mensalão”, ela passou a ter destaque nas telinhas da televisão com duros ataques ao presidente – muitas vezes acompanhada de senadores demos e tucanos.

Esta forte exposição a projetou nacionalmente e garantiu uma expressiva votação nas eleições presidenciais de 2006. A exemplo que faz hoje com Marina Silva, o grosso da mídia vitaminou sua campanha como forma de barrar a reeleição de Lula. Heloisa teve 6,5 milhões de votos (6,85% do total), o que inclusive ajudou a manter a bancada do PSOL com três deputados. Na sequência, porém, a ex-senadora deixou mais explicita sua visão limitada da política, quase que udenista, e caiu num certo ostracismo.

Cenas fatais de um vídeo

Para as eleições deste ano, Heloisa Helena voltou a tentar vôos maiores. Lançou-se ao Senado e, no início, era tida como imbatível. Hoje, porém, o jornalista Ilimar Franco, do jornal O Globo, noticia que sua candidatura “está afundando em Alagoas”. E, por ironia da história, o maior motivo, segundo o colunista, é o próprio Lula. “São fatais os vídeos, exibidos no horário eleitoral, onde ela xinga o presidente Lula quando era senadora”.

Ela já havia perdido a corrida pelas duas vagas ao Senado para o ex-presidente da casa, Renan Calheiros (PMDB). Agora, disputa a segunda com o usineiro Benedito Lira (PP), velho conhecido da ex-senadora. Caso se confirme esta mudança abrupta, Heloisa Helena estará pagando por seus próprios erros, pela visão política udenista e messiânica. Enquanto serviu à tática diversionista das elites, ela foi insuflada. Hoje, ela é descartada.

Qual será a reação do PSOL?

É difícil imaginar qual será a reação de centenas de lutadores sociais que confiaram na ex-senadora e investiram as suas melhores energias na construção do PSOL. Há tempos que Heloisa Helena já causava desconfiança no próprio partido, que ainda preside. Na convenção do início deste ano, ela adotou um comportamento arrivista, retirando-se do evento por discordar do lançamento da candidatura de Plínio de Arruda Sampaio. Ela já havia sinalizado o seu apoio a verde Marina Silva.

Em vários momentos da campanha, ela fez comentários agressivos contra o candidato da própria legenda, mostrando total desprezo pelo coletivo. “Quem entrou no partido depois dele ser fundado não tem o direito de rasgar a militância que o criou”, fustigou a ex-senadora, num ataque explícito a Plínio de Arruda. Até o colunista Lauro Jardim, da revista Veja, registrou sua trairagem numa nota no final de agosto:

“Heloísa Helena vem gravando pequenas participações em programas de candidatos do PSOL Brasil afora. Até Jefferson Moura, inexpressivo candidato do partido ao governo do Rio de Janeiro, foi contemplado com um rápido vídeo. Enquanto isso, Plínio Arruda Sampaio segue sem qualquer manifestação de apoio daquela que ainda é a principal liderança do PSOL no país”. O desespero da ex-senadora nesta reta final de campanha talvez sirva como penitência pelos erros políticos cometidos no período recente.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/

As reais ameaças à liberdade de expressão

TERÇA-FEIRA, 28 DE SETEMBRO DE 2010
Reproduzo importante contribuição do Coletivo Intervozes:

Às vésperas das eleições para o Executivo e o Legislativo em todo o país, em momento de intensa discussão sobre as questões de comunicação e liberdade de expressão, o Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social apresenta para os candidatos e para o conjunto da sociedade uma análise do campo e uma série de questões a serem consideradas para que a liberdade de expressão e o direito humano à comunicação sejam garantidos a todos os brasileiros e brasileiras.

Cenário das comunicações no Brasil

O Brasil tem um enorme déficit democrático neste setor. Hoje a realidade é de um sistema predominantemente comercial, concentrado e excludente, em que a maior parte da sociedade não participa e nem tem mecanismos para fazer circular seus pontos de vista. Para se ter uma ideia, a soma da participação das quatro primeiras emissoras de TV, todas elas de perfil privado-comercial, é de 83,3% no que se refere à audiência e 97,2% no que se refere à receita publicitária.

Esses índices são alarmantes em qualquer mercado, e especialmente preocupantes em um setor cuja acessibilidade é essencial para o exercício da democracia. O sistema público de comunicação, que poderia ser um instrumento para mudar essa realidade, ainda é incipiente no país. Só em 2007 o Brasil se colocou o desafio de criar uma TV pública de abrangência nacional, e ela ainda tem um alcance restrito.

No campo do jornalismo impresso, há uma predominância significativa de veículos com posições políticas de direita e de centro, e são exceções raras, quase singulares, os veículos com posição progressista. Nesse cenário, a clara tomada de posição e partidarização dos veículos, que poderia ter caráter positivo em um cenário mais plural, desequilibra o debate público e afeta a democracia brasileira.

Ressalte-se que a inexistência de pluralidade e diversidade neste setor não é fruto da 'vontade do leitor', mas da ausência de políticas públicas em um mercado que tem altíssimas barreiras de entrada e de permanência. Neste momento, o único espaço em que o debate se dá de forma mais plural é na internet, que tem tido papel significativo na ampliação do debate público, mas que enfrenta limites claros de acesso, como veremos mais adiante.

O conteúdo dos meios de comunicação também reflete esse quadro desequilibrado. A diversidade do Brasil não encontra espaço nos grandes meios. Ao contrário, há um tratamento estereotipado e discriminatório especialmente em relação a mulheres, negros e homossexuais, e as pessoas que se vêem atingidas por essa programação não têm meios de se defender.

Os movimentos sociais são ou invisibilizados ou criminalizados e perseguidos, enquanto os grandes grupos econômicos encontram amplo espaço para apresentar seus pontos de vista. A liberdade de expressão nos grandes veículos é realidade apenas para nove famílias; os outros 190 milhões não têm outra liberdade senão mudar de canal ou desligar a TV ou o rádio.

Déficit na regulamentação do setor

A legislação que trata sobre a rádio e televisão é ultrapassada e fragmentada – basicamente retalhos de leis da década de 1960, do tempo da TV em preto e branco. A Constituição Federal, que avançou na garantia de direitos ao povo brasileiro, incluiu um capítulo exclusivo sobre a Comunicação Social, mas, depois de 22 anos, ainda aguarda regulamentação de três dos seus cinco artigos.

O artigo 220 da CF determina a proibição direta e indireta a monopólios e oligopólios nos meios de comunicação social, mas as únicas regras que existem sobre isso são da década de 60 e tratam apenas de limites de propriedade (quantos canais podem estar na mão de uma mesma entidade), sem considerar fatores chave como audiência e investimento publicitário.

É preciso impedir a concentração das emissoras em todo o setor produtivo da comunicação por meio da regulamentação de novos limites à propriedade, audiência e investimento publicitário, e da implementação de políticas públicas que favoreçam a pluralidade e diversidade de vozes na mídia brasileira.

No mesmo artigo 220 está previsto que sejam criados meios legais para a população se defender de programação que atente contra os princípios constitucionais – outro ponto que segue sem qualquer regulamentação, impossibilitando o direito de a sociedade responder as arbitrariedades ou violações de direitos humanos praticadas pelas emissoras de rádio e TV.

Para o artigo 221, que busca garantir espaço no rádio e na TV para programas produzidos regionalmente e para a produção independente, existe um projeto de lei com proposta de regulamentação desde 1991, mas ele está engavetado no Senado. É preciso criar percentuais mínimos destas programações como forma de garantir o respeito a constituição.

Também a complementaridade entre os sistemas privado, público e estatal, prevista no artigo 223, nunca foi regulamentada, e precisaria virar realidade para que se possa equilibrar o poder das grandes redes privadas (que representam atualmente cerca de 90% das emissoras no país) e garantir espaço para constituição do sistema público e estatal.

Para se pensar o conjunto da regulamentação do setor, deveríamos incluir, além disso, regras democráticas para as concessões de rádio e TV – que hoje são efetivamente capitanias hereditárias, por terem, na prática, renovação automática – e para as rádios comunitárias – que a lei atual confina à marginalidade. Seria necessário, ainda, promover a pluralidade e a diversidade nos meios de comunicação, garantir acesso às tecnologias de informação e comunicação e, mais do que tudo, garantir instrumentos de participação popular na definição das políticas e no acompanhamento do setor.

A realidade do acesso à banda larga


Enquanto a radiodifusão e a imprensa seguem como espaços de difícil acesso às condições de produção, a internet é um espaço aberto e democrático, e tem contribuído para a efetivação do direito à comunicação. Contudo, o Brasil não trata do acesso à banda larga como um direito do cidadão. Esse acesso é hoje caro, ruim e limitado. Apenas 27% das residências no Brasil têm acesso à banda larga. Se tomarmos as classes D e E em conjunto, esse número cai para 3%.

Também é relevante notar que 48% das pessoas que não têm internet em casa atribuem ao alto custo do serviço o principal motivo para isso. O valor médio pago pelos brasileiros para ter banda larga em casa corresponde a 4,58% da renda per capita no país. O valor é mais que o dobro do México e mais de 9 vezes o valor dos Estados Unidos. Assim, mesmo quem pode pagar compromete uma parte significativa de seu orçamento familiar com este investimento.

Isso deve mudar com o Plano Nacional de Banda Larga, mas mesmo o plano – que é bom, ressalte-se, mas insuficiente – não fala em universalização, apenas em massificação. Para mudar esse quadro, é preciso garantir a universalização do acesso à internet em alta velocidade, com tarifas reguladas e garantia da qualidade do acesso. O serviço de banda larga deve ser prestado em regime público (conforme o artigo 18 da Lei Geral de Telecomunicações) garantindo participação de empresas públicas e privadas. Além disso, é necessário que a sociedade civil continue participando na implementação do PNBL, com a garantia de maior acesso e participação nas decisões sobre as políticas para banda larga.

A comparação com outros países

A regulação dos meios de comunicação existe em países como França, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Portugal e, agora, de forma consistente, na Argentina. Em todos esses países há órgãos reguladores que incidem sobre questões de concentração de mercado e também sobre questões de conteúdo. Há regras que incentivam a pluralidade e a diversidade nos meios de comunicação, inclusive a pluralidade política, protegem o público infantil, e mecanismos para a população se defender de programação que atente contra a dignidade humana. No Brasil, nem um órgão regulador independente nós temos, já que a Anatel não é responsável pela regulação do setor de radiodifusão.

Questões que aqui são consideradas tabu são tratadas na mais absoluta normalidade até em países com forte predomínio liberal, como os Estados Unidos. Apenas como exemplo, em 2004, o FCC, que é o órgão regulador nos EUA, queria diminuir os limites à concentração (que, mesmo com as mudanças, seriam ainda mais fortes que os do Brasil). Houve pressão popular contra a medida e, quando ela chegou ao Congresso, até os republicanos votaram contra. Isto é, medidas que por aqui são consideradas radicais, por lá são defendidas pelo partido de Sarah Palin.

O processo da Argentina, que resultou na nova Lei de Comunicação Audiovisual, foi positivamente exemplar. Ele é fruto da combinação de setores sociais organizados com vontade política do governo. A lei aprovada cria condições para a ampliação do exercício da liberdade de expressão e está amparada em toda a legislação internacional de direitos humanos. Ali estão tratadas todas as questões importantes para a regulação do setor audiovisual. É fundamental, por exemplo, a reserva de um terço do espectro eletromagnético para meios de comunicação sob controle de entidades sem fins de lucro. Essa medida, tratada por aqui como se fosse um absurdo, é apoiada pelos relatores de liberdade de expressão da OEA e da ONU.

Liberdade de expressão e controle social

Em meio a esse cenário, o discurso da liberdade de expressão tem sido usado como justificativa para calar setores inteiros da sociedade. Não se pode deixar, contudo, que os setores conservadores se apropriem e distorçam o sentido dessa bandeira. A defesa da liberdade de expressão deve ser uma bandeira dos setores progressistas, daqueles que nunca tiveram voz e sempre precisaram lutar contra as opressões. É preciso ainda uni-la à bandeira do direito à comunicação, que implica obrigações para o Estado em garantir a toda a população o direito a produzir, difundir e acessar informações, com a criação de mecanismos que enfrentem limites técnicos, políticos, econômicos e culturais que dificultem esse exercício.

Além disso, se tomadas as principais lógicas que sustentam a liberdade de expressão, como a busca da verdade e o fortalecimento da democracia, este direito precisa vir acompanhado do direito à informação, que implica na garantia de que informações não sejam omitidas e que todas as diferentes perspectivas e visões sejam postas em cena. Sem isso, os objetivos intrínsecos à defesa da liberdade de expressão ficam tão prejudicados quanto no caso das ameaças diretas a essa liberdade.

A liberdade de expressão, além do mais, não exime nenhum ator – público ou privado – da responsabilidade sobre o que é dito ou veiculado. Essa responsabilização ulterior é totalmente democrática, prevista no mesmo artigo da Convenção Americana de Direitos Humanos que trata da liberdade de expressão, e deve vigorar especialmente no caso da violação a outros direitos humanos e a outros princípios constitucionais. Não é por acaso que a própria Constituição Brasileira prevê, no mesmo artigo que trata da liberdade de expressão, a existência de mecanismos legais para que a população se defenda desse tipo de conteúdo. Não há, contudo, mecanismos implementados para este controle social.

Ao afirmar a necessidade de mecanismos de controle social – necessidade nunca reconhecida nem implementada pelo atual governo –, o que queremos é justamente garantir que um serviço público, como é a radiodifusão, atenda ao interesse público. Na prática, isso significa garantir o controle do conjunto da sociedade, contra arbitrariedades do setor privado ou do governo, sobre três aspectos: a regulamentação e as políticas públicas para o setor, o serviço prestado e o conteúdo exibido.

Exemplos concretos de mecanismos para isso seriam, no primeiro caso, a existência de conselhos e conferências que determinem diretrizes para as políticas públicas, como acontece na área da saúde. No segundo caso, garantir ao cidadão, usuário desse serviço público, a possibilidade de monitorar e lutar pela qualidade deste serviço. Para isso são necessários desde mecanismos mais simples, como a criação de ouvidorias que recebam denúncias (os cegos, por exemplo, até hoje não contam com o serviço de audiodescrição, previsto em lei, e não têm para quem reclamar), até outros mais complexos, como a abertura de espaços de consulta sobre o processo de renovação das concessões.

No terceiro caso, para o controle social de conteúdo, é preciso garantir o cumprimento da Constituição, que prevê o direito de resposta proporcional ao agravo e a existência de meios legais para o cidadão se proteger de conteúdo que viole o disposto na própria carta magna. Hoje, por exemplo, se um meio de comunicação pratica violações de direitos humanos, a única opção de quem se sente atingido é acionar o Ministério Público Federal ou entrar diretamente com um processo, o que demanda tempo, dinheiro e conhecimento técnico. Não há uma via não judicial, rápida, que proteja o interesse do espectador.

Mesmo entidades organizadas têm enorme dificuldade de se contrapor ao poder das emissoras, chegando a aguardar seis anos por um direito de resposta (como no caso da Ação Civil Pública apresentada pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades – CEERT – contra os frequentes ataques da Record às religiões de matriz africana). As emissoras, concessionárias de um serviço público, têm um poder absolutamente desigual em relação ao espectador, suposto beneficiário deste serviço.

A experiência da Conferência Nacional de Comunicação

Foi para buscar soluções para essas questões que foi realizada, em 2009, a 1ª Conferência Nacional de Comunicação. Apesar de adotar algumas regras estranhas aos processos democráticos de conferências adotadas pelo Governo Federal, como um privilégio claro ao setor empresarial, a Confecom teve 633 propostas aprovadas (sendo 569 delas por consenso ou com mais de 80% de votos favoráveis) que determinam uma agenda progressista para o setor da comunicação.

Com a realização de etapas locais nos 26 estados e no Distrito Federal, foram envolvidas diretamente cerca de 15 mil pessoas dos mais diversos segmentos sociais. Este processo é um passo fundamental para a criação de uma política pública de comunicação estabelecida a partir do diálogo e participação de milhões de brasileiros.

Entre as propostas aprovadas, destacamos:


* A afirmação da comunicação como direito humano, e o pleito para que esse direito seja incluído na Constituição Federal;

* A criação de um Conselho Nacional de Comunicação que possa ter caráter de formulação e monitoramento de políticas públicas;

* O combate à concentração no setor, com a determinação de limites à propriedade horizontal, vertical e cruzada;

* A garantia de espaço para produção regional e independente;

* A regulamentação dos sistemas público, privado e estatal de comunicação, que são citados na Constituição Federal mas carecem de definição legal, com reserva de espaço no espectro para cada um destes;

* O estímulo à criação de redes locais e regionais de rádios públicas, estatais e comunitárias.;

* O fortalecimento do financiamento do sistema público de comunicação e das emissoras comunitárias, inclusive por meio de cobrança de contribuição sobre o faturamento comercial das emissoras privadas;

* A descriminalização da radiodifusão comunitária e a aprovação de mudanças em sua regulamentação, com a abertura de espaço significativo no dial ao serviço, hoje confinado a uma frequência por localidade;

* A definição de regras mais democráticas e transparentes para concessões e renovações de outorgas, visando à ampliação da pluralidade e diversidade de conteúdo;

* A definição do acesso à internet banda larga como direito fundamental e o estabelecimento desse serviço em regime público, que garantiria sua universalização, continuidade e controle de tarifas;

* A implementação de instrumentos para avaliar e combater violações de direitos humanos nas comunicações;

* O combate à discriminação de gênero, orientação sexual, etnia, raça, geração e de credo religioso nos meios de comunicação;

* A garantia da laicidade na exploração dos serviços de radiodifusão;

* A proibição de outorgas para políticos em exercício de mandato eletivo.


No próximo período, é necessário que o poder público, em articulação com a sociedade civil, consiga transformar as resoluções da Conferência em um conjunto de leis e políticas públicas, garantindo a participação social no processo de elaboração e implementação dessas ações. Se o objetivo é, de fato, garantir a ampla e verdadeira liberdade de expressão e o direito à comunicação dos brasileiros, este deve ser o principal compromisso dos candidatos/as que forem eleitos ao Legislativo e ao Executivo.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/