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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

BANDIDO, COVARDE E FASCISTA:Agressor de Lindbergh violou proibição de frequentar restaurantes; sua empresa de segurança tem contrato de R$ 1,5 mi com o MPF

28.09.2016
Do blog VI O MUNDO

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Lindbergh Farias identifica o fascista que o atacou na saída de um restaurante
Trata-se de um homem com vasto histórico de agressões e violências
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) reconheceu o sujeito que o ameaçou na noite de sexta-feira (23/09) na saída de um restaurante.
O nome dele é Claudio Roberto Baldaque Guimarães, um valentão que já se envolveu em ocorrências policiais por embriaguês, disparos de arma de fogo e agressão.
Baldaque Guimarães estava no mesmo restaurante em que jantava o senador, acompanhado da mulher e de amigas.
Sentado em uma mesa próxima da de Lindbergh, o fascista passou a insultar o petista, gritando: “Quem apoia Lula não pode jantar aqui”.
Quando Lindbergh saía do local, Baldaque Guimarães seguiu-o –sempre gritando e ofendendo.
Ridículo, além de violento e covarde, o provocador ainda tirou a camisa, para mostrar sua disposição de partir para o confronto físico.
Empurrou a mulher do senador, que caiu no chão, ferindo-se nos braços e pernas.
Lindbergh registrou queixa contra o agressor.
E publicou nota na sua página de facebook, pedindo ajuda para que o homem fosse identificado, o que ocorreu nesta tarde (27/9) quando amigos receberam a informação de que o agressor era o Baldaque e o senador o identificou por fotos postadas no facebook.
Em 14 de julho do ano passado, o mesmo Claudio Roberto Baldaque Guimarães apareceu no noticiário policial, por causa de uma sessão de exibicionismo com arma de fogo.
Ele e um amigo, José Daltro Queiroz de Magalhães Junior, foram presos em flagrante depois de fazer selfies com uma pistola automática. 380 na varanda do Lagoon, centro gastronômico de luxo na Lagoa, Zona Sul do Rio.
Segundo o gerente do restaurante, ambos os homens haviam passado horas embriagando-se no local.
Quando a PM chegou para dar um paradeiro na loucura, os amigos fizeram de seis a sete disparos para o alto, com o propósito de assustar os policiais. Havia mulheres e crianças no local.
Não para por aí. Baldaque também foi denunciado por comportamento violento em 28 de julho de 2010…
Na ocasião, por causa de uma discussão de trânsito, arremessou seu carro contra o do policial Gilmar Pasquini.
Na denúncia que fez contra o valentão, Gilmar Pasquini afirmou: [Depois disso, ele] “fugiu em marcha a ré em alta velocidade, tendo derrubado um pedestre de nome Marcio”.
badboy abandonou no local a mulher que o acompanhava, e ela disse que o havia conhecido naquela noite, sendo que ele se identificou como “Claudio, delegado da polícia federal”.
A mulher disse ainda que ele tinha bebido duas garrafas de vinho.
Jornalistas Livres procuraram Claudio Baldaque numa empresa de segurança que aparece ligada a seu nome. Também enviaram mensagem pela página de facebook de sua irmã. Ele não foi localizado.
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Mulher de Lindbergh diz que vídeos de ataques foram editados
Maria Antonia afirma ter sido jogada no chão e machucado os joelhos e os antebraços
RIO – A educadora Maria Antonia Goulart, mulher do senador Lindbergh Farias (PT), afirmou na segunda-feira, 26, que os vídeos que estão circulando com o registro das agressões sofridas por ela e o marido na noite de sexta-feira, 23, na saída de um restaurante na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, foram editados, e não mostram toda a discussão.
As imagens mostram Lindbergh sendo xingado de “ladrão” e “pilantra” por um homem e uma mulher, ambos bastante alterados. A agressão a Maria Antonia, que diz ter sido jogada no chão e machucado os joelhos e os antebraços, foi retirada na edição, ela disse.
A educadora se submeteu a exame de corpo de delito. O caso foi registrado na delegacia da Gávea, onde fica a residência do casal. A polícia não informou se o agressor já foi identificado.
Maria Antonia e Lindbergh estavam com três amigas, com quem ela havia estado no evento Educação 360, um encontro internacional sobre temas relacionados à educação.
Durante o jantar, o grupo notou que um rapaz o filmava com um celular. Eles não trocaram palavras então. Na saída, deu-se o ataque. Maria Antonia confirmou que o senador reagiu ao ser insultado e ao vê-la derrubada no chão.
“Na calçada, quase entrando no carro, ele e a mulher vieram como loucos, bem alterados, nervosos, agressivos. Jamais na vida passei por uma situação como essa, alguém chegar do nada, tirar a camisa no meio da rua. Uma coisa completamente gratuita”, contou.
“Se ele estivesse em grupo, Lindbergh estaria na UTI. Ele brigou também, ou então ficaria apanhando. A gente estava tentando entrar no carro e o cara ainda chutou, amassou a lataria. Não se pode naturalizar uma coisa dessa, é muito grave. Se for assim, a gente entra na barbárie. Então passa o Eduardo Cunha na rua, e a gente vai espancar ele e a mulher dele?”
No Facebook, o senador contara que o homem gritava a frase “quem apoia Lula não pode jantar aqui”.
“Não serei intimidado pelos porta-vozes do ódio. É lamentável que as ideias sejam substituídas pela violência, que algumas pessoas sintam-se no direito de perseguir, ofender, ameaçar e agredir fisicamente quem pensa diferente, e que tal episódio tenha ocorrido na presença de meus familiares.”
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Foto reprodução da TV Globo
Da Redação
Por causa dos tiros para o alto que deu em um dos restaurantes do complexo Lagoon, no Rio, Claudio Roberto Baldaque Guimarães havia sido proibido de frequentar bares, restaurantes e festas pelo juiz Roberto Camara Lace Brandão, do Rio de Janeiro, em decisão de 17.07.2015.
O julgamento está marcado para 07.03.2017.
A dica foi de um leitor do Viomundo:
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Em outra ação, esta em São Paulo, Claudio Roberto Baldaque Guimarães perdeu em primeira instância a ação movida por Gilmar Pasquini Contrera, a quem chamou de “policial de merda”. Foi condenado a pagar R$ 20 mil de indenização.
GILMAR PASQUINI CONTRERA ajuizou ação de indenização por danos morais em face de CLAUDIO ROBERTO BALDAQUE GUIMARÃES, porque em 28.07.2010, por volta das 22h07, o autor chegava em sua residência e encontrou um veículo estacionado de fronte à garagem, impedindo o acesso; o autor sinalizou a manobra e o veículo saiu, permitindo que o autor estacionasse defronte sua casa para descarregar malas e objetos.
Nesse momento, o condutor do outro veículo, modelo Captiva, ficou parado no meio da rua e impediu o autor de ingressar na garagem, passando a ameaçar o autor, intitulando-se policial, dizendo que poderia prender o autor, coagindo o mesmo a descer do veículo.
O autor desceu de seu carro e identificou-se como policial. Neste momento, o réu exibiu um brasão da polícia federal mas não desceu do carro.
Subitamente o réu e sua acompanhante desceram do carro, tentaram agredir o autor, gritavam para que o autor atirasse se fosse homem, chamaram o autor “policial de bosta” e amassaram o capo do veículo do autor.
O autor acionou a polícia militar, o réu entrou no veículo Captiva, avançou contra a porta esquerda do veículo Corolla do autor e fugiu em marcha a ré em alta velocidade, tendo derrubado um pedestre de nome Marcio.
O réu abandonou no local a mulher que o acompanhava e esta disse que o havia conhecido naquela noite, sendo certo que o réu se identificou como Claudio, dizendo-se delegado da polícia federal e informou que ele tinha bebido duas garrafas de vinho.
A ocorrência foi registrada no 96º Distrito Policial e apurou-se que o veículo usado pelo réu é de uma empresa.
O autor pretende a condenação do réu ao pagamento de indenização por dano moral no valor de R$57.500,00. Com a inicial vieram os documentos de fls. 16/74.
Citado, o réu apresentou contestação (fls. 80/85, com os documentos de fls. 86/90). Disse que a versão do autor é falsa. Afirmou que estava parado na frente da garagem do autor e ao ouvir uma buzina deu-se conta de tal fato e retirou o veículo de lá mas foi surpreendido com a atitude do autor que desceu com arma em punho exigindo explicações.
Disse que ele réu foi ameaçado pelo autor. Negou tivesse se apresentado como delegado da polícia federal, negou ter se evadido do local em alta velocidade, impugnou o valor pretendido pelo autor.
Réplica a fls. 92/102, com os documentos de fls. 103/104. Determinada a especificação de provas, o autor pediu depoimento pessoal do réu e prova testemunhal e juntada posterior de laudo pericial ainda não concluído no inquérito policial (fls. 107/108) e o réu silenciou (fls. 109).
Decisão saneadora irrecorrida a fls. 110/113. Na audiência de instrução e julgamento foram tomados os depoimentos pessoais das partes e inquirida uma testemunha do autor, cuja procuradora desistiu da inquirição das demais, o que foi homologado, encerrando-se a instrução. A pedido das partes, os debates foram substituídos pela apresentação de memoriais (fls. 170/178).
O autor apresentou alegações finais (fls. 188/191) e o réu também (fls. 182/186). É o relatório. Fundamento. DECIDO. O pedido é parcialmente procedente.
O réu negou enfaticamente ter ofendido o autor e em suas alegações finais afirmou que sentiu-se ameaçado pelo autor, que estava de arma em punho, de forma que ele réu, permaneceu no interior do veículo e apresentou seu documento de identificação, que o autor supôs ser de delegado federal mas em seguida o réu foi embora.
Todavia, essa versão destoa do que restou decidido em demanda ajuizada pelo autor em face do réu para receber os danos materiais que o réu causou no veículo do autor. Ora, se o réu danificou o veículo do autor é porque desceu de seu veículo e não permaneceu dentro dele como alega e mais, se agiu com tamanha agressividade mesmo estando o autor armado, é verossímil que tenha ofendido o autor, desafiando-o a atirar e proferindo a ofensa moral, chamando-o de “policial de bosta”, fato corroborado pela única testemunha ouvida, ainda que essa testemunha possuísse no passado parentesco com o autor (ex-cunhado).
Os danos materiais no veículo autor estão comprovados a fls. 68/72, o que demonstra o comportamento agressivo e truculento do réu.
Assim, tenho por caracterizado o dano moral experimentado pelo autor, que foi ofendido em sua honra objetiva e subjetiva perante terceiros. A expressão utilizada pelo réu é depreciativa e ofensiva. Resta quantificar a indenização.
Considerando-se as pessoas envolvidas, a natureza e extensão do dano, bem como a finalidade da indenização, fixo-a em R$20.000,00. A condenação em valor inferior ao pleiteado não importa sucumbência recíproca.
Neste sentido a Sumula 326 do STJ: “Na ação de indenização por dano moral, a condenação no montante inferior ao postulado na inicial, não implica sucumbência recíproca”. Posto isso, julgo PARCIALMENTE PROCEDENTE o pedido e condeno o réu a pagar ao autor, a título de indenização por danos morais a importância de R$20.000,00 (vinte mil reais) corrigidos monetariamente pela tabela prática do TJSP a partir de hoje e acrescidos de juros de 1% ao mês a partir da citação. A ré arcará com as custas, despesas processuais e honorários advocatícios arbitrados em 10% sobre o valor da condenação. P.R.I. São Paulo, 15 de outubro de 2.012.
JOÃO OMAR MARÇURA Juiz de Direito Certifico e dou fé que o valor das custas de preparo para eventual interposição de recurso importa em R$ 400,00 e o porte de remessa e retorno dos autos em R$ 25,00 por volume. (consta (m) 01 volume (s)). — ADV ROSA ZELINDA PASQUINI CONTRERA OAB/SP 135027 — ADV FERNANDO REZENDE ANDRADE OAB/RJ 153186.
DONO DE EMPRESA DE SEGURANÇA NO RIO DE JANEIRO
A “coragem” de Baldaque Guimarães ir para cima de Maria Antonia, mulher de Lindbergh, e do próprio senador agora está explicada.
Graças à dica de Daniel Valença, outro leitor do Viomundo, descobrimos que o metido a machão ferrabrás é dono de uma empresa de vigilância e segurança armada e desarmada na cidade do Rio de Janeiro.
Chama-se  BMC, foi aberta em 10 de março de 2011. Tem capital social de R$ 400 mil.
baldaque 3
Baldaque 1
Outra coincidência fantástica. A BMC tem, pelo menos, um contrato com o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro.
Ele foi publicado no Diário Oficial da União de 9 de março de 2016, página 46.
Vigência: 1 de março de 2016 a 22 de fevereiro de 2017.
Valor: R$ 1,599 milhão.
Baldaque Guimarães e Haydee Valdemar Pulcherio (advogada dele em vários processos) assinam o contrato pela BMC.
Diante disso, a pergunta óbvia: como alguém com vasto histórico pessoal de violência e agressões pode cuidar da segurança de empresas e instituições?
baldaque 3-001
PS do Viomundo: O Movimento Brasil Livre publicou um vídeo editado do episódio, colocando o agressor de Lindbergh como “vítima”.
Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/agressor-de-lindbergh-farias-bebado-deu-tiros-para-o-alto-em-lugar-publico-e-jogou-seu-carro-contra-o-de-policial-no-rio.html

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

José Roberto Marinho aparece no Bahamas Leaks

22.06.2016
Do blog O CAFEZINHO
Por  Miguel do Rosário, editor-chefe do Cafezinho
Arpeggio - Coluna política
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Arpeggio - Coluna política diária
O mais novo vazamento em massa de dados em paraísos fiscais, realizado pelo consórcio de jornalistas investigativos ICIJ traz o nome de José Roberto Marinho, o mesmo nome de um dos três irmãos que herdaram o império midiático de Roberto Marinho. A descoberta foi da página "Pedala Direita".
O nome José Roberto Marinho aparece linkado à empresa New World Real State, da qual Marinho aparece como presidente, vice-presidente, tesoureiro e secretário.
A New World Real State é ligada, por sua vez, à Trident Corporate Services (Bah) Ltda, uma empresa com milhares de conexões nas Bahamas, e com um histórico curioso. Uma pesquisa na internet com o nome da Trident nos remete a uma notícia de 1998, publicada pela Folha de São Paulo, associando a empresa a Sergio Motta, o mais conhecido "operador" do PSDB durante a inglória era tucana.
Segundo a revista Época, a Trident também aparece conectada a Leo Pinheiro, dono da OAS, mas aí é mais uma artimanha da Globo, porque a Trident é intermediária de mais de oito mil empresas.
Chega a ser engraçado como, para a mídia brasileira, o mundo passou a girar em torno da Lava Jato. Isso acontece, naturalmente, porque a mídia brasileira sente-se no controle absoluto da narrativa da operação.
A Lava Jato é uma novela da Globo, tanto aliás que vai virar novela de fato: novela, série e filmes, sempre controlando a narrativa.
Por isso o constrangimento é tão grande quando surgem alguns fatos que turvam essa narrativa, como aquela etapa da Lava Jato que, ao investigar os proprietários de apartamentos do prédio do famoso "triplex", chegou ao nome da Mossack Fonseca e levantou algumas conexões que conduziam ao "triplex" de Paraty, uma espetacular mansão com heliporto.
Uma porção de provas, quase todas públicas, apontavam o triplex de Paraty para a família Marinho. Mas aí, apesar de abundar provas, não houve jamais convicção por parte do Ministério Público ou Judiciário.
A Trident é para as Bahamas o que a Mossack Fonseca é para o Panama: uma grande parideira de offshores.
O Cafezinho segue investigando.
As elites endinheiradas do Brasil, como se sabe, são campeãs mundiais de evasão fiscal. No primeiro mundo, crimes fiscais são considerados muito graves, e considerados como "corrupção fiscal".
Aqui, não. Aqui um diretor da Fiesp pode dever R$ 7 bilhões ao fisco e ainda participar de manifestações contra a corrupção.
Nas famigeradas "10 medidas contra a corrupção", uma campanha do MPF, patrocinada com nossos impostos, para reduzir nossas garantias constitucionais, não há nenhuma menção ao combate à corrupção fiscal no Brasil.
E isso apesar da sonegação no Brasil ser sete vezes maior do que a corrupção.
O Cafezinho já teve a oportunidade de noticiar, com exclusividade, um cabeludo crime de sonegação praticado pela família Marinho, proprietária do grupo Globo. O MPF, a Polícia Federal, a Receita, o Judiciário, todos se acovardaram, silenciaram-se e não foram adiante nas investigações contra uma corporação que, conforme ficou patente, era uma contumaz deliquente fiscal.
Com o golpe de Estado deste ano, fica cada vez mais claro que o país é refém, há muitos anos, de uma organização criminosa - e não é o PT, tanto que o partido foi removido do poder sem maiores dificuldades e seus quadros são perseguidos e presos mesmo sem provas.
A organização criminosa é aquela da qual todas as autoridades têm medo, ninguém ousa investigar, ninguém ousa sequer mencioná-la.
A organização criminosa está na sua telinha.
Plim plim.
diária
Por Miguel do Rosário, editor-chefe do Cafezinho
O mais novo vazamento em massa de dados em paraísos fiscais, realizado pelo consórcio de jornalistas investigativos ICIJ traz o nome de José Roberto Marinho, o mesmo nome de um dos três irmãos que herdaram o império midiático de Roberto Marinho. A descoberta foi da página "Pedala Direita".
O nome José Roberto Marinho aparece linkado à empresa New World Real State, da qual Marinho aparece como presidente, vice-presidente, tesoureiro e secretário.
A New World Real State é ligada, por sua vez, à Trident Corporate Services (Bah) Ltda, uma empresa com milhares de conexões nas Bahamas, e com um histórico curioso. Uma pesquisa na internet com o nome da Trident nos remete a uma notícia de 1998, publicada pela Folha de São Paulo, associando a empresa a Sergio Motta, o mais conhecido "operador" do PSDB durante a inglória era tucana.
Segundo a revista Época, a Trident também aparece conectada a Leo Pinheiro, dono da OAS, mas aí é mais uma artimanha da Globo, porque a Trident é intermediária de mais de oito mil empresas.
Chega a ser engraçado como, para a mídia brasileira, o mundo passou a girar em torno da Lava Jato. Isso acontece, naturalmente, porque a mídia brasileira sente-se no controle absoluto da narrativa da operação.
A Lava Jato é uma novela da Globo, tanto aliás que vai virar novela de fato: novela, série e filmes, sempre controlando a narrativa.
Por isso o constrangimento é tão grande quando surgem alguns fatos que turvam essa narrativa, como aquela etapa da Lava Jato que, ao investigar os proprietários de apartamentos do prédio do famoso "triplex", chegou ao nome da Mossack Fonseca e levantou algumas conexões que conduziam ao "triplex" de Paraty, uma espetacular mansão com heliporto.
Uma porção de provas, quase todas públicas, apontavam o triplex de Paraty para a família Marinho. Mas aí, apesar de abundar provas, não houve jamais convicção por parte do Ministério Público ou Judiciário.
A Trident é para as Bahamas o que a Mossack Fonseca é para o Panama: uma grande parideira de offshores.
O Cafezinho segue investigando.
As elites endinheiradas do Brasil, como se sabe, são campeãs mundiais de evasão fiscal. No primeiro mundo, crimes fiscais são considerados muito graves, e considerados como "corrupção fiscal".
Aqui, não. Aqui um diretor da Fiesp pode dever R$ 7 bilhões ao fisco e ainda participar de manifestações contra a corrupção.
Nas famigeradas "10 medidas contra a corrupção", uma campanha do MPF, patrocinada com nossos impostos, para reduzir nossas garantias constitucionais, não há nenhuma menção ao combate à corrupção fiscal no Brasil.
E isso apesar da sonegação no Brasil ser sete vezes maior do que a corrupção.
O Cafezinho já teve a oportunidade de noticiar, com exclusividade, um cabeludo crime de sonegação praticado pela família Marinho, proprietária do grupo Globo. O MPF, a Polícia Federal, a Receita, o Judiciário, todos se acovardaram, silenciaram-se e não foram adiante nas investigações contra uma corporação que, conforme ficou patente, era uma contumaz deliquente fiscal.
Com o golpe de Estado deste ano, fica cada vez mais claro que o país é refém, há muitos anos, de uma organização criminosa - e não é o PT, tanto que o partido foi removido do poder sem maiores dificuldades e seus quadros são perseguidos e presos mesmo sem provas.
A organização criminosa é aquela da qual todas as autoridades têm medo, ninguém ousa investigar, ninguém ousa sequer mencioná-la.
A organização criminosa está na sua telinha.
Plim plim.
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/09/22/jose-roberto-marinho-aparece-no-bahamas-leaks/

Moro faz boca de urna contra o PT Gleisi: para que prender o Mantega no hospital?

22.09.2016
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim
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O da direita é candidato do PSDB à Prefeitura de SP - precisa desenhar?
Gleisi denuncia Moro por fazer “boca de urna” contra o PT nas vésperas das eleições

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) denuncia nesta quinta (22) que a prisão do ex-ministro Guido Mantega, pela Lava Jato, é uma verdadeira “boca de urna” do juiz federal Sérgio Moro contra o PT.

As bancadas petistas na Câmara e no Senado estudam, inclusive, ingressar na Justiça Eleitoral contra o magistrado.

Boca de urna é crime eleitoral no Brasil. Talvez não o seja nos Estados Unidos.

Moro tem o amigo pessoal João Dória (PSDB) disputando a prefeitura de São Paulo, dentre outros amigos tucanos. As eleições municipais ocorrerão no próximo dia 2 de outubro, portanto, daqui a 10 dias.

Abaixo, veja as tuitadas da senadora:


- Parece até que se chama operação boca de urna. Está chegando perto das eleições, eles vem pra cima do PT - comentou. O ex-presidente também se disse preocupado com o fato de Guido Mantega ter sido preso "na sala de cirurgia"
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/moro-faz-boca-de-urna-contra-o-pt

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

DELLAGNOL, O PARTIDÁRIO PERSEGUIDOR:Em 2015, Dallagnol foi estrela de festinhas golpistas da plutocracia paulista

19.09.2016
Do blog O CAFEZINHO
Por Redação

"Balada contra a corrupção" terá procurador da República e hits anti-Dilma


deltan_dallagnolFesta organizada pela empresária Rosângela Lyra tem entre os convidados o procurador Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal do Paraná; assinatura em apoio a projeto de lei será o "ingresso"
na Veja SP
Uma festa para "engajar os jovens" e coletar assinaturas para um projeto de lei do Ministério Público Federal acontecerá nesta quarta na Casa 92, em Pinheiros, na Zona Oeste. "É a primeira balada contra a corrupção do Brasil", explica a empresária Rosângela Lyra, organizadora da noitada. O evento começa às 21 horas.
Rosângela chamou cerca de 500 pessoas - "principalmente os filhos dos meus amigos, um pessoal mais novo" - e vai levar também um convidado especial: o procurador da República Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal do Paraná, um dos responsáveis das investigações da Operação Lava Jato.
O "ingresso" é simbólico: será preciso preencher uma ficha de apoio a uma iniciativa do do MPF chamada "10 medidas contra a corrupção". As assinaturas serão enviadas ao Congresso Nacional como forma de pressão para que se criem leis mais duras contra o enriquecimento ilícito de políticos e o caixa dois em campanhas eleitorais, por exemplo. Hoje, essas duas práticas não são consideradas crime.
O DJ convidado é o também empresário Pedro Camargo - dono do bar Conservatorium, no Itaim Bibi -, que tocará house. "Brincamos que vamos colocar na playlist aquelas paródias que fazem com a Dilma", conta Rosângela, referindo-se aos discursos "musicados" da presidente que viraram hits de Youtube, como "Saudação à Mandioca".
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/09/19/em-2015-dallagnol-foi-estrela-de-festinhas-golpistas-da-plutocracia-paulista/

domingo, 18 de setembro de 2016

As meninas de Jô e a Escolinha do Professor Raimundo

18.09.2016
Do portal JORNAL GGN, 17.09.16
Por Luis Nassif


Sempre fui tolerante com a opinião contrária e admirador, quando bem embasada. A boa discussão é aquela em que os dois lados saem com a opinião mudada, um pelos argumentos do outro.
Mas, admito, o senso comum é um saco, venha de onde for. Não tenho mais a menor paciência para discussões de senso comum nem em mesa de bar, especialmente quando revestido da arrogância dos que, sendo néscios, assumem o ar superior de quem viu a verdade. É o que mais se tem hoje em dia.
Quando a pessoa tem renome em outra área, tenho uma saída padrão, que utilizei outro dia com uma notável violonista erudita que se imagina de direita, querendo discutir política no bar do Alemão:
- Prezada, jamais ousaria discutir violão clássico com você.
Anos atrás me vali desse expediente contra uma notável sambista, que se imaginava de esquerda, trocando o violão erudito pelo pagode.
Na mídia, desde sempre, o que mais se vê, se lê se ouve é o senso comum. Escrevi sobre isto no "Jornalismo dos anos 90". Trouxeram para os jornais uma profusão de colunistas, no mesmo período do advento do âncora de TV e rádio. Para competir - e para não ter que ler muito - vários deles passaram a exprimir o senso comum. O leitor estava indignado com algum episódio? Em vez de estudar, analisar e explicar para o leitor, o sujeito preferia mostrar-se solidário e indignar-se. Era um festival de indignação diário de provocar engulhos no estômago.
A praga das opiniões vazias nas redes sociais contaminou o que deveria ser o ambiente diferenciado das redações. O que se vê, agora, é o cronista musical caçoando da ex-presidente por não conseguir captar uma ironia simples com a palavra "nuvem", referindo-se a armazenamento em nuvem. O sujeito que nada entende de energia, mostra-se um técnico superior, ao caçoar do "engarrafando o vento", uma expressão do setor para sistemas de armazenamento da energia eólica. 
Afinal, se o leitor zurra, que ele também zurre para ser bem compreendido. E fica isso, uma récua zurrando em uníssono, mostrando-se sábios, superiores, porque eles sabem que é impossível engarrafar o vento.
Mas, convenhamos, a análise do discurso do Lula por Jô Soares e as "meninas” transcendeu a visão mais pessimista sobre mídia.
Todas se debruçam sobre uma afirmação de Lula: "País rico é país sem pobres". O âncora puxa o deboche, da mesma maneira que os animadores de auditório em programas ao vivo. Estica a placa "riem e debochem da frase país rico é país sem pobres". Batida a claquete, todas fazem um ar inteligente e começam a caçoar, a rir, a rir exageradamente, a gargalhar às escâncaras, com a sabedoria de um jumento (perdoem a comparação) gargalhando ante um texto de Hegel, perdão, Engels - apud os bravos procuradores do Ministério Público paulista, doutos e sábios ante a vítima ignorante.
A frase de Lula está na base da discussão de todas as políticas de desenvolvimento da segunda metade do século 20.
1. A riqueza de um país sempre foi medida pelo PIB (Produto Interno Bruto).  Nessa lista, o Brasil é a 7a economia do mundo.
2. No entanto, pôde-se ter um PIB muito alto, e permanecer pobre. Uma das métricas é o PIB per capita (a riqueza dividida pelo número de habitantes). Nessa lista, o Brasil é a 70a economia do mundo. Atenção, "meninas": captaram?
3. No entanto, o PIB per capita não registra a miséria corretamente porque é uma média. Se houver poucos grupos muito ricos e muitos grupos muito pobres, a média distorcerá a realidade. A maneira de medir a distribuição de riqueza é através do Índice de Gini, uma metodologia desenvolvida em 1912 pelo estatístico italiano Corrado Gini. É uma métrica que vai de 0 a 1. Quanto mais perto de 1, maior é a desigualdade, e vice-versa. Em 2008 o Índice de Gini do Brasil era de 0,544. Em 2014, de 0,49. No sul, é de 0,442; no Nordeste, de 0,501. Para efeito de comparação, é maior que no México (0,479), que na China (0,470), que nos Estados Unidos (0,45) e que na Noruega (0,25).
4. Mas o Índice de Gini não mede a pobreza em sua forma ampla. Dai o desenvolvimento do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que mede um conjunto mais amplo de fatores, incluindo acesso a serviços públicos. O Brasil ocupa a 75a colocação.
Entenderam porque é possível construir países ricos com muitos pobres?
Ainda não foi criado um índice de desinformação geral do jornalismo pátrio. Ainda bem, porque seria capaz do país figurar na lanterna dos países ao sul do Equador.
Deu vontade de dizer para as “meninas”:
- Não ouso discutir... não ouso discutir...
Infelizmente nenhuma especialidade me vem à cabeça.
Jornalismo? Não é o caso. Maquiagem? Seria de uma misoginia indesculpável. Humor? Arrogância não combina com humor: no máximo, serve de alvo. 
Aliás, combina. A Escolinha do Professor Raimundo é o modelo na qual se inspirou essa velha-nova escola de jornalismo, na qual jornalistas aceitam se rebaixar à condição de jurados de programas de auditório 
PS - No café da manhã, com minhas adolescentes, ambas ficaram surpresas das "meninas" do Jô nada saberem sobre PIB per capita, Coeficiente de Gini e IDH. É matéria curricular de geografia no 2o grau.
*****
Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/as-meninas-de-jo-e-a-escolinha-do-professor-raimundo