quinta-feira, 22 de junho de 2017

Moro atropela lei brasileira para atender pedido da polícia dos EUA

22.06.2017
Do blog JORNALISTAS LIVRES
Por Gustavo Aranda

O juiz autorizou produção de documento falso e abertura de conta secreta para agente de polícia dos EUA

Moro fala no Wilson Center em Washington Set. de 2016
(Foto: Reprodução/Ustream/Wilson Center
O Juiz Sérgio Moro determinou em 2007 a criação de RG e CPF falsos e a abertura de uma conta bancária secreta para uso de um agente policial norte-americano, em investigação conjunta com a Polícia Federal do Brasil. No decorrer da operação, uma pessoa investigada nos EUA chegou a fazer uma remessa ilegal de US$ 100 mil para a conta falsa aberta no Banco do Brasil, induzido pelo agente estrangeiro infiltrado.

Na manhã da última terça-feira (20), os Jornalistas Livres questionaram o juiz paranaense sobre o assunto, por meio da assessoria de imprensa da Justiça Federal, que respondeu que não teria tempo hábil para levantar as informações antes da publicação desta reportagem (leia mais abaixo).

Todas essas informações constam nos autos do processo nº. 2007.70.00.011914-0 – a que os Jornalistas Livres tiveram acesso – e que correu sob a fiscalização do Tribunal Regional Federal da 4ª Região até 2008, quando a competência da investigação foi transferida para a PF no Rio Janeiro.

Especialistas em Direito Penal apontam ilegalidade na ação determinada pelo juiz paranaense, uma vez que a lei brasileira não permite que autoridades policiais provoquem ou incorram em crimes, mesmo que seja com o intuito de desvendar um ilícito maior. Além disso, Moro não buscou autorização ou mesmo deu conhecimento ao Ministério da Justiça da operação que julgava, conforme deveria ter feito, segundo a lei.

ENTENDA O CASO

Em março de 2007, a Polícia Federal no Paraná recebeu da Embaixada dos Estados Unidos um ofício informando que as autoridades do Estado da Geórgia estavam investigando um cidadão brasileiro pela prática de remessas ilícitas de dinheiro de lá para o Brasil. Na mesma correspondência, foi proposta uma investigação conjunta entre os países.

Dois meses depois, a PF solicitou uma “autorização judicial para ação controlada” junto à 2ª Vara Federal de Curitiba, então presidida pelo juiz Sérgio Moro, para realizar uma operação conjunta com autoridades policiais norte-americanas. O pedido era para que se criasse um CPF (Cadastro de Pessoa Física) falso e uma conta-corrente a ele vinculada no Brasil, a fim de que policiais norte-americanos induzissem um suspeito a remeter ilegalmente US$ 100 mil para o país. O objetivo da ação era rastrear os caminhos e as contas por onde passaria a quantia. A solicitação foi integralmente deferida pelo juiz Moro, que não deu ciência prévia ao Ministério Público Federal da operação que autorizava, como determina a lei:

“Defiro o requerido pela autoridade policial, autorizando a realização da operação conjunta disfarçada e de todos os atos necessários para a sua efetivação no Brasil, a fim de revelar inteiramente as contas para remeter informalmente dinheiro dos Estados Unidos para o Brasil. A autorização inclui, se for o caso e segundo o planejamento a ser traçado entre as autoridades policiais, a utilização de agentes ou pessoas disfarçadas também no Brasil, a abertura de contas correntes no Brasil em nome delas ou de identidades a serem criadas.”

No mesmo despacho, Moro determinou que não configuraria crime de falsidade ideológica a criação e o fornecimento de documentação falsa aos agentes estrangeiros: “Caso se culmine por abrir contas em nome de pessoas não existentes e para tanto por fornecer dados falsos a agentes bancários, que as autoridades policiais não incorrem na prática de crimes, inclusive de falso, pois, um, agem com autorização judicial e, dois, não agem com dolo de cometer crimes, mas com dolo de realizar o necessário para a operação disfarçada e, com isso, combater crimes.”

Depois disso, foram feitas outras quatro solicitações da PF ao juiz Moro, todas deferidas pelo magistrado sem consulta prévia à Procuradoria Federal. Atendendo aos pedidos, o juiz solicitou a criação do CPF falso para a Receita Federal:

Ilmo. Sr. Secretário da Receita Federal,

A fim de viabilizar investigação sigilosa em curso nesta Vara e realizada pela Polícia Federal, vimos solicitar a criação de um CPF em nome da pessoa fictícia Carlos Augusto Geronasso, filho de Antonieta de Fátima Geronasso, residente à Rua Padre Antônio Simeão Neto, nº 1.704, bairro Cabral, em Curitiba/PR”.

Além disso, o magistrado solicitou a abertura de uma conta no Banco do Brasil, com a orientação de que os órgãos financeiros fiscalizadores não fossem informados de qualquer operação suspeita:

“Ilmo. Sr. Gerente, [do Banco do Brasil].

A fim de viabilizar investigação sigilosa em curso nesta Vara e realizada pela Polícia Federal, vimos determinar a abertura de conta corrente em nome de (identidade falsa).

(…) De forma semelhante, não deverá ser comunicada ao COAF ou ao Bacen qualquer operação suspeita envolvendo a referida conta”.

Criados o CPF e a conta bancária, as autoridades norte-americanas realizaram a operação.

Dirigiram-se ao suspeito e, fingindo serem clientes, entregaram-lhe a quantia, solicitando que fosse ilegalmente transferida para a conta fictícia no Brasil.

Feita a transferência, o caminho do dinheiro enviado à conta falsa foi rastreado, chegando-se a uma empresa com sede no Rio de Janeiro. Sua quebra de sigilo foi prontamente solicitada e deferida. Como a empresa era de outro Estado, a investigação saiu da competência de Moro e do TRF-4, sendo transferida para o Rio.

LEI AMERICANA APLICADA NO BRASIL

A ação que Moro permitiu é prevista pela legislação norte-americana, trata-se da figura do agente provocador: o policial que instiga um suspeito a cometer um delito, a fim de elucidar ilícitos maiores praticados por quadrilhas ou bandos criminosos.

No caso em questão, o agente norte-americano, munido de uma conta falsa no Brasil, induziu o investigado nos EUA a cometer o crime de descaminho (envio de remessa de divisas ao Brasil sem pagamento dos devidos tributos).

Ocorre, porém, que o Direito brasileiro não permite que um agente do Estado promova a prática de um crime, mesmo que seja para elucidar outros maiores. A Súmula 145 do STF é taxativa sobre o assunto:

“Não há crime quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação.”

Ou seja, quando aquele que tenta praticar um delito não tem a chance de se locupletar por seus atos, caindo apenas em uma armadilha da polícia, o crime não se consuma.

É o que explica o advogado criminalista André Lozano Andrade: o agente infiltrado não deve ser um agente provocador do crime, ou seja, não pode incentivar outros a cometer crimes. “Ao procurar uma pessoa para fazer o ingresso de dinheiro de forma irregular no Brasil, o agente está provocando um crime. É muito parecido com o que ocorre com o flagrante preparado (expressamente ilegal), em que agentes estatais preparam uma cena para induzir uma pessoa a cometer um crime e, assim, prendê-la. Quando isso é revelado, as provas obtidas nesse tipo de ação são anuladas, e o suspeito é solto”, expõe Lozano.

Já Isaac Newton Belota Sabbá Guimarães, promotor do Ministério Público de Santa Catarina e professor da Escola de Magistratura daquele Estado, explica que “a infiltração de agentes não os autoriza à prática delituosa, neste particular distinguindo-se perfeitamente da figura do agente provocador. O infiltrado, antes de induzir outrem à ação delituosa, ou tomar parte dela na condição de co-autor ou partícipe, limitar-se-á ao objetivo de colher informações sobre operações ilícitas”.

CONTESTAÇÃO JUDICIAL

A ação policial autorizada por Moro levou à prisão de uma pessoa no Brasil. Seu advogado, então, impetrou um pedido de habeas corpus junto à presidência do TRF-4, apontando ilicitude nas práticas investigatórias.

A Defesa argumentou que seu cliente havia sido preso com base em provas obtidas irregularmente, e atacou a utilização de normas e institutos dos Estados Unidos no âmbito do Direito brasileiro:

“Data venia, ao buscar fundamento jurisprudencial para amparar a medida em precedentes da Suprema Corte estadunidense, a d. Autoridade Coatora (Sérgio Moro) se olvidou de que aquela Corte está sujeita a um regime jurídico diametralmente oposto ao brasileiro.”

“Enquanto os EUA é regido por um sistema de direito consuetudinário (common law), o Brasil, como sabido, consagrou o direito positivado (civil law), no qual há uma Constituição Federal extremamente rígida no controle dos direitos individuais passíveis de violação no curso de uma investigação policial. Assim, a d. Autoridade Coatora deveria ter bebido em fonte caseira, qual seja, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e das demais Cortes do Poder Judiciário brasileiro.”

O habeas corpus impetrado, no entanto, jamais foi julgado ou analisado. É que, logo depois, em 2008, a jurisdição do caso foi transferida para a Justiça Federal do Rio de Janeiro. Lá, toda a investigação foi arquivada. Os juízes acataram o argumento da Defesa de que a operação era ilegal desde a sua origem, pois teria tido início antes de findar-se a parte administrativa das investigações, executada pela Receita Federal.
Juiz e réu permanecem impunes.

OUTRO LADO

Os Jornalistas Livres enviou na manhã da última terça-feira à assessoria de imprensa da Justiça Federal no Paraná, onde atua o juiz Sérgio Moro, as seguintes questões a serem encaminhadas ao magistrado:

“Perguntas referentes ao processo nº. 2007.70.00.011914-0

– Qual a sustentação legal para a solicitação do juiz Sérgio Moro para que a Receita Federal criasse CPF e identidade falsa para um agente policial dos Estados Unidos abrir uma conta bancária no Brasil em nome de pessoa física inexistente?

– Por que o juiz Moro atendeu ao pleito citado acima, originário da Polícia Federal, sem submetê-lo, primeiramente, à apreciação do Ministério Público Federal, conforme determina o ordenamento em vigor no país?

– Por que o juiz Moro não levou ao conhecimento do Ministério da Justiça os procedimentos que autorizou, conforme também prevê a legislação vigente?”

A assessoria do órgão não chegou a submeter os questionamentos ao juiz. Disse, por e-mail, que não teria tempo hábil para buscar as informações em arquivos da Justiça:

Esse processo foi baixado. Portanto, para que consiga informações sobre ele precisamos buscar a informação no arquivo.

Outra coisa, precisa ver o que realmente ocorreu e entender pq o processo foi desmembrado para o Rio de Janeiro. Não tenho um prazo definido pra conseguir levantar o processo. Também preciso entender como proceder para localizar o processo aqui.

Infelizmente essa não é minha política, mas não consigo te dar um prazo para resposta neste momento. Fizemos pedidos para o juiz e para o TRF-4.

Sugiro que vc (sic) tente com a Justiça Federal do Rio de Janeiro também.

Espero que compreendas.

Assim que tiver alguma posição, te aviso.”
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Fonte:https://jornalistaslivres.org/2017/06/moro-autorizou-producao-de-documento-falso-e-abertura-de-conta-secreta-para-agente-de-policia-dos-eua/

HISTÓRIAS DO GOLPE DE ESTADO MIDIÁTICO-PARLAMENTAR: Maranhão foi ameaçado até de ser preso após cassação

22.06.2017
Do BLOG DA CIDADANIA, 10.09.16
Por Eduardo Guimarães
maranhão capaEste blogueiro dedicou toda a manhã e o começo da tarde desta terça-feira 10 a telefonar para parlamentares e a outras fontes de Brasília a fim de entender o que ocorreu com o deputado Valdir Maranhão para que recuasse de forma tão intempestiva de sua decisão anterior sobre o processo de impeachment contra Dilma Rousseff.
Para o leitor entender o que apurei, voltemos à segunda-feira, quando o Jornal Nacional começou o ataque ao presidente interino da Câmara.
Nos primeiros minutos do telejornal, muitos devem ter se perguntado quanto tempo Maranhão resistiria antes de voltar atrás na decisão sobre acolher pedido da Advocacia Geral da União para que a sessão ilegal da Câmara em 17 de abril último fosse anulada.
Antes de prosseguir, porém, vale explicar por que foi ilegal a decisão da Câmara que autorizou o Senado a processar Dilma por crime de responsabilidade. A lei que regula o processo de impeachment é de 1950, número 1079. Em seu Artigo 23, reza o seguinte:
“Encerrada a discussão do parecer [do relator da Comissão da Câmara sobre o impeachment], será o mesmo submetido a votação nominal, não sendo permitidas, então, questões de ordem, nem encaminhamento de votação”
Para quem não sabe, “encaminhamento de votação” significa voto anunciado pelos Líderes dos partidos, que representará o voto de seus liderados. Ou seja, o partido “fecha questão” sobre algum tema. Só que o processo de impeachment não admite esse sistema justamente para que cada parlamentar expresse livremente sua convicção.
Nesse aspecto, vários parlamentares declararam, naquele domingo fatídico (17/4), que estavam votando a favor do impeachment apenas em obediência à determinação partidária – como se sabe, os partidos que fecharam questão a favor do golpe ameaçaram os parlamentares de expulsão caso votassem contra.
A decisão de Maranhão pode ser discutida quanto à oportunidade ou extemporaneidade? Sim. Juristas divergem sobre o presidente da Câmara ter ou não poder para tomar a medida que tomou. Mas há uma boa discussão, aí. Não existe motivo para a decisão de Maranhão ser tratada como um ato de terrorismo passível de pena de morte.
Pois foi o que aconteceu. A apuração do Blog revela que o nível de ameaças a Maranhão chegou às raias do impensável por dois fatores que ficarão absolutamente claros ao leitor.
Primeiro, a decisão do presidente da Câmara de fato impediria que o processo no Senado tivesse consequências. A decisão de Maranhão criou um vácuo jurídico e o impeachment não poderia prosseguir sem decisão do STF, o que demandaria vários dias para poder ser tomada, já que os ministros precisariam de um prazo mínimo para formarem convicção.
Segundo, a decisão de Maranhão gerou pânico entre os golpistas porque, apesar de dizerem que a votação de 17/4 foi “juridicamente perfeita” e que o desejo da Câmara de cassar Dilma atinge 2/3 daquele colegiado, eles temem que, sem Eduardo Cunha à frente do processo, para chantagear ou subornar, a maioria pró-impeachment poderia ser muito menor.
Daí que o mundo caiu sobre a cabeça de Maranhão. A decisão de exonerar seu filho de um cargo no TCE maranhense foi só o começo.
O TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Maranhão exonerou, em ato assinado na segunda-feira 9 pelo presidente da Corte, conselheiro João Jorge Pavão, o servidor Thiago Augusto Azevedo Maranhão, filho do presidente interino da Câmara, sob acusação de receber salário sem trabalhar.
Ora, onde estava o Conselheiro João Jorge Pavão que não sabia que o servidor em tela não comparecia ao trabalho? Se o filho de Maranhão estava vinculado ilegalmente àquele órgão, quem o demitiu incorreu na mesma irregularidade.
As pressões contra Maranhão não ficaram por aí. No Jornal Nacional foi insultado por incontáveis minutos, chamado de incompetente, acusado de corrupção por ter sido alvo de citação na Lava Jato tanto quanto um Aécio Neves, por exemplo, que nem já tendo sido citado várias vezes nessa investigação foi chamado de corrupto como o presidente da Câmara foi naquela edição daquele telejornal.
Mas as ameaças não ficaram por aí. Maranhão foi ameaçado de cassação sumária por uma maioria que se formaria rapidamente. Seu processo, foi-lhe dito, teria ainda menos direito de defesa que o de Dilma.
Primeiro, sua decisão seria derrubada em votação que seria procedida à sua revelia na Câmara. Não se sabe como, mas essa ameaça foi feita. Depois, seria pedida sua cassação por ter ousado cumprir o dever do presidente da Casa de decidir sobre um pleito da defesa de uma presidente lá processada.
A vingança prometida contra Maranhão, porém, não iria parar por aí. O Blog colheu relatos de que lhe prometeram que a Lava Jato iria intensificar as investigações sobre si e, ao fim, prendê-lo por conta das supostas citações de seu nome por um doleiro que, até aqui, não lhe tinham causado maiores problemas.
Maranhão, vê-se, é um homem simples. Desacostumado a tal protagonismo, comparecia com o semblante e os modos petrificados pela enormidade do papel que lhe foi conferido após a defenestração de Eduardo Cunha. Acovardou-se. Refletiu que poderia ser abandonado por todos e virar alvo da vingança de ex-correligionários e, pior que tudo, da mídia (Globo).
Devo confessar que entendi a conduta do ainda presidente da Câmara. E senti um quê de piedade, inclusive. A quem está furioso com ele, peço que se pergunte o que faria vendo que toda a fúria do inferno desabaria sobre si se decidisse ser herói de uma causa que, a alguns, parece perdida, ainda que tal causa seja a da democracia
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2016/05/maranhao-foi-ameacado-ate-de-ser-preso-apos-cassacao/

quarta-feira, 21 de junho de 2017

BOMBA - PROVAS DE QUE A GLOBO QUER ACABAR COM LULA

21.06.2017
Do canal de Crítica Brasil no Youtube, 21.02.17

PORQUE A REDE GLOBO E A VEJA ODEIAM O LULA? PORQUE ELES TENTAM A TODO CUSTA DESTRUIR O MAIOR LÍDER BRASILEIRO DA ATUALIDADE?

 
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Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=IHXTDbhTkiI&t=28s

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Que país é esse?

31.08.2016
Do portal  da Agência Carta Maior, 31.08.16
Por  Jeferson Miola

A manchete do Globo no golpe de 2016 é idêntica àquela da edição do golpe de 1964: 'EMPOSSADO MAZZILI NA PRESIDÊNCIA - Ressurge a Democracia!'  

                                                                                                                                                                                                             Geraldo Magela / Agência Senado
Geraldo Magela / Agência Senado

Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?, De Renato Russo/Legião Urbana

Com o golpe de Estado misógino, patriarcal e neoliberal perpetrado pela burguesia paulista branca, o Brasil passa a ser comandado diretamente por canalhas, sem intermediários.

Na realidade, os canalhas são meros intermediários dos setores anti-nacionais e anti-populares que abastardaram a democracia para tocarem livremente seus negócios, para venderem “todas as almas dos nossos índios num leilão”, como diz a canção do Legião Urbana.

O diário oficial desse país que nasce da ilegitimidade celebra o retrocesso em caixa alta na edição do que chama “dia histórico”: “NUNCA ANTES Em dia histórico, país deverá ter hoje impeachment e duas posses” [O Globo, 31 de agosto de 2016, capa].

O jornal da família Marinho está onde sempre esteve: a serviço do atraso, do Brasil arcaico, do fascismo, da conspiração. Quando houver golpe contra o povo e contra a nação, ali estará a Rede Globo, na linha de frente com os Cunha, Temer, Padilha, Aécio, Serra, Gilmar Mendes, Moro, Janot, FHC, FIESP, Lacerda, Mesquita, Civita, Frias ...

A manchete do Globo no golpe de 2016 é idêntica àquela celebrada, também em caixa alta, na edição do primeiro dia do golpe de 1964: “EMPOSSADO MAZZILI NA PRESIDÊNCIA – Ressurge a Democracia!” [2 de abril de 1964, capa].

Com a aprovação do impeachment fraudulento da Presidente Dilma pela canalhada golpista do Senado, Michel Temer assume a Presidência em seu lugar.

E, com a viagem imediata do usurpador à China, um exemplar da oligarquia ultra-reacionária sentará na cadeira presidencial recém tomada de assalto – Rodrigo Maia, do velho conhecido PFL [Arena na época da ditadura e DEM atualmente].

A posse de Rodrigo Maia na Presidência da República, mesmo que interinamente, é uma metáfora perfeita da viagem de regressão do Brasil ao abismo da Casa Grande e da Senzala.

Que país é esse, avacalhado no mundo inteiro, mas que O Globo celebra estar vivendo um “dia histórico”? Que tragédia de país é esse?!

Dilma, uma mulher digna e inocente, vítima de uma farsa terrível, foi condenada por um tribunal de exceção. Eduardo Cunha, um corrupto notável, dono de milhões de dólares roubados e depositados em contas secretas na Suíça, vive livre, leve e solto – é o prêmio que ganha dos seus comparsas como retribuição por atentar contra a democracia e o Estado de Direito.

Os canalhas não podem ter um minuto de sossego: Fora Temer usurpador! Eleição já!

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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Que-pais-e-esse-/4/36711

domingo, 18 de junho de 2017

JOESLEY: TEMER É O CHEFE DA MAIOR E MAIS PERIGOSA QUADRILHA DO BRASIL

18.06.2017
Do portal BRASIL247


O Brasil é hoje presidido por seu maior e mais perigoso criminoso, chamado Michel Temer; quem afirma, em entrevista concedida à revista Época, é o empresário Joesley Batista, do grupo J&F; "O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais. Para não armar alguma coisa contra mim. A realidade é que esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida", afirma

247 – O empresário Joesley Batista, dono do grupo J&F, que controla a JBS, decidiu quebrar o silêncio e afirmou que o Brasil é hoje presidido por seu maior e mais perigoso criminoso. Sim, ele mesmo, Michel Temer.

"O Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais. Para não armar alguma coisa contra mim. A realidade é que esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida", disse Joesley, em entrevista à revista Época.
Na entrevista, Joesley falou sobre sua relação com Temer, sempre baseada na troca de favores. "Nunca foi uma relação de amizade. Sempre foi uma relação institucional, de um empresário que precisava resolver problemas e via nele a condição de resolver problemas. Acho que ele me via como um empresário que poderia financiar as campanhas dele – e fazer esquemas que renderiam propina. Toda a vida tive total acesso a ele. Ele por vezes me ligava para conversar, me chamava, e eu ia lá."
Ele menciona o caso em que Temer o pediu para ajudar a financiar a guerrilha na internet, para ajudar a golpear a presidente legítima Dilma Rousseff, a quem devia lealdade institucional, e financiar o golpe de 2016. "Sempre estava ligado a alguma coisa ou a algum favor. Raras vezes não. Uma delas foi quando ele pediu os R$ 300 mil para fazer campanha na internet antes do impeachment, preocupado com a imagem dele. Fazia pequenos pedidos. Quando o Wagner saiu, Temer pediu um dinheiro para ele se manter. Também pediu para um tal de Milton Ortolon, que está lá na nossa colaboração. Um sujeito que é ligado a ele. Pediu para fazermos um mensalinho. Fizemos. Volta e meia fazia pedidos assim. Uma vez ele me chamou para apresentar o Yunes. Disse que o Yunes era amigo dele e para ver se dava para ajudar o Yunes", afirma.
Segundo Joesley, Temer acredita que os empresários lhe devem favores em razão do cargo que ocupa. "Há políticos que acreditam que pelo simples fato do cargo que ele está ocupando já o habilita a você ficar devendo favores a ele. Já o habilita a pedir algo a você de maneira que seja quase uma obrigação você fazer. Temer é assim", diz ele.
"Temer é o chefe de Cunha"
O empresário afirma ainda que Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara que aceitou o impeachment fraudulento e hoje está condenado a mais de 15 anos de prisão, é subordinado a Temer. "A pessoa a qual o Eduardo se referia como seu superior hierárquico sempre foi o Temer. Sempre falando em nome do Temer. Tudo que o Eduardo conseguia resolver sozinho, ele resolvia. Quando ficava difícil, levava para o Temer. Essa era a hierarquia. Funcionava assim: primeiro vinha o Lúcio [o operador Lúcio Funaro]. O que ele não conseguia resolver pedia para o Eduardo. Se o Eduardo não conseguia resolver, envolvia o Michel", afirma. "Em grande parte do período que convivemos, meu acerto era direto com o Lúcio. Eu não sei como era o acerto do Lúcio do Eduardo, tampouco do Eduardo com o Michel. Eu não sei como era a distribuição entre eles. Eu evitava falar de dinheiro de um com o outro. Não sabia como era o acerto entre eles. Depois, comecei a tratar uns negócios direto com o Eduardo. Em 2015, quando ele assumiu a presidência da Câmara. Não sei também quanto desses acertos iam para o Michel. E com o Michel mesmo eu também tratei várias doações. Quando eu ia falar de esquema mais estrutural com Michel, ele sempre pedia para falar com o Eduardo."
Joesley relembra que a eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara institucionalizou o achaque. "O mais relevante foi quando Eduardo tomou a Câmara. Aí virou CPI para cá, achaque para lá. Tinha de tudo. Eduardo sempre deixava claro que o fortalecimento dele era o fortalecimento do grupo da Câmara e do próprio Michel. Aquele grupo tem o estilo de entrar na sua vida sem ser convidado", afirma. Ele enfatizou ainda que a turma que governo o Brasil pós-golpe "é a maior e mais perigosa organização criminosa deste país, liderada pelo presidente.
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Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/301658/Joesley-Temer-%C3%A9-o-chefe-da-maior-e-mais-perigosa-quadrilha-do-Brasil.htm

quinta-feira, 15 de junho de 2017

FALSO INTELECTUALISMO: Combatendo a praga dos “intelectuais” de What’s App

15.06.2017
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
zap zap
A maior praga cultural contemporânea talvez seja essa febre dos intelectuais de Whats App… Ao menos no Brasil.
Sobretudo as infernais correntes que circulam nessa rede social pensada para não se aprofundar em coisa nenhuma, eis que desenvolvida para a comunicação rápida e sucinta.
Não que a cultura do “sabetudismo” via Whats App seja nova. Veio dos nossos e-mails, origem de longos textos que fazem afirmações seriíssimas e sem um mísero dado, uma mísera fonte.
As barbaridades que circulam por Whats App só não são piores do que as correntes que pedem para você difundir alguma coisa senão algo de ruim irá lhe acontecer ou, então, você deixará de salvar a humanidade por ser um egoísta que não se preocupa com tão nobre missão.
O texto que recebi de uma amiga, médica-cardiologista, professora universitária, surpreendeu-me. Não imaginava que alguém como ela caísse nessa esparrela.
O texto é tosco. Além de distorção dos fatos, dados incorretos e péssimo português, ainda é recheado de preconceitos horrorosos.
Ofereço aos amigos e aos inimigos uma fórmula para combater a difusão da burrice on line. Uma resposta bem elaborada pode impedir que as pessoas… Piorem!
Abaixo, seguem as imagem do Whats App e, em seguida, a transcrição do texto

TEXTO RECEBIDO

sandra avó
[08:37, 15/6/2017] Amiga:
INFELIZMENTE NÃO SEI QUEM É O AUTOR.
QUISERA TER TIDO ESSA SENSIBILIDADE.
EM NAO A TENDO…
LEIAM!!!
A Diferença entre as Nações Pobres e Ricas não é a Idade da Nação.
Isto pode ser demonstrado por países como Índia e JB Egito, que têm mais de 2000 anos e são países pobres ainda.
Por outro lado, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que há 150 anos atrás eram insignificantes, hoje são países desenvolvidos e ricos.
A diferença entre a nação pobre e rica não depende também dos recursos naturais disponíveis.
Japão tem um território limitado, 80% montanhoso, inadequado para a agricultura ou agropecuária, mas é a segunda economia do mundo. O país é como uma imensa fábrica flutuante, importando matéria-prima de todo o mundo e exportando produtos manufaturados.
Segundo exemplo é a Suíça, onde não cresce cacau mas produz os melhores chocolates do mundo. Em seu pequeno território ela cuida de suas vacas e cultiva a terra apenas por quatro meses ao ano, não obstante, fabrica os melhores produtos de leite. Um pequeno país que é uma imagem de segurança que tornou-se o banco mais forte do mundo.
Executivos de países ricos que interagem com seus homólogos dos países pobres não mostram nenhuma diferença intelectual significativa.
Os fatores raciais ou de cor, também, não têm importância: imigrantes fortemente preguiçosos em seus países de origem, são altamente produtivos em países ricos da Europa.
Então, qual é a diferença?
A diferença é a atitude das pessoas, moldadas durante muitos anos pela educação e cultura.
Quando analisamos o comportamento das pessoas dos países ricos e desenvolvidos, observa-se que uma maioria respeita os seguintes princípios de vida:
  1. Ética, como princípio básico.
  2. Integridade.
  3. Responsabilidade.
  4. O respeito pela legislação e regulamentação.
  5. O respeito da maioria dos cidadãos pelo direito.
  6. O amor ao trabalho.
  7. O esforço para poupar e investir.
  8. A vontade de ser produtivo.
  9. A pontualidade.
Nos países pobres, uma pequena minoria segue esses princípios básicos em sua vida diária.
Não somos pobres porque nos falta recursos naturais ou porque a natureza foi cruel conosco.
Somos pobres porque nos falta atitude. Falta-nos vontade de seguir e ensinar esses princípios de funcionamento das sociedades ricas e desenvolvidas.
ESTAMOS NESTE ESTADO PORQUE QUEREMOS LEVAR VANTAGEM SOBRE TUDO E TODOS.
ESTAMOS NESTE ESTADO PORQUE VEMOS ALGO FEITO DE FORMA ERRADA E DIZEMOS – “Não é meu problema”
DEVERÍAMOS LER MAIS  E AGIR MAIS!
SÓ ENTÃO SEREMOS CAPAZES DE MUDAR NOSSO ESTADO PRESENTE.
Se você não encaminhar esta mensagem nada vai acontecer com você.
Seu animal premiado não vai morrer, você não vai ser demitido de seu emprego, não vai ter azar por sete anos, nem vai ficar doente.
Mas, se você ama seu PAÍS tente fazer circular esta mensagem para que o máximo número de pessoas possível, reflita sobre isso.      

RESPOSTA

edu pai carla
                 

[11:52, 15/6/2017] +55 11 : Cara Amiga,
 uma das pragas que assolam a classe média brasileira – e, sobretudo, a paulista-paulistana – é o verdadeiro instituto que são essas mensagens que circulam pela internet sem autoria e sem dados confiáveis.
 Nessa, em específico, sobressaem os problemas de costume: dados errados e disseminação de ódio e preconceito.
 Por exemplo:
 1 – há muito que o Japão deixou de ser a 2a economia do mundo. Hoje é a quarta, suplantada pelas economias dos EUA, da União Europeia e da China.
 2 – Imigrantes que eram “fortemente preguiçosos em seus países de origem”. Francamente! Isso é um absurdo. Nos países do 3o mundo as pessoas trabalham muito mais horas por dia que nos países ricos. Essa mania da classe média iletrada de dizer que pobre é pobre porque não trabalha é muito irritante. Quanto mais o indivíduo é pobre, mais cedo ele tem que acordar e mais ele tem que trabalhar.
 Essa parte do texto é particularmente revoltante.
 Por fim, a boa e velha disseminação do complexo de viralatas. Não sei aonde as pessoas deste país vão chegar achando que somos uma nação – que é mais que um país – sem moral, preguiçosa e sem caráter, como diz esse texto.
 Você e o seu marido ou eu e a minha esposa trabalhamos como loucos – e honestamente – a vida toda para darmos uma chance ao nossos filhos – vocês na medicina e eu no comércio exterior e no jornalismo.
 Hoje, sou um perseguido político em meu país pelas coisas que escrevo e pelas posições que assumo.
 Tiveram que inventar duas balelas – de que “ameacei” Sergio Moro  e “avisei” Lula – porque vasculharam minha vida de trás para frente e JAMAIS encontraram um único ato de improbidade.
 Somos pessoas de vida limpa, eu, minha esposa e filhos, ou você, seu esposo e família. Não merecemos esse texto ridículo.
 O problema do Brasil é a elite que concentra quase toda renda nas mãos de 1% do povo e essa religiosidade bovina e muar que fez com que, à diferença dos países que esse texto usa como exemplo, tenhamos nos reproduzido de forma descontrolada e explodido nestas plagas uma bomba populacional.
 Se essas microscópicas classes A e B+ querem ser iguais a australianos, canadenses, neozelandeses e suíços, primeiro parem de confiar em textos anônimos (o que nunca é bom sinal) e cheios de afirmações polêmicas.
 As pessoas têm que entender que só distribuição de renda e atenção ao social poderá tirar das costas do país uma massa humana imensa que, por não ter acesso a educação, saúde, habitação etc por agregar muitos, não consegue competir com a elite minúscula que tem tudo isso e usa essas vantagens para se apropriar de todas as oportunidades.
 Não acredite que os povos do primeiro-mundo são essa perfeição. Não são. Também têm corruptos, ladrões, preguiçosos e pervertidos. Mas, como essas sociedades são mais igualitárias, as pessoas acabam se aperfeiçoando e só os sociopatas de raiz é que não evoluem socialmente.
 Concluo, minha cara amiga, exortando-a a não crer nessas correntes. São perigosamente formuladoras de ignorância e preconceitos.
 Grande abraço
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2017/06/combatendo-a-praga-dos-intelectuais-de-whats-app/

terça-feira, 13 de junho de 2017

MENTIRA TEM PERNAS CURTAS:Os buracos na narrativa de Míriam Leitão sobre a agressão no voo

13.06.2017
 Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO
 Por  Kiko Nogueira


Míriam Leitão merece toda a solidariedade pela violência que, segundo ela conta em sua coluna, sofreu num voo da Avianca.
Isto posto, há alguns buracos em sua narrativa que merecem elucidação.
Ela afirma que foi vítima de “um ataque de violência verbal por parte de delegados do PT”.
“Foram duas horas de gritos, xingamentos, palavras de ordem contra mim e contra a TV Globo. Não eram jovens militantes, eram homens e mulheres representantes partidários. Alguns já em seus cinquenta anos. Fui ameaçada, tive meu nome achincalhado e fui acusada de ter defendido posições que não defendo”, descreve.
O fato se deu em 3 de junho num avião que ia de de Brasilia para o Rio de Janeiro. Ou seja, Míriam levou dez dias para expôr o ocorrido.
Por quê?
“Foram muitas as ofensas, e, nos momentos de maior tensão, alguns levantavam o celular esperando a reação que eu não tive. Houve um gesto de tão baixo nível que prefiro nem relatar aqui. Calculavam que eu perderia o autocontrole. Não filmei porque isso seria visto como provocação. Permaneci em silêncio. Alguns, ao andarem no corredor, empurravam minha cadeira, entre outras grosserias”.
Um linchamento estava a caminho, mais que um escracho.
Diante de um fato de tamanha gravidade, por que não lavrou um boletim de ocorrência ali mesmo no aeroporto? Por que não filmou os agressores?
Miriam atesta que eram “delegados do PT” e “profissionais do partido”.
Como ela sabe disso? Portavam crachá? Através das roupas deles? Dos óculos? Das feições lombrosianas?
Os agressores, de acordo com ML, eram também ignorantes contumazes.
“Ameaçaram atacar fisicamente a emissora, mostrando desconhecimento histórico mínimo: ‘quando eles mataram Getúlio o povo foi lá e quebrou a Globo’, berrou um deles. Ela foi fundada onze anos depois do suicídio de Vargas”, afirma.
Ora. O Globo estava na ativa há 29 anos em 1954. Carros do jornal foram destruídos quando da morte de Getúlio e a redação foi atacada.
No Facebook, um advogado ligado ao PT, que se declarou presente no avião, desmentiu a colunista.
“Eu estava no vôo e ninguém lhe dirigiu diretamente a palavra, justamente para você não se vitimizar e tentar caracterizar uma injúria ou qualquer outro crime”, relatou Rodrigo Mondego.
“O que houve foram alguns poucos momentos de manifestação pacífica contra principalmente a empresa que a senhora trabalha e o que ela fez com o país. A senhora mente também ao dizer que isso durou as duas horas de vôo, ocorreu apenas antes da decolagem e no momento do pouso. Se a carapuça serviu com os gritos de ‘golpista’, era só não ter apoiado a ação orquestrada por Eduardo Cunha e companhia, simples”.
Tudo indica que foi um esculacho. Míriam não ajudou a esclarecer. Talvez porque não interesse.
Assim como ficou nebuloso o “escândalo” da alteração de seu perfil na Wikipedia pelo “Planalto”, sobre o qual meu irmão Paulo escreveu. Uma patacoada tratada como Watergate.
Ela parece incomodada com o papel de porta voz da emissora. É uma posição horrenda, mas é difícil crer que não tenha ideia do quanto a empresa onde trabalha é odiada.
É impossível excluir o protagonismo da Globo na venezuelização do Brasil. Míriam, infelizmente, é a cara do grupo. Poucos, ali, traduzem melhor do que ela as ideias dos Marinhos. 
De novo: Míriam Leitão merece cada palavra solidária que está recebendo pelo que passou — a mesma solidariedade que ela jamais prestou quando as vítimas estavam do lado de lá.
Falta, porém, explicar direito. A luz do sol ainda é o melhor detergente.
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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/os-buracos-na-narrativa-de-miriam-leitao-sobre-a-agressao-no-voo-por-kiko-nogueira/