sexta-feira, 17 de novembro de 2017

REDE GLOBO GOLPISTA E ENVOLVIDA EM CORRUPÇÃO:PROPINA NO FUTEBOL RENDE BILHÕES À GLOBO

17.11.2017
Do portal BRASIL247

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Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/327771/Propina-no-futebol-rende-bilh%C3%B5es-%C3%A0-Globo.htm

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

GLOBO GOLPISTA E ENVOLVIDA EM PROPINAS DA FIFA:MPF E PF SÃO CÚMPLICES DA GLOBO

15.11.2017
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Imprensa global denuncia o propinoduto



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Fonte:https://www.conversaafiada.com.br/

Mulher, priorize seu tempo com Deus em 2018

15.11.2017
Do blog VOLTEMOS AO EVANGELHO, 08.11.17
Por Renata Gandolfo*

mulher-priorize-seu-tempo-2018


Ovelha, iniciamos este ano oferecendo recursos para que cada uma de nós pudesse ter consciência e valorizar seu tempo com o Senhor. Eu passei o ano todo lutando para que os recursos chegassem até você e para que estivesse alimentada e focada em buscar ao Senhor todos os dias de 2017.
Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome, porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. Lucas 12.33-34
É preciso ter sabedoria e dependência do Senhor até mesmo para nos mantermos diante de Cristo. Preciso dizer que muitos dias eu lutei com meu tempo. Você já percebeu como o tempo escoa rapidamente pelo vão de nossos dedos? (inclusive quando eles estão teclando?). Eu ainda nem comecei a expor os infindáveis recursos que Cristo nos proporciona na sua Palavra e o relógio me avisa que tem outro compromisso esperando por mim. Estamos em novembro e percebo que muitos dos meu dias foram usados para remediar alguma emergência. Mas eu preciso te contar uma coisa que o Senhor me deu este ano, este ano eu estive com o Senhor em particular com muito mais compromisso do que em anos anteriores e posso concluir que pela graça eu fui treinada pelas aflições dos anos anteriores a buscar o Senhor todos os dias, várias vezes por dia. Também tive treinamento nas madrugadas, orando insistentemente por algum motivo que estava completamente fora de meu alcance sanar, somente Deus poderia trabalhar naquela questão, então lá estava eu prostrada diante do trono do Todo-Poderoso.
Orai sem cessar. 1 Tessalonicense 5.17
Em dias de intenso trabalho, eu parei tudo, no ponto em que estava, mesmo faltando finalizar, interrompi o barulho do mundo para estar com o meu Senhor, porque depois de muitas lutas sangrentas aprendi que sem Ele nada posso fazer. Lembra aquele texto que deixei aqui para você ler sobre prioridades? Então, eu vivi neste ano a escolha que fiz de estar primeiro com meu Senhor e depois fazer as outras coisas. Isso é graça abundantemente derramada do trono de Deus sobre minha existência.
Estou contando isso para você hoje porque nos aproximamos do final do ano e aquele momento de balanço do ano que passou (aproveita e faz aquele memorial!) e as promessas e planos (lembre-se de incluir aqui um plano de leitura bíblica) para o próximo ano vão ser pensadas e escritas. Quero encorajá-la a escrever seus projetos para o próximo ano diante do trono da graça de nosso Senhor, de onde recebemos a sabedoria para realizarmos aquilo que almejamos, lembrando que sem ele nada podemos fazer. NADA.
Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. João 15.5
O resultado de ter priorizado e protegido meu tempo com o senhor não seja talvez exatamente o que você está imaginando, que eu tenha conseguido realizar GRANDES conquistas, não, não é isso. O resultado foi amar mais. Conhecer o amor de Cristo me fez amá-lo mais e a consequência disso é ser capaz de amar mais ao próximo, sim amar o próximo é um sacrifício de morrer diariamente, se importar menos comigo e mais com os outros.
Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Rm 12.10
Não, eu não sou a perfeita e “santarrona” e, na verdade, estou bem longe de ser, mas andei um passo para a direção de Cristo, e isso é graça dEle em minha vida. E, finalizando, o fruto de estar mais com Cristo, no melhor tempo do meu dia e de ele ser o que mais importa em minha vida, me deixou sem grandes ansiedades pelas coisas deste mundo e mais livre para pensar nas coisas do céu, de onde sou cidadã. Prove, isto poderá fazer toda a transformação que você necessita para sua vida.
Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal. Mateus 6.31-34
Avante, Ovelha!
Ao Nosso Senhor, toda honra e toda a glória.
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*Renata Gandolfo é paulistana, refugiada em São José dos Campos desde 2003 e graduanda em Letras português-inglês. É membro da Igreja Batista da Graça e por acreditar em discipulado e aconselhamento bíblico iniciou, em sua igreja, o Grupo Elas - Estudo e Leitura de Aconselhamento de Senhoras. Apaixonada por literatura, Renata trabalhou como vendedora da Editora Fiel e hoje atua no editorial feminino online do Ministério Fiel.

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Fonte:http://voltemosaoevangelho.com/blog/2017/11/mulher-priorize-seu-tempo-com-deus-em-2018/

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

RESULTADO DO IMPEACHMENT: Reforma trabalhista permite contratação de funcionário por R$ 4,26 a hora. E já tem empresa contratando

13.11.2017
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE,28.10.17 

Nova modalidade, criada na reforma trabalhista, prevê que o limite de pagamento é proporcional ao salário mínimo


A reforma trabalhista, que entra em vigor em 11 de novembro, permite a contratação de funcionários pelo regime de jornada intermitente. Nesse modelo, o empregador contrata o funcionário somente pelas horas que precisar, com pagamento proporcional ao período trabalhado.

O cálculo da hora trabalhada pelo regime de jornada intermitente não pode ser inferior ao valor proporcional do salário mínimo, fixado atualmente em 937 reais. Isso significa que a hora de salário do funcionário contratado por esse regime não pode ser inferior a 4,26 reais por hora.

Um anúncio de emprego que circulou nas redes sociais nesta sexta-feira, do grupo Sá Cavalcante, encabeçou um movimento de boicote a algumas redes de fast food. No anúncio, a empresa oferece um salário de 4,45 reais/hora para trabaçhar por cinco horas, aos sábados e domingos. A vaga é para trabalhar em unidades de franquias de fast food do grupo – Bob’s, Spoleto, Balada Mix, Choe’s Oriental Gourmet -, em Vitória, no Espírito Santo.

O trabalhador que aceitar essa vaga vai ganhar 22,25 reais por dia de trabalho. Pelo trabalho no sábado e domingo, a remuneração será de 44,50 reais. Se ele trabalhar quatro fins de semana, o salário será de 178 reais. É bem menos que o salário mínimo de 937 reais, mas é proporcional às horas trabalhadas.

A regra que determina o pagamento por hora estipula que o valor não pode ser inferior ao mínimo ou ao que é pago aos demais funcionários do estabelecimento. Assim, se houver salário mínimo regional ou convenção coletiva determinando um piso superior ao mínimo nacional para uma determinada categoria, valem estas regras.Está na Veja
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Fonte:https://blogdacidadania.com.br/2017/11/prova-de-que-temer-vendeu-lei-trabalhista-patroes/

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

MENTIRA DA IMPRENSA GOLPISTA:Lula não vai se aliar a golpistas. É pegadinha da mídia

09.11.2017
Do BLOG DA CIDADANIA, 06.11.17
Por Eduardo Guimarães

Produziu-se uma imensa polêmica após Lula ter dito uma frase sobre “perdoar golpistas” que foi distorcida e mal-entendida por muitos devido ao fato de que hoje, no Brasil, a grande maioria só lê manchetes, sobretudo nos links colocados no Twitter  e no Facebook.
Em um discurso em Belo Horizonte, o ex-presidente Lula afirmou, como metáfora, que estava “perdoando os golpistas” como fizeram Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
Veja só, leitor, o que foi, exatamente, que Lula disse:
Toda as vezes em que a direita nesse País resolveu usurpar o poder, a primeira coisa que fez foi destruir moralmente seus adversários. Foi assim com Getúlio (Vargas), depois com Juscelino Kubitschek, depois com Jango (João Goulart). Sou mais paciente que Getúlio e João Goulart e talvez mais que JK, que tentaram tirar três vezes e ele sempre perdoou. Estou perdoando os golpistas desse País
Porém, o problema é que as pessoas só leem manchetes, hoje em dia.
Como se vê, Lula não disse nada sobre se aliar a golpistas, mas cheguei a ver gente comentando que ele teria confessado planos de aliar àqueles que derrubaram Dilma e flagelaram o PT se eles apoiassem sua candidatura e/ou seu governo.
Mas de onde tiraram essa ideia de que Lula vai se aliar a golpistas? Tudo se precipitou devido, sobretudo, a uma foto dele com o senador Renan Calheiros e com o governador de Alagoas, Renan Filho, que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff.
O Blog da Cidadania apurou que o que fez eclodir essa onda de indignação e crença de que Lula pretendia se aliar a golpistas e esquecer o discurso do golpe partiu de interpretação sobre matéria do Estadão sobre a fala dele sobre perdoar golpistas.
Como sempre, gravei um comentário em vídeo sobre esse assunto e, também, sobre  minha posição pessoal em relação à pré-candidatura da camarada comunista Manuela D’Ávila a presidente da República na eleição do ano que vem.

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Fonte:https://blogdacidadania.com.br/2017/11/lula-nao-vai-se-aliar-golpistas-e-pegadinha-da-midia/

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

MP acusa Ministério da Justiça de proteger operador de Serra

30.10.2017
Do blog SUL21, 07.08.17

Foto: Jessika Lima/AIG-MRE/Fotos Públicas
O Ministério da Justiça breca desde outubro de 2016 a criação de uma força-tarefa entre Brasil e Espanha para investigar suspeitas de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, envolvendo a empresa de capital misto espanhola Defex. A Espanha pediu a criação de uma equipe de trabalho conjunta para apurar um repasse de 7 milhões da Defex para empresas de Gregório Marin Preciado, entre elas a Iberbrás. Preciado é casado com uma prima de José Serra (PSDB) e apontado como operador do senador tucano.
A Iberbrás apareceu na Lava Jato por causa da refinaria de Pasadena. De acordo com o delator Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, por meio de um contrato fraudulento com a Astra Oil, a Iberbrás escoou propina de US$ 15 milhões destinada ao pagamento de vantagens indevidas a funcionários da Diretoria Internacional e de Abastecimento da Petrobras.
Em 22 de junho deste ano, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou um ofício ao ministro da Justiça, Torquato Jardim, cobrando uma posição sobre o pedido de formação da equipe conjunta de investigação. No documento, o procurador afirmou que houve uma discussão em outubro do ano passado sobre o tema, mas o governo não encaminhou “mais qualquer informação” para formar o grupo conjunto. O pedido de criação do grupo não teve andamento no Ministério da Justiça nas gestões de Alexandre de Moraes, Osmar Serraglio e de Torquato.
Na época do pedido espanhol, Janot comunicou Michel Temer sobre o caso. A Procuradoria queria evitar que as informações chegassem ao Ministério das Relações Exteriores, chefiado à época por José Serra, uma vez que a investigação esbarra em informações sobre o empresário, que é próximo ao tucano.
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Fonte:https://www.sul21.com.br/jornal/mp-acusa-ministerio-da-justica-de-proteger-operador-de-serra/

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Xadrez de como a mídia protegeu o Casino e jogou a culpa em Pimentel

24.10.2017
Do portal do JORNAL GGN
Por Luís Nassif

Peça 1 – a Polícia Federal assume a linha editorial de O Valor

A Operação Acrônimo da Polícia Federal conseguiu um feito espetacular: decretar definitivamente a morte do jornalismo. O jornal Valor, um dos últimos resistentes, montou uma equipe de quatro repórteres, em tempos de escassez, para a reportagem Mulher de Pimentel foi elo com grupo empresarial, diz PF”.

Não se trata de episódio nebuloso, que exigiu investigação, perspicácia e fontes especiais. Tratava-se apenas de analisar o inquérito da PF à luz dos fatos ocorridos entre junho e outubro de 2011, um dos temas mais comentados da mídia, porque uma guerra entre assessorias e suas fontes que chacoalhou a imprensa.

Bastaria uma mera consulta ao Google para oferecer aos leitores de o Valor uma notícia de qualidade.
A acusação - A PF acusa Fernando Pimentel, quando Ministro do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), de ter beneficiado o grupo Casino, ao impedir que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) financiasse a fusão entre o Pão de Açúcar, de Abílio Diniz, e o Carrefour. Mais que isso, indicia sua esposa, na época assessora de comunicação do MDIC, e o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho, justamente o maior defensor da fusão.

Os fatos – na época, a mídia se vangloriou do feito de ter impedido a operação BNDES-Abílio Diniz.

O maior responsável pelo fracasso da fusão foi a imprensa, mais especificamente as Organizações Globo, em editorial e através de seus colunistas.

Mas a lógica midiática funciona assim: a mídia tem o mérito de ter impedido a fusão entre Pão de Açúcar-Carrefour, e Pimentel tem a culpa de ter impedido a fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour.

De duas uma: ou o veto à operação era legítimo, e aí a mídia e Pimentel estavam certos; ou o veto era indecoroso, e ambos são cúmplices.

Nem uma coisa, nem outra, como se verá a seguir.

Peça 2 – a lógica inicial

O Casino tornou-se sócio do Pão de Açúcar ainda nos anos 90. Em determinado momento da sociedade, Abílio Diniz acertou com o Casino transferir o controle do grupo até 2012.

Em 2011, com o mercado de consumo bombando, com a ajuda do Banco Pactual, de André Esteves, Abílio pensou em uma saída estratégica: associar-se ao Carrefour, que estava em dificuldades, e comprar a parte do Casino.

A estratégia era interessante. Os supermercados são a porta de entrada cada vez maior para os alimentos em geral. As redes francesas sempre tiveram papel relevante no escoamento da produção agrícola do país. Associando-se a uma marca mundial, o agronegócio e a indústria de alimentos brasileira poderia ter canais internacionais de escoamento.

Pode-se discutir se ocorreria ou não esse benefício ou se, a exemplo da Inbev, internacionalizaria o capitalista brasileiro, sem beneficiar o produtor. Mas a tese fazia sentido, a ponto de ser endossada por uma reportagem do Financial Times, de 1o de julho de 2011, quando o fato ganhou as manchetes:


A reportagem diz que os políticos brasileiros estão preocupados com o fato de o Brasil estar se consolidando principalmente um exportador de commodities.

"Então, estão entusiasmados (com a ideia de) criar campeões nacionais em outros setores, mesmo que sejam parcialmente controlados por estrangeiros", diz o texto, agregando que o know-how trazido pela rede varejista francesa poderia ajudar a ampliar ao exterior os negócios do novo empreendimento.

E o maior defensor da operação, aliás defensor histórico da lógica dos “campeões nacionais” era o então presidente do BNDES Luciano Coutinho – agora indiciado pela PF por supostamente ter atrapalhado a operação.

Peça 3 – a guerra midiática

A base da acusação da PF foi o fato do Casino ter bancado uma conta milionária do consultor Mário Rosa e parte do recurso ter sido pago a Carolina Oliveira, na época contratada pelo BNDES para ser assessora do MDIC, e que posteriormente se casaria com Pimentel.

Para reforçar a acusação, a PF compara os valores pagos a Mário Rosa, na casa dos R$ 2 milhões, com afirmações de Abílio, que teria se limitado a contratar a Máquina de Notícias por módicos R$ 50 mil.

Mentira evidente! Foi uma guerra milionária na qual Abílio não economizou recursos. Na biografia autorizada de Abílio, por Cristiane Correa, a guerra midiática é relatada assim:

“A briga foi amplificada na imprensa. Diariamente, reportagens e notas esmiuçavam o andamento do caso. Nesse campo, o Casino estava mais bem preparado do que Abílio. Havia quase três meses que a FSB, maior agência de comunicação do Brasil, fora contratada pela varejista francesa (o Casino recrutaria ainda outras empresas e especialistas, como a In Press e os consultores Mario Rosa e Eduardo Oinegue, mas cabia à FSB a coordenação do processo). Abílio, por sua vez, só começou a se preparar depois do vazamento do jornal francês, ao contratar a agência Máquina da Notícia (foram recrutados também os consultores Cila Schulman, Sergio Malbergier, Gustavo Krieger e Marcelo Onaga).” Inclusive apresentando o cappo do Casino, Jean-Charles Naouri como o Daniel Dantas francês.

Muito dinheiro rolou, sim. E sempre através das assessorias de imprensa.

Mais que isso, a guerra ganhou a mídia a partir de 1o de julho de 2011. O próprio inquérito da PF constata que no dia 22 de junho de 2011 a proposta foi analisada pela área técnica do banco. Doze dias depois, o parecer determinava que a aprovação estava condicionada à ausência de litígio entre Pão de Açúcar e Casino.

Essa foi a análise inicial e foi a decisão final do banco. Não houve incoerência. O enorme burburinho ocorrido na mídia visou exclusivamente valorizar os contratos das assessorias de imprensa e seus aliados.

Mais à frente, quando o BNDES oficialmente negou a operação, a decisão foi saudada como se fosse uma vitória da mídia. No entanto, a brilhante delegada do PF conclui que a cláusula de 22 de junho era a prova de que Abílio foi prejudicada pelo lobby do Casino.

Ora, o único lobby que ocorreu na época foi a contratação, pelo BTG Pactual, do ex-Ministro Antônio Palocci para atuar, visando reverter a decisão. O próprio Palocci acenou com a delação sobre as tratativas de Abílio e do Banco Pactual – que organizava a tentativa de fusão – para influenciar o governo.

A denúncia não para aí. Desde os anos 90 é praxe o BNDES contratar uma pessoa para disponibilizar como assessor de imprensa do Ministro. O relatório da PF trata como se fosse manobra excepcional para beneficiar Carolina. Soma não apenas os salários do ano, mais os gastos com viagens nacionais e internacionais – a serviço – e computa tudo como se fosse ganho líquido da funcionária.

Peça 4 – cronologia de uma guerra que não houve

Como se viu, no dia 22 de junho de 2011, a área técnica do BNDES já tinha recomendado que o aporte na fusão Pão de Açúcar-Carrefour só fosse autorizado caso não houvesse conflito entre Abílio e o sócio Casino.

A guerra midiática que se seguiu foi no sentido de reverter a decisão do banco. E a principal arma do Casino foi a Globo.

Confira-se na cronologia dessa falsa guerra:


Os jornais já sabiam que a operação só sairia se houvesse a concordância do Casino.

1o  de julhoBNDES reforça que oferta não é hostil. E que só apoiará Pão de Açúcar e Carrefour após entendimento amigável. Ou seja, o fato consumado era a decisão de não apoiar a fusão, sem o consentimento do Casino.

1o de julho – Cai por terra tese sobre fusão Pão de Açúcar/Carrefour. Os jornais já dão a operação por fracassada.

1o de julho – Mirian Leitão faz longo artigo criticando a fusão que já havia sido descartada pelo BNDES. Qual a lógica, se o próprio banco não havia concordado com a operação?


Uma manchete fantasiosa, já que a decisão do corpo técnico se deu antes de qualquer pressão.

5 de julho – Mirian Leitão diz que BNDES deveria ter aguardado o desfecho da briga entre sócios”. Uma matéria fake em defesa do Casino, já que a área técnica havia condicionado a operação a um acordo entre os sócios.



24 de outubro BNDES vai retirar apoio à fusão Pão de Açúcar / Carrefour. Apenas formalizando o que a área técnica já havia recomendado.

24 de outubro – Mirian Leitão celebra que opinião pública derrubou proposta de fusão”.

Não era verdade, porque a recomendação do BNDES foi anterior à pressão da mídia.

Matéria para valorizar a própria influência. Mas se atribui a mídia o fracasso da operação, porque não desmente a denúncia da PF, que atribui a decisão a Pimentel?

24 de outubro – em outro post, a incansável Mirian diz que Dilma está certa: BNDES nada tem a fazer na fusão”.

24 de outubro – Elio Gaspari diz que governo deu ao BNDES a “missão heroica de salvar Abilio Diniz”. E acusa o Ministro Fernando Pimentel de.... apoiar Abílio Diniz. Preso por ter cão, preso por não ter cão.

24 de outubro – Em editorial, sob o título “Mais um desvio de função do BNDES”, O Globo critica a intenção que o BNDES nunca teve em apoiar a fusão.

Criaram um factoide – o suposto apoio do BNDES à fusão, que nunca houve -, montaram uma campanha pesada em favor do Casino, mas tão parcial que o único veículo que apresentou o outro lado, razões a favor da fusão, foi o Financial Times. Se vangloriaram de terem derrubado as pretensões de Abílio. Ajudaram claramente o grupo Casino.

Celebraram o fato do governo supostamente ter voltado atrás graças à pressão da mídia. E, quando a PF atribui a frustração da operação a Pimentel, veículos e jornalistas não têm a grandeza de rebater as conclusões.

A contratação de Carolina ocorreu um ano após a decisão do BNDES.  E não há uma evidência sequer de que tenha influenciado qualquer decisão de Pimentel, ou que Pimentel tenha influenciado qualquer decisão do BNDES.
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Fonte:https://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-de-como-a-midia-protegeu-o-casino-e-jogou-a-culpa-em-pimentel-por-luis-nassif

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Com salário de 37 mil reais por mês, Gilmar Mendes relativiza trabalho escravo dizendo que pode até ser o caso dele

20.10.2017
Do blog VI O MUNDO, 


Meu trabalho é exaustivo, mas não é escravo, diz Gilmar Mendes
Ministro do STF admite que não leu nova portaria, mas afirma que assunto, ‘polêmico, não deve ser partidarizado nem ideologizado’
BRASÍLIA – Em meio à polêmica com a publicação de uma portaria que modifica as regras de combate ao trabalho escravo, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, disse nesta quinta-feira, 19, que o tema é polêmico, mas que deve ser tratado sem partidarizações ou ideologizações.
“Eu não tive tempo ainda de ler a portaria e terei de fazer a devida aferição. Esse tema é sempre muito polêmico e o importante, aqui, é tratar do tema num perfil técnico, não ideologizado. Há muita discussão em torno disso”, disse o ministro.
“Eu, por exemplo, acho que me submeto a um trabalho exaustivo, mas com prazer. Eu não acho que faço trabalho escravo. Eu já brinquei até no plenário do Supremo que, dependendo do critério e do fiscal, talvez ali na garagem do Supremo ou na garagem do TSE, alguém pudesse identificar, ‘Ah, condição de trabalho escravo!’. É preciso que haja condições objetivas e que esse tema não seja ideologizado”, completou Gilmar Mendes.
As novas normas mudam a punição de empresas que submetem trabalhadores a condições degradantes e análogas à escravidão. Entre outras coisas, elas determinam que só o ministro do Trabalho pode incluir empregadores na Lista Suja do Trabalho Escravo, que dificulta a obtenção de empréstimos em bancos públicos.
Critérios. A nova regra altera também a forma como se dão as fiscalizações, além de dificultar a comprovação e punição desse tipo de crime.
“O que é importante é que haja critérios objetivos e que não haja essa subjetivação. Vimos aí alguns processos no STF em que havia uma irregularidade trabalhista, mas daí a falar-se em trabalho escravo, parece um passo largo demais. É preciso que haja esse exame adequado das situações, um tratamento objetivo e que isso não seja partidarizado nem ideologizado”, comentou Gilmar Mendes.
Rebatidas. A portaria já foi criticada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Apesar das críticas, o presidente Michel Temer segue disposto a manter as alterações nas regras como um sinal de afago à bancada ruralista do Congresso Nacional em meio à articulação política para garantir uma votação favorável na segunda denúncia apresentada contra o presidente.
Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/salario-de-37-mil-reais-por-mes-gilmar-mendes-diz-que-o-trabalho-dele-nao-e-de-escravo.html

terça-feira, 17 de outubro de 2017

13º salário: uma árdua conquista dos socialistas

17.10.2017
Do blog JUSTIFICANDO, 16.10.17

13º salário: uma árdua conquista dos socialistas
Foto: Tuane Fernandes
Novembro e dezembro estão para chegar, e, com eles, o pagamento do 13º salário.
Mas o que é o 13º? De onde veio? Quem trouxe?
Dia 13 de Julho é a data para comemorar a entrada do 13º em nosso ordenamento jurídico. Lei 4.090 de 62, João Goulart deixou no art :
“No mês de dezembro de cada ano, a todo empregado será paga, pelo empregador, uma gratificação salarial, independentemente da remuneração a que fizer jus.”
Logo depois que o Goulart sancionou essa lei, o golpista Castello Branco sancionou a Lei 4.749 – que fazia uma pequena reforma na lei anterior.
“Tem direito à gratificação todo trabalhador com carteira assinada, sejam trabalhadores domésticos, rurais, urbanos ou avulsos. A partir de quinze dias de serviço, o trabalhador já passa ter direito a receber o décimo terceiro salário. Também recebem a gratificação os aposentados e pensionistas do INSS.”
O cálculo do décimo terceiro salário é feito da seguinte forma: divide-se o salário integral do trabalhador por doze e multiplica-se o resultado pelo número de meses trabalhados. As horas extras, adicionais noturno e de insalubridade e comissões adicionais também entram no cálculo da gratificação.
O 13º salário deve ser pago pelo empregador em duas parcelas. A Lei 4.749, de 12/08/1965, determina que a primeira seja paga entre o dia 1º de fevereiro até o dia 30 de novembro. Já a segunda parcela deve ser paga até o dia 20 de dezembro, tendo como base de cálculo o salário de dezembro menos o valor adiantado na primeira parcela.
É um direito seu, trabalhador!
Mas como disse Norberto Bobbio:
 Os direitos não são dados, mas conquistados.
Do mesmo modo, avanços trabalhistas não se alcançam pacificamente. No início dos anos 1950 chega na Câmara dos Deputados uma proposta muito parecida com a ideia do 13º salário, mas é derrubada pelos parlamentares.
Semanas antes da aprovação do texto de Aarão Steinbruch, à época deputado federal, em abril de 1962, o jornal O Globo publicou uma reportagem em que patrões e economistas previam que o 13º sobrecarregaria as empresas e pressionaria a inflação.
O empresariado era contra o projeto alegando que ele elevaria o custo e resultaria numa “quebradeira geral” de empresas no Brasil. Parte da imprensa também atacou a decisão do presidente brasileiro, acusando Jango de fazer demagogia com a nova lei e que tal iniciativa iria quebrar empresários, levar à bancarrota a economia nacional e instalar no país o caos político e social.
Resultado? Sindicatos de trabalhadores organizaram abaixo-assinados, passeatas, piquetes e greves. Muitas pessoas foram presas em razão dos protestos.
Em uma entrevista, Miguel Terribas Rodrigues, que foi um dos trabalhadores que participou da luta pela inclusão do 13º salário como obrigação, falou como era antes:
“O abono de Natal dependia do humor da chefia. Alguns chefes não davam nada. Outros até davam alguma coisa, por livre e espontânea vontade, mas costumava ser muito pouco. Os patrões entendiam que o abono de Natal era uma gorjeta — não era obrigatória e era no valor que mais lhes fosse conveniente. Foi nas assembleias do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo que surgiu a ideia de incluir o abono de Natal na pauta de reivindicações dos trabalhadores. Assim, toda vez que pressionávamos os patrões por aumento de salário, pedíamos também o abono. Mais tarde, passamos a lutar para que o abono de Natal se tornasse lei, direito.”
A luta dos trabalhadores – e estudantes – é de suma importância para o desenvolvimento de um país, garantindo a efetivação de Direitos previstos, mas não executados, e de novos direitos que a atualidade impõe.
O fato é que essa grana extra que você vai ganhar este final do ano foi conquistada na base de greve e de muita luta. Foi obra dos socialistas, em especial do PCB, no Brasil.
Que bom que a luta existiu – e haverá de sempre existir! Vamos aproveitar o 13º salario. E só por questão de coerência: quem diz que apoia o Bolsonaro e suas ideias, abram mão do 13º salário – e das férias. Defender o Bolsonaro e receber 13º é uma incoerência gritante.
Wagner Francesco é bacharel em Teologia e Direito.
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Fonte:http://justificando.cartacapital.com.br/2017/10/16/13o-salario-uma-ardua-conquista-dos-socialistas/